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Portuguese Abstracts
Welcome to the
BJO Portuguese
Abstracts
This edition
includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and
Laboratory Science articles from the December 2004 issue.
The full text is only available in English
to subscribers or on a pay per
view basis (US$12 per article)
December /
Dezembro 2004
Volume 88 Number/ número 12
Clinical science – scientific reports
Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science – extended reports
Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science – scientific reports
Ciência laboratorial – relatos científicos
Editors / Editores:
Dr Daniel de
Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu
bhisit{at}itsa.ucsf.edu
Clinical science – scientific reports
Concomitantes Neurológicos em Uveíte
Justine R Smith e James T Rosenbaum
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Variações da Morfologia da Retinopatia da Prematuridade em Crianças com
Extremo Baixo Peso
Wilhelm Edmund Schulenburg e Gina Tsanaktsidis
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Células inflamatórias em amostras citológicas obtidas por escova são
correlacionadas com lesões corneais na ceratoconjuntivite atópica.
Yoji Takano, Kazumi Fukagawa, Murat Dogru, Naoko Asano–Kato, Kazuo Tsubota e
Hiroshi Fujishima
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Correlação da gestação, atividade da doença, hormônios femininos séricos e
citoquinas na uveíte
Chi–Chao Chan, George F. Reed, Young Kim, Elvira Agron e Ronald R Buggage
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Fatores de impacto na medida da pressão intraocular de indivíduos saudáveis
Thomas Theelen, Carina FM Meulendijks, Dirk EM Geurts, Arjanne van Leeuwen,
Nicole BM Voet e August F Deutman
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Cirurgia e subtipos de catarata em uma
população idosa definida: o projeto SEECAT
Amy E Lewis, Nathan Congdon, Beatriz Munoz, Heidi Bowie, Hong Lai, Ping Chen e
Sheila K. West
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
O screening para retinopatia por interferon em
hepatite C é justificado?
Fiona M Cuthbertson, Mervyn Davies e Martin McKibbin
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Proteínas resistentes a drogas múltiplas:
expressão da P–glicoproteína e da proteína de resistência pulmonar no
retinoblastoma
Subramanian Krishnakumar, Kandalam Mallikarjuna, Neal Desai, Arpitha Muthialu,
Nalini Venkatesan, Amirtha Lakshmi Sundaram, Vikas Khetan e Mahesh Palanivelu
Shanmugam
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Identificação da monossomia do cromossomo 3 no
melanoma de coróide por hibridização cromossômica in situ
M Teresa Sandinha, Maura A Farquahrson e Fiona Roberts
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Correlação entre o genótipo e
fenótipo em uma família com Retinite Pigmentosa devido a Arg135Leu da Rodopsina
Kean T Oh, Dawn M Oh, Richard G. Weleber, Edwin M Stone, Anup H Parikh, Jeffrey
White, Kelly A DeBoer–Shields, Carrie Vallar e Luan Streb
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Elevação dos níveis de interleucina–8 em
pacientes com neuropatia óptica isquêmica anterior aguda
Nitza Goldenberg–Cohen, Michal Kramer, Irit Bahar, Yehudit Monselise e Dov
Weinberger
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Acuidade visual para longe e a capacidade de
pacientes com visão subnormal em ler a bula: pacientes com visão de 6/24 ou pior
precisam de impressões maiores.
Suzannah R Drummond, Russell S Drummond e Gordon N Dutton
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Fator de Crescimento Endotelial
Plasmático, Angioproteína–2 e Receptor TIE–2 de Angioproteína Solúvel na
Retinopatia Diabética: Efeitos da Fotocoagulação com Laser e Bloqueio do
Receptor de Angiotensina
Peck Lin Lip, Sudeshna Chatterjee, Graham Caine, Monique Hope–Ross, Jonathan
Gibson, Andrew Blann e Gregory Lip
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Clinical science – extended reports
Sensibilidade corneal e conjuntival ao
ar
Fiona Stapleton, Maxine Tan, Eric Papas, Klaus Ehrmann, Blanka Golebiowski, Jose
Vega e Brien Holden
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
A adaptação refrativa na ambliopia:
Quantificação do efeito e implicações na prática clínica
Catherine E Stewart, Merrick J Moseley, David A Stephens e Alistair R Fielder
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Fatores que Influenciam na Acuidade
Visual após Acetonida de Triancinolona como Tratamento para Degeneração Macular
Relacionada à Idade Exsudativa
Jost B. Jonas, Ingrid R. Kreissig e Robert F Degenring
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Relação entre a expressão do C–myc e a
sensibilidade ao interferon no melanoma uveal
Paul N Tulley, Michael Neale, David Jackson, Jagdeep S Chana, Rajiv Grover, Ian
Cree, Adriaan O Grobbelaar e George D Wilson
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Efeito da Niacina na Circulação Coroidal de
pacientes com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
Tatyana I Metelitsina, Juan E Grunwald, Joan C DuPont e Gui–shuang Ying
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Efeitos orbitais agudos da injeção
retrobulbar na topografia da cabeça do nervo óptico
Yusuf Akar, Cemil Apaydin e Alper Ozel
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Alteração do Nistagmo Optocinético
Relacionada à Idade em Sujeitos Saudáveis. Um Estudo Prospectivo da Infância à
Velhice
Christophe Valmaggia, Adrian Rütsche, Anna Baumann, Christina Pieh, Yaël
Bellaiche, Frank Proudlock e Irene Gottlob
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Valiação de um Dispositivo de umidificação para Cirurgia Vítreo–retínica
Brendan
J Vote, Matthew K Russell, Anthony Newland e Philip J Polkinghorne
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Cinco anos de seguimento do implante de
ceratoprótese com háptico biocolonizável de fluorcarbono microporoso (BIOKOP) em
pacientes com alto risco de falência do enxerto corneal
Jorge Alio, Emilia Mulet, Hazem Haroun, Jesus Merayo e Jose Maria Ruiz–Moreno
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Laboratory science – extended reports
Efeitos do azul de Tripan na viabilidade
celular e expressão genética em células do epitélio pigmentar humano
Alvin K H Kwok, Chi–Kong Yeung, Timothy Y Y Lai, Kwok–Ping Chan e Chi–Pui Pang
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Clinical science – scientific reports
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Concomitantes Neurológicos em Uveíte Justine R Smith e James T Rosenbaum Resumo Objetivo: Descrever a prevalência e tipos de doenças neurológicas que ocorrem em associação com uveítes. Métodos: Revisão retrospectiva de prontuários médicos de pacientes atendidos em um serviço terciário de referência em uveíte por um período de 15 anos. Resultados: De 1450 pacientes com uveíte, 115 (7.9%) tiveram doença neurológica, considerada causalmente relacionada com a inflamação ocular. As associações neurológicas mais freqüêntes foram doença de Vogt–Koyanagi–Harada, linfoma primário do sistema nervoso central, esclerose múltipla e infecção por herpes simples. Conclusão: Doença neurológica é comum entre pacientes acompanhados em serviço especializado em uveíte. As características distintas da inflamação uveal podem ser úteis no diagnóstico da doença neurológica. |
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| Variações da Morfologia da
Retinopatia da Prematuridade em Crianças com Extremo Baixo Peso Wilhelm Edmund Schulenburg e Gina Tsanaktsidis Resumo Objetivos: Pesquisar através de observações clínicas se comunicações artério–venosas típicas da retinopatia da prematuridade (RP) limiar são morfologicamente diferentes em recém nascidos de extremo baixo peso, pesando menos que 1000g. Métodos: Estudo observacional de série de 6 casos de crianças com extremo baixo peso, mostrando características específicas de retinopatia da prematuridade limiar vistos entre 1998 e 2001. A variação da morfologia foi documentada com fotografias coloridas e angiofluoresceinografia antes da terapia com laser. Resultados: RP estádio 3 limiar em recém nascidos extremamente prematuros pode ser caracterizada por uma morfologia diferente, não demonstrando formação clássica de “shunts”. Uma malha capilar pouco desenvolvida está presente na retina já vascularizada nesses casos. Conclusões: Nossa série de casos de recém nascidos com extremo baixo peso mostra variações na morfologia típica aparente de RP limiar. Nesses casos, doença “plus” estabelecida pode estar presente na ausência de “shunts” artério–venosos. Atraso no tratamento até a identificação do estádio 3 clássico com desenvolvimento de crista e neovascularização extra retínica deve ser nocivo ao controle da progressão da doença. Nós propomos que o critério para doença limiar com indicação de tratamento não se aplica perfeitamente nesse grupo de extremo baixo peso como definido pelo estudo CRYO–ROP e que o tratamento deve ser instituído antes que achados limiares típicos apareçam. Doença “plus” permanece como principal sinal indicador da necessidade de tratamento. |
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| Células inflamatórias
em amostras citológicas obtidas por escova são correlacionadas com lesões
corneais na ceratoconjuntivite atópica. Yoji Takano, Kazumi Fukagawa, Murat Dogru, Naoko Asano–Kato, Kazuo Tsubota e Hiroshi Fujishima Resumo Introdução: Células inflamatórias que infiltram a conjuntiva tarsal provavelmente estão envolvidas na patogênese das lesões corneais em doenças conjuntivais alérgicas graves. A relação entre tais células e a gravidade das lesões corneais foi estudada. Métodos: Seis pacientes com ceratoconjuntivite atópica foram avaliados neste estudo. Achados citológicos colhidos por meio de escova tarsal e a gravidade do dano corneal no mesmo local foram registrados e analisados para verificar correlação.
Resultados: Quatro de seis pacientes
mostraram correlação entre eosinófilos e dano corneal. Três de seis
pacientes exibiram correlação entre neutrófilos e dano corneal. Dois de
seis pacientes mostraram correlação entre eosinófilos e neutrófilos e
dano corneal. A análise de todos os dados de todos os pacientes juntos
revelou que tanto os neutrófilos quanto os eosinófilos nas amostras
foram correlacionadas com danos corneais. |
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| Relação da gestação,
atividade da doença, hormônios femininos séricos e citoquinas na uveíte Chi–Chao Chan, George F. Reed, Young Kim, Elvira Agron e Ronald R Buggage Resumo Introdução: A gestação e o período pós–parto estão associados com a atividade de doenças autoimunes relacionadas à uveíte. Embora o mecanismo exato seja desconhecido, tem sido relatado a influência de hormônios na alteração de citoquinas inflamatórias e a atividade da doença. Estudamos a inflamação ocular, os hormônios femininos e os níveis séricos de citoquinas durante e após a gestação. Métodos: Realizamos estudo prospectivo não intervencional de série de casos. Quatro mulheres grávidas no primeiro trimestre com uveíte crônica não–infecciosa foram acompanhadas mensalmente até 6 meses após os parto. Hormônios séricos femininos (estrogênio, progesterona e prolactina) e várias citoquinas (IL–2, –4, –5, –6, –10, IFN– e TGF–) foram avaliados por meio de ELISA. Resultados: As quatro pacientes tiveram 5 gestações a termo. A uveíte diminuiu após o primeiro trimestre, mas apresentou piora no período pós–parto precoce. Hormônios femininos séricos, em níveis muito elevados durante a gestação, apresentaram diminuição drástica durante o pós–parto. Os níveis de citoquinas, com exceção da TGF–ß, foram indetectáveis. Conclusaõ: Hormônios femininos e TGF–ß podem contribuir para a atividade da uveíte durante a gestação e o período pós–parto. |
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| Fatores de impacto na
medida da pressão intraocular de indivíduos saudáveis Thomas Theelen, Carina FM Meulendijks, Dirk EM Geurts, Arjanne van Leeuwen, Nicole BM Voet e August F Deutman
Resumo Métodos: Vinte e três olhos direitos de 23 indivíduos saudáveis (12 homens, 11 mulheres) foram incluídos. A PIO foi medida através de tonômetro de aplanação TonoPen® nos indivíduos sentados sob 4 condições diferentes: com o colarinho aberto e pescoço eretoA ou com a cabeça apoiada na lâmpada de fendaB, com o colarinho apertado e pescoço eretoC ou com a cabeça apoiada na lâmpada de fendaD. Todas as medidas com o pescoço constrito foram realizadas 3 minutos após colocar a gravata. Resultados: A PIO media foi de 16,9 (DP 2,3) mmHg (variância 11 a 21 mmHg) A, 18,1 (DP 2,2) mmHg (variância 14 a 22 mmHg) B, 17,9 (DP 2,9) mmHg (variância 12 a 25 mmHg) C e 18,7 (DP 2,7) mmHg (variância 13 a 24 mmHg) D. A PIO média aumentou em 1,3 (DP 2.6) mmHg (p=0.028, t–test emparelhado, variância +0,2 a +2,4 mmHg) se os indivíduos mudaram da posição A para B. Não houve diferença estatisticamente significante entre as medidas com ou sem constrição do pescoço. Conclusões: Tonometria de aplanação pode ser inexata se realizada em posicionamento na lâmpada de fenda. Contudo, colarinhos apertados não afetam significativamente a PIO em indivíduos saudáveis. |
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| Cirurgia e subtipos de catarata em
uma população idosa definida: o projeto SEECAT Amy E Lewis, Nathan Congdon, Beatriz Munoz, Heidi Bowie, Hong Lai, Ping Chen e Sheila K. West
Resumo Estudo: Coorte. Participantes: Indivíduos com pseudofacia bilateral participantes do estudo ocular de Salisbury (SEE) e seus irmãos locais. Métodos: Indivíduos foram submetidos à fotografia do segmento anterior e classificados de acordo com o sistema de Wilmer. Para todos os pacientes com implante bilateral de LIO, foi tentado, para cada olho, estabelecer o tipo de catarata presente antes da cirurgia, baseado em fotografias SEE prévias (nos participantes SEE) e/ou prontuários médicos obtidos do cirurgião (para participantes SEE e seus irmãos). Resultados: A idade média dos 223 participantes neste estudo foi de 78,7 +/– 5,2 anos, 19,3% dos pacientes eram negros e 60,1% do sexo feminino. O subtipo de catarata mais comum nesta população foi a nuclear pura (43,5%), seguida pela nuclear combinada com subcapsular posterior (SCP) (20,6%) e nuclear combinada com cortical (13,9%). Tipos menos comuns eram a cortical pura (4,9%), a SCP pura (4,5%) e SCP combinada com cortical (2,7%). Fatores tais como gênero e fonte dos dados lenticulares (estudo fotográfico vs prontuário) não afetaram significativamente a distribuição dos tipos de opacidade lenticular, enquanto a idade (dentro da abrangência da população estudada) e raça contribuíram significativamente para o subtipo. Discussão:
Estudos epidemiológicos sugeriram que diferentes subtipos de catarata
estão associados com diferentes fatores de risco. à medida que estudos
começarem a identificar novas estratégias de prevenção para catarata,
parece evidente que estratégias diferentes podem ser eficazes contra
tipos diferentes de catarata. Desta forma, será útil determinar que
tipos de catarata estão associadas à cirurgia. Nesta população idosa de
maioria branca, a catarata nuclear apresentou predominância nítida em
indivíduos com pseudofacia bilateral. Isto pode ser comparado com
estudos clínicos e populacionais em pacientes mais jovens, que
geralmente apresentaram predomínio da catarata SCP. |
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| O screening para retinopatia por
interferon em hepatite C é justificado? Fiona M Cuthbertson, Mervyn Davies e Martin McKibbin Resumo Introdução/Objetivo: No tratamento da hepatite C, o Instituto Nacional para Excelência Clínica (National Institute for Clinical Excellence) defende o uso de combinação de interferon alfa e ribavirina para alguns pacientes. Retinopatia é um efeito colateral bem reconhecido da terapia com interferon, caracterizado por hemorragias retínicas, exsudatos moles e edema macular. O objetivo desse estudo foi documentar a incidência e história natural da retinopatia em pacientes tratados com um interferon de ação prolongada (pegylated) e ribavirina para hepatite C e avaliar a necessidade de screening para complicações retínicas. Método: Todos os pacientes que iniciaram o tratamento entre Setembro de 2002 e Agosto de 2003 foram convidados a participar deste estudo. As histórias médica e ocular pregressas, sintomas visuais e os resultados de uma avaliação oftalmológica completa realizada 3 meses após o inicio do tratamento foram avaliados. Qualquer paciente com alterações retínicas foi acompanhado em intervalos de 3 meses até que as alterações se resolvessem. Resultados: De 25 pacientes, 4 tiveram evidência de retinopatia incluindo hemorragia retínica profunda e exsudatos moles. Dois dos pacientes eram diabéticos e 1 hipertenso. Nenhum teve qualquer sintoma visual e em todos os 4 a retinopatia se resolveu enquanto os pacientes completavam o tratamento. Conclusões: A incidência de retinopatia com interferon pegylated é baixa. As complicações retínicas são assintomáticas e se resolveram durante o tratamento. Este estudo não confirma a necessidade de screening de rotina para retinopatia em pacientes tratados com interferon pegylated e ribavirina para Hepatite C. |
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| Proteínas resistentes a drogas
múltiplas: expressão da P–glicoproteína e da proteína de resistência
pulmonar no retinoblastoma Subramanian Krishnakumar, Kandalam Mallikarjuna, Neal Desai, Arpitha Muthialu, Nalini Venkatesan, Amirtha Lakshmi Sundaram, Vikas Khetan e Mahesh Palanivelu Shanmugam Resumo Introdução: Retinoblastoma é o tumor intraocular primário mais comum na infância. A quimioterapia desempenha um papel importante no tratamento destes tumores. Não há muita informação sobre o papel da resistência de algumas proteínas a múltiplas drogas: P–glicoproteína (P–gp) e a proteína de resistência pulmonar (PRP). Nós pesquisamos a expressão da P–gp e PRP no retinoblastoma com correlação clinico patológica. Métodos: Entre 60 retinoblastomas, 40 tumores não foram submetidos à quimioterapia pré–operatória ou pós–operatória e 20 pacientes foram submetidos à quimioterapia pós–operatória. Nesta coorte 27 tumores não apresentaram invasão e 33 tumores apresentaram invasão da coróide, nervo óptico e órbita. A expressão do P–gp e PRP foram estudados por meio de imunohistoquímica por análise semiquantitativa. Resultados: Dentre os 60 tumores a P–gp apresentou expressão em 23 (38,3%) dos tumores e a PRP apresentou expressão em 35 (58,3%). A P–gp apresentou expressão em 11/27 (40%) tumores sem invasão; a PRP apresentou expressão em 15/27 (55%) destes tumores. A P–gp apresentou expressão em 12/33 (36%) tumores invasivos; a PRP apresentou expressão em 20/33 (60%) destes tumores. Tanto a P–gp quanto a PRP foram negativos em 3 casos que desenvolveram posteriormente metástases na medula óssea. Não houve correlação entre a expressão da P–gp e PRP com a invasão, diferenciação, lateralidade e resposta dos tumores ao tratamento. Conclusão: Retinoblastomas expressam P–gp e PRP intrinsecamente antes da quimioterapia e nenhumas destas proteínas são preditivas para a resposta à quimioterapia. Desta forma, mais estudos são necessários para entender o significado da expressão destas proteínas no retinoblastoma. |
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| Identificação da monossomia do
cromossomo 3 no melanoma de coróide por hibridização cromossômica in situ M Teresa Sandinha, Maura A Farquahrson e Fiona Roberts Resumo Introdução: No melanoma de úvea a monossomia do cromossomo 3 está surgindo como um indicador significativo de mau prognóstico. A maior parte dos estudos citogenéticos atualmente utilizam tecido fresco ou DNA extraído de fragmentos teciduais. Neste estudo a hibridização cromossômica in situ foi utilizada para estudar a monossomia do cromossomo 3 em fragmentos teciduais. A cópia do cromossomo 3 foi determinada e relacionada à sobrevida do paciente. Métodos: Material de arquivo fixado em glutaraldeído ou formalina embebido em parafina foi obtido de 30 melanomas com metástases e 26 melanomas sem metástase. Hibridizações foram realizadas utilizando sondas específicas para centrômeros dos cromossomos 3 e 18. O cromossomo 18 foi incluído como controle já que anormalidades prévias deste cromossomo no melanoma não foram descritos. O desequilíbrio cromossômico foi definido tendo como base alterações tanto no índice cromossômico quanto na distribuição do sinal. Resultados: A hibridização cromossômica in situ foi realizada com sucesso tanto no tecido fixado com glutaraldeído quanto no fixado com formalina. Quatro casos foram mal sucedidos devido à necrose tumoral extensa. Todos os casos foram balanceados para o cromossomo 18. A monossomia do cromossomo 3 foi detectada em 15 dos 26 casos de melanoma com metástases; os 26 tumores sem metástase foram balanceados para o cromossomo3. A monossomia do 3 foi significativamente correlacionada com morte por metástases. Conclusão: A hibridização cromossômica in situ pode identificar com sucesso a monossomia do cromossomo 3 em fragmentos de tecido arquivados fixados em glutaraldeído ou formalina embebidas em parafina. Assim como outros estudos prévios mostraram, a monossomia do cromossomo 3 é um fator preditivo significativo de morte relacionada a metástases. |
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| Correlação entre o genótipo e
fenótipo em uma família com Retinite Pigmentosa devido a Arg135Leu da
Rodopsina Kean T Oh, Dawn M Oh, Richard G. Weleber, Edwin M Stone, Anup H Parikh, Jeffrey White, Kelly A DeBoer–Shields, Carrie Vallar e Luan Streb Resumo Objetivo: Descrever as características clínicas e a evolução da doença em uma extensa família com retinite pigmentosa (RP) devido a alteração na porção Arg135Leu da rodopsina. Pacientes e Métodos: Nós avaliamos 29 pacientes dessa família, realizando campos visuais (CV) de Goldman em 14 indivíduos afetados, eletroretinografia (ERG) de Ganzfeld em 8 indivíduos (11 – 56 anos) e coletamos amostras de sangue de 10 pacientes (11 – 58 anos). Os dados obtidos dos campos visuais foram comparados a pacientes com mutações distintas da rodopsina previamente descritos através de regressão linear. Resultados: Uma mutação da Arg135Leu foi identificada na rodopsina. Nós identificamos estágios distintos da evolução clínica para esta família, variando entre normal, pontos brancos, espículas ósseas clássicas e finalmente terminando com extensa atrofia do EPR. 9/16 pacientes acima de 20 anos de idade também demonstraram atrofia macular importante. Todos os pacientes submetidos a ERG de campo total demonstraram ERGs não registráveis. O modelo de regressão total comparando ângulos sólidos de campos visuais de pacientes com mutações na rodopsina (Pro23His, Pro347Ala, Arg135Leu) mostram efeitos significantes da idade (p=0.0005), mutação (p=0.0014) e interação entre idade e mutação (p=0.018) com um R–quadrado de 0,407. Conclusão: A alteração da Arg135Leu na rodopsina resulta em uma grave forma de RP que envolve várias aparências fundoscópicas, incluindo pontos brancos precoces e aparência clássica da RP tardia. Essa alteração transmembrana da rodopsina prova ser mais grave do que alteração intradisco ou alteração citoplasmática. |
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| Elevação dos níveis de
interleucina–8 em pacientes com neuropatia óptica isquêmica anterior aguda Nitza Goldenberg–Cohen, Michal Kramer, Irit Bahar, Yehudit Monselise e Dov Weinberger Resumo Introdução/Objetivo: Alterações do sistema imune devem ter influência na trombogênese. Segmentos arteriais ocluídos com trombose aparentemente liberam citoquinas pró–inflamatórias. NOIA não arterítica resulta da oclusão do suprimento sanguíneo do nervo óptico. O objetivo deste estudo foi analisar os níveis de citoquinas pro–inflamatórias em pacientes com NOIANA aguda. Materiais e métodos: O estudo incluiu 10 pacientes (12 olhos) com NOIANA e 20 controles semelhantes com os mesmos fatores de risco para doença aterosclerótica. Amostras de sangue periférico foram obtidas imediatamente após o início agudo da NOIANA. Níveis plasmáticos de IL–8, IL–6 e TNF– foram medidos imediatamente após o diagnóstico e durante os intervalos de acompanhamento. Resultados: Os níveis plasmáticos de IL–8 foram significantemente maiores em pacientes com NOIANA na ocasião do diagnóstico em comparação ao grupo controle (P = 0,002), e diminuíram durante o período de acompanhamento (6–12 meses) (P=0,05). Não houve diferenças nos níveis plasmáticos de IL–6 e TNF– entre pacientes com NOIANA e controles tanto na fase aguda quanto no período de acompanhamento. Conclusão: Os níveis plasmáticos de IL–8 estão elevados durante a fase aguda da NOIANA ao contrário da IL–6 e TNF–. Esses níveis elevados foram semelhantes ao de outras tromboses vasculares agudas. O significado clínico desses achados devem ser avaliados posteriormente. |
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| Acuidade visual para longe e a
capacidade de pacientes com visão subnormal em ler a bula: pacientes com
visão de 6/24 ou pior precisam de impressões maiores Suzannah R Drummond, Russell S Drummond e Gordon N Dutton Resumo Introdução: Embora informas ações médicas serem comunicadas por escrito, não há muita preocupação quanto à capacidade de leitura do paciente. Por exemplo: a letra minúscula nas bulas de medicações (correspondentes a 6/6 Snellen reduzida). Nós temos como objetivo determinar o limar da acuidade visual para longe para o qual os pacientes são incapazes de ler as instruções por meio de avaliações rotineiras da acuidade visual. Métodos: Recrutamos 180 pacientes divididos em subgrupos de acordo com a melhor linha da acuidade visual na tabela de Snellen (6/9 a 6/60) em qualquer dos olhos. Foi solicitada ao participante a leitura das instruções na bula do colírio sem magnificação. Resultados: Os pacientes com melhor acuidade visual corrigida menor ou igual a 6/24 demonstraram habilidade significativamente diminuída para a leitura das instruções na bula dos colírios (p<0,001 para cada comparação). Quando este grupo selecionava um tamanho de fonte ideal para observação, o modo para tamanho preferido de “Arial” foi de 16 no grupo 6/24, 18 para a visão 6/36 e 22 para a visão 6/60. Conclusão: Este estudo documenta a incapacidade de pacientes com visão subnormal em ler as instruções nas bulas de colírios. Há evidências de um limiar de acuidade visual para longe de forma que, embora a maioria dos pacientes com visão de 6/18 sejam capazes de ler as instruções, pacientes com acuidade visual pior não são capazes disso. Este grupo com acuidade visual pior do que 6/18 poderia se beneficiar de tamanhos tipográficos maiores. Recomendamos que todas as informações impressas para pacientes com acuidade visual entre 6/24 e 6/60 sejam impressas em “Arial” 2 ou equivalente. |
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| Fator de Crescimento Endotelial
Plasmático, Angioproteína–2 e Receptor TIE–2 de Angioproteína Solúvel na
Retinopatia Diabética: Efeitos da Fotocoagulação com Laser e Bloqueio do
Receptor de Angiotensina Peck Lin Lip, Sudeshna Chatterjee, Graham Caine, Monique Hope–Ross, Jonathan Gibson, Andrew Blann e Gregory Lip Resumo Introdução: Retinopatia diabética proliferativa (RDP) pode ser uma resposta a fatores de crescimento agiogênicos anormais como fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF), angioproteína–2 (Ang–2) e o receptor tie–2 de angioproteína solúvel. Nós formulamos a seguinte hipótese: (a) Há diferenças nos níveis plasmáticos desses fatores de crescimento em graus diferentes de retinopatia diabética; e (b) que os efeitos da intervenção com panfotocoagulação retínica (PFC) para RDP, e bloqueio do receptor de angiotensina (usando eprosartan) para pacientes com outros graus de retinopatia diabética reduzirão os níveis de fatores de crescimento. Métodos: Estudo de corte transversal e intervencional (usando PFC e eprosartan) em pacientes diabéticos. VEGF, Ang–2 e tie–2 foram medidos através de ELISA. Resultados: Níveis de VEGF (p<0,001) e Ang–2 (p<0,001) foram significantemente maiores em 93 pacientes diabéticos comparados a 20 controles saudáveis, com os níveis mais elevados nos graus 2 e graus 3 de retinopatia diabética (p<0,05). Tie–2 foi menor em diabéticos comparados aos controles (p=0,008), sem diferença significante entre os subgrupos diabéticos. Do total, VEGF se correlacionou significantemente com Ang–2 (p<0,001) e tie–2 (p=0,004) mas a correlação entre os níveis de Ang–2 e tie–2 não foi significante (p=0,065). Entre pacientes diabéticos apenas, os níveis de VEGF foram significantemente correlacionados com Ang–2 (p<0,001) e tie–2 (p<0,001); a correlação entre níveis de Ang–2 e tie–2 foram também significantes (p<0,001). Não houve efeitos estatisticamente significantes da fotocoagulação com laser no VEGF plasmático, Ang–2 e tie–2 nos 19 pacientes com RDP, ou qualquer efeito do eprosartan nos 28 pacientes com retinopatia diabética não proliferativa. Conclusão: Mostramos o aumento das concentrações plasmáticas de VEGF e Ang–2, assim como menor concentração de tie–2 solúvel em pacientes diabéticos. Os níveis mais elevados de VEGF e Ang–2 foram vistos entre pacientes com retinopatia pré–proliferativa mas não houve relação entre tie–2 e gravidade da retinopatia. Como a maioria das pesquisas anteriores, a Ang–2 e tie–2 têm sido relacionadas a angiogênese e malignidade. O presente estudo sugere que Ang–2 e tie–2 devem ser utilizadas com o índice potencial de angiogênese em diabetes melito (juntamente com o VEGF) e pode ajudar a elucidar o papel do sistema angioproteína/tie–2 nesta condição. |
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Clinical science – extended reports
| Sensibilidade corneal e conjuntival
ao ar Fiona Stapleton, Maxine Tan, Eric Papas, Klaus Ehrmann, Blanka Golebiowski, Jose Vega e Brien Holden Resumo Objetivo: Determinar a reprodutibilidade da sensibilidade da superfície ocular ao estímulo mecânico e o efeito do uso da lente de contato nesta sensibilidade. Métodos: Quatorze pacientes (24–39 anos) participaram. A sensibilidade mecânica ao ar aquecido (34oC) e ambiente (20oC) foi medida para a córnea central (CC), córnea inferior (CI) e conjuntiva inferior (CONI). As medidas foram realizadas em doze dias: 6 medidas pela manhã e 6 medidas pela tarde. As diferenças entre locais, períodos do dia e estímulo da temperatura foram avaliadas. Uso da lente de contato: Dez pacientes (22–30 anos) participaram. As medidas foram realizadas no mesmo horário do dia em pacientes que não usavam e os que usavam lente de contato com permeabilidade ao oxigênio Dk de 28 10–9 cm/smlO2/ml mmHg ou uso de LC com Dk 140 10–9 cm/smlO2/ml mmHg. Diferenças entre os locais e as condições de uso foram registradas. Resultados: A sensibilidade variou entre os locais (p<0,01), horários (p<0,05) e diferentes temperaturas (p<0,01). Não houve diferença entre os dias. Os limiares médios de estímulo por temperatura foram: CC 64,428,6 ml/min; CI 84,640,0 ml/min; CONI 120,640,4 ml/min e de estímulo à temperatura ambiente foram: CC 53,916,0 ml/min, CI 59,020,0 ml/min; CONI 72,643,7 ml/min. Uso de LC: A sensibilidade variou entre os locais e as condições de uso (p<0.05). A sensibilidade conjuntival aumentou após o uso de LCs com permeabilidade mais alta mas não foi afetada pelo uso de LC de Dk mais baixo. Conclusão: O protótipo do anestesiômetro é capaz de medir repetidamente a sensibilidade da superfície ocular e as medidas são semelhantes a relatos prévios. |
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A adaptação refrativa na ambliopia: Quantificação do efeito e
implicações na prática clínica Catherine E Stewart, Merrick J Moseley, David A Stephens e Alistair R Fielder Resumo Introdução: Descrever a resposta visual à correção por óculos (adaptação refrativa) para crianças com ambliopia unilateral de acordo com a idade, tipo de ambliopia e categoria de erro refrativo. Métodos: Medida da acuidade visual logMAR do olho amblíope corrigido e do olho contralateral em crianças com diagnóstico recente. Medidas foram repetidas em intervalos de 6 semanas por um total de 18 semanas. Resultados: Dados foram coletados de 65 crianças de idade média (dp) de 5,1 (1,4) anos com ambliopia prévia não tratada e erro refrativo significante. A ambliopia esteve associada à anisometropia em 18 casos (5,5 (1,4) anos), estrabismo in 16 casos (4,2 (0,98) anos), e misto em 31 casos (5,2 (1,5) anos). A acuidade visual média (dp) corrigida de olhos amblíopes melhorou significativamente (p<0,001) de 0,66 (0,38) a 0,44 (0,37) logMAR: com melhora média de 0,22 (0,18) e variação de 0,0 a 0,6 unidades log. A alteração da acuidade visual logMAR não foi significativa de acordo com o tipo de ambliopia (p=0,29) (anisometropia 0,22 (0,13); mista 0,18 (0,14); estrabismo 0,30 (0,24)) ou idade (p=0,38) (abaixo de 4 anos 0,23 (0,18); ‘4–6 anos’ 0,24 (0,20); ‘acima de 6 anos 0,16 (0,23)). Conclusões: A refração adaptativa é um componente diferente do tratamento da ambliopia. Para avaliar de forma apropriada as terapias como oclusão e penalização, os efeitos benéficos da adaptação refrativa precisam ser totalmente diferenciadas. A conseqüência clínica disso é que crianças podem iniciar a oclusão com melhora acuidade visual com possível melhora da adesão ao tratamento, e, em alguns casos, a oclusão desnecessária pode ser evitada. |
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Fatores que Influenciam na Acuidade Visual após Acetonida de
Triancinolona como Tratamento para Degeneração Macular Relacionada à Idade
Exsudativa Jost B. Jonas, Ingrid R. Kreissig e Robert F Degenring Resumo Objetivo: Avaliar os fatores que influenciam mudança na acuidade visual após injeção intra–vítrea de acetonida de triancinolona como tratamento para DMRI exsudativa. Métodos: O estudo prospectivo intervencional comparativo não aleatório de série de casos incluiu 94 pacientes (99 olhos) mostrando DMRI exsudativa progressiva com neovascularização subfoveal oculta (n=61 olhos), minimamente clássica (n=18), predominantemente clássica (n=1) ou totalmente clássica (n=8). Acompanhamento foi de 8,5 ± 4,7 meses (mediana, 7,3 meses; variância 3,1 – 24,5 meses). Todos os pacientes receberam uma injeção intravítrea de 20 a 25 mg de acetonida de triancinolona. Resultados: Melhora da acuidade visual (AV) com a melhor correção de pelo menos uma linha na tabela de Snellen foi observada em 63 (63,1%) dos olhos. Correspondentemente, a AV aumentou significativamente (p<0,001) de 0,17 ± 0,13 para 0,22 ± 0,17 após a injeção. Melhora pós operatória da AV foi significante (p<0,001) e negativamente correlacionada com AV pré–operatória (coeficiente de correlação: –0,49). Ganho em AV foi significantemente (p=0,009) maior se AV pré–operatória foi menor que 0,08 (ganho: 3,2 ± 2,9 linhas Snellen) do que se a AV pré–operatória variou entre 0,08 e 0,20 (ganho: 1,2 ± 2,2 linhas Snellen). Alteração na AV foi significantemente p=0,016) menor se AV pré–operatória foi maior que 0,20 (mudança: –0,8 ± 3,4 linhas Snellen). Ganho máximo na AV foi significantemente (p=0,035) maior em olhos com descolamento de epitélio pigmentar do que em olhos com neovascularização subfoveal minimamente clássica. Isso foi estatisticamente independente da idade(p=0.99), erro refrativo (p=0.88), gênero (p=0.92) e duração do acompanhamento (p=0.46). Conclusão: Ganho em AV após injeção intravítrea de 20 a 25 mg de acetonida de triancinolona é significante e negativamente correlacionado com AV pré–operatória. Isto é significativamente maior em olhos com descolamento do EPR do que em olhos com neovascularização subfoveal minimamente clássica. |
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| Relação entre a expressão do C–myc
e a sensibilidade ao interferon no melanoma uveal Paul N Tulley, Michael Neale, David Jackson, Jagdeep S Chana, Rajiv Grover, Ian Cree, Adriaan O Grobbelaar e George D Wilson Resumo Introdução: Interferons (IFN) estão sendo utilizados para o tratamento do melanoma, incluindo alguns pacientes com melanoma uveal. Acredita–se que IFN inibem o crescimento tumoral por meio de “down–regulation” do oncogene C–myc, cuja expressão tem sido associada à resistência de linhagens celulares. O objetivo deste estudo foi pesquisar a relação entre a expressão do gene c–myc e a sensibilidade ao IFN em uma série de melanomas uveais em avaliação quimiossensível de curto prazo. Métodos: Os tumores de 45 pacientes com melanomas uveais que foram submetidos a enucleação foram estudados. A avaliação quimiossensível por ATP foi utilizada para estudar a sensibilidade de células recém isoladas ao IFN–a–2b em cada tumor. Citometria de fluxo foi utilizada para avaliar a expressão c–myc em material fixado na formalina em espécimes primários. Resultados: Houve um espectro largo de sensibilidade ao interferon entre espécimes enquanto a expressão do c–myc foi universal e presente em 80% das células tumorais. A expressão maior do c–myc esteve associada à resistência ao IFN–a medida pela porcentagem máxima de inibição (p=0,05); houve uma tendência apresentada pelo índice de sensibilidade ao interferon (p=0,07). Conclusões: Estes resultados demonstram que tumores com alta expressão de c–myc estão também associados à resistência ao IFN. Pesquisas futuras são necessárias para explorar o potencial da manipulação do c–myc combinado à terapia com IFN. |
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| Efeito da Niacina na Circulação
Coroidal de pacientes com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) Tatyana I Metelitsina, Juan E Grunwald, Joan C DuPont e Gui–shuang Ying Resumo Objetivo: Investigar os efeitos da Niacina no fluxo sanguíneo coroidal em DMRI. Métodos: Vinte pacientes portadores de DMRI com drusas bilaterais e acuidade visual (VA) no olho estudado melhor ou igual a 20/40 receberam dose oral única de Niacina (seis indivíduos receberam 500 mg e seis receberam 250 mg) ou placebo semelhante em duas ocasiões distintas. Fluxometria com Doppler Laser foi utilizada para acessar velocidade sanguínea coroidal relativa (ChBVel), volume (ChBVol) e fluxo (ChBFlow) na fovéola do olho estudado na linha de base, 30 e 90 min após medicação. Resultados: Em comparação com placebo, aumento estatisticamente significante de 24% no ChBVol foi observado 30 min após administração de Niacina (ANOVA, P = 0,01). Em comparação ao placebo, uma diminuição significante na ChBVel de 23% foi observada no grupo de 500 mg (P = 0,04) e não foi vista alteração significante na ChBVel no grupo 250 aos 30 minutos. Não foi detectada alteração significante no ChBFlow aos 30 ou 90 minutos. Também não houve alteração estatisticamente significante no ChBVol ou ChBVel aos 90 minutos. Conclusãoes: Em comparação com placebo, aumento significante de 24% foi observado no ChBVol 30 min após administração de Niacina. Apesar do decréscimo simultâneo no ChBVel não foi detectada alteração significante no ChBFlow. |
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| Efeitos orbitais agudos da injeção
retrobulbar na topografia da cabeça do nervo óptico Yusuf Akar, Cemil Apaydin e Alper Ozel Resumo Objetivo: Avaliar os efeitos das alterações orbitais agudas na topografia do nervo óptico após injeção retrobulbar. Métodos: A população estudada era formada por 95 pacientes com diabetes melito tipo II com edema macular clinicamente significante que exigiu fotocoagulação focal em um olho. Antes de cada tratamento por laser, 49 pacientes necessitaram injeção retrobulbar (mistura de 7 ml de lidocaína HCL 2% com epinefrina e bupivacaína HCL 0,75% em volumes iguais) para induzir acinesia ocular. Ambos os olhos de todos os pacientes foram submetidos a análise topográfica uma vez antes do tratamento com laser (30 minutos antes) e repetidos em uma hora, um dia, uma semana, duas semanas e quatro semanas após tratamento, respectivamente. Análises topográficas foram realizadas com oftalmoscópio de scaneamento por laser confocal HRT–II. A área do disco, o desvio padrão topográfico e um total de 12 parâmetros topográficos foram calculados por HRT II. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 37,9+–3,2 anos. A área média do disco dos pacientes foi de 2,12+–0,44mm2. Olhos contralaterais que não foram tratados com laser, e aqueles que foram tratados e que não receberam injeção retrobulbar antes da terapia não mostraram alterações significativas na topografia em qualquer um dos dias avaliados (todos os valores p<0,05). Na primeira hora, primeiro dia e primeira semana os olhos que receberam tratamento com laser que receberam injeção retrobulbar demonstraram aumento significativo na área do disco, área da rima, volume da rima, na relação da área da rima/disco e nas medidas do formato da escavação enquanto parâmetros da profundidade da escavação diminuíram significativamente (todos os valores p<0,05). Nos exames da segunda semana não houve diferença significativa entre as medidas da área do disco (p>0,05). Na quarta semana todas as variáveis da topografia da cabeça do nervo óptico não apresentaram diferenças significativas em relação aos valores antes da injeção (todos os valores p>0,05). Estéreo fotos da papila não mostraram diferenças na aparência do disco óptico. Conclusão: Alterações volumétricas orbitais agudas após injeção retrobulbar podem levar a evidência topográfica significativa de edema do disco óptico com duração de aproximadamente 1 semana. Alterações significativas na rima do nervo óptico e da área de escavação podem durar até duas semanas após a injeção, com todas as alterações topográficas retornando ao nível inicial 1 mês após a injeção. Os achados podem servir como modelo para refletir os processos patológicos que ocorrem em casos de alterações agudas do volume orbital como a hemorragia retrobulbar. |
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| Alteração do Nistagmo Optocinético
Relacionada à Idade em Sujeitos Saudáveis. Um Estudo Prospectivo da Infância
à Velhice Christophe Valmaggia, Adrian Rütsche, Anna Baumann, Christina Pieh, Yaël Bellaiche, Frank Proudlock e Irene Gottlob Resumo Introdução: O aumento do Nistagmo Optocinético (NOC) é assimétrico entre estímulo temporal/nasal (TN) e nasal/temporal (NT) na infância e decresce em idades avançadas. A idade na qual o aumento do NOC se torna simétrico e declina é debatida. Nosso objetivo foi investigar NOC durante toda a vida em uma grande amostra de indivíduos saudáveis. Métodos: Estudo prospectivo de corte transversal. NOC foi testado monoocularmente, utilizando estimulação de pequeno campo TN e NT. A velocidade de estimulação foi 15 e 30º/s para crianças de idades inferiores a 1 ano (n=97) e 15, 30, 45 e 60º/s para indivíduos mais velhos(1 a 9 anos, n=66; 10 a 89 anos, n=86). O aumento foi medido utilizando oculografia infravermelha. Resultados: Aumento significativo da assimetria do NOC a favor do estímulo TN versus NT foi observado durante os primeiros 5 meses de vida (p<0,05). Apenas aos 11 meses de idade o NOC estava simétrico em 100% dos indivíduos. A porcentagem de crianças com NOC simétrico decresceu com o aumento da velocidade do estímulo. O ganho do NOC aumentou no segundo e terceiro anos (p<0,05 para 15º/s), permaneceu estável até 50 anos de idade e mostrou um pequeno, mas significante, declínio posteriormente para as velocidades testadas ( entre 6% e 18%, p<0,05). Conclusões: Oculografia infravermelha é um método preciso para avaliar a NOC, especialmente em crianças. Conhecimento sobre mudanças do NOC especialmente em crianças pode ser útil para interpretar NOC em pacientes com visão binocular anormal ou lesões do sistema nervoso central. |
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| Avaliação de um Dispositivo de
umidificação para Cirurgia Vítreo–retínica Brendan J Vote, Matthew K Russell, Anthony Newland e Philip J Polkinghorne Resumo
Métodos: O conteúdo absoluto de água no ar foi medido em uma série de seis olhos submetidos à troca fluido gasosa durante cirurgia de buraco macular. Espectroscopia de absorção com infra–vermelho foi utilizada para determinar o conteúdo de água do ar infundido e retirado de cada olho. Após as medidas basais para cada olho serem gravadas, uma segunda troca fluido gasosa foi realizada e o efeito da umidificação do ar foi documentada. O dispositivo de umidificação utilizado neste estudo foi um protótipo adaptado de um umidificador de respirador comercialmente disponível e possibilita que o ar umidificado seja liberado em temperaturas controladas. Resultados: O conteúdo de água do ar aumentou seguindo o trânsito intra–ocular, implicando em desidratação da superfície intra–ocular. Para uma infusão de ar padronizada a média de aumento no conteúdo de água do ar que saía do olho foi de 13,4 mg/L. Umidificar o ar reduziu a taxa de perda de água aproximadamente em 90%. Conclusão: Demonstramos que perdas significantes de água podem ocorrer em olhos submetidos à troca fluido gasosa. Umidificar a infusão de ar pode substancialmente reduzir o efeito desidratante durante uma troca por ar. Esse resultado pode ter efeito benéfico reduzindo a formação de catarata e defeitos de campo visual associados à cirurgia de buraco macular. |
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| Cinco anos de seguimento do
implante de ceratoprótese com háptico biocolonizável de fluorcarbono
microporoso (BIOKOP) em pacientes com alto risco de falência do enxerto
corneal. Jorge Alio, Emilia Mulet, Hazem Haroun, Jesus Merayo e Jose Maria Ruiz–Moreno Resumo Métodos: Onze olhos de onze pacientes com cegueira corneal bilateral considerados de alto risco de falência da ceratoplastia penetrante receberam a ceratoprótese biocolonizável Kpro (BIOKOP I, FCI, Rantigny, França) entre Janeiro de 1996 e Maio de 1998. Somente um olho recebeu implante em todos os pacientes e foram acompanhados por um período de 60 meses. O resultado visual, a estabilidade anatômica e funcional, complicações e a performance em geral da ceratoprótese foi avaliada. Resultados: Dos olhos que receberam a ceratoprótese (BIOKOP I), apenas 36,3% se mantiveram na posição até este relato. Na última visita 5 de 11 olhos (45,4%) eram cegos e 1/11 (9,0%) mostrou discreta melhora na acuidade visual corrigida comparado com testes pré–operatórios. Seis olhos (6/11, 54,5%) mostraram melhora na acuidade visual antes de sofrer complicações pós–operatórias. Quatro de onze olhos foram submetidos à troca de BIOKOP I Kpro pelo BIOKOP II devido a extrusão. A ceratoprótese se manteve anatomicamente posicionada por uma média de 25,5 meses e sua performance funcional foi limitada a uma média de 22 meses. Conclusões: A ceratoprótese corneal (BIOKOP I, II) não apresenta uma relação anatômica estável com as estruturas oculares circundantes. Sua habilidade em restaurar a visão é limitada à um período curto pós–operatório em olhos com doença da superfície ocular grave. |
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Laboratory science – extended reports
| Efeitos do azul de Tripan na
viabilidade celular e expressão genética em células do epitélio pigmentar
humano Alvin K H Kwok, Chi–Kong Yeung, Timothy Y Y Lai, Kwok–Ping Chan e Chi–Pui Pang Resumo Métodos: Três concentrações (0,06 mg/mL, 0,6 mg/mL e 4 mg/mL) de AT foram aplicadas a 19 células de EPR humano por um minuto. A viabilidade celular foi medida utilizando ensaio de 3–(4,5–dimethylthiazol–2–yl)–2,5–diphenyltetrazolium bromide (MTT). Células do EPR foram testadas diariamente por seis dias consecutivos para avaliar efeitos do AT na viabilidade celular. Os efeitos do AT na expressão da apoptose relacionada e expressão de genes ligados ao ciclo celular, incluindo c–fos, c–jun, p53 e p21 foram realizados, utilizando transcrição reversa ˇV reação em cadeia da polimerase e imunocoloração. Resultados: Ensaio MTT mostrou um efeito supressor na viabilidade celular dependente da concentração do AT, com maior redução no grupo 0.6 mg/mL e 4 mg/mL. Não foi vista alteração significante na expressão de c–fos e c–jun em nenhuma das concentrações de AT. Aumento na expressão de p53 foi observado no grupo 4 mg/mL entre 10 e 30 minutos após a aplicação do AT. Imunocoloração mostrou leve, quase insignificante, aumento da expressão de p53 nas células do EPR. Não houve aumento significante na expressão de p21 no grupo 0,06 mg/mL mas houve aumento significante da expressão de p21 tanto no grupo 0,6 mg/mL (P=0,032) quanto 4 mg/mL (P=0,025). Conclusões: Oculografia infravermelha é um método preciso para avaliar a NOC, especialmente em crianças. Conhecimento sobre mudanças do NOC especialmente em crianças pode ser útil para interpretar NOC em pacientes com visão binocular anormal ou lesões do sistema nervoso central. |
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