Clinical science - scientific reports
Desvio do quiasma e hipoplasia foveal sem albinismo
Maria M van Genderen, Frans C.C. Riemslag, José Schuil, Frank Hoeben, Jan S Stilma e Françoise M Meire
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Glaucoma e aumento da espessura central da córnea em pacientes afácicos e pseudofácicos após cirurgia de catarata congênita
Tulay Simsek, Ayse Hurriyet Mutluay, Ufuk Elgin, Ragip Gursel e Aygen Batman
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Efeito da vitrectomia via pars plana no edema cistóide asociado à uveíte crônica – Um estudo piloto controlado de distribuição aleatória
Paris Tranos, Rob Scott, Hadi Zambarajki, Will Ayliffe, Carlos Pavesio e David G Charteris
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Descolamento de coróide em úlceras corneais perfuradas: freqüência e manejo
Ravinder Singh, Thiageswari Umapathy, Asiya Abedin, Habib Etmatadi, Senthil Maharajan e Harminder Singh Dua
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Membranas subretínicas estão associadas a graus anormais de “evasão” pupilar: um índice clínico de disfunção macular
Farhan H Zaidi, Fion Bremner, Kevin Gregory-Evans, Kenneth D Cocker e Merrick J Moseley
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Doença de Batten: Características que facilitam o diagnóstico precoce
Joanne Collins, Graham E Holder, Helen Herbert e Gillian G W Adams
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
'Larva no olho' – O raciocínio para o tratamento de DUSN no Sul da Índia
Kyaw Myint, Rajesh Sahay, Sue Mon, V R Saravanan, V Narendran e Bal Dhillon
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Quantificação da topografia da cabeça do nervo óptico em neurite óptica: um estudo piloto
S Anand Trip, Patricio Schlottmann, Stephen Jones, David Garway-Heath, Alan Thompson, Gordon Plant e David Miller
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Clinical science - extended reports
Os efeitos do glaucoma na latência do potencial visual evocado multifocal
Chris Rodarte, Donald C. Hood, E. Bo Yang, Tomas Grippo, Vivienne C Greenstein, Jeffrey M Liebmann e Robert Ritch
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Eficácia decrescente de injeções repetitivas de triancinolona intravítrea em edema macular diabético
Carmen K. M. Chan, Shaheeda Mohamed, Mahesh P. Shanmugam, Chi-Wai Tsang, Timothy Y. Y. Lai e Dennis S.C. Lam
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Polimorfismo p.402Y>H na proteína fator H do complemento é um fator de risco para degeneração macular relacionada à idade em uma população italiana
Francesca Simonelli, Giulia Frisso, Francesco Testa, Rosanna di Fiore, Dino F. Vitale, Maria Pia Manitto, Rosario Brancato, Ernesto Rinaldi e Lucia Sacchetti
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Implante de ceratoprótese Legeais BioKpro III: Resultados a longo prazo em sete pacientes
Emma J Hollick, Stephanie L Watson, John KG Dart, Philip J Luthert e Bruce DS Allan
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Resultados do Estudo clínico Fase I da terapia do vaso alimentador com verteporfina em neovascularização coroidal subfoveal em degeneração macular relacionada à idade
Igor Kozak, Lingyun Cheng, Denine E. Cochran e William R. Freeman
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Análise dos "flecks" retínicos em fundus flavimaculatus utilizando Tomografia de Coerência Óptica
Giuseppe Querques, Nicolas Leveziel,, Nathanael Benhamou, Monika Voigt, Gabriel Coscas, Gisèle Soubrane e Eric H Souied
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Densidade mineral óssea reduzida e remanecentes vasculares da hialóide em uma família com VREF recessiva consangüínea com mutação no LRP5
Louise M Downey, Helen M Bottomley, Eammon Sheridan, M Ahmed, David F Gilmour, Chris F Inglehearn, A Reddy, A Agrawal, John Bradbury e Carmel Toomes
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Recidiva de retinoblastoma no vítreo após quimioterapia primária: Laser de diodo como adjuvante é um fator de risco?
Dan S Gombos, Paul A Cauchi, John L Hungerford, Peter Addison, Pietro G Coen e Judith E Kingston
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Expansores de hidrogel auto-infláveis injetáveis para o tratamento de deficiência de volume orbital no microftalmo: resultados preliminares de uma nova abordagem terapêutica
Michael P. Schittkowski e Rudolf F. Guthoff
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - extended reports
Efeitos do bevacizumab ® na função retínica na retina isolada de vertebrados
Matthias Lüke, Max Warga, Focke Ziemssen, Faik Gelisken, Salvatore Grisanti, Toni Schneider, Christoph Lüke, Michael Partsch, Karl Ulrich Bartz-Schmidt e Peter Szurman
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Implante de eletrodo subretínnico para estímulos crônicos em ratos P23H
Joel Salzmann, Olof P Linderholm, Jean-Laurent Guyomard, Manuel Simonutti, Michel Paques, Marzia Lecchi, Jorg Sommerhalder, Marco Pelizzone, Daniel Bertrand, José Sahel, Philippe Renaud, Avinoam B Safran e Serge Picaud
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science - scientific reports
Desvio do quiasma e hipoplasia foveal sem albinismo
Maria M van Genderen, Frans C.C. Riemslag, José Schuil, Frank Hoeben, Jan S Stilma e Françoise M Meire
Resumo
Introdução/objetivos: Apresentar as características oftalmológicas e eletrofisiológicas de três pacientes femininas de pigmentação escura com alterações do trajeto quiasmático e hipoplasia foveal. Uma das pacientes tinha discinesia ciliar primária e situs inversus totalis (síndromede Kartagener).
Métodos: Fotografias do fundus foram tiradas e os ângulos com os quais os ramos arteriais temporais saíam do nervo óptico (ONH) foram analisados. Tomografia de coerência óptica (OCT) foi realizada na região presumida foveal. Potenciais visuais evocados (PVEs) padrões (dimensão dos testes 60', 40/400 ms) foram registrados e o coeficiente quiasmático foi calculado para detectar desvios.
Resultados: As fotografias do fundus mostraram retinas normalmente pigmentadas com ausência da hiperpigmentação foveal usual, zona avascular foveal e reflexos macular e foveal. No OCT não foi vista depressão foveal. Os registros de PVEs mostraram o maior componente positivo CI sobre hemisfério direito no olho esquerdo e sobre o hemisfério esqeuerdo no olho direito, com CI quase ausente sobre os hemisférios ipsilaterais. As derivações diferenciais mostraram polaridade oposta para os registros dos dois olhos. Os coeficientes quiasmáticos de todas as três pacientes foram significantemente indicativos de desvio (-,99, -,91, e -,99, respectivamente).
Conclusão: Baseado nas investigações nestes pacientes propusemos a hipótese de que hipoplasia foveal e desvio do quiasma existem como entidades distintas e não são características exclusivas do albinismo. Os achados sugerem que o desvio deve exercer uma influência retrógrada no desenvolvimento foveal.
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Glaucoma e aumento da espessura central da córnea em pacientes afácicos e pseudofácicos após cirurgia de catarata congênita
Tulay Simsek, Ayse Hurriyet Mutluay, Ufuk Elgin, Ragip Gursel e Aygen Batman
Resumo
Objetivo: Comparar a espessura central da córnea (ECC) em pacientes afácicos e pseudofácicos com controles pareados de acordo com a idade.
Métodos: Estudo de 43 olhos de 43 pacientes afácicos e pseudofácicos após cirurgia de catarata congênita. Quarenta e quatro voluntários saudáveis pareados de acordo com a idade e sexo foram recrutados para a comparação com os pacientes. Após exame ocular completo, espessura corneal e pressão intraocular foram medidas.
Resultados: No grupo estudado, 33 olhos eram afácicos e os 10 olhos remanescentes eram pseudofácicos. A ECC mediana era de 556,0µ (var. 490 a 640) no grupo controle e 626µ (var, 523 a 870) no grupo estudado (p<0,05). Houve diferença significativa na ECC entre os olhos afácicos e pseudofácicos nos quais a LIO foi implantada na época da cirurgia de catarata congênita (p=0,011). A mesma diferença não foi observada entre olhos afácicos e pseudofácios em que houve implante secundário da LIO (p=0,835). A idade mediana dos pacientes na época da lensectomia era de 24 meses (var. 1 semana a 120 meses). Houve uma correlação negativa entre a idade na lensectomia e a ECC (r=0,485, p=0,001).
Conclusão: Pacientes afácicos e pseudofácicos apresentam córneas significativamente mais espessas do que controles pareados de acordo com a idade. Esta diferença pode apresentar um efeito importante na interpretação da pressão intraocular nestes pacientes. Torna-se importante avaliar os efeitos da cirurgia precoce em cataratas congênitas com implante de LIO primário ou secundário na ECC
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Efeito da vitrectomia via pars plana no edema cistóide asociado à uveíte crônica – Um estudo piloto controlado de distribuição aleatória
Paris Tranos, Rob Scott, Hadi Zambarajki, Will Ayliffe, Carlos Pavesio e David G Charteris
Resumo
Objetivo: Avaliar a eficácia da vitrectomia via pars plana no manejo do edema macular cistóide (EMC) em uveíte crônica.
Tipo de estudo: Piloto prospectivo, interventional, controlado de distribuição aleatória.
Métodos: Vinte e três olhos de 23 pacientes com EMC secundário à uveíte intermediária crônica ou uveíte posterior não responsiva a tratamento clínico foram randomizados em grupos Cirúrgico (Grupo S) ou Clínico (Grupo M). Doze pacientes no Grupo S foram submetidos à vitrectomia via pars plana e 11 pacientes do Grupo M receberam corticosteróides e/ou imunossupresssores sistêmicos durante o período de estudo. Os parâmetros principais para acompanhamento do estudo foram alteração da acuidade visual e aparência angiográfica do EM em 6 meses.
Resultados: Acuidade visual média no grupo S melhorou significantemente de 1,0 ± 0,62 na linha de base para 0,55 ± 0,29 6 meses após a vitrectomia (p=0,011), com 5 (42%) olhos alcançando visão 20/40 ou melhor. Contrariamente, a acuidade visual média no grupo M melhorou apenas levemente em 0,03 ± 0,27 (p=0,785). EMC após vitrectomia teve melhora angiográfica em 4 (33%) olhos, permaneceu inalterado em 7 (58%) olhos e piorou em 1 (8%) olho. No grupo clínico, vazamento de fluoresceína diminuíu em 1 olho, não se alterou em 4 olhos e piorou em 2 olhos.
Conclusão: Vitrectomia via pars plana para edema macular secundário à uveíte crônica, apesar da melhora angiográfica em apenas um terço dos pacientes, parece ter um efeito benéfico significativo na função visual. Este estudo fornece evidências suficientes para justificar um estudo em larga escala que definiria o papel da vitrectomia no edema macular secundário à uveíte.
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Descolamento de coróide em úlceras corneais perfuradas: freqüência e manejo
Ravinder Singh, Thiageswari Umapathy, Asiya Abedin, Habib Etmatadi, Senthil Maharajan e Harminder Singh Dua
Resumo
Objetivos: Determinar a freqüência de descolamento de coróide (DC) em olhos com perfuração de córnea após úlcera não-traumática e avaliar a eficácia e segurança de adesivo de cianoacrilato na vedação destas perfurações.
Métodos: 18 olhos de 17 pacientes foram avaliados. Critérios de inclusão foram qualquer paciente com úlcera corneal perfurada não traumática. Todos os pacientes foram submetidos a exame ocular completo incluindo ultrassom modo B. A demografia do paciente, presença de DC e eficácia do adesivo foram avaliados.
Resultados: Oito de 18 olhos (44%) apresentaram DC. Dentre as perfurações > 2mm2 (20%), 6 olhos (75%) apresentaram DC comparados a 2 olhos (20%) em perfurações < 2mm2 (p=0,054). Nenhuma correlação foi determinada entre a duração da perfuração e a incidência de DC. Dos 15 olhos submetidos a adesivos, houve 13 bem sucedidos (87%) e 2 falhas (13%). Entre os casos bem sucedidos 4 pacientes (27%) necessitaram nova aplicação de adesivo devido à infecção (1 paciente) ou progressão do “melting” com perda do adesivo (3 pacientes). A falha ocorreu devido a progressão grave do “melting” (1 paciente) e perfuração muito grande (1 paciente).
Conclusão: Descolamento de coróide após perfuração por úlcera corneal é comum e apresenta maior incidência em perfurações corneais maiores. Ultrassom modo B pré-operatório deve ser considerado em casos de perfurações grandes que requerem ceratoplastia terapêutica para documentar o descolamento da coróide, que, se for grande, pode necessitar drenagem. Adesivo de cianoacrilato é um método efetivo e seguro para vedar pequenas perfurações corneais. Infecções devem ser monitoradas enquanto o adesivo e a lente de contato terapêutica estiverem presentes no paciente.
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Membranas subretínicas estão associadas a graus anormais de “evasão” pupilar: um índice clínico de disfunção macular
Farhan H Zaidi, Fion Bremner, Kevin Gregory-Evans, Kenneth D Cocker e Merrick J Moseley
Resumo
Objetivo: Avaliar se a disfunção macular devido a membranas subretínicas (MSR) unilaterais estão associadas a “evasão” pupilar (e.g. redilatação aumentada após estímulo breve de luz).
Tipo de estudo: Série observacional comparativo.
Participantes: 20 olhos de 10 indivíduos, todos com MSR unilateral e olhos contralaterais saudáveis.
Métodos: Pupilografia dinâmica por infravermelho e medida do defeito pupilar aferente relativo em sete intensidades de estímulo (duração 1100ms, intensidades ao longo de abrangências de duas unidades logarítmicas). Relação de evasão pupilar (REP, definido como a relação da amplitude de resposta à luz à quantidade de recuperação no ponto médio da redilatação em porcentagem) foi calculada para cada intensidade de estímulo (média de 5 medidas).
Resultados: A REP interocular é significativamente reduzida em olhos com MSR (mais evasão pupilar em olhos com MSR: var. P= 0,002 a p=0,04 teste t pareado) e é mais aparente em estímulos luminosos maiores.
Conclusões: A relação de evasão pupilar é um parâmetro novo semelhante à relação de escape pupilar, mas medida após um estímulo curto ao invés de um estímulo longo. A REP é significativamente alterada por doença macular. Clinicamente a REP pode ser utilizada para detectar maculopatias ocultas unilaterais ou assimétricas em situações com opacidades dos meios oculares como catarata, quando as reações pupilares não estão afetadas ou podem estar de fato aumentadas, enquanto outros testes de função retínica diminuem. Em um nível científico básico a REP representa disparos neuronais em cones e nas células ganglionares da mácula.
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Doença de Batten: Características que facilitam o diagnóstico precoce
Joanne Collins, Graham E Holder, Helen Herbert e Gillian G W Adams
Resumo
Objetivos: Estabelecer características clínicas e eletrofisiológicas em pacientes com Lipofuscinose Ceróide Neuronal Juvenil (LCNj / Doença de Batten) e identificar as características que permitem diagnóstico precoce.
Métodos: Nove pacientes com LCNj foram identificados de forma retrospectiva e seus prontuários foram revistos. Todos foram submetidos a exames clínicos completos incluindo eletrofisiologia. Testes sanguíneos genéticos e moleculares confirmaram o diagnóstico.
Resultados: A idade no início da doença variou de 4 a 8 anos. Na apresentação, 2 de 9 pacientes apresentaram fundo de olho normal; apenas 2 de 9 pacientes apresentaram maculopatia em alvo. Os achados do ERG nesta série incluíram ERG indetectáveis bastonete-específicos, uma resposta máxima eletronegativa, ERGs de flicker de cone reduzidos e tardios, redução na relação b:a no ERG flash fotópico simples e um padrão ERG indetectável. Linfócitos vacuolados no teste de sangue periférico estavam presentes em 8 de 9 pacientes. Oito por cento dos pacientes eram homozigóticos para a deleção do 1,02kb no gene CLN3 no teste genético molecular; 2 de 8 pacientes eram heterozigotos para esta deleção.
Conclusão: LCNj deve ser considerado em crianças de 10 anos ou menos com perda visual e alterações fundoscópicas variando de normal a alterações pigmentares ou atróficas ou maculopatia em alvo. Eletrofisiologia pode sugerir LCNj. Embora, atualmente, não tenha tratamento, o diagnóstico precoce é importante para instituir aconselhamento e suporte adequados.
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'Larva no olho' – O raciocínio para o tratamento de DUSN no Sul da Índia
Kyaw Myint, Rajesh Sahay, Sue Mon, V R Saravanan, V Narendran e Bal Dhillon
Resumo
Objetivo: Avaliar diferentes técnicas para tratametno de DUSN e o raciocínio atrás delas.
Métodos: Reportamos casos raros de larvas vivas em DUSN na Índia, onde a filária Brugia malayi é endêmica. Os dois casos se apresentaram com perda progressiva de visão unilateral sem história de contato animal. Se tratavam de homens de 40 anos e aparentemente saudáveis. No caso 1 a larva (1500-2000ì) estava fácil de ser identificada com movimentos sinuosos e trilhas entrecruzadas no espaço sub-retínico. A larva foi destruída por um único disparo de laser na sua extremidade mais anterior e seguida por esteróide oral para contolar a inflamação causada pela larva morta. No caso 2 a larva era pequena e de difícil identificação entre o processo inflamatório. Inicialmente foi diagnosticado como neurorretinite difusa e tratada com metilprednilolona IV e corticóide oral. Uma semana depois, uma pequena larva viva (400-600µ) foi encontrada e destruída por fotocoagulação com laser seguida por combinação de anti-helmíniticos.
Resultados: As acuidades visuais melhoraram de conta dedos para 6/60-6/36 respectivamente após algumas semanas.
Conclusão: Também discutimos a eficácia do tratamento com laser, esteróides sistêmicos e anti-helmínticos.
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Quantificação da topografia da cabeça do nervo óptico em neurite óptica: um estudo piloto
S Anand Trip, Patricio Schlottmann, Stephen Jones, David Garway-Heath, Alan Thompson, Gordon Plant e David Miller
Resumo
Objetivos: Investigar a topografia da cabeça do nervo óptico em pacientes com neurite óptica comparados a controles, utilizando o Tomógrafo de Retina de Heidelberg -II (HRT-II) e determinar se as alterações detectadas estão relacinoadas à função visual e eletrofisiologia.
Métodos: 25 pacientes com antecedente de episódio único de neurite óptica unilateral e 15 controles foram estudados com HRT-II, potenciais visuais evocados e eletro-retinograma. Os pacientes também foram testados quanto à acuidade visual, campo visual e visão de cores.
Resultados: Em olhos afetados, comparados a olhos contra laterais, houve redução tanto da média de espessura da camada de fibras nervosas (RNFL) na borda do disco (p=0,009) quanto no volume da rima neuro-retínica (p=0,04). Em olhos afetados, comparados a controles, a medida da forma tridimencional do disco óptico estava aumentada (p=0,01), indicativo de forma anormal do disco. Não houveram outras diferenças significantes nas medidas com o HRT-II. No mesmo paciente, correção da diferença entre os dois olhos foi usada para investigar a relevância funcional dessas mudanças e demonstraram associações entre mudança na espessura da CFNR e alterações na acuidade visual, campo visual e visão de cores. Alterações na visão de cores estavam também associadas à alteração do volume da rima neuro-retínica.
Conclusões: HRT detecta diferenças, funcionalmente relevantes, na espessura da CFNR e volume da rima neuro-retínica entre olhos afetados por neurite óptica unilateral e olhos contra laterais não afetados.
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Clinical science - extended reports
Os efeitos do glaucoma na latência do potencial visual evocado multifocal
Chris Rodarte, Donald C. Hood, E. Bo Yang, Tomas Grippo, Vivienne C Greenstein, Jeffrey M Liebmann e Robert Ritch
Resumo
Objetivos: Determinar o efeito do dano glaucomatoso na latência do potencial visual evocado multifocal (PVEmf)
Métodos: PVEmf monoculares foram registrados a partir de um grupo com glaucoma (n=50) definido por meio de um disco glaucomatoso e um campo visual anormal e um grupo controle (n=47). 25 pacientes foram caracterizados como de pressão normal (GPN) e 25 como glaucoma de pressão alta (GPA). Análises de latência monocular e interocular do olho mais afetado foram obtidas por meio de software personalizado.
Resultados: Na análise interocular, tanto o grupo com GPN quanto o grupo com GPA mostrou um aumento estatisticamente significante na latência média de PEVmf com latências médias relativas e percentuais de pontos com atrasos significativos de 1,7ms & 10,3% (GPA) e 1,3 & 8,2% (GPN comparado a -0,3ms% 2,7% nos controles). Na análise monocular, somente o grupo com GPA mostrou um aumento signficativo na latência com medidas de 5,7ms & 14,6% (GPA) comparado a 3,2ms & 10,6% (GPN) e 2,1ms & 9,6% (controles). Utilizando o percentil 95 de um grupo normativo como o ponto de corte, a sensibilidade variou de 20 a 38% e a especificidade de 87 a 100% com a análise interocular fornecendo a melhor discriminação.
Conclusão: Embora até 40% dos pacientes mostrassem atrasos na latência do PEVmf, estes atrasos eram modestos, de em média alguns milisegundos. Estes resultados são muito diferentes de um estudo recente de PEV convencional, que relatou 100% de sensibilidade, 100% de especificidade e um atraso médio de mais de 25ms.
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Eficácia decrescente de injeções repetitivas de triancinolona intravítrea em edema macular diabético
Carmen K. M. Chan, Shaheeda Mohamed, Mahesh P. Shanmugam, Chi-Wai Tsang, Timothy Y. Y. Lai e Dennis S.C. Lam
Resumo
Introdução: Triancinolona intravítrea (TAiv) resulta em melhora transitória do edema macular diabético (EMD), necessitando repetição de injeções. Descrevemos uma série de 10 olhos de 10 pacientes com EMD que receberam injeções repetidas de 4mg TAiv, pelo menos 26 semanas após a realização da primeira injeção na mesma dosagem.
Método: Comparamos a melhor acuidade visual corrigida (MAVC) 2, 4, 9 e 17 semanas pré e pós-injeção e a espessura central foveal (ECF) na tomografia de coerênica óptica após a primeira injeção e as injeções repetidas, utilizando o teste-t pareado. Os efeitos colaterais foram monitorados.
Resultados: MAVC, ECF, pressão intra-ocular (PIO) e classificação de catarata não foram significantemente diferentes para injeções primárias e repetidas (realizadas em 32,5±3,5 semanas após a primeira injeção). Melhoras transitórias na MAVC e ECF foram alcaçadas após todas as injeções. Contudo, após repetição da injeção, a MAVC foi significantemente pior em todos os momentos (p<0,05) e o mesmo ocorreu para a ECF e ECF 4 semanas após a injeção (p=0,034 e 0,011 respectivamente), comparada à injeção inicial. PIOs máximas e piora na classificação da catarata após a injeção não foram significantemente diferentes entre os 2 grupos.
Conclusões: Uma repetição na injeção de 4mg de TAiv não deve ser tão eficiente no tratamento de EMD quanto a injeção primária.
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Polimorfismo p.402Y>H na proteína fator H do complemento é um fator de risco para degeneração macular relacionada à idade em uma população italiana
Francesca Simonelli, Giulia Frisso, Francesco Testa, Rosanna di Fiore, Dino F. Vitale, Maria Pia Manitto, Rosario Brancato, Ernesto Rinaldi e Lucia Sacchetti
Resumo
Objetivos: Avaliar o polimorfismo p.402Y>H do fator H do complemento como um fator de risco em degeneração macular relacionado à idade em uma população italiana.
Métodos: Selecionamos 104 italianos sem parentesco com DMRI e 131 controles sem parentesco para o polimorfismo p.402Y>H do fator H (c.1277T>C) que tem sido associado à DMRI. Retinografia foi obtida dos pacientes e controles; o diagnóstico de DMRI foi confirmado por angiografias fluorescentes. O polimorfismo c.1277T>C foi genotipado com a avaliação de polimorfismo do PCR Tagman em tempo real.
Resultados: A freqüência de alelos c.1277T>C foi maior em pacientes com DMRI do que nos controles (57,2% vs 39,3%; p<0,001). O odds ratio (OR; análise de regressão logística) para a DMRI foi de 3,9 (95% IC:1,9-8,2) para homozigotos CC. O genótipo CC conferiu um risco maior para DMRI esporádico (OR; IC:4,6; 2,0-10,5) do que para DMRI familiar (OR; IC:2,9; 1,0-8,4). Genótipos não foram relacionados com a idade do diagnóstico de DMRI ou ao fenótipo da DMRI. No entanto, atrofia geográfica e neovascularização da coróide foram mais freqüentes em DMRI esporádico do que familiar (p=0,027). De forma geral, a porcentagem do risco atribuível à população para o genótipo de CC foi de 25% (95%IC:18-33%).
Conclusão: A associação entre o polimorfismo p.4202Y>H (c.1277T>C) e DMRI está presente na população italiana e o genótipo CC é mais freqüente em casos de DMRI esporádica do que familiar
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Implante de ceratoprótese Legeais BioKpro III: Resultados a longo prazo em sete pacientes
Emma J Hollick, Stephanie L Watson, John KG Dart, Philip J Luthert e Bruce DS Allan
Resumo
Objetivos: Neste artigo, apresentamos os resultados a longo prazo da ceratoprótese em sete pacientes com cicatriz corneal severa.
Métodos: O estudo foi realizado no Hospital de Olhos de Moorefields em Londres. Pacientes apresentavam doença da superfície ocular em estágios terminais ou opacificação de córnea após enxertos múltiplos de córnea com o potencial de melhora visual significativa. Após implante a ceratoprótese foi recoberta com um retalho conjuntival ou enxerto de mucosa oral que foi depois aberta para expor a óptica. As medidas avaliadas foram visão, complicações e retenção da ceratoprótese.
Resultados: A ceratoprótese Legeais BioKpro III foi implantada em 7 pacientes com cicatrização corneal grave: penfigóide ocular cicatricial, ceratite por sarampo, queimadura térmica, Síndrome de Stevens-Johnson, aniridia, queimadura química e rubéola congênita. O acompanhamento foi de 18 a 48 meses. A ceratoprótese não foi incorporada em 6 pacientes devido a extrusão que ocorreu entre 2 e 28 meses de pós-operatório. Membranas retroprotéticas ocorreram em 3 pacientes e endoftalmite ocorreu em um paciente. A acuidade visual melhorou de MM para 6/12 em apenas um paciente que manteve a ceratoprótese; no entanto, o acúmulo de muco na óptica era fator de incômodo.
Conclusões: Nosso único caso bem sucedido foi em paciente com queimadura térmica. Os outros resultados não foram aceitáveis, com extrusão em 6 de 7 pacientes.
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Resultados do Estudo clínico Fase I da terapia do vaso alimentador com verteporfina em neovascularização coroidal subfoveal em degeneração macular relacionada à idade
Igor Kozak, Lingyun Cheng, Denine E. Cochran e William R. Freeman
Resumo
Introdução: Pesquisar a segurança e eficácia de terapia fotodinâmica extrafoveal na oclusão de vasos alimentadores (VA) em pacientes com neovascularização subfoveal coroidal secundária à degeneração macular relacionada à idade.
Métodos: VAs foram identificados utilizando fluoresceína dinâmica e indocianina verde com oftalmoscópio de escaneamento por laser. A dose padrão de verteporfina e de comprimento de ondas foram utilizadas. A dose de luz foi aumentada ao aumentar a duração da dose de luz para que o regime de luz fosse 50J/cm2 para os pacientes 1 e 2, 100J/ cm2 para os 3, 4, 5, 125 J/ cm2 para os 6 e 7 e 150J/ cm2 para os 8 e 9. Os pacientes foram examinados nas semanas 1, 4 e 12.
Resultados: A melhora média na tabela ETDRS 3 meses após o tratamento foi de um aumento de 2,1 linhas (p=0,07). Fechamento do VA foi alcançado angiograficamente em 3 olhos em diversas doses de luz, em 3 olhos o VA estava hipoperfundido e em 3 olhos os vasos não estavam nem ocluídos nem hipoperfundidos. No último acompanhamento todos os VAs estavam reperfundidos. Não houve evidência de dano retínico.
Conclusão: A terapia do VA com verteporfina não causa dano retínico subfoveal e pode apresentar potencial em melhorar a visão central em NVC devido a degeneração macular exsudativa. Não recomendamos esta técnica como monoterapia para NVC.
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Análise dos "flecks" retínicos em fundus flavimaculatus utilizando Tomografia de Coerência Óptica
Giuseppe Querques, Nicolas Leveziel,, Nathanael Benhamou, Monika Voigt, Gabriel Coscas, Gisèle Soubrane e Eric H Souied
Resumo
Objetivo: “Flecks” retínicos são normalmente observados tanto em doença de Stagardt quanto em fundus flavimaculatus (FFM). Nosso objetivo foi determiner a localização precisa destes “flecks” nas camadas da retina, utilizando a Tomografia de Coerência Óptica Stratus (OCT).
Tipo de estudo: Prospectivo, observational de série de casos.
Métodos: Exame oftalmológico completo, incluíndo autofluorescência, angiografia fluorescente (AF) e OCT Stratus (Carl Zeiss) foram realizados em 49 olhos de 26 pacientes consecutivos com FFM. Foram realizadas 6 a 12 varreduras lineares de OCT Stratus, focadas nos “flecks”, em cada olho.
Resultados: A idade de apresentação variou de 23 a 71 anos e acuidade visual entre 20/20 e 20/400. Depósitos hiper-reflectivos, classificados em dois tipos, foram observados no OCT Stratus: lesões tipo 1 (94% dos olhos) apresentaram como depósitos em forma de cúpula localizados na porção interna do EPR e lesões tipo 2 (86% dos olhos) apresentaram com depótos lineares pequenos localizados no nível da camada nuclear externa e nitidamente separados do EPR.
Conclusões: OCT Stratus é um instrumento não invasivo que fornece novas informações sobre a localização de “flecks” no FFM. A localização das lesões do tipo 2 é muito infreqüente dentre as distrofias maculares; OCT deve, assim, se útil no diagnóstico dos “flecks” de retina em alguns casos de FFM.
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Densidade mineral óssea reduzida e remanecentes vasculares da hialóide em uma família com VREF recessiva consangüínea com mutação no LRP5
Louise M Downey, Helen M Bottomley, Eammon Sheridan, M Ahmed, David F Gilmour, Chris F Inglehearn, A Reddy, A Agrawal, John Bradbury e Carmel Toomes
Resumo
Introdução/objetivos: Vitreo-retinopatia exsudativa familiar (VREF) é uma condição genética causadora de cegueira caracterizada pelo desenvolvimento anormal da vasculatura retínica. VREF tem maneiras múltiplas de transmissão e mutação homozigota no LRP5 foi recentemente descrita como causa da forma recessiva desta doença. O objetivo deste estudo foi examinar o LRP5 em uma família com VREF recessiva consangüínea e esclarecer o fenótipo ocular e ósseo associado à VREF recessiva.
Métodos:Todos os membros da família foram examinados por biomicroscopia na lâmpada de fenda e oftalmoscopia indireta. A ligação ao LRP5 foi determinada pela genotipagem de marcadores micro-satélites, construindo haplotipos e calculando pontuações lod. A procura por mutações do LRP5 foi realizada por amplificação do PCR de DNA genômico seguida por seqüenciamento direto. A densidade mineral óssea (DMO) foi avaliada em todos os membros da família, usando medida de absorção da energia dupla de raio-X (DEXA).
Resultados: As características clínicas observadas nesta família foram consistentes com o diagnóstico de VREF recessiva. Uma mutação homozigótica no LRP5, G550R, foi identificada em todos os indivíduos afetados e em todos os membros não afetados da família investigados eram carreadores heterozigóticos desta mutação.
DMO reduzida, remanecentes vasculares da hialóide e nistagmo foram características do fenótipo.
Conclusão: Mutação recessiva no LRP5 pode causar VREF com DMO reduzida e remanecentes vasculares da hialóide. Avaliação do paciente com diagnóstico provável de VREF deveria incluir a investigação da DMO que, se reduzida, sugere mutação no LRP5.
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Recidiva de retinoblastoma no vítreo após quimioterapia primária: Laser de diodo como adjuvante é um fator de risco?
Dan S Gombos, Paul A Cauchi, John L Hungerford, Peter Addison, Pietro G Coen e Judith E Kingston
Resumo
Introdução/objetivos: Avaliar as taxas de recidiva de retinoblastoma no vítreo em pacietnes tratados com quimioterapia primária e se o laser de diodo é um potencial fator de risco para as recidivas.
Métodos: Revisão retrospectiva de todos os pacientes tratados com quimioterapia primária em um grande centro de oncologia ocular. Olhos que desenvolveram recidiva vítrea foram classificados segundo o grupo Reese-Ellsworth, a lateralidade, o tempo de recidiva, o tipo de recidiva (recidiva na base viítrea ou fora da base vítrea), modalidades de tratamento utilizadas (incluíndo laser de diodo adjuvante) e preservação ocular. Tumores focais individuais tratados com hipertermia à laser foram também classificados quanto aos parâmetros do laser, incluindo: potência, número de tratamentos e adiminstração concomitante de quimioterapia (quimiotermoterapia).
Resultados: Quinze de 106 olhos (14,15%) desenvolveram recidiva no vítreo em um período de seis anos. A média de tempo para a recidiva foi de 7,2 meses após o fim da quimioterapia. Cinco casos (33%) foram do tipo base vítrea. Onze olhos foram salvos, utilizando uma variedade de modalidades; um paciente perdeu o acompanhamento. Seis dos olhos remanescentes (60%) foram salvos. Oito de 38 olhos (21 %) tratados com quimioterapia sistêmica e hipertermia com laser desenvolveram recidiva vítrea versus 7 de 68 olhos (10 %) tratados apenas com quimioterapia primária (p <,005). Os parâmetros do laser, números de tratamentos com hipertermia e o uso concomitante de quimioterapia sistêmica (quimiotermoterapia) não foram associados a maiores taxas de recidiva vítrea.
Conclusão: Aproximadamente um em sete olhos com retinoblastoma tratados com qiimioterapia primária deve desenvolver recidiva no vítreo. A adminstração de hipertermia com laser de diodo parece aumentar este risco. Apesar da terapia adicional, alguns olhos necesitam de evisceração.
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Expansores de hidrogel auto-infláveis injetáveis para o tratamento de deficiência de volume orbital no microftalmo: resultados preliminares de uma nova abordagem terapêutica
Michael P. Schittkowski e Rudolf F. Guthoff
Resumo
Introdução: Crianças com microftalmo congênito geralmente conseguem utilizar uma prótese ocular mas o aspecto cosmético é determinado pelo tamanho da deficiência do volume da órbita, que leva à necessidade de enucleação do olho com microftalmo. Este estudo pesquisa a viabilidade de aumento do volume com expansores injetáveis (osmed Gmbh, Ilmenau, Alemanha) como sugerido em anoftalmo adquirido em adultos.
Método: O expansor é constituído por um hidrogel auto-inflável que absorve água por osmose (estado seco: comprimento 8mm, diâmetro 2mm, volume 0,025ml; estado hidratado in vitro após um dia: comprimento 15mm, diâmetro 4mm, volume 0,24ml; capacidade de expansão: 9,6X). Este relato envolve 6 pacientes (2 meninas e 4 meninos) com idade entre 4 e 42 meses com microftalmo unilateral que foram tratados por meio de injeção de 4 a 14 expansores no tecido orbital retrobulbar. O aumento volumétrico foi de 1 a 3,5ml. Os expansores foram injetados utilizando um trocater personalizado e posicionados posterior ao microftalmo diretamente no espaço intraconal.
Resultados: O maior volume da órbita foi notado em 2 dias e foi confirmado por meio de ultrassonografia e RNM. O resultado final pode ser antecipado pelo efeito do aumento do volume produzido pela quantidade de solução salina injetada na região apical da órbita. Todos os pacientes receberam prótese ocular que foi aumentado subsequentemente a cada 3 a 5 meses. Enoftalmo anoftálmico foi totalmente compensado por esta técnica. Nenhuma complicação ocorreu até a presente data.
Conclusões: O aumento do volume orbital com hidrogel expansível auto-inflável é aparentemente uma técnica segura, rápida e minimamente invasiva para várias indicações em cirurgia de reconstrução de órbita, e.g. para tratar a aparência enoftálmica em microftalmo ou anoftalmo congênito ou adquirido.
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Laboratory science - extended reports
Efeitos do bevacizumab ® na função retínica na retina isolada de vertebrados
Matthias Lüke, Max Warga, Focke Ziemssen, Faik Gelisken, Salvatore Grisanti, Toni Schneider, Christoph Lüke, Michael Partsch, Karl Ulrich Bartz-Schmidt e Peter Szurman
Resumo
Introdução: Bevacizumab (®) é uma proteína recombinante que tem como alvo o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). In-vitro, bevacizumab inibe a proliferação celular e a produção de fator tissular induzidos pelo VEGF. Angiogênese anormal envolvendo o VEGF é o evento central durante o desenvolvimento de neovascularização de coróide (NVC). O estudo presente foi projetado para avaliar os efeitos tóxicos do bevacizumab a curto prazo na função retínica pra uma aplicação terapêutica intraocular.
Métodos: Retinas bovinas isoladas foram perfundidas com uma solução nutridora de oxigênio pré-incubado. O eletrorretinograma (ERG) foi registrado como um potencial trans-retínico, usando eletrodos Ag/AgCl. Bevacizumab foi adicionado em concentrações diferentes à solução nutriente por 45 min. Após isso a retina foi reperfundida por 60’ com solução nutriente normal. A porcentagem de redução da onda a e b durante a aplicação do bevacizumab foi calculada e comparada a registros controles.
Resultados: Durante a aplicação de três concentrações diferentes de bevacizumab (0,08 mg/ml, 0,25 mg/ml, 0,8 mg/ml) não houve redução significante na amplitude da onda a ou b. Durante a lavagem, as amplitudes dos ERG não se alteraram.
Conclusão: O presente estudo sugere que uma aplicação intraocular de 0,25 mg/ml de bevacizumab para o tratamento de CNV é razoável. Não foram detectados efeitos imediatos significantes do befacizumab na função retínica, porém efeitos de longo prazo não podem ser excluídos.
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Implante de eletrodo subretínnico para estímulos crônicos em ratos P23H
Joel Salzmann, Olof P Linderholm, Jean-Laurent Guyomard, Manuel Simonutti, Michel Paques, Marzia Lecchi, Jorg Sommerhalder, Marco Pelizzone, Daniel Bertrand, José Sahel, Philippe Renaud, Avinoam B Safran e Serge Picaud
Resumo
Introdução: Em degeneração macular relacionada à idade e distrofias hereditárias tem sido demonstrada a preservação das células ganglionares da retina. Este achado levou ao desenvolvimento de diversos modelos de implantes sub ou epi-retínicos para restaurar a visão. O estudo atual trata do desenvolvimento de uma plataforma com um eletrodo subretínico de polimida em um rato P23H in vivo.
Material de métodos: Desenvolvemos uma técnica para implante de eletrodo subretínico no espaço subretínico com estabilização da extremidade distal do cabeamento no crânio do rato de forma a permitir estímulos elétricos da retina.
Resultados: Imagens in vivo da retina com o oftalmolscópio de escaneamento por laser demonstraram a reabsorção do descolamento de retina induzido cirurgicamente e a ausência de reações teciduais maiores. Estas observações in vivo foram confirmadas por meio de histologia da retina. O sistema de fixação extraocular no crânio do rato foi efetivo na estabilização do conector distal para o estímulo in vivo.
Conclusão: Este estudo demonstra que um implante na retina pode ser introduzido no espaço subretínico de um rato com distrofia com um conector externo estável para medidas elétricas de repetição e estímulo. Este modelo in vivo desta forma deve permitir que avaliemos a segurança e a eficácia de estímulos elétricos na retina com distrofia.
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