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British Journal of Ophthalmology 2006;90:1443-1552
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Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Dezembro de 2006. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the December 2006 issue. The full text is only available in English to subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)

Dezembro / December   2006
Volume 90 Number/ número 12

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu   bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

Espessura corneal central e sua relação com miopia em chineses adultos
Han-Bor Fam, Alicia CS How, Mani Baskaran, Kooi-Ling Lim, Yiong-Huak Chan e Tin Aung

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Papel da polarimetria com varredura à laser utilizando o GDx VCC no manejo de suspeitos de glaucoma
Asifa S Shaikh e John F Salmon
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Estimação da lente intraocular secundária em crianças afácicas ulitlizando apenas a refração: comparação à técnica de biometria padrão
Arif O Khan e Abdulrahman AlGaeed
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Atividade física e incidência cumulativa de degeneração macular relacionada à idade: O comportamento do estudo de olhos de Beaver
Michael D Knudtson, Ronald Klein e Barbara E.K. Klein, MD
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Retinocoroidite toxoplásmica na infância: Achados clínicos em uma pesquisa no Reino Unido
Miles Richard Stanford, Hooi-Kuan Tan e Ruth Gilbert
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Padrões de metástases regionais de melanoma malígno primário da conjuntiva nos linfonodos da cabeça e pescoço
Mingyann Lim, Taran Tatla, Dov Hersh e John Hungerford
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Clinical science - extended reports

Úlcera corneal no Sudeste da Ásia: prevenção da ceratite fúngica corneal nas vilas do Sul da Índia usando antibióticos tópicos
Muthiah Srinivasan, Madan P. Upadhyay, Brinda Priyadarsini, Rajendran Mahalakshmi e John P. Whitcher
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Estudo controlado de distibuição aleatória do transplante conjuntival autólogo versus membrana amniótica
Graft in Pterygium Excision

Patanaree Luanratanakorn, Thanapat Ratanapakorn, Olan Suwan-apichon e Roy S Chuck
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Tempo de retenção de agentes imunossupressores sistêmicos poupadores de corticosteróides em pacientes com doença inflamatória ocular
Kathryn B. Baker, Nicola J. Spurrier, Angela S. Watkins, Justine R. Smith e James T. Rosenbaum
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Cirurgia com dispositivo de drenagem para glaucoma assitida por cola de fibrina
Malik Y. Kahook e Robert J. Noecker
Portuguese Abstract  
English Abstract   English Full text

Trabeculoplastia seletiva com laser vs. trabeculoplastica com laser de Argônio: resultados de um estudo clínicoo de um ano com distribuição aleatória
Karim F. Damji, Amy M. Bovell, William G. Hodge, William Rock, Kirtida C. Shah, Ralf Buhrmann e Yi I. Pan
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Diferenças das idades na aferição da pressão ocular central e periférica utilizando o tonômetro rebound
Jose Manuel Gonzalez-Meijome, Jorge Jorge, Antonio Queiros, Paulo Rodrigues Fernandes, Robert Montes-Mico, Jose B Almeida e Manuel Angel Parafita Mato
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Hemodinâmica retrobulbar e análise morfométrica do disco óptico em glaucoma primário de ângulo aberto
Niklas Plange, Marion Kaup, Anke Weber, Kay Oliver Arend e Andreas Remky
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Uma revisão de oito famílias com síndrome unha-patela associada à glaucoma
Z Mimiwati, D A Mackey, J E Craig, J R MacKinnon, J L Rait, J E Liebelt, R Ayala-Lugo, D Vollrath e J R Richards
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Fluxo sangüíneo retrobulbar em pacientes com catarata
Matthias C. Grieshaber, Inci Kocak, Barbara Dubler, Josef Flammer e Selim Orgul
Portuguese Abstract  
English Abstract   English Full text

Complicações intraoperatórias da catarata nos muito velhos
Scott J Robbie, Mohammed Muhtaseb, Kashif Qureshi, Catey Bunce, Wen Xing e Alex Ionides
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Investigação da estabilidade da lente intraocular acrílica de peça única em cirurgia de catarata e em combinação com cirurgia de vitrectomia
Takeshi Iwase e Kazuhisa Sugiyama
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Transições diferentes do eletrorretinograma multifocal entre pacientes com degeneração macular relacionada à idade e vasculopatia polipoidal coroidal após terapia fotodinâmica
Hisanori Imai, Shigeru Honda, Yoriko Nakanishi, Hiroyuki Yamamoto, Yasutomo Tsukahara e Akira Negi
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Laboratory science - scientific reports

Alterações da espessura da lâmina cribrosa humana, relacionadas à idade
Aachal Kotecha, Sharnaz Izadi e Glen Jeffrey
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Laboratory science - extended reports

IL-10 and TGF- contribuem para o desenvolvimento de conjuntivite alérgica induzida experimentalmente em camundongos durante a fase efetiva
Atsuki Fukushima, Tamaki Sumi, Ken Fukuda, Naoki Kumagai, Teruo Nishida, Hideo Yagita e Hisayuki Ueno
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text


  Clinical science - scientific reports 

Espessura corneal central e sua relação com miopia em chineses adultos
Han-Bor Fam, Alicia CS How, Mani Baskaran, Kooi-Ling Lim, Yiong-Huak Chan e Tin Aung

Objetivo: Investigar a associação entre a espessura corneal central (ECC) e o grau de miopia em chineses.

Métodos: Neste estudo prospectivo observacional, 714 indivíduos consecutivos foram recrutados em uma clínica de cirurgia refrativa. ECC foi medida em ambos os olhos de cada paciente, utilizando o Orbscan (Bausch and Lomb, Rochester, NY, USA) e os dados do olho direito foram selecionados para análise. A ECC foi correlacionada com o grau de miopia, utilizando o coeficiente de correlação de Pearson e teste t de Dunnett com comparações múltiplas.

Resultados: Os idades dos indivíduos variaram de 15 a 59 anos. A ECC média foi de 534,5 µm com desvio padrão de 38,1 µm (variação 305 a 684 µm). O equivalente esférico miópico médio foi -5,30 dioptrias (D) com desvio padrão de 2,74 D (variação -17,5 a -0,625 D). Não houve correlação entre ECC e o grau de miopia (r = -0,13, p = 0,719).

Conclusões: Em olhos míopes chineses a ECC teve grande variação mas não se correlacionou com o grau de miopia.

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Papel da polarimetria com varredura à laser utilizando o GDx VCC no manejo de suspeitos de glaucoma
Asifa S Shaikh e John F Salmon

Objetivo: Determinar o papel da polarimetria com varredura à laser utilizando o GDx VCC no manejo de suspeitos de glaucoma.

Métodos: Por um período de 12 meses, 43/447 (9,6%) de indivíduos encaminhados para uma clínica para investigação de glaucoma foram classificados como “suspeitos de glaucoma” quando não foi possível caracterizar a aparência do disco óptico e os campos visuais como definitivamente glaucomatosos ou normais. Destes pacientes, 39 foram submetidos à uma revisão oftalmológica completa, incluíndo avaliação dos campos visuais e análise da camada de fibras nervosas da retina com GDx VCC.

Resultados: Seguindo a revisão, 17/39 (43,6 %) dos pacientes foram descartados devido a resultados normais de GDx VCC. Os 22/39 (56,4 %) restantes foram considerados como sob risco de desenvolvimento de glaucoma progressivo e acompanhamento adicional no hospital de olhos foi recomendado. Em três pacientes (7,7%) o tratamento foi iniciado. Dos 22 pacientes, 12 foram considerados como portadores de glaucoma de pressão normal pré perimétrico, 7 glaucomas de pressão normal e um glaucoma primário de ângulo aberto. Em 19 destes pacientes foram achados resultados anormais de GDx VCC, particularmente assimetria na espessura da camada de fibras nervosas entre os olhos. Contudo, em 2/39 (5,1 %) pacientes o GDx VCC foi normal apesar da presença de defeito da rima neuroretínica no disco óptico com perda do campo visual correspondente e em um paciente com glaucoma primário de ângulo aberto.

Conclusões: Polarimetria com varredura a laser com GDx VCC é um instrumento importante na definição e manejo de suspeitos de glaucoma. Contudo, na investigação para glaucoma, os resultados do GDx VCC não deveriam ser usados isoladamente, mas em conjunto com métodos convencionais de avaliação do disco óptico e campo visual.

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Estimação da lente intraocular secundária em crianças afácicas ulitlizando apenas a refração: comparação à técnica de biometria padrão
Arif O Khan e Abdulrahman AlGaeed

Objetivo: Avaliar os seguintes métodos de determinação da lente intraocular de câmara posterior (LIO) no implante secundário em crianças com a fórmula Holladay: (1) estimação apenas através da refração afácica (usando a suposta ceratometriaK de 44 dioptrias D) e (2) cálculo baseado na biometria pré operatória.

Métodos: Revisão dos prontuários em um hospital de olhos de referência de pacientes pediátricos afácicos com 12 anos ou menos que foram submetidos a implante secundário da LIO Alcon MA60BM, determinação da LIO pra uma refração plana através dos dois métodos anteriores ("estimação" e "cálculo"), e previsão de refração pseudofácica para a LIO implantada através dos dois métodos anteriores com comparação à refração pseudofácica atual.

Resultados: Cinqüenta olhos de 30 pacientes foram estudados. Os valores estimados da LIO secundária (média 25,81 D, 95% de intervalos coincidentes IC +/-1,65 D) e valores calculados da LIO secundária (média 26,35, 95% IC +/- 1,50 D) não foram significantemente diferentes (valor absoluto da média das diferenças 1,86 D, 95% IC +/-0,41 D)pelo teste t pareado com nível alfa de 0,05 (p=0,11). Para cada olho as refrações pseudofácicas previstas pelos dois métodos para a LIO que foi implantada diferiram entre elas e da refração pseudofácica final (medidas repetidas ANOVA, P < 0,0001; teste Tukey, P < 0,01).

Conclusões: O método de estimação da LIO pela refração afácica apenas fornece valores similares a aqueles obtidos através da técnica padrão e pode ser útil se a biometria não estiver disponível. O planejamento da refração pseudofácica em afacia pediátrica é passível de erro.

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Atividade física e incidência cumulativa de degeneração macular relacionada à idade: O comportamento do estudo de olhos de Beaver
Michael D Knudtson, Ronald Klein e Barbara E.K. Klein, MD

Introdução: Doença cardiovascular e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) parecem ter fatores de risco em comum. Atividade física melhora o prognóstico cardiovascular, contudo existem poucos estudos investigando a relação entre atividade física e incidência de DMRI em longo prazo.

Métodos
: A incidência cumulativa de DMRI em 15 anos foi determinada através de quatro fases de exames em intervalos de cinco anos de uma determinada população de Beaver Dam, Wisconsin, iniciado em 1988-1990 (n=3874 homens e mulheres de idades de 43-86 anos). A incidência cumulativa de DMRI em 15 anos foi determinada através da identificação de alterações precoces de DMRI (anormalidades pigmentares ou drusas moles), DMRI exsudativa e atrofia geográfica foram por fotografias coloridas esterioscópicas para classificação. Medidas de atividade física foram obtidas através de um questionário realizado no exame inicial.

Resultados: Após controle para idade, sexo, história de artrite, pressão arterial sistólica, índice de massa corporal, história de tabagismo e educação, indivíduos com estilo de vida ativo (definido como atividade física regular = 3 vezes/semana)tiveram menor probabilidade de desenvolvimento de DMRI exsudativa (relação de probabilidades RP= 0,3, 95% intervalos coincidentes IC=0,1-0,7) comparado a indivíduos sem estilo de vida ativo. Após ajuste multivariado, o aumento do número de quarteirões caminhados por dia diminuíu o risco de DMRI exsudativa (RP=0,7, 95% IC=0,6-0,97). Atividade física não se relacionou à incidênica de DMRI precoce ou atrofia geográfica pura.

Conclusões
: Estes dados mostram um efeito prospectivo da atividade física na incidência de DMRI, independente da massa corpórea e outros fatores confundidores. Estes dados sugerem uma possível mudança de hábito que pode proteger contra o desenvolvimento de DMRI.

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Retinocoroidite toxoplásmica na infância: Achados clínicos em uma pesquisa no Reino Unido
Miles Richard Stanford, Hooi-Kuan Tan e Ruth Gilbert

Objetivo: Comparar os achados clínicos em crianças com lesões oculares toxoplásmicas ativas atribuídas à infecção adquirida após ou antes do nascimento.

Métodos: Os casos foram prospectivamente selecionados por 24 meses através de unidades nacionais de pesquisa e laboratórios de referência na Inglaterra. Comparamos a idade e os sintomas apresentados, localização da lesão e melhora visual em crianças que foram classificadas como infecção adquirida tanto antes quanto após o nascimento, baseado em achados clínicos e sorológicos.

Resultados
: 31 crianças tiveram retinocoroidite toxoplásmica; 15 com infecção congenita e todos, com excessão de 3, com apresentação antes dos 4 anos de idade. As 16 crianças restantes adquiriram toxoplasmose pós natal e 14/16 com apresentação após 10 anos de idade. Quatro outras crianças tiveram retinocoroidite por outras causas. A presença de lesões bilaterais, múltiplas ou no pólo posterior não se diferenciou entre os dois grupos, mas a maioria das crianças(16/19; 84%) que se apresentaram com sintomas oculares agudos tinham infecção adquirida pós natal. Piora visual unilateral(Snellen =6/18) foi igualmente prevalente nos dois grupos (4/9 antes do nascimento vs 7/16 após; p>0,5). Apenas 2 crianças tiveram comprometimento visual bilateral, ambas com infecção congênita.

Conclusões
: Mais da metade das crianças com lesões oculares por toxoplasmose tiveram infecção pós natal. Lesões retinocoroidais secundárias à infecção antes e após o nascimento foram indistingüíveis. O prognóstico de função visual bilateral foi bom mesmo em infecções adquiridas.

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Padrões de metástases regionais de melanoma malígno primário da conjuntiva nos linfonodos da cabeça e pescoço
Mingyann Lim, Taran Tatla, Dov Hersh e John Hungerford

Objetivo: Correlacionar padrões de metástase de linfonodos regionais em melanoma malígno (MM) primário conjuntival.

Tipo de estudo: Análise retrospectiva (1990-2003) de dados clínicos em dois centros de referência terciária em Londres.

Participantes: 12 pacientes com metástases regionais após falha do tratamento local para MM conjuntival.

Resultados: 6 casos predominantemente envolvendo a conjuntiva temporal sofreram metástase para os linfonodos pré auriculares e dois, predominantemente envolvendo a conjuntiva nasal, para os linfonodos sub mandibulares. Dos 2 casos com doença puramente multifocal, 1 sofreu metástase para os linfonodos pré auriculares e outro tanto para os submandibulares quanto para os parotídeos. Um MM conjuntival primário teve sua orígem na conjuntiva temporal mas sofreu metástase para os linfonodos sub mandibulares e outro caso originado da conjuntiva nasal, para linfonosos pré auriculares.

Conclusões: Lesões melanóticas na conjuntiva temporal tendem a sofrer metástases para os linfonodos pré auriculares e lesões na conjuntiva nasal, para os linfonodos submandibulares. Os padrões parecem consistentes com as bases laboratoriais de mapeamento das bacias de drenagem linfática conjuntival.

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  Clinical science - extended reports

Úlcera corneal no Sudeste da Ásia: prevenção da ceratite fúngica corneal nas vilas do Sul da Índia usando antibióticos tópicos
Muthiah Srinivasan, Madan P. Upadhyay, Brinda Priyadarsini, Rajendran Mahalakshmi e John P. Whitcher

Objetivo: Determinar se a profilaxia com antifúngicos tópicos disbribuídos por agentes de saúde de vilas (ASV) no Sul da Índia é necessária para prevenção de ceratite fúngica após abrasão corneal em uma população em que a metade das úlceras são fúngicas.

Métodos: Dois “panchayaths” no distrido de Madurai com uma população combinada de 48039 foram acompanhados prospectivamente por 18 meses por 15 ASV que foram treinados para identificar abrasões corneais pós traumáticas. Pacientes que preencheram completamente os critérios de eligibilidade foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos e tratados com pomada de cloranfenicol 1% e clotrimazole 1% ou pomadas de cloranfenicol 1% e placebo três vezes por dia por três dias. Pacientes, médicos e ASV foram mascarados para o tratamento.

Resultados: Durante o período de 18 meses 1365 indivíduos se apresentaram aos ASVs com doenças oculares e 374 deles com abrasões corneais foram elegíveis para tratamento. Destes, 368 (98,5%) se curaram sem complicações. Dois pacientes tiveram alergia localizada leve à pomada, dois desistiram do tratamento e dois do grupo placebo desenvolveram infiltrados corneais estromais microscópicos cultura-negativos que se curaram em uma semana com colírio de Natamicina.

Conclusões: Tanto úlceras fúngicas quanto bacterianas que ocorrem após abrasões corneais traumáticas parecem ser eficientemente prevenidas em vilarejos através do uso da profilaxia isolada com antibióticos.

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Estudo controlado de distibuição aleatória do transplante conjuntival autólogo versus membrana amniótica
Graft in Pterygium Excision

Patanaree Luanratanakorn, Thanapat Ratanapakorn, Olan Suwan-apichon e Roy S Chuck

Objetivo: Determinar se a membrana amniótica pode ser usada como uma alternativa ao transplante autólogo de conjuntiva após a exérese do pterígio.

Métodos
: 287 olhos tanto com pterígios primários quanto recidivados foram incluídos neste estudo. Todos os olhos foram distribuídos aleatoriamente para cirurgia de transplante conjuntival autólogo ou de membrana amniótica após exérese do pterígio por um único cirurgião. 106 olhos com pterígio primário e 16 olhos com recidivado foram tratados por transplante conjuntival autólogo e 148 olhos com pterígio primário e 19 com recidivado foram tratados por transplante de membrana amniótica. Os pacientes foram reavaliados em 6 semanas e 6 meses de pós operatório. A principal medida para avaliação foi a taxa de recidiva após cirurgia.

Resultados
: No grupo conjuntival a taxa de recidiva foi de 12,3%, 21,4% e 13,1% para primário, recidivado e todos os pterígios, respectivamente. No grupo membrana amniótica a taxa de recidiva foi de 25,0%, 52,6% e 28,1% para primário, recidivado e todos os pterígios, respectivamente. A taxa de recidiva para todos os pterígios no grupo membrana amniótica foi significantemente maior que no grupo conjuntival(p=0,003).

Conclusões: O transplante de membrana amniótica teve maiores taxas de recidiva que o transplante conjuntival autólogo. Contudo esta é uma escolha alternativa, especialmente em casos avançados com cabeças bilaterais ou em aqueles pacientes que possam necessitar de cirurgia para glaucoma posteriormente.

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Tempo de retenção de agentes imunossupressores sistêmicos poupadores de corticosteróides em pacientes com doença inflamatória ocular
Kathryn B. Baker, Nicola J. Spurrier, Angela S. Watkins, Justine R. Smith e James T. Rosenbaum

Introdução: Múltiplas medicações imunossupressoras têm sido utilizadas no manejo de doença inflamatória ocular quando o controle não é atingido pelo uso isolado de corticosteróides. Contudo, enquando estudos clínicos sustentam a eficácia da maioria desses agentes, estudos comparativos não têm sido feitos. Tempo de retenção, uma medida da duração da terapia com qualquer droga utilizada, é um indicador isolado de ineficácia e tolerabilidade que facilita esta comparação. Nós comparamos o tempo de retenção de agentes imunossupressores poupadores de corticosteróides em pacientes atendidos em nossa clínica terciária de referência para doença inflamatória ocular.

Métodos: Revisamos prontuários de todos os pacientes atendidos na clínica de doença inflamatória ocular no Instituto de Olhos de Casey (Casey Eye Institute) durante o período de um ano (2003). Destes prontuários coletamos os seguintes dados clínicos: idade, sexo, diagnóstico ocular e uso de imunossupressores sistêmicos poupadores de corticosteróides, incluindo drogas, duração da terapia e, se suspensa, o motivo da suspensão. Regressão de Cox, ajustada para aglomeramento, foi usada para comparar outras medicações comparadas ao metotrexate.

Resultados: 107 e 302 pacientes (35%) vistos na clínica de doença inflamatória ocular em 2003 tiveram um total de 193 prescrições correntes ou passadas para agentes sistêmicos imunossupressores poupadores de cortiocosteróides. O grupo tratado, maioria deles com uveíte, icluíu 32 homens e 75 mulheres, com idade de 5 a 86 anos. A prescrição mais comum foi de metotrexate (66 utilizações, 34%), cliclosporina (37, 19%), azatioprina (26, 13%), micofenolato mofetil (22, 11%) e ciclofosfamida (15, 13%).Os pacientes tiveram retenção estatisticamente significante menor em ciclosporina (p = 0,004), azatioprina (p = 0,04), micofenolato mofetil (p = 0,04) e ciclofosfamida (p = 0,0001) comparados ao metotrexate. Razões para a suspensão incluíram efeitos adversos, ineficácia, sucesso/remissão, custo e desejo de fertilidade.

Conclusões: Em pacientes com doença inflamatória ocular, metotrexate deve oferecer uma combinação superior de eficiência e tolerância comparado a outros agentes imunossupressores poupadores de corticosteróide. Neste estudo houve um risco duas vezes maior para não retenção para azatioprina, micofenolato mofenil e ciclosporina e um risco de 4 vezes para ciclofosfamida comparados ao metotrexate.

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Cirurgia com dispositivo de drenagem para glaucoma assitida por cola de fibrina
Malik Y. Kahook e Robert J. Noecker

Objetivo: Descrevemos o uso de cola de fibrina como substituta à sutura para partes da cirurgia para implante de dispositivo de drenagem para glaucoma.

Métodos: Estudo caso-controle retrospectivo não aleatório, revisando 28 casos consecutivos de implante de dispositivo de drenagem para glaucoma (GDD), utilizando material tradicional de sutura comparado a 14 casos consecutivos de implante de GDD, utilizando cola de fibrina “Tisseel” (Baxter AG, Vienna, Austria) para partes do procedimento. A cola de fibrina foi usada para fechar a conjuntiva, fixar o transplante de pericárdio e o tupo á esclera. Dados de acompanhamento por 3 meses para cada grupo foram avaliados assim como os dados de tempo de cirurgia, inflamação pós operatória, uso de medicação antiglaucomatosa e pressão ocular (PO). Análise estatística foi realizada utilizando análise de variância (ANOVA).

Resultados: A idade média dos pacientes o grupo sutura (17 homens, 11 mulheres) foi de 56,6 (+/-10,5) anos e 54,7 (+/- 8,6) anos (oito homens, sei mulheres) no grupo “Tisseel” (p=0,56). Não houveram diferenças estatisticamente significantes nos níveis pressóricos oculares em qualquer momento do acompanhamento entre os dois grupos. Não houveram diferenças estatisticamente significantes na necessidade de uso de colírios para glaucoma pós operatório ou taxas de complicações pós operatórias nos dois grupos. Inflamação conjuntival foi mais pronunciada no grupo sutura (p=0,0013) utilizando uma escala padrão para comparação. O tempo de cirurgia foi significativamente menor para o grupo “Tisseel”, 15,0 (+/-3,11) minutos, comparado ao grupo sutura, 25,93 (+/-4,04) minutos (p= 0,0001).

Conclusões: Cola de fibrina “Tiseel” parece ser um substituto seguro pra algumas suturas no implante do dispositivo de drenagem para glaucoma. O uso de “Tisseel” não parece ter impacto no controle da PO ou complicações, enquanto melhora significativamente a inflamação e a diminuição do tempo de cirurgia. Estudos adicionais são necessários pra melhor entendimento do papel da cola de fibrina na cirurgia de implante do dispositivo de drenagem para glaucoma.

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Trabeculoplastia seletiva com laser vs. trabeculoplastica com laser de Argônio: resultados de um estudo clínicoo de um ano com distribuição aleatória
Karim F. Damji, Amy M. Bovell, William G. Hodge, William Rock, Kirtida C. Shah, Ralf Buhrmann e Yi I. Pan

Objetivos: Comparar a trabeculoplastia seletiva com laser (SLT) e a trabeculoplastica com laser de Argônio (ALT) em termos de queda na PO em pacientes com glaucoma de ângulo aberto (OAG).

Métodos: Cento e setenta e seis olhos de 152 pacientes foram incluídos no estudo; 89 no grupo SLT e 87 no ALT. Pacientes foram distribuídos aleatoriamente para receber tratamento com SLT ou ALT em 180 graus da malha trabecular (MT). Pacientes selecionados para o estudo tinham OAG, incluíndo aqueles com glaucoma pseudoesfoliativo e pigmentar. Os pacientes foram acompanhados por 12 meses após o tratamento. Pressão ocular, acuidade visual, reação de câmara anterior, grau de pigmentação da MT e número de medicações utilizadas foram avaliadas em todas as visitas. O principal parâmetro para acompanhamento foi a diminuição da PO em 12 meses pós tratamento, comparada entre os grupos SLT e ALT.

Resultados: Não houve diferença significante (p=0,846) na média de queda da PO entre os grupos SLT (5,86mmHg) e ALT (6,04mmHg) em um ano ou em qualquer período do acompanhamento. Não houve diferenças significantes na taxa de complicações tardias ou precoces nos dois grupos.

Conclusões: SLT é equivalente à ALT em termos de redução da PO em 1 ano, tratando-se de procedimento seguro e eficiente para pacientes com glaucoma de ângulo aberto.

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Diferenças das idades na aferição da pressão ocular central e periférica utilizando o tonômetro rebound
Jose Manuel Gonzalez-Meijome, Jorge Jorge, Antonio Queiros, Paulo Rodrigues Fernandes, Robert Montes-Mico, Jose B Almeida e Manuel Angel Parafita Mato

Objetivo: Avaliar a influência da idade nas medidas e relações entre leituras centrais e periféricas da PO realizadas com tonômetro rebound.

Métodos: As pressões intraoculares foram avaliadas utilizando o tonômetro ICare® rebound(Tiolat Oy, Helsinki, Finland) no olho direito de duzentos e dezessete pacientes (88 homens, 129 mulheres) com idades de 18 a 85 anos (média DP, 45,91 9,8 anos) no centro e a 2 mm do limbo nasal e temporal ao longo do meridiano horizontal. Três grupos de idade foram estabelecidos como sendo menores que 30 anos (n=75), de 31 a 60 anos (n=77) e mais de 60 anos (n=65).

Resultados: Houve forte correlação entre medidas da PO central e periférica com as medidas centrais sendo maiores que as periféricas. Os valores de PO mais altos foram encontrados no grupo mais jovem para a localização central. Indivíduos do grupo mais velho (mais de 60 anos) apresentaram medidas de PO significativamente menores na região temporal do que do outros dois grupos (p<0,001), enquanto não foram vistas diferenças significantes entre os grupos de localização central e nasal (p=0,099 e p=0,225, respectivamente). Houve uma diminuição significante nas leituras de PO nasal e temporal conforme a idade aumentava (p=0,011 e p=0,006, respectivamente).

Conclusão: Pacientes mais velhos mostraram valores de PO menores do que os de idade média e mais jovens na periferia temporal. Uma correlação negativa entre idade e PO segundo o tonômetro rebound foi encontrada na periferia corneal porém não no centro corneal.

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Hemodinâmica retrobulbar e análise morfométrica do disco óptico em glaucoma primário de ângulo aberto
Niklas Plange, Marion Kaup, Anke Weber, Kay Oliver Arend e Andreas Remky

Introdução: Estudos anteriores confirmaram hemodinâmica retrobulbar diminuída em glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). Para investigar uma correlação entre hemodinâmica retrobulbar e análise morfométrica da rima neurorretínica em pacientes com GPAA.

Métodos: Cinqüenta e um pacientes com GPAA (idade média de 65+/-11 anos) foram incluídos neste estudo clínico. Velocidades de fluxo sangüíneo (velocidades de pico sistólico-PSV e final diastólico-EDV) da artéria oftálmica (OA), artéria central da retina (CRA), artérias ciliares posteriores (PCA) e veia central da retina foram medidos utilizando imagens coloridas e Doppler (Siemens Sonoline Sienna). Morfometria do disco óptico foi realizada através de tomografia com laser (Heidelberg Retinal Tomograph II). Os parâmetros esteriométricos da rima neurorretínica área e volume da rima, medida da forma da escavação e o corte seccional da camada de fibras nervosas da retina (RNFL) foram utilizados para a análise.

Resultados: O PSV da CRA foi significantemente (p<0,001) correlacionado à área (r=0,50)e volume (r=0,51) da rima. As velocidades médias da veia central da retina foram significantemente (p<0,001) correlacionadas ao volume da rima (r=0,56) e área de corte seccional da RNFL (r=0,49). Não foram encontradas correlações entre os fluxos de velocidade na OA e PCAs.

Conclusões: Hemodinâmica retrobulbar da artéria e veia central da retina estão correlacionadas ao dano da rima neurorretínica em GPAA.

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Uma revisão de oito famílias com síndrome unha-patela associada à glaucoma
Z Mimiwati, D A Mackey, J E Craig, J R MacKinnon, J L Rait, J E Liebelt, R Ayala-Lugo, D Vollrath e J R Richards

Objetivo: Síndrome unha-patela(onicoosteoartrodisplasia hereditária) (NPS) é uma síndrome autossômica dominante rara caracterizada por displasia das unhas, patelas, cotovelos e cristas hilíacas. Mutações no gene LMX1B foram identificadas como responsáveis pela NPS em quatro famílias norte americanas com associação de glaucoma e NPS. Nós desejamos investigar esta associação em famílias australianas e determinar a freqüência desta síndrome na população do sudeste australiano.

Método: Investigamos as famílias vistas no estudo da herança do glaucoma na Tasmânia (Glaucoma Inheritance Study in Tasmania). Entre mais de 1700 casos de glaucoma em 350 pedigrees na Tasmânia os participantes foram questionados sobre quaisquer outros problemas de saúde. Uma família com glaucoma e NPS foi identificada. Dezoito casos adicionais indexados de NPS foram identificados nos arquivos dos serviços de saúde especializados em genética de Victória, responsável por todos os serviços genéticos no sudeste da Austrália. Oito destes pedigrees estavam disponíveis para exame. Realizamos uma investigação detalhada para glaucoma (pressão ocular, perimetria automatizada e estéreo-fotos de papila) em todos os membros disponíveis da família. O DNA um caso de cada família foi sequenciado para mutações no LMX1B e, uma vez identificado, outros membros da família foram investigados para a mesma mutação.

Resultados: No total, 52 casos vivos de NPS foram identificados no sudeste da Austrália, sugerindo uma prevalência mínima de pelo menos 1 em 100000. Trinta e dois indivíduos de oito pedigrees de NPS (quatro casos familiares e quatro esporádicos) foram examinados. Quatorze indivíduos tiveram apenas NPS. Quatro indivíduos tiveram NPS e glaucoma ou hipertensão ocular. Cinco pedigrees com NPS tiveram descrição de história familiar de glaucoma, contudo algumas destas pessoas com glaucoma não tinham NPS. Mutações no LMX1B foram identificadas em 5/8 dos casos indexados – três esporádicos e dois familiares. Um caso de NPS com glaucoma e uma mutação no LMX1B, um caso de NPS com glaucoma no qual não foi encontrado mutação no LMX1B e dois casos de NPS com hipertensão ocular e mutações LMX1B foram identificados. Dois indivíduos com mutações no LMX1B tiveram NPS sem glaucoma ou hiperensão ocular ou história familiar de glaucoma. A idade média do diagnóstico de glaucoma em casos com causa aparente de mutações no LMX1B foi de 29,7 anos, substancialmente abaixo da idade esperada para diagnóstico da maioria dos glaucomas primários de ângulo aberto. Dois dos seis casos (33%) com idade acima de 40 anos desenvolveram glaucoma, concordando com outros relatos de risco elevado de glaucoma em NPS. Contudo,isto não fornece a estimação precisa do risco porque o número de casos mais idosos com NPS no estudo foi muito pequeno.

Conclusão: Glaucoma é visto em membros de famílias com NPS e pacientes com NPS deveriam ser examinados regularmente para glaucoma. Contudo, devido as famílias com NPS serem verificadas primariamente pelos mais jovens ou casos isolados, a estimação do risco é dificultada pela ausência de informação sobre indivíduos mais velhos com NPS.

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Fluxo sangüíneo retrobulbar em pacientes com catarata
Matthias C. Grieshaber, Inci Kocak, Barbara Dubler, Josef Flammer e Selim Orgul

Objetivo: Investigar a hemodinâmica retrobulbar em pacientes com catarata.

Indivíduos e Métodos: Imagens coloridas de Doppler (CDI) da artéria oftálmica foram obtidas nos olhos agendados para cirurgia em 30 pacientes com catarata e um olho aleatoriamente selecionado de 100 controles saudáveis. A velocidade do pico sistólico, velocidade média, velocidade do final diastólico e índice de resistividade na artéria oftálmica foram registrados e ajustados para a influência da idade e pressão arterial média. O tipo de catarata foi registrado e a opacidade do cristalino medida com um medidor de opacidade cristaliniana. A relação de probabilidades para catarata, dependendo dos ajustes dos parâmetros de fluxo sangüíneo, idade e tabagismo foi analisada em um modelo de regressão logística.

Resultados: A idade média (± DP) foi de 45,5 ± 17,7 anos e 67,6 ± 5,8 anos em pacientes controle e com catarata, respectivamente (p<0,001). A relação feminino/masculino foi de 54/46 e 13/17, respectivamente (p=0,41). Preditores significantes de catarata em uma análise de regressão logística foram idade(RP = 1,194; 95% IC = 1,103 – 1,292; p< 0,001), tabagismo (RP = 14,119; 95% IC = 2,753 – 72,398; p = 0,002)e velocidade média de fluxo sangüíneo na AO (RP = 0,731; 95% IC = 0,607 – 0,881; p = 0,001). Velocidade média ajustada foi significativamente menor em pacientes com catarata mesmo quando apenas em idades coincidentes (idade>55 anos) e não fumantes (31 controles, 19 pacientes) foram considerados (p=0,003). A opacidade do cristalino e o tipo de catarata não influenciaram nos achados presentes.

Conclusão: Velocidade média aumentada na artéria oftálmica deve estar associada com um risco reduzido para catarata.

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Complicações intraoperatórias da catarata nos muito velhos
Scott J Robbie, Mohammed Muhtaseb, Kashif Qureshi, Catey Bunce, Wen Xing e Alex Ionides

Objetivos: Identificar se o risco de complicação intraoperatória da cirurgia de catarata com facoemulsificação aumenta com a idade.

Métodos: 1441 pacientes consecutivos submetidos à cirurgia de catarata com facoemulsificação foram avaliados pré operatoriamente e dados sobre complicações intraoperatórias foram coletados prospectivamente. Os dados foram introduzidos em um arquivo computadorizado e regressão logística foi utilizada para examinar evidências de associação entre idade e risco de complicação intraoperatória. Além disso as taxas de complicações intraoperatórias foram comparadas entre pacientes de idade maior ou igual à 88 anos e abaixo disso e entre pacientes com idade de 96 ou mais e abaixo.

Resultados: Não houve associação estatisticamente significante entre idade e risco de complicação intraoperatória. Achamos pequena evidência de que pacientes de idade igual ou maior à 88 anos apresentavam risco aumentado de complicação intraoperatória, comparados aos pacientes abaixo desta idade ou que aqueles de idade igual ou maior à 96 anos e menos se estão sob risco aumentado, contudo o número foi pequeno.

Conclusões: Estes resultados sugerem que a idade isoladamente não é um fator de risco significante pra nenhuma complicação intraoperatória ocorrida durante cirurgia de catarata com facoemulsificação. Isto tem implicações não apenas pra o raciocínio dos riscos de complicações pré operatórias de pacientes individuais mas também para comparações mais expressivas entre taxas nacionais de complicações e de cirurgias individuais e melhora a seleção dos casos susceptíveis para instrução.

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Investigação da estabilidade da lente intraocular acrílica de peça única em cirurgia de catarata e em combinação com cirurgia de vitrectomia
Takeshi Iwase e Kazuhisa Sugiyama

Objetivo: Comparar o grau de movimentação da LIO não apenas entre os olhos que receberam LIO acrílica de peça única e LIO acrílica de 3 peças após cirurgia de catarata, mas também entre olhos que receberam LIO acrílica de peça única após procedimento combinado de catarata/vitrectomia.

Métodos: No primeiro estudo descrevemos cinqüenta pacientes que foram implantados com LIO acrílica de peça única em um olho e LIO acrílica de 3 peças no outro olho para catarata senil. No segundo estudo reportamos cinquenta pacientes que foram implantados com LIO acrílica de peça única em cirurgia combinada de vitrectomia e catarata para catarata e doenças retínicas. O grau de descentração e inclinação da LIO assim como a profundidade da câmara anterior (ACD) foram medidos utilizando vídeo fotografia Scheimpflug em 1 semana, 1 mês, 3 meses e 6 meses após a cirurgia em ambos os estudos. O estado refracional pós operatório foi também examinado.

Resultados: A descentração e inclinação médias não demonstraram alterações significantes durante o acompanhamento em olhos com quaisquer das LIOs implantadas e não foi notada diferença significante em nenhum dos estudos durante o acompanhamento. A ACD não se alterou após a cirurgia com implante de LIO de peça única tanto no grupo de cirurgia de catarata quanto de catarata/vitrectomia, exceto pra 1 semana após a cirurgia em olhos que necessitaram de tamponamento com gás. Em contraste, diminuição significante da ACD foi observada no grupo de 3 peças após cirurgia de catarata. O esquivalente esférico não se alterou significantemente em nenhum dos estudos.

Conclusões: A LIO acrílica de peça única esteve estável no saco capsular tanto horizontalmente quanto verticalmente após a cirurgia de catarata e cirurgia combinada.

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Transições diferentes do eletrorretinograma multifocal entre pacientes com degeneração macular relacionada à idade e vasculopatia polipoidal coroidal após terapia fotodinâmica
Hisanori Imai, Shigeru Honda, Yoriko Nakanishi, Hiroyuki Yamamoto, Yasutomo Tsukahara e Akira Negi

Objetivo: Comparar e avaliar as transições na função retínica após terapia fotodinâmica (PDT) entre degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e vasculopatia coroidal polipoidal (PCV), utilizando eletrorretinogramas multifocais(ERGsmf).

Métodos: Dez olhos com neovascularização coroidal (CNV) devida a DMRI e 11 olhos com CNV secundária a PCV foram incluídas no estudo. ERGsmf foram realizados antes do PDT, 1 semana e 3 meses após PDT. Os registros dos ERGsmf foram adquiridos através de um sistmea Veris (versão 3.1.3) usando um estímulo de 103 hexágonos. A kernel de primeira ordem foi utilizada para calcular amplitudes e latências. Amplitudes e latências médias de dois anéis centrais graduados de 0 a 4 graus de ângulo visual foram analisados e comparados com cada doença.

Resultados: Em DMRI, a amplitude média N1 tendeu a decrescer e as amplitudes médias N1P1 reduziram a níveis estatisticamente significantes (p=0,047) 1 semana após PDT. Três meses após PDT não houveram diferenças significantes nas amplitudes médias de N1 e N1P1 comparadas aos valores pré PDT. Em PCV não houveram mudanças significantes nas amplitudes médias de N1 e N1P1 1 semana após tratamento. Contudo, 3 meses após PDT as amplitudes médias mostraram aumentos estatisticamente significantes em N1 (p=0,008) e N1P1 (p=0,006)comparadas aos valores pré PDT.

Conclusões: As transições dos registros de ERGsmf são diferentes entre pacientes com DMRI e PVC. Em pacientes com DMRI estes resultados devem mostrar deficiências transitórias na função retínica 1 semana após PDT, mas em PVC, especulamos que a eficácia do PDT seja superior às deficiências após o tratamento.

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  Laboratory science - scientific reports

Alterações da espessura da lâmina cribrosa humana, relacionadas à idade
Aachal Kotecha, Sharnaz Izadi e Glen Jeffrey

Objetivos: Medir a espessura da lâmina cribrosa humana in vitro em espécimes completamente hidratadas e determinar se há alguma associação entre espesura e idade ou sexo.

Métodos: Quarenta e cinco nervos ópticos humanos fixados de idades entre 9 e 90 anos foram discecados do globo e seccionados após congelamento. O estudo foi dividido em duas partes: a primeira investigou as mudanças gerais na espessura da lâmina cribrosa (LCT) e a espessura do feixe cribroso (CBT) com a idade e a segunda dividiu os olhos em dois grupos de idade específicos (38 a 49 anos e 78 a 87 anos)avaliando as diferenças entre idade e sexo.

Resultados: LCT variou de 345,4 a 555,9 entre os indivíduos. Houve uma relação positiva entre a LCT e a idade (LCT = 2,41*idade + 365,5, 95% IC para inclinação de 1,31 a 3,52, r2 = 0,30, p<0,001). Houve uma diferença regional na CBT, com maior espessura de feixes direcionados à porção cribrosa posterior (média DP: 14,8 2,2) e espessura na região cribrosa anterior (9,8 2,4 ). CBT aumentou com a idade. Foram também encontradas diferenças entre os sexos, com mulheres apresentando LCT relativamente mais espessas do que homens independentemente da idade, porém isso não foi estatisticamente significante.

Conclusões: Este estudo demonstra um aumento na LCT com o aumento da idade em humanos.Esta alteração estrutural da lâmina cribrosa deve ter implicações em seu funcionamento relacionadas à complacência e reversibilidade o que tem relevância particular no glaucoma quando o aumento na idade tem sido identificado como um forte fator de risco pra desenvolvimento da doença.

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  Laboratory science - extended reports

IL-10 and TGF- contribuem para o desenvolvimento de conjuntivite alérgica induzida experimentalmente em camundongos durante a fase efetiva
Atsuki Fukushima, Tamaki Sumi, Ken Fukuda, Naoki Kumagai, Teruo Nishida, Hideo Yagita e Hisayuki Ueno

Introdução/objetivos: Investigar o envolvimento da IL-10 e TGF- no desenvolvimento de conjuntivite alérgica induzida experimentalmente (EC) em camundongos.

Métodos: Camundongos Balb/c foram ativamente sensibilizados com alérgeno (RW)e depois testados com colírio contendo RW após 10 dias. Vinte e quatro horas após, conjuntiva, baço e sangue foram coletados para histologia e análise da expressão de citoquinas, ensaios de produção e proliferação de citoquinas e medida dos níveis de Ig. Camundongos que desenvolveram EC receberam injeção intraperitoneal com 200 g de anticorpos anti-IL-10 ou anti-TGF- em 0, 2, 4, 6 e 8 dias (fase de indução do tratamento) ou 500 g de anticorpos duas horas antes do teste com RW (fase efetora do tratamento). IgG de ratos normais foi usada para controle nas injeções.

Resultados: Tratamento tanto com anticorpos anti-IL-10 ou anti-TGF- durante a fase de indução não afetaram a infiltração eosinofílica na conjuntiva. Em contraste, tratamento com qualquer dos anticorpos na fase efetora suprimiu a infiltração. Durante a fase efetora, o tratamento com anticorpo anti-TGF- significativamente super regulou a proliferação e produção da citoquina Th2 pelos esplenócitos ao contrário do anticorpo anti-IL-10. Os níveis de IL-1 na conjuntiva estavam reduzidos após tratamento com quaisquer dos anticorpos; além disso, os níveis de eotaxina e TNF- estavam reduzidos após tatametno com anticorpo para TGF-.

Conclusões: IL-10 e TGF- não têm papel imunossupressor no desenvolvimento de EC. Ao contrário,eles aumentam a infiltração eosinofílica na conjuntiva durante a fase efetora da EC.

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