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British Journal of Ophthalmology 2007;91:1-126
Copyright © 2008 by the BMJ Publishing Group Ltd.

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Portuguese Abstracts

Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Janeiro de 2007. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the January 2007 issue. The full text is only available in English to subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)

Janeiro/January 2007
Volume 91 Number/ número 1

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr José Alvaro P. Gomes
drdanielpereira{at}gmail.com   drdanielpereira{at}gmail.com


  Clinical science - scientific reports 

Cirurgia Ocular Robótica
Angelo Tsirbas, Erik Dutson e Charles Mango
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Avaliação clínica da pseudoguttata na córnea
Yasuyuki Nakashima, Fumiaki Yoshitomi e Tetsuro Oshika
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Espessura corneal central e correlação com o tamanho do disco óptico: possível suscetibilidade ao glaucoma
Mohammad Pakravan, Afshin Parsa, Masoumeh Sanagou e Cameron F Parsa
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Medidas de citoquinas inflamatórias em avaliações de multicitoquinas na lágrima de pacientes glaucomatosos tratados cronicamente com medicações tópicas
Laure Malvitte, Thomas Montange, Anne Vejux, Christophe Baudouin, Alain M Bron, Catherine Creuzot-Garcher e Gérard Lizard
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Prevalência de uveíte com baixo prognóstico visual na Escócia
Graeme J Williams, Suzanne Brannan, John V Forrester, Mike P Gavin, Sheila P Paterson-Brown, Alasdair Purdie, Meena Virdi e John A Olson
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Comprimento axial e tamanho do disco óptico em olhos normais
Cristiano Oliveira, Noga Harizman, Christopher A Girkin, Aiyuan Xie, Celso Tello, Jeffrey M Liebmann e Robert Ritch
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Comportamento de íris moles durante a cirurgia de catarata: associações e variações
Vikas Chadha, Shyamanga Borooah, Adrian Tey, Caroline Styles e Jas Singh
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  Clinical science - extended reports


F C Francisco, A C P Carvalho, V F M Francisco, M C Francisco, and G T Neto
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Perfil de performance de hialuronato de sódio em pacientes com deficiências da camada lipídica da lágrima
Pinnita Prabhasawat, Nattaporn Tesavibul e Ngamjit Kasetsuwan

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Imunossupressão por Tacrolimus em enxertos corneais de alto risco
Annie Joseph, Dev Raj, Vijay Shanmuganathan, Richard Powell e Harminder Dua
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Estatus socioeconômico, pressão arterial sistólica e pressão intraocular: O estudo de Tanjong Pagar
Jennifer LY Yip, Tin Aung, Tien-Yin Wong, David Machin, Peng-Tee Khaw, Kay-Tee Khaw, Steve Seah e Paul Foster

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Meta-análise de estudos controlados de distribuição aleatória comparando latanoprost e brimonidina no tratamento de glaucoma de ângulo aberto, hipertensão ocular ou glaucoma de pressão normal
Adrian T Fung, Sharon E Reid, Michael P Jones, Paul R Healey, Peter J McCluskey e Jonathan C Craig

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Efeito da atorvastatina nas velocidades de fluxos sanguíneos oculares em pacientes com retinopatia diabética
Abdullah Ozkiris, Kuddusi Erkilic, Ali Koc e Selcuk Mistik
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Menor prevalência de metástases assintomáticas de coróide em carcinomas disseminados de mama e pulmão: argumentos contra “screening”
Adiel Barak, Meira Neudorfer, Gad Heilweil, Ofer Merimsky, Anat Lowenstein,
Moshe Inbar e Neora Yaal Hahoshen

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  Laboratory science - scientific reports


Produtos finais da glicosilação na ceratopatia climática em gota
Yuichi Kaji, Ryoji Nagai, Shiro Amano, Yutaka Takazawa, Masashi Fukayama e Tetsuro Oshika
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Variabilidade fenotípica em famílias com mutações RDS: exclusão do ROM1 como um modificador genético daqueles com retinitis pigmentosa
Bart Peter Leroy, Anusha Kailasanathan, Jean-Jacques De Laey, Graeme CM Black e Forbes DC Manson

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  Laboratory science - extended reports

Expressão das células tronco hematopoiéticas CD133 e CD34 nos ceratócitos da córnea humana
Giuseppina Perrella, Paolo Brusini, Renza Spelat, Parwez Hossain, Andy
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O acetonido de triamcinolona suprime resposta precoce pro-angiogênica em células do EPR após terapia fotodinâmica in vitro
Ryo Obata, Yuji Inoue, Aya Iriyama, Hidenori Takahashi, Yasuhiro Tamaki e Yasuo Yanagi

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Suplementação de células-T reguladoras CD4+CD25+ suprime uveoretinite autoimune experimental.
Hiroshi Keino, Masaru Takeuchi, Yoshihiko Usui, Takaaki Hattori, Naoyuki Yamakawa, Keiko Oh-i, Takeshi Kezuka e Masahiko Usui
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  Clinical science - scientific reports 

Cirurgia Ocular Robótica
Angelo Tsirbas, Erik Dutson e Charles Mango

Introdução: Cirurgia robótica tridimensional bimanual tem útil para uma varidade de procedimentos cirúrgicos. Avaliamos o uso de um robô cirúrgico comercialmente disponível para microcirurgia ocular.
Métodos: Utilizando um Robô Cirúrgico Da Vinci (Intuitive Surgical, Inc., Sunnyvale, CA), microcirurgia ocular foi realizada por meio da sutura de uma laceração corneal em modelo porcino. Os experimentos foram realizados em olhos de porco posicionados anatomicamente numa cabeça de isopor em mesa cirúrgica padrão. Um videoscópio e dois instrumentos com rotação de 3600 com instrumentos efetuadores foram posicionados sobre o olho com três braços robóticos. O cirurgião realizou os procedimentos enquanto estava posicionado em um console robótico que estava localizado do outro lado da sala cirúrgica. Cada cirurgião fez 3 suturas com nylon 10.0 que foram documentadas por fotografia e vídeo.
Resultados: Microcirurgia ocular foi realizada com sucesso utilizando o Robô Cirúrgico
Da Vinci. O sistema robótico permitiu observação excelente assim como posicionamento delicado e controlado das suturas na córnea.
Conclusões: Microcirurgia ocular robótica é tecnicamente possível no modelo porcino e pode ser considerada para avaliação em estudos humanos controlados para instalação de centros cirúrgicos remotos funcionais em áreas sem acesso a equipamentos de ponta, material e tecnologia cirúrgica.

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Avaliação clínica da pseudoguttata na córnea
Yasuyuki Nakashima, Fumiaki Yoshitomi e Tetsuro Oshika

Objetivos: Relatar 44 olhos de 40 pacientes com pseudoguttata corneal
Métodos: Em 3521 pacientes consecutivos observados em uma clínica de olhos, foram examinados em lâmpada de fenda com iluminação especular. Quando o aspecto de guttata foi encontrado, microsopia especular foi realizada.
Resultados: Pseudoguttata corneal foi encontrada em 44 olhos de 40 pacientes (1,1%). Todos os pacientes apresentaram alguma forma de doença oculare do segmento anterior, incluindo ceratite (infiltrado corneal) com uso de lentes de contato em 16 olhos, ceratoconjuntivite epidêmica em 8 olhos, defeito corneal epitelial em 6 olhos, ceratite puntata superficial em 4 olhos, corpo estranho ocular em 3 olhos, ceratite de causa desconhecida em 3 olhos, úlcera de córnea em 2 olhos, ceratite herpética em 1 olho e irite em um olho. Seis olhos não puderam ser acompanhados, porém nos 38 olhos remanescentes a pseudoguttata desapareceu com a melhora das doenças do segmento anterior. Microscopia especular, medida após a melhora da pseudoguttata mostrou que a densidade endotelial não foi diferente entre o olho afetado e o olho saudável contralateral.
Conclusão: Pseudoguttata corneal é comumente encontrada em casos com infiltração e inflamação corneal. Os resultados mostram que a pseudoguttata é reversível e melhora completamente sem danos às células endoteliais corneais.

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Espessura corneal central e correlação com o tamanho do disco óptico: possível suscetibilidade ao glaucoma
Mohammad Pakravan, Afshin Parsa, Masoumeh Sanagou e Cameron F Parsa

Objetivos: Avaliar uma possível relação entre espessura corneal central (ECC) e área do disco óptico em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA).
Métodos: Pacientes com GPAA foram submetidos a exame ocular completo, registro do disco óptico dom Tomografia de Retina Heidelberg (HRT II) e paquimetria corneal ultrassônica. Critérios de exclusão foram cirurgia ocular prévia e imagens de baixa qualidade do HRT I (desvio padrão do HRT > 50). Coeficientes de correlação de Pearson foram calculados para avaliar associações entre ECC e área do disco óptico.
Resultados: Duzentos e doze olhos de 137 pacientes com GOAA foram submetidos a exams ocular. Sessenta e seis indivíduos (48%) foram do sexo feminino, 104 (76%) foram caucasianos, 26 (19%) afro-americanos e 7 (5%) de outras raças. Setenta e dois olhos permaneceream após exclusão pelos critérios mencionados. Numa análise univariada deste grupo, a ECC foi inversamente correlacionada à superfície do disco óptico (Coeficiente de Correlação de Pearson (r = - 0,284, p = 0,036, n = 72). A área média do disco óptico foi de 2 +/- 0,53 mm2 (n = 160). Caucasianos apresentaram áreas de disco significativamente menores (p = 0,000) do que outras raças Caucasianos 1,9 +/- 0,47 mm2 (n = 119), Afro-Americans 2,4 +/-0,54 mm2 (n = 31), outras raças 2,3 +/- 0,45 mm2 (n = 10).
Conclusão: ECC é inversamente correlacionada à área do disco óptico. Enquanto córneas mas espessas apresentam discreta superestimativas da pressão intraocular real, elas também podem indicar uma papila do nervo óptico signficativamente menor e mais robusta. Por outro lado, indivíduos com córneas mais finas que subestimam discretamente a PIO podem apresentar discos ópticos maiores com maiores deformações.

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Medidas de citoquinas inflamatórias em avaliações de multicitoquinas na lágrima de pacientes glaucomatosos tratados cronicamente com medicações tópicas
Laure Malvitte, Thomas Montange, Anne Vejux, Christophe Baudouin, Alain M Bron, Catherine Creuzot-Garcher e Gérard Lizard

Objetivo: Pesquisar a resposta inflamatória da superfície ocular a tratamentos tópicos crônicos em pacientes com glaucoma ao medir os níveis de citoquina na lágrima, utilizado análise multiplexa.
Métodos: Amostras das lágrima foram coletadas de 21 pacientes com glaucoma e 12 voluntários saudáveis. As amostras foram analisadas quanto a presença de 17 citoquinas (IL-1,IL-2,IL-4, IL-5, IL-6, IL-7, IL-8, IL-10, IL-12, IL-13, IL-17, G-CSF, GM-CSF, INF, MCP-1, MIP-1,TNF). As citoquinas em cada amostra de lágrima foram medidas, utilizando análise multiplexa com microesferas como suporte sólido para a avaliação.
Resultados: Nas lágrimas dos pacientes tratados, citoquinas pró-inflamatórias (IL-1,IL-6, IL-12, TNF) estavam significativamente aumentadas quando comparadas a indivíduos saudáveis. Citoquinas do tipo Th-1 (INF,IL-2) e Th-2 (IL-5, IL-10, IL-4) também estavam significativamente aumentadas (p<0,05). No entanto, o aumento mais importante foi observado nas citoquinas Th-1. A expressão da IL-8 e MCP-1 também estava aumentada no grupo tratado.
Conclusão: O presente estudo demonstra que a secreção de citoquinas pró-inflamatórias por células conjuntivais é aumentada em resposta a tratamentos tópicos antiglaucomatosos. A caracterização de citoquinas na lágrima estava previamente limitada pelo pequeno volume obtido, limitação esta superada pela análise multiplexa.

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Prevalência de uveíte com baixo prognóstico visual na Escócia
Graeme J Williams, Suzanne Brannan, John V Forrester, Mike P Gavin, Sheila P Paterson-Brown, Alasdair Purdie, Meena Virdi e John A Olson

Objetivo: Identificar e quantificar a prevalência de pacientes com uveíte recebendo imunossupressão sistêmica na Escócia.
Métodos: Dados anônimos foram prospectivamente coletados em todos os pacientes com uveíte recebendo imunossupressão sistêmica. Sete centros de saúde participaram ao longo de um período de quatro meses entre primeiro de agosto de 2005 e 30 de novembro de 2005.
Resultados: 373 pacientes foram identificados. 55% eram do sexo feminino. A idade média era de 46,4 anos (7 a 97 anos). Utilizando os dados dos sete centros de saúde participantes uma prevalência escocesa de aproximadamente 9 por 100000 foi calculada. A prevalência variou entre 2 e 9 por 100000. Dentro do Instituto Nacional de Saúde todos os pacientes com uveíte são acompanhados em clínica de especialidade. Extrapolando estes dados para a Escócia poderia ser esperado uma prevalência de 25 por 100000.
Discussão: Os dados do INS sugerem que há uma diminuição significativa nos números detectados neste estudo. Se a população “desaparecida” existe de fato, qual é sua localização? Alguns podem estar recebendo tratamento apropriado em clínicas não-especialistas, enquanto talvez seja apenas falta de relatos. A preocupação maior é com os pacientes que recebem tratamento inapropriado para sua uveíte, ou para aquela comunidade que não está a par ou nega sua condição.

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Comprimento axial e tamanho do disco óptico em olhos normais
Cristiano Oliveira, Noga Harizman, Christopher A Girkin, Aiyuan Xie, Celso Tello, Jeffrey M Liebmann e Robert Ritch

Objetivo: Pesquisar a relação entre área do disco óptico e comprimento axial em olhos normais de indivíduos brancos e negros.
Métodos: Indivíduos elegíveis consecutivos foram convocados. Biometria ocular foi obtida com ultrassonografia-A e imagens confiáveis do disco óptico foram obtidas com oftalmoscópio confocal a laser. A relação entre a área do disco óptico e o comprimento axial foi avaliada, utilizando modelos univariados e multivariados.
Resultados: 281 olhos de 281 indivíduos foram convocados. Indivíduos negros (n=157) apresentaram discos significativamente maiores (área média do disco, 2,120,5 DP mm2) do que indivíduos brancos (n=124) (1,970,6 mm2) (teste-t, P=0,02). A área do disco óptico aumentou de acordo com o comprimento axial (coeficiente de correlação de Pearson, r=0,13, P<0,0349) para toda a população estudada. Modelos de regressão multivariados, incluindo raça, área do disco e comprimento axial demonstraram que uma relação linear significativa, porém fraca, existe entre o comprimento axial e a área do disco (coeficiente de correlação parcial 0,14; P<0,024) e entre a raça e a área do disco (coeficiente de correlação parcial 0,19; P<0,017) quando ajustados para efeitos de outros termos no modelo.
Conclusão: Aumento da área do disco é associado a maiores medidas de comprimento axial e ancestralidade africana. Isso pode apresentar implicações para fisiopatologia do glaucoma e avaliação de riscos.

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Comportamento de íris moles durante a cirurgia de catarata: associações e variações
Vikas Chadha, Shyamanga Borooah, Adrian Tey, Caroline Styles e Jas Singh

Objetivos: Avaliar a associação do comportamento de íris moles com uso de antagonistas alfa-1 e diabetes melito durante cirurgia de catarata.
Métodos: 1842 olhos de 1786 pacientes submetidos a facoemulsificação foram inscritos prospectivamente. O estudo avaliou o uso de alfa-1 antagonistas e a presença ou ausência de diabetes melito. Cirurgiões mascarados à história de uso de drogas notaram a ocorrência de quaisquer das características da Síndrome de Íris Mole (SIM) no intraopreratório.
Resultados: 57% dos pacientes com tamsulosina mostraram característica de SIM comparados a 1% do grupo sem tamsulosina (p<0,001). Destes mais da metade dos pacientes manifestaram a síndrome de forma incompleta. Somente 1 de 51 pacientes com outros alfa-1 antagonistas apresentaram SIM. Diabetes não foi associada de forma significativa à SIM (p=1,000)
Conclusões: Tamsulosina foi significativamente associada ao comportamento de íris moles durante a cirurgia de catarata. Nem todos estes pacientes irão necessariamente manifestar algumas ou todas as característica de SIM. A síndrome de íris mole provavelmente apresenta graus de gravidade. Vários fatores indefinidos, dentre os quais não se inclui diabetes, podem apresentar um papel de contribuição. Antagonistas não-seletivos alfa-1 provavelmente não estão associados à SIM.

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  Clinical science - extended reports

 


F C Francisco, A C P Carvalho, V F M Francisco, M C Francisco, and G T Neto

Objetivo: Estabelecer a associação entre local de obstrução, obstrução uni ou bilateral, grupo etário e gênero.
Métodos: Estudo retrospectivo observacional de 1000 ductos lacrimais de 500 pacientes consecutivos vistos na clínica radiológica Emílio Amorim com suspeita de obstrução do ducto lacrimal foi realizado.
Resultados: Dos pacientes estudados, 121 eram homens e 379, mulheres. As idades variaram entre 2 e 93 anos. 148 dos examas foram normais; em 298 as obstruções eram unilaterais e em 54, bilaterais. A maioria das obstruções ocorreu na válvula de Krause. Houve diferença significante na correlação entre local da obstrução e sexo. A obstrução foi total em 378 válvulas e parcial em 28. Outros achados incluíram sinusite, osteomas, fraturas ósseas, fílstuas, divetículo e cálculos lacrimais.
Conclusão: Obstrução dos ductos lacrimais é normalmente total, unilateral e localizada na válvula de Krause. A obstrução desta válvula afeta predominantemente mulheres enquanto a obstrução da válvula de Hasner afeta predominantemente homens. Não houve diferença significante na distribuição de obstruções por grupo etário.

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Perfil de performance de hialuronato de sódio em pacientes com deficiências da camada lipídica da lágrima
Pinnita Prabhasawat, Nattaporn Tesavibul e Ngamjit Kasetsuwan

Objetivo: Avaliar a eficácia a curto prazo de hialuronato de sódio (HS) hipotônico a 0,18% em pacientes com olho seco evaporativo por deficiência da camada lipídica da lágrima (DLL).
Métodos: Estudo explorador, duplo cego, controlado de distruibuição aleatória. Um total de 10 pacientes com olho seco devido a DLL foram tratados da seguinte maneira: uma gota de HS 0,18% em um olho e uma gota de hidroxipropimetilcelulose isotônica a 0,3% (HPMC) / 0,1% Dextrano no outro olho. But não invasivo avaliado por lagrimoscópio com padrão em grid e sintomas oculares subjetivos de olho seco foram avaliados aos 12, 30, 60 e 90 minutos após instilação.
Resultados: Tanto o HS quanto o HPMC/Dextran apresentaram melhora significativa (p<0,05) no BUT e nos sintomas. BUT médio no HS foi de 3,2+1,0, 6,4+2,8, 5,5+1,9, 5,3+1,3, 3,9+1,7 s aos 0, 15, 30, 60, 90 min respectivamente comparados a 3,6+1,9, 5,5+3,2, 5,0+1,5, 4,4+2,2 , 3,5+1,2 s do grupo tratado com HPMC/Dextran. No entanto, aumento no BUt foi significativamente (p<0,05) maior no grupo do HS do que no grupo de HPMC/Dextran.
Conclusão: Tratamentos com HS e HPMC/Dextran são úteis em pacientes com olho seco por DLL. No entanto, nestes pacientes, o HS levou a um aumento mais significativo nds valores do BUT comparados ao HPMC/Dextran.

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Imunossupressão por Tacrolimus em enxertos corneais de alto risco
Annie Joseph, Dev Raj, Vijay Shanmuganathan, Richard Powell e Harminder Dua

Introdução: Ao contrário do privilégio imunológico de enxertos corneais de baixo-risco, enxertos corenais de alto risco passam por índices de rejeição comparáveis a transplantes de fígado e de rim.
Métodos: Tacrolimus sistêmico, um inibidor específico de células-T, foi utilizado em dose média de 2,5mg para imunossuprimir 43 pacientes submetidos a transplante corneal de alto risco. Imunossupressão continuou por um período de 18 a 24 meses após o enxerto.
Resultados: Durante um seguimento médio de 33,7 meses, o enxerto permaneceu transpatente em 65% dos pacientes. Oito pacientes apresentaram episódios de rejeição enquanto utilizavam tacrolimus oque levou à falha do enxerto em 5 pacientes.
Conclusão: Tacrolimus apresenta segurança e eficiência relativas ao reduzir a rejeição e ao prolongar a sobrevida do enxerto em ceratoplastia de alto risco comparados a outras séries em que imunossupressão semelhante não foi utilizada.

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Estatus socioeconômico, pressão arterial sistólica e pressão intraocular: O estudo de Tanjong Pagar
Jennifer LY Yip, Tin Aung, Tien-Yin Wong, David Machin, Peng-Tee Khaw, Kay-Tee Khaw, Steve Seah e Paul Foster


Introdução: Baixo estatus socioeconômico (ESE) está associado a taxas de mortalidade e morbidade mais altas em muitos paises. Evidências atuais sugerem que glaucoma apresenta fatores de risco semelhantes a doenças crônicas maiores como doenças cardiovasculares. Este estudo pesquisa a associação entre ESE e pressão intraocular (PIO), um importante fator de risco para glaucoma.
Métodos: O estudo de Tanjong Pagar foi uma pesquisa tranversal populacional em chineses com idade entre 40 e 79 anos aleatoriamente selecionados no registro eleitoral de Cingapura. De 2000 indivíduos selecionados, 1717 foram considerados adequados e 1090 foram examinados em clínicas e incluídos no presente estudo. PIO foi medida utilizando tonometria de aplanação. ESE foi avaliado por meio de questionário padronizado; educação e renda foram utilizados como as variáveis principais. O efeito da pressão arterial sistólica também foi avaliado.
Resultados: Participantes com níveis inferiores de educação e renda apresentaram PIO mais alta (p<0,01). Estas associações permaneceram após ajuste de acordo com a idade e espessura central, um preditor independentemente forte. PAS foi fortemente assoicada a ESE e PIO (ambos p<0,01). Ajuste para PAS atenuou a associação entre ESE e PIO.
Conclusão: Participantes com menor educação e renda apresentam PIO média mais alta. Este efeito pode ser mediado, em parte, por uma associação daPAS com a renda e educação. Este foi o primeiro estudo que sugere um gradiente social na distribuição do único fator de risco principal modificável para glaucoma. Há aumento das semelhanças entre os modelos causais de doenças crônicas e glaucoma.

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Meta-análise de estudos controlados de distribuição aleatória comparando latanoprost e brimonidina no tratamento de glaucoma de ângulo aberto, hipertensão ocular ou glaucoma de pressão normal
Adrian T Fung, Sharon E Reid, Michael P Jones, Paul R Healey, Peter J McCluskey e Jonathan C Craig

Objetivo: Comparar a eficácia e a tolerância do latanoprost versus brimonidina no tratamento de glaucoma de ângulo aberto, hipertensão ocular e glaucoma de pressão normal (GPN).
Métodos: Revisão sistemática de estudos controlados comparando o latanoprost à brimonidina, identificado por estudos pela Medline, Embase e o Registro de Estudos do Cochrane. Dois revisores avaliaram de forma independente estudos para a eligibilidade e qualidade de dados extraídos. Dados foram sintetizados (modelo de efeitos aleatórios) e expressados como o redução da diferença absoluta média da pressão intraocular (IOPR) da base até o extremo para eficácia e risco relativo de efeitos adversos. Análises de subgrupos e regressão foram utilizadas para explorar a heterogeneicidade de acordo com as características do paciente, tipo do estudo e qualidade.
Resultados: 15 publicações relatando 14 estudos (1784 participantes) foram incluídos para meta-análise. IOPR favoreceu o latanoprost (diferença média = 1,10 mmHg (95% IC 0,57 1,63). Heterogeneicidade estatística significativa estava presente (213=38,29, p=0,0003, I2=66,0%). Análise de subgrupos demonstrou maior WMD para estudos onde dados foram analisados a partir dos extremos com duração maior do que 6 meses, desenho cruzado, GPAA/HTO e monoterapia. Regressão múltipla não mostrou associação estatisticamente significativa de WMD com duração do estudo (t9=1,92, p=0,09), desenho do estudo (t9=1,79, p=0,11), qualidade do estudo (t9=-0,46, p=0,66) e terapia mono ou adjuvante (t9=-2,14, p=0,06). Fadiga foi menos associada ao latanoprost (RR=0,27, 95%IC 0,08, 0,88). Viés de publicações não foram evidentes na inspeção visual de um diagrama em funil.
Conclusão: Latanoprost é mais eficiente do que brimonidina como monoterapia para diminuir a PIO. Brimonidina está associada maiores índices de fadiga.

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Efeito da atorvastatina nas velocidades de fluxos sanguíneos oculares em pacientes com retinopatia diabética
Abdullah Ozkiris, Kuddusi Erkilic, Ali Koc e Selcuk Mistik

Objetivo: Pesquisar velocidades de fluxo sanguineo nas artérias oftálmicas e centrais em pacientes com retinopatia diabética antes ou depois do tratamento com atorvastatina.
Métodos: Um total de quarenta e cinco pacientes com diabetes tipo II foram incluídos neste estudo duplo-cego, controlado com placebo. Pacientes com diabetes foram divididos em 3 subgrupos. Grupo 1 (n=15) pacientes com retinopatia diabética não-proliferativa (RDNP); grupo 2 (n=15) com retinopatia diabética proliferativa (RDP) e o grupo 3 (n=15; placebo, 8 pacientes com RDNP e 7 pacientes com RDP). Os pacientes no grupo 1 e grupo 2 (atorvastatina) recebberam 10mg atorvastatina diariamente por 10 semanas. Níveis séricos de colesterol total (CT), LDL, HDL e triglicérides foram registrados pré e pós-tratamento. Velocidades de fluxo sanguíneo oculare para as artérias oftálmicas e centrias foram avaliadas por doppler colorido antes e depois do tratamento em cada grupo.
Resultados: Os parâmetros basais hemodinâmicos foram semelhantes entre a atorvastatina e o grupo do placebo (p<0,05 cada). Atorvastatina diminuiu significativamente os níveis séricos de CT, LDL e TG nos grupos 1 e 2 quando comparados aos níveis pré-tratamento (p<0,001 cada). As velocidades sistólicas médias de pico na artéria oftálmica (PSV) no grupo 2 e os índices médios PSV e índices resistivos da artéria retínica central no grupo 1 e grupo 2 diminuíram significativamente após início da atorvastatina (p<0,05 cada), enquanto a velocidade média final diastólica da artéria oftálmica e central não se alteraram (p>0,05). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as velocidades de fluxo ocular no grupo placebo (p>0,05).
Conclusão: Atorvastatina pode desempenhar um papel na redução das complicações da retinopatia diabética com melhora da resistência vascular e diminuição da velocidade de fluxo sistólico nas artérias oftálmicas e centrais. No entanto, outros estudos com números maiores de pacientes são necessários para avaliar os resultados do uso desta medicação a longo prazo.

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Menor prevalência de metástases assintomáticas de coróide em carcinomas disseminados de mama e pulmão: argumentos contra “screening”
Adiel Barak, Meira Neudorfer, Gad Heilweil, Ofer Merimsky, Anat Lowenstein,
Moshe Inbar e Neora Yaal Hahoshen

Introdução: Determinar a freqüência de metástases de coróide, visualmente assintomáticas, em pacientes com carcinomas disseminados de mama e pulmão para estabelecer políticas ideiais de manejo de pacientes.
Métodos: Todos os pacientes com doença metastática confirmadas tratadas em nossa instituição entre janeiro de 2002 e dezembro de 2003 foram convidados para realização de exame fundoscópico e ultrassom modo B.
Resultados: De 169 participantes estudados, 77 apresentavam câncer de mama (64 com metástase em um órgão e 13 com envolvimento de múltiplos órgãos) e 92 como câncer de pulmão (85 com metástases em um órgão e 7 com envolvimento de multiplos órgãos). Nenhum paciente com câncer de mama metastático e 2 pacientes com câncer de pulmão metastático (cada um com envolvimento múltiplo de órgãos) apresentaram metástases de coróide. As metástases de coróide foram detectadas por meio de fundoscopia e exames ultrassonográficos.
Conclusões: A incidência de 2,17% de metástases de coróide em câncer de pulmão disseminado e a incidência de 0% em câncer disseminado de mama fala contra a prática de “screening” para detecção precoce de metástases de coróide nestes pacientes, embora isto levasse a implementação precoce adequada de manejo terapêutico com preservação da visão. Esta baixa incidência, provavelmente, fala a favor do progresso alcançado por melhora nas políticas de tratamento oncológico que foram introduzidas na rotina do manejo de pacientes ao longo dos últimos anos.

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  Laboratory science - scientific reports

Produtos finais da glicosilação na ceratopatia climática em gota
Yuichi Kaji, Ryoji Nagai, Shiro Amano, Yutaka Takazawa, Masashi Fukayama e Tetsuro Oshika

Objetivo: Ceratopatia climática em gota (CCG), conhecida como degeneração esferoidal corneal, é uma da doenças degenerativas mais freqüentes na córnea, afetando a visão. Contudo, a natureza histoquímica dos depósitos vistos na CCG ainda é desconhecida. Para investigar a patogênese da CCG, investigamos a localização imunohistoquímica dos produtos finais da glicosilação avaçada (PFGA) em espécimes cirúrgicos de CCG.
Métodos: Localizações imunohistoquímicas de N-(carboximetil)-L-lisine (CML), N-(carboxietil)-L-lisina (CEL), pirralina, pentosidina e imidazolone foram examinadas em três córneas com CCG, seis córneas com ceratopatia bolhosa e três córneas saudáveis.
Resultados: Em todos os espécimes de córneas com CCG, as imunorreatividades foram fortes em CML, moderadas em pirralina e pentosidina e fracas em imidazolone. Não houveram imunorreatividades em CEL. Contrariamente não foram detectadas imunorreatividades para CML, pirralina, pentosidina, imidazolone ou CEL em córneas saudáveis.
Conclusões: A patogênese de CCG é uma agregação de proteínas AGE-modificadas. O resultado é consistente com os achados epiteliais de que envelhecimento e irradiação ultravioleta são aceleradores da formação de AGEs e estão intimamente relacionados com o desenvolvimento de CCG.

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Variabilidade fenotípica em famílias com mutações RDS: exclusão do ROM1 como um modificador genético daqueles com retinitis pigmentosa
Bart Peter Leroy, Anusha Kailasanathan, Jean-Jacques De Laey, Graeme CM Black e Forbes DC Manson

Objetivos: Identificar mutações RDS suspeitas em famílias em que diferentes indivíduos têm sido identificados tanto com distrofia retínica generalizada quanto distrofia macular.
Métodos: Duas famílias com distrofia retínica foram extensivamente fenotipadas e tiveram o sangue colhido para análise de mutações dos genes RDS (em todos) e dos ROM1 (apenas pacientes com retinitis pigmentosa)
Resultados: Uma nova mutação p.Trp94X nos RDS foi encontrada em todos os três membros afetados em duas gerações familiares associadas com retinitis pigmentosa no filho, distrofia padrão na filha e fundus flavimaculatus na mãe. Na segunda família o representante com retinitis pigmentosa apresentava uma mutação p.Arg220Trp. A mãe que não estava disponível para varredura de mutações, teve distrofia macular viteliforme do adulto. Não foram encontradas mutações no ROM1 nos casos com retinitis pigmentosa em nenhuma das famílias.
Conclusões: Mutações no RDS podem estar associadas à variação intrafamiliar em doenças retínicas. Os fenotipos variam de distrofia macular “Stargardt-like” a retinitis pigmentosa clássica.
Relevância clínica: Variação fenotípica intrafamiliar deve ocorrer devido à presença de fatores modificadores ambientais ou genéticos. A presença de uma alteração da seqüência modificadora na região codificadora do ROM1 para dois indivíduos com retinitis pigmentosa de duas amilias com variação intrafamiliar no fenótipo da mutação no RDS tinham sido excluídos neste esctudo.

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  Laboratory science - extended reports

 

Expressão das células tronco hematopoiéticas CD133 e CD34 nos ceratócitos da córnea humana
Giuseppina Perrella, Paolo Brusini, Renza Spelat, Parwez Hossain, Andy
Hopkinson e Harminder Dua

Objetivo: Estudar a expressão de antígenos CD133 e CD34 em cultura de ceratócitos humanos com o passar do tempo.
Métodos: Culturas primária de células estromais corneais humanas foram iniciadas através de explantes derivados de olhos de cadáveres doadores. As culturas foram investigadas para células CD133+ e CD34+ utilizando bandas magnéticas. Tanto as culturas primárias e passagens secundárias de células investigadas foram analisadas por citometria de fluxo e análise com Western Blot para a expressão dos mesmos antígenos com o passar do tempo.
Resultados: Quatro populações diferentes de células nomeadas CD133+, CD133{, CD34+, CD34{ foram identificada em amostras da cultura. Citometria de fluxo foi capaz de identificar subgrupos específicos adicionais: células CD133+/CD34{ e células CD133+/CD34+. Expressão de CD133 diminui mais que a de CD34 nas culturas celulares com o passar do tempo. Enquanto uma maioria de células perdeu a expressão destes marcadores, pequenas populações mantiveram a coloração por mais de 5 semanas na cultura.
Conclusões: Ceratócitos humanos expressam os marcadores de células troco hematopoiéticas CD133 e CD34. Esta expressão diminui com o tempo de cultura na maioria mas não com todas as células perdendo a expressão. Baseado nestes marcadores o estroma corneal revela uma população celular heterogênea. Regulação diminuída da expressão destas molóculas pode representar diferentes estágios de ativação destas células.

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O acetonido de triamcinolona suprime resposta precoce pro-angiogênica em células do EPR após terapia fotodinâmica in vitro
Ryo Obata, Yuji Inoue, Aya Iriyama, Hidenori Takahashi, Yasuhiro Tamaki e Yasuo Yanagi

Objetivo: Pesquisar a expressão de fatores pro e anti-angiogênicos, fatore de crescimento endotelial (VEGF) e fator derivado do epitélio pigmentado (PEDF) em células do epitélio pigmentado da retina (EPR) após terapia fotodinâmica (PDT), especialmente focando na sua alteração em presença de acetonido de triamcinolona.
Métodos: Primeiramente a captação celular de verteporfirina (VP) foi quantificada após exposição de células ARPE-19 confluentes a 5µg/ml de VP combinada com ou sem 1mg/ml de AT durante uma hora. Em seguida células ARPE-19, expostas a várias doses de VP, foram irradiadas com 120mJ/cm2 de luz. Após incubação com ou sem 1mg/ml AT por dois dias, aviabilidade celular e a expressão de VEGF e PEDF foi avaliadas.
Resultados: Primeiro, a captação celular de VP não foi significativamente modificada pela presença de 1mg/ml de AT. Segundo, concentraçõs de 0,01 a 0,1 µg/ml de VP mostraram toxicidade dose-dependete nas células ARPE-19 dois dias após exposição à luz. A presença de VP a 0,01µg/ml não afetou a viabilidade celular mas aumentou significativamente o VEGF e reduziu a expressão de PEDF. A administração de AT suprimiu significativamente tanto a regulação do VEGF quanto a diminuição do PEDF.
Conclusões: VEGF aumentou e PEDF reduziu em células de EPR cultivadas logo após PDT mesmo em doses sub-letais. AT suprimiu esta resposta proangiogênica.

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Suplementação de células-T reguladoras CD4+CD25+ suprime uveoretinite autoimune experimental.
Hiroshi Keino, Masaru Takeuchi, Yoshihiko Usui, Takaaki Hattori, Naoyuki
Yamakawa, Keiko Oh-i, Takeshi Kezuka e Masahiko Usui

Objetivos: Pesquisar se a suplementação de células-T reguladoras CD4+CD25+ naturais tem efeito sobre uveorretinite autoimune experimental (UAE)induzida em ratos por proteínas ligantes a retinóides dependentes de células-T CD4+ (IRBP).
Métodos: Ratos C57BL/6 foram imunizados com peptídeo humano IRBP 1-20 (IRBP 1-20) e células-T sensibilizadas a IRBP1-20 foram obtidas. Células-T CD4+CD25+ derivadas de ratos foram co-cultivadas com células-T sensibilizadas a IRBP1-20. Suas respostas de proliferação e produção de citocinas foram medidas. Além disso, celulas-T CD4+CD25+ foram transferidas por meio intravenoso em ratos 7 ou 15 dias após imunização com IRBP 1-20 e a gravidade da UAE e proliferação das células-T foi avaliada.
Resultados: Células-T CD4+CD25+ reguladoras efetivamente inibiram a proliferação da IL-2, IL-5 e produção de fator de necrose tumoral (FNT) por células-T sensibilizadas a IRBP1-20. Transferência adotiva de células-T CD4+CD25+ reguladoras para ratos imunizados contra IRBP1-20 apresentaram proteção significativa ao desenvolvimento de UAE assim como inibição das respostas proliferativas ao IRBP1-20.
Conclusão: Estes achados demonstram que células-T reguladoras CD4+CD25+naturais possuem a habilidade de inibir a ativação de células-T reativas que já tenham sido sensibilizadas in vivo e a transferência adotiva destas células melhoram a UAE mesmo na fase efetora. Suplementação de células-T reguladoras CD4+CD25+ naturais podem apresentar efeito terapêutico potencial para o tratamento efetivo da uveíte.

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