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British Journal of Ophthalmology 2006;90:663-804
Copyright © 2008 by the BMJ Publishing Group Ltd.

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Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Junho de 2006. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the June 2006 issue. The full text is only available in English to subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)

Junho/ June   2006
Volume 90 Number/ número 6

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu   bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

Glaucoma em humanos e degeneração neural do nervo óptico intra-cranial, do núcleo geniculado lateral e do córtex visual cerebral
Neeru Gupta, Lee-Cyn Ang, Lyne Noël de Tilly, Laure Bidaisee e Yeni H. Yucel
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Existe uma associação entre apnéia do sono pré-existente e o desenvolvimento de glaucoma?
Christopher A. Girkin, Gerald McGwin, Jr., Sandre F. McNeal e Cynthia Owsley
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Importância da imagem orbital sagital para avaliar traumatismos nos músculos extraoculares após cirurgia endoscópica dos seios paranasais
Noa Ela-Dalman, Federico G Vélez e Arthur L Rosenbaum
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Fatores de risco para perfuração em úlceras de córnea microbianas na Índia do Norte
Jeevan S Titiyal, Smita Negi, Aashish Anand, Radhika Tandon, Namarata Sharma e Rasik B Vajpayee
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Citologia de paracentese da câmara anterior (técnica de citopsina) para o diagnóstico de linfoma intraocular
Paul T Finger, Christopher Papp, Paul Latkany, Madhavi Kurli e Codrin Iacob
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Performance subjetiva e objetiva da lente intraocular acomodativa Lenstec KH-3500
James Stuart Wolffsohn, Shehzad A. Naroo, Naresh K Motwani, Sunil Shah, Olivia A Hunt, Sanjay Mantry, Mano Sira, Ian A Cunliffe e Mark T Benson
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Remoção de catarata em diabéticos – progressão pós operatória da maculopatia. Análise clínica e dos fatores de crescimento.
Jignesh I Patel, Phil G Hykin e Ian A Cree
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Os vasos da retina temporal e nascimento pré-termo
Clare Wilson, Maria Theodorou, Kenneth D. Cocker e Alistair Fielder
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Estimação fotográfica da duração de alta dose de triancinolona intavítrea no olho vitrectomizado
Brian R Kosobucki, William R Freeman e Lingyun Cheng
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Fotocoagulação com diodo por micropulsos e onda continua: parâmetros visíveis e não visíveis das lesões
Thomas J Desmettre, Serge R Mordon, David Buzawa e Martin A Mainster
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Estudo duplo cego de distribuição aleatória para avaliar a eficácia de paracetamol na redução da dor em panfotocoagulação
Daniela Vaideanu, Pauline Taylor, Paul McAndrew, Anthony Hildreth, James P Deady e David HW Steel
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Caracterização clínica de uma família com degeneração retínica devida à mutação no gene Mertk
Marion Tschernutter, Sharon A Jenkins, Naushin H Waseem, Zubin Saihan, Graham E Holder, Shomi S Bhattacharya, Alan C Bird, Robin R Ali e Andrew R Webster
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Clinical science - extended reports

Estudo controlado de distribuição aleatória de ciclosporina-A tópica em conjuntivite alérgica dependente de corticoesteróides
Mark Daniell, Marios Constantinou, Hien T Vu e Hugh R Taylor
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Ceratoplastia penetrante: resultados de uma unidade corneal comparados a dados nacionais
Peter S Beckingsale, Ioannis Mavrikakis, Nada Al Yousuf, Emmanuel Mavrikakis e Sheraz M Daya
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Alterações longitudinais na espessura central da córnea e seu relacionamento com glaucoma: estudo com acompanhamento de 8 anos
Jennifer S. Weizer, Sandra S. Stinnett e Leon W. Herndon
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Ciclofotocoagulação trans-escleral com laser de diodo como tratamento cirúrgico primário de glaucoma secundário em artrite juvenil idiopática: alta taxa de falha em acompanhamento por período curto
Carsten Heinz, Joerg M Koch e Arnd Heiligenhaus
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Trabeculoplastia seletiva com laser: valor preditivo de medidas de pressão intraocular precoces para sucesso em 3 meses
Paul B. Johnson, L. Jay Katz e Douglas J. Rhee
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Detectando glaucoma com RADAAR (Área da Rima/Taxa de Assimetria da Área do Disco): O projeto de avaliação ocular de Bridlington
Matt Hawker, Stephen A Vernon, Christopher L Tattersall e Harminder S Dua
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Módulo de aumento para melhorar o padrão de birrefringência atípica, utilizando polarimetria de scaneamento por laser com compensação corneal variável
Mitra Sehi, Delia C Guaqueta e David S Greenfield
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Evolução funcional e estrutural de longo prazo de laserterapia para retinopatia da prematuridade
Eibhlin Mc Loone, Michael O'Keefe, Sean Mc Loone e Bernadette Lanigan
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Laboratory science - scientific reports

Elucidação da apoptose induzida pela privação de soro em células do epitélio conjuntival cultivadas
Akihiro Higuchi, Shigeto Shimmura, Tsutomu Takeuchi, Makoto Suematsu e Kazuo Tsubota
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Capacidade das células T helper infiltradoras oculares tipo 1 de pacientes com uveíte não infecciosa na produção de quemoquinas
Hiroshi Takase, Sunao Sugita, Chikako Taguchi, Yasuhisa Imai e Manabu Mochizuki
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  Laboratory science - extended reports

Expressão de fator de crescimento ligante proteína 3- insulina-like no tecido de pterígios
Yong Wee Wong, Jaime Chew, He Yang, Donald Tan e Roger Beuerman
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Resposta imune freqüente a uma proteína melanócito-específica KU-MEL-1 em pacientes com doença de Vogt-Koyanagi-Harada
Soshi otani, Toshiharu Sakurai, Kazuhiko Yamamoto, Tomonobu Fujita, Yuriko Matsuzaki, Yasufumi Goto, Yasutaka Ando, Saburosuke Suzuki, Masahiko Usui, Masaru Takeuchi e Yutaka Kawakami
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Modelo computadorizado de estudo do mecanismo de lesão do nervo óptico em traumatismo contuso
Srdjan Cirovic, Ronnie M. Bhola, David R. Hose, Ian C. Howard, Patricia W. Lawford, Jane E Marr e Michael A. Parsons
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  Clinical science - scientific reports 

Glaucoma em humanos e degeneração neural do nervo óptico intra-cranial, do núcleo geniculado lateral e do córtex visual cerebral
Neeru Gupta, Lee-Cyn Ang, Lyne Noël de Tilly, Laure Bidaisee e Yeni H. Yucel

Resumo
Estudos patológicos do glaucoma tem sido extensos no nível da retina e da cabeça do nervo óptico. Recentemente, pesquisas de glaucoma em macacos mostraram lesão glaucomatosa também em estruturas visuais centrais, incluindo o núcleo geniculado lateral (NGL) e o córtex visual. Relatamos o primeiro caso clinicopatológico de glaucoma em humanos, demonstrando as alterações degenerativas no cérebro, envolvendo os nervos ópticos intracraniais, o NGL e o córtex visual. Evidências patológicas de degeneração neural neste pacientes são correlacionadas com achados clínicos, com a cabeça do nervo óptico, com o campo visual e achados neuroradiológicos. Neuropatologia no cérebro com glaucoma é comparada com controles pareados pela idade. Na presença de glaucoma humano avançado com 50% de perda do campo visual, o dano neural é evidente em várias estações visuais dentro do cérebro.

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Existe uma associação entre apnéia do sono pré-existente e o desenvolvimento de glaucoma?
Christopher A. Girkin, Gerald McGwin, Jr., Sandre F. McNeal e Cynthia Owsley

Resumo
Objetivo: O objetivo deste estudo é determinar se a apnéia do sono está associada com aumento no risco de desenvolvimento de glaucoma.
Desenho: Estudo caso controle nicho
Participantes: Pacientes atendidos no Centro Médico de Veteranos (CMV) em Birmingham, no Alabama com diagnóstico recente de glaucoma (casos) entre 1997 e 2001 que foram selecionados e pareados pela idade (n=667) a controles sem glaucoma (N=667).
Métodos: Informação dos pacientes foi extraída dos arquivos de dados do CMV contendo informações clínicas, demográficas e histórico de medicações. Uma data índice foi passada aos indivíduos com glaucoma correspondendo à época do diagnóstico. Pacientes que apresentavam diagnóstico de glaucoma antes do período de observação foram excluídos. Dez controles foram selecionados aleatoriamente para cada caso e pareados pela idade e uma visita no dia ou antes da data índice para o caso pareado.
Medidas principais: Riscos relativos grosseiros e ajustados para a associação de diagnóstico prévio de apnéia do sono e o desenvolvimento de glaucoma. Ajustes foram feitos para as associações com diabetes, distúrbios lipídicos, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças cerebrovasculares, doenças arteriais e enxaquecas.
Resultados: Indivíduos que desenvolveram glaucoma apresentaram maior probabilidade de ter um diagnóstico prévio de apnéia do sono do que os controles. No entanto, este achado foi bem próximo do limite de significância alfa de 0,05 (p- =0,06, Relação das probabilidades = 2,20, 95% de intervalos coincidentes {0,967, 5,004}). Após ajustes para fatores de riscos potenciais, nenhuma diferença significativa foi observada (p =0,18, Relação de probabilidades = 1,80, 95% intervalos coincidentes {0,76, 4,23}).

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Importância da imagem orbital sagital para avaliar traumatismos nos músculos extraoculares após cirurgia endoscópica dos seios paranasais
Noa Ela-Dalman, Federico G Vélez e Arthur L Rosenbaum

Resumo
Introdução: Traumatismos orbitais podem resultar em estrabismos restritivos, paralíticos ou combinados graves. O diagnóstico clínico pode ser desafiador. Imagens orbitais podem auxiliar na determinação do sítio exato da lesão, assim como a funcionalidade e integridade dos músculos extraoculares. Estudos típicos incluem visões coronais e axiais dos músculos.
Objetivo: Enfatizar a importância das imagens sagitais da órbita ao avaliar lesões ou capturas dos músculos extraoculares.
Métodos: Foi realizado revisão retrospectiva de dois indivíduos submetidos a cirurgias dos seios paranasais por via endoscópica que resultaram em traumatismos do músculo reto medial. Imagens de alta resolução foram realizadas.
Resultados: Faixas de alta resolução de RNM com visões axiais e coronais sugeriram que uma porção grande do músculo não estava presente e foi provavelmente destruído. Em ambos os casos houve um deslocamento da porção média do reto medial para uma área de defeito ósseo não observado nas visões axiais e coronais. Imagens sagitais demonstraram continuidade entre os segmentos anteriores e posteriores do reto medial em cada caso.
Conclusão: Estratégias cirúrgicas são dependentes da interpretação precisa da RNM. Deslocamentos dos músculos podem resultar em má-interpretação das visões axiais e coronais. Visões sagitais são fundamentais para determinar a integridade do músculo.

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Fatores de risco para perfuração em úlceras de córnea microbianas na Índia do Norte
Jeevan S Titiyal, Smita Negi, Aashish Anand, Radhika Tandon, Namarata Sharma e Rasik B Vajpayee

Resumo
Objetivo: Identificar fatores predisponentes para perfuração corneal em pacientes com ceratite microbiana.
Método: Dois grupos de 60 pacientes cada, com úlceras corneais perfuradas e úlceras corneais cicatrizadas/cicatrizando, respectivamente, foram recrutados em um estudo de caso-controle conduzido na Índia do Norte. Os casos e os controles foram pareados de acordo com a idade e o tempo de apresentação. Uma proforma padronizada foi utilizada na identificação de fatores predisponentes potenciais em relação a fatores demográficos, sociais, médicos, oculares e terapêuticos. Todos os participantes foram submetidos a exame ocular detalhado. Raspados e culturas corneais foram realizados quando necessário.
Resultados: As características associadas à perfuração de córnea na ceratite microbiana foram trabalhos externos (p=0,005), analfabetismo (p=0,02), alcoolismo (p=0,03), história de corpo estranho (p=0,003), traumatismo com material vegetal (p=0,008), visão menor do que conta-dedos (p<0,001), localização central da úlcera (p<0,001), falta de vascularização corneal (p<0,001), atraso no tratamento inicial (p<0,001), não utilização de antibióticos fortificados (p<0,001) e monoterapia com fluorquinolonas (p=0,002). A falta de vascularização (RP 6,4, 95%IC 4,2-13,5), atraso no início do tratamento(RP 35,6, 95%IC 6,9-68,2) e o não uso de fortificados (RP 19,9, 95%IC 2,7-64,7) mantiveram significância no modelo de regressão logística.
Conclusões: Este estudo caracteriza os casos de ceratite microbiana com aumento do risco de perfuração corneal e enfatiza a necessidade de encaminhamento padronizado e protocolos de tratamento para pacientes com úlcera de córnea no seu primeiro contato com níveis de atendimento primário no mundo em desenvolvimento.

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Citologia de paracentese da câmara anterior (técnica de citopsina) para o diagnóstico de linfoma intraocular
Paul T Finger, Christopher Papp, Paul Latkany, Madhavi Kurli e Codrin Iacob

Resumo
Objetivo: Relatar o diagnóstico de linfoma intraocular por meio de citologia do aquoso.
Métodos: Quatro pacientes com suspeita de linfoma intraocular foram avaliados por paracentese de câmar anterior com citologia (técnica de citopsina). Todos apresentavam história de linfoma sistêmico com 1+ de células na câmara anterior apesar de terapia intensa com corticoesteróides. Agulha 25 gauge foi inserida pela córnea clara (bizel para cima), sobre o estroma da íris para fazer uma drenagem da câmara anterior. O humor aquoso foi enviado para citopatologia (técnica de citopsina), cultura e sensibilidade.
Resultados: Todos os procedimentos foram diagnósticos. Três foram diagnosticados como linfoma e o quarto apresentou cultura positiva para Propionibacterium endophthalmitis. Não foram observados glaucoma, hifema, catarata ou infecções relacionadas à paracentese.
Conclusões: Nesta série, a citologia de aspiração da câmara anterior, melhorada pela técnica de citopsina, foi uma alternativa efetiva e minimamente invasiva à biópsia por vitrectomia. Esta técnica deve ser considerada no diagnóstico de linfoma em casos selecionados com células na câmara anterior.

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Performance subjetiva e objetiva da lente intraocular acomodativa Lenstec KH-3500
James Stuart Wolffsohn, Shehzad A. Naroo, Naresh K Motwani, Sunil Shah, Olivia A Hunt, Sanjay Mantry, Mano Sira, Ian A Cunliffe e Mark T Benson

Resumo
Objetivo: Determinar se olhos com implante da lente intraocular (LIO) acomodativa Lenstec KH-3500 apresentaram melhora da performance de foco subjetiva e objetiva comparada à LIOs monofocais convencionais.
Métodos: Vinte e oito participantes receberam implante monocular da LIO acomodativa KH-3500 e vinte controles receberam a LIO Softec1. As medidas analisadas foram refração, acuidade visual, amplitude subjetiva de acomodação, curva objetiva de acomodação estímulo-resposta, aberrometria e Scheimpflug obtidas após aproximadamente 3 semanas e repetidas após 6 meses.
Resultados: A acuidade visual corrigida com o KH-3500 foi de 0.06(SD 0.13) logMAR para longe e 0.58 (0.20) logMAR para perto. A acomodação foi de 0.39 (0.53) D medida objetivamente e 3.1(1.6) D subjetivamente.
Aberrações de ordem mais alta foram de 0.87 (0.85) e aberrações esféricas foram de 0.24(0.39) micras. Difusão de luz subcapsular posterior foi de 0.95% (1.37%) da claridade da LIO. Comparativamente, todas as medidas do grupo controle foram semelhantes com exceção das amplitudes de acomodação objetiva (0.17(0.13) D; p=0.032) e subjetiva (2.0 (0.9)D; p=0,009). Seis meses após a cirurgia, a difusão subcapsular posterior aumentou (p<0.01) nos indivíduos que receberam a KH-3500 e a acuidade visual para perto diminuiu (p<0.05).
Conclusões: Os efeitos acomodativos objetivos da LIO KH-3500 aparentemente são limitados, embora a amplitude subjetiva e objetiva é significativamente maior comparada aos controles que receberam a LIO convencional. No entanto, esta habilidade acomodativa da lente aparentemente diminui seis meses após a cirurgia.

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Remoção de catarata em diabéticos – progressão pós operatória da maculopatia. Análise clínica e dos fatores de crescimento.
Jignesh I Patel, Phil G Hykin e Ian A Cree

Resumo
Introdução: A extração da catarata em diabéticos pode freqüentemente complicar com edema macular, progressão da retinopatia ou desenvolvimento de neovascularização da íris. A patogênese destas complicações pode ser devida a alterações na concentração de citocinas angiogênicas e anti-angiogênicas no período pós operatório imediato. O estudo tem o objetivo de analisar isto prospectivamene.
Métodos: Facoemulsificação com implante de lente intra-ocular, sem complicações, foi realizada em 7 olhos de 6 pacientes com retinopatia diabética, variando de não proliferativa grave a proliferativa inicial. Os pacientes foram reavaliados em 1 dia, 1 semana, 1 mês e 3 meses após a cirurgia com angiofluoresceínografia (AFG) e amostras de humor aquoso. Cada amostra foi analisada quanto à VEGF, HGF, Il-1Â (pg/ml)e PEDF (g/ml) através de ELISA.
Resultados: Edema macular clinicamente significante ocorreu em um paciente, contudo aumento da hiperfluorescência macular ocorreu em três pacientes na AFG em 1 mês. A concentração de VEGF 165 aumentou 1 dia após a cirurgia de uma linha basal média de 68 pg/ml (variação de 22-87 pg/ml) para 723 pg/ml (variação de 336-2071) no primeiro dia. Em 1 mês, ela diminuiu para 179 (variação de 66-811 pg/ml). As concentrações de HGF se mantiveram aumentadas durante o primeiro mês. As concentrações de Il-1Â e PEDF demonstraram aumento agudo no primeiro dia pós operatório e depois Il-1Â retornou à linha basal de concentração enquanto PEDF diminuiu abaixo da linha de basal.
Conclusão: Estes resultados confirmam concentrações alteradas de fatores de crescimento angiogênicos e anti-angiogênicos após cirurgia de catarata que deve induzir à piora subclínica e clínica da maculopatia diabética.

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Os vasos da retina temporal e nascimento pré-termo
Clare Wilson, Maria Theodorou, Kenneth D. Cocker e Alistair Fielder

Resumo
Objetivo: Examinar o ângulo dos vasos temporais da retina e suas relações com nascimento pré-termo em bebês.
Métodos: Imagens digitais foram obtidas durante avaliação rotineira de retinopatia da prematuridade (ROP). Medimos o ângulo dos vasos temporais da retina em 164 olhos de 82 bebês de nascimento “muito precoce” (28-31 semanas de IG) e "próximo ao termo" (32senabas de IG).
Resultados: A média do ângulo dos vasos temporais (MAV) para todos os grupos de IG juntos foi de 80.01.0 ° (média +/- desvio padrão) para o olho direito e 80.50.9 graus) para o olho esquerdo. A variação foi de 59-106° para o olho direito e 69-97° para o esquerdo, 95% dos dados abaixo de 67° para o olho direito e 63° para o esquerdo. Para bebês nascidos próximo do termo MAV foi de 82° em cada olho. Há um alto grau de simetria interocular entre olho direito e esquerdo e tendência de aumento da MAV estatisticamente insignificante com o aumento da IG. A presença e estágio da ROP afetou um parâmetro apenas no olho esquerdo.
Conclusões: Nossos achados fornecem dados normativos dos ângulos dos vasos temporais da retina em bebês e facilitarão determinação da presença de deslocamento macular especialmente se existir assimetria entre os olhos.

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Estimação fotográfica da duração de alta dose de triancinolona intavítrea no olho vitrectomizado
Brian R Kosobucki, William R Freeman e Lingyun Cheng

Resumo
Objetivo: Procuramos determinar a duração da resistência da triancinolona no olho vitrectomizado.
Métodos: Vinte e três olhos de 23 pacientes foram submetidos à injeção intravítrea de alta dose(20mg) de acetonido de triancinolona (Kenalog) decantado no final da cirurgia de vitrectomia ou em olhos previamente vitrectomizados com edema macular diabético, uveíte, cirurgia de catarata ou outra cirurgia.
Resultados: O tempo médio de desaparecimento da triancinolona no olho vitrectomizado foi de 113 dias (95% de intervalos coincidentes (IC) 85-191 dias). Nos olhos fácicos, o tempo médio de desaparecimento foi de 191 dias (95% IC 148-191 dias). Nos pseudofácicos o tempo médio de desaparecimento foi de 102 dias (95% IC 85-113 dias). Esta diferença não foi significante (p=0,12). Não houve casos de endoftalmite ou reação inflamatória grave. Em cinco dias 22% tiveram aumento da PIO >10 mm Hg.
Conclusões: Alta dose intravítrea de triancinolona decantada tem uma duração média de 113 dias no olho vitrectomizado. Apesar da aparente menor duração da triancinolona nestes olhos, comparados a olhos não vitrectomizados, ela parece suficiente para que seja clinicamente útil.

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Fotocoagulação com diodo por micropulsos e onda continua: parâmetros visíveis e não visíveis das lesões
Thomas J Desmettre, Serge R Mordon, David Buzawa e Martin A Mainster

Resumo
Objetivo: Fotocoagulação com laser de diodo por micropulsos não visíveis resulta dano retínico localizado porque micropulsos breves permitem pequeno tempo de condução do calor, impossibilitando a transmissão do aumento de temperatura do epitélio pigmentado para a retina neural. A potência do tratamento é freqüentemente escolhida como uma fração daquela necessária para lesões visíveis de onda contínua. Medimos clinicamente potências de laser necessárias para fotocoagulação com laser de diodo por micropulso final visível e onda contínua.
Métodos: Seis fileiras paralelas de 10 queimaduras com laser de diodo (810nm) foram feitas na retina periférica superior de seis pacientes consecutivos submetidos à panfotocoagulação com Nd:YAG (532 nm) de dupla freqüência para tratamento de retinopatia diabética proliferativa ou não proliferativa grave. Os parâmetros utilizados por todos os tratamentos foram 125 µm no diâmetro papilar e 0,2 s de duração. Tratamento com micropulso foi realizado com micropulsos de 500 Hz e 0,3 ms. A potência mínima necessária (1) para fotocoagulação visível (laser de diodo) com onda contínua foi determinada por duas fileiras adjacentes de lesões e (2) para fotocoagulação visível (laser de diodo) com micropulso, por quatro fileiras de lesões adjacentes adicionais. Angiografias fluorescentes e fotografias red free do fundus foram obtidas imediatamente após e 6 semanas após a fotocoagulação em cada paciente. Cálculos foram realizados para determinar a extensão dos níveis de exposição ANSI Z136.1-2000 máximos permitidos (MPE) para exposição ao laser excedida em cada parâmetro.
Resultados: Lesões de onda contínua e de micropulso, tipicamente, necessitaram 300 mW (60 mJ) e 1800 mW (54 mJ), respectivamente. Lesões visíveis de onda continua e micropulso excederam os níveis MPE 36X e 133X, respectivamente. As energias do laser foram semelhantes para lesões visíveis de onda contínua e micropulso.
Conclusões: Lesões visíveis de onda contínua necessitaram 6X mais potência, mas aproximadamente a mesma energia que lesões visíveis com micropulso. Não houve diferença significante na potência mínima necessária para lesões com micropulso aparentes angio ou fotograficamente. Níveis de MPE são determinados para fornecer uma margem de segurança de 10X. Esta margem de segurança foi 3,7X maior para fotocoagulação com diodo em micropulso do que em onda contínua.

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Estudo duplo cego de distribuição aleatória para avaliar a eficácia de paracetamol na redução da dor em panfotocoagulação
Daniela Vaideanu, Pauline Taylor, Paul McAndrew, Anthony Hildreth, James P Deady e David HW Steel

Resumo
Objetivo: Avaliar a eficácia de analgesia prévia com paracetamol na redução da dor associada à panfotocoagulação (PRP) em um estudo prospectivo controlado duplo cego de distribuição aleatória.
Método: Sessenta pacientes submetidos à PRP pela primeira vez foram selecionados e distribuídos aleatoriamente para administração de paracetamol e placebo por dois dias, iniciando 24 horas antes da laser terapia. O tratamento com laser foi realizado, seguindo um protocolo padronizado. A dor durante e após o tratamento foi avaliada, utilizando o questionário de McGill para dor (MPQ) e escalas visuais análogas (VAS).
Resultados: A análise estatística procurou diferenças entre os dois grupos de estudo imediatamente após e 24 horas após o tratamento. Não houve diferença estatisticamente significantes na evolução de medidas primárias de percepção de dor durante e 24 horas após PRP entre os grupos. Contudo, nenhum dos pacientes do grupo paracetamol relatou aumento da dor em 24 horas, enquanto seis pacientes no grupo placebo reportaram aumento da dor; esta diferença (21%) foi significante para p=0,01.
Conclusões: Analgesia prévia com paracetamol não reduziu significantemente a dor associada à PRP. Este estudo descreveu pela primeira vez o tipo de dor associado à PRP, que é percebida principalmente como um desconforto. Os atributos principais da dor descrita pelos pacientes foram fina, latejante, cansada, intensa, em pontada, intermitente e breve.

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Caracterização clínica de uma família com degeneração retínica devida à mutação no gene Mertk
Marion Tschernutter, Sharon A Jenkins, Naushin H Waseem, Zubin Saihan, Graham E Holder, Shomi S Bhattacharya, Alan C Bird, Robin R Ali e Andrew R Webster

Resumo
Objeticvo: Mertk, um receptor da proteína tirosina quinase expresso pelo epitélio pigmentado da retina (EPR), sofre mutação tanto no modelo em roedores quanto em humanos afetados por donça retínica. Este estudo relata exames de famílias com mutação Mertk e descreve o fenótipo apresentado por uma família.
Métodos: 96 indivíduos com distrofia retínica, consistente com segregação autossômica recessiva foram examinados por seqüenciamento direto. Uma família homozigota para um alelo de probabilidade nula foi clinicamente investigada.
Resultados: Uma nova deleção com troca estrutural foi identificada em um de 96 indivíduos. Outros polimorfismos foram detectados. A deleção do alelo ocorreu em ambos os cromossomos de quatro membros afetados na família. Eletrofisiologia demonstrou perda precoce de função escotópica e macular com perda tardia de função fotópica. Acuidades visuais e campos visuais estavam preservados dentro da secunda década. Visão de apenas percepção luminosa estava presente em um paciente na quarta década. Aparência de 'bull's eye' e lesão hiperfluorescente na mácula central foram consistentes com achados clínicos.
Conclusões: Mertk é uma causa rara de ARRP em humanos. O estudo estuda as características fenotípicas desta distrofia retínica e mostra sinais clínicos distintos que devem melhorar sua identificação clínica. A gravidade moderada e presença de autofluorescência sugere que a fagocitose dos segmentos externos não está totalmente ausente.

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  Clinical science - extended reports

Estudo controlado de distribuição aleatória de ciclosporina-A tópica em conjuntivite alérgica dependente de corticoesteróides
Mark Daniell, Marios Constantinou, Hien T Vu e Hugh R Taylor

Resumo
Objetivo: Avaliar a eficácia, segurança e efeito terapêutico da ciclosporina-A 0,05% tópica como agente poupador em conjuntivites alérgicas dependentes de corticóides.
Métodos: Estudo prospectivo de distribuição aleatória, duplo-mascarado e controlado por placebo que controla sinais, sintomas e a habilidade em reduzir ou interromper o uso associado de corticóides em ceratoconjuntivite atópica cortico-dependente e ceratoconjuntivite primaveril, utilizando ciclosporina-A 0,05% tópics comparada ao placebo. O número de gotas de corticóides por semana (pontuação de drogas), sintomas e sinais clínicos foram as medidas realizadas.
Resultados: O estudo incluiu 40 pacientes. Dezoito com ceratoconjuntivite atópica e 22 com ceratoconjuntivite primaveril. Não houve diferença estatística entre as pontuações das drogas, sintomas ou sinais clínicos entre o placebo e o grupo ciclosporina ao final do período de tratamento. Nenhum efeito adverso foi observado em qualquer das formulações do estudo.
Conclusões: Ciclosporina-A 0,05% tópica não mostrou benefícios em relação ao placebo como agente poupador de corticóides em doenças oculares alérgicas dependentes de corticóides.

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Ceratoplastia penetrante: resultados de uma unidade corneal comparados a dados nacionais
Peter S Beckingsale, Ioannis Mavrikakis, Nada Al Yousuf, Emmanuel Mavrikakis e Sheraz M Daya

Resumo
Objetivos: Determinar índices de sobrevida de enxertos a longo prazo e resultados visuais em diferentes indicações de ceratoplastia penetrante de uma única instituição ao longo de 10 anos e comparar estes dados com dados nacionais.
Métodos: Análise retrospectiva de prontuários. 784 prontuários de 1096 ceratoplastias penetrantes consecutivas realizadas entre 1990 e 1999 (72%) foram revisados. Resultados da sobrevida do enxerto, acuidade visual e astigmatismo foram analisados e comparados aos dados nacionais fornecidos pelo serviço de transplante do Reino Unido.
Resultados: Após cinco anos de seguimento, a sobrevida geral do enxerto foi de 66%. Isto foi subdividido em 99% para ceratocone, 86% para ceratite viral, 85% para distrofia de Fuchs, 84% para ceratopatia bolhosa do pseudofácico, 55% para retransplantes e 57% para outros diagnósticos. Houve índices de sobrevivência do enxerto significativamente maiores para todos os subgrupos de diagnósticos com exceção da distrofia de Fuchs com 3 anos de seguimento comparado à média nacional. Acuidade visual corrigida após 5 anos foi de 6/18 ou melhor em 53% dos casos. O astigmatismo médio ceratométrico foi de 3,4 dioptrias.
Conclusão: Ceratoplastia penetrante é um tratamento seguro e eficaz para alguns distúrbios selecionados da córnea. Ceratoplastia penetrante para ceratites virais podem alcançar bons resultados com tratamentos anti-virais a longo prazo. Pacientes podem adquirir melhores resultados se sua cirurgia for realizada em centros especializados.

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Alterações longitudinais na espessura central da córnea e seu relacionamento com glaucoma: estudo com acompanhamento de 8 anos
Jennifer S. Weizer, Sandra S. Stinnett e Leon W. Herndon

Resumo
Objetivos: Determinar se a espessura central da córnea se altera ao longo do tempo e se esta alteração está relacionada à progressão de glaucoma.
Métodos: Trinta e nove pacientes (64 olhos) com glaucoma de ângulo aberto, hipertensão ocular, suspeita de glaucoma e olhos normais foram examinados em duas consultas. A espessura central da córnea, idade, raça, sexo, história familiar de glaucoma, presença de diabetes ou hipertensão arterial sistêmica, diagnóstico, acuidade visual, equivalente esférico, pressão intraocular, razão escavação disco vertical e horizontal, número de medicações antiglaucomatosas, pontuação do Estudo de Intervenção no Glaucoma avançado (AGIS) e desvio médio dos campos visuais de Humphrey e intervenções foram registrados. Análise estatística utilizou o teste de Wilcoxon, regressão linear e análise de variância.
Resultados: Entre as duas visitas (média de 8,2 anos entre cada uma), a espessura central da córnea diminuiu 17 micras nos olhos direitos (p<0,002) e 23 micras nos olhos esquerdos (p<0,001). Esta diminuição foi maior nos olhos direitos de pacientes com glaucoma primário do ângulo aberto do que em pacientes normais (p=0,041). Não houve associação significativa entre alterações na espessura central da córnea e outros parâmetros examinados. Alterações na espessura central da córnea não foram associadas com uso de inibidores tópicos da anidrase carbônica.
Conclusão: Neste estudo longitudinal, a espessura central da córnea diminuíu ao longo do tempo, mas isso talvez não esteja relacionado à progressão do glaucoma.

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Ciclofotocoagulação trans-escleral com laser de diodo como tratamento cirúrgico primário de glaucoma secundário em artrite juvenil idiopática: alta taxa de falha em acompanhamento por período curto
Carsten Heinz, Joerg M Koch e Arnd Heiligenhaus

Resumo
Objetivo: Avaliar a taxa de sucesso da ciclofotocoagulação trans-escleral com laser de diodo (TD-CPC) para glaucoma secundário em pacientes com artrite juvenil idiopática (AJI) como tratamento cirúrgico primário.
Métodos: Revisão retrospectiva de prontuários de 12 pacientes pediátricos com AJI associada à uveíte e glaucoma secundário de ângulo aberto.
Resultados: Vinte e um olhos de 12 pacientes tiveram uveíte anterior crônica, 21 olhos tiveram glaucoma secundário de ângulo aberto e 19 olhos foram tratados 41 vezes com TD-CPC. Os pacientes foram submetidos a uma media de 2,15 sessões de tratamento por olho. PIO antes do tratamento foi de 30,2 ± 5,5 mmHg antes do primeiro, 30,5 ± 5,7 mmHg antes do segundo e 28,7 ± 6,3 mmHg antes do terceiro tratamento. Redução da PIO seis semanas após o tratamento foi maior após o segundo do que no terceiro tratamento, com 9,4 ± 8,8 e 8,7 ± 5,8 mmHg, respectivamente e 5,2 ± 10,7 mmHg após o primeiro tratamento. Sucesso qualificado (PIO £21 mmHg com medicação anti- glaucomatosa) foi alcançada no final do acompanhamento em 6 de 19 olhos (32%, tempo de acompanhamento de 10,1 ± 9,3 meses).
Conclusão: Ciclofotocoagulação com laser de diodo trans-escleral como tratamento cirúrgico primário é geralmente insatisfatório em olhos com glaucoma uveítico em pacientes com AJI.

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Trabeculoplastia seletiva com laser: valor preditivo de medidas de pressão intraocular precoces para sucesso em 3 meses
Paul B. Johnson, L. Jay Katz e Douglas J. Rhee

Resumo
Introdução e Objetivo: Determinar o valor preditivo de pressões intraoculares (PIO) 2 semanas após trabeculoplastia seletiva com laser (SLT) intraocular por comparação desta com os valores em 4 semanas e 3 meses.
Pacientes e Métodos: Revisão retrospectiva de prontuários de olhos submetidos a SLT entre 2001 e 2004 foi realizada. A medida principal para acompanhamento foi a PIO. Dados demográficos e médicos foram coletados para análise correlacional.
Resultados: 132 olhos de 95 pacientes foram identificados, nenhum foi excluído. Dos olhos que mostraram diminuição da PIO >1 mmHg em 2 semanas de pós operatório, 99,24% continuaram mostrando diminuição da PIO em 4 semanas e 3 meses. Para estes pacientes o valor de Pearson (r) entre 2 e 4 semanas foi de 0,708 (p = 0,01) enquanto o valor de r entre 2 semanas e 3 meses foi de 0,513 (p = 0,01).
Conclusões: A visita de 2 semanas pós SLT predisse as visitas de 4 semanas e 3 meses se ela demonstrou uma diminuição na PIO. Nossos achados sugerem que estes pacientes que tiveram uma diminuição na PIO em 2 semanas e alcançaram suas pressões alvo não necessitem de reavaliações até 3 meses de pós operatório.

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Detectando glaucoma com RADAAR (Área da Rima/Taxa de Assimetria da Área do Disco): O projeto de avaliação ocular de Bridlington
Matt Hawker, Stephen A Vernon, Christopher L Tattersall e Harminder S Dua

Resumo
Objetivos: Desenvolver um algoritmo diagnóstico, utilizando a taxa de assimetria rima/disco (RADAAR) para discriminar olhos normais e glaucomatosos, utilizando o Tomógrafo de Retina de Heidelberg (HRT).
Métodos: RADAAR foi calculado pela divisão da taxa de área rima/disco do maior disco pela do menor disco. RADAAR normal em cada setor do disco foi produzido, utilizando 611 indivíduos idosos normais (idade média de 72,5 anos). A graduação para cada indivíduo foi igual ao pior setor do disco. Sensibilidade foi avaliada em 45 pacientes com glaucoma de ângulo aberto.
Resultados: A variância da RADAAR foi significantemente maior em glaucoma comparado com normalidade em todos os setores do disco (p<0,001). Limites normais da RADAAR não dependeram do sexo ou idade. Do total, no limite do percentil 99, a especificidade do algoritmo diagnóstico foi de 95,1% com uma sensibilidade de 55,6%. Homens com glaucoma mostraram maior variância da RADAAR do que mulheres. Sensibilidade correspondente do algoritmo diagnóstico foi de 63,0% e 44,4% em homens e mulheres, respectivamente, contudo esta diferença não foi estatisticamente significante (p=0,43).
Conclusão: O algoritmo diagnóstico RADAAR detectou glaucoma com sensibilidade moderada mas foi limitada por número significante de pacientes glaucomatosos com alterações simétricas do disco óptico. RADAAR deve ter maior sensibilidade em homens que em mulheres, contudo isto requer confirmações em estudos adicionais.

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Módulo de aumento para melhorar o padrão de birrefringência atípica, utilizando polarimetria de scaneamento por laser com compensação corneal variável
Mitra Sehi, Delia C Guaqueta e David S Greenfield


Resumo
Objetivos: Examinar a reprodutibilidade e efeito de um módulo de realce da gravidade dos padrões de birrefringência atípicas (PBA), utilizando a polarimetria de escaneamento a laser com compensação corneal variável (CCV).
Pacientes e Métodos: Dezesseis pacientes com glaucoma perimétrico (GP), 24 suspeitas de glaucoma (SG) e 12 voluntários normais (VN) foram incluídos. Um olho selecionado aleatoriamente de cada voluntário foi escaneado 2 vezes, utilizando o CCV e a compensação corneal realçada (RCC) na mesma sessão pelo mesmo examinador. Pontuações típicas de escaneamento (ETS) foram calculadas para avaliar o padrão atípico de birrefringência (PAB). Coeficientes de variabilidade (CoV), de reprodutibilidade (CoR) e de correlação intraclasse (CCI) foram calculados.
Resultados: O ETS, utilizando o RCC (N=97,3±5,5, SG=98,3±3,5, GP=99,2±2,3) foi significativamente maior (p=0,02, 0,01, e 0,006, respectivamente) comparado ao CCV (86,5±14,4, 88,2±18,2, e 83,4±2,2, respectivamente). Parâmetros de CCV apresentaram um CoR de 0,9 a 6,5, CoV de 1,9% a 8,6%, e CCI de 0,8 a 0,9. Parâmetros de CCR apresentaram CoR de 0,5 a 4,0, CoV de 0,3% a 5,1% e CCI de 0,2 a 0,9. A média de TSNIT foi de forma geral o parâmetro de melhor performance com a maior reprodutibilidade e a menor variabilidade com ambas as técnicas (CoR<2,1, CoV<2%).
Conclusão: O módulo de realce reduziu significativamente a gravidade da PBA e manteve um alto nível de reprodutibilidade das medidas de retardamento.

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Evolução funcional e estrutural de longo prazo de laserterapia para retinopatia da prematuridade
Eibhlin Mc Loone, Michael O'Keefe, Sean Mc Loone e Bernadette Lanigan

Resumo
Objetivos: Avaliar a evolução funcional e estrutural de bebês prematuros que receberam fotocoagulação com laser de diodo para retinopatia da prematuridade (ROP)inicial.
Métodos: 25 pacientes (43 olhos) tratados com laser foram chamados para avaliação em uma média de tempo de acompanhamento de 11 anos. Sete pacientes (14 olhos) com ROP sublimiar, que regrediu espontaneamente sem tratamento com laser foram também examinados. Todas as crianças foram submetidas à medida da AV para longe e perto, sensibilidade ao contraste e visão de cores, seguidas por exame do fundus com midríase e auto-refração com cicloplégico.
Resultados: Os olhos tratados com laser tiveram acuidade visual média de 0,37 logMAR para longe, 0,39 logMAR para perto, sensibilidade média ao contraste de 1,49 unidades log CS e equivalente esférico médio de -2,10D. Evolução desfavorável da AV para longe ocorreu em 5 olhos (13,5%). Evolução desfavorável da AV de perto ocorreu também nos 5 olhos (13,5%) com evolução pobre da visão de longe. Sete por cento tiveram evolução estrutural desfavorável. Em comparação com o grupo controle não houve diferença significante na AV para perto, sensibilidade ao contraste, refração ou visão de cores entre os dois grupos. Contudo, houve diferença estatisticamente significante em termos de AV para longe (p=0,03).
Conclusões: Olhos tratados com laser e com evolução estrutural favorável tiveram boa evolução visual. Os resultados mostram benefício da fotocoagulação com laser de diodo para preservação da visão de longe e de perto a longo prazo em olhos com ROP inicial.

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  Laboratory science - scientific reports

Elucidação da apoptose induzida pela privação de soro em células do epitélio conjuntival cultivadas
Akihiro Higuchi, Shigeto Shimmura, Tsutomu Takeuchi, Makoto Suematsu e Kazuo Tsubota

Resumo
Objetivos: A linhagem de células conjuntivais epiteliais, CCL20.2 (CCL), exige a presença de soro fetal de bezerro a 10% (FCS) no meio para sobreviver. Para elucidar este mecanismo molecular relacionado à esta morte celular, inclusive o sinal de morte para estas células, nós medimos as atividades de diversas caspases no CCL e examinamos os efeitos dos inibidores das caspases e componentes séricos na morte celular.
Métodos: CCL foi cultivado no Meio 199 contendo FCS a 10% e o meio foi alterado para Meio 199 com ou sem FCS a 10%, ou meio sem FCS 10% mas com inibidores das caspases ou componentes séricos. Após 24 horas de incubação a atividade enzimáticas das caspases -1, -3, -8 e -9 nos sobrenadantes do cultivo foram medidos e os efeitos dos inibidores da caspase e componentes do soro (i.e fatores de crescimento, lactoferrina e ácido retinóico) foram pesquisados.
Resultados: A fragmentação do DNA foi induzida por privação do soro, confirmando que a privação do soro induz apoptose na CCL. Enquanto as atividades das caspases -3 e -8 aparentemente estavam aumentadas, as das caspases -1 e -9 não foram detectadas nas células apoptóticas. O Z-VAD suprimiu completamente a ativação da caspase-3 e inibidores específicos das caspases -1, -8 e -9 parcialmente suprimiram a ativação. A privação do soro induziu uma diminuição na viabilidade da célula que, no entanto, ficou parcialmente recuperada na presença de inibidores da caspase, EGF e ácido retinóico.
Conclusão: Os resultados apresentados sugerem que a apoptose induzida por privação do soro envolve as caspases -1, -3, -8, -9 e é suprimida pelos inibidores da caspase. EGF e ácido retinóico desempenham um papel fundamental na manutenção da superfície ocular.

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Capacidade das células T helper infiltradoras oculares tipo 1 de pacientes com uveíte não infecciosa na produção de quemoquinas
Hiroshi Takase, Sunao Sugita, Chikako Taguchi, Yasuhisa Imai e Manabu Mochizuki

Resumo
Introdução: Quemoquinas são moléculas chave que iniciam a infiltração leucocitária no sítio inflamatório. O envolvimento de quemoquinas em uveíte é bem estudado, contudo a fonte desta molécula no olho inflamado não é claramente identificada. As possíveis fontes de quemoquinas são células residentes oculares ou células inflamatórias infiltradas no olho. Aqui examinamos se células T infliltradas no olho de pacientes com uveíte produzem quemoquinas.
Métodos: Clones de céluas T (TCCs) foram obtidas através de células infiltrativas de pacientes com uveíte não infecciosa. TCCs foram caracterizadas, utilizando citometria de fluxo. Produção espontânea de quemoquinas por TCCs foi avaliada através de ELISA.
Resultados: TCCs de células oculares infiltrativas revelaram ser ativadas pela memória de células tipo Th1 positivas CD4. Estas TCCs produziram maior quantidade de quemoquinas que TCCs de PBMC de uveíte ou doadores saudáveis.
Conclusões: Os dados apresentados indicam que células T infiltrativas de pacientes com uveíte não infecciosa produzem quemoquinas e recrutam mais células linfóides infiltrativas. Esta células T devem ter um papel em uveítes não infecciosas prolongada/crônica.

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  Laboratory science - extended reports

Expressão de fator de crescimento ligante proteína 3- insulina-like no tecido de pterígios
Yong Wee Wong, Jaime Chew, He Yang, Donald Tan e Roger Beuerman

Resumo
Introdução: Pterígios são um crescimento fibrovascular a partir da conjuntiva para a córnea. A patogênese deste distúrbio comum da superfície ocular não é bem compreendida e o único tratamento é remoção cirúrgica.
Métodos: A análise ”microarray” de DNA de tecido de pterígio primário foi realizada, utilizando tecido conjuntivo não afetado para comparação de níveis de genes de expressão. PCR em tempo real foi utilizado para verificar o nível de mRNA de genes de alteração de expressão. Análise Western-blot e imunohistoquímica verificaram níveis de expressão protéica e a distribuição do tecido.
Resultados: A análise por ”microarray” mostrou que os níveis de mRNA de um número de genes foram alterados no pterígio primário, em particular o gene para o fator de crescimento insulina-like ligante da proteína 3- (IGFBP3), que modula o efeito do fator de crescimento insulina-like em células, estava significativamente reduzido. Tanto a mensagem quanto a expressão de IGFBP3 no pterígio estavam diminuídos comparados à conjuntiva normal não envolvida.
Conclusões: Níveis diminuídos de IGFBP3 foram fortemente correlacionados com a presença de câncer. A identificação de níveis baixos de expressão de IGFBP3 no pterígio sugerem que a via de controle da proliferação celular perdeu um importante mecanismo de controle que pode explicar o crescimento continuado do pterígio.

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Resposta imune freqüente a uma proteína melanócito-específica KU-MEL-1 em pacientes com doença de Vogt-Koyanagi-Harada
Soshi otani, Toshiharu Sakurai, Kazuhiko Yamamoto, Tomonobu Fujita, Yuriko Matsuzaki, Yasufumi Goto, Yasutaka Ando, Saburosuke Suzuki, Masahiko Usui, Masaru Takeuchi e Yutaka Kawakami

Resumo
Objetivo: Isolar autoantígenos possivelmente envolvidos na pagogênese de VKH.
Métodos: Autoantígenos reconhecidos por Ac IgG em esclera de pacientes com VKH foram isolados por seleção dos modelos de fagócitos lambda cDNA feitos a partir de melanócitos e uma linhagem celular altamente pigmentada de melanoma com a esclera de pacientes. Presença de IgG específica para autoantígenos na esclera de pacientes com vários tipos de pan uveítes e de indivíduos saudáveis foi avaliada. Relação entre a IgG específica e várias características clinicopatológicas foram examinadas.
Resultados: Um de 81 clones positivos isolados, representando 35 genes distintos, foi reconhecido como KU-MEL-1, que é um antígeno de melanoma previamente isolado, preferencialmente expresso em melanócitos. O Ac IgG específico para KU-MEL-1 foi detectado na esclera de pacientes com VKH significantemente com maior freqüência que em esclera de pacientes com doença de BehcetÕ, sarcoidose e indivíduos saudáveis. Soro positivo para Ac KU-MEL-1 foi significantemente associado com HLA-DRB1*0405 e pacientes masculinos com VKH.
Conclusões: KU-MEL-1 foi identificado como um novo antígeno para VKH. A indução altamente freqüente de Ac IgG para KU-MEL-1 em pacientes HLA-DRB1*0405 positivo com VKH deve sugerir envolvimento de células específicas KU-MEL-1 T CD4+ na patogênese de VKH, sugerindo seu possível uso para desenvolvimento de métodos diagnósticos e terapêuticos para pacientes com VKH.

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Modelo computadorizado de estudo do mecanismo de lesão do nervo óptico em traumatismo contuso
Srdjan Cirovic, Ronnie M. Bhola, David R. Hose, Ian C. Howard, Patricia W. Lawford, Jane E Marr e Michael A. Parsons

Resumo
Objetivo: Temos investigado causas potenciais de lesão do nervo óptico devido à traumatismo contuso, utilizando um modelo computadorizado.
Métodos: Um modelo de elemento finito do olho, nervo óptico e órbita com seus continentes foi construído para simular traumatismo contuso. Usamos um modelo da primeira falange do dedo indicador para representar o objeto traumatizador não afiado. O traumatismo foi simulado pelo impacto do objeto não cortante na superfície entre o globo e a parede orbital a uma velocidades entre 2-5m/s, possibilitando uma penetração de 4-10mm abaixo da rima orbital.
Resultados: O impacto causou rotações do globo maiores que 5000o/s, velocidades laterais maiores que 1m/s e pressões intraoculares maiores que 300mmHg. A concentração principal de stress foi observada na inserção do nervo na esclera, do lado oposto ao do impacto.
Conclusões: Os resultados sugerem que os mecanismos mais prováveis de lesão são rotação rápida e translação lateral do globo, assim como um aumento dramático da pressão intraocular. As tensões calculadas no estudo seriam suficientemente altas para causar dano axonal e até avulsão do nervo. Modelamento com elemento finito no computador forneceu introspecções importantes no cenário clínico que não pode ser reproduzido no olho humano ou em experimentos animais.

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