Clinical science - scientific reports
Papilomavírus humano no tecido conjuntival normal e no papiloma conjuntival. Tipos e freqüências em uma série de casos.
Nicolai Christian Sjø, Christian von Buchwald, Patricia Cassonnet, Bodil Norrild, Jan Ulrik Prause, Troels Vinding e Steffen Heegaard
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Papilomavírus humano e pterígio. O vírus é um fator de risco?
Nicolai Christian Sjø, Christian von Buchwald, Jan Ulrik Prause, Bodil Norrild, Troels Vinding e Steffen Heegaard
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Atrofia da íris em pacientes recém diagnosticados com hanseníase multibacilar; no diagnóstico, durante e após terapia com associação de drogas
Ebenezer Daniel, PSS Sundar Rao, Timothy J Ffytche, Shirley Chacko, Hannah R Prasanth e Paul Courtright.
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Comparação de medidas da profundidade da câmara anteriore usando o IOL master, analisador de profundidade da câmara anterior por escaneamento periférico e tomografia de coerência ótica do segmento anterior.
Raghavan Lavanya, Livia Teo, David S Friedman, Han T Aung, Mani Baskaran, Hong Gao, Tamuno Alfred, Steve K Seah, Kenji Kashiwagi, Paul J Foster e Tin Aung.
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Clinical science - extended reports
Tratamento cirúrgico da neovascularização de coróide peripapilar
Sabine Aisenbrey, Faik Gelisken, Peter Szurman e Ulrich K Bartz-Schmidt.
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Distúrbios da visão noturna após a cirurgia de LASIK bem sucedida
Cesar Villa Collar, Ramon Gutierrez, Jose Ramon Jimenez e Jose Manuel Gonzalez-Meijome
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
O papel dos patógenos virais oculares comuns na ceratite superficial ponteada de Thygeson
Paul P Connell, James O'Reilly, Suzie Coughlan, Louis MT Collum e William J Power
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Transplante de membrana amniótica em doença ocular: avaliação prospectiva dos primeiros 233 casos do grupo de usuários do Reino Unido
Valerie PJ Saw, Darwin Minassian, John Dart, Andrew Ramsay, Hugo Henderson, Ruth Warwick, Stefan Poniatowski e Suzanne Cabral
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
História natural da síndrome de Stevens-Johnson: padrões da doença ocular crônica e do papel da terapia ma imunossupressora
Victoria de Rojas, John K.G. Dart e Valerie Saw
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Flutuações na pressão intraocular e no efeito potencial nas aberrações do olho.
Magdalena Widlicka e Barbara K Pierscionek
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Atrofia peripapilar após glaucoma agudo por fechamento primário do ângulo
Kelvin Y Lee, Florian Rensch, Tin Aung, Laurence S Lim, Rahat Husain, Gus Gazzard, Steve K Seah e Jost B Jonas.
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Punção dos cistos em edema macular cistóide
Rishi P Singh, Ronald Margolis, Peter K Kaiser
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Eficácia do perímetro Rarebit na avaliação da hemianopsia homônima em pacientes com acidente vascular cerebral
Sansal Gedik, Ahmet Akman e Yonca A. Akova
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - scientific reports
Avaliação de um novo injetor com ponta flexível para a implante da lente intraocular dobrável
Guy Kleinmann e David J Apple
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Matriz-limite TIMP-3 SFD-mutante é mais estável que o TIMP-3 do tipo selvagem
Mohammed A Majid, Valerie A Smith, Andrew C Newby e Andrew D Dick
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - extended reports
Tolerância retínica ao bevacizumab aplicado conjuntamente com ativador do plasminogênio tissular recombinante
Matthias Lüke, Kai Januschowski, Max Warga, Julia Beutel, Martin Leitritz, Faik Gelisken, Salvatore Grisanti, Toni Schneider, Christoph Lüke, Karl Ulrich Bartz-Schmidt e Peter Szurman
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science - scientific reports
Papilomavírus humano no tecido conjuntival normal e no papiloma conjuntival. Tipos e freqüências em uma série de casos.
Nicolai Christian Sjø, Christian von Buchwald, Patricia Cassonnet, Bodil Norrild, Jan Ulrik Prause, Troels Vinding e Steffen Heegaard
Objetivos: Identificar a presença do papilomavírus humano (HPV) no tecido conjuntival normal e papiloma conjuntival.
Métodos: Amostras de tecidos fixados em parafina de 165 papilomas conjuntivais e 20 biópsias conjuntivais histologicamente normais foram analisadas para identificar a presença de HPV pela reação de cadeia da polimerase (PCR). Os espécimes considerados positivos para HPV com primers de consenso, mas que tiveram resultados negativos ou incertos com probes para tipos específicos de HPV, foram analisados por seqüenciamento de DNA.
Resultados: O HPV esteve presente em 86 de 106 (81%) papilomas betaglobina positivo. O HPV tipo 6 foi positivo em 80 casos, o HPV tipo 11 foi identificado em cinco casos e o HPV tipo 45 estava presente em um único papiloma. Todas as 20 biópsias conjuntivais normais foram betaglobina positivas e HPV negativas.
Conclusões: Há uma forte associação entre HPV e papiloma conjuntival. Nosso estudo apresenta a maior série de casos de papiloma conjuntival investigados para HPV e a primeira investigação de HPV no tecido conjuntival normal. O HPV tipos 6 e 11 são os mais comumente encontrados nos papilomas conjuntivais. Este é também o primeiro relato de HPV tipo 45 em um papiloma conjuntival.
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Papilomavírus humano e pterígio. O vírus é um fator de risco?
Nicolai Christian Sjø, Christian von Buchwald, Jan Ulrik Prause, Bodil Norrild, Troels Vinding e Steffen Heegaard
Objetivos: O pterígio é uma doença de origem e patogênese desconhecidos que pode ameaçar a visão. É caracterizado por crescimento em forma de “asa” da conjuntiva sobre a córnea. Diversos estudos investigaram o papilomavírus humano (HPV) como fator de risco para o desenvolvimento do pterígio, mas os resultados foram inconclusivos. A finalidade deste estudo foi investigar a presença do papilomavírus humano em uma série de casos de pterígio para esclarecer a associação entre pterígio e HPV.
Métodos: Cem espécimes de pterígio de pacientes dinamarqueses e de vinte biópsias conjuntivais normais foram avaliadas quanto a presença de HPV pela técnica da reação de cadeia da polimerase (PCR), utilizando primers de betaglobina para verificar a qualidade do DNA extraído e dos primers de HPV MY09/11 e GP5+/6+. As amostras positivas para HPV foram submetidas a identificação do tipo do HPV utilizando-se primers específicos de HPV e hibridização in situ do DNA (ISH).
Resultados: Noventa dos cem pterígios foram investigados quanto a presença de HPV pelo método PCR, pois a betaglobina não pode ser amplificada em dez amostras que foram excluídas. Quatro entre noventa pterígios tinham HPV. HPV tipo 6 foi identificado em todos os quatro pterígios que foram positivos para HPV. As 20 biópsias conjuntivais normais foram betaglobina positivas e HPV negativas. Todos os quatro pterígios que foram positivos para HPV tipo 6 foram negativos pela ISH.
Conclusão: A baixa presença de DNA de HPV no pterígio não apóia a hipótese de que o HPV esteja envolvido no desenvolvimento do pterígio na Dinamarca.
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Atrofia da íris em pacientes recém diagnosticados com hanseníase multibacilar; no diagnóstico, durante e após terapia com associação de drogas
Ebenezer Daniel, PSS Sundar Rao, Timothy J Ffytche, Shirley Chacko, Hannah R Prasanth e Paul Courtright.
Objetivo: Descrever a prevalência e incidência de atrofia da íris em pacientes com hanseníase multibacilar (HMB).
Métodos e pacientes: Estudo prospectivo longitudinal de 301 pacientes com HMB recém diagnosticada, acompanhados durante dois anos de tratamento com associação de medicamentos (TAM) e por mais cinco anos através de exames oculares bianuais. A incidência de atrofia da íris foi calculada através da relação do número de pacientes com atrofia iriana por pessoa/ano, com continuação livre entre aqueles que não apresentaram atrofia na visita incial. Regressão múltipla de “Step wise” confirmou a presença de associações específicas de acordo com as características clínicas e demográficas associadas (p<0,05) à atrofia da íris por análise univariada.
Resultados: Atrofia da íris esteve presente em 6 pacientes (2%) .Durante TAM, com acompanhamento de 445 pessoas no ano (PA), 9 pacientes desenvolveram atrofia da íris (RP 0,02 95% IC 0,01, 0,04) associada à catarata (RP 15,13 95% IC 3,71-61,79 p<0,001) e opacidade de córnea (RP 6,83 95% IC 1,62-28,8 p=0,009). Após TAM, em 2005 PA, 60 pacientes desenvolveram atrofia da íris (RP 0,03 95% IC 0,023, 0,039) que foi associada à idade (por década) (RP 1,40 95% IC 1,10-1,78 p=0,006), manchas na pele (RP 3,50 95% IC 1,33-9,24 p=0,011), catarata (RP 3,66 95% IC 1,85-7,25 p<0,001), precipitados ceráticos (RP2,76 95% IC 1,02-7,47 p= 0,046) e opacidade de córnea (RP 3,95 95% IC 1,86-8,38 p<0,001).
Conclusões: Atrofia da íris continua a se desenvolver em 3 % dos pacientes com HMB a cada ano após completar 2 anos de TAM e está asociada à idade, cargas crescentes de micobactéria, inflamação sub-clínica, catarata e opacidade corneal.
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Comparação de medidas da profundidade da câmara anteriore usando o IOL master, analisador de profundidade da câmara anterior por escaneamento periférico e tomografia de coerência ótica do segmento anterior.
Raghavan Lavanya, Livia Teo, David S Friedman, Han T Aung, Mani Baskaran, Hong Gao, Tamuno Alfred, Steve K Seah, Kenji Kashiwagi, Paul J Foster e Tin Aung.
Objetivos: Comparar a profundidade r da câmara anterio (PCA) medida por três dispositivos de não contato: IOL master, analisador de profundidade da câmara anterior por escaneamento periférico (EPCA) e tomografia de coerência ótica visante do segmento anterior (OCT-SA).
Métodos: Estudo prospectivo de secção transversal de 497 pacientes fácicos acima de 50 anos, atendidos em uma clínica comunitária em Singapura. A PCA do olho direito foi medida com IOL master, CAEP e OCT-SA pelo mesmo examinador. A PCA foi medida do epitélio da córnea até a superfície anterior do cristalino e as medidas da PCA foram comparadas através da análise Bland-Altman.
Resultados: Um total de 232 homens e 265 mulheres foram examinados, idade média de 63,4 + 7,9 anos. A PCA média foi de 3,08+0,36 mm com IOLMaster,3,10+0,44 com EPCA e 3,14 +0,34 com OCT-SA. Uma diferença significante foi notada entre as medidas da PCA obtidas pelos três dispositivos (p<0,0001) com medidas de OCT-SA sendo mais profundas que IOL master e EPCA. A diferença média entre OCT-SA e IOL master foi de 0,062+0,007mm (p<0,0001, 95% limites concordantes (LoA): -0,37mm a 0,25mm); entre OCT-SA e EPCA foi de 0,035+0,011 (p=0,0001, 95% LoA: -0,44mm a 0,51mm) e entre EPCA e IOL master foi de 0,027+0,012 (p=0,027, 95% LoA: -0,57mm a 0,50mm).
Conclusões: Medidas da PCA com OCT-SA foram mais profundas do que aquelas com EPCA e IOL master. Entretanto, como as diferenças são pequenas, não são clinicamente importantes.
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Clinical science - extended reports
Tratamento cirúrgico da neovascularização de coróide peripapilar
Sabine Aisenbrey, Faik Gelisken, Peter Szurman e Ulrich K Bartz-Schmidt.
Objetivos: Reportar o resultado funcional e morfológico do tratamento cirúrgico da neovascularização de coróide (NVC) peripapilar secundária à degeneração macular relacionada à idade.
Métodos: Série de casos intervencionais consecutivos de oito pacientes com neovascularização peripapilar extensiva de coróide acompanhadas de hemorragia submetidos à cirurgia subretínica para retirada do complexo neovascular. Exame oftalmológico, incluíndo teste de acuidade visual, fotografia colorida e angiografia, foi realizado no início e aos três, seis, nove, doze meses e então anualmente.
Resultados: O tempo médio de acompanhamento foi de 26 meses (12 a 60 meses). Melhor acuidade visual logMar corrigida (MAVC)no pré-operatório variou de 1,0 (20/200) a 0,0 (20/20) com uma média de 0,5 (20/63). A MAVC logMar média pós-operatória foi de 0,3 (20/40). MAVC melhorou em seis, ficou estável em um e piorou em um paciente. Dois anos após a cirurgia, um paciente teve recorrência de NVC, que foi removida cirurgicamente. Um paciente apresentou descolamento de retina cinco anos após cirurgia.
Conclusões: Nessa pequena amostra de casos de NVCPP melhora funcional foi alcançada após cirurgia na maioria dos pacientes. Extração cirúrgica da NVC representa uma opção de tratamento em olhos com ameça da visão por neovascularização de coróide peripapilar. Estudos controlados de distribuição aleatória são necessários para se avaliar o resultado funcional a longo prazo do efeito benéfico desta terapia.
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Distúrbios da visão noturna após a cirurgia de LASIK bem sucedida
Cesar Villa Collar, Ramon Gutierrez, Jose Ramon Jimenez e Jose Manuel Gonzalez-Meijome
Objetivos: Avaliar as alterações na correlação das aberrações de alta ordem da superfície corneana com o fenômeno dos halos, uma forma de degradação da imagem, em condições de visão noturna medidas de forma objetiva após cirurgia bem sucedida de LASIK.
Métodos: Estudo prospectivo, observational, analítico de 110 olhos submetidos à cirurgia bem sucedida de LASIK para miopia e astigmatismo. A refração pré-operatória esférica era de -3,48 + 1,70 D 0 a -8,00 D e a cilíndrica de -0,86 + 0,87 D 0 a -4,00 D. O distúrbio visual causado pelo fenômeno dos halos avaliado com o “Starlights v1.0” e o tamanho da pupila medido com o pupilômetro “Colvard” foram verificados após adaptação a um ambiente escuro (0,17 lux). As aberrações corneanas foram computadas para um diâmetro corneano representativo do diâmetro pupilar para a entrada da luz no olho em condições noturnas.
Resultados: O índice do distúrbio dos halos aumentou neste estudo em 2,15 após cirurgia bem sucedida de LASIK. O RMS total para aberrações de alta ordem monocromática mostrou uma correlação significativa com índice do distúrbio dos halos (r=0,42; p< 0,01). Entretanto, somente astigmatismo secundário (r=0,36; p<0,01) “coma” (r=0,25; p=0,02) e aberração esférica (r=0,40; p<0,01) foram responsáveis por esse comportamento, sendo que as aberrações corneanas remanescentes até a sexta ordem não demostraram nenhuma correlação significante quando consideradas individualmente.
Conclusões: Pacientes submetidos à cirurgia de LASIK mostraram aumento no fenômeno dos halos luminosos em condições de visão noturna, mesmo quando os resultados da cirurgia foram considerados totalmente satisfatórios de acordo com o padrão internacional atual de previsibilidade, eficácia e segurança. Astigmatismo secundário, “coma” e aberração esférica são as aberrações de alta ordem até a sexta ordem que foram significativamente correlacionadas com o índice de distúrbios dos halos.
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O papel dos patógenos virais oculares comuns na ceratite superficial ponteada de Thygeson
Paul P Connell, James O'Reilly, Suzie Coughlan, Louis MT Collum e William J Power
Introdução/Objetivos: A etiologia da ceratite superficial ponteada de Thygeson (TSPK) permanece obscura. A etiologia viral foi sugerida pela ausência de infecção bacteriana e pela semelhança clínica a outras ceratopatias virais. Neste estudo os autores relatam os resultados da análise da reação da cadeia de polimerase (PCR) para a detecção de HSV1 e 2, HZV, VZV e adenovírus de amostras de epitélio corneano de pacientes com sinais ativos e sintomas de TSPK.
Métodos: Amostras de epitélio corneano foram obtidas pela impressão em tiras de Schirmer de 8 pacientes com história comprovada de TSPK que apresentavam sintomas e sinais da doença ativa. Três pacientes foram selecionados como controles positivos (2 com ceratite por Herpes Simples e um com Herpes Zoster Oftálmico). Amostras de mais 3 pacientes adicionais foram classificadas como controles negativos. Todas as 14 amostras foram submetidas à PCR para checar presença de HSV 1, HSV 2, vírus Varicela Zoster (VZV) e adenovírus.
Resultados: O DNA que corresponde ao DNA viral previsto foi amplificado em todas as três amostras dos controles positivos. As 3 amostras dos controles negativos não mostraram nenhuma evidência da presença de DNA viral. Similarmente, todas as amostras dos pacientes com TSPK não mostraram nenhuma evidência da presença de HSV 1, HSV 2, VZV ou adenovírus.
Conclusões: Os autores concluem que HSV, VZV e o adenovírus não estão presentes no epitélio dos pacientes com TSPK. Estes resultados são considerados uma luz nas teorias existentes a respeito da etiologia e do tratamento desta condição.
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Transplante de membrana amniótica em doença ocular: avaliação prospectiva dos primeiros 233 casos do grupo de usuários do Reino Unido
Valerie PJ Saw, Darwin Minassian, John Dart, Andrew Ramsay, Hugo Henderson, Ruth Warwick, Stefan Poniatowski e Suzanne Cabral
Introdução/Objetivos: A partir de 1998, o transplante de membrana amniótica (AMT) popularizou-se no Reino Unido como uma nova opção terapêutica disponível para tratar problemas da superfície ocular. Este estudo avalia as indicações, técnicas cirúrgicas utilizadas e os resultados dos primeiros casos de AMT realizados pelo grupo de usuários do Reino Unido. Este modelo do grupo de usuários fornece dados que são diferentes dos que são obtidos em série não controlada de casos ou de ensaios clínicos e pode ser mais representativo, em termos de resultados, em relação ao que pode ser esperado quando um procedimento torna-se extensamente disponível.
Métodos: Os primeiros 233 AMT, realizados pelo grupo de usuários do Reino Unido, foram avaliados pelos examinadores e os resultados de 3 meses foram levantados.
Resultados: Dos 126/233 (54,1%) resultados válidos tem-se: o resultado do AMT para casos de defeito epitelial persistente foi uma superfície corneana cicatrizada e estável em 11/35 (31,4%, IC 95% entre 16,9 e 49,3); para ferimentos químicos/térmicos, olho sem inflamação e cicatrizado com a córnea clara em 5/18 (27,8%, IC 95% entre 9,7 e 53,4); para ceratopatia bolhosa, proporcionando ausência de dor, com superfície estável sem as bolhas em 4/18 (22,2%, IC 95% entre 6,4 e 47,6 ); para a reconstrução de superfície ocular, conjuntiva epitelizada sem inflamação, sem cicatrizes em 12/23 (52,2%, IC 95% entre 30,6 e 73,2); e para deficiência de células tronco límbicas, fenótipo corneano em 4/7 (57,1%). A técnica cirúrgica menos associada a falhas foi o uso do AMT como lente de contato terapêutica no fim do procedimento (RP de 0,19, IC 95% entre 0,06 e 0,59, p=0,004). O tratamento prévio com esteróides tópicos foi associado significativamente à falha (RP de 5,70, IC 95% entre 1,77 e 18,43, p=0,004).
Conclusões: Embora os critérios de resultados usados neste estudo fossem restritos e o tempo de seguimento fosse curto, os resultados do AMT reportados por este grupo de usuários foram geralmente menos favoráveis do que os resultados de série de casos previamente relatados. Ensaios clínicos controlados melhorariam a qualidade das evidências para o uso da membrana amniótica em doença ocular.
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História natural da síndrome de Stevens-Johnson: padrões da doença ocular crônica e do papel da terapia ma imunossupressora
Victoria de Rojas, John K.G. Dart e Valerie Saw
Objetivo: Caracterizar padrões da doença ocular crônica nos pacientes com síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e sua variante, necrólise epidérmica tóxica (NET), e descrever sua resposta ao tratamento.
Desenho do estudo: Análise retrospectiva, série de casos
Métodos: Revisão de prontuários médicos hospitalares
Pacientes: Trinta pacientes (sessenta olhos) com manifestação ocular de SSJ ou NET.
Objetivos principais do trabalho: Identificação e classificação dos padrões da doença ocular crônica na SSJ e NET. O objetivo secundário foi avaliar a resposta ao tratamento.
Resultados: Os padrões da doença ocular crônica observados após o episódio agudo incluíram: SSJ leve/moderada, SSJ grave, falha de superfície ocular (SSJ-FSO), episódio de inflamação recorrente (SSJ-IR), esclerite (SSJ-E) e cicatrização conjuntival progressiva que se assemelha ao pênfigo da membrana mucosa (SSJ-PMM). O tempo de seguimento médio foi de 5 anos (intervalo entre 0 e 29 anos). Dezenove pacientes (29 olhos 48%) desenvolveram SSJ-FOS, SSJ-IR, SSJ-S ou SSJ-PMM durante o acompanhamento. SSJ-FOS foi encontrada em 12 pacientes (18 olhos 30%). Em 5 pacientes (8 olhos), isto ocorreu um ano após a doença aguda, sem nenhum outro episódio inflamatório, sendo associada com SSJ-IR em 1 paciente (2 olhos), com SSJ- IR e SSJ-S em 1 paciente (1 olho), SSJ-S em 1 paciente (1 olho) e com SSJ-PMM em 4 pacientes (6 olhos). Episódios de SSJ-IR ocorreram em 4 pacientes (7 olhos 12%). O tempo médio da doença aguda ao primeiro episódio de SSJ-IR foi 8,5 anos (intervalo entre 5 e 63 anos). SSJ-S ocorreu em 2 pacientes (4 olhos 7%), dos quais 2 olhos desenvolveram SSJ-FOS subseqüentemente. SSJ-PMM desenvolveu-se em 5 pacientes (10 olhos 16,6%). A duração média do estágio agudo ao diagnóstico de SSJ-PMM foi de 2 anos (intervalo entre 1 e 14 anos). Terapia imunossupressora controlou com sucesso a inflamação em 10/10 dos pacientes com SSJ-PMM, SSJ-IR ou SSJ-S.
Conclusões: A doença ocular em SSJ/NET não é limitada unicamente às seqüelas da fase aguda da doença. Pacientes e médicos devem estar cientes de que a progressão da doença ocular, decorrente da falha da superfície ocular e/ou condições inflamatórias agudas, pode se manifestar em períodos variáveis que se seguem ao episódio agudo da doença. Este reconhecimento, e o imediato acesso a serviços especializados, podem aperfeiçoar o manejo destes padrões incomuns da SSJ.
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Flutuações na pressão intraocular e no efeito potencial nas aberrações do olho.
Magdalena Widlicka e Barbara K Pierscionek
Objetivos: Investigar as flutuações na pressão intraocular durante o dia e observar se estas variações estão associadas à alterações na curvatura corneana e nos padrões de aberrações oculares.
Métodos: Pressão intraocular, curvatura corneana, erro refrativo, equivalente esférico e aberrações defocus (esfera), cilindro (astigmatismo), coma, trefoil e aberração esférica de terceira ordem foram medidas em dezessete pacientes saudáveis três vezes durante o dia. A primeira medida foi realizada entre 9h e 9h30min; a segunda ao meio-dia (12h30min -13h) e a terceira à tarde (17h -17h30min). Aberrações ópticas, curvatura corneana, erro refrativo e tamanho pupilar foram medidos com o aberrômetro dinâmico de frente de ondas Irx3. A pressão intraocular foi medida com um tonômetro de não-contato (Cambridge Instrumentos Inc.) e calibradas com o tonômetro de aplanação de Goldmann.
Resultados: As variações na pressão intraocular não foram relacionadas à idade ou erro refrativo. Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas na pressão intraocular entre manhã e meio-dia, assim como entre meio-dia e tarde. As variações de pressão intraocular entre meio-dia e tarde foram associadas às mudanças no equivalente esférico, no raio da curvatura corneana e nas aberrações (defocus, cilindro, coma, trefoil e aberração esférica) no mesmo período de tempo. Os padrões das aberrações variaram entre indivíduos e nenhuma associação foi encontrada entre os dois olhos do mesmo paciente.
Conclusões: As mudanças na pressão intraocular não têm nenhum efeito visível na qualidade da imagem. Isto pode ser explicado pelo fato de que o olho tem um mecanismo de compensação que corrige o efeito da dinâmica ocular na curvatura corneana e estado refrativo. Tal mecanismo pode também afetar o padrão das aberrações ou pode ser que as aberrações se alterem de uma forma que compense todos os efeitos prejudiciais potenciais das alterações da pressão intraocular na imagem retiniana. Variações nos padrões das aberrações e como elas podem estar relacionadas dinâmica ocular necessitam ser investigados antes que tentativas de correção sejam feitas.
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Atrofia peripapilar após glaucoma agudo por fechamento primário do ângulo
Kelvin Y Lee, Florian Rensch, Tin Aung, Laurence S Lim, Rahat Husain, Gus Gazzard, Steve K Seah e Jost B Jonas.
Objetivos: Determinar as mudanças na atrofia peripapilar (PPA) em olhos após fechamento agudo do ângulo (APAC).
Métodos: Estudo observacional prospectivo em 40 olhos de 38 pacientes com etinia predominantemente chinesa. A pressão intraocular (PIO) inicial era 51,7 + 12 mmHg (média de 55 mmHg) e a duração média dos sintomas foi 37,7 + 69,4 horas. Iridotomia com laser foi executada 3,2 + 8,4 dias após APAC, levando a normalização da PIO em todos os casos. Fotografias coloridas do disco ótico tiradas 2 e 16 semanas após APAC foram morfometricamente examinadas. PPA foi dividida em zona alfa e zona beta.
Resultados: Comparando medidas iniciais com a semana 16, a largura mínima da zona alfa (0,013 + 0,056 unidades arbitrárias versus 0,016 + 0,001 unidades arbitrárias, p=0,23), a largura máxima da zona alfa (1,11 + 1,31 u.a. versus 1,31 + 0,79 u.a.,p=0,22), a largura mínima da zona beta (0,030 + 0,122 u.a. versus 0,033 + 0,166 u.a.,p=0,93), e largura máxima da zona beta (0,62 + 0,94 versus 0,73 + 0,98 u.a.,p=0,42) não variou signifcativamente. A média da relação escavação-papila aumentou de 0,56 + 0,05 para 0,62 + 0,07 (p<0,0001) no final do acompanhamento.
Conclusões: Zona alfa e zona beta da PPA não aumentaram significativamente em pacientes após APAC, apesar de uma ampliação da escavação durante acompanhamento de 4 meses.
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Punção dos cistos em edema macular cistóide
Rishi P Singh, Ronald Margolis e Peter K Kaiser
Objetivo: Avaliar a nova técnica cirúrgica de punção do edema macular
cistóide (PEMC) em pacientes com edema macular cistóide de longa
duração, refratário aos tratamentos padrões.
Tipo de estudo: Intervencional de série retrospectiva de casos.
Métodos: Revisão retrospectiva de pacientes com edema macular cistóide
crônico, secundário à retinopatia vascular nos quais houve falha de
tratamento máximo clínico ou cirúrgico e que foram submetidos à
vitrectomia via pars plana e PEMC. Achados clínicos, acuidade visual
Snellen melhor corrigida, fotografia estereoscópica do fundus,
angiofluoresceínografia e tomografia de coerência óptica foram obtidos
antes e após o tratamento para avaliar sua eficácia e segurança.
Resultados: Sete pacientes foram incluídos no estudo. As causas do
edema macular cistóide foram: retinopatia diabética em cinco
pacientes, oclusão da veia central em um e oclusão de ramo venoso em
um. Esteróides intravítreos pré-operatórios falharam em todos os
pacientes e três deles receberam também fotocoagulação em grid.
Vitrectomia via pars plana prévia com elevação da membrana hialóide
posterior, retirada da membrana limitante interna e injeção de
esteróide intravítreo falhou em 3 pacientes. O tempo médio para PEMC
foi de 488 dias. Resolução ou melhora do edema macular cistóide
ocorreu em todos os pacientes como determinado pela
angiofluoresceinografia ou tomografia de coerência óptica ou ambos.
Contudo a acuidade visual foi inalterada em cinco pacientes, piorou em
um paciente e se manteve estável em um paciente.
Conclusões: Apesar da melhora quantitativa do edema macular cistóide
após PEMC, a técnica falhou na melhora da acuidade visual dos
pacientes.
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Eficácia do perímetro Rarebit na avaliação da hemianopsia homônima em pacientes com acidente vascular cerebral
Sansal Gedik, Ahmet Akman e Yonca A. Akova
Objetivos: O objetivo deste trabalho é comparar a eficiência do perímetro Rarebit (RB) e do analisador de campo Humphrey para detectar hemianopsia homônima (HH) em pacientes com infarte do lobo occipital.
Pacientes e método: Quarenta pacientes com queixas visuais devido a infarto agudo no lobo occipital submeteram-se à análise do campo visual no mesmo dia, aleatoriamente; primeiramente com perímetro Humphrey 30-2, programa padrão SITA (Zeiss Humphrey systems, CA, EUA) ou RB. Um campo visual foi classificado em quatro quadrantes para os olhos direito e esquerdo: temporal superior, nasal superior, temporal inferior e nasal inferior. Os números da mean hit rate (MHR) e os valores do desvio médio (MD) e do padrão do desvio padrão (PSD) foram comparados para cada quadrante de cada olho.
Resultados: Os resultados de valores do MHR RB e MD HFA para cada quadrante dos olhos direito e esquerdo foram altamente correlacionados em todos os pacientes com o HH (coeficientes de correlação r de Pearson para quadrantes temporal superior, nasal superior, temporal inferior e nasal inferior dos olhos direito e esquerdo foram 0,827, 0,833, 0,843, 0,851 e 0,746, 0,821, 0,882, 0,824, respectivamente e um valor de p <0,001 para todos os quadrantes). A correlação entre MHR RB e PSD HFA para cada quadrante de ambos os olhos também foi altamente correlacionada.
Conclusões: O perímetro RB demonstrou ser confiável, de fácil execução e rápido manuseio. É o teste de escolha em pacientes com HH, pois pode ser transportado em um simples programa de software e hardware, detectando facilmente importantes perdas visuais (como HH) em pacientes com lesão do lobo occipital.
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