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Portuguese Abstracts
Welcome to the
BJO Portuguese
Abstracts
Translations of the abstracts of all Clinical and
Laboratory Science articles from the September 2004 issue.
The full text is only available in English
to subscribers or on a pay per
view basis (US$12 per article)
Septmeber/
Setembro 2004
Volume 88 Number/ número 9
Clinical science - scientific reports Ciência clínica
- relatos científicos
Clinical science - extended reports
Ciência clínica - relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports
Ciência laboratorial - relatos científicos
Laboratory science - scientific reports Ciência
laboratorial - relatos científicos
Editors/Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu
bhisit{at}itsa.ucsf.edu
Clinical science - scientific reports
Consequências da ambliopia na
educação, no trabalho e na perda visual a longo prazo
Brian E Chua e Paul Mitchell
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Profilaxia com corticoesteróides em olhos com uveíte submetidos a
facoemulsificação
Will R Meacock, David j Spalton, lloyd Bender, Richard Antcliff,
Catherine Heatley, Miles Stanford e Elizabeth Graham
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Visão reduzida em adultos mais velhos com degeneração macular
relacionada a idade interfere na habilidade em cuidar de simesmo e
dificulta o papel como cuidador
Michael Stevenson, Patricia Hart, Anne Marie Montgomery, Douglas
McCulloch e Usha Chakravarthy
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Uso de Triancinolona Intravítrea para Tratamento de Edema Macular
Diabético Refratário com Exudatos Duros: Estudo com Tomografia óptica
Antonio P Ciardella, James klancnik, William Schiff, Gaetano
Barile, Kevin Langton e Stanley Chang
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Expressão alterada de L-selectina e
adesão endotelial aumentada de linfócitos em pacientes com retinopatia
diabética
Jane R MacKinnon, Rachel M Knott e John V Forrester
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Sensibilidade e especificidade da
polarimetria por escaneamento a laser utilizando o GDx
Stephan Munkwitz, Jens Funk, Karin U Loeffler, Ulrich Harbarth e
Stephan Kremmer
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Neurite óptica: Receptor Chemoquine
CXCR3 e seus ligantes
Torben Lykke Sørensen Klitgaard, Hanne Roed e Finn Sellebjerg
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Função visual em crianças de baixo
peso ao nascer
Anna R O'Connor, Terence J Stephenson, Ann Johnson, Michael J Tobin,
Sonia Ratib, Merrick J Moseley e Alistair R Fielder
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Clinical science - extended reports
Análise do p63 e expressão da
citoqueratina em autoenxertos límbicos cultivados utilizados no
tratamento da deficiência das células precursoras do limbo
Damien G Harkin, Zeke Barnard, Peter Gillies, Sarah Louise
Ainscough e Andrew JG Apel
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Grau, duração e causas de perda
visual em uveíte
Omar M Durrani, Nasrin N Tehrani, Jane E Marr, Phillip Moradi,
Panagiota Stavrou e Philip I Murray
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Análise da relação custo/benefício de
lentes intraoculares dobráveis multifocais comparadas a lentes
intraoculares dobráveis monofocais na cirurgia de catarata
Maria G.T. Dolders, Marjan D. Nijkamp, Rudy M.M.A. Nuijts, Bart Van
den Borne, Fred Hendrikse, André Ament e Wim Groot
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Fluorescência do cristalino e
controle metabólico em pacientes com diabetes tipo I -14 anos de
acompanhemento
Line Kessel, Birgit Sander, Peter Dalgaard e Michael Larsen
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Tratamento de edema macular diabético
com Micropulsos sub-limiares de Laser de diodo
Majbrit Lind Laursen, Flemming Moeller, Birgit Sander e Anne Katrin
Sjoelie
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Tete de visão de cores como um
instrumento no diagnóstico e manejo de DMRI
Geoffrey B Arden e Janet E Wolf
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Estado Ortóptico pré e imediatamente
pós desintoxicação por Heroína
Alison Y Firth, Sharon Pulling, Malcolm P Carr e Amal Y Beaini
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Uma abordagem prática para a medição
da participação do campo visual na competência para direção automotiva
David Paul Crabb, Fred W. Fitzke, Roger A Hitchings e Ananth C
Viswanathan
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Uso de polietileno poroso (Medpor®)
na pálpebra inferior para levantamento e estabilização palpebral
Jennifer HY Tan, Jane M Olver, Melissa Wright, Raj Maini,
Christopher Neoh e A. Jane Dickinson
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Laboratory science - scientific reports
Um sistema Biodegradável de
Liberação Sustentada de Naproxeno e 5-Fluorouracil Intravítreo para o
Tratamento de Vitreoretinopatia Proliferativa Pós-traumática
Jose Augusto Cardillo, Michel E Farah, Jorge Mitre, Paulo H Morales,
Rogerio A Costa, Luis A. Melo, Baruch Kuppermann, Rodrigo Jorge e Paul
Ashton
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Análise Histopatológica de Cirurgia
Macular Experimental com Azul de Trypan
Salvatore Grisanti, Peter Szurman, Faik Gelisken, Sabin Aisenbrey,
Jolanta Oficjalska-Mlynczak, Radoslav Kaczmarek e Karl Ulrich Bartz-Schmidt
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Laboratory science - extended reports
Avaliação quantitativa do
endotélio crneal do camondongo após enxerto
Jarmila Plskova, Lucia Kuffova, Martin Filipec, Vladimir Holan e John
V Forrester
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Contribuições relativas de cada
subconjunto de células oculares infiltrativas em neovascularização
experimental de coróide
Chikako Tsutsumi, Koh-Hei Sonoda, Kensuke Egashira, Minako Ishibashi,
Hong Qiao, Toru Oshima, Toshinori Murata, Miho Miyazaki, Israel F
Charo, Shinjiro Hamano e Tatsuro Ishibashi
Portuguese Abstract
English Abstract
English Full text
Clinical science - scientific reports
| Consequências
da ambliopia na educação, no trabalho e na perda visual a longo
prazo Brian E Chua e Paul Mitchell Resumo Objetivos: Descrever o efeito da ambliopia na educação, no trabalho e na perda visual incidente após 5 anos. Métodos: 3654 indivíduos com idade de 49 anos ou mais participaram no estudo Blue Mountains (BMES I, 1992 a 1994) e 2335 (75,1% dos sobreviventes) foram examinados novamente (BMES II, 1997 a 1999). Todos os participantes foram submetidos a exames oculares detalhados. Ambliopia, definido como acuidade visual corrigida menor ou igual a 6/9 e não atribuída diretamente a qualquer anormalidade estrutural do olho ou via neural foi identificada em 118 participantes (3,2%) no BMES I, dos quais 73 foram examinados novamente no BMES II. Classificações ocupacionais e educacionais utilizaram definições do Bureau Australiano de Estatística. Resultados: A idade média de pessoas com ambliopia observados inicialmente foi de 67 anos. A ambliopia não afetou a classe ocupacional vital (p=0,5), porém menos pessoas completaram a faculdade (p=0,05). Em pessoas com ambliopia, houve maior risco de perda visual incidente para 6/12 no olho com melhor acuidade visual, com risco relativo (RR) de 2,7 e intervalo de confiança de 95% de 1,6 a 4,6. Um de onze (9,1%) pessoas com ambliopia mostraram melhora significativa na acuidade visual no olho com pior acuidade visual após perda de duas linhas (logMAR 10) no olho com melhor acuidade visual. Conclusão: Este estudo documenta a história longitudinal da ambliopia utilizando dados populacionais. |
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| Profilaxia
com corticoesteróides em olhos com uveíte submetidos a
facoemulsificação Will R Meacock, David J Spalton, Lloyd Bender, Richard Antcliff, Catherine Heatley, Miles Stanford e Elizabeth Graham Resumo Objetivo: Comparar a eficácia de dois regimes pré-operatórios de corticoesteróides para cirurgia de catarata em pacientes com uveíte. Métodos: Quarenta pacientes com uveíte e catarata foram submetidos a facoemulsificação e implante de lente intraocular (LIO). Foram distribuídos de forma aleatória em 2 grupos. No grupo 1 (n=20) os pacientes receberam dose única de metilprednisolona (15mg/kg) EV uma hora antes da cirurgia. No grupo 2 (n=20) receberam 2 semanas de prednisolona oral (0,5mg/kg) que foi regredido após a cirurgia. Pacientes pré-operatórios que apresentaram flare e células no humor aquoso foram medidos com o medidor de flare por laser Kowa. Nos dias 1, 7, 28 e 90 o flare e células foram medidos. Nos dias 7 e 90 foram realizadas angiografia com fluoresceína para avaliar a incidência de edema macular cistóide (EMC). Resultados: Em todas as avaiações pós-operatórias o aumento médio de flare foi maior no grupo 1 (corticoesteróide EV). Pacientes com sinéquias posteriores apresesentaram maior dano da barreira hematoaquosa (BHA) após a cirurgia. Não houve diferença significativa entre a acuidade visual por LogMar e incidências de EMC entre os dois grupos nos dias 7 e 90. Conclusão: Prednisolona oral 2 semanas antes da cirurgia com regressão pós-operatória obteve melhor recuperação da BHA do que dose única de metilpredisolona EV e, desta forma, é o regime pré-operatório recomendado. |
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| Visão
reduzida em adultos mais velhos com degeneração macular
relacionada a idade interfere na habilidade em cuidar de simesmo e
dificulta o papel como cuidador Michael Stevenson, Patricia Hart, Anne Marie Montgomery, Douglas McCulloch e Usha Chakravarthy Resumo Objetivos: Estudar a relação entre a piora da visão em pessoas idosas com degeneração macular relacionada a idade (DMRI) e a habilidade em cuidar de alguém ou de um dependente. Métodos: Tipo de estudo: Estudo em corte transversal de pessoas idosas com piora visual devida a DMRI em um seviço clínico especializado em Reitina. Pacientes: Cento e desenove pacientes submetidos a exame da função visual ( acuidade visual corrigida para longe e perto e sensibilidade para contraste em ambos os olhos) seguidos por preenchimento de questionários sobre o estado de saúde geral (SF36), funcionamento da visão(Tarefas da Vida Diária Dependentes da Visão) e habilidade de cuidar de si mesmo ou de outras pessoas. Método de acompanhamento: Descrição da própria habilidade de cuidar de si mesmo e de outros. Três níveis de descrições foram identificados. Inabilidade de cuidar de si mesmo (nível 1), habilidade de cuidar de si mesmo mas não de outras pessoas (nível 2) e habilidade de cuidar tando de si mesmo quanto de outras pessoas (nível 3). Resultados: Pessoas que relataram bom estado geral de saúde e funcionamento visual (tiveram altas pontuações nos questionários SF36 e TVDDV) tiveram maior tendência em se considerar capazes de cuidar de si mesmos e de outras pessoas. O mesmo ocorreu com pessoas de boa visão no melhor olho. Pessoas com acuidade visual de longe (AVL) pior que 0,4 logMAR (Snellen 6/15) tiveram menos que 50% de probabilidade de se classificarem como nível 3 e aquelas com AVL pior que 1,0 logMAR (Snellen 6/60) tiveram probabilidade maior que 50% para se classificar como nível 1. Conclusões: Habilidade de cuidar de si mesmo e de dependentes está fortemente relacionada a descrição própria de funcionamento visual e qualidade de vida e é inversamente influenciada por piora visual. A acuidade em que o balanço da probabilidade muda em relação à diminuição da habilidade de cuidar de si próprio ou de outras pessoas é menor que o nível fixado pelas agências de cuidados sociais para provisão de suporte. Esses achados tem implicações para aqueles envolvidos com reabilitação visual e para estudos dos efeitos econômicos da intervenção em DMRI. |
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| Uso de
Triancinolona Intravítrea para Tratamento de Edema Macular
Diabético Refratário com Exudatos Duros: Estudo com Tomografia
óptica Antonio P Ciardella, James klancnik, William Schiff, Gaetano Barile, Kevin Langton e Stanley Chang Resumo Objetivo: Avaliar o uso de acetonida de triancinolona intravítreo (IVAT) para tratamento de edema macular diabético (EMD) refratário à fotocoagulação com laser. Métodos: Tipo de Estudo: Retrospectivo, intervencional, não comparativo de uma série de casos. Participantes: Trinta olhos de vinte e dois pacientes consecutivos com EMD refratário. Intervenção: Injeções intra-vítreas de acetonide de triancinolona na dosagem de 4 mg em 0,1 mL. Medidas de acompanhamento: Melhor acuidade visual corrigida e espessura macular central utilizando tomografia de coerência óptica (OCT) foram medidas em cada visita. A quantidade de exsudatos duros depositados na mácula foi subjetivamente avaliada, utilizando fotografias coloridas do fundo. Resultados: Trinta olhos de 22 pacientes completaram 6 meses ou mais de acompanhamento e foram incluídos no estudo. A acuidade visual melhorou de 0,17 (+/-0,12) na linha de base para 0,34(+/-0,18), 0,36 (+/-0,16) e 0.31 (+/-0,17) nas visitas de 1, 3 e 6 meses de acompanhamento, respectivamente. A espessura macular, pelo OCT, decresceu de 476 fYm (+/-98,32) na linha de base para 277,46 fYm (+/-96,77), 255,33 ƒƯm (+/- 95.73) e 331,25 fYm (+/-146,76) nas visitas de 1, 3 e 6 meses de acompanhamento, respectivamente. Dezoito olhos completaram 12 meses e sete completaram 18 meses de acompanhamento. Acuidade visual foi, respectivamente, 0,36 (+/-0,15) e 0,35 (+/-0,16) em 12 e 18 meses de acompanhamento. Doze olhos receberam 2, 7 olhos receberam 3 e 2 olhos receberam 4 injeções IVAT. A média +/- DP no intervalo entre a primeira e segunda injeção IVAT foi 5,7 +/- 2,67 meses e entre a segunda e terceira 5,7 +/- 3,25 meses. No início do estudo exsudatos duros estavam presentes na mácula de todos os olhos. Conclusões: IVAT é uma terapia promissora para pacientes com edema macular diabético refratário ao tratamento com laser. IVAT é eficiente para melhora da visão, redução da espessura macular e indução da reabsorção de exsudatos duros. Mais pesquisas são necessárias para avaliar a segurança de IVAT no tratamento de EMD. |
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| Expressão
alterada de L-selectina e adesão endotelial aumentada de
linfócitos em pacientes com retinopatia diabética Jane R MacKinnon, Rachel M Knott e John V Forrester Resumo Objetivos: O objetivo desse estudo foi investigar a expressão e liberação de L-selectina em pacientes com e sem retinopatia e determinar se qualquer mudança observada refletiu em alteração funcional na adesão de leucócitos à camada monocelular endotelial. Métodos: Pacientes diabéticos de idades semelhantes (26 com retinopatia, 19 sem retinopatia) foram comparados a 24 pacientes controle não diabéticos para determinar expressão da proteína superficial de L-selectina, produção de RNAm de L-selectina e níveis séricos de L-selectina através de fluxo citométrico, RT-PCR e ELISA, respectivamente. Um ensaio de adesão foi utilizado para determinar a oferta de linfócitos dos grupos respectivamente testados à monocamada de células endoteliais humanas. Resultados: Expressão de L-selectina significantemente reduzida (p=0,004) foi demonstrada em linfócitos (CD3+) de pacientes diabéticos comparados aos controles, os menores níveis foram encontrados naqueles com retinopatia diabética (p=0,004). Níveis de RNAm de L-selectina (p=0,007) foram siginificantemente mais altos no grupo com retinopatia comparados ao grupo sem retinopatia. Níveis séricos de L-selectina foram significantemente mais altos (p=0,04) naqueles com retinopatia comparados aos controles. Adesão linfocitária relacionada aos controles (100%) foi essencialmente semelhante (84,0% +27,7%, p=0,15) em pacientes diabéticos sem retinopatia e foi marcantemente aumentada (192% +37,6%) para aqueles com retinopatia (p=0,0001). Conclusão: Ativação linfocitária, superfície reduzida de L-selectina, circulação aumentada de L-selectina e aumento correspondente na adesão celular de pacientes, utilizando ensaio in vitro, foi evidente em pessoas com retinopatia diabética. Isso sugere um papel da ativação linfocitária na patogênese da retinopatia diabética. |
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| Sensibilidade
e especificidade da polarimetria por escaneamento a laser
utilizando o GDx Stephan Munkwitz, Jens Funk, Karin U Loeffler, Ulrich Harbarth e Stephan Kremmer Resumo Introdução: Determinar a sensibilidade e especificidade do GDx na detecção de a) glaucoma avançado, b) glaucoma precoce e c) defeitos da camada de fibras nervosas (DCFN). Métodos: O Grupo A representou 20 olhos com defeitos glaucomatosos de campo visual reprodutíveis confirmados pela perimetria com Octopus. O Grupo B representou 10 olhos com campos visuais normais mas com DCFN glaucomatoso ou deterioração do disco óptico ao longo do tempo visto claramente pela comparação com flicker. O Grupo C incluiu 16 olhos com DCFN glaucomatoso ou não-glaucomatoso visível claramente em fotografias red-free. 44 olhos de 22 voluntários saudáveis foram designados como controles. As impressões do GDx de todos os pacientes foram avaliadas por 3 observadores independentes mascarados e sem a fotografia clínica do disco óptico. Dois dos três observadores (SK, UH) eram especialistas em GDx e um (KUL) era um observador destreinado no GDx. Resultados: Entre os especialistas em GDx a sensibilidade/especificidade foi de 100%/100% (SK) e 90%/100% (UH) ao detectar glaucoma avançado, e 100%/100% (SK) e 90%/100% (UH) para detectar glaucoma precoce. A sensibilidade na detecção dos DCFN foi de apenas 37.5% (SK and UH). Para o observador sem experiência em GDx os valores correspondentes foram de 50%/100% (grupo a), 20%/100% (grupo b), and 12,5%/91% (grupo c). Conclusão: A detecção de danos glaucomatosos precoces pelo GDx realizada por especialistas treinados pode ser extremamente alta. Para otimizar seu benefício na rotina clínica concluímos que o treinamento na interpretação das impressões do GDx é altamente recomendado. A detecção de DCFN é fundamental mesmo para especialistas. |
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| Neurite
óptica: Receptor Chemoquine CXCR3 e seus ligantes Torben Lykke Sørensen Klitgaard, Hanne Roed e Finn Sellebjerg Resumo Objetivo: Estudar o envolvimento do receptor chemokine CXCR3 e seus ligantes (CXCL9/Mig, CXCL10/IP-10, CXCL11/ITAC) na neurite óptica (NO). Métodos: Trinta pacientes com NO e 10 controles com doença neurológica não inflamatória foram incluídos. Os pacientes foram submetidos à flebotomia, punção lombar e MRI-scan. A expressão de CXCR3 no sangue e nas células T do fluido cerebrospinal (FCS) foi estudada pro fluxo citométrico. CXCL9, CXCL10 e CXCL11 foram medidos no plasma e FCS por ELISA Resultados: As concentrações de CXCL10 no FCS estavam significantemente maiores em pacientes com NO comparados aos controles, porém CXCL9 e CXCL11 não mostraram alterações significantes. As concentrações de CXCL10 correlacionadas com a contagem de leucócitos no FCS e a expressão de células CXR3 foram significantemente aumentadas no FCS em pacientes com NO. Conclusão: Nossos resultados mostram que a concentração do ligante de CXCR3 CXCL10 é seletivamente aumentada no FCS e que células CXCR3 positivas são recrutadas no espaço subaracnóide em pacientes com NO. |
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| Função visual
em crianças de baixo peso ao nascer Anna R O'Connor, Terence J Stephenson, Ann Johnson, Michael J Tobin, Sonia Ratib, Merrick J Moseley e Alistair R Fielder Resumo Objetivo: Determinar a função visual de uma coorte geográfica de crianças com peso ao nascer menor do que 1701g entre os 10 e 12 anos. Os resultados foram comparados com crianças nascidas a termo com peso normal. Métodos: Uma coorte de 572 crianças de baixo peso (CBP) que foram examinadas no período neonatal foram convidadas a participar do estudo entre os 10 e 12 anos. Uma coorte escolar de 169 crianças de 11 anos foram recrutadas na escola. Foram avaliados a acuidade visual (perto e longe), sensibilidade ao contraste, visão de cores e campo visual. Resultados: 293 dos 572 participantes originais consentiram outros exames. Comparados à coorte escolar a coorte de baixo peso mostrou sensibilidade ao contrastes e acuidade visual para perto e longe significativamente menores (p<0,001 para todas as medidas monoculares e binoculares). Retinopatia da prematuridade (RDP) foi um preditivo de resultado e análise multivariada não identificou fatores neonatais específicos como preditivos para resultado visual a longo prazo. Conclusões: Crianças de baixo peso tem um déficit pequeno porém significativo tanto na acuidade visual quanto na sensibilidade ao contraste. Baixo peso e retinopatia da prematuridade causam impacto nas funções visuais a longo prazo. |
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Clinical science - extended reports
| Análise do
p63 e expressão da citoqueratina em autoenxertos límbicos
cultivados utilizados no tratamento da deficiência das células
precursoras do limbo Damien G Harkin, Zeke Barnard, Peter Gillies, Sarah Louise Ainscough e Andrew JG Apel Resumo Objetivo: Pesquisar a expressao do p63 e das citoqueratinas ao longo do processo de produção de um autoenxerto cultivado das células epiteliais límbicas. Métodos: Um homem de 75 anos com queimadura ocular grave por álcali recebeu dois autoenxertos cultivados de células epiteiliais límbicas sobre membrana amniótica seguidos por aloenxerto corneal. Imunohistoquímica para p63 e citoqueratinas foi realizada durante o cultivo ex-vivo com fibroblastos 3T3 seguidos por subcultivo na membrana amniótica e no botão corneal removido. Resultados: Culturas na presença de fibroblastos 3T3 ou na membrana amniótica coraram positivamente para K14, K19 e p63, porém apresentaram baixa coloração para K3. O botão retirado apresentou epitélio estratificado para células K3 positivas residindo na membrana amniótica. Conclusões: Nossos resultados documentam pela primeira vez a co-expressão das citoqueratinas 14 e 19 com p63 em enxerto límbico cultivado. Estes dados dão suporte à conclusão que os enxertos cultivados de epitélio límbico contém predominantemente células indiferenciadas com o potencial para regenerar epitélio normal da córnea. |
Back to section Back to Table of Contents English Abstract English Full text
| Grau,
duração e causas de perda visual em uveíte Omar M Durrani, Nasrin N Tehrani, Jane E Marr, Phillip Moradi, Panagiota Stavrou e Philip I Murray Resumo Introdução / Objetivos: Uveíte é uma das causas principais de morbidade visual na faixa etária produtiva. Pesquisamos a duração, o grau e as causas de perda visual em pacientes com uveíte com o objetivo de definir melhor a morbidade visual e identificar os fatores de risco potenciais. Métodos: Questionário restrospectivo, não-intervencional e observacional de 315 pacientes consecutivos de um serviço terciário de referência em uveítes. Resultados: A duração média de acompanhamento foi de 36,7 meses. Visão reduzida (6/18) foi encontrada em 220/315 pacientes (69,95%) com um subgrupo de 120 pacientes apresentando visão 6/60. Perda visual unilateral ocorreu em 109 (49,54%), enquanto 111 (50,45%) apresentaram perda visual bilateral. A duração média da perda visual foi de 21 meses. Dos 148 pacientes com pan-uveíte, 125 (84,45%) apresentaram visão reduzida de 66/125 (53%) apresentando visão de 6/60. As principais causas de perda visual foram edema cistóide de mácula (ECM) (59/220, 26,8%), catarata (39/220, 17,7%) e combinação de ECM e catarata (44/220, 20%). Os seguintes fatores foram preditivos para pior prognóstico visual: pan-uveíte (p=0,0005), inflamação bilateral (p=0,0005), herança indo-paquistanesa (p=0,004) e aumento da faixa etária (p=0.02). Conclusão: Perda visual prolongada ocorreu em dois terços dos pacientes com uveítes, com 70 (22%) pacientes atendendo os critérios para cegueira legal em algum ponto do acompanhamento. Pacientes mais velhos com inflamação bilateral e um aumento na duração da visão reduzida apresentaram os maiores riscos de perda visual grave (6/60). EMC e catarata foram responsáveis pela perda visual em 64,5% dos pacientes. |
Back to section Back to Table of Contents English Abstract English Full text
| Análise da
relação custo/benefício de lentes intraoculares dobráveis
multifocais comparadas a lentes intraoculares dobráveis monofocais
na cirurgia de catarata Maria G.T. Dolders, Marjan D. Nijkamp, Rudy M.M.A. Nuijts, Bart Van den Borne, Fred Hendrikse, André Ament e Wim Groot Resumo Objetivo: Analisar a relação custo/benefício de lentes intraoculares (LIOs) monofocais dobráveis comparadas a LIOS multifocias dobráveis na cirurgia de catarata por meio de estudo clínico prospectivo multicêntrico de distribuição aleatória. Métodos: Pacientes foram submetidos à cirurgia de catarata com implante de LIO bilateral monofocal (n=97) ou multifocal (n=93). Dados de custo e preferências do pacientes, utilizando a escala análoga de visão (EAV), o Tempo de Retorno Financeiro (TRF) e o a técnica de aposta padrão (AP) foram obtidos no pré- e pós-operatório por meio de entrevistas estruturadas. Os custos incrementais (multifocal menos monofocal), custos médios por paciente e diferenças entre as prefrências foram computadas. Resultados: Custos médios para óculos por paciente no grupo monofocal foram de 241,67 euros e no grupo multifocal foram de 149,58 euros. A diferença nos custos entre os grupos multifocais e monofocais foram de –92,09 euros e foi estatisticamente significativa (p=0,008). Não houve diferença significativa entre os custos totais ou na eficiência entre os grupos monofocal e multifocal. Conclusão: A eficiência do custo de LIOs multifocais é reduzida a uma análise de minimização de custo, devido à incapacidade para demonstrar diferenças significativas nos efeitos. O uso de LIOs multifocais em cirurgia de catarata resultou em redução significativa nos custos pós-operatórios dos pacientes para óculos. |
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Fluorescência do cristalino e controle metabólico em pacientes com
diabetes tipo I -14 anos de acompanhemento Line Kessel, Birgit Sander, Peter Dalgaard e Michael Larsen Resumo Introdução: Neste estudo prospectivo nós acompanhamos a modificação protéica pós tradução do cristalino em pacientes com diabetes melito tipo 1 durante um período de 14 anos através de fluorometria. Métodos: Vinte pacientes foram examinados 6 anos (início) e 20 anos (acompanhamento) após o início do diabetes melito. Níveis de glicemia foram avaliados a partir do HbA1c medida em intervalos regulares a partir do início do diabetes melito. Resultados: A fluorescência lenticular no acompanhamento foi significativamente correlacionada com a Hb1ac media durante o período estudado e com a fluorescência lenticular basal (p<0,0001). Sessenta porcento da variação no aumento da fluorescência lenticular durante o período estudado foi estatisticamente atribuído aos níveis de glicemia Conclusão: Nossos resultados confirmam que a incidência de acúmulo de fluoróforo no cristalino de pacientes adultos com diabetes aumenta de acordo com a glicemia. Este parâmetro, no entanto, não é suficiente para explicar a variação total no acúmulo de fluoróforo em todo o cristalino. Desta forma, a fluorescência do cristalino deve ser influenciada por outros fatores importantes antes e durante o periodo estudado. O mecanismo subjacente pode ser uma variação na suscetibilidade à desnaturação protéica por glicosilação. |
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| Tratamento
de edema macular diabético com Micropulsos sub-limiares de Laser
de diodo Majbrit Lind Laursen, Flemming Moeller, Birgit Sander e Anne Katrin Sjoelie Resumo Objetivos: Alargamento de cicatrizes produzidas por fotocoagulação com laser de argônio na retina podem levar à deterioração da acuidade visual. Micropulsos sub-limiares de laser de diodo podem diminuir esse risco. O objetivo desse estudo foi comparar a eficácia de fotocoagulação com micropulsos sub-limiares de laser de diodo (810nm) e laser convencional de argônio (514 nm) no tratamento de edema macular clinicamente significante em pacientes diabéticos. Métodos: 23 olhos de 16 pacientes foram aleatoriamente submetidos a um dos tratamentos. Acompanhamento foi conduzido por pelo menos 5 meses. Alterações na acuidade visual e no edema macular medido por tomografia de coerência óptica foram avaliados. Resultados: Acuidade visual permaneceu estável em todos os grupos de tratamento durante o período de acompanhamento. Alterações na espessura da retina foram pequenas tanto na fóvea quanto na região perifoveal. Em pacientes com edema macular focal foi observada uma redução significante na espessura da retina na fóvea 3 meses após fotocoagulação com laser de diodo. Conclusão: Tratamentos com Micropulsos sub-limiares de laser de diodo e com laser convencional de argônio se mostraram igualmente eficientes na manutenção da acuidade visual. Micropulsos sub-limiares de laser de diodo mostraram estabilização ou até melhora no edema macular. A combinação de laser de diodo primário e laser de argônio suplementar pode ser particularmente favorável na redução do edema macular diabético. |
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| Tete de
visão de cores como um instrumento no diagnóstico e manejo de DMRI Geoffrey B Arden e Janet E Wolf Resumo Objetivos: Descobrir um teste simples que detecte o início de DMRI e possa ser utilizado para monitorizar sua gravidade. Métodos: Sensibilidade ao contraste de cores foi medida utilizando uma técnica com gráficos computadorizados. Limiares de cores foram medidos ao longo dos eixos de confusão de cores tritan e protan na presença de interferências luminosas dinâmicas. Os limiares foram determinados separadamente para dois tamanhos de optotipos (6,5º e 1,5º). Pupilas naturais foram utilizadas. Valores normais para o teste têm sido estabelecidos. Resultados: Em todos os pacientes com DMRI unilateral, o menor optotipo foi invisível nesse olho e em quase todos o maior optotipo não foi visto. No olho contralateral assintomático (com DMRI) o limiar do maior optotipo foi aumentado. Os graus de perda foram maiores para tritan. Para o menor optotipo, os limiares protan estavam aumentados na maioria dos pacientes. Perdas tritan foram maiores e desproporcionais à perda vista com o maior optotipo. Todas as pessoas incluindo aqueles com alterações fundoscópicas mínimas tiveram resultados de testes tritan para optotipos de 1,5 graus > 2 DP abaixo da média normal. Limiares tritan variaram com a gravidade da DMRI. Conclusões: O teste é sensível, simples e de realização rápida e fácil para os pacientes. Os resultados do teste pioram de acordo com o grau de anormalidade fundoscópica. Portanto o teste de visão de cores pode ser útil para detectar e monitorizar pessoas idosas com alterações fundoscópicas devidas a DMRI antes de perda irreversível da visão. |
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| Estado
Ortóptico pré e imediatamente pós desintoxicação por Heroína Alison Y Firth, Sharon Pulling, Malcolm P Carr e Amal Y Beaini Resumo Objetivo: Determinar se ocorrem mudanças no estado ortóptico durante retirada de heroína e / ou metadona. Método: Estudo prospectivo, utilizando medidas repetitivas, em pacientes participantes de uma programa de desintoxicação para opiáceos com comprimido de naltrexone por 5 dias. Resultados: Oitenta e três pacientes foram vistos pré-desintoxicação (média de idade 27,1+/-4,6 anos) e 69 pós-desintoxicação. O desvio horizontal se tornou menos exo / mais eso para longe (p<0,001) mas não foi observada mudança significante para perto (p=0,069). Acuidade esterioscópica, acuidade visual e convergência estavam reduzidas no período pós-desintoxicação imediato. Escala de fusão com prisma, erro refrativo, acomodação subjetiva e acomodação objetiva a 33 cms não se mostraram reduzidas, porém uma pequena redução na acomodação objetiva a 20 cms foi observada. Conclusões: A tendência à esotropia nesses pacientes deve ser responsável pelo desenvolvimento de esotropia aguda concomitante em alguns pacientes em desentoxicação por heroína. Contudo, isso não parece ocorrer devido a insuficiência de divergência ou paralisia do sexto par craniano. |
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| Uma
abordagem prática para a medição da participação do campo visual
na competência para direção automotiva David Paul Crabb, Fred W. Fitzke, Roger A Hitchings e Ananth C Viswanathan Resumo Objetivos: Determinar o nível de concordância entre os testes de campo visual monocular ( campo visual integrado) e o teste binocular de campo visual de Esterman na classificação da competência visual legal para direção automotiva no Reino Unido. Examinar a ligação entre estes dois testes e o campo visual útil para visão (CVUV), um teste considerado substituto para a capacidade visual para direção segura. Métodos: Pacientes com glaucoma crônico de ângulo aberto bilateral com defeitos sobrepostos do campo visual foram recrutados prospectivamente. Os pacientes realizaram testes de campo monocular bilaterais (para gerar o campo visual integrado), o Esterman e o teste CVUV na mesma consulta. Pacientes foram classificados como aprovados ou reprovados por ambos os testes de campo visual integrado e o Esterman. Pontuações de risco no teste CVUV foram calculadas para cada paciente. Resultados: Sessenta e cinco pacientes foram recrutados. Concordâncias grandes foram encontradas entre o campo visual integrado e o Esterman ao classificar os pacientes como aprovados ou reprovados (kappa = 0,69). Nenhum paciente classificado como aprovado pelo campo visual integrado foi classificado como reprovado pelo Esterman. Oito pacientes que foram classificados como aprovados pelo Esterman foram classificados como reprovados pelo campo visual integrado. As características de risco de CVUV para estes oito pacientes sugeriram que estes eram mais semelhantes ao 13 pacientes classificados como reprovados por ambos os testes do que os 44 pacientes classificados como aprovados por ambos os testes. Conclusões: O campo visual integrado concorda com o método atual (o teste de Esterman) ao classificar campos visuais em relação à competência legal para dirigir no Reino Unido e aparenta ser superior ao método atual ao identificar aqueles com menor competência para dirigir como foi medido pelo CVUV. O campo visual integrado não conseguiu apresentar capacidade diagnóstica ou de rastreamento na competência para dirigir dos pacientes com glaucoma. |
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| Uso de
polietileno poroso (Medpor®) na pálpebra inferior para
levantamento e estabilização palpebral Jennifer HY Tan, Jane M Olver, Melissa Wright, Raj Maini, Christopher Neoh e A. Jane Dickinson Resumo Introdução: O manejo da retração da pálpebra inferior pode ser desafiador e as técnicas atuais para correção nem sempre são bem sucedidas. Relatos prévios sugeriram um papel para o espaçador de pálpebra inferior de polietileno poroso ultrafino de alta densidade (Medpor® EPI) em tais pacientes. Objetivos: Relatar a experiência de 3 cirurgiões com implante de Medpor® EPI durante um ano e verificar se tais implantes são uma alternativa segura e eficaz aos espaçadores autógenos. Métodos: Estudo prospectivo intervencional não-comparativo de uma série consecutiva de pacientes. Indicações cirúrgicas para Medpor® EPI foram descritas. O distância do reflexo inferior marginal (DRIM) pré e pós-operatória, abertura vertical palpebral (AP), lagoftalmo e exposição escleral inferior ao limbo foram registrados junto às complicações leves e graves. Resultados: Trinta e dois pacientes (35 pálpebras) receberam Medpor® EPI. Vinte e dois de 32 foram operados sob anestesia local e 9 com outros procedimentos. A média de acompanhamento foi de 22 meses (15 a 28 meses). O Medpor® EPI foi eficaz na redução da AP (p<0,001) e lagoftalmo (p=0,04) e no aumento da altura da pálpebra inferior ao reduzir a DRIM (p=0,006) e na exposição escleral inferior (p<0,001). No entanto, complicações graves ocorreram em 7 dos 32 pacientes e complicações leves em 8 de 32, a maioria necessitando de reintervenção. O resultado final foi bom em 24 de 35 pálpebras e satisfatória em 5 de 35. Conclusões: Embora haja resultados bons e satisfatóris na maioria dos pacientes, o valor desta técnica é limitado pelas suas complicações, e deve ser reservada para aqueles que não podem ser submetidos a técnicas mais seguras. |
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Laboratory science - scientific reports
| Um sistema
Biodegradável de Liberação Sustentada de Naproxeno e
5-Fluorouracil Intravítreo para o Tratamento de Vitreoretinopatia
Proliferativa Pós-traumática Jose Augusto Cardillo, Michel E Farah, Jorge Mitre, Paulo H Morales, Rogerio A Costa, Luis A. Melo, Baruch Kuppermann, Rodrigo Jorge e Paul Ashton Resumo Objetivos: Determinar o potencial da injeção intravítrea de um dispositivo de liberação sustentada de co-drogas de naproxeno e 5-fluoracil (NA/5-FU) para tratametno de vitreoretinopatia proliferativa experimental (PVR) em um modelo de descolamento tracional de retina (DTR) associado à taumatismo. Métodos: Dispositivos de liberação sustentada foram preparados através de ligações covalentes entre naprofeno e 5-fluoracil. A liberação da droga foi testada in vitro e efeitos tóxicos foram avaliados por eletroretinografia e microscopia óptica. PVR traumático foi infuzido em coelhos pigmentados através da realização de laceração escleral seguida de injeção intravítrea de 0,4 ml de sangue autólogo. Trinta e seis olhos foram tratados com o implante de liberação lenta contendo 1,5 mg NA/5-FU como uma co-droga e 36 olhos controles foram submetidos apenas à cirurgia. Os olhos foram avaliados quanto a DRT através de oftalmoscopia indireta em períodos diferentes seguido de avaliação fundoscópica post mortem após enucleação. Resultados: Os dispositivos de NA/5-FU foram considerados capazes de liberar 5-FU e naproxen durante os 30 dias de duração do teste de liberação in vitro. Tanto a gravidade do grau de PVR quanto a porcentagem de olhos com DTR moderado ou pior foram significantemente menores em olhos tratados com o implante da co-droga. Não foram evidenciados efeitos tóxicos relacionados com as drogas nos exames histopatológicos ou eletroretinográficos dos olhos com implantes de NA/5-FU. Conclusões: Os resultados sugerem que esse dispositivo de co-droga NA/5-FU efetivamente inibe a progressão de PVR em um modelo de traumatismo ocular em coelho que se assemelha bastante à PVR em humanos. Estudos adicionais para acrescentar conhecimentos a esses achados iniciais e para esclarecer o potencial do dispositivo de co-droga para tratamento de PVR em humanos estão autorizados. |
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| Análise
Histopatológica de Cirurgia Macular Experimental com Azul de
Trypan Salvatore Grisanti, Peter Szurman, Faik Gelisken, Sabin Aisenbrey, Jolanta Oficjalska-Mlynczak, Radoslav Kaczmarek e Karl Ulrich Bartz-Schmidt Resumo Objetivo: Analizar o efeito do azul de Trypan (AT) na retina em um experimento de cirurgia macular. Métodos: Olhos de porcos foram utilizados num período de 3 horas post mortem. Os olhos foram hemi-seccionados e o vítreo, removido. AT (0,15%) foi aplicado sobre o polo posterior trepanado, enquanto o restante do olho foi preenchido por solução salina balanceada (BSS). O corante e o BSS foram removidos após um minuto e o olho irrigado e preenchido novamente com BSS. Tanto as retinas tratadas quanto as não tratadas foram iluminadas com a fibra óptica cirúrgica em intensidade máxima por 10 minutos. Tanto as áreas da retina expostas ao AT quanto as áreas vizinhas não expostas foram processadas para histologia. Resultados: Exposição da retina ao AT por um minuto seguida de iluminação não causou danos detectáveis ao exame histológico comparando aos controles. Não foi detectada desorganização na micro arquitetura, desrupção celular ou alterações na interface vítreo-retínica. Conclusões: Esses achados indicam que a exposição de um minuto ao AT seguida de iluminação não causa nenhum efeito tóxico agudo morgologicamente detectável na retina do porco. |
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Laboratory science - extended reports
| Avaliação
quantitativa do endotélio crneal do camondongo após enxerto Jarmila Plskova, Lucia Kuffova, Martin Filipec, Vladimir Holan e John V Forrester Resumo Introdução: A sobrevida do enxerto corneal depende da qualidade do endotélio. Neste estudo avaliamos o endotélio corneal em camondongos em períodos diferentes após transplante e correlacionamos a integridade endotelial com a sobrevida do enxerto. Métodos: Enxertos corneais singênicos e alogênicos em vários períodos (dias 0 a 60) após implante foram examinados em preparos laminares para microscopia confocal ao avaliar o padrão hexagonal da monocamada endotelial utilizando actina para corar o córtex celular. Córneas de camondongos não-tratados e de camondongos que receberam o enxerto após remoção dos linfonodos locais foram utilizados como controles. Resultados: Nas córneas controles aproximadamente 90% da superfície posterior estava recoberta por endotélio. Enxertos singênicos estavam sempre recobertos por 54 a 99% do endotélio. Em comparação, a superfície posterior dos aloenxertos corneais mostraram grande variação no grau de cobertura endotelial (0 a 98%). Além disso, a medida do grau de opacidade clínica não foi um fator preditivo da cobertura endotelial. Conclusão: Nos aloenxertos corenais há perda progressiva de endotélio ao longo do tempo quando comparados aos enxertos singênicos. No entanto, nos estágios precoces de rejeição do aloenxerto o grau de opacidade não reflete de forma precisa o grau de cobertura endotelial. Embora o grau de opacidade corneal seja considerado um determinante importante de rejeição do enxerto, os dados sugerem que tanto o grau de opacidade quanto uma duração suficiente de implante do enxerto (>8 semanas no camondongo) são requisitos para o diagnóstico de rejeição irreversível do enxerto. |
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Contribuições relativas de cada subconjunto de células oculares
infiltrativas em neovascularização experimental de coróide
Chikako Tsutsumi, Koh-Hei Sonoda, Kensuke Egashira, Minako Ishibashi, Hong Qiao, Toru Oshima, Toshinori Murata, Miho Miyazaki, Israel F Charo, Shinjiro Hamano e Tatsuro Ishibashi Resumo Objetivo: Neovascularização de coróide (NVC) é a maior causa de cegueira em adultos. O objetivo deste estudo foi investigar o papel das células infiltrativas no desenvolvimento de NVC experimental. Métodos: NVC foi induzida em camundongos C57BL/6 (B6) através de fotocoagulação com laser (FC). Após FC, o número de células infiltrativas de cada subgrupo foi analisado por fluxo citométrico em várias fases. Cada subgrupo (exceto para macrófagos) foi esgotado por anticorpos específicos in vivo. Depois disso a área de NVC foi comparada entre os camundongos B6 controles e os camundongos tratados com anticorpo específico sete dias após a FC. Nós também examinamos a formação de NVC em camundongos com alteração do receptor-2 chemokine CC (CCR2) e depleção de neutrophil para minimizar o efeito dos macrófagos. Resultados: Na fase precoce da formação da NVC um grande número de neutrófilos e macrófagos infiltraram os olhos. Células NK e linfócitos T foram fracamente detectados enquanto linfócitos B não foram detectados. As áreas de NVC não mudaram significantemente comparando os camondongos B6 controles e os camundongos tratados com anticorpo específico. Contudo, os camundongos com alteração do receptor-2 chemokine CC (CCR2) e depleção de neutrophil tiveram diminuição da NVC. Conclusão: Apesar de linfócitos e células NK mostrarem pequeno efeito na formação da NVC, neutrófilos contribuíram parcialmente na formação da NVC em ausência de macrófagos. |
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