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Portuguese Abstracts
Welcome to the
BJO Portuguese
Abstracts
This edition
includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and
Laboratory Science articles from the July 2004 issue.
The full text is only available in English
to subscribers or on a pay per
view basis (US$12 per article)
July/
Julho 2004
Volume 88 Number/ número 7
Clinical science - scientific reports
Ciência clinica – relatos científicos
Clinical science - extended reports
Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports
Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - scientific reports
Ciência laboratorial – relatos científicos
Editors/
Editores: Dr Daniel de
Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu
bhisit{at}itsa.ucsf.edu
Clinical science - scientific reports
O Coronavirus da SARS (Severe Acute
Respiratory Syndrome – Síndrome Respiratória Grave Aguda) na Lágrima
Seng-Chee Loon, Stephen
C B Tech, Lynette L E Oon, Hoe-Nam Leong, Su-Yun S E Thoe, Ai-Ee Ling
e Yee-Sin Leo
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Achados Clínicos e Ultraestruturais nas linhas de “Crina de Cavalo”
no epitélio corneal
Saeed Akhtar, Anthony J Bron, Li-Wern M Voon e Keith M Meek
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Inibição da MPM previne migração das células epiteliais do
cristalino humano e contração da cápsula
Tina T L Wong, Julie T Daniels, Jonathan G Crowston e Peng T Khaw
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Pesquisa nacional do uso de
antimetabólitos em cirutgia de glaucoma no Reino Unido
D Siriwardena, B Edmunds, R P
L Wormald e P T Khaw
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Comparação da combinação fixa de latanoprost e timolol com
combinação não-fixa de brimonidina e timolol em pacientes com pressão
intraocular elevada. Um estudo multicêntrico europeu de 6 meses com
avaliação mascarada
Julian Garcia-Sanchez, MD, PhD, Jean-Francois Rouland, MD, Detlev
Spiegel, MD, Bojan Pajic, MD, Ian Cunliffe, MD, Carlo Traverso, MD e
John Landry, MMath
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Características dos Macroaneurismas
Arteriais Retínicos em Pacientes com Uveíte
Emiko Yamanaka, Nobuyuki Ohguro, Akira Kubota, Shuji Yamamoto,
Yayoi Nakagawa e Yasuo Tano
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Resposta reduzida dos diâmetros dos
vasos da retina ao estímulo cintilante em pacientes com diabetes
Gerhard Garhofer, Claudia Zawinka, Hemma Resch, Peter Kothy,
Migena Isaj, Leopold Schmetterer e Guido T Dorner
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Taxa Inicial de Regressão do Tumor
Pós-Braquiterapia Relacionada com a Disseminação Metastática em
Melanoma Uveal Posterior.
Igor Kaiserman, Irene Anteby, Itay Chowers, Eytan Z. Blumenthal,
Iris Kliers e Jacob Pe'er
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Análise da Perda Axonal na Atrofia em
Banda do Nervo Óptico através de Tomografia de Coerência Óptica
Mário L. R. Monteiro, Bruno Campelo Leal, Alexandre A. M. Rosa e
Marcello D. Bronstein
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Clinical science - extended reports
Refração e ceratometria em prematuros
de 40 semanas (idade corrigida) e crianças de termo
Moshe Snir, Ronit Friling, Dov Weinberger, Ilana Sherf e Ruth Axer-Siegel
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
A cirurgia de catarata congênita
precoce é um fator de risco para glaucoma?
Mandagere Vishwanath, Richard Cheong-Leen, David S. I. Taylor,
Isabelle Russell-Eggitt e Jugnoo Rahi
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Recortar e colar: Uma abordagem de
pequena incisão sem sutura para a cirurgia de pterígio.
Gabor Koranyi
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
FTY720 prolonga a sobrevida do
aloenxerto corneal com efeito diferencial nas diferentes populações
linfocíticas.
Klaus Mayer, Florian Birnbaum, Thomas Reinhard, Alexander Reis,
Stefan Braunstein, Frans H Claas e Rainer Sundmacher
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Efeito da midríase e campos
estratégicos variados no screening de doença ocular relacionada à
diabetes através de imagem digital
Helen Murgatroyd, Angela Ellingford, Alan Cox, Moira Binnie, John
D Ellis, Carolyn J MacEwen e Graham P Leese
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Expressão da Proteína Associada ao
Transportador em Melanoma Uveal
Krishnakumar Subramanian, Amirtha S Lakshmi, Dhiraj J Abhyankar e
Jyotirmay Biswas
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
O programa de rastreamento visual
pré-escolar em Seul: Resultados da Coréia do Sul
Hyun Taek Lim, Young Suk Yu, Song-Hee Park, Hyosook Ahn, Shinja
Kim, Mija Lee, Ji-Yeon Jeong, Kyung Hwan Shin e Bon Sool Koo
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Miopia infantil e tabagismo dos pais
Seang-Mei Saw, Kee-Seng Chia, Jon M Lindstrom, Donald TH Tan e
Richard A Stone
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Astigmatismo em crianças chinesas
pré-escolares – Prevalência, Alteração e efeito no desenvolvimento
refracional
Dorothy S.P. Fan, Srinivas K. Rao, Eva Y.Y. Cheung, Maksudul Islam,
Sekjin Chew, e Dennis S.C. Lam
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Recobrimento com retalho de Fáscia
Temporalis Autóloga em Exposição de Implante de Esfera Orbital de
Propietileno Poroso (Medpor®)
Mandeep Sagoo e Jane M Olver
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Laboratory science - scientific reports
Ativação do fator nuclear kappa B
na conjuntiva com o raspado epitelial da córnea de camundongo e
ceratoconjuntivite epidêmica humana
Satoru Kase, Koki Aoki, Takayuki Harada, Chikako Harada, Kazuhiro
Ohgami, Kenji Shiratori, Shinzo Nishi, Shigeaki Ohno e Kazuhiko
Yoshida
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Influência da Cirurgia Não-penetrante
de Glaucoma no Facilitamento do Escoamento de Aquoso em Olhos Isolados
de Porcos
Tarek Shaarawy, Renyi Wu, Andre Mermoud, Josef Flammer e Ivan
Haefliger
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Brimonidina purite 0,15% vs.
Dorzolamida 2% administradas duas vezes por dia para reduzir a pressão
intraocular em indivíduos com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão
ocular
Elizabeth D. Sharpe, MD, Douglas G. Day, MD, Charles J. Beischel,
MD, Jennifer S. Rhodes, BS, Jeanette A. Stewart, RN e William C.
Stewart, MD
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Laboratory science - extended reports
Meio de Cultura Composto por
Mistura de Células do Epitélio Pigmentado da Retina e Células de
Müller Reduz a Permeabilidade de Células Endoteliais Vasculares da
Retina In Vitro
Marina L Tretiach, Michele C Madigan e Mark C Gillies
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Clinical science - scientific reports
| O Coronavirus
da SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome – Síndrome Respiratória
Grave Aguda) na Lágrima Seng-Chee Loon, Stephen C B Tech, Lynette L E Oon, Hoe-Nam Leong, Su-Yun S E Thoe, Ai-Ee Ling e Yee-Sin Leo Resumo Introdução: A SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome – Síndrome Respiratória Grave Aguda) é uma doença infecciosa nova que causou uma epidemia global em 2003. Pesquisas mostraram que a doença é causada por um novo coronavírus. Nós identificamos uma série de casos onde a reação em cadeia de polimerase (PCR) na lágrima demonstrou a presença do vírus. A detecção de infecções oculares da lágrima utilizando técnicas com PCR tem sido utilizada por oftalmologistas para diagnosticar infecções por outros vírus. Métodos: Esta é uma série de casos de SARS classificados como suspeitos ou prováveis. Amostras da lágrima foram coletadas de 36 pacientes consecutivos com suspeita de SARS em Singapura durante um período de 12 dias (7 a 18 de abril de 2003). Estas amostras foram analisadas por meio de PCR seguindo protocolos desenvolvidos pela rede OMS de laboratórios. Resultados: Três pacientes com diagnóstico provável de SARS (uma mulher e dois homens) apresentaram resultados positivos nas amostras coletadas. Apresentamos um perfil destes casos. Amostras de lágrima foram utilizadas para confirmar a SARS na mulher, que mostrou positividade somente na lágrima. Os espécimes positivos foram encontrados em casos cuja coleta foi realizada no início da infecção. Conclusões: Esta é a primeira série de casos relatados com a detecção do coronavírus da SARS a partir da lágrima e tem implicações importantes para a prática da oftalmologia e da medicina. A capacidade em detectar e isolar o vírus na fase inicial da doença pode ser uma ferramenta diagnóstica importante para pacientes futuros já que a coleta da lágrima é simples e reprodutível. Muitos trabalhadores da área da saúde estão em proximidade com os olhos dos nossos pacientes; isto pode ser uma fonte de contágio entre estes trabalhadores e outros pacientes. Clínicas oftalmológicas talvez tenham que mudar com o surgimento de medidas de quarentena e isolamento adequados para o manejo de pacientes com SARS. |
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| Achados
Clínicos e Ultraestruturais nas linhas de “Crina de Cavalo” no
epitélio corneal Saeed Akhtar, Anthony J Bron, Li-Wern M Voon e Keith M Meek Introdução/Objetivo: As linhas de “crina de cavalo” são linhas incomuns, acinzentadas, paralelas e incompletas do epitélio da córnea, que podem levar a desconforto ocular ou visual. Relatamos os achados clínicos e ultraestruturais de dois pacientes. Métodos: Debridamento terapêutico foi realizado em dois pacientes com o distúrbio da “crina de cavalo”. Este epitélio de pouca aderência foi removido e fixado em glutaraldeído com azul cuprolínico e processado para microscopia eletrônica. Resultados: Estudos ultraestruturais mostraram pannus colagenoso e avascular que localizava-se sob todo o epitélio removido e separados por uma zona semelhante à lâmina basal. Este material lamelar estendia-se para dentro do epitélio em dobras semelhantes aos achados clínicos. Características ultraestruturais interessantes incluíram: 1) Falta de hemi-desmossomos em relação ao material da lâmina basal. 2) Encarceramento de ceratócitos dentro das dobras lamelares. 3) Regularidade incomum e dimensões finas das fibrilas de colágeno e proteoglicanas que compunham o pannus subepitelial. O material lamelar continha proteoglicanas e fibrilas semelhantes a colágeno de espaço longo. Conclusões: As linhas de “crina de cavalo” ocorrem devido a material de lâmina basal, provavelmente de origem epitelial, que invagina para o epitélio corneal. A presença de alguns ceratócitos dentro destas invaginações sugere uma contribuição estromal para este distúrbio. A observação das linhas de “crina de cavalo” na incidência focal da lâmpada de fenda provavelmente está relacionada à espessura e propriedades de dispersão da luz das invaginações e dos depósitos subepiteliais. Forças tracionais, impostas pela ação palpebral, talvez expliquem sua disposição horizontal. |
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| Inibição da
MPM previne migração das células epiteliais do cristalino humano e
contração da cápsula Tina T L Wong, Julie T Daniels, Jonathan G Crowston e Peng T Khaw Introdução/Objetivo: O desenvolvimento de contração da cápsula posterior após cirurgia de catarata é causada pela atividade das células epiteiliais residuais. Metaloproteinases matriciais (MPM) são um grupo de enzimas proteolíticas essenciais para a migração celular e contração mediada por células após cicatrização. Pesquisamos se a inibição da ação de MPM pode reduzir a migração de células epiteiliais do cristalino e, como resultado, levar à redução da contração capsular. Métodos: Cápsulas do cristalino humano doadas foram cultivadas e tratadas com inibidor de MPM de amplo espectro – a Ilomastat (GM6001). A produção de MPM 2 e 9 foi determinado por ELISA. A migração celular para a cápsula posterior e contração capsular foram medidas digitalmente. Resultados: A inibição de MPMs reduziu significativamente (p<0,05) a migração de células epiteliais para a cápsula posterior, assim como reduziu a contração capsular (p<0,05). Conclusões: Ilomastat reduziu de forma significativa a migração das células epiteliais para a superfície da cápsula posterior e inibiu a contração capsular. A inibição da MPM pode desempenhar um papel no tratamento da opacificação da cápsula posterior. |
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Pesquisa nacional do uso de antimetabólitos em
cirutgia de glaucoma no Reino Unido D Siriwardena, B Edmunds, R P L Wormald e P T Khaw Objetivos: Avaliar o padrão de uso de antimetabólitos em cirurgias de trabeculectomia por todos os oftalmologistas em atividade clínica no Reino Unido. Métodos: Questionário postal com 12 questões sobre uso de antimetabólitos em cirugia de trabeculectomia foi enviado para todos os 749 oftalmologistas em atividade clínica no Reino Unido. Eles foram questionados sobre o número estimado de trabeculectomias realizadas por ano, fequência de uso do 5-fluorouacil (5-FU) em cirurgias primárias e reoperações, método de adiministração de 5-FU utilizado, fequência de utilização de mitomicina (MMC) em cirurgias primárias ou reoperações e dosagem usual de MMC utilizada. Fatores que influenciaram na decisão de usar ou não os antimetabólitos foram também avaliados. Resultados:A taxa de questinários respondidos foi de 82% (615 de 749); 87% (533) desses oftalmologistas realizam cirurgias de trabeculectomia. Desses 533 médcos, 98 (18%) nunca utilizaram nenhum antimetabólito. A maioria deles 82% utilizam antimetabólitos, porém infrenquentemente (apenas 9% usam antimetabólitpos em mais da metade dos casos). O antimetabólito preferido foi 5-FU. Dos 435 oftalmologistas que ralizam cirurgia de trabeculectomia, utilizando antimetabólitos, 402 (93%) usam 5-FU e 179 (41%) usam MMC. Vários fatores influenciaram na decisão de utilizar ou não o antimetabólito, mas experiência de complicações associadas com o seu uso foi o fator decisivo para 34% dos médicos consultados.Conclusão: O uso de antimetabólitos, particularmente MMC, no Reino Unido é muito menor do que na América ou Japão, onde trabeculectomia com MMC é o procedimento preferido para cirurgia de glaucoma. |
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| Comparação da
combinação fixa de latanoprost e timolol com combinação não-fixa
de brimonidina e timolol em pacientes com pressão intraocular
elevada. Um estudo multicêntrico europeu de 6 meses com avaliação
mascarada Julian Garcia-Sanchez, MD, PhD, Jean-Francois Rouland, MD, Detlev Spiegel, MD, Bojan Pajic, MD, Ian Cunliffe, MD, Carlo Traverso, MD e John Landry, MMath Objetivo: Comparar o efeito redutor da pressão intraocular (PIO) e segurança da combinação fixa (CF) de latanoprost/timolol com a combinação não-fixa (CNF) de brimonidina/timolol em pacientes com PIO elevada. Métodos: Neste estudo europeu de 6 meses de duração com avaliação mascarada de grupos paralelos de distribuição aleatória, pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular e PIOs > 21mmHg em monoterapia ou > 16mmHg com duas medicações receberam CF de latanoprost/timolol às 08:00 horas ou CNF de brimonidina/timolol às 08:00 e às 20:00 horas. Foi avaliada a diferença na redução da PIO diúrna média da avaliação inicial até o mês 6. Resultados: De maneira geral, 325 dos 334 pacientes distribuídos aleatoriamente foram incluídos em análises “com intenção de tratamento” (CF latanoprost/timolol, 163; CNF brimonidina/timolol, 162). As PIOs de base diúrnas foram semelhantes. CF latanoprost/timolol, 26,4+2,7 mmHg; CNF brimonidina/timolol 26,5+2,8mmHg (p=0,851). No mês 6 os níveis foram de 16,9 2.8 mmHg nos pacientes do grupo de CF latanoprost/timolol e 18,2+3,1mmHg nos pacientes do grupo de CNF brimonidina/timolol (P<0,001). Nenhum efeito adverso foi relatado por 76,4% e 75,5% dos pacientes recebendo CF latanoprost/timolol e CNF brimonidina/timolol, respectivamente. Proporções maiores dos pacientes tratados com brimonidina/timolol relataram efeitos adversos relacionados à medicação do estudo (18,6% vs 7,3%) e maior porcentagem também encerrou sua participação no estudo devido a tais efeitos (10,8% vs 1,8%). Conclusão: A combinação fixa de latanoprost/timolol administrada uma vez ao dia é mais eficaz e melhor tolerada do que a CNF de brimonidina/timolol administrada duas vezes ao dia. |
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Características dos Macroaneurismas Arteriais Retínicos em
Pacientes com Uveíte Emiko Yamanaka, Nobuyuki Ohguro, Akira Kubota, Shuji Yamamoto, Yayoi Nakagawa e Yasuo Tano Objetivo: Determinar a frequência e as características clínicas de macroaneurismas retínicos em pacientes com uveíte. Tipo de estudo: Observação de série de casos. Métodos: Realizamos revisão retrospectiva de arquivos clínicos, fotográficos e angiográficos de 1007 pacientes com uveíte examinados na Clínica de Uveíte do Hospital Universitário de Osaka, entre Janeiro de 1995 e Abril de 2002. Todos os prontuários foram examinados para determinar a presença, lateralidade, tipo, localização e evolução clínica de macroaneurismas e sua associação com doenças sistêmicas e oculares. Resultados: Dos 1007 pacientes com uveíte, somente 14 (1,39%) tinham macroaneurismas. Doze entre esses 14 tinham corioretinite multifocal periférica (PMC) e 5 desses 12 foram diagnosticados com sarcoidose. Os 7 restantes não receberam diagnóstico de sarcoidose. Houve apenas um caso com sarcoidose sem PMC e um caso remanescente foi de uveíte de origem desconhecida. Encontramos 18 macroaneurismas entre todos os casos, 17 (94,4%) eram do tipo exsudativo e um do tipo hemorrágico. Dois pacientes foram tratados de hipertensão arterial sistêmica mas os outros não tinham sinais de hipertensão ou doença cardiovascular. Conclusões: Macroaneurismas não são caracteristicamente encontrados em pacientes com uveíte, porém a maioria deles é encontrada em pacientes com PMC. A maioria dos macroaneurismas foi do tipo exsudativo e concluímos que pacientes com PMC devem ser examinados cudadosamente a procura de macroaneurismas exsudativos. |
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| Resposta
reduzida dos diâmetros dos vasos da retina ao estímulo cintilante
em pacientes com diabetes Gerhard Garhofer, Claudia Zawinka, Hemma Resch, Peter Kothy, Migena Isaj, Leopold Schmetterer e Guido T Dorner Introdução/Objetivo:O estímulo da retina com luz cintilante aumenta os diâmetros das artérias e veias da retina em animais e humanos, indicando uma correlação mutio íntima entre atividade neural e fluxo sanguíneo. O objetivo do presente estudo foi investigar se essa resposta está alterada em pacientes com diabetes mellitus insulino dependentes (DMID). Métodos: 26 pacientes com diabetes mellitus sem retinopatia ou com retinopatia não proliferativa leve e 26 voluntários não diabéticos com idades e sexos semelhantes foram incluídos no estudo. Os diâmetros dos vasos retínicos foram continuamente medidos com o Zeiss Retinal Vessel Analyzer. Durante essas medidas 3 episódios de períodos de estímulos cintilantes de onda ao quadrado (16, 32 e 64 secs; 8Hz) foram aplicados através da passagem de iluminação do analisador vascular. Resultados: A resposta ao estímulo com iluminação cintilante difusa foi significantemente diminuída nas artérias da retina dos pacientes diabéticos comparados aos voluntários sadios (ANOVA, p<0,03). Nos pacientes controles não diabéticos o etímulo cintilante aumentou os diâmetros das artérias retínicas em +1,6±1,8% (média±DP, p<0,001 vs. linha de base), +2,8±2,2% (p<0,001) e +2,8±1,6% (p<0,001) durante 16, 32 and 64 sec de estímulo cintilante, respectivamente. Em pacientes diabéticos oestímulo cintilante não influenciou no diâmetro vascular arterial: +0,1± 3,1% (16 sec, p=0,9), +1,1±2,7% (32 sec, p=0,07), +1,0±2,8% (64 sec, p=0,1). Nas veias retínicas, a resposta à luz cintilante não foi significantemente diferente nos dois grupos. O diâmetro das veias retínicas aumentou em +0,7±1,6% (16 sec, p<0,05), +1,9±2,3% (32 sec, p<0,001) e 1,7±1,8% (64 sec, p<0,001) no grupo controle durante o estímulo cintilante. Novamente, não foi observado aumento nos pacientes do grupo estudado: +0,6±2,4%, +0,5±1,5% and +1,2±3,1% (16, 32 and 64 sec, respectivamente). Conclusões: Respostas a estímulos cintilantes nas artérias e veias retínicas estão anormalmente reduzidas em pacientes com DMID que não apresentam retinopatia ou com retinopatia não proliferativa leve. Ainda deve ser esclarecido se essa diminuição da resposta deve ser atribuída à reação vascular retínica alterada ou à diminuição da atividade neuronal. |
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| Taxa Inicial
de Regressão do Tumor Pós-Braquiterapia Relacionada com a
Disseminação Metastática em Melanoma Uveal Posterior Igor Kaiserman, Irene Anteby, Itay Chowers, Eytan Z. Blumenthal, Iris Kliers e Jacob Pe'er Objetivo: Confirmar o valor do prognóstico da taxa inicial de regressão do tumor pós-braquiterapia em melanoma uveal posterior. Tipo de estudo:Estudo de coorte prospectivo,comparativo,observacional. Métodos: Pacientes: 147 olhos(147 pacientes) com melanoma de coróide (média de 61 anos de idade) tratados através de braquiterapia com Ru-106. Procedimentos durante a observação: Pacientes foram acompanhados clinicamente e através de ultra-sonografia a cada 6,7 ± 0,3 meses (1001 exames). Em média, cada paciente foi examinado 5,8 vezes (média de acompanhamento de 9,6 ±3,7 anos). Os parâmetros ecográficos incluíram tamanho da base do tumor, altura, refletividade interna, regularidade, vascularização e extensão extra-escleral. O acompanhamento clínico incluíu exame ocular e “screening” de metástases periódico ( testes de função e imagem hepáticas). Medidas principais de evolução: Risco de metátases hepáticas em correlação com a taxa inicial de regressão do tumor pós-braquiterapia. Resultados: Na ocasião da braquiterapia a altura do tumor foi de 5,2mm (variação 2,2 - 11,8mm). Após braquiterapia 142 tumores (96,6%) responderam com diminuição da altura. A taxa de regressão da altura inicial foi de 6,1 ± 0,8% por mês em pacientes que desenvolveram metástases tardias vs. 4,3 ± 0,4% por mês naqueles que não desenvolveram metástases. Tumores mais altos que 6 mm, tumores com uma refletividade interna menor que 50% e tumores com taxa inicial de regressão de altura maior que 0,7 mm/mês (10% por mês) tiveram maior mortalidade relacionada ao melanoma em 5 anos. Análise de sobrevivência de Kaplan-Meier e o modelo de riscos multivariáveis proporcionais Cox mostraram papel significante da altura do tumor e taxa de regressão inicial do tumor na sobrevida dos pacientes. Conclusões: Este estudo confirma que a taxa inicial de regressão do tumor pós-braquiterapia tem valor prognóstico |
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| Análise da
Perda Axonal na Atrofia em Banda do Nervo Óptico através de
Tomografia de Coerência Óptica Mário L. R. Monteiro, Bruno Campelo Leal, Alexandre A. M. Rosa e Marcello D. Bronstein Objetivos: Medir a perda axonal em pacientes com atrofia em banda do nervo óptico causada por compressão do quiasma óptico, utilizando tomografia de coerência óptica (Humphrey-Zeiss Medical Systems, San Leandro, CA) e avaliar a habidilidade deste instrumento em identificar este padrão de perda da camada de fibras nervosas da retina (CFNR). Métodos: Vinte olhos de 16 pacientes consecutivos com atrofia em banda do nervo óptico e hemianopsia temporal permanente devido à compressão do quiasma e 20 olhos de um grupo controle de 16 pacientes saudáveis com idade e sexo coincidentes foram prospectivamente estudados. Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico, incluindo campimetria e avaliação da CFNR, utilizando a tomografia de coerência óptica. A média de espessura da CFNR ao redor do disco óptico foi comparada entre os dois grupos. Resultados: A espessura da CFNR periparilar (média± DP) de olhos com atrofia em banda foi de 101,00 ± 9,89 ìm, 62,21 ± 12,71 ìm, 104,89 ± 12,60 ìm e 50,13 ± 16,88 ìm nas regiões superior, temporal inferior e nasal, respectivamente. A média total de CFNR foi de 79.94 ± 7.17 µm. No grupo controle, os valores correspondentes foram 140,10 ± 16,06 ìm, 86,50 ± 12,17 ìm, 144,60 ± 15,70 ìm e 97,94 ± 16,02 ìm. A média total de CFNR foi de 117,72 ± 9,53 µm. As medidas foram significantemente diferentes entre os dois grupos. Medidas em cada um dos doze 30-graus de divisões fornecidos pelo equipamento também mostraram valores significativamente diferentes entre olhos com atrofia em banda e controles normais. Conclusões: Tomografia de coerência óptica foi capaz de identificar perda axonal em todos os quatro quadrantes assim como em cada um dos doze 30-graus de segmentos do disco. Assim, a tomografia de coerência óptica parece ser um instrumento promissor no diagnóstico e acompanhamento de doenças neurooftalmológicas responsáveis por perda da CFNR, mesmo quando houver acometimento predominante nas áreas nasal ou temporal do disco óptico. |
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Clinical science - extended reports
| Refração e
ceratometria em prematuros de 40 semanas (idade corrigida) e
crianças de termo Moshe Snir, Ronit Friling, Dov Weinberger, Ilana Sherf e Ruth Axer-Siegel Objetivo: Comparar a refração e leituras ceratométricas entre bebês prematuros e de termo de 40 semanas e o possível efeito do peso ao nascer (PN) e idade gestacional (IG) nestes parâmetros oculares. Métodos: Trinta e três bebês prematuros hospitalizados na unidade de neonatologia entre Janeiro e Março de 2002 foram pareados com 33 bebês nascidos na mesma época e hospitalizados na mesma unidade. O grupo prematuro recebeu fundoscopia 4 a 5 semanas após o parto. O exame ocular com 40 semanas incluiu retinoscopia sob cicloplegia, fundoscopia e medidas ceratométircas. Média e desvio-padrão da refração, poder astigmático, eixo do astigmatismo e leitura ceratométrica foram calculados e comparados entre os grupos e correlacionados com PN e IG nos bebês prematuros. Resultados: Retinopatia no estágio I ou II foi notada em 88% dos bebês prematuros na primeira fundoscopia, mas em apenas 36% à idade de 40 semanas. Diferenças estatísticas significativas foram encontradas para a refração sob cicloplegia (p=0,02 para ambos os olhos) e ceratometria (p=0,001 para ambos os olhos). PN e IG não apresentaram impacto nos achados refrativos e ceratométricos nos bebês prematuros. Conclusões: Bebês com retinopatia da prematuridade leve à idade corrigida de 40 semanas apresentam discreta hipermetropia comparada à hipermetropia moderada encontrada nos bebês prematuros (diferença de 50%) e apresentam valores ceratométricos mais altos e mais curvos. A curvatura corneal maior pode contribuir com o desenvolvimento de miopia. Oftalmologistas e pais devem ficar a par da possibilidade de disfunção visual precoce em crianças prematuras de idade relativamente maior. |
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| A cirurgia
de catarata congênita precoce é um fator de risco para glaucoma? Mandagere Vishwanath, Richard Cheong-Leen, David S. I. Taylor, Isabelle Russell-Eggitt e Jugnoo Rahi Objetivos: Estimar o risco de glaucoma do afácico após lensectomia em catarata congênita e sua associação com cirurgia no primeiro mês de vida. Método: Conduzimos uma revisão retrospectiva de casos de todos os pacientes submetidos à lensectomia para catarata congênita durante o primeiro ano de vida no Great Ormond Street Hospital entre 1994 e 1997. Pacientes com glaucoma pré existente, disgenesia do seguimento anterior e síndrome de Lowe foram excluidos. O risco de glaucoma do afácico depois da cirurgia foi estimado utilizando análise de sobrevivência de Kaplan-Meier. Resultados: 80 pacientes, submetidos a 128 lensectomias no nosso serviço foram elegíveis. Desses, 6 pacientes (9 olhos) perderam o acompanhamento. Baseado na soma de olhos, o risco de glaucoma em 5 anos após lensectomia foi 15,6% (95% IC 10,2% - 23,4%). Baseado na soma de pacientes, o risco de glaucoma em 5 anos em pelo menos um olho após cirurgia bilateral foi 25,1% (95% IC 15,1% - 40,0%). A incidência de glaucoma permaneceu em num nível constante nos primeiros 5 anos depois da cirurgia. Após lensectomia bilateral realizada durante o primeiro mês de vida, o risco de glaucoma em cinco anos em um olho foi de 50% (95% IC 27,8% - 77,1%) comparado a 14,9% (95% IC 6,5% - 32,1%) com cirurgia realizada após este período (teste log rank, p=0,012, rela;’ao das probabilidades 5,7). Não houve diferença significante em 5 anos de acompanhamento entre olhos operados antes e após 1 mês de idade(Teste de Kolmogorov-Smirnov: Lensectomia Unilateral p = 0,587, Lensectomia Bilateral p = 0,369). Conclusão: A lensectomia bilateral durante o primeiro mês de vida está associada a um maior risco de glaucoma subsequente comparada à cirurgia realizada mais tardiamente. A razão para isso é desconhecida mas talvez seja prudente, em casos bilaterais, protelar a cirurgia até 4 semanas de idade. Como a incidência de glaucoma é semelhante para cada ano após a cirurgia, a vigilância a longo prazo é obrigatória. |
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| Recortar e
colar: Uma abordagem de pequena incisão sem sutura para a cirurgia
de pterígio Gabor Koranyi Objetivo: Avaliar os benefícios de uma nova técnica de cirurgia de pterígio em relação à dor pós-operatória e tempo cirúrgico Tipo de Estudo: Clínico prospectivo de distribuição aleatória Participantes: Quarenta e três pacientes operados devido a pterígio nasal primário. Métodos: Retalhos conjuntivais autólogos removidos próximo ao limbo superotemporal foram utilizados para cobrir a esclera após remoção do pterígio. Após distruibuição aleatória, 20 pacientes tiveram o retalho fixado por adesivo de fibrina (Tisseel Duo Quick, Baxter, Vienna, Austria); os outros 23 pacientes tiveram o retalho fixado por meio de suturas absorvíveis (Vicril 7-0 Johnson & Johnson Intl, Brussels, Belgium). O teste de Mann-Whiteny foi utilizado para análise estatística. Medidas: Dor pós-operatória foi graduada de acordo com a escala visual análoga (EVA) duas vezes ao dia durante a primeira semana após a cirurgia. O tempo cirúrgico foi anotado desde a primeira incisão até a remoção do blefarostato. Resultados: A dor média foi significativamente menor quando foi utilizado o adesivo de fibrina, p<0,05. O tempo cirúrgico médio foi de 9,7 minutos (6 a 13 minutos) para o adesivo e 18.5 minutos (12 a 30 minutos) para suturas, p<0,001. Não houve complicações. Conclusão: Utilizar o adesivo em vez das suturas para fixar o retalho do transplante conjuntival leva a menor dor pós-operatória e diminui o tempo cirúrgico significativamente. |
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| FTY720
prolonga a sobrevida do aloenxerto corneal com efeito diferencial
nas diferentes populações linfocíticas Klaus Mayer, Florian Birnbaum, Thomas Reinhard, Alexander Reis, Stefan Braunstein, Frans H Claas e Rainer Sundmacher Introdução/Objetivo: FTY720 é um imunomodulador potente com efeitos únicos na migração linfocítica. Recentemente sua segurança e eficiência foram comprovadas em transplantes renais humanos. Nós pesquisamos a potência do FTY720 na inibição de rejeição alográfica em modelo experimental de ceratoplastia penetrante alogênica ortotópica. Métodos: Ceratoplastias penetrantes foram realizadas em ratos da raça Fisher como doadores e ratos da raça Lewis como receptores ou doadores: grupo 1 (n=10): controle alogênico; grupo 2 (n=10): Lewis/Lewis controle singênico; grupo 3 (n=9): micofenolato mofetílico 40 mg/kg; grupo 4 (n=10): FTY720 1,2mg/kg; grupo 5 (n=8): FTY720 0,3 mg/kg. Quatro animais foram sacrificados para avaliação imunohistológica no dia 14. A medicação nos grupos tratados foi administrada durante 18 dias. Resultados: O tempo médio de sobrevida do enxerto sem rejeição foi de 11,3 + 0,8 dias para o controle alogênico (grupo 1), 24,6+2,5 para o grupo 3 (MMF), 44,5+5,7 dias para o grupo 4 (FTY720 1,2mg/kg) e 35,3+5,7 dias para o grupo 5 (FTY720 0,3 mg/kg)(p<0,05). O controle alogênico mostrou infiltrado denso com CD4+. CD8+, CD161+ (células natural killer), CD25+ (receptor IL2) e macrófagos. Nos grupos tratados a densidade do CD4+, CD8+, CD161+ e CD 25+ foi significativamente reduzida quando comparada ao controle alogênico (p<0,05). No entanto, no grupo 5 a redução do infiltrado CD4+ foi maior do que a redução do infiltrado das células CD8+ (p<0,05) e CD161+. Discussão: Imunossupressão oral com FTY720 prolonga a sobrevida do aloenxerto corneal no nosso modelo de transplante. Os resultados sugerem que FTY720 tem efeito diferente em algumas populações linfocíticas. Células CD4+ parecem ser mais afetadas que células CD8+ e natural killer. |
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| Efeito da
midríase e campos estratégicos variados no screening de doença
ocular relacionada à diabetes através de imagem digital Helen Murgatroyd, Angela Ellingford, Alan Cox, Moira Binnie, John D Ellis, Carolyn J MacEwen e Graham P Leese Objetivos: Os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos de (1) midríase e (2) fotografia de campo único versus campo triplo no screening de doença ocular relacionada a diabetes, utilizando fotografia digital. Método: Achados de exames em lâmpada de fenda foram comparados à fotografia digital do fundo de olho para detecção de qualquer retinopatia e para retinopatia referida em 398 pacientes (794 olhos). Uma Câmera digital Topcon TRC-NW6S não midriática foi utilizada. Três estágios fotográficos foram utilizados: campo único não dilatado, campo único dilatado e campos múltiplos dilatados. As fotografias foram apresentadas em ordem aleatória para um dos dois retinólogos examinadores. Para as fotos de campo único os examinadores foram mascarados para o uso de midriáticos. Em 13% das fotografias do fundo a classificação foi realizada por todos os classificadores. Resultados: Midríase reduziu a proporção de fotografias inclassificáveis de 26% para 5% (p<0,001). Midríase ou fotografias de campo triplo não aumentaram a sensitividade ou especificidade para detecção de qualquer retinopatia ou de retinopatia referida quando comparadas à fotografia de campo único não dilatada. A sensitividade e especificidade para detectar retinopatia referida, utilizando fotografia de campo único não dilatado foi 77% (95% de intervalos coincidentes 71-84%) e 95% (95% IC 93-97%) respecitivamente. Utilizando fotografias de campo único dilatadas foram 81% (95% IC 76-87%) e 92% (95% IC 90-94%) respectivamente. Utilizando fotografias dilatadas de campo triplo foram 83% (95% IC 78-88%) e 93% (95% IC 91-96%) respectivamente. A capacidade para detecção de retinopatia referida entre os classificadores em fotos classificávies foi excelente (valores Kappa 0,86-1,00). Conclusões: Midríase reduz a taxa de falha técnica. Midríase e fotografia de campo triplo como utilizadas neste estudo não aumentaram a sensitividade ou especificidade para detectar retinopatia diabética. |
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| Expressão da
Proteína Associada ao Transportador em Melanoma Uveal Krishnakumar Subramanian, Amirtha S Lakshmi, Dhiraj J Abhyankar e Jyotirmay Biswas Introdução/Objetivo: A proteína associada ao transportador (TAP) é importante na apresentação de peptídeos à molécula de classe I do principal complexo de histocompatiibilidade (MHC). Defeitos no TAP levam à diminuição da expressão do MHC de classe I. Nós estudamos a imunoexpressão da molécula de classe I de antígenos leucócitários humanos (HLA) e subunidade TAP1 em melanomas uveais primários correlacionando-os ao tipo celular e extensão extra-escleral. Métodos: Antígeno HLA classe I e subunidade TAP1 foram analisados através de coloração com imunoperoxidase com anticorpos monoclonais em 45 melanomas uveais primários de amostras arquivadas. Os tumores foram divididos em 2 grupos. Grupo A: tumores sem extensão extra-escleral. Grupo B: tumores com extensão extra-escleral/metástase hepática. Imunoanálises foram realizadas através de um método semi-quantitativo. Resultados: Antígeno HLA classe I e TAP1 estavam diminuídos em 35/35 tumores sem extensão extra-escleral (100%) e positivo em 6/10 tumores com metástase hepática (60%). A diminuição da imunoexpressão do HLA classe I e TAP1 em melanomas uveáis sem extensão extra-eslceral foi significante (p<0,001). Antígeno HLA classe I e TAP1 foram negativos em melanomas de células fusiformes (p<0,001). Conclusões: A expressão do antígeno HLA classe I e TAP1 estava diminuída em melanomas uveáis sem extensão extra-escleral e em melanomas de células fusiformes. Expressão diminuída do TAP1 deve levar à diminuição da expressão do antígeno HLA classe I em melanoma uveal. Essa observação preliminar necessita de mais investigação o que esclarecerá melhor o mecanismo imunológico desse tumor e, assim, possibilitará novas estratégias terapêuticas. |
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English Abstract
English Full text
| O programa
de rastreamento visual pré-escolar em Seul: Resultados da Coréia
do Sul Hyun Taek Lim, Young Suk Yu, Song-Hee Park, Hyosook Ahn, Shinja Kim, Mija Lee, Ji-Yeon Jeong, Kyung Hwan Shin e Bon Sool Koo Objetivo: Descrevemos um novo modelo de rastreamento visual pré-escolar em Seul para investigar a distribuição de diversos distúrbios oculares nesta população metropolitana pré-escolar. Métodos: Realizamos rastreamento visual em 36973 crianças da pré-escola entre 3 e 5 anos de maneira progressiva. O primeiro passo foi rastreamento no lar utilizando um conjunto de 5 cartões fotográficos e um questionário. As crianças que não passavam pela primeira etapa (AV < 0,5 em pelo menos um olho ou respostas fora do normal no questionário) foram reavaliadas com tabelas de acuidade visual comuns em centros de saúde públicos regionais. Após esta reavaliação, algumas crianças foram encaminhas a oftalmologistas. O critério de encaminhamento foi de AV<0,5 aos 3 anos e <0,63 aos 4 ou 5 anos em pelo menos um olho. Resultados: Dos pacientes avaliados, 7116 (19,2%) das crianças não foram aprovadas na avaliação em casa e 2058 (28,9%) das 7116 crianças foram encaminhadas. Os resultados do exame oftalmológico nas clínicas de olhos estavam disponíveis para 894 (43,4%) das crianças encaminhadas. O restante das crianças não foram a oftalmologistas por já estarem em acompanhamento com outro médico ou por razões pessoais. Erros refrativos foram encontrados em 608 (1,6%) das crianças. Astigmatismo foi encontrado em 78,2% das ametropias. Ambliopia foi descoberta em 149 (0,4%) das crianças e o erro refrativo foi a etiologia mais predominante (82,5%). Estrabismo manifesto foi detectado em 52 crianças. O valor preditivo positivo para o rastreamento oftalmológico foi de 0,77 e para os distúrbios visuais significativos que necessitaram de tratamento foi de 0,49. Conclusões: Nosso programa de rastreamento visual pré-escolar foi de fácil realização e acesso às crianças e seus pais e foi eficaz na detecção de vários distúrbios oculares. No entanto, a participação das crianças encaminhadas para oftalmologistas foi baixa. O resultado e eficiência do nosso programa precisam ser otimizadas com novas revisões. |
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English Abstract
English Full text
| Miopia
infantil e tabagismo dos pais Seang-Mei Saw, Kee-Seng Chia, Jon M Lindstrom, Donald TH Tan e Richard A Stone Objetivo: Avaliar a relação entre exposição a tabagismo passivo paterno e miopia em crianças chinesas de Singapura. Métodos: 1334 crianças chinesas de 3 escolas em Singapura foram recrutadas, todas participantes do Estudo de Coorte de Singapura para Fatores de Risco da Miopia (ECSFRP). Informações em relação a tabagismo materno ou paterno, número de anos de tabagismo e número de cigarros por dia durante a vida da criança foram obtidas. Estes dados foram correlacionadas com dados dispníveis no ECSFRP. A autorefração sob cicloplegia, raio de curvatura corneal e medidas biométricas foram comparadas com o histórico de tabagismo dos pais. Resultados: Quatrocentos e trinta e quatro pais (33.3%) e 23 mães (1,7%) eram tabagistas durante a vida da criança. Não foram observadas tendências entre tabagismo dos pais e erro refrativo ou comprimento axial. Após controle por idade, gênero, escola, educação materna e miopia matera, crianças com mães que fumaram apresentaram refrações mais “positivas” (média ajustada= -0,28 dioptrias versus 1,38 dioptrias) comparadas a crianças cujas mães não fumavam (p=0,012). Conclusões: Nosso estudo não encontrou evidências sugestivas de associações entre tabagismo e erro refrativo. Houve sugestão de maior incidência de hipermetropia em crianças filhas de mães tabagistas, mas a ausência de relações com tabagismo paterno e a quantidade pequena de mães fumantes nesta amostra impedem conclusões definitivas entre tabagismo infantil passivo e miopia. |
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English Abstract
English Full text
| Astigmatismo
em crianças chinesas pré-escolares – Prevalência, Alteração e
efeito no desenvolvimento refracional Dorothy S.P. Fan, Srinivas K. Rao, Eva Y.Y. Cheung, Maksudul Islam, Sekjin Chew, e Dennis S.C. Lam Objetivos: Estudar a prevalência, tipo e alteração do astigmatismo em crianças chinesas pré-escolares e o efeito do astigmatismo no desevolvimento refracional Métodos: Estudo transversal de crianças pré-escolares foi realizado em duas escolas escolhidas de forma aleatória. Estudo de coorte foi realizado em amostra de crianças cinco anos após o exame inicial. O erro refracional (medida por auto-refração sob cicloplegia) e comprimento axial medido por ultrassom foram as principais variáveis avaliadas. Resultados: A idade média das 522 crianças deste estudo foi de 55,7 meses (DP 10,9 meses; variação: 27 a 77 meses). A leitura média do cilindro foi de –0,65 dioptrias (DP0,58D; variação: 0 a –4,75D) e astigmatismo a favor da regra (53%) foi predominante. Nas 108 crianças estudadas de forma longitudinal, a média do cilindro diminuiu de –0,62D para –0,50D (p=0,019). A presença de astigmatismo no exame inicial predispôs os olhos a maior miopização (p<0,001). Além disso, crianças com astigmatismo aumentado apresentaram maior progressão miópica (p<0,001) e crescimento axial (p=0,002). Conclusões: Este estudo relata alta prevalência de astigmatismo em crianças chinesas pré-escolares. A presença de astigmatismo, especialmente com astigmatismo progressivo, aparentemente, predispõe a criança a miopia progressiva. Outros estudos são necessários. |
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English Abstract
English Full text
| Recobrimento
com retalho de Fáscia Temporalis Autóloga em Exposição de Implante
de Esfera Orbital de Propietileno Poroso (Medpor®) Mandeep Sagoo e Jane M Olver Introdução/Objetivos: Recobrimento com fáscia temporal tem sido recomendado em exposições de esferas de hidroxiapatita. Os objetivos desse estudo foi identificar potenciais fatores de risco para exposição de inplantes de esfera de propietileno poroso (Medpor®) e avaliar o uso do recobrimento com retalho de fáscia temporal autóloga. Métodos: Revisão retrospectiva de casos consecutivos de exposição de implante orbital de esfera de polietileno poroso. Resultados: Ocorreram cinco casos entre Maio de 2000 e Outubro de 2001 ( três homens e duas mulheres; idade média de 44,5 anos). Três foram submetidos à enucleação (dois com implantes primários) e dois, à evisceração (um com implante primário). A exposição ocorreu em um implante primário, dois secundários e dois reposicionados. O diâmetro do implante orbital foi de 20 mm em 4 casos e 16 mm em um caso (contração do saco conjuntival). A média de tempo entre implante e exposição foi de 23 meses (variação 0,7-42,6). Três pacientes tiveram desinserção secundária a adaptação da prótese antes da exposição. A média de tempo entre o último procedimento (implante escleral ou adaptação da prótese) até a exposição foi de 3 meses (variação de 0,7-12,6). Quatro pacientes necessitaram de intervenção cirúrgica, entre eles, três necessitaram mais do que um procedimento. Recobrimento com “patch” de fáscia temporalis autóloga foi bem sucedido, fechando o defeito sem re-exposição em três dos quatro pacientes. Os transplantes foram deixados descobertos em três pacientes, com uma média de tempo de conjuntivalização de 2,4 meses (variação 1,6 a 3,2). Conclusões: Exposição de implantes esclerais de polietileno poroso foram tratados com sucesso por recobrimento com fáscia temporalis autóloga em 3 de 4 pacientes. Nós concluímos que essa técnica é útil, o tecido doador é facilmente coletado e não leva à inflamação prolongada do saco conjuntival, infecção ou extrusão. |
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Laboratory science - scientific reports
| Ativação do
fator nuclear kappa B na conjuntiva com o raspado epitelial da
córnea de camundongo e ceratoconjuntivite epidêmica humana Satoru Kase, Koki Aoki, Takayuki Harada, Chikako Harada, Kazuhiro Ohgami, Kenji Shiratori, Shinzo Nishi, Shigeaki Ohno e Kazuhiko Yoshida Objetivo: Avaliar a expressão de p65, um fator nuclear kappa B (FN-kB), no epitélio conjuntival do camundongo C57B16 e em paciente com ceratoconjuntivite epidêmica (CCE). Métodos: Raspado epitelial normal da córnea obtido 6 horas após a lesão foi processado em parafina. Amostras de conjuntiva normal e com CCE foram obtidas por meio de citologia de impressão. Ambas as amostras foram analisadas por imunocitoquímica utilizando anti-corpos anti-p65. Resultados: Imunocitoquímica com o anticorpo anti FB-kB p65 mostrou que o p65 estava localizada no citoplasma da conjuntiva epitelial do camundongo C57B16 sem tratamento. Seis horas após raspado da córnea, a proteína p65 foi expressada no núcleo do epitélio conjuntival. P65 foi localizada no citoplasma do epitélio conjuntival no olho normal humano. A proteína p65 foi expressada no núcleo das células epiteliais conjuntivais no paciente com CCE. Conclusão: Estes achados sugerem que o FN-kB foi ativado na conjuntiva com o raspado epitelial da córnea do camundongo e na CCE humana. |
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| Influência
da Cirurgia Não-penetrante de Glaucoma no Facilitamento do
Escoamento de Aquoso em Olhos Isolados de Porcos Tarek Shaarawy, Renyi Wu, Andre Mermoud, Josef Flammer e Ivan Haefliger Objetivo: Investigar, in vitro, a influência da cirurgia não-penetrante de glaucoma (NPGS) e a influência de sutura do flap escleral superficial apertada no facilitamento do escoamento de aquoso em olhos isolados de porcos. Materiais e Métodos: A câmara anterior de 12 olhos de cadáveres de porcos enucleados foram canalizados e perfundidos. NPGS foi realizada pelo mesmo cirurgião. O facilitamento total de escoamento do aquoso foi medido antes e depois das cirurgias e após a sutura do flap escleral. Resultados: O facilitamento de escoamento do aquoso, que era 0,164 ¡Ó 0,014 ƒÝl¡Pmin-1¡PmmHg-1 antes da cirurgia, aumentou significativamente após NPGS (1,584 ¡Ó 0,217 ƒÝl¡Pmin-1¡PmmHg-1, P<0,001). Quando o flap superficial foi fechado a facilitação de escoamento do aquoso diminuiu significantemente (0,754 ¡Ó 0,107ƒÝl¡Pmin-1¡PmmHg-1,P<0,001) mas permaneceu significantemente maior do que antes da cirurgia (P<0,01). Após a sutura do flap superficial a resistência total aumentou para 1,625¡Ó 0,210ƒÝl-1¡Pmin¡PmmHg. A diferença na resistência para escoamento antes e após a sutura do flap foi 0,848 ¡Ó¡P0.169ƒÝl-1min¡PmmHg. Conclusões: Após NPGS, a tnesão da sutura do flap escleral pode modular a resistência ao escoamento de aquoso. O modelo experimental descrito pode ser um modelo eficiente para treinamento da técnica cirúrgica para glaucoma. |
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| Brimonidina
purite 0,15% vs. Dorzolamida 2% administradas duas vezes por dia
para reduzir a pressão intraocular em indivíduos com glaucoma de
ângulo aberto ou hipertensão ocular Elizabeth D. Sharpe, MD, Douglas G. Day, MD, Charles J. Beischel, MD, Jennifer S. Rhodes, BS, Jeanette A. Stewart, RN e William C. Stewart, MD Objetivo: Avaliar a eficácia de brimonidina purite versus dorzolamida administrados duas vezes por dia em indivíduos com glaucoma primário de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Métodos: Nesse estudo duplo mascarado, multicêntrico, prospectivo, comparativo 33 indivíduos foram distribuídos aleatoriamente para brimonidina purite ou dorzolamida nas quatro primeiras semanas de tratamento após um períoto de 4 semanas sem tratamento. Os indivíduos começaram o tratamento oposto no segundo período de 4 semanas após outro período de 4 semanas sem tratamento. A pressão intraocular (PIO) foi medida entre as 08:00 e 10:00, 18:00 e 20:00 horas após medida de cada linha basal e no final de cada período de tratamento. Resultados: A PIO basal diúrna foi de 22,9± 2,8 para brimonidina purite e 22,2 ± 2,4 mm Hg para dorzolamida. A PIO durante as 4 semanas seguintes à terapia foi 21,0 ± 3,7 para brimonidina purite e 21,0 ± 3,1 mm Hg para dorzolamida (P = 0,90). A média da PIO diúrna foi 19,3 ± 3,1 para brimonidina purite e 19,8 ± 2,4 mm Hg para dorzolamida (P = 0,46). Dorzolamida causou mais ardor ocular após instilação (n=8) do que brimonidina purite (n=1) (p=0,02). Não houve diferença estatísticamente significante entre os dois grupos comparando os efeitos adversos. Conclusões: Este estudo sugere que tanto brimonidina purite e dorzolamida administrados duas vezes por dia têm eficácia similar no tratamento de indivíduos com glaucoma primário de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Contudo, uma tendência de maior eficácia da brimonidina purite comparada à dorzolamina foi observada as 10:00. |
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Laboratory science - extended reports
| Meio de
Cultura Composto por Mistura de Células do Epitélio Pigmentado da
Retina e Células de Müller Reduz a Permeabilidade de Células
Endoteliais Vasculares da Retina In Vitro Marina L Tretiach, Michele C Madigan e Mark C Gillies Objetivo: Investigar o efeito de fotocoagulação com laser na permeabilidade da célula endotelial do capilar da retina utilizando um modelo in vitro. Métodos: Células endoteliais de capilares da retina foram expostas a sobrenadantes de células de cultura de longa duração que foram tratadas com argon-laser. A permeabilidade da célula endotelial foi analisada por (i) medida da restência elétrica transendotelial e (ii) equilíbrio de inulina-3H e albunina-14C ao logo da monocamada de células endoteliais. Resultados: Fotocoagulação de várias células retínicas e células controles ECV304 com laser na câmara mais baixa não melhorou significativamente a permeabilidade da monocamada de células endoteliais comparada às células não tratadas. Contudo, o meio que estava condicionado em mistura de células do epitélio pigmentado da retina e células de Müller reduziu significantemente a permeabilidade da monocamada de células endoteliais tanto para inulina (43,2+/-6,5 % equilíbrio em culturas misturadas vs. 59,8+/-7,0 % células controle, P< 0,05) quanto para albumina (15,1+/-3,8 % vs. 31,1+/-6,7 %, P< 0,05). Foi também observado aumento de 4 vezes na resistência elétrica transendotelial. Conclusões: Esses resultados são consistentes com a hipótese de que a interação entre as células de Müller e células do epitélio pigmentado da retina induzidas por tratamento com laser resulta em secreção de fatores solúveis que reduzem a permeabilidade do endotélio vascular na retina. A identificação desses fatores devem influenciar no tratamento clínico de edema macular secundário a retinopatia diabética e outras doenças. |
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