Clinical science - scientific reports
O estudo da retinopatia diabética no condado de North Jutland (NCDRS). Parâmetros não oftalmológicos e edema macular clinicamente significante
Lars Loumann Knudsen, Hans-Henrik Lervang, Søren Lundbye-Christensen e Anders Gorst-Rasmussen Fundo
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Detecção precoce de alterações maculares em pacientes diabéticos através do teste foveal de Rarebit e tomografia de coerência óptica
Maria Nilsson, Gunvor von Wendt, Peter Wanger e Lene M Martin
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Avaliação ocular bienal em pacientes diabéticos sem retinopatia. 10 anos de experiência
Eydís Ólafsdóttir e Einar Stefánsson
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Achados histológicos post mortem após terapia fotodinâmica em pacientes com neovascularização de coróide na degeneração macular relacionada à idade : relato de 2 casos
Shin Jeong Kang, Ingo Schmack, Heather E. Benson e Hans E. Grossniklaus
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Início precoce de amiloidose vítrea em Polineuropatia Amilóide Familiar com mutação transtiretina Glu54Gly está associado à elevação do VEGF vítreo
T M O’Hearn, A Fawzi, S He, N A Rao, and J I Lim
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Síndrome da Hipertensão Ocular Inflamatória (IOHS) em pacientes com uveíte sifilítica
Shantan Reddy, Leo DP Cubillan, Anna Hovakimyan e Emmett T Cunningham
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Ceratopatia bolhosa induzida por iridotomia com Laser de Argônio – um problema crescente no Japão
Leonard PK Ang, Hisayo Higashihara, Chie Sotozono, Vijay A Shanmuganathan, Harminder Dua, Donald TH Tan e Shigeru Kinoshita
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Tamanho da rima neurorretínica e disco ótico e suas correlações com parâmetros oculares e gerais em chineses adultos. The Beijing Eye Study
Liang Xu, Yaxing Wang, Hua Yang, Li Zhang e Jost B. Jonas
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Pupila tônica bilateral: síndrome de Holmes-Adie ou neuropatia generalizada?
Fion D Bremner e Stephen E Smith
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Resultados da avaliacão clínica da via lacrimal em doentes com anoftalmia congênita ou cegueira microftálmica
Michael P. Schittkowski e Rudolf F. Guthoff
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Clinical science - extended reports
Glaucoma secundário após cirurgia de catarata congênita
Brighu Narayan Swamy, Frank Billson, Frank Martin, Craig Donaldson, Stephen Hing, EH James Smith, Robyn Jamieson e John Grigg
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Seguimento a longo prazo da ciclofotocoagulação com laser de diodo em glaucoma refratário
Milko E Iliev e Susan Gerber
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Efeito do edema induzido por lente de contato na acurácia da tonometria de Goldmann em uma população adulta
Kirsten E Hamilton, David C Pye, Jiyoon Chung, Sarshia Hua, Qian Hou e Fei Yu
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Acurácia do diagnóstico e das recomendações terapêuticas realizadas por optometristas habilitados em glaucoma
Augusto Azuara Blanco, Jennifer Margaret Burr, Ruth Thomas, Graeme Maclennan e Stephen McPherson
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Associação entre integridade da camada de fotorreceptores foveal e acuidade visual em oclusão de ramo venoso da retina
Masafumi Ota, Akitaka Tsujikawa, Tomoaki Murakami, Mihori Kita, Kazuaki Miyamoto, Atsushi Sakamoto, Noritatsu Yamaike e Nagahisa Yoshimura
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Mutações no gene ABCA4 e alelos ABCA4 discordantes em pacientes e irmãos com maculopatia tipo bull’s-eye
Michel Michaelides, Li Li Chen, Milam A. Brantley, Jr, Jean L. Andorf, Emily M. Isaak, Sharon A. Jenkins, Graham E. Holder, Alan C. Bird, Edwin M. Stone e Andrew R. Webster
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados de tratamentos tópicos para ceratoconjuntivite vernal
Flavio Mantelli, Myrna S Santos, Tommasangelo Petitti, Roberto Sgrulletta, Magdalena Cortes, Alessandro Lambiase, Sergio Bonini e Stefano Bonini
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Eficácia clínica e biológica de colírios sem conservantes de NAAGA versus colírio sem conservantes de levocabastina em pacientes com ceratoconjunivite vernal
Andrea Leonardi, Dominique Bremond-Gignac, Mauro Bortolotti, Daniele Violato, Pascale Pouliquen, Laurent Delval, Jean-Marie Grouin e Iva Fregona.
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Síndrome Inflamatória Orbital Idiopática: aspectos clínicos e resultados do tratamento
Brighu Narayan Swamy, Peter McCluskey, Arik Nemet, Roger Crouch, Peter Martin, Ross Benger, Raf Ghabrial e Denis Wakefield
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Avaliação dos sintomas em pacientes com obstrução primária adquirida e funcional do ducto nasolacrimal, antes e depois de cirurgia bem-sucedida de dacriocistorrinostomia: estudo prospectivo
Leanne M Cheung, Ian C Francis, Fiona Stapleton e Geoffrey A Wilcsek
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Quedas e estado de saúde de mulheres idosas após cirurgia de catarata no primeiro olho: uma avaliação econômica conduzida juntamente a estudo clínico aleatório controlado
Tracey H Sach, Alexander Foss, Richard Gregson, Anwar Zaman, Francis Osborn, Tahir Masud e Rowan H Harwood
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Aspectos característicos da tomografia de coerência óptica nas Uveítes Posteriores
Micheal J Gallagher, Taygan Yilmaz, Rene A Cervantes-Castañeda e C Stephen Foster
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Efeito da dilatação pupilar na avaliação do glaucoma pela tomografia de coerência óptica
Michael Smith, Andrew Frost, Christopher Mark Graham e Steven Shaw
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Teste de Laboratório Microcirúrgico é um método confiável para se avaliar as habilidades cirúrgicas do residente de oftalmologia
Jennifer B Taylor, Gil Binenbaum, Paul Tapino e Nicholas J Volpe
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - extended reports
Modificações Topográficas de Objetos biconvexos durante tração Equatorial: uma analogia da acomodação da Lente Humana
Ronald A Schachar e Deborah Kuchnir Fygenson
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science - scientific reports
O estudo da retinopatia diabética no condado de North Jutland (NCDRS). Parâmetros não oftalmológicos e edema macular clinicamente significante
Lars Loumann Knudsen, Hans-Henrik Lervang, Søren Lundbye-Christensen e Anders Gorst-Rasmussen Fundo
Introdução: A influência de parâmetros não oftalmológicos na prevalência do edema macular clinicamente significante ainda não está totalmente estabelecida. Este estudo foi iniciado com o objetivo de esclarecê-la.
Métodos: Este estudo transversal compreendeu 656 diabéticos tipo 1 e 328 tipo 2 submetidos à triagem de retinopatia no condado de North Jutland. A associação entre presença de edema macular clinicamente significante e pressão arterial, HbA1c, BMI, idade, início do diabete, duração do diabete, medicação hipotensora, medicação redutora de colesterol, neuropatia e albuminúria foi explorada através de análise de regressão logística múltipla.
Achados: Não encontramos nenhuma associação significativa entre a presença do edema macular clinicamente significante e nenhum dos parâmetros examinados no diabete tipo 1. No diabete tipo 2, duração do diabetes, HbA1c, neuropatia e albuminúria aumentados foram associados significativamente à presença do edema macular clinicamente significante.
Interpretação: Os fatores de risco para o edema macular clinicamente significante diferem no diabete tipo 1 e tipo 2 e podem, somente em parte, esclarecer estas manifestações.
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Detecção precoce de alterações maculares em pacientes diabéticos através do teste foveal de Rarebit e tomografia de coerência óptica
Maria Nilsson, Gunvor von Wendt, Peter Wanger e Lene M Martin
Objetivo: Avaliar a espessura retínica e a função foveal utilizando a tomografia de coerência óptica (OCT) e o teste foveal de Rarebit (RFT) em pacientes diabéticos sem antecedentes de retinopatia ou maculopatia.
Método: Quarenta e dois pacientes com diabetes mellitus (DM) foram selecionados nos registros do “St Erick Eye Hospital“. Os critérios de inclusão forram ausência de alterações retínicas ou maculares no exame prévio e acuidade visual melhor corrigida ≥ 1,0. Estes pacientes e 42 controles saudáveis foram examinados com o recém desenvolvido RFT e a espessura retínica foi medida com OCT. Espessura e transparência do cristalino foram avaliados através da fotografia de Scheimpflug.
Resultados: Um número significante de indivíduos com diabetes (12/42) teve RFT subnormal quando comparado ao grupo controle 2/42. Nenhum dos 12 indivíduos do grupo com diabetes teve maculopatia. Um teve retinopatia não proliferativa leve e 5 tiveram retinopatia diabética muito leve. A espessura retínica na zona interna do OCT foi significantemente (p<0,05) mais fina nos pacientes diabéticos com RFT subnormal comparada aos controles.
Conclusão: RT diminuído e resultado subnormal do RFT foram encontrados no subgrupo de pacientes diabéticos, apesar dos resultados normais do exame de triagem. Estudos prospectivos estão sendo realizados para avaliar suas implicações prognósticas.
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Avaliação ocular bienal em pacientes diabéticos sem retinopatia. 10 anos de experiência
Eydís Ólafsdóttir e Einar Stefánsson
Objetivo: Avaliar a segurança da avaliação bienal em pacientes diabéticos sem retinopatia.
Métodos: Desde 1994, pacientes diabéticos sem retinopatia na Islândia têm sido avaliados a cada 2 anos. Duzentos e noventa e seis pacientes diabéticos que não tinham retinopatia em 1994/95 foram acompanhados com exames bienais até o desenvolvimento da retinopatia. Revisamos os 10 anos de experiência desta abordagem.
Resultados: Dos 296 indivíduos diabéticos, 172 não desenvolveram retinopatia durante o período de observação de 10 anos. Noventa e seis pacientes desenvolveram retinopatia não proliferativa leve, 6 desenvolveram edema macular clinicamente significativo, 23 desenvolveram retinopatia pré-proliferativa e 4 desenvolveram retinopatia proliferativa durante os 10 anos de observação. Todos os pacientes que desenvolveram edema macular ou retinopatia proliferativa já tinham sido diagnosticados com retinopatia diabética não proliferativa leve e colocados em um protocolo de exame anual antes da retinopatia ameaçar a visão. Nenhum paciente teve atraso indevido no tratamento.
Conclusão: Avaliação bienal para seleção de pacientes diabéticos com doença ocular parece ser segura e efetiva nos pacientes sem retinopatia. Tal abordagem reduzirá o número de consultas em mais de 25%. Isto reduz consideravelmente os custos do sistema de saúde evitando desgaste dos pacientes com consultas e exames desnecessários.
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Achados histológicos post mortem após terapia fotodinâmica em pacientes com neovascularização de coróide na degeneração macular relacionada à idade : relato de 2 casos
Shin Jeong Kang, Ingo Schmack, Heather E. Benson e Hans E. Grossniklaus
Introdução: relatar os achados histológicos após terapia fotodinâmica em olhos com neovascularização de coróide por degeneração macular relacionada à idade (DMRI) obtidos post mortem.
Métodos: dois olhos foram obtidos post mortem de dois pacientes com neovascularização de coróide secundária à degeneração macular relacionada à idade. Ambos os pacientes haviam sido tratados com PDT. Secções seriadas dos pólos posteriores foram obtidas e coradas com hematoxilina-eosina, PAS-reação ácido periódico-Schiff, tricromo de Masson ou hematoxilina ácida fosfotunguística (PTAH). Reconstrução bidimensional foi preparada e comparada aos angiogramas fluoresceínicos.
Resultados: o intervalo entre o PDT e a morte foi de 3 meses e 17 meses em cada paciente respectivamente. Microscopia óptica mostrou neovascularização de coróide envolvida pelo epitélio pigmentar da retina em ambos os olhos . O tamanho médio da membrana neovascular de coróide (MNC) foi de 550 x 280 µ. Um olho tinha membrana neovascular com crescimento padrão abaixo do EPR/Sub-retínico e o outro olho tinha MNC com padrão de crescimento tanto tipo I (sub-EPR) quanto combinado. Todos exemplares apresentavam proliferação fibrosa e canais vasculares patentes dentro da membrana neovascular. Não havia formação de trombos dentro dos vasos. Nenhuma anormalidade da coróide foi observada ao microscópio óptico.
Conclusão: Apesar da involução com proliferação de tecido fibrótico, PDT não resultou em oclusão permanente da luz dos vasos na neovascularização de coróide. Nossos achados indicam que o PDT pode acelerar a involução da neovascularização de coróide limitando seu tamanho e preservando os fotorreceptores.
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Início precoce de amiloidose vítrea em Polineuropatia Amilóide Familiar com mutação transtiretina Glu54Gly está associado à elevação do VEGF vítreo
T M O’Hearn, A Fawzi, S He, N A Rao, and J I Lim
Objetivo: Relatar o envolvimento precoce do vítreo na polineuropatia amilóide familiar (PAF) e sua associação aos níveis vítreos de fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF).
Tipo de Estudo: Observação de série de casos.
Métodos: Revisão de dados clínicos, patológicos, fotográficos e angiográficos de dois casos de PAF com envolvimento vítreo importante. Foram realizadas análises laboratoriais de amostras vítreas para VEGF com ELISA e análise de seqüências de DNA de sangue periférico para transtiretina (TTR).
Resultados: Dois pacientes foram submetidos à vitrectomia 25-gauge em três olhos com melhora importante da acuidade visual. Neovascularizações vistas no ato operatório responderam ao endolaser. Análise das amostras revelou elevados níveis de VEGF em todos os três espécimes. Análise mutacional revelou mutação do Glu54Gly no gene transtiretina.
Conclusões: Relatamos o envolvimento precoce do vítreo em uma rara mutação transtiretina de PAF e documentamos níveis vítreos de VEGF aumentados.
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Síndrome da Hipertensão Ocular Inflamatória (IOHS) em pacientes com uveíte sifilítica
Shantan Reddy, Leo DP Cubillan, Anna Hovakimyan e Emmett T Cunningham
Objetivo: Determinar a prevalência e as características clínicas da síndrome da hipertensão ocular inflamatória (IOHS) nos pacientes com uveíte e evidência sorológica de sífilis.
Métodos: Foi realizada uma revisão retrospectiva e observacional de casos de 39 pacientes consecutivos com uveíte e evidência sorológica de sífilis entre janeiro de 1977 e dezembro de 2001, no The Francis I. Proctor Foundation da Universidade da Califórnia, São Francisco. História, exame e testes direcionados foram usados para excluir outras causas de uveíte. A prevalência e as características clínicas da IOHS entre pacientes com uveíte e sorologia positiva para sífilis foram documentadas. IOHS foi definida como elevação da pressão intra-ocular maior do que 21 mmHg com início no episódio de inflamação aguda da câmara anterior, recorrente ou crônica, e que reverteu prontamente com terapia antiinflamatória e/ou antimicrobiana apropriada.
Resultados: Dos 39 pacientes com uveíte e sorologia positiva para sífilis, 8 olhos de 7 pacientes (18%) apresentaram-se com IOHS. Esta taxa foi significativamente mais elevada do que a prevalência de IOHS na população com uveíte (2,3%; p<0,001). A acuidade visual melhor corrigida variou de 20/20 a 20/200, com mediana de 20/40. Três dos 8 olhos (37,5%) tiveram uveíte com característica granulomatosa, incluindo grandes precipitados ceráticos e, em 2 olhos, nódulos de Koeppe. A pressão intra-ocular variou de 23mmHg a 51mmHg com média de 36mmHg e mediana de 34mmHg, respectivamente. Apenas um paciente apresentou IOHS bilateral.
Conclusão: A uveíte por sífilis deve ser incluída no diagnóstico diferencial de IOHS juntamente com as causas mais comumente reconhecidas tais como uveíte anterior herpética, uveíte por sarcoidose, retinocoroidite por toxoplasmose e síndrome de Posner-Schlossman.
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Ceratopatia bolhosa induzida por iridotomia com Laser de Argônio – um problema crescente no Japão
Leonard PK Ang, Hisayo Higashihara, Chie Sotozono, Vijay A Shanmuganathan, Harminder Dua, Donald TH Tan e Shigeru Kinoshita
Objetivos: Descrever o risco a longo prazo da ceratopatia bolhosa após iridotomia com Laser de Argônio (ALI) no Japão e compará-lo com outros centros no mundo.
Métodos: Revisamos retrospectivamente os prontuários de todos os pacientes com ceratopatia bolhosa induzida pela ALI submetidos à ceratoplastia penetrante na Kyoto Prefectural University of Medicine (KPUM) entre janeiro de 2001 e dezembro de 2004. Os resultados foram comparados aos de outros centros representativos em Cingapura e no Reino Unido (UK).
Resultados: Trinta e nove olhos de 33 pacientes foram incluídos no estudo. A média da idade dos pacientes foi de 73,3 + 6,9 anos (intervalo entre 58 e 87 anos). Os pacientes desenvolveram ceratopatia bolhosa após uma média de 6,9 + 4,9 anos (intervalo entre 0,2 e 16 anos) do procedimento de iridotomia à laser. A maioria dos olhos que desenvolveram ceratopatia bolhosa (59,0 %) a tiveram após ALI profilática. Em comparação com Cingapura e Reino Unido, KPUM teve a porcentagem mais elevada de casos de ceratopatia bolhosa ALI-induzidas que foram submetidos à ceratoplastia penetrante (1,8%, 0% e 20,0%, respectivamente).
Conclusão: A ceratopatia bolhosa pode se desenvolver anos após a ALI e é um problema crescente em países asiáticos. Esta afecção é uma das principais causas de morbidade ocular no Japão que vem assistindo a um aumento preocupante no número de casos nos últimos anos.
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Tamanho da rima neurorretínica e disco ótico e suas correlações com parâmetros oculares e gerais em chineses adultos. The Beijing Eye Study
Liang Xu, Yaxing Wang, Hua Yang, Li Zhang e Jost B. Jonas
Introdução: A rima neurorretínica é o principal parâmetro na análise quantitativa da cabeça do nervo óptico. O objetivo deste estudo é medir seu tamanho e estabelecer a correlação na população chinesa adulta.
Métodos: The Beijing Eye Study, um estudo populacional transversal de coorte, incluiu 4439 indivíduos de um total de 5324 com idade igual ou maior do que 40 anos convidados a participar (taxa de resposta 83,4%). Este estudo incluiu uma amostra aleatória de 781 pessoas com pressão intraocular (PIO), campo visual e cabeça do nervo óptico normais e uma amostra aleatória de 84 indivíduos com PIO > 21 mmHg. Fotografias coloridas do disco óptico (30°) foram avaliadas morfometricamente.
Resultados: No grupo normal a rima neurorretínica mediu 1,70 + 0,30 mm2. Foi significativamente correlacionada com a área do disco óptico (área da rima =0,43* área de disco + 0,67; p<0,001). O tamanho da rima neurorretínica não foi significativamente associada à idade, sexo, diagnóstico conhecido de diabetes mellitus, hipertensão arterial, hipotensão arterial, hiperlipidemia, doença coronariana e hemorragia cerebral. Levando-se em consideração a totalidade do grupo de estudo, a rima neuroretínica diminuiu significativamente com a pressão intraocular (P>0,001).
Conclusões: No chinês adulto, a área da rima neurorretínica medida com fotografias do disco óptico é de 1,70±0,30 mm2, sendo estatisticamente independente da idade. Comparada aos dados dos estudos de países ocidentais, a rima neurorretínica é maior no chinês que no caucasiano adulto.
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Pupila tônica bilateral: síndrome de Holmes-Adie ou neuropatia generalizada?
Fion D Bremner e Stephen E Smith
Objetivo: Comparar os sinais pupilares dos pacientes com pupilotonia bilateral causada pela síndrome de Holmes-Adie ou pela neuropatia periférica generalizada.
Métodos: As técnicas pupilográficas com vídeo infra-vermelho foram usadas para medir um número de variáveis da pupila dos pacientes com síndrome de Holmes-Adie, neuropatia generalizada (de várias etiologias) e de indivíduos saudáveis, pareados pela idade do grupo controle.
Resultados: Independentemente da etiologia, os pacientes geralmente tiveram os sinais pupilares típicos da pupila tônica (pequeno diâmetro no escuro, grande diâmetro no claro, respostas tônicas na visão de perto, resposta no claro atenuada com dissociação luz-perto e paralisia setorial). No entanto, foram encontradas diferenças significativas na prevalência e magnitude de diversas variáveis da pupila nos dois grupos. Em particular, a paralisia setorial e anisocoria excedendo 1mm (na luz) foram observadas muito mais comumente em pacientes com síndrome de Holmes-Adie que em pacientes com neuropatia generalizada. A presença de ambos os sinais pupilares pode ser usada para distinguir estes diagnósticos com sensibilidade de 58% e especificidade de 90%.
Conclusões: As pupilas tônicas dos pacientes com síndrome de Holmes-Adie são significativamente diferentes daquelas encontradas nos pacientes com neuropatia generalizada; o reconhecimento destas diferenças pode permitir a distinção entre estes diagnósticos.
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Resultados da avaliacão clínica da via lacrimal em doentes com anoftalmia congênita ou cegueira microftálmica
Michael P. Schittkowski e Rudolf F. Guthoff
Introdução: Relatar achados clínicos relacionados ao sistema lacrimal na anoftalmia congênita e na cegueira microftálmica severa.
Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo (até 2003) e prospectivo (de 2004 em diante) de prontuários de 60 pacientes consecutivos tratados cirurgicamente com expansores auto-infláveis altamente hidrofílicos para anoftalmia congênita ou cegueira microftálmica grave entre 1997 e 2006. O sistema de drenagem lacrimal foi sempre sondado e irrigado sob anestesia geral antes que qualquer outro procedimento fosse iniciado.
Resultados: Nove pacientes foram excluídos devido a provável erro diagnóstico decorrente de cirurgia de órbita ou pálpebras prévia em outro local ou devido à falta de dados. A análise incluiu, portanto, 23 meninos e 28 meninas com idade entre 1 e 90 meses (mediana: 4 meses). Vinte e três pacientes apresentaram-se com anoftalmia unilateral e 18 com bilateral; 10 pacientes tinham microftalmia unilateral. Conseqüentemente, 102 órbitas (das quais 69 com provável patologia) estavam disponíveis para avaliação.
Em casos unilaterais, o sistema lacrimal do lado normal nunca havia sido afetado. No lado com anoftalmia ou microftalmia, o sistema lacrimal era normal em apenas 17 órbitas (24,6%). O achado mais freqüente foi a estenose canalicular (40 órbitas; 58%). A estenose do canalículo comum foi observada em 5 órbitas (7,3%) e a obstrução do ducto nasolacrimal em 7 órbitas (10,1%). Não houve casos de anomalia punctal.
Conclusões: Na anoftalmia congênita, o sistema lacrimal é afetado em até 78% dos casos, principalmente devido à estenose canalicular. Mesmo se não houver provas claras de uma correlação embriológica, esta associação não é, certamente, uma coincidência.
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Clinical science - extended reports
Glaucoma secundário após cirurgia de catarata congênita
Brighu Narayan Swamy, Frank Billson, Frank Martin, Craig Donaldson, Stephen Hing, EH James Smith, Robyn Jamieson e John Grigg
Objetivos: Determinar a prevalência e os fatores de risco associados ao glaucoma secundário após cirurgia de catarata congênita.
Métodos: Foram incluídas em um estudo retrospectivo de série de casos todas as crianças com diagnóstico de catarata congênita em um grande hospital infantil entre 1985 e 2005. Para se detectar esses casos, foram revisados os dados médicos de 423 olhos dos 283 pacientes submetidos à cirurgia de catarata, com ou sem implante de lente intra-ocular e com idade = ou < que 16 anos. Avaliou-se principalmente a presença ou ausência de glaucoma secundário e tempo de aparecimento do glaucoma pós-cirúrgico. Os seguintes fatores de risco foram avaliados: idade em que se realizou a cirurgia de catarata, presença de anomalias sistêmicas, microcórnea, persistência do vítreo primário hiperplásico (PHPV), capsulotomia primária/vitrectomia anterior, implante primário de LIO, membrana cirúrgica secundária e duração da observação pós-operatória.
Resultados: A metodologia estatística utilizada incluiu a análise de sobrevivência de Kaplan-Meir e a análise de regressão multivariada de riscos proporcionais de Cox. A média de seguimento foi 6,3 5,0 anos (mediana de 4,6 anos; intervalo entre 0,5 e 20,3 anos). O glaucoma desenvolveu-se em 36 de 234 doentes (15,4%). A análise de Cox identificou idade inferior a 9 meses no momento da cirurgia (RR 2,9, IC 95% 1,3-7,7; p = 0,03), microcórnea (RR 3,7, IC 95% 2,0-7,0; p <0,001), e o tempo de acompanhamento como importantes fatores predisponentes para glaucoma. PHPV (RR 1,4, IC 95% 0,7-2,7; p = 0,41) e capsulotomia primária posterior/vitrectomia anterior (RR 2,2, IC 95% 0,9-5,5; p = 0,17) não foram significativamente associados a glaucoma secundário no modelo multivariado. A média do tempo de glaucoma após cirurgia catarata congênita foi de 4,9 anos (intervalo entre 2 semanas e 16,8 anos).
Conclusões: O glaucoma secundário é uma seqüela importante em pacientes submetidos à cirurgia de catarata congênita. É imperativo que estes doentes sejam acompanhados por um longo tempo, pois o glaucoma pode se desenvolver anos após a cirurgia.t
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Seguimento a longo prazo da ciclofotocoagulação com laser de diodo em glaucoma refratário
Milko E Iliev e Susan Gerber
Objetivo: O resultado e as complicações da ciclofotocoagulação com laser de diodo (CFCD) em longo prazo podem ter importantes repercussões em olhos com glaucoma refratários ao tratamento. Olhos tratados uma vez com a CFCD têm menor probabilidade de serem submetidos a outros tipos de intervenções num seguimento mais prolongado.
Métodos: Foi realizada revisão retrospectiva de 131 olhos de 127 pacientes, tratados entre 2000 e 2004. Sucesso do tratamento foi definido como pressão intra-ocular na última visita < 21 mmHg; hipotonia: 5 mmHg.
Resultados: O seguimento médio (SM) foi de 30,1 + 16,7 meses. O número médio de sessões de tratamento por olho foi de 1,54, sendo que 89% dos olhos foram submetidos a uma ou duas sessões; taxa total de re-tratamento: 38,9%. Energia total média do laser aplicado por olho: 133,9 + 73,7 J; energia média por tratamento: 86,8 + 22,0 J. Olhos com 3 ou mais tratamentos (11%) tiveram proporção significativamente maior de glaucoma pós-traumático. Além disso, estes pacientes eram significativamente mais jovens. Todos os olhos tinham glaucoma refratário mesmo sob medicação máxima, sendo que o glaucoma neovascular (GNV) representava o maior subgrupo (61%). A pressão intra-ocular diminuiu de 36,9 + 10,7 mmHg no pré-tratamento para 15,3 + 10,4 mmHg no final do SM. Sucesso foi obtido em 69,5% (91 olhos) e falha em 13%. Hipotonia ocorreu em 17,6% dos olhos, dos quais 74% com diagnóstico de GNV. Hipotonia ocorreu após uma média de 19,3 + 11,0 meses, variação < 36; 96% destes olhos receberam apenas 1 ou 2 tratamentos; a energia aplicada não diferiu da utilizada nos olhos que foram tratados com sucesso.
Conclusões: CFCD é um tratamento eficiente para o glaucoma refratário. Hipotonia, complicação mais comum, pode ocorrer até 36 meses após o tratamento. Idade e diagnóstico parecem influenciar ter maior influência no resultado do que o protocolo do laser e a energia utilizada.
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Efeito do edema induzido por lente de contato na acurácia da tonometria de Goldmann em uma população adulta
Kirsten E Hamilton, David C Pye, Jiyoon Chung, Sarshia Hua, Qian Hou e Fei Yu
Objetivo: Determinar o efeito do edema induzido por lente de contato na acurácia da tonometria de Goldmann em pacientes adultos.
Métodos: Vinte e dois pacientes saudáveis com idade entre 50 e 60 anos foram recrutados para o estudo. Curvatura corneal, PIO e espessura central da córnea (ECC) foram medidos antes e após 2h de uso de lente de contato espessa de hidroximetil-metacrilato (HMMA) com olhos fechados. Medidas foram repetidas em intervalos de 20 minutos por 1h após remoção da lente.
Resultados: ECC (+54,1µ) e PIO (+2.7 mmHg, p<0,001, teste-t pareado com correção Bonferroni) aumentaram significativamente após o uso da lente. Durante a hora seguinte à remoção da lente, a medida da PIO foi correlacionada ao aumento na ECC (r=0,84, p<0,001), em uma taxa de 1,0 mmHg/10µ (95% IC 0,8-1,2mmHg/10m, análise linear de modelo variado).
Conclusão: Um pequeno aumento na ECC devido ao edema corneal induzido por lente de contato causou superestimação das medidas tonométricas de Goldmann em pacientes adultos saudáveis.
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Acurácia do diagnóstico e das recomendações terapêuticas realizadas por optometristas habilitados em glaucoma
Augusto Azuara Blanco, Jennifer Margaret Burr, Ruth Thomas, Graeme Maclennan e Stephen McPherson
Objetivo: Comparar a performance de optometristas habilitados em glaucoma (AGO) em relação ao diagnóstico e decisão para tratamento de glaucoma baseados no atendimento oftalmológico de rotina vs. padrão de referência de opinião especializada, isto é, de oftalmologistas com interesse em glaucoma.
Métodos: Um estudo que incluía comparação direta, mascarada, foi realizado em Grampian, Escócia. Cento e sessenta e cinco pessoas foram convidadas para participar, dos quais 100 (61%) foram examinados. Os indivíduos suspeitos de glaucoma foram submetidos a uma avaliação oftalmológica completa em um novo serviço comunitário de optometria com esquema de atendimento para glaucoma e num serviço oftalmológico hospitalar, no período de um mês.
Resultados: Houve concordância significativa entre o AGO e o oftalmologista no diagnóstico de glaucoma (89%, kappa = 0,703, DP=0,083). A concordância em relação à necessidade de tratamento também foi significativa (88%, kappa = 0,716, DP = 0,076). A concordância entre os oftalmologistas em treinamento e oftalmologistas mais experientes no diagnóstico glaucoma e recomendação para tratamento de glaucoma foi moderada (83%, kappa = 0,541, DP = 0,98 e 81%, kappa = 0,553, DP = 0,90, respectivamente). A acurácia diagnóstica dos optometristas em detectar o glaucoma nesta população foi elevada para especificidade (0,93 IC 95% 0,85 a 0,97 ), porém foi baixa quanto à sensibilidade (0,76 IC 95% 0,57 a 0,89 ). O desempenho foi similar quando a acurácia foi avaliada para recomendação do tratamento (sensibilidade 0,73 IC 95% 0,57 a 0,85 ; especificidade 0,96 IC 95% 0,88 a 0.99). As diferenças na sensibilidade e especificidade entre AGO e oftalmologistas em treinamento não foram estatisticamente significantes.
Conclusões: Os optometristas treinados em glaucoma desta comunidade proporcionaram decisões satisfatórias em relação a diagnóstico e indicação de tratamento para glaucoma. Com esse treinamento adicional em glaucoma os optometristas tornam-se pelo menos tão precisos quanto oftalmologistas em treinamento. No entanto, alguns casos de glaucoma podem não ser detectados.
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Associação entre integridade da camada de fotorreceptores foveal e acuidade visual em oclusão de ramo venoso da retina
Masafumi Ota, Akitaka Tsujikawa, Tomoaki Murakami, Mihori Kita, Kazuaki Miyamoto, Atsushi Sakamoto, Noritatsu Yamaike e Nagahisa Yoshimura
Objetivo: Estudar a correlação entre a integridade da camada de fotorreceptores após a resolução de edema macular (EM) associado à oclusão de ramo venoso da retina (ORVR) e acuidade visual final (AV), determinando fatores prognósticos para o resultado visual.
Métodos: Estudamos retrospectivamente 46 olhos de 46 pacientes com EM secundário a ORVR resolvido com espessura foveal menor que 250µ na visita final. Calculamos o estado da terceira banda de alta reflectividade (BAR) na fóvea usando tomografia de coerência óptica (OCT) na visita final. Além disso, investigamos imagens de OCT obtidas na visita inicial para procurar um fator prognóstico para resultado visual.
Resultados: Entre olhos com ou sem terceira BAR na visita final, nenhuma diferença foi encontrada na AV inicial ou espessura foveal. Contudo, AV final em olhos sem terceira BAR completa foi significativamente pior (p = 0,0002). Além disso, o estado inicial da BAR na área para-foveal da retina não afetada estava associada à AV final. A não observação da terceira BAR em 500µ (p = 0,0104) ou 1000 µ (p = 0,0167) da fóvea em imagens iniciais de OCT esteve associada à recuperação visual ruim após resolução do EM.
Conclusão: A integridade da camada de fotorreceptores na fóvea está associada à AV em EM resolvido e o estado da terceira BAR antes do tratamento pode ser um preditor do resultado visual.
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Mutações no gene ABCA4 e alelos ABCA4 discordantes em pacientes e irmãos com maculopatia tipo bull’s-eye
Michel Michaelides, Li Li Chen, Milam A. Brantley, Jr, Jean L. Andorf, Emily M. Isaak, Sharon A. Jenkins, Graham E. Holder, Alan C. Bird, Edwin M. Stone e Andrew R. Webster
Objetivo: Determinar a freqüência e a natureza das mutações no gene ABCA4 em uma coorte de pacientes com maculopatia tipo bull’s-eye (MBE)
Métodos: Um grupo de 49 pessoas (incluindo 40 probandos/famílias, 7 pares de irmãos e um grupo de três parentes) com MBE, não atribuível a causas tóxicas, foram averiguados. Amostras de sangue de cada paciente foram usadas para extrair o DNA genômico, com triagem para mutações de seqüências inteiras de códigos do ABCA4, através de análise e seqüenciamento direto com polimorfismo conformacional de filamento único (PCFU).
Resultados: Quarenta probandos (35%) foram identificados como possuidores de seqüência variante do ABCA4, causadores da doença em pelo menos um alelo. Três pacientes tiveram uma mutação no Gly1961Glu, a variante mais comum na doença de Stargardt (DSTG), com dois desses indivíduos possuindo fenótipo de distrofia macular (DM) e uma segunda variante do ABCA4 associada à DSTG. A segunda mutação mais comum na DSTG, Ala1038Val, foi vista em um paciente com distrofia de cones e bastões (DCB). Cinco novas variantes do ABCA4 foram detectadas. Dois grupos de irmãos foram identificados com um fenótipo intra-familiar semelhante, porém com variações discordantes do ABCA4.
Conclusões: Variações no gene ABCA4 são comuns em MBE. Dois grupos de irmãos mostraram variações discordantes do ABCA4. Um desses grupos mostra que as variações do ABCA4 podem ser identificadas em famílias que têm outra causa molecular para sua doença, devido à alta prevalência de alelos das doenças ABCA4 na população. A evidência discordante no segundo grupo de irmãos pode ainda ser um achado casual em famílias com doença macular devido a outras causas genéticas ou isto pode representar um modo complexo de herança determinada/modificada pela combinação de alelos do ABCA4.
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Revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados de tratamentos tópicos para ceratoconjuntivite vernal
Flavio Mantelli, Myrna S Santos, Tommasangelo Petitti, Roberto Sgrulletta, Magdalena Cortes, Alessandro Lambiase, Sergio Bonini e Stefano Bonini
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia das drogas tópicas atualmente disponíveis para a ceratoconjuntivite vernal (VKC) por meio de meta-análise de ensaios clínicos aleatórios (RCTs).
Métodos: Vinte e sete RCTs (n = 2184 olhos) que avaliaram a eficácia de drogas tópicas para o tratamento de VKC foram selecionados de acordo com os critérios estabelecidos; dez destes ensaios eram apropriadas para a análise estatística e foram incluídos na meta-análise. Os artigos publicados até dezembro de 2005 foram identificados a partir das seguintes bases de dados: Medline, Embase, Lilacs, Registro de ensaios clínicos controlados Cochrane e referências de artigos relevantes. Os artigos publicados em qualquer língua que apresentavam resumo em inglês foram levantados e aqueles que foram escritos em inglês, francês, alemão, italiano, português ou espanhol foram selecionados para serem incluídos na revisão sistemática. A qualidade dos ensaios clínicos foi avaliada pela lista de Delphi. A análise estatística foi realizada utilizando-se o software STATA ®.
Resultados: Melhora significativa em todos os sinais e sintomas, exceto fotofobia, foi observada após o tratamento tópico para VKC ativo independentemente do tipo de tratamento. A comparação da eficácia de diferentes drogas não foi possível devido à falta de critérios padronizados entre os estudos.
Conclusões: As drogas tópicas atualmente disponíveis são eficazes para o tratamento das fases agudas da VKC. Entretanto, há falta da evidência para sustentar a recomendação de um tipo específico de medicação para tratar esta afecção. Há a necessidade de se estabelecer critérios padronizados para avaliar o diagnóstico e a terapia baseados no grau de gravidade da doença. Há também a necessidade de RCTs que avaliem os efeitos a longo prazo do uso isolado de drogas para controlar a doença e evitar complicações.
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Eficácia clínica e biológica de colírios sem conservantes de NAAGA versus colírio sem conservantes de levocabastina em pacientes com ceratoconjunivite vernal
Andrea Leonardi, Dominique Bremond-Gignac, Mauro Bortolotti, Daniele Violato, Pascale Pouliquen, Laurent Delval, Jean-Marie Grouin e Iva Fregona.
Objetivo: Este estudo piloto comparativo e aleatório procurou avaliar a eficácia clínica e biológica de colírios de Naaxia Sine® (NAAGA) versus colírio de levocabastina no tratamento da ceratoconjuntivite vernal (VKC).
Métodos: Um total de 23 pacientes com VKC foram distribuídos aleatoriamente e tratados bilateralmente por 28 dias com colírios de NAAGA ou de levocabastina (LEVO). A variável de eficácia primária, evolução total das concentrações de ECP (proteína catiônica eosinofílica) na lágrima foi avaliada de forma mascarada nos dias 0, 7 e 28. Os sintomas e sinais clínicos foram relatados nestes mesmos momentos. Os parâmetros biológicos foram analisados com uma abordagem não-paramétrica. A tolerância global foi determinada pelo investigador e pelo paciente.
Resultados: Durante todo o período do estudo, os níveis de ECP da lágrima foram significativamente reduzidos no grupo NAAGA quando comparados aos do grupo LEVO (p = 0,023). A redução de leucócitos eosinofílicos e linfócitos na lágrima foi também mais perceptível no grupo NAAGA, embora a diferença não fosse significativa. A mesma tendência foi observada na evolução do escore total dos sintomas oculares. Não houve diferença significativa entre os grupos de tratamento em relação à ocorrência de efeitos adversos e à exceção de sensação de queimação que foi mais freqüente no grupo LEVO (p = 0,002).
Conclusões: A ação anti-eosinofílica de NAAGA foi demonstrada pela redução significativa da concentração de ECP na lágrima. Além disso, diminuição da contagem dos linfócitos e melhoria total da sintomatologia foram observadas. Também se notou melhor tolerância ao tratamento com NAAGA.
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Síndrome Inflamatória Orbital Idiopática: aspectos clínicos e resultados do tratamento
Brighu Narayan Swamy, Peter McCluskey, Arik Nemet, Roger Crouch, Peter Martin, Ross Benger, Raf Ghabrial e Denis Wakefield
Objetivo: Caracterizar os aspectos clínicos e patológicos de 24 pacientes com biópsias originárias de Síndrome Inflamatória Orbital Idiopática (SIOI).
Métodos: série de casos retrospectivos.
Resultados: O estudo incluiu 14 pacientes masculinos e 15 femininos com idades entre 14 e 75 anos. Os sinais e sintomas presentes incluíam dor (14/24), edema/massa (19/24), diplopia (9/24), proptose (15/24), restrição de musculatura extra-ocular (13/24), baixa de visão (5/24) e ptose (4/24). A histopatologia foi variada e incluiu pseudotumor orbital clássico (9/24), pseudotumor orbital esclerosante (13/24), pseudotumor orbital vasculítico (1/24) e pseudotumor orbital granulomatoso (1 de 24). O tratamento incluiu esteróides orais (19/24), esteróides intravenosos (1 de 24), metotrexate, azatioprina, micofenolato e ciclosporina. Quarenta e dois por cento dos pacientes tiveram episódios recorrentes durante o período de seguimento, com 29% dos pacientes necessitando 2 ou mais regimes de tratamento para manter a remissão. Dois terços dos pacientes (16/24) tiveram resolução completa dos sinais e sintomas. Não houve correlação entre subtipo histopatológico, taxa de recidiva e resolução dos sinais e sintomas.
Conclusão: A Síndrome Inflamatória Orbital Idiopática tem clínica e características patológicas variadas. Embora em alguns pacientes os sinais e sintomas se resolvam espontaneamente, a maioria requer tratamento oral com esteróides e imunossupressão adicional com drogas ou radioterapia. As características clínicas e patológicas não se correlacionam aos resultados do tratamento.
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Avaliação dos sintomas em pacientes com obstrução primária adquirida e funcional do ducto nasolacrimal, antes e depois de cirurgia bem-sucedida de dacriocistorrinostomia: estudo prospectivo
Leanne M Cheung, Ian C Francis, Fiona Stapleton e Geoffrey A Wilcsek
Objetivo: avaliar prospectivamente os sintomas de pacientes com obstrução do ducto nasolacrimal funcional (ODNLF) e primária (ODNLP) antes e depois de cirurgia bem-sucedida de dacriocistorrinostomia (DCR).
Tipo de estudo: Questionário entregue em entrevista antes e após a cirurgia.
Métodos: Pacientes consecutivos com ODNLF ou ODNLP derivados de uma clínica terciária de referência e de prática privada de dois cirurgiões (GW e ICF). A coorte pré-operatória consistia em 33 pacientes com ODNLF e 28 pacientes com ODNLP. Destes, apenas 31 pacientes foram eleitos para serem submetidos à cirurgia de dacriocistorrinostomia (DCR). Foram 12 pacientes com ODNLF e 19 pacientes com ODNLP na coorte pós-operatória, todos com sucesso operatório definitivo. Cirurgia de DCR bem-sucedida foi indicada por teste de Jones tipo 1 endoscópico positivo. Sintomas relacionados à visão do paciente, leitura, direção, humor, trabalho e vergonha foram avaliados. A gravidade dos sintomas também foi graduada.
Resultados: Visão e leitura em particular foram afetadas em ambas as coortes pré-operatórias e pacientes sofreram embaraço significativo. Das coortes pós-operatórios, a coorte ODNLF teve uma porcentagem reduzida de pacientes sofrendo cada tipo de sintoma enquanto no grupo ODNLP houve uma redução na porcentagem de pacientes relatando sintoma em algumas, mas não em todas as áreas. Contudo, a gravidade geral foi reduzida em ambos os grupos e o embaraçamento foi significativamente reduzido em ambos os grupos.
Conclusão: Tanto nas populações de ODNLP quanto nas de ODNLF os sintomas incomodam significativamente os pacientes e a cirurgia de DCR bem-sucedida tem efeito positivo no bem-estar físico e psicológico dos pacientes.
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Quedas e estado de saúde de mulheres idosas após cirurgia de catarata no primeiro olho: uma avaliação econômica conduzida juntamente a estudo clínico aleatório controlado
Tracey H Sach, Alexander Foss, Richard Gregson, Anwar Zaman, Francis Osborn, Tahir Masud e Rowan H Harwood
Objetivo: Avaliar o custo-benefício da cirurgia de catarata no primeiro olho comparado a não realização da cirurgia a partir da perspectiva do Serviço de Saúde e Serviços Sociais Pessoais.
Métodos: Avaliação econômica foi realizada juntamente a estudo clínico aleatório e controlado da cirurgia de catarata no primeiro olho em clínicas oftalmológicas de assistência secundária. Trezentos e seis mulheres com mais de 70 anos de idade e portadoras de catarata bilateral foram divididas aleatoriamente para serem submetidas à cirurgia de catarata (expedidas, aproximadamente 4 semanas) ou como grupo controle (rotina, 12 meses de espera). Setenta e cinco por cento das participantes tinham acuidade visual inicial de 6/12 ou melhor. Resultados incluíram quedas e o EuroQol EQ-5D.
Resultados: O grupo que foi submetido à cirurgia custou em média £2004 a mais em relação ao grupo controle após um ano (intervalo de confiança de 95%, £1363 a £2833, p< 0,001) mas obteve, em média, 0,456 menos quedas, prevenindo um custo extra por queda de £4390. O ganho médio em qualidade de vida ajustado por anos de vida (QALYs) por paciente foi de 0,056 (intervalo de confiança de 95%, 0,006 a 0,108, p< 0,001). A razão do custo utilitário adicional foi de £35704, valor acima do nível aceito no Reino Unido para se pagar, £30000 por QALY. Entretanto, em uma análise mais conservadora que modela custos e benefícios sobre a expectativa de vida dos pacientes, o custo incremental por QALY foi de £13172, abaixo do esperado.
Conclusões: A cirurgia de catarata do primeiro olho, que se mostrou com baixo custo-beneficio durante o estudo clínico, provavelmente é financeiramente vantajosa, considerando o tempo de vida restante dos pacientes.
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Aspectos característicos da tomografia de coerência óptica nas Uveítes Posteriores
Micheal J Gallagher, Taygan Yilmaz, Rene A Cervantes-Castañeda e C Stephen Foster
Objetivos: Descrever as diferentes características morfológicas retínicas que podem estar presentes na Tomografia de Coerência Óptica (OCT) em uveítes.
Métodos: Revisamos a literatura e nossas imagens do arquivo de OCT analisando características que possam sugerir uma doença em particular.
Resultados: OCT demonstrou uma variedade de diferentes características morfológicas, algumas que podem apontar em direção a uma doença específica. Descrevemos as várias formas de edema macular presentes em uveítes assim como características típicas no OCT encontradas em coroidite multifocal, coriorretinite serpenginosa, coriorretinite por toxoplasmose, Vogt-Koyanagi-Harada, oftalmia simpática e síndrome de tração vitreomacular.
Conclusão: Oftalmologistas devem ter consciência da variedade de características morfológicas que podem estar presentes no OCT em uveítes. O reconhecimento pode ajudar no processo diagnóstico que é complementar à fotografia convencional e angiofluoresceinografia do fundus. Isto pode facilitar diagnósticos precoces e, mais importantemente, o inicio do tratamento específico.
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Efeito da dilatação pupilar na avaliação do glaucoma pela tomografia de coerência óptica
Michael Smith, Andrew Frost, Christopher Mark Graham e Steven Shaw
Objetivo: Examinar o efeito da dilatação pupilar na confiabilidade da avaliação da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) e cabeça do nervo óptico (CNO) usando o Stratus OCT em uma clínica de glaucoma.
Métodos: Estudo observacional envolvendo 38 pacientes atendidos em uma clínica de glaucoma. Os programas “fast optic disc” e “fast RNFL thickness” no Stratus OCT foram usados para medir a espessura da CFNR e CNO relação escavação disco óptico (EDO). Duas imagens foram obtidas antes e depois da dilatação com tropicamida 1%. Os valores médios e reprodutibilidade antes e depois da dilatação foram comparados através da qualidade de imagens indicadas na escala de “transmissão de força”.
Resultados: Em 9 pacientes (23,7%) nenhuma imagem foi obtida sem dilatação , porém após a dilatação o exame foi possível em todos os pacientes. A impossibilidade de obter imagens sem dilatação foi associada com diâmetro pupilar pequeno e presença de catarata. A qualidade da imagem, julgada pela escala de “transmissão de força”, foi melhor nos pacientes dilatados que nos não dilatados na espessura da CFNR (p=0,011) e na CNO EDO (p=0,007). A reprodutibilidade foi maior nas imagens com dilatação pupilar avaliando espessura da CFNR, porém não encontramos diferença na CNO EDO. Houve diferenças significantes entre os exames dilatados e não dilatados para 3 das 5 variedades de espessura da CFNR e 2 das 3 categorias de CNO EDO.
Conclusões: Em quase um quarto dos pacientes a obtenção de imagens de alta qualidade pelo OCT sem dilatação pupilar não foi possível. As imagens com dilatação tiveram maior reprodutibilidade e melhor qualidade comparadas às imagens sem dilatação. Além do mais os dois métodos do exame não parecem ser equivalentes, sugerindo que o acompanhamento dos exames deva ser feito mantendo a situação pupilar do exame inicial. Na visão desses fatos recomendamos a dilatação pupilar como prioridade para exames de glaucoma usando o Stratus OCT.
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Teste de Laboratório Microcirúrgico é um método confiável para se avaliar as habilidades cirúrgicas do residente de oftalmologia
Jennifer B Taylor, Gil Binenbaum, Paul Tapino e Nicholas J Volpe
Introdução: A avaliação formal das competências clínicas é necessária para se assegurar que todos os residentes estejam adquirindo habilidades importantes e, nos Estados Unidos, será, em breve, uma exigência para o credenciamento do programa da residência pelo “Conselho de Credenciamento para a Educação Médica Graduada” (ACGME). O teste para avaliação das habilidades em cirurgia ocular (ESSAT), um curso de laboratório de habilidade cirúrgica baseado nas dificuldades, foi desenvolvido em resposta à necessidade de melhores ferramentas para a avaliação de habilidades cirúrgicas durante a residência. O ESSAT mostrou, em estudos prévios, possuir validade de forma e conteúdo e neste estudo procuramos determinar sua confiabilidade e, de certo modo, a validade de sua construção.
Métodos: Vinte e sete especialistas em conteúdo (diretores do programa de residência e docentes envolvidos no treinamento cirúrgico de residentes) assistiram a vídeos de residentes iniciantes e mais experientes completando as três estações do ESSAT (sutura de pele, ressecção muscular e facoemulsificação: construção de ferida e técnica de sutura) e preencheram formulários de múltipla escolha para conteúdo específico e uma escala global de desempenho.
Resultados: O ESSAT mostrou forte confiabilidade para determinar se o residente “passou” do limite de competência em cada estação, tanto no teste de múltipla escolha quanto na escala global. Em cada estação o residente de último ano foi consistentemente avaliado como acima da nota de corte em ambos os tipos de avaliação, enquanto o residente de primeiro ano ficou mais freqüentemente classificado abaixo dessa nota (94% vs. 30% passaram nessa prova).
Conclusão: Estes resultados junto aos achados da análise de validade de forma e conteúdo reforçam a credibilidade e validade do ASSAT e indicam que ele pode ser uma ferramenta útil para melhorar a avaliação de habilidades cirúrgicas durante a residência. O ASSAT é uma ferramenta que todos os programas de residência poderiam implementar como parte de seu currículo em cirurgia oftalmológica e avaliação de competência podendo ser útil para determinar o mínimo de competência que todos os residentes necessitam alcançar antes de entrar em um centro cirúrgico.
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