Clinical science - scientific reports
Deficiência de vitamina A com história prévia de cirurgia do intestino
Teresa Chae e Rod Foroozan
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
O uso de isotretionoína descarta uma carreira de piloto de aviação?
S P Mollan, M Woodcock, R Siddiqi, J Huntbach, P Good, and R A H Scott
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Deficiência visual cerebral em crianças
R. Scott Lowery, Denis Atkinson e Scott R. Lambert
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Desenvolvimento de doença ocular em pacientes com penfigóide envolvendo a mucosa oral
Gareth T Higgins, Rigel Allan, Rachel Hall, Elizabeth A Field e Stephen B Kaye
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Ulceração corneal no Sudeste da Ásia: Estratégia para prevenção de ceratite fúngica nas aldeias em Myanmar
Nyunt Maung, Cho Cho Thant, Muthiah Srinivasan, Madan P Upadhyay, Brinda Priyadarsini, Rajendra Mahalakshmi e John P Whitcher
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Estudo clínico prospectivo sem distribuição aleatória, a longo prazo, de uma lente intraocular dobrável de peça única hidrofílica: Resultados do Estudo do FDA do Centerflex
Klio A Becker, Michael Martin, Tanja M Rabsilber, Bertalan B Entz, Andreas J Reuland e Gerd U Auffarth
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Resultados a longo prazo de implante primário de lente intraocular de câmara posterior para catarata congênita no primeiro ano de vida.
Pieter Gouws, Hussin Mangosha Hussin e Richard Markham
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Déficits de percepção de profundidade em suspeitos de glaucoma
Neeru Gupta, Nupura Krishnadev, Stanley J. Hamstra e Yeni Yucel
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Terapia fotodinâmica para neovascularização subfoveal coroidal em doença de Vogt-Koyanagi-Harada
Sawsan R Nowilaty e Manal Bouhaimed
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Estimação retinoscópica (refrativa) do comprimento axial em afacia pediátrica: uma comparação com medida ultrassônica
Arif O Khan
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Efeitos do modo de apresentação na compreensão do consentimento informado
Thomas H Moseley, Michael N Wiggins, and Patricia S O'Sullivan
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Clinical science - extended reports
Acompanhamento de Nevus de Coróide e sua transformação em Melanoma a longo prazo com ultrassom
I Kaiserman, N Kaiserman, and J Pe'er
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Alterações da pressão intraocular após Acetonido de Triancinolona intravítreo
Douglas J Rhee, Rachel E Peck, Jonathan Belmont, Adam Martidis, Mimi Liu,Jeffrey Chang, Joann Fontanarosa e Marlene R Moster
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Linfoma primário do saco lacrimal – um estudo da força tarefa de Oncologia Ocular EORTC Primary Lymphoma of the Lacrimal Sac-an EORTC Ophthalmic Oncology Task Force Study
Lene D Sjö, Elisabeth Ralfkiaer, Birgitte R Juhl, Jan U Prause, Tero Kivelä,Claudia Auw-Haedrich, Franck Bacin, Marta Carrera, Sarah E Coupland, Bernard Delbosc, Nicolas Ducrey, Bernadette Kantelip, Jean Louis Kemeny, Peter Meyer, Nicolai C Sjö e Steffen Heegaard
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Localização de dispositivos de drenagem de humor aquoso em relação ao disco óptico
Malik Y. Kahook, Robert J. Noecker, Mina B. Pantcheva e Joel S Schuman
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Pressão intraocular após facoemulsificação em pacientes com e sem síndrome exfoliativa: Estudo prospectivo de dois anos.
Karim F. Damji, A.G.P. Konstas, J. M. Liebmann, W.G. Hodge, N.G. Ziakas, S.Giannikakis, G. Mintsioulis, A. Merkur, Y.I. Pan e R. Ritch
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Função visual em pacientes com lentes intraoculares de coloração amarela comparado com a visão em pacientes com lentes intraoculares sem coloração
Ken Hayashi e Hideyuki Hayashi
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Síndrome de Down e catarata precoce
Birgitte Haargaard e Hans Callø Fledelius
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Apolipoproteínas plasmáticas e risco de degeneração macular relacionada à idade
Nassrin Dashti, Gerald McGwin Jr, Cynthia Owsley eChristine A. Curcio
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Terapia fotodinâmica com verteporfina induz apoptose em membranas neovasculares coroidais
Katrin Petermeier, Olcay Tatar, Werner Inhoffen, Michael Völker, Bart A Lafaut, Sigrid Henke-Fahle, Faik Gelisken, Focke Ziemssen, Silvia Bopp, Karl Ulrich Bartz-Schmidt e Salvatore Grisanti
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - extended reports
Envolvimento do ligante-morte 2 (PD-L2) no desenvolvimento de conjuntivite alérgica experimental em ratos
Atsuki Fukushima, Tomoko Yamaguchi, Miyuki Azuma, Hideo Yagita e Hisayuki Ueno
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Proliferação de células endoteliais na coriocapilar durante a diferenciação retínica humana
Alexandra Allende, Michele C Madigan e Jan M Provis
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
VEGF-A regula a expressão de VEGF-C em células do epitélio pigmentado da retina humana
Bojun Zhao, Aihua Ma, Jun Cai e Mike Boulton
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science - scientific reports
Deficiência de vitamina A com história prévia de cirurgia do intestino
Teresa Chae e Rod Foroozan
Introdução/objetivos: Deficiência de vitamina A, geralmente apresentando nictalopia, tem sido descrita em um número de pacientes com má-absorção devido a cirurgia de “bypass” intestinal e, mais recentemente, cirurgia bariátrica. Nestes relatos, a deficiência de vitamina A se desenvolveu vários anos após cirurgia gástrica ou intestinal. Relatamos três pacientes que desenvolveram diminuição da visão pela deficiência de vitamina A mais de 18 anos após suas cirurgias intestinais.
Métodos: Revisão retrospectiva dos achados clínicos de todos os pacientes diagnosticados com deficiência de vitamina A, confirmados com testes sorológicos, durante o último ano em um serviço de neurooftalmologia.
Resultados: Quatro pacientes com deficiência de vitamina A foram vistos, três deles tinham cirurgias intestinais com mais de 18 anos antes do desenvolvimento dos sintomas visuais.
Conclusão: Sugerimos que a deficiência de vitamina A deva ser suspeitada em pacientes com diminuição inexplicável da visão e história de cirurgia intestinal prévia, não importando o tempo de realização do procedimento.
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O uso de isotretionoína descarta uma carreira de piloto de aviação?
S P Mollan, M Woodcock, R Siddiqi, J Huntbach, P Good, and R A H Scott
Objetivo: Avaliar se o uso prévio de isotretinoína induz anormalidades permanentes, clinicamente significantes e mensuráveis na visão noturna capazes de impossibilitar a atividade de piloto de aeronaves e se possíveis aviadores militares e comerciais deveriam ser avaliados rotineiramente.
Métodos: Uma série retrospectiva não intervencional de casos consecutivos de 47 indivíduos com história confirmada de uso oral de isotretinoína foi comparada a 20 controles de sexo e idade semelhantes.
Resultados: 47 indivíduos (44 homens e três mulheres), com idade variando de 17-33 anos, foram submetidos ao teste de Goldmann-Weekers de adaptação ao escuro (AE) e a eletrorretinogramas padrões (ERG) de acordo com os protocolos da ISCEV. 34 pacientes não mostraram anormalidades em nenhum parâmetro. Dois tiveram AE e ERGs anormais. A média da amplitude da onda b escotópica do ERG no grupo isotretinoína foi 496,5 µV (DP 51,3 µV) comparada com 501,7 µV (62,3 µV) entre os controles. A relação a:b média no grupo foi de 0,55 (0,04) comparada a 0,69 (0,08) nos controles.
Conclusão: Uso prévio de isotretinoína deve ter causado toxicidade retínica em dois indivíduos e evidência laboratorial de cegueira noturna em mais 11. Um indivíduo teve alterações subclínicas mantidas no ERG 96 meses após parar o uso de isotretinoína. Isto deve justificar o uso direto de testes eletrofisiológicos na avaliação de porfissionais que dependam da visão noturna.
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Deficiência visual cerebral em crianças
R. Scott Lowery, Denis Atkinson e Scott R. Lambert
Objetivo: Revisar os arquivos médicos de sete crianças com atraso no diagnóstico de deficiência visual cerebral.
Métodos: Os prontuários de séries consecutivas de crianças examinadas em uma clínica oftalmológica de um serviço universitário com atraso no diagnóstico de deficiência visual cerebral foram revisados. Seus estudos de neuro-imagem foram avaliados por um neuro-radiologísta pediátrico.
Resultados: Os sete pacientes tiveram variação de idade entre 3 e 10 anos no momento da consulta e apresentavam acuidades visuais variando de 20/40 a 20/400. Seus campos visuais variaram de campos visuais cheios a hemianopsia homônima. Achados de neuro-imagem variaram de anormalidades súbitas do lobo occipital até perda óbvia de volume cerebral.
Conclusões: Deficiência visual cerebral pode ser crítica em crianças com deficiência visual leve. Estudos de neuro-imagem e testes de campo visual podem ser úteis na diferenciação desta condição de outras causas de deficiência visual.
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Desenvolvimento de doença ocular em pacientes com penfigóide envolvendo a mucosa oral
Gareth T Higgins, Rigel Allan, Rachel Hall, Elizabeth A Field e Stephen B Kaye
Objetivo:Determinar o índice de desenvolvimento de doença ocular em pacientes com penfigóide envolvendo a mucosa oral
Métodos: Diagnóstico de penfigóide oral foi realizado baseado nos sinais clínicos, histologia e imunofluorescência direta e indireta. Idade, raça, sexo, idade ao diagnóstico, progressão dos sinais clínicos, a duração do acompanhamento e tempo de progressão da doença ocular foram registrados.
Resultados: Trinta pacientes com penfigóide oral estabelecido foram revistos. A idade média ao diagnóstico foi de 65,2 anos (variando de 46 a 84 anos) e 16/30 (53%) foram do sexo masculino. Na avaliação ocular inicial, 9 (30%) dos pacientes mostraram sinais oculares de penfigóide, dos quais dois apresentaram doença leve (IIA IIIB, 4 moderada (IIB IIIC) e 3 doença grave (IIC IIID), respectivamente. O intervalo médio entre o diagnóstico de penfigóide oral e a primeira avaliação ocular foi de 19,3 meses (0 a 114 meses). Ao longo do período de acompanhamento 2 (7%) desenvolveram doença ocular aos 19 e 48 meses de estudo, respectivamente, apesar de nenhuma evidência de envolvimento ocular na apresentação. No total 11 (37%) dos pacientes com doença oral eventualmente demonstraram doença ocular com incidência calculada para o desenvolvimento de doença ocular de 0,03 ano/pessoa ao longo de 5 anos.
Conclusões: Penfigóide pode afetar diferentes tecidos em estágios diferentes com intervalos de vários anos. Pacientes com penfigóide envolvendo a mucosa oral apresentam riscos significativos de desenvolver doença ocular e devem ser acompanhados por oftalmologista.
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Ulceração corneal no Sudeste da Ásia: Estratégia para prevenção de ceratite fúngica nas aldeias em Myanmar
Nyunt Maung, Cho Cho Thant, Muthiah Srinivasan, Madan P Upadhyay, Brinda Priyadarsini, Rajendra Mahalakshmi e John P Whitcher
Objetivo: Provar que a profilaxia tópica antifúngica e antibiótica distribuídas a trabalhadores rurais em aldeias em Myanmar é uma intervenção pública efetiva para a prevenção de ceratite microbiana em uma população em que a maioria das úlceras são fúngicas.
Métodos: Três aldeias no Distrito de Bago com uma população de 16987 foram selecionados para este estudo. Esta população foi acompanhada de forma prospectiva ao longo de 12 meses por 15 indivíduos treinados para identificar abrasões pós traumáticas com fluoresceína e luz de cobalto e para administrar pomada de Cloranfenicol 1% e Clotrimazole 1% três vezes ao dia por três dias nos olhos de pacientes que preenchiam os critérios de inclusão.
Resultados: Durante o período de 12 meses, 273 pacientes apresentaram lesão ocular e 126 apresentaram abrasão corneal. Todos os 126 foram tratados com a pomada por 3 dias e apresentaram cicatrização sem seqüelas.
Conclusões: Tanto úlceras fúngicas quanto bacterianas que ocorrem após abrasões corneais podem ser efetivamente prevenidas em aldeias com medidas relativamente simples que trabalhadores voluntários da saúde podem realizar após treinamento adequado.
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Estudo clínico prospectivo sem distribuição aleatória, a longo prazo, de uma lente intraocular dobrável de peça única hidrofílica: Resultados do Estudo do FDA do Centerflex
Klio A Becker, Michael Martin, Tanja M Rabsilber, Bertalan B Entz, Andreas J Reuland e Gerd U Auffarth
Introdução: Devido à melhora das lentes intraoculares atuais (LIOS) em relação ao desenho e o material, a opacidade da cápsula posterior (OCP) geralmente leva em torno de 3 anos para surgimento. Desta forma, avaliações clínicas a longo prazo de novos implantes são importantes.
Métodos: Como parte de um estudo do FDA prospectivo sem distribuição aleatória, o Rayner Centerflex, uma LIO dobrável de acrílico hidrofílico de peça única foi implantada em um olho em 83 pacientes (idade média 73,57 anos). Ao longo de 3 anos após a cirurgia, um protocolo padronizado da FDA em relação à segurança e eficácia da LIO foi realizado incluindo avaliação do equivalente esférico (EE), acuidade visual corrigida (AVC), contagem endotelial, valores de flare, desenvolvimento de flare, desenvolvimento de OCP e contração da cápsula anterior.
Resultados: O EE médio pósoperatório foi estável e variou entre -0.3 e 0,17 D. Após 1 a 2 meses, todos os pacientes atingiram AVC de 20/40 ou mais. Três a seis meses após a cirurgia a CE média diminuiu de 2612+-346 céls/mm2 para 2380+-316céls/mm2. O escore médio de OCP para a óptica inteira aumentou de 0,200 (3 a 6 meses) para 0,870 resultando em índice de capsulotomia por Nd-Yag de 29,41% após 3 anos. Nenhuma contração de cápsula anterior foi observada.
Conclusão: O Centerflex mostrou resultados funcionais excelentes, valores baixos de perda endotelial e de sinais inflamatórios e nenhuma contração de cápsula anterior. A formação de OCP foi mais alta comparada a outras LIOs, o que pode ser explicada pela borda incompleta nas junções das alças apresentando um “calcanhar de Aquiles para proliferação celular.
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Resultados a longo prazo de implante primário de lente intraocular de câmara posterior para catarata congênita no primeiro ano de vida.
Pieter Gouws, Hussin Mangosha Hussin e Richard Markham
Objetivo: Documentar o resultado a longo prazo de cirurgia de catarata congênita com implante primário de lente intraocular de câmara posterior no primeiro ano de vida.
Método: Revisão retrospectiva de cirurgias de catarata congênita no primeiro ano de vida com implante de lente de câmara posterior em 18 crianças, 8 com catarata unilateral e 10 com catarata bilateral. A idade média no momento da cirurgia era de 15 semanas (variação de 3 a 44 semanas). O acompanhamento médio foi de 95 meses (variação de 60 a 139 meses).
Resultados: Os melhores resultados ocorreram no grupo bilateral onde 50% dos olhos alcançaram AV de 6/18 ou mais, com melhor acuidade de 6/9. Acuidades foram piores no grupo unilateral, onde somente 38% alcançaram 6/60 ou mais, com melhor acuidade de 6/24. Houve um desvio refrativo médio entre a primeira refração após a cirurgia e refração 36 meses após cirurgia de -3,44 dioptrias com uma variação muito grande (+2,00 a -15,50). Houve um desvio significativamente maior de miopia nos casos unilaterais. Muitos olhos em ambos os grupos continuaram a apresentar um desvio miópico progressivo entre os 36 meses após a cirurgia e a refração final registrada. As complicações principais foram ambliopia, especialmente nas cataratas unilaterais, e opacificação capsular posterior. Ambliopia estava mais provavelmente relacionada a uma combinação de início cedo de catarata densa neste grupo jovem, diagnóstico tardio, demora nas capsulotomias e seguimento imperfeito do regime de oclusão rigoroso.
Conclusão: Implante de LIOs em crianças com menos de um ano de idade é um procedimento seguro. A variação do erro refrativo final foi muito grande. A refração final no grupo unilateral foi significativamente mais miópica do que no grupo bilateral. Acuidades finais foram geralmente desapontadores, especialmente no grupo unilateral.
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Déficits de percepção de profundidade em suspeitos de glaucoma
Neeru Gupta, Nupura Krishnadev, Stanley J. Hamstra e Yeni Yucel
Objetivo: Pesquisar a percepção de profundidade em suspeitos de glaucoma comparados a pacientes com glaucoma e controles normais.
Métodos: Suspeitos de glaucoma (n=16), pacientes (n=18) e controles normais pareados de acordo com a idade (n=19) com idades de 40 a 65 anos foram avaliados de forma prospectiva para defeitos de percepção utilizando o teste de Frisby. A estereoacuidade foi medida pelo limiar estéreo em segundos de arco para cada grupo.
Resultados: Suspeitos de glaucoma mostraram limiar estéreo médio aumentado quando comparado aos controles normais pareados de acordo com a idade (144.1+-35.2 vs. 26.6 +-3.7 segundos de arco (SE); P = 0.0004). O limiar estéreo médio em pacientes com glaucoma também estava aumentado comparado aos controles normais (148.1+-33.8 vs. 26.6 +-3.7 segundos de arco (SE); P = 0.0004).
Conclusões: Suspeitos de glaucoma apresentam déficits de percepção de profundidade. Relevância clínica: Evidências de visão estéreo em suspeitos de glaucoma sugerem que interações binoculares estão comprometidos na ausência de defeitos de campo visual na perimetria automatizada padrão.
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Terapia fotodinâmica para neovascularização subfoveal coroidal em doença de Vogt-Koyanagi-Harada
Sawsan R Nowilaty e Manal Bouhaimed
Objetivo: Avaliar os efeitos da terapia fotodinâmica (PDT) com verteporfina no tratamento de neovascularização subfoveal coroidal (CNV) secundária à doença de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH).
Métodos: Seis olhos de 6 pacientes com VKH que desenvolveram CNV subfoveal foram submetidos ao tratamento padrão com PDT. Repetição dos tratamentos foram realizados em intervalos de 3 meses em persistência de vazamento. Prontuários e dados angiográficos foram analisados retrospectivamente.
Resultados: A idade dos pacientes variou entre 17 e 27 anos. Cinco lesões neovasculares eram recentes e clássicas (maior diâmetro da lesão era de 1100-3100 micra). Uma CNV era crônica e parcialmente cicatrizada. A média de acuidade visual (AV) inicial foi de 20/200. Cinco pacientes tiveram mais do que um ano de acompanhamento. Em cinco olhos houve inflamação ativa e CNV. Destes olhos os primeiros três necessitaram de uma PDT cada. A cicatriz final da CNV foi menor/estável com melhora da AV em 2 olhos. O terceiro desenvolveu uma cicatriz maior da CNV com perda de 2 linhas de AV. Fibrose submacular ocorreu em todos os três. No quarto olho, vazamento discreto da CNV persistiu após PDT mas opacificação dos meios levou ao segundo PDT. O quinto caso, com inflamação leve, necessitou de três PDTs. O vazamento da CNV tornou-se mínimo. O sexto olho com CNV não tinha inflamação e necessitou de duas sessões de PDT para resolução do vazamento da CNV. Não houve complicação relacionada ao PDT em nossa série.
Conclusão: Terapia fotodinâmica com verteporfina parece ser uma opção segura e viável de tratamento para CNV subfoveal secundária à VKH. Estudos adicionais se fazem necessários.
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Estimação retinoscópica (refrativa) do comprimento axial em afacia pediátrica: uma comparação com medida ultrassônica
Arif O Khan
Objetivo: Comparar os valores do comprimento axial em crianças estimados através da refração isolada do afácico aos valores do comprimento axial medidos por ultrassom.
Métodos: Revisão de prontuários médicos institucionais dos pacientes pediátricos, com 12 anos ou menos, afácicos com documentação ultrassônica do comprimento axial e refração objetiva (retinoscopia) com intervalo de 3 meses entre elas. Uma estimativa do comprimento axial foi feita a partir da refração isolada no afácico (com um valor suposto de ceratometria de 44 dioptrias) para todos os pacientes. Resultados: Cento e quarenta e nove olhos de 102 pacientes pediátricos afácicos foram identificados. Os valores do comprimento axial por ultrassom (media de 22,47 milímetros mm, desvio DP 1,69, intervalo de confiança de 95% {IC} +/-0,27 mm) e valores estimados do comprimento axial (média 22,41 mm, DP 1,53, 95% IC +/-0,25 mm) tiveram uma diferença média de 0,05 mm (DP 1,04, 95% IC +/- 0,17 mm) e não foram significantemente diferentes (p = 0,56) pelo teste-t pareado. Um histograma das diferenças que existiram entre os dois valores mostraram uma distribuição semelhante da normal. Os nove olhos com diferenças maiores entre os dois valores tinham ou refrações com baixa hipermetropia ou valores anormais na ceratometria média.
Conclusões: Não houve diferença significante entre os dois grupos quanto aos valores do comprimento axial e a distribuição das diferenças que existiram pareceram aleatórias. As maiores diferenças entre os dois valores ocorreram em olhos mais longos (hipermetropias menores) e em olhos com ceratometria anormalmente plana ou curva. Estimação do comprimento axial pela refração isolada no afácico parece ser uma técnica útil no olho pediátrico médio, especialmente se a biometria não estiver disponível.
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Efeitos do modo de apresentação na compreensão do consentimento informado
Thomas H Moseley, Michael N Wiggins, and Patricia S O'Sullivan
Objetivo: Determinar se a compreensão e memória da discussão do consentimento varia com o modo de apresentação.
Desenho: Estudo prospectivo de distribuição aleatória
Local: Universidade de Arkansas de Ciências Médicas
Participantes: Noventa calouros de medicina da Universidade de Arkansas de Ciências Médicas.
Métodos: 90 calouros de medicina foram distribuídos de forma aleatória para um de 3 grupos e separadamente receberam consentimento informado sobre cirurgia de catarata. O grupo A ouviu uma apresentação do consentimento. O grupo B observou diagramas junto com a mesma apresentação. O grupo C ouviu o consentimento e assistiu um vídeo informativo sobre cirurgia de catarata. Um questionário com 10 tópicos de múltipla escolha foi administrada após o questionário e repetido uma semana depois.
Principais medidas: Escores de cada grupo representando o número de perguntas acertadas em 10.
Resultados: As médias de escores de cada grupo foram calculadas a partir do número de perguntas corretas. Para escores dos consentimentos realizados no mesmo dia, os escores do grupo C (7,70 1,24) foram significativamente mais altos do que o grupo A (6,39 1,63). O teste de uma semana mostrou que o grupo C (6,96 1,62) se lembrou de mais tópicos entre ambos os períodos e marcou de forma significativamente maior do que os grupos A (5,15 2,11) e B (5,54 1,64).
Conclusões: Nosso estudo encontrou diferenças na habilidade dos participantes em relembrar fatos baseados na forma de apresentação do material. Foi claramente demonstrado que o uso de recursos visuais melhorou a capacidade de relembrar fatos e riscos associados a cirurgia de catarata quando comparados a somente a apresentação verbal. Também mostrou benefício na repetição da informação quando são utilizados apresentações audiovisuais em conjunto com a discussão médico-paciente.
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Clinical science - extended reports
Acompanhamento de Nevus de Coróide e sua transformação em Melanoma a longo prazo com ultrassom
I Kaiserman, N Kaiserman, and J Pe'er
Objetivos: Comparar os fatores ultrassonográficos (US) preditivos para conversão de nevus coroidais em melanomas.
Métodos: 659 olhos consecutivos com nevus coroidal foram examinados entre 1984 2004. 165 nevus clinicamente suspeitos foram acompanhados clinica e ultrassonograficamente (espessura, diâmetro da base, reflectividade interna e localização ocular) por 5,08+/-0,24 anos.
Resultados: Dezessete nevus (2,6% de todos os nevus, 10,3% dos nevus suspeitos) se converteram em pequenos melanomas coroidais. As espessuras do nevu benígno e pré malígno se diferenciaram significantemente apenas após 1,5 anos de acompanhamento. A média de espessura inicial do nevus benígno e pré malígno foi significantemente diferente (p=0,001) assim como a reflectividade interna inicial média (p=0,002) e maior diâmetro médio da base (MDB, p=0,05). Nevus localizados no polo posterior e nasalmente foram mais propensos de se tornar malígnos. Uma espessura >=2 mm e MDB >=7 mm foram mais preditivos de conversão a melanoma, assim como um índice KI combinado >=14,5 KI=MDB+4*Espesuras +1 (para localização nasal) + 1 (para localização no polo posterior). Uma rede neural artificial não teve melhor acurácia que o índice KI. A regressão logística achou o valor KI e a espessura inicial do tumor como únicos parâmetros significantes influentes no risco de conversão para melanoma.
Conclusões: Um acompanhamento de pelo menos 1,5 anos é necessário para detectar a conversão de nevus em melanomas coroidais. A espessura e MDB da lesão podem ser usados como preditores de risco.
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Alterações da pressão intraocular após Acetonido de Triancinolona intravítreo
Douglas J Rhee, Rachel E Peck, Jonathan Belmont, Adam Martidis, Mimi Liu,Jeffrey Chang, Joann Fontanarosa e Marlene R Moster
Objetivo: Determinar a prevalência de alterações da pressão intraocular (PIO) após injeção intravítrea de acetonido de triancinolona (IVTA) e avaliar possíveis fatores de risco para elevação da PIO em olhos que receberam injeções única e/ou repetidas.
Tipo de estudo: Retrospectivo,série de casos consecutivos.
Participantes: 570 olhos consecutivos de 536 pacientes que receberam injeção única de IVTA (4 mg/0,1ml) e um segundo grupo de 43 olhos de 40 pacientes que receberam uma segunda injeção.
Métodos: Revisão retrospectiva de todos os casos de IVTA realizados por 3 cirurgiões em um período de 42 meses iniciando em 2000.
Medidas principais para acompanhamento: As medidas principais para acompanhamento foram mudança na PIO definida como elevação do valor absoluto da PIO (5mmHg ou maior, 10mmHg ou maior), e da porcentagem da linha de base (aumento de 30% ou maior da PIO na linha de base).
Resultados: Dos 528 olhos que receberam injeção única, 281 (53,2%) tiveram aumento na PIO; 267 olhos (50,6%) mostraram uma elevação de pelo menos 30%, 245 (45,8%) e 75 (14,2%) olhos tiveram um aumento de 5mmHg ou 10mmHg ou maior, respectivamente. PIO basal da maior que 16mmHg é um fator de risco para elevação da PIO pós injeção. Dos 43 olhos que receberam uma segunda injeção, 28 (65,1%) mostraram aumento da PIO de pelo menos 30% da linha de base. Cirurgia fistulizante foi necessária em 5 olhos com injeção única e 1 com injeções repetidas.
Conclusões: Elevação da PIO após IVTA é comum e pacientes deveriam ser monitorados por um período prolongado pós injeção. Com a repetição das injeções e PIO basal maior que 16 mmHg, há um aumento no risco de ocorrer elevação da PIO.
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Linfoma primário do saco lacrimal – um estudo da força tarefa de Oncologia Ocular EORTC Primary Lymphoma of the Lacrimal Sac-an EORTC Ophthalmic Oncology Task Force Study
Lene D Sjö, Elisabeth Ralfkiaer, Birgitte R Juhl, Jan U Prause, Tero Kivelä,Claudia Auw-Haedrich, Franck Bacin, Marta Carrera, Sarah E Coupland, Bernard Delbosc, Nicolas Ducrey, Bernadette Kantelip, Jean Louis Kemeny, Peter Meyer, Nicolai C Sjö e Steffen Heegaard
Objetivo: Definir as características clínicas e histopatológicas do linfoma primário de saco lacrimal em uma população de maioria caucasiana.
Métodos: Amostras de linfoma de saco lacrimal e dados de acompanhamento foram solicitados de membros da força tarefa de Oncologia Ocular da Sociedade Européia de Patologia Ocular (EOPS) e da Organização Européia para Pesquisa e Tratamento de Câncer (EORTC). As amostras foram coradas com hematoxilinia-eosina (HE) e um painel imunohistoquímica contra antígenos leucocitários foi aplicado. O diagnóstico foi realizado após consenso de cinco patologistas experientes de acordo com o sistema de classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os achados histopatológicos foram correlacionados a dados clínicos.
Resultados: Dos quinze linfomas primários do saco lacrimal, cinco (33%) eram linfomas difusos grandes de células-B (DLBCL), cinco (33%) eram linfomas marginas extranodais de tecido linfóide associado a mucosa (linfoma MALT), três foram classificados como “linfoma MALT transitório”, estando em transição de MALT para DLBCL e dois foram linfomas células-B sem classificação. Nove dos pacientes eram do sexo feminino e a idade mediana na época do diagnóstico foi de 71 anos (var 45 a 95). Os sintomas mais freqüentes de apresentação foram epífora (85%), edema da região do saco lacrimal (79%) e dacriocistite (21%). Todos os pacientes com exceção de um foram detectados no estádio I. Disseminação sistêmica ocorreu em 3 de 9 pacientes (33%). A sobrevida após 5 anos foi de 65%.
Conclusões: DLBCL é tão comum quanto linfoma MALT no saco lacrimal, o que contrasta com as regiões periorbitais e/ou orbitais em que há predomínio do linfoma MALT.
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Localização de dispositivos de drenagem de humor aquoso em relação ao disco óptico
Malik Y. Kahook, Robert J. Noecker, Mina B. Pantcheva e Joel S Schuman
Introdução: Dados limitados estão disponíveis pra guiar o posicionamento ótimo de dispositivos de drenagem para glaucoma (GDD) em relação ao nervo óptico. Objetivamos oferecer um guia para o implante seguro e apropriado de GDD.
Métodos: O posicionamento ótimo de cinco GDD diferentes foi avaliado utilizando autópsia dos olhos de vários comprimentos axiais. A variável dependente que foi medida foi a distância máxima que o GDD poderia ser colocado posteriormente ao limbo, enquanto permanecesse 2 mm afastado do nervo óptico.
Resultados: A distância máxima média da borda anterior do prato, posterior ao limbo variou de 9,0-15,0 mm no quadrante ST para a GDD testada. As distâncias para os quadrantes SN, IN e IT variaram entre 8,0-14,0 mm, 9,0-14,0 mm e 11,0-17,0 mm respectivamente. O dispositivo de Molteno pôde ser posicionado mais posteriormente se mantendo a 2 mm do nervo. O Ahmed FP7 e S2 foram acomodados para o posicionamento posterior antes de alcançar o limite de 2 mm em relação ao NO.
Conclusão: A distância máxima que o GDD pode ser colocado posteriormente ao limbo antes de alcançar o nervo óptico, varia entre os diferentes dispositivos e quadrantes de posicionamento. Obter uma medida da distância exata do prato ao limbo durante a cirurgia para implante de GDD é recomendado.
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Pressão intraocular após facoemulsificação em pacientes com e sem síndrome exfoliativa: Estudo prospectivo de dois anos.
Karim F. Damji, A.G.P. Konstas, J. M. Liebmann, W.G. Hodge, N.G. Ziakas, S.Giannikakis, G. Mintsioulis, A. Merkur, Y.I. Pan e R. Ritch
Objetivo: Determinar a resposta da PIO a longo prazo a facoemulsificação em pacientes com e sem síndrome exfoliativa (SFX)
Método: Estudo de coorte prospectivo multicêntrico com os seguintes critérios de inclusão: idade acima de 50 anos, ângulo iridocorneal aberto e catarata. Dois grupos foram recrutados: com e sem SFX. A medida principal avaliada foi redução média da PIO dois anos após a cirurgia. Análises univariadas e multivariadas foram realizadas.
Resultados: Foram convocados 183 pacientes, 71 com e 112 sem SFX. Houve 29 pacientes com glaucoma em ambos os grupos. A PIO de base média foi maior na SFX do que nos olhos controles (17,6+-3,23mmHg vc 16,08+-3,18 mmHg, p=0,002). A redução média da PIO foi significativamente maior no grupo com SFX aos 2 anos (-1.85 mm Hg vs. -0.62 mm Hg nos controles (p=0.0037)). Análise multivariada demonstrou que o efeito redutor de PIO no grupo com SFX pode estar relacionada ao volume de irrigação durante a cirurgia. Na análise do subgrupo a redução de PIO foi significativamente maior nos pacientes com SFX e GFX do que nos controles com glaucoma e sem glaucoma, respectivamente. A porcentagem de pacientes com pico pós-operatório de PIO foi semelhante e relativamente alta em ambos os grupos SFX e GFX (34% vs. 25%; p=0.54).
Conclusão: A PIO reduz mais em pacientes com SFX após facoemulsificação quando comparado a controles sem SFX. Este efeito é maior em pacientes com glaucoma e persiste por pelo menos 2 anos.
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Função visual em pacientes com lentes intraoculares de coloração amarela comparado com a visão em pacientes com lentes intraoculares sem coloração
Ken Hayashi e Hideyuki Hayashi
Objetivo: Comparar a função visual em pacientes com lentes intraoculares de coloração amarela de baixo comprimento de onda que bloqueia a luz azul com pacientes que receberam LIOs sem coloração.
Métodos: Setenta e quatro pacientes com catarata bilateral foram submetidos a implante com LIOs amarelas (HOYA YA60BB) ou sem coloração (VA60BB) em ambos os olhos. A acuidade visual de contraste com ou sem fonte de glare foi medida sob condições fotópicas (100cd/m2) ou mesópicas (luminância discretamente maior do que tipicamente utilizada (5cd/m2) 2 semanas e 3 meses após a cirurgia. A acuidade visual e a incidência de pacientes com cianopsia foram observadas.
Resultados: Nenhuma diferença significativa entre as LIOs amarelas e as LIOs sem colorações foram observadas na acuidade visual média ou na visão de contraste fotópica ou mesopica com ou sem glare tanto com 2 semanas ou 3 meses. Além disso, não houve diferença significativa na perda de contraste devido a glare. A incidência de pacientes que notaram cianopsia foi significativamente menor na LIO amarela do que na LIO sem coloração 2semanas após a cirurgia (p=0,0234), mas nenhum paciente relatou cianopsia após 3 meses.
Conclusão: A função visual em pacientes com LIOs amarelas é a mesma de pacientes com LIOs sem coloração.
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Síndrome de Down e catarata precoce
Birgitte Haargaard e Hans Callø Fledelius
Objetivos: Estimar a incidência de catarata precoce em pacientes com Síndrome de Down e avaliar as características clínicas destes casos.
Métodos: Casos com Síndrome de Down foram obtidos de uma coorte de todas as crianças dinamarquesas com idade entre 0 e 17 anos que foram diagnosticados com catarata durante o período de 1977 a 2001 (n=1027). Informações sobre os pacientes foram obtidos de prontuários médicos.
Resultados: Do total de 1027 casos com catarata não-traumática não adquirida houve 29 casos (13 masculino e 16 feminino) com Síndrome de Down (2,8%). Isso corresponde a uma incidência de catarata precoce em pacientes com Síndrome de Down de 1,4%. Vinte e setes apresentaram catarata bilateral e 2 apresentaram catarata unilateral. Metade dos pacientes (n=14) foram submetidos a cirurgia de catarata dos quais dois receberam implantes de LIOs bilaterais. Dez pacientes foram diagnosticados com catarata bilateral logo após o nascimento e cinco destes foram submetidos a cirurgia nos primeiros 6 meses de vida.
Conclusão A freqüência de catarata precoce entre crianças com Síndrome de Down é de aproximadamente 1,4%, com cirurgia sendo necessária durante a infância ainda mais rara. Em um terço dos 29 casos, catarata bilateral foi detectada no período neonatal.
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Apolipoproteínas plasmáticas e risco de degeneração macular relacionada à idade
Nassrin Dashti, Gerald McGwin Jr, Cynthia Owsley eChristine A. Curcio
Objetivo: Determinar se níveis plasmáticos elevados de lipoproteínas aterogências e /ou anti aterogênicas são fatores de risco para o desenvolvimento de maculopatia relacionada à idade (MRI).
Métodos: Em um estudo de coorte transversal em uma clínica universitária, 129 pacientes (72 mulheres e 57 homens) foram submetidos à retinografia colorida do fundus, medidas de acuidade e sensibilidade ao contraste e eletroimunoensaios de apolipoproteínas plasmáticas B e A-I, as principais proteínas de baixa e alta densidade, respectivamente. O estadiamento da maculopatia foi realizado utilizando o sistema de graduação do estudo da doença ocular relacinada à idade (Age-Related Eye Disease Study Grading System).
Resultados: Os níveis de apoB nos grupos não MRI, MRI leve, intermediária e avanada foram 93,3, 91,8, 95,2 e 98,2 mg/dl, respectivamente. Os níveis de apoA-I foram 147,4, 148,6, 141,0 e 144,9 mg/dl nos mesmos grupos. Não houve associação típica significante entre estas medidas para idade e estádio da maculopatia.
Conclusão: Apesar das drusas associadas com MRI e envelhecimento conterem cholesterol e apoB, como os núcleos lipídios de uma placa aterosclerótica, os resultados deste estudo e nosso trabalho prévio em fazem as prospecções da origem plasmática destes constituintes da lesão cada vez mais improváveis. Esta conclusão é consistente com a hipótese emergente de que uma llipoproteína grande de origem intraocular é um caminho importante na constituição do processamento dos lipídios retínicos e da biogênese das drusas.
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Terapia fotodinâmica com verteporfina induz apoptose em membranas neovasculares coroidais
Katrin Petermeier, Olcay Tatar, Werner Inhoffen, Michael Völker, Bart A Lafaut, Sigrid Henke-Fahle, Faik Gelisken, Focke Ziemssen, Silvia Bopp, Karl Ulrich Bartz-Schmidt e Salvatore Grisanti
Objetivo: Avaliar o impacto da terapia fotodinâmica com verteporfina (PDT) na indução de apoptose em membranas neovasculares de coróide (CNV) secundárias à degeneração macular relacionada à idade.
Métodos: Revisão retrospectiva de 22 CNVs retiradas cirurgicamente. Doze destes pacientes foram tratados anteriormente com PDT entre 3 e 146 dias. Células apoptóticas foram detectadas pela técnica de TUNEL e comparadas à expressão do CD34 (células endoteliais (CE)), CD105 (células endoteliais ativadas), Ki-67 (marcador de proliferação) e Citoqueratina18 (células do epitélio pigmentado da retina (EPR)).
Resultados: CNVs retiradas três dias após PDT foram caracterizadas tanto por vasos colapsados quanto patentes. As CEs mostraram significância estatística positiva para a reação TUNEL quando comparadas à CNV tratada remanescente (P<0,001) e CNV não tratada (P=0,002). A atividade proliferativa estava reduzida. CNVs retiradas entre 1 e 5 meses após PDT mostraram vascularização patente em alta atividade proliferativa. Todas as membranas tanto tratadas quanto não tratadas mostraram células TUNEL positivas apenas esporádicas no estroma e EPR.
Conclusões: PDT com Verteporfina leva a um dano seletivo e eficiente das CEs da CNV. Tanto vasos patentes quanto ocluídos tinham CEs apoptóticas. Este achado e a expressão aumentada do marcador de proliferação nos períodos mais tardios sugerem que a revascularização após PDT é causada mais por angiogênese do que por recanalização.
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Laboratory science - extended reports
Envolvimento do ligante-morte 2 (PD-L2) no desenvolvimento de conjuntivite alérgica experimental em ratos
Atsuki Fukushima, Tomoko Yamaguchi, Miyuki Azuma, Hideo Yagita e Hisayuki Ueno
Objetivo: Envolvimento de morte programada (PD1) e seus ligantes tem sido demonstrados em doenças alérgicas experimentais de vias aéreas. Nosso objetivo foi observar se o PD-1 e seus ligantes estão envolvidos no desenvolvimento de conjuntivite alérgica experimental (CE) em ratos.
Métodos: CE foi induzido em ratos Balb/c por imunização ativa com pólen. Dez dias após a ativação os ratos receberam o pólen diluído em colírio. Vinte e quatro horas após a instilação as conjuntivas, baços e soro foram coletados para análise histológica, análise de citocinas e medida dos níveis de Ig específica ao pólen, respectivamente. Os ratos ativados foram tratados com anti-PD-1, antiPD-L1, anti-PD-L2 IgG de rato normal ou anticorpos (NIgG) durante a indução (dias 0, 2, 4, 6 e 8) ou a efetivação (duas horas antes da instilação de pólen no dia dez).
Resultados: O tratamento com anticorpos durante a fase de indução não afetou a filtração eosinofilica embora as respostas imunes tenham sido moduladas. Em contraste, o tratamento com anti-PD-L2, mas não anti-PD-L1 ou anti-PD-L1 Ab druante a fase de efetivação aumentou signficativamente a infiltração eosinofílica na conjuntiva sem afetar a resposta imune sistêmica.
Conclusões: Assim como na alergia de vias aéreas, o PD-L2 é envolvido no desenvolvimento de CE durante a fase de efetivação mas não na fase de indução.
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Proliferação de células endoteliais na coriocapilar durante a diferenciação retínica humana
Alexandra Allende, Michele C Madigan e Jan M Provis
Introdução: Padrões de diferenciação da retina neural e sua vasculatura não são bem conhecidos. A região foveal diferencia-se primeiro, contudo a retina central não é vascularizada até períodos tardios da gestação. Exploramos a hipótese de que maiores taxas de proliferação de células endoteliais na coriocapilar adjacente à retina central deve compensar este crescimento lento dos vasos da retina central, fornecendo suplementação nutricional para a região durante os estágios precoces da maturação neural.
Métodos: Secções congeladas de cinco olhos de fetos humanos (14-18,5 semanas de gestação) foram examinadas à imuno-reatividade para Ki-67 e CD34, utilizando microscopia confocal. Medidas de área coriocapilar e o número de células endoteliais em proliferação foram usados para calcular a taxa de proliferação de células endoteliais em cinco localizações corio-retinicas diferentes.
Resultados: A área coriocapilar é consistentemente maior na região foveal do que em outras localizações e aumenta progressivamente com a idade. Nós ainda achamos uma maior taxa de proliferação endotelial em partes da coriocapilar associadas à retina neuro-sensorial infiferenciada (proliferativa), comparada à região central diferenciada.
Conclusão: Os achados sugerem que os mecanismos reguladores da proliferação e crescimento da vasculatura coroidal são independentes da diferenciação neural da retina e são, assim, profundamente diferentes dos mecanismos que regulam a formação da vasculatura da retina.
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VEGF-A regula a expressão de VEGF-C em células do epitélio pigmentado da retina humana
Bojun Zhao, Aihua Ma, Jun Cai e Mike Boulton
Objetivo: Determinar a expressão e regulação do VEGF-C e de seu receptor VEGFR-3 em células do EPR humano e considerar seus papéis angiogênicos na neovascularização coroidal (CNV).
Método: A expressão de VEGF-C e VEGFR-3 em cultura de EPR humano foi confirmada através de imunocoloração, PCR, Westernblotting e ELISA. Células cultivadas de EPR foram expostas ao VEGF-A e glicose e alterações na expressão genética de VEGF-C e VEGFR-3 foram determinadas por RT-PCR. A proteína VEGF-C secretada no meio condicionado de EPR foi examinada por Westernblotting e ELISA. A habilidade do VEGF-C de permitir a formação de tubo em células coroidais endoteliais foi avaliada por um modelo Matrigel in vitro.
Resultados: VEGF-A e glicose aumentaram a expressão de RNAm de VEGF-C e aumentou a secreção de proteína VEGF-C no meio de cultura. O VEGF-A, mas não a glicose isolada, estimulou expressão de RNAm de VEGFR-3. VEGF-C agiu sinergicamente com VEGF-A para promover formação de tubo através de células endoteliais coroidais in vitro.
Conclusões: VEGF-A tem um papel crítico na expressão do VEGF-C em células do EPR e a ação sinergética do VEGF-C com VEGF-A deve ter um importante papel na etiologia da neovascularização coroidal.
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