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Portuguese Abstracts
Welcome to the first
BJO Portuguese
Edition
This edition
includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and
Laboratory Science articles from the April 2004 issue.
The full text is only available in English
to subscribers or on a pay per
view basis (US$12 per article)
April/ Abril 2004
Volume 88 Number/ número
4
Clinical science - scientific reports
Ciência clinica – relatos científicos
Clinical science - extended reports
Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports
Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - scientific reports
Ciência laboratorial – relatos científicos
Editors/
Editores: Dr Daniel de
Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu
bhisit{at}itsa.ucsf.edu
Clinical science - scientific reports
A instabilidade na
fixação pode melhorar a percepção de textos durante a fixação
excêntrica em pacientes com escotomas centrais?
Anouk Deruaz, Michel A Matter, Andrew R Whatham, Mira Goldschmidt,
Florence Duret, Marc Issenhuth e Avinoam B Safran
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Protocolo para diminuição
do risco de contaminação de colírio de soro autólogo no manejo de
doenças da Superfície Ocular
Ruby Lagnado, Anthony J King, Fiona Donald e Harminder S Dua
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Comparação das medidas de
espessura corneal realizadas por Orbscan II, microscopia especular
de não-contato e paquimetria ultrassônica em olhos após
ceratomileuse por laser in situ
Keisuke Kawana, Tadatoshi Tokunaga, Kazunori Miyata, Fumiki
Okamoto, Takahiro Kiuchi e Tetsuro Oshika
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Hetereogeneidade
genotípica e fenotípica na microcoria familial
Fion D Bremner, Henry Houlden e Stephen E Smith
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Hemorragia Supracoroidal
como Complicação de Cirurgia de Catarata no Reino Unido: Estudo de
Caso-Controle dos fatores de risco
Roland Ling, Srikandan Kamalarajah, Mick Cole, Charlie James e
Steve Shaw
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Hemorragia supra-coroidal
como complicação da cirurgia de catarata no Reino Unido:
epidemiologia, aspectos clínicos, manejo e resultados terapêuticos
Roland Ling, Mick Cole, charlie James, Srikandan Kamalarajah,
Barny Foot e Steve Shaw
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Implante primário de LIO
em crianças: uma análise de risco entre lente acrílica dobrável
versus lentes de PMMA
Neil A Rowe, Susmito Biswas e Ian C Lloyd
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Profundidade do ângulo,
Sinéquias anteriores periféricas e Meuropatia óptica glaucomatosa
na população do Leste Asiático
Paul J Foster, Tin Aung, Winnie P Nolan, David Machin, Jamyanjav
Baasanhu, Peng T Khaw, Poul Helge Alsbirk, Pak-Sang Lee, Steve KL
Seah e Gordon J Johnson
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
O glaucoma de pressão
normal não está associado ao polimorfismo da apoproteína do E-gene
comum
Stewart R Lake, E Liverani, Minal Desai, R Casson, Bruce James,
Anne Clark e John F Salmon
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Uma nova forma de
retinopatia associada com infarto do miocárdio tratada com
intervenção coronária percutânea
Nozomi Kinoshita, Akihiro Kakehashi, Takanori Yasu, Takuji
Katayama, Masatoshi Kuroki, Yutaka Tsurimaki, Ryuichiro Ohno,
Hiroko Yamagami, Muneyasu Saito e Masanobu Kawakami
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Tricromacia oligocônica –
um caso raro e incomum de síndrome de disfunção de cones
Michel Michaelides, Graham E Holder, keith Bradshaw, David M Hunt,
John D Mollon, e Anthony T Moore
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Correlação da
Determinação Oftalmodinamométrica da Pressão de Colabamento
Vascular Central da Retina com a Pressão Arterial Sistêmica
Jost B. Jonas
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Fluxo sanguíneo da
Artéria Oftálmica em pacientes com Oclusão da Artéria Carótida
Interna
Takami Yamamoto, Kazuhiko Mori, toru yasuhara, Mamoru Tei,
Norihiko Yokoi, Shigeru Kinoshita e Motohiro Kamei
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Por que a cirurgia de estrabismo na infância
esta em desuso?
Caroline J MacEwen e Soma Chakrabarti
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Clinical science - extended reports
O risco de
complicações de uveíte em um grupo de hospitais regionais
R Maini, J O'Sullivan, MA Reddy, SL Watson e
C Edelsten
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Efeitos dos parâmetros
corneais em medidas utilizando o tonógrafo de fluxo sanguíneo
ocular pulsátil e tonômetro de aplanação de Goldmann
Pinakin Gunvant, Mani Baskaran, Lingam Vijaya, Irene Sophia
Joseph, Russell Julian Watkins, Mohanadivya Nallapothula, David C
Broadway e Daniel J O'Leary
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
A concentração de endotelina-1 no
humor aquoso é aumentada em pacientes com síndrome exfoliativa
George G Koliakos, Anastasios G.P. Konstas, Ursula
Schlftzer-Schrehardt, Gabor Hollo, Daniela Mitova, Dimitar
Kovatchev, Stefanos Maloutas e Nikolaos Georgiadis
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Fenótipo Atípico de
Atrofia Retínica Macular e Peripapilar Causada por Mutação do Gene
RP2
Samantha S Dandekar, Neil D Ebenezer, Celene Grayson, Paul Chapple,
Catherine A Egan, Graham E Holder, Sharon A Jenkins, Fred W Fitzke,
Michael E Cheetham, Andrew R Webster e Alison J Hardcastle
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Reprodutibilidade durante
período de 12 horas dos parâmetros do fluxo sanguíneo coroidal em
indivíduos saudáveis
Elzbieta Polska, Kaija Polak, Alexandra Luksch, Gabriele
Fuchsjager-Mayrl, Vanessa Petternel, Oliver Findl e Leopold
Schmetterer
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Relação entre os
parâmetros no nascimento e medidas de erros refrativos e
biométrico em crianças
Seang-Mei Saw, Louis Tong, Kee-Seng Chia, David Koh, Yung-Seng
Lee, Joanne Katz e Donald TH Tan
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Em direção à otimização
dos filtros dos registros “padrões” do eletroretinogram multifocal
(mfERG): Achados em indivíduos normais e diabéticos
Ying Han, Marcus A. Bearse, Jr., Marilyn E. Schneck, Shirin Barez,
Carl Jacobsen e Anthony J. Adams
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Comparação entre sondas
ultrassônicas de 10MHz e 20MHz nos exames de imagem do olho e da
órbita
Simon A Hewick, Andrew C Fairhead, James C Culy e Hatem R Atta
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Laboratory science - scientific reports
Retirada de sódio do
solvente reduz a toxicidade ao epitélio pigmentar da retina à
indocianina verde: implicações na cirurgia para buraco macular
Jau-Der Ho, Ray Jui-Fang Tsai, San-Ni Chen e Hung-Chiao Chen
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Laboratory science - extended reports
Equivalente corneal
humano como modelo de cultura de células para estudos de
permeabilidade de medicamentos in vitro
Stephan Reichl, Jürgen Bednarz e Christel Müller-Goymann
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Ausência de Alterações
das Moléculas de Adesão Leucoditária Vascular na Retina Humana em
Diabetes
John M Hughes, Arjen Brink, Antonella N Witmer, Marielle Hanraads-de
Riemer, Ingeborg Klaassen e Reinier O Schlingemann
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Toxicidade retínica de
tenecteplase intra-vítrea no coelho
Steven Alan Rowley, Sarojini Vijayasekaran, Paula K Yu, Ian
McAllister e Dao-Yi Yu
[Portuguese Abstract]
[English Abstract]
[English Full text]
Clinical science - scientific reports
| A instabilidade na
fixação pode melhorar a percepção de textos durante a fixação
excêntrica em pacientes com escotomas centrais? Anouk Deruaz, Michel A Matter, Andrew R Whatham, Mira Goldschmidt, Florence Duret, Marc Issenhuth e Avinoam B Safran Resumo Introdução: O comportamento oculomotor foi investigado em quatorze pacientes com escotomas centrais devido a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e doença de Stargardt. Oftalmoscopia por varredura a laser (OVL [Rondenstock, Munich, Alemanha]) foi utilizada para projetar letras e palavras na retina para avaliar o comportamento da fixação. Cinco pacientes relataram que precisavam mover os olhos enquanto decifravam as letras para impedir que a imagem desaparecesse. A observação das imagens obtidas pela OVL revelaram que o desaparecimento gradual de estímulo não resultou de uma projeção passageira da palavra na lesão. Isso nos levou a pesquisar, em um experimento, se a mudança proposital na posição de fixação não seria capaz de melhorar a percepção de um estímulo (texto) excentricamente fixado. Métodos: Vinte pacientes normais foram solicitados a alternar a fixação entre dois pontos alinhados na vertical, espaçados a 10 graus e relatar qualquer mudança na percepção de uma letra localizada lateralmente a uma altura de 1,5 graus, separada por 7 graus e equidistante ente os dois pontos de fixação a cada três a quatro segundos Resultados: Dezenove pacientes relataram melhora transitória na nitidez da imagem da letrra imediatamente após a realização do movimento sacádico. Essa melhora durou aproximadamente 1 seg. Com a persistência da fixação eles notaram efeito enfraquecedor fugaz que reduziu a nitidez da letra. Conclusões: Essas observações sugerem que a instabilidade ocular durante a fixação extra foveal pode ter uma vantagem funcional, provavelmente relacionada à neutralização do fenômeno de Troxler. Além disso alternado entre PRLs, parece que os movimentos sacádicos relacionados a instabilidade da fixação podem ser válidos e melhoram a percepção de textos em indivíduos com escotoma central e fixação extra foveal. Esta possibilidade deve ser levada em consideração na reabilitação visual desses pacientes. |
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| Protocolo para diminuição
do risco de contaminação de colírio de soro autólogo no manejo de
doenças da Superfície Ocular Ruby Lagnado, Anthony J King, Fiona Donald e Harminder S Dua Resumo Objetivo: Avaliar a contaminação bacteriana de 20% dos colírios de soro autólogo (SA) utilizados no manejo de pacientes em um hospital. Métodos: Quatorze pacientes foram tratados com SA por 4 a 14 dias com um total cumulativo de 67 dias. Para cada dia a primeira e a última gora de colírio (total de 134 amostras) foram enviadas para cultura em Ágar chocolate e Ágar sangue. Resultados: Em 4 pacientes (9 amostras) cresceram apenas Staphylococcus epidermidis. Um paciente (1 amostra) mostrou crescimento de Staphylococcus epidermidis e crescimento escasso de Streptococcus viridans na mesma amostra e, em dias diferentes, no mesmo paciente, cresceram Staphylococcus aureus em 1 amostra e Staphylococcus epidermidis em outra amostra. Em um paciente (1 amostra) cresceram micrococcus. Nenhum desses 6 pacientes apresentava evidências clinicas ou microbianas de infecção. Conclusões: Este estudo mostra que SA pode ser usado com segurança como terapia em pacientes, entretanto sob um protocolo de preparação e estocamento bastante cuidadoso, sem que haja risco significante de contaminação bacteriana e consequente infecção. |
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| Comparação das medidas de
espessura corneal realizadas por Orbscan II, microscopia especular
de não-contato e paquimetria ultrassônica em olhos após
ceratomileuse por laser in situ Keisuke Kawana, Tadatoshi Tokunaga, Kazunori Miyata, Fumiki Okamoto, Takahiro Kiuchi e Tetsuro Oshika Resumo Objetivos: Comparar medidas da espessura corneal central de três aparelhos paquimétricos em ohos após ceratomileuse por laser in situ (LASIK). Métodos: A espessura central corneal foi medida em 203 olhos após LASIK para miopia. O topógrafo por escaneamento de fenda Orbscan II (Bausch & Lomb), o microscópio especular de não-contato SP-2000P (Topcon) e o paquímetro ultrassônico (Tomey) foram utilizados nesta sequência. Resultados: Três aparelhos apresentaram leituras da espessura corneal significativamente diferentes (p<0,0001), análise repetida da variância). As medidas do Orbscan II (445,6 ± 60,0 [SD] µm) foram significativamente menores do que as medidas da microscopia especular (467,9 ± 40,2 µm; P < ,0001, comparação múltipla de Tukey) e da paquimetria ultrassônica (478,8 ± 41,9 µm; P < ,0001). Houve correlação linear significativa entre a topografia com Orbscan II e a microscopia especular (coeficiente de correlação de Pearson r=0,912, p<0,0001), entre a microscopia especular e a paquimetria ultrassônica (r=0,968), p<0,0001) e entre a paquimetria ultrassônica e a topografia com Orbscan II (r=0,933, p<0,0001). Conclusões: Em olhos submetidos a LASIK, a topografia com Orbscan II subestimou significativamente a espessura corneal. A microscopia especular de não-contato forneceu leituras menores que a paquimetria ultrassônica porém ambas as unidades mostraram correlação linear excelente. |
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| Hetereogeneidade
genotípica e fenotípica na microcoria familial Fion D Bremner, Henry Houlden e Stephen E Smith Resumo Objetivos: Descrever as características clínicas e achados genéticos em duas famílias com microcoria como traço autossômico dominante. Métodos: Tanto os membros afetados quanto os não afetados de ambas as famílas com microcoria familial foram examinados. Fotografias com flash ou pupilografia por infra-vermelho foram utilizados para avaliar as pupilas. Foi realizado exame oftalmológico completo incluindo: acuidade visual e campimetria, refração, biomicroscopia do segmento anterior e posterior e tonometria. O DNA sanguíneo dos membros afetados e não afetados foi pesquisado utilizando marcadores padronizados para procurar possíveis defeitos genéticos nas regiões cromossomicas 13q31-q32. Resultados: Todos os membros afetados de ambas as famílias apresentaram pupilas puntiformes que respondiam normalmente à luz e à acomodação. Nenhum destes indivíduos mostrou outra anormalidade ocular. A íris de membros afetados mostrou afinamento estromal e ausência aparente do dilatador da íris na primeira família, porém na segunda família esta era lisa e sem qualquer estrutura trabecular. A microcoria estava presente desde o nascimento na primeira família, porém na segunda família houve progressão a partir de idade mais avançada. A análise de haplotipos sugeriu que o defeito genético não está localizado no região cromossômica 13q31-q32 na primeira família, porém evidências não eram conclusivas na segunda família Conclusão: Embora ambas as famílias apresentem anormalidades pupilares semelhantes herdados como autossômicas dominantes, elas mostram diferenças fenotípicas e genotípicas importantes sugerindo que esta condição seja heterogênea. Os possíveis mecanismos da microcoria são discutidos. |
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| Hemorragia Supracoroidal
como Complicação de Cirurgia de Catarata no Reino Unido: Estudo de
Caso-Controle dos fatores de risco Roland Ling, Srikandan Kamalarajah, Mick Cole, Charlie James e Steve Shaw Resumo Objetivos: Estudar os fatores de risco para hemorragia supracoroidal (HSC) como complicação de cirurgia de catarata no Reino Unido (RU). Métodos: Cento e nove casos de HSC como complicação de cirurgia de catarata coletados prospectivamente pela Unidade de Vigilância Oftalmológica Britânica foram comparados com 449 controles submetidos a extração de catarata de 13 “centros-controle” espalhados pelo RU em um estudo de caso-controle. Quarenta variáveis sistêmicas, oftalmológicas e cirúrgicas foram examinadas. Resultados: Fatores de Risco significativos para HSC por meio de análise univariada incluíram: Idade (p<0,001), pelo menos uma medicação cardiovascular (p<0,001), doença vascular periférica (p=o,o14) hiperlipidemia (p=o,oo5), glaucoma (p,0,001), pressão intraocular préoperatória elevada (p<0,001), ausência de compressão orbital após anestesia local (p<0,001), rotura de cápsula posterior antes da HSC (p<0,001), extração extacapusular da catarata eletiva (ECCE) (p=0,038) e conversão para facoemulsificação (p<0,001). A análise por regressão logística identificou os seguintes fatores de risco independentes: maior idade, uso de pelo menos uma medicação cardiovascular, glaucoma, PIO pré-operatória elevada, falta de compressão orbital, rotura de cápsula posterior antes do HSC, ECCE eletiva e conversão da facoemulsificação. Conclusão: Os resultados permitem identificar pacientes que apresentam risco de HSC. Atenção aos vários fatores de risco modificáveis durante o pré- e per- operatório é recomendável para minimizar o risco de HSC. |
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| Hemorragia supra-coroidal
como complicação da cirurgia de catarata no Reino Unido:
epidemiologia, aspectos clínicos, manejo e resultados terapêuticos Roland Ling, Mick Cole, charlie James, Srikandan Kamalarajah, Barny Foot e Steve Shaw Resumo Objetivos: Estudar a incidência, manejo e consequências de hemorragia supra-coroidal (HSC) como complicação da cirurgia de catarata no Reino Unido. Métodos: Os casos foram prospectivamente coletados por supervisão ativa através da Unidade de Vigilância Oftalmológica Britânica. Detalhes foram obtidos utilizando um questionário de incidência com acompanhamento de seis meses. Resultados: 118 casos foram relatados em 1 ano. A incidência estimada de HSC foi 0,04% (95% de intervalos coincidentes 0,034%, 0,050%). Extração da catarata por facoemulsificação ocorreu em 76,2%, extra-capsular (EECC) em 11,0% e conversão da facoemulsificação em 12,8%. HSC foi considerada “limitada” (1 a 2 quadrantes) em 48,7% , “fulminante” (3 a 4 quadrantes) em 43,1%. HSR do tipo “limitada” foi mais observada em facoemulsificação (63,2%) comparada a EECC (11,1%) e conversão da facoemulsificação (23,1%) (p<0,001, teste quiquadrado). Acuidade visual (AV) foi melhor do que 6/60 em 57 de 59 casos (60%) após acompanhamento médio de 185 dias. 33 de 34 casos (97%) submetidos a revisão do segmento anterior secundária tiveram AV melhor que 6/60. AV foi pior que 6/60 em 7 de 8 casos (87,5%) que tiveram esclerostomia intra operatória e em todos os 6 casos (100%) submetidos a intervenção secundária no segmento posterior. Conclusão: HSC é uma complicação rara, porém muito grave, da cirurgia de catarata. Fatores influentes para pior prognóstico incluem HSC “fulminante”, EECC, conversão da facoemulsificação, aposição da retina e descolamento de retina. |
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| Implante primário de LIO
em crianças: uma análise de risco entre lente acrílica dobrável
versus lentes de PMMA Neil A Rowe, Susmito Biswas e Ian C Lloyd Resumo Introdução/objetivos: Comparar os riscos relativos das lentes intraoculares (LIO) de polimetilmetacrilato (PMMA) e lente acrílica dobrável (Acrysof) em implantes primários em cirurgias de catarata pediátrica. Métodos: Análise retrospectiva de dados clínicos foi realizada em olhos de 61 bebês e crianças submetidos a cirurgia de catarata com implante primário de LIO. A idade na ocasião da cirurgia variou entre 3 semanas e 15 anos. A média de duração de acompanhamento foi de 24,5 meses (variação de 0,5 a 68 meses). Os parâmetros examinados incluriam tipo de LIO (PMMA ou Acrílica), realização de capsulorrexis circular contínua posterior (CCCP) ou capsulotomia com vitrectomia anterior, complicações peroperatórias e reintervenção devida a opacificação da capsula posterior (OCP). Fatores de risco para complicações peroperatórias foram analisados com tabelas 2X2 para relação das probabilidades (RP) com medidas de associação. Uma análise de sobrevivência foi realizada para descobrir o risco de reintervenção por OCP com os diferentes tipos de LIO. Risco relativo e intervalos coincidentes (IC) foram calculados com regreção Cox para ajuste de potencial confusão. Resultados: Comparadas as LIOs Acrílicas, as de PMMA foram significantemente associadas a riscos peroperatórios (RP 5,8%, 95% IC 1,4-19, p=0,01). Entretanto, tipo de LIO e tipo de incisão foram fatores altamente correlacionados e este achado pode indicar riscos associados com a maior abertura escleral utilizada no implante de LIOs de PMMA. Não foi encontrada diferença estatisticamente significante no risco de reintervenção por OCP entre os diferentes tipos de LIO. Os tempos médios até a intervenção para LIOs de PMMA e acrílicas dobráveis foram 30,1 meses (95% IC 22-38 meses) e 19,8 meses (95% IC 12-27 meses), respectivamente (teste estatístico Log Rank 153, 1 grau de liberdade, p=0,22). Doze meses após a cirurgia com implante, 76% (95%IC 35-75%) das lentes de PMMA e 54% (95%IC 35-75%) para lentes Acrílicas não necessitaram reintervenção por OCP. Essas proporções caíram para 55% (95%IC 35-72%) e 38% (95%IC 14-61%) para lentes de PMMA e acrílicas dobráveis, retrospectivamente, em dois anos de pós operatório. Após ajuste por idade na ocasião da cirurgia, CCCP e complicações peroperatórias, o risco relativo de reitervenção após o implante de LIOs Acrílicas foi 1,8 (95%IC 0,66-3,9, p=0,29). Conclusão: Implante primário de LIO acrílica dobrável (Acrysof) em olhos de crianças leva a menos complicações peroperatórias que LIOs rígidas de PMMA. Entretanto os parâmetros de segurança de curto prazo para o implante primário de LIO em cataratas pediátricas são similares para LIOS de PMMA e acrílicas dobráveis. |
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| Profundidade do ângulo,
Sinéquias anteriores periféricas e Meuropatia óptica glaucomatosa
na população do Leste Asiático Paul J Foster, Tin Aung, Winnie P Nolan, David Machin, Jamyanjav Baasanhu, Peng T Khaw, Poul Helge Alsbirk, Pak-Sang Lee, Steve KL Seah e Gordon J Johnson Resumo Objetivo: Estudos epidemiológicos atuais concordam em afirmar que o diagnóstico de fechamento angular primário deve ser feito apenas se a malha trabecular posterior (geralmente pigmentada) for observada por menos de 90 graus da circunferência angular, sendo assim denominado como ângulo oclusível. Nós procuramos avaliar essa classificação epidemiológica através do estudo da relação entre a profundidade do ângulo, presença de sinéquias anteriores periféricas e neuropatia óptica glaucomatosa. Pacientes e Métodos: 918 Mongóis e 955 Chineses de Singapura, ambos os grupos com idade igual ou maior a 40 anos foram examinados em dois pontos de atendimentos à população. Profundidade Gonioscópica do ângulo foi graduada em cinco categorias ( 0=fechado a 4=amplamente aberto) de acordo com a classificação descrita por Shaffer. Casos com sinéquias anteriores periféricas secundárias foram excluídos. Resultados: A taxa de sinéquias anteriores periféricas foi entre 0,3 e 1,7% em pessoas com ângulos abertos ( categorias 3 e 4). Naqueles de categoria 2, sinéquias anteriores periféricas foram vistas em aproximadamente 8% dos olhos. Em olhos com ângulos de categoria 1 a taxa encontrada elevou-se de 17% nos Chineses de Singapura para 31% nos Mongóis. A probabilidade da presença de sinéquias anteriores periféricas foi maior em pessoas com ângulos mais estreitos. Entretanto, houve um maior número absoluto de pessoas com sinéquias anteriores periféricas em que os ângulos foram classificados como não-oclusíveis do que em pessoas cujos ângulos foram classificados como oclusíveis. Conclusões: A visão tradicional de que o fechamento primário do ângulo se torna uma significante possibilidade em ângulos classificados como categoria 2 ( aproximadamente 20„a) é valida em Asiáticos do Leste. A definição de ângulo oclusível examinada aqui exclui muitas pessoas com sinéquias posteriores periféricas. Isso provavelmente serve para mostrar que o papel das sinéquias anteriores periféricas na população não é tão importante na prevalência do glaucoma nas pessoas asiáticas. |
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| O glaucoma de pressão
normal não está associado ao polimorfismo da apoproteína do E-gene
comum Stewart R Lake, E Liverani, Minal Desai, R Casson, Bruce James, Anne Clark e John F Salmon Resumo Introdução/objetivos: Em glaucoma de pressao normal (GPN) outros fatores além da pressao intra ocular (PIO) aumentada influenciam na patogênese da neuropatia óptica. Devido à associação do polimorfismo genético da apoproteína E específica (Apo-E) com morte e sobrevivência celular em doenças neurológicas degenerativas, a proposta deste estudo foi determinar a frequência de alelos Apo-E em pacientes com GPN. Métodos: O genótipo da Apo-E de 155 pacientes com GPN foi comparado ao de 349 indivíduos controles não afetados de uma mesma área geográfica. Uma comparação similar foi realizada entre 53 pacientes com GPN que demonstraram perda progressiva de campo vixual e pacientes controle. As frequências de genótipos foram comparados utilizando o teste quiquadrado e coeficiente de Mantel-Haenzel. Resultados: Não houve diferença significante na frequência de alelos da Apo-E ou genótipos na população de pacientes com GPN comparada ao grupo controle. Os alelos e genótipos de pacientes com GPN com doença progressiva não diferiram do grupo controle. Conclusão: O polimorfismo do gene Apo-E não está relacionado ao GPN, sugerindo que esse gene nao tem nenhuma influência na patogênese da neuropatia óptica nesta doença. |
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| Uma nova forma de
retinopatia associada com infarto do miocárdio tratada com
intervenção coronária percutânea Nozomi Kinoshita, Akihiro Kakehashi, Takanori Yasu, Takuji Katayama, Masatoshi Kuroki, Yutaka Tsurimaki, Ryuichiro Ohno, Hiroko Yamagami, Muneyasu Saito e Masanobu Kawakami Resumo Objetivo: Descrever a nova forma de retinopatia observada em pacientes submetidos a intervenção coronária percutânea (ICP) após infarto agudo do miocárdio (IAM). Métodos: Exames oftalmológicos seriados foram realizados em 40 pacientes submetidos a ICP. Trinta pacientes foram diagnosticados com IAM e 10 apresentaram angina pectoris estável. Resultados: Exsudatos algodonosos surgiram em 57% (17 pacientes) do grupo de IAM submetidos a ICP (n=30) no espaço de dois meses. Destes 41% (7 pacientes) desenvolveram hemorragias superficiais. A retinopatia era mais evidente nos primeiros 1 a 2 meses após IAM e após apresentou tendência à regressão sem tratamento. Conclusão: Identificamos uma nova forma de retinopatia em pacientes com IAM que melhora espontaneamente sem tratamento. |
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| Tricromacia oligocônica –
um caso raro e incomum de síndrome de disfunção de cones Michel Michaelides, Graham E Holder, keith Bradshaw, David M Hunt, John D Mollon, e Anthony T Moore Resumo Objetivos: Descrever o fenótipo de uma série de seis pacientes com tricromacia oligocrômica Métodos: Todos os deis pacientes afetados apresentaram história de acometimento moderado da acuidade visual (6/12 a 6/24) desde a infância que não melhora com correção refrativa. Queixavam-se de fotofobia leve e não percebiam deficiência de cores. Não apresentavam nistagmo e o fundo de olho era normal. Testes eletrofisiológicos revelaram ou ausência/redução profunda da resposta flicker dos cones ou respostas preservadas porém atrasadas e levementes reduzidas de flicker. Reflexos dos bastonetes estavam levemente subnormais. A visão de cores estava dentro dos limites da normalidade, porém alguns pacientes demonstraram limiares de discriminação levemente aumentados em todos os eixos. Conclusões: Apresentamos a maior série de casos descrita de pacientes com tricromacia oligocônica. Os achados eletrofisiológicos sugerem mais de um mecanismo da doença. A herança provavelmente é autossômica recessiva, embora relatos prévios tenham sugerido que esta distrofia é estacionária, em uma das famílias há evidências clínicas de progressão da doença. |
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| Correlação da
Determinação Oftalmodinamométrica da Pressão de Colabamento
Vascular Central da Retina com a Pressão Arterial Sistêmica Jost B. Jonas Resumo Introdução: Utilizando um novo aparelho de oftalmodinamometria associado a lente de contato de Goldmann, o objetivo deste estudo foi avaliar se a determinação da pressão de colabamento da artéria e veia central da retina apresenta correlação com medidas da pressão arterial sistêmica. Métodos: O estudo clínico prospectivo avaliou 92 olhos de 92 pacientes que apresentavam catarata ou alterações refrativas (n=40; grupo controle) ou doenças orbitais e da retina (n=52). Após anestesia tópica, uma lente de contato Goldmann aclopado a um sensor de pressão no seu anel fixador foi posicionado sobre a córnea. Pressão foi aplicada sobre o bulbo ocular por meio da lente de contato e o valor da pressão no momento em que a artéria e a veia começavam a pulsar foi registrado como sendo a pressão de colabamento da artéria e veia centrais da retina. Além disso, a pressão arterial braquial foi medida. Resultados: No grupo controle, a pressão de colabamento da artéria central da retina foi significativamente correlacionada com a pressão arterial diastólica (coeficiente de correlação r=0,77; p<0,001) e com a pressão arterial sistólica (r=0.35; p=0.03). A pressão de colabamento da veia central da retina foi estatisticamente independente da pressão diastólica (p=0,11). Em olhos com doenças da retina ou da órbita, os coeficientes de correlação foram menores do que os do grupo controle. Em olhos com oclusões arteriais da retina, a pressão de colabamento não foi correlacionada com medidas da pressão arterial sistêmica Conclusões: Dependendo da presença de doenças associadas da retina ou da órbita, a estimativa oftalmodinamométrica da pressão de colabamento da artéria central da retina, realizada durante oftalmoscopia rotineira com lente de contato de Goldmann, foi correlacionada com medidas da pressão arterial sistêmica. |
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| Fluxo sanguíneo da
Artéria Oftálmica em pacientes com Oclusão da Artéria Carótida
Interna Takami Yamamoto, Kazuhiko Mori, toru yasuhara, Mamoru Tei, Norihiko Yokoi, Shigeru Kinoshita e Motohiro Kamei Resumo Objetivo: Avaliar os fatores de risco para rubeose iridis através de imagens de doppler colorido (DC) em pacientes com oclusão total da artéria carótida interna (OACI). Métodos: Utilizando o DC, trinta e quatro olhos de 32 pacientes consecutivos com OACI foram avaliados quanto a direção do fluxo sanguíneo (adiante, reflexo, indetectável) na artéria oftálmica (AO), artéria central da retina (ACR) e artérias ciliares posteriores curtas (ACPC). A velocidade média do sangue arterial (Vmed) e o índice de resistência (IR) foram calculados e correlações entre a incidência de rubeose e os parâmetros do DC foram analisados. Resultados: Os olhos foram classificados em 4 classes de acordo com a direção do fluxo sanguíneo: fluxo adiante na AO (classe 1, n=11); fluxo reverso na AO e adiante na ACR e ACPC (classe 2a, n=12); fluxo reverso na AO e indetectável na ACR e ACPC (classe 2b, n=8); fluxo indetectável em todas as 3 artérias (classe 3, n=3). Olhos classe 2b mostraram Vmed significativamente maiores (p<0,01) e valores de IR na AO menores, indicando fluxo reverso mais rápido que em olhos classe 2a. Apesar de nos olhos classe 1 e 2a o fluxo na AO ser na direçao oposta, eles não manifestaram rubeose iridis e não mostravam diferenças nos valores de Vmed e IR na ACR e ACPC. Conclusões: A classificação de olhos de pacientes com OACI em 4 classes através da DC pode facilitar a identificação de olhos com alto risco para desenvolvimento de rubeose iridis. Fluxos marcantemente diminuídos, tanto na ACR quanto nas ACPC devem resultar em rubeose iridis independenteda direção do fluxo na AO. |
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Por que a cirurgia de estrabismo na infância
esta em desuso? Caroline J MacEwen e Soma Chakrabarti Resumo Métodos: Estudo retrospectivo de: 1) episodios de cirurgia pediátrica de estrabismo na Escócia e Tayside, 1986 -2001. 2) Consultas a ortoptistas (Tayside) during 1986 and 1996. Resultados: 1) Um total de 58% de queda nas cirurgias (Escocia) e 59% (Tayside). Para esotropia, a redução foi de 63% (Escocia) e 69% (Tayside). 2) Incidência de esotropia não mudou; cirurgia para essas esotropias diminuíram (55%-30%) (p=0,013). Mais crianças receberam correção hipermetrópica total (p< 0,001) e mais desenvolveram estereopsia ( p= 0,003). Conclusão: Cirurgia de estrabismo na infância, particularmente para esotropia, está em decadência. A correção total da hipermetropia melhora os resultados funcionais. |
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Clinical science - extended reports
| O risco de
complicações de uveíte em um grupo de hospitais regionais R Maini, J O'Sullivan, MA Reddy, SL Watson e C Edelsten Resumo Introdução Objetivos: os objetivos deste estudo são estabelecer a freqüência e os fatores de risco para perda visual em pacientes com uveíte referidos primariamente a um grupo de hospitais. Métodos: 561 pacientes com uveíte consecutivos atendidos em três hospitais regionais foram recrutados e a medida da acuidade visual no final do periodo de estudo foi realizada. Um estudo retrospectivo caso-controle dos fatores de risco para perda visual [perda permanente de acuidade <6/9] foi realizado. Fatores de risco examinados incluíram tipo de uveíte, idade de início da uveíte, raça, tipo de doença inflamatória sistêmica e quantidade da variação no tratamento e acompanhamento. Resultados: perda
visual mínima de 6/12 em um olho foi observada em 11 pacientes
[19,9%]. Somente 4 pacientes [0,7%] sofreram perda visual bilateral
grave [ 6/36 ou pior]. Perda de visão foi associada a: idade menor do
que 60 anos com 3,9[ 2,2-7,0] de relação entre probabilidades [95% de
coincidência de intervalos], acompanhamento prolongado com 2,0[
1,2-3,3] e história de cirurgia de catarata com 3,9[2,17-7,2]. Isso
foi menos comprovado em pacientes com uveíte anterior 0,2[0,1-0,3]. |
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| Efeitos dos parâmetros
corneais em medidas utilizando o tonógrafo de fluxo sanguíneo
ocular pulsátil e tonômetro de aplanação de Goldmann Pinakin Gunvant, Mani Baskaran, Lingam Vijaya, Irene Sophia Joseph, Russell Julian Watkins, Mohanadivya Nallapothula, David C Broadway e Daniel J O'Leary Resumo Objetivos: Investigar o efeito da espessura central e da curvatura corneal nas medidas de pressão intra ocular utilizando o tonógrafo de fluxo sanguíneo ocular pulsátil e o tonômetro de aplanação de Goldmann e verificar a concordância entre as medidas obtidas com cada aparelho. Métodos: Quatrocentos e setenta e nove pacientes foram submetidos a medidas da pressão intra-ocular com o tonômetro de aplanação de Goldmann e o tonógrafo de fluxo sanguíneo ocular pulsátil. Desses pacientes, 334 foram avaliados quanto a espessura central corneal com um paquímetro ultrassônico e curvatura corneal com um ceratômetro. Resultados: Medidas da pressão intra-ocular obtidas tanto com o tonômetro de aplanação de Goldman quanto com o tonógrafo de fluxo sanguíneo pulsátil variaram segundo a espessura central corneal e ceratometria. Pressões intra-oculares medidas utilizando o tonômetro de aplanação de Goldmann aumentaram em 0,027mmHg por mícron de espessura central corneal aumentada. Pressões intra-oculares medidas utilizando o tonógrafo de fluxo sanguíneo ocular pulsátil aumentarm em 0,048 mmHg por mícron de aumento da espessura corneal. Para cada milímetro de aumento de curvatura corneal ocorreu aumento de 1,14 mmHg medidos pelo tonômetro de aplanação de Goldman e de 2,6 mm Hg medidos pelo tonógrafo de fluxo sanguíneo ocular pulsátil. Quando comparado ao tonômetro de aplanação de Goldmann, o tonógrafo de fluxo ocular sanguíneo pulsátil subestimou as pressões intra-oculares baixas e superestimou as pressões intra-oculares altas. Conclusão: Espessura corneal central e curvatura corneal afetam mais as medidas obtidas com o tonógrafo de fluxo ocular sanguíneo pulsátil do que as obtidas com o tonômetro de aplanação de Goldman. |
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| A
concentração de endotelina-1 no humor aquoso é aumentada em
pacientes com síndrome exfoliativa George G Koliakos, Anastasios G.P. Konstas, Ursula Schlftzer-Schrehardt, Gabor Hollo, Daniela Mitova, Dimitar Kovatchev, Stefanos Maloutas e Nikolaos Georgiadis Resumo Objetivos / Introdução: A endotelina 1 (ET-1) é considerada o vasoconstritor mais potente presente no corpo e no olho. Esta molécula pode desempenhar um papel significativo na patogenia da síndrome exfoliativa (SXF), um distúrbio causado por vasculopatia irídica progressiva. Desta forma, pesquisamos a concentração de (ET-1) no humor aquoso de pacientes com catarata com e sem SXF. Métodos. Amostras de humor aquoso foram obtidas consecutivamente de 25 olhos de 25 pacientes com catarata e SXF assim como foram obtidas do mesmo número de pacientes controles durante cirurgia de catarata por facoemulsificação. Nenhum dos pacientes estudados apresentou pressão intra-ocular elevada ou glaucoma. A concentração de ET-1 no humor aquoso foi medida usando imunoreagente 100% específico para ET-1. A concentração protéica total foi medida com o método de azul de Coomassie em microplacas correlacionado com a concentração de ET-1. Resultados: A concentração de ET-1 (4,6 ± 2,3 pg/ml) nas amostras de humor aquoso SXF foi significativamente maior do que as medidas no grupo controle pareado por idade (2,8 ± 1,71 pg/ml); (P=0,003). Embora a concentração protéica total estivesse significativamente elevada nas amostras SXF (0,380 ± 0,159 vs 0,279 ± 0,144 mg/ml nos controles); (P=0,02), não houve correlação entre o ET-1 aquoso e a concentração protéica total(P=0,730). Conclusões: A concentração aumentada de ET-1 no humor aquoso de pacientes com SXF sugere que a ET-1 pode desempenhar um papel na patogênese da SXF. |
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| Fenótipo Atípico de
Atrofia Retínica Macular e Peripapilar Causada por Mutação do Gene
RP2 Samantha S Dandekar, Neil D Ebenezer, Celene Grayson, Paul Chapple, Catherine A Egan, Graham E Holder, Sharon A Jenkins, Fred W Fitzke, Michael E Cheetham, Andrew R Webster e Alison J Hardcastle Resumo Objetivos: Determinar a base molecular e descrever o fenótipo de uma distrofia retínica em família apresentando perda visual bilateral central progressiva. Métodos. Membros da família foram examinados. Exames incluíram perimetria por Goldman, eletrofisiologia e imagem por autofluorescência. O screening genético dos candidatos foi realizado por meio de análise SSCP e sequencial. As células linfoblastóides pró-banda foram examinados para observar a expressão protéica. Resultados: O exame fundoscópico pró-banda, junto com a fundoscopia da mãe e a do irmão mostraram atrofia peripapilar e macular. Distrofia retínica autossômica dominante foi suspeitada, mas a doença menos grave na mãe levou à procura de mutações nos genes ligados ao X. Uma microdeleção 4bp no exon 3 do gene RP2, que segregou com a doença, foi identificada. Nenhuma expressão protéica do RP2 foi detectada. Conclusão: O fenótipo distinto desta família, causado pela mutação do RP2, aumenta o espectro fenotípico do XLRP. A ausência de proteína RP2 sugere que a perda da função protéica, e não o ganho de uma nova função, podem levar a este fenótipo atípico. O diagnóstico definitivo de XLRP permite o aconselhamento genético apropriado com implicações relevantes para outros membros da família. Nós encorajamos médicos a utilizarem limites menores para o screening de RP2 em famílias com distrofia retínica, incluindo a doença retínica posterior, que não é imediatamente sugestiva de herança ligada ao X. |
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| Reprodutibilidade durante
período de 12 horas dos parâmetros do fluxo sanguíneo coroidal em
indivíduos saudáveis Elzbieta Polska, Kaija Polak, Alexandra Luksch, Gabriele Fuchsjager-Mayrl, Vanessa Petternel, Oliver Findl e Leopold Schmetterer Resumo Objetivos / Introdução: O objetivo do presente estudo foi avaliar a reprodutibilidade e a variação diúrna potencial de parâmetros do fluxo sanguíneo coroidal em indivíduos saudáveis durante um período de 12 horas. Métodos: Avaliamos os parâmetros do fluxo sanguíneo coroidal em 16 indivíduos do sexo masculino saudáveis e não-fumantes em horários específicos do dia (8:00, 11:00, 14:00. 17:00, 20:00). Os parâmetros avaliados foram: fluxo sanguíneo pulsátil avaliado por pneumotonometria, amplitude pulsátil do fundo avaliado por interferometria por laser, velocidades sanguíneas nas artérias oftálmica e cilar posterior avaliados por Doppler colorido e o fluxo, volume e velocidade sanguínea coroidal com fluxometria Doppler a laser aclopada em câmera de fundo de olho. O coeficiente de variação e a alteração máxima da linha de base para cada parâmetro foi calculada individualmente. Resultados: Em nenhuma das técnicas empregadas foi evidenciada variação no fluxo sanguíneo coroidal. Os valores dos coeficientes de variabilidade se situaram entre 2,9% a 13,6% para todos os parâmetros. A variação máxima da linha de base individual foi consideravelmente mais alta, variando de 11,2% a 58,8%. Conclusões: Nossos dados indicam que em indivíduos saudáveis as técnidas selecionadas apresentam reprodutibilidade adequada para estudos clínicos. A variabilidade pode, no entanto, ser consideravelmente maior em idosos ou na vigência de doenças oculares. As diferenças individuais mais altas em leituras dos parâmetros de fluxo limitam o uso das técnicas na clínica diária. Devido a problemas na validade das medidas um estudo clínico deve incluir a maior quantidade possível de parâmetros do fluxo sanguíneo coroidal para obtenção de resultados constantes. |
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| Relação entre os
parâmetros no nascimento e medidas de erros refrativos e
biométrico em crianças Seang-Mei Saw, Louis Tong, Kee-Seng Chia, David Koh, Yung-Seng Lee, Joanne Katz e Donald TH Tan Resumo Objetivo: Análise da relação entre os parâmetros ao nascimento e a biometria e refração de crianças chinesas em idade escolar de Singapura. Métodos: Crianças chinesas de idades entre 7 e 9 anos (n=1413) de 3 escolas em Singapura foram recrutadas. Parâmetros de nascimento como peso, circunferência encefálica, estatura e idade gestacional foram obtidos de fichas hospitalares padronizadas. Auto-refração estática, ceratometria e biometria (diâmetro axial, profundidade da câmara vítrea e profundidade da câmara anterior) foram medidas. Resultados: Entre os indivíduos com média de peso normal ao nascimento (2,0 a 4,9 Kg), crianças com peso maior ou igual a 4 Kg tiveram maior comprimento axial (medida ajustada 23,65mm versus 23,16mm), comparando com crianças de pesos menores que 2,5 Kg, após ajuste para idade, gênero, escola, peso, miopia familiar e idade gestacional. Para cada 1cm de aumento no perímetro cefálico ao nascimento, o diâmetro axial aumentou 0,05mm. Para cada 1cm de aumento de estatura ao nascimento, o diâmetro axial aumentou 0,02mm em análises multivariadas. Aumento semanal adicional em idade gestacional até 46 semanas resultou em comprimento axial aumentado em 0,04mm, ajustado para idade, gênero, escola, miopia familiar e estatura. Crianças com maiores pesos ao nascimento, perímetros cefálicos, estaturas ao nascimento ou idades gestacionais tiveram câmaras vítreas mais profundas e raios de curvaturas corneais maiores, contudo não houve correlação significante com a refração. Conclusões: Crianças que nasceram mais pesadas, com maiores perímetros cefálicos ou estaturas, ou que nasceram mais maduras apresentaram maiores comprimentos axiais, câmaras vítreas mais profundas, mas não houve diferenca na refração em idades de 7 a 9 anos, possivelmente devido ao aplanamento corneal compensatório. |
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| Em direção à otimização
dos filtros dos registros “padrões” do eletroretinogram multifocal
(mfERG): Achados em indivíduos normais e diabéticos Ying Han, Marcus A. Bearse, Jr., Marilyn E. Schneck, Shirin Barez, Carl Jacobsen e Anthony J. Adams Resumo Objetivos: Estudar os efeitos de dois filtros de largura de banda pré-amplificadores frequentemente utilizados em eletroretinogramas multifocais (mfERG) de resposta normal e comparar suas capacidades em detectar doenças da retina. Métodos: Cento e três mfERGs foram registrados simultaneamente em dois canais com diferentes níveis de pré-amplificadores (10-100Hz e 10-300Hz) de cada olho de 20 indivíduos normais, 17 diabéticos com retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) e 12 diabéticos sem retinopatia. As relações signal to noise (RSN) dos mfERG de primeira ordem dos indivíduos normais foram comparados entre os canais. Todas as amplitudes individuais e tempos implícitos foram obtidos utilizando um método de “esticamento do padrão”. Para comparação, o tempo implícito foi medido com um método de “deslizamento do padrão”. As amplitudes de mfERG e tempos implícitos foram comparados entre os canais e nos grupos de indivíduos. Resultados: As amplitudes médias normais e tempos implícitos foram semelhantes em ambos os canais. No entanto, registros normais de 10 a 100Hz apresentavam RSN significativamente maior e variabilidade menor entre os indivíduos do que os registros de 10 a 300Hz. Na RDNP, o canal de 10 a 100Hz identificou significativamente mais anormalidades de tempo implícito do que o filtro de 10 a 300Hz. Para ambos os acertos dos filtros, os tempos implícitos diabéticos foram anormais com frequencia maior que as amplitudes. O canal de 10 a 100Hz foi superior para ambas as medidas de tempo implícito. Conclusão: Eletroretinogramas multifocais padrões registrados a partir de olhos normais e com filtro de 10 a 100Hz mostram menos interferencia, maior RSN e menor variabilidade inter-individual que aqueles filtrados de 10 a 300Hz. Isso corrobora nosso achado que o filtro de 10 a 100Hz identifica mais disfunções da retina do que o filtro de 10 a 300Hz. |
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| Comparação entre sondas
ultrassônicas de 10MHz e 20MHz nos exames de imagem do olho e da
órbita Simon A Hewick, Andrew C Fairhead, James C Culy e Hatem R Atta Resumo Objetivos / Introdução: Ultrassonografia em modo B é uma ferramenta versátil e não-invasiva na oftalmologia. Recentemente, uma sonda de contato de “alta frequência” foi apresentada. Nós realizamos a ultrassonografia em modo B de estruturas orbitais e oculares com uma sonda de 10MHz e a sonda nova de 20MHz, avaliamos qual sonda fornecia melhores informações e oferecemos recomendações para o uso de cada uma. Métodos: Pacientes foram selecionados de clínicas de ultrassom da Enfermaria Real de Aberdeen de 01 de janeiro de 2002 a 01 de agosto de 2002. Avaliamos o vítreo, retina, coróide, esclera e, na órbita: músculos extraoculares, nervo óptico e gordura orbital com as sondas de 10MHz e 20Mhz. No laboratório avaliamos, por meio de um “ponto-alvo”, as características do feixe de ultrassom a distâncias diversas da sonda. Resultados: O ponto-alvo mostrou que o foco é mais profundo, e, em menor grau, a resolução axial é maior na sonda de 20MHz quando comparada à de 10MHz. Em olhos de pacientes, estruturas altamente reflexivas são observadas com maior resolução com a sonda de 20MHz. A imagem de refletores de menor intensidade como o vítreo e partículas dentro do vítreo é melhor obervada com a sonda de 10MHz. Maior atenuação tecidual foi evidenciada com a sonda de 20MHz. Conclusão: A sonda de 20MHz tem resolução superior e pode ser utilizada para melhor detecção de detalhes no pólo posterior e órbita. A sonda de 10MHz pode ser utilizada para examinhar dispersivos, tal como o humor vítreo, que não pode ser observado com sondas de maior frequência. |
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Laboratory science - scientific reports
| Retirada de sódio do
solvente reduz a toxicidade ao epitélio pigmentar da retina à
indocianina verde: implicações na cirurgia para buraco macular Jau-Der Ho, Ray Jui-Fang Tsai, San-Ni Chen e Hung-Chiao Chen Resumo Introdução/objetivos: A coloração da membrana limitante interna com indocianina verde (ICV) tem sido associada a alterações atróficas pós-operatórias no epitélio pigmentar da retina ( EPR). Aqui os autores examinaram se retirando Na+ do solvente ha redução da citotoxicidade ao EPR induzida pela ICV. Métodos: Células do EPR humano foram expostas à ICV ( 0,25 e 0,025 mg/ml) reconstituida com solução salina balanceada (BSS) ou BSS livre de Na+. Microscopia óptica, exclusão do corante azul de trypan, corante acridine orange/ethidium bromidina e eletroforese de DNA foram utilizados para avaliar os efeitos citotóxicos da ICV. A absorção de ICV foi medida através de absorção óptica a 790 nm. Resultados: Remoção de Na+ reduziu as alterações morfológicas celulares relacionadas à ICV e aumentou a viabilidade da célula do EPR. Quando células do EPR foram encubadas for 4 horas em ICV 0,25mg/ml dissolvidas em BSS e BSS livre de Na+, 86,3iÓ6,7% e 2,4iÓ1,1% das células foram coradas com azul de trypan, respectivamente. Após tratamento com ICV, EPR morreu principalmente através de mecanismo necrótico. Captação de ICV pelo EPR foi tambem reduzida com a remoção do Na+. Conclusões: Citotoxicidade induzida pela ICV em cultura de células do EPR humano foi reduzida com a remoção do Na+ do solvente. A reprodução desse método pode promover uma utilização intravítrea mais segura da ICV na cirurgia de buraco macular. |
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Laboratory science - extended reports
| Equivalente corneal
humano como modelo de cultura de células para estudos de
permeabilidade de medicamentos in vitro Stephan Reichl, Jürgen Bednarz e Christel Müller-Goymann Resumo Objetivos: Para o estudo da permeabilidade transcorneal in vitro de medicamentos oftalmológicos, córneas animais ou cúlturas de células epiteliais são frequentemente utilizados como alternativa à córnea humana. Os principais objetivos deste estudo foram de reconstruir um equivalente organotípico completo de córnea humana formada por todos os tipos celulares diferentes (células epiteliais, estromais e endoteliais); testar a função de barreira desta córnea humana reconstruída utilizando 3 medicamentos-modelo (hidroclorito de pilocarpina, hidrocortisona e hidroclorito de befunolol) e determinar sua utilidade como modelo in vitro para predição da absorção medicamentosa do olho humano. Métodos: Várias camadas teciduais foram criadas passo a passo em culturas de células Transwell® utilizando células imortalizadas SV-40 endoteliais, endoteliais e estromais (fibroblastos). A morfologia foi caracterizada por microscopia óptica utilizando corante HE de rotina. Microscopia eletrônica de varredura foi utilizada para avaliar características ultraestruturais. A permeabilidade ocular de medicamentos-modelo do modelo de córnea foi testado utilizando células de Franz modificadas e comparado com dados obtidos de córneas porcinas cirurgicamente removidas e modelos previamente descritos de córneas porcinas montadas. Resultados e Conclusão: O modelo corneal construído exibiu estruturas corneais típicas tal como uma camada única de células endoteliais hexagonais e camadas múltiplas de epitélio formado por sete a nove camadas celulares com células superficiais achatadas. A formação de micropregas e microvilos foi confirmada. O modelo construído mostrou para todas as substâncias permeabilidade semelhante à da córnea porcina cirurgicamente removida. No entanto, a permeabilidade (coeficientes de permeabilidade Kp) do equivalente corneal (PHCl 13.4•10-6 ± 3.01•10-6; BHCl 9.88•10-6 ± 1.79•10-6; HC 5.41•10-6 ± 0.40•10-6 cm/s) foi 1,6 a 1,8 vezes maior que a da córnea porcina. Comparados com dados do modelo construído de porcina o modelo humano equivalente mostrou uma permeabilidade diminuída. A córnea humana reconstruída pode ser apropriada para prever a absorção de drogas no olho humano. |
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| Ausência de Alterações
das Moléculas de Adesão Leucoditária Vascular na Retina Humana em
Diabetes John M Hughes, Arjen Brink, Antonella N Witmer, Marielle Hanraads-de Riemer, Ingeborg Klaassen e Reinier O Schlingemann Resumo Introdução/objetivos: Acredita-se que oclusão capilar tenha um papel crítico no desenvolvimento da retinopatia dibética (RD). O mecanismo exato através do qual isso ocorre, entretanto, continua obscuro. Vários estudos com modelos in vitro e animais sugerem um aumento na adesão de leucócitos ao endotélio via hiper-regulação da ICAM-1 na microvasculatura retínica como um possível mecanismo. Neste estudo imunohistoquímico comparativo nós comparamos a expressão do ICAM-1 na vasculatura retínica de 41 olhos obtidos de 37 pacientes diabéticos com 19 olhos de 19 pacientes controles não diabéticos. Métodos: Criosecções seriadas do tecido posterior post-mortem de 41 olhos diabéticos e 19 olhos não-diabéticos foram corados com anticorpos monoclonais ICAM-1 (dois clones), CD31 (marcador pan-endotelial) e PAL-E (marcador de vazamento vascular). Resultados: Um padrão similar de impregnação vascular ICAM-1 foi observado entre olhos diabéticos e não diabéticos. Nós também observamos uma umpregnação difusa do ICAM-1 na retina que foi significativamente mais intensa nos olhos diabéticos (p=0,001). Conclusões: Esses resultados indicam que ICAM-1 é constitucionalmente expressado na vasculatura retínica e coroidal de pacientes-controle não diabéticos e que esse nível de expressão não é significantemente alterado pelo diabetes. Analizando tudo, nossos resultados não confirmam o paradigma prevalente de que o mecanismo primário responsável pela oclusão capilar observada nos indivíduos diabéticos seja a adesão aumentada da molécula expressa. |
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| Toxicidade retínica de
tenecteplase intra-vítrea no coelho Steven Alan Rowley, Sarojini Vijayasekaran, Paula K Yu, Ian McAllister e Dao-Yi Yu Resumo Objetivo: Pesquisar a toxicidade retínica da injeção intra-vítrea de um novo fibrinolítico, a tenecteplase, em olhos de coelho. Métodos: Foi injetado tenecteplase (25-350 µg em 0,1ml BSS) na cavidade vítrea de olhos normais de coelhos. Os olhos contralaterais receberam 0,1ml de BSS como controle. Os olhos foram examinados por biomicroscopia, oftalmoscopia indireta e eletroretinografia um dia, uma semana e dois meses após a injeção. Após isso os olhos foram enucleados para exame histopatológico. Resultados: Não foi observada toxicidade retínica com doses de tenecteplase até e incluindo 50µg. Com uma dose de 150µg a oftalmoscopia foi normal, mas a histologia mostrou leve dano retínico na camada nuclear interna. A eletroretinografia mostrou uma redução temporária na amplitude da onda B. Doses acima de 200µg mostraram evidência de toxicidade retínica na eletroretinografia, na oftalmoscopia e na histologia. Achados oftalmoscópicos incluíram fibrose vítrea, necrose retínica e descolamento tracional da retina. A microscopia óptica mostrou necrose do epitélio pigmentar e das outras camadas da retina. O damo estava localizado próximo à região da injeção mas estava mais disseminado com doses maiores. Conclusão: Uma dose de 50µg de tenecteplase aparentemente é segura para injeções intra-vítreas nos coelhos. Tenecteplase pode apresentar aplicações potenciais no tratamento de hemorragias submaculars e na oclusão da veia central. |
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