Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial publicados em Septembro de 2007. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).
Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the September 2007 issue. The full text is only available in English to subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)
Efeitos de injeção intravítrea de acetato de triamcinolona com e sem conservantes
Mauricio Maia, Michel E Farah, Rubens Belfort Neto, Fernando M Penha, Fabio B Aggio, Acacio AS Lima e Rubens Belfort Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Cirurgia vítreo-retínica utilizando o bromfenol azul como corante vital: avaliação das características da coloração em humanos
Christos Haritoglou, Ricarda Schumann, Rupert Strauss, Siegfried Priglinger, Aljoscha S Neubauer e Anselm Kampik Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Correlação positiva de fator derivado do epitélio pigmentardo (PEDF) e capacidade anti-oxidante total no humor aquoso de pacientes com uveíte e retinopatia diabética proliferativa
Yumiko Yoshida, Sho-ichi Yamagishi, Takanori Matsui, Kazuo Nakamura, Tsutomu Imaizumi, Koichi Yoshimura e Ryoji Yamakawa Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Medidas diminuídas da espessura retínica pericentral no OCT em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e retinopatia diabética mínima
Carine Biallosterski, Mirjam EJ van Velthoven, Robert PJ Michels, Reinier O Schlingemann, J Hans DeVries e Frank D Verbraak Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Artefatos na tomografia de coerência óptica em doenças do epitélio pigmentado da retina
Emely Z Karam, Ernesto Ramirez, Paula L Arreaza e Julian Morales-Stopello Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Papel da hereditariedade na determinação da espessura central da retina
Shiao Hui Melissa Liew, Clare Gilbert, Tim Spector, John Marshall e Christopher J Hammond Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Achados oculares significativos são característicos de displasias ósseas hereditárias com alterações no colágeno tipo II
Sarah P Meredith, Allan J Richards, Philip Bearcroft, Arabella V Poulson e Martin P Snead Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Vasculopatia coroidal polipoidal com neovascularização coroidal clássica na angiofluoresceinografia
Hiroshi Tamura, Akitaka Tsujikawa, Atsushi Otani, Norimoto Gotoh, Manabu Sasahara, Takanori Kameda, Daisuke Iwama, Yuko Yodoi, Michiko Mandai e Nagahisa Yoshimura Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Uso da citologia de impressão no acompanhamento de queimaduras oculares graves
Jean-Jacques Gicquel, Renaud Navarre, Maria-Elena Langman, Alix Coulon, Stephanie Balayre, Serge Milin, Mercie Martial, Alexis Rossignol, Anne Barra, Pierre-Marie Levillain, Jean-Marc Gombert e Paul Dighiero Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Diferenças relacionadas à idade em córneas humanas normais: estudo in vivo pela microscopia confocal de varredura à laser
Rachael L Niederer, Divya Perumal, Trevor Sherwin e Charles NJ McGhee Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
A quantidade de aumento da pressão intraocular durante midríase medicamentosa é um indicador da predisposição para progressão do glaucoma no futuro
Ghada A Siam, Daniela S Monteiro de Barros, Moataz E Gheith, Renata S Da Silva, Dara Lankaranian, Ethan H Tittler, Jonathan S Myers, and George L Spaeth Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Tipos de neovascularização coroidal (NVC) em degeneração macular relacionada à idade (DMRI) exsudativa recém diagnosticada
Salomon Y Cohen, Catherine Creuzot-Garcher, Jacques Darmon, Thomas Desmettre, Jean-François Korobelnik, Fleur Levrat, Gabriel Quentel, Stephane Palies, Anne Sanchez, Anne Solesse de Gendre, Helene Schluep, Michel Weber e Cecile Delcourt Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Pegaptanib e ranibizumab para degeneração macular relacionada à idade forma neovascular: revisão sistemática
Andrea L Takeda, Jill L Colquitt, Andy J Clegg e Jeremy Jones Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Matriz de metaloproteinases em membranas neovasculares coroidais humanas retiradas após terapia fotodinâmica com verteporfina
Olcay Tatar, Annemarie Adam, Kei Shinoda, Tillmann Eckert, Gábor B Scharioth, Micheal Klein, Efdal Yoeruek, Karl Ulrich Bartz-Schmidt, and Salvatore Grisanti Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Análise topográfica do disco óptico por Tomografia Retínica de Heidelberg em doença ocular de Behçet
Nilufer Berker, Ufuk Elgin, Pinar Ozdal, Aygen Batman, Emel Soykan e Seyhan Sonar Ozkan Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Avaliação da reprodutibilidade de um sistema automático para estimar a densidade de células endoteliais em córneas doadoras
Alfredo Ruggeri, Enrico Grisan e Jan Schroeter Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Identificação de neurite das células ganglionares em membranas sub e epirretínicas de humanos
Geoffrey P Lewis, Kellen E Betts, Charanjit S Sethi, David G Charteris, Sarit Y Lesnik-Oberstein, Robert L Avery e Steven K Fisher Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Expressão de marcadores relacionados à apoptose em tumores epiteliais malignos da glândula lacrimal e sua relação com a repercussão clínica
Diego Strianese, Gianluca Baldi, Stefania Staibano, Alfonso Baldi, Gaetano De rosa, Fausto Tranfa e Giulio Bonavolontà Portuguese AbstractEnglish AbstractEnglish Full text
Objetivos: Avaliar os efeitos da injeção intravítrea de acetato de triamcinolona sem conservantes (ATSC) e com conservante (KE). Métodos: Revisão retrospectiva de 646 injeções intravítreas de 4 mg/0,1 ml de esteróides em 471 olhos foi conduzida. O total de 577 injeções intravítreas de ATSC e 69 injeções de KE foram administradas em olhos não randomizados. Remoção de KE do não sobrenadante foi realizada. Endoftalmite não infecciosa foi definida como pseudohipópio/hipópio com ou sem reação inflamatória que regredisse após instilação de esteróide tópico. Hipertensão ocular foi definida como PIO maior que 23 mmHg com tonometria de aplanação de Goldmann. Os pacientes foram seguidos e examinados 1, 7, 28 dias, 3, 4, 6, 12 meses e anualmente após a injeção. Análise estatística foi realizada usando teste Exact Fisher e teste Qui-quadrado. Valor P < 0,05 foi considerado significante. Resultados: Ambos os grupos não diferiram em demografia (P>0,05). Seguimento variou de 6 a 57 meses (média, 13 7,5). Hipertensão ocular ocorreu em 127 olhos (20%), mas os grupos não diferiram significativamente (P=0,167). Quatro olhos (3,15%) necessitaram de trabeculectomia. Endoftalmite não infecciosa ocorreu em doze olhos (1,9%) e variou significativamente nos dois grupos (P=0,005). Um olho desenvolveu endoftalmite bacteriana (0,15%). Conclusões: Endoftalmite não infecciosa foi mais freqüentemente observada após injeções de KE (7,3%) comparada a injeções de ATSC (1,2%) (P<0,05). Reação inflamatória foi mais clinicamente relevante no grupo KE que no grupo ATSC
Objetivo: Comparar a medida da espessura retínica (ER) com tomografia de coerência óptica (OCT) em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM) sem retinopatia ou com retinopatia diabética (RD) mínima e indivíduos saudáveis controles. Métodos: Cinqüenta e três pacientes com DM 1 sem retinopatia ou com RD mínima foram submetidos a exame oftalmológico completo, retinografia e OCT. RT média medida com OCT foi calculada para a fóvea central, fóvea, mácula pericetral e mácula periférica e comparada a controles normais. Resultados: ER média na área pericentral foi menor em pacientes com RD mínima (267 m+ 20 m; n=23) comparada ao controles saudáveis (281 m+13 m; P= 0,005; n=28). ER média pericentral em pacientes sem RD (276 m+14 m; n=30) foi menor que nos controles normais, mas maior que em pacientes com RD mínima sem mostrar significância estatística. Nenhuma das outras regiões mostrou diferença significante. Conclusão: Neste estudo, uma diminuição significante da medida da ER pericentral foi observada em pacientes com RD mínima comparada a controles saudáveis. Isto pode ser explicado por uma perda de tecido neural intrarretínico nos estágios mais precoces da RD.
Objetivo: Descrever as alterações patológicas precoces da córnea durante a necrólise epidérmica tóxica(NET). Pacientes e Métodos: Demonstração das características histológicas de amostras corneais seqüenciais obtidas em exame durante o manejo de complicações de NET em um adulto jovem. Resultados: Encontramos vacuolização precoce de queratinócitos basais e infiltração tardia da córnea com linfócitos CD8. Estas mudanças são similares àquelas encontradas na NET cutânea e podem representar o enfraquecimento da relação entre estroma-epitélio, resultando em erosão recorrente e inflamação crônica. Conclusões: Encontramos, no tecido corneal avascular, mudanças similares àquelas descritas previamente na pele. Este evento inicial pode ser traumático. Propomos que resposta imune mediada por citocinas contribua com a injúria inicial, ou seja resposta à aceleração da inflamação severa. Isto precede à infiltração citotóxica que pode exacerbar episódios de erosão recorrente. Esses achados proporcionam novas considerações sobre o(s) mecanismo(s) da doença na corrneal secundária à NET.
Objetivos: Há vários estudos em animais sugerindo que fator derivado do epitélio pigmentado (PEDF) pode exercer efeitos benéficos na retinopatia diabética e uveíte, agindo como anti-oxidante endógeno. Contudo, a inter-relação entre PEDF e capacidade anti-oxidante total em olhos humanos permanence desconhecida. Neste estudo, determinamos níveis de PEDF e anti-oxidantes totais no humor aquoso de pacientes com retinopatia diabética proliferativa (RDP) e uveíte e investigamos a relação entre esses dois marcadores. Métodos: Níveis de PEDF no humor aquoso e capacidade anti-oxidante total foram determinados por um sistema ELISA em 34 amostras de uveíte e 9 de RDP. Resultados: Níveis de PEDF no humor aquoso e capacidade anti-oxidante total foram significativamente menores em pacientes portadores de RDP que em pacientes portadores de uveíte (1,8 0,2 g/ml vs. 6,4 0,8 g/ml e 0,17 0,03 mmol/l vs. 0,85 0,05 mmol/l, respectivamente, P<0,01). Correlação positiva entre PEDF e capacidade anti-oxidante total foi encontrada em pacientes com RDP e uveíte (r=0,33, P<0,05). Conclusão: Este estudo demonstrou que níveis de PEDF estiveram associados à capacidade anti-oxidante total no humor aquoso em humanos. As observações apresentadas sugerem que substituição do PEDF pode ser um alvo terapêutico para doenças oculares causadas por estresse oxidativo, especialmente RDP.
Objetivo: Comparar a medida da espessura retínica (ER) com tomografia de coerência óptica (OCT) em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM) sem retinopatia ou com retinopatia diabética (RD) mínima e indivíduos saudáveis controles. Métodos: Cinqüenta e três pacientes com DM 1 sem retinopatia ou com RD mínima foram submetidos a exame oftalmológico completo, retinografia e OCT. RT média medida com OCT foi calculada para a fóvea central, fóvea, mácula pericetral e mácula periférica e comparada a controles normais. Resultados: ER média na área pericentral foi menor em pacientes com RD mínima (267 m+ 20 m; n=23) comparada ao controles saudáveis (281 m+13 m; P= 0,005; n=28). ER média pericentral em pacientes sem RD (276 m+14 m; n=30) foi menor que nos controles normais, mas maior que em pacientes com RD mínima sem mostrar significância estatística. Nenhuma das outras regiões mostrou diferença significante. Conclusão: Neste estudo, uma diminuição significante da medida da ER pericentral foi observada em pacientes com RD mínima comparada a controles saudáveis. Isto pode ser explicado por uma perda de tecido neural intrarretínico nos estágios mais precoces da RD.
Objetivos: Mostrar artefatos em imagens de OCTs de pacientes com descolamento do epitélio pigmentado e cicatrizes de laser quando o protocolo de análise com OCT foi aplicado. Métodos: Todas as varreduras com OCT utilizando o OCT-3000 (software 4.02) realizadas em um período de 3 meses foram revisadas. Treze olhos de onze pacienes foram selecionados para este estudo. Dez olhos tinham descolamentos do epitélio pigmetnado e três tinham cicatrizes de laser. Todos os pacientes tinham exames oftalmológicos, angiofluoresceinografia (um tinha angiografia com indocianina verde) assim como OCT. Todos os protocolos de análise processados foram aplicados em cada caso. Resultados: Dez olhos de oito pacientes com descolamentos do epitélio pigmentado mostraram aplanamento do epitélio e aparene inversão da abóboda do descolamento quando a análise do protocolo de varredura foi aplicada. Três olhos com cicatrizes de laser mostraram afinamento do epitélio pigmentado sem alterações atrás da cicatriz. Os tecidos retínicos ao redor das lesões não mostraram qualquer alteração. Conclusões: Análise da varredura com OCT é excelente método para obter informação específica sobre a retina. Contudo, algumas lesões que causam disrupção da reflectividade externa (epitélio pigmentado da regina) podem causar artefatos relacionados ao software quando os portocolos de análise são aplicados. Com a finalidade de previnir erros diagnósticos, reavaliação do exame clínico do fundus deveria ser considerada em qualquer paciente em que achados do OCT não pareçam consistentes aos achados clínicos.
Objetivos: Examinar os papéis relativos a fatores genéticos e ambientais na espessura central da retina, através de um estudo clássico de gemelares. Métodos: 310 pacientes foram recrutados do registro de adultos gêmeos de UK no Hospital St. Thomas. Tomografia de Coerência Óptica (Zeiss, stratus OCT3) foi usada para medir a espessura retínica média em uma área central de 1mm de diâmetro. A covariância da espessura central da retina (ECR) em pares de gêmeos monozigóticos (MZ) e dizigóticos (DZ), foi comparada e técnicas de modelamento genético foram usadas para determinar as contribuições relativas aos genes e meio ambiente para a variação na ECR observada nesta população. Principais medidas de avaliação: Espessura central da retina (espessura retínica média em uma área central de 1mm de diâmetro, centralizada na fóvea – ECR). Resultados: A ECR média de todos os pacientes foi 212,1 micras (variando de 165-277). ECR foi estatisticamente relacionada ao erro refrativo, com aumento da miopia associado a uma ECR mais fina. ECR foi mais fortemente correlacionada a pares MZ (r=0,88) comparada a pares DZ (r=0,58), sugerindo um papel genético. Modelo combinando fatores genéticos aditivos e fatores ambientais únicos forneceu o melhor modelo, mostrando hereditariedade estimada de 0,90. Conclusão: Fatores genéticos parecem desempenhar um importante papel na espessura central da retina, com uma hereditariedade estimada de 0,90.
Objetivos: As colagenopatias do tipo de II são um grupo fenotipicamente diverso de desordens genéticas esqueléticas causadas por uma mutação do gene que codifica o colágeno tipo II. Relatos publicados antes da descoberta das causas de mutação sugeriam que as displasias ósseas com malformações esqueléticas poderiam estar associadas a vitreoretinopatia 1,2. Métodos: Foi feito um levantamento retrospectivo de prontuários de pacientes caracterizados molecularmente como portadores de colagenopatia condrodisplásica do tipo II que foram examinados na clínica oftalmológica onde foi realizado o estudo. Resultados: Treze de 14 pacientes apresentaram aspecto vítreo anormal. Um paciente com 11 anos apresentou descolamento total de retina. Outras duas crianças com 2 e 4 anos apresentaram rasgaduras retínicas lisas múltiplas bilaterais. Dez de 12 pacientes refratados eram míopes. Dois pacientes tiveram opacidades assintomáticas do cristalino, um associado com cristalino subluxado inferiormente nos dois olhos e outro com coloboma de zônula e do cristalino. Conclusões: As desordens esqueléticas que resultam de uma mutação do gene que codifica o colágeno tipo II estão associadas a anormalidades vítreas, miopia e catarata periférica com subluxação do cristalino. Pacientes com displasias ósseas resultantes de defeito do colágeno tipo II têm risco aumentado de descolamento de retina com propensão a rasgaduras retínicas na juventude.
Objetivos: Estudar o prognóstico visual e características oculares de olhos com vasculopatia coroidal polipoidal (VCP) que parece ter neovascularização coroidal (NVC) clássica na angiofluoresceinografia (AFG). Métodos: Revisamos retrospectivamente 38 olhos com VCP que apresentaram NVC clássica à AGF. Lesões foram examinadas por angiografia com indocianina verde, AFG e tomografia de coerência óptica (OCT). Resultados: Em todos os casos OCT mostrou material sub-retínico com moderada reflectividade que correspondeu localmente à NVC clássica. Na visita final o material sub-retínico regrediu completamente em 14 olhos (36,8%, grupo curado), mas regrediu apenas de forma incompleta em 24 olhos (63,2%, grupo não curado) após terapia fotodinâmica (PDT). Acuidade visual no grupo curado (0,35 0,41 em log MAR) foi significativamente melhor que a do grupo não curado (0,84 0,24) na visita final (P < 0,001). O material sub-retínico visto antes do tratamento foi mais freqüentemente encontrado abaixo da fóvea no grupo não curado (87,5% vs. 42,9%, P = 0,007). Além disso, estes materiais estavam localizados adjacentes às lesões polpoidais mais freqüentemente no grupo curado (92,9% vs. 58,3%, P = 0,03). Conclusões: Olhos com VCP às vezes mostram NVC clássica com presença de material sub-retínico ao OCT e a VCP é atribuída à NVC tipo 2 ou ao tecido fibrinoso puro sem NVC. O prognóstico visual em olhos com NVC tipo 2 é pobre e embora seja difícil diferenciar NVC tipo 2 de uma deposição de fibrina pura antes do tratamento, NVC tipo 2 é vista mais freqüentemente no espaço subfoveal e é tipicamente separada das lesões polipoidais.
Objetivos: Avaliar pela técnica de Citologia de Impressão (CI) a expressão do marcador inflamatório HLA-DR da classe II do MHC do epitélio conjuntival, as modificações citológicas da superfície conjuntival de acordo com a classificação de Nelson e a correlação eventual entre as duas avaliações após queimadura ocular grave. Pacientes e Métodos: Estudo prospectivo que seguiu os termos da declaração de Helsinque. Vinte e quatro pacientes (24 olhos) que apresentaram queimaduras oculares graves submeteram-se a CI. Nós os comparamos a 18 olhos saudáveis. A expressão de HLA-DR foi estudada tanto pela citometria de fluxo como pela histologia conjuntival avaliada segundo a classificação de Nelson de 2 a 24 meses após o início da queimadura. Resultados: Houve um aumento significativo da expressão de HLA-DR comparado à população saudável em 2 (p<0,001),6 (p<0,001),12 (p=0,019),18 (p=0,0171) e 24 meses (p=0,01766) após a queimadura. Diferença significativa foi encontrada, pela classificação de Nelson, na população patológica comparada à população saudável após 2 meses da queimadura (p=0,0157). O aumento de HLA-DR se correlacionou significativamente à classificação de Nelson entre 2 (r=0,69, p<0,0001) e 6 meses (r = 0,61, p = 0,0001). Conclusão: A técnica de CI pode ser uma ferramenta útil para acompanhamento da inflamação da superfície ocular após queimaduras oculares graves.
Objetivos: Quantificar e estabelecer dados normativos para as diferenças relacionadas à idade na densidade celular e inervação da córnea humana normal utilizando microscopia confocal de varredura à laser in vivo. Pacientes e Métodos: Estudo transversal de 85 pacientes normais avaliados por topografia corneal e microscopia confocal de varredura à laser in vivo. Resultados: A idade média foi de 38 + 16 anos (intervalo entre 18 e 87 anos) e 60% das amostras foram de pacientes do sexo feminino. A densidade de ceratócitos anteriores reduziu-se 0,9% por ano (r=-0,423, p < 0,001), a densidade de ceratócitos posteriores reduziu-se 0,3% por ano (r=-0,250, p do ceratócito = 0,021) e a densidade de células endoteliais reduziu-se 0,5% por ano (r=-0,615, p < 0,001). A densidade de fibras nervosas sub-basais reduziu-se 0,9% por o ano (r=-0,423, p < 0,001). Nenhuma associação foi observada entre idade e densidade de células basais epiteliais ou entre idade e espessura corneal central, astigmatismo ou diâmetro corneal horizontal (p > 0,05). Nenhuma associação foi observada entre sexo e densidade celular ou inervação corneal. Conclusões: A microscopia confocal de varredura à laser in vivo deste estudo revelou uma redução dos ceratócitos e da densidade celular endotelial significativa e relativamente linear, com o aumento da idade. A densidade de fibras nervosas sub-basais também diminui significativamente com o aumento da idade. A microscopia confocal de varredura à laser in vivo representa um método seguro e não invasivo para o estabelecimento de dados normativos e de avaliação das alterações na microestrutura corneal humana secundária a processos cirúrgicos ou doenças.
Objetivo: Determinar se há relação entre a quantidade de aumento da PIO seguida pela dilatação pupilar com agente cicloplégico e a evolução de glaucoma. Método: Revisão retrospectiva de prontuários de 100 olhos de 55 indivíduos com glaucoma de ângulo aberto que tiveram a PIO medida antes e após dilatação pupilar medicamentosa foi realizada pra estabelecer a taxa de progressão do glaucoma, baseada na avaliação seriada dos campos visuais utilizando o sistema de estadiamento do glaucoma 2 (GSS2) e disco óptico utilizando a escala de predisposição de dano ao dico óptico (DDLS). Perda progressiva de campo visual foi definida como aumento de dois ou mais estágios com o GSS 2 e deterioração progresiva do disco foi definida como aumento de dois ou mais estágios com o DDLS. O acompanhamento médio foi de 7,2 anos. Resultados: O total de 26 olhos mostrou progressão glaucomatosa. A predisposição para progressão do glaucoma estava relacionada à quantidade de aumento na PIO após midríase medicamentosa. Para cada 1 mmHg de aumento na PIO a probabilidade de progressão auemntou 24% (p=0,008). A predisposição para progressão do glaucoma, contudo, não foi relacionada à PIO de base que era de 20,63 mmHg (DP = 4,59 mmHg) naqueles que mostraram deterioração do disco ou campo visual e 19,72 mmHg (DP = 5,32 mmHg) naqueles sem piora de acordo com nossas definições. Conclusão: Em pacientes com glaucoma de ângulo aberto, a quantidade de amento na PIO causada por dilatação pupilar medicametosa está relacionada à predisposição de progressão do glaucoma no futuro.
Objetivo: Descrever os tipos e localização da NVC em DMRI exsudativa, incluindo descolamento do epitélio pigmentado vascularizado (DEP) e subtipos mais recentemente descritos assim como anastomoses coróido-retínicas, também denominadas “proliferação angiomatosa retínica” (PAR). Métodos: Descrição de série de casos prospectivos multi-centricos. Duzentos e sete casos consecutivos de DMRI exsudativa recém diagnosticados submetidos a angiofluoresceinografia (AFG) foram selecionados em 7 hospitais de referência ou centros privados. Angiografias com indocianina verde (AIV) também foram realizadas, quando os investigadores julgaram necessário. Tipos e localização de NVC foram classificados por 2 especialistas independentes e conferidos por um terceiro quando houve discordância. Resultados: Todos os pacientes foram submetidos à AFG, enquanto a AIV foi realizada em 50% dos casos. NVC clássica foi vista em 17,6%, predominantemente clássica em 5,4% e mínimamente clásica em 8,3%. NVC oculta pode ser classificada em oculta sem DEP (32,7%) e oculta com DEP, isto é, DEP vascularizada (23,9%). PAR foi observada em 15,1% dos casos e responde por 30% dos DEP vascularizados. DMRI hemorrágica foi vista em 5,8% dos casos e cicatrizes fibrovasculares em 4,8%. As lesões foram na sua maioria subfoveais (80%). A concordância entre os oftalmologistas do centro de referência e a classificação final correta dos especialistas foi moderada (kappa= 0,52 para localização e 0,59 para o tipo de lesão). Conclusão: Este estudo confirma que casos recém diagnosticados de DMRI exsudativa são na sua maioria ocultos e subfoveais. PAR aparece como uma lesão comum em pacientes com DMRI exsudativa recém diagnosticada.
Objetivo: Avaliar a eficácia clínica do pegaptanib sódico e ranibizumab para tratametno de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) forma neovascular. Métodos: Revisão sistemática de experimentos controlados randomizados (ECR) identificados através de pesquisa em 12 bancos de dados eletrônicos, bibliografias e consultas com especialistas e fabricantes. ECR foram aceitos se avaliassem os efeitos do pegaptanib ou ranibizumab com o melhor suporte, falsa injeção ou terapia fotodinâmica (PDT) em pacientes com neovascularização coroidal subfoveal associada à DMRI exsudativa e foram examinados resultados incluindo acuidade visual e efeitos colaterais. Resultados: Três ECRs de ranibizumab (MARINA, ANCHOR, FOCUS) e dois de pegaptanib (estudo VISION) alcançaram os critérios de inclusão. Os ECRs incluíram pacientes com diferentes tipos de lesão. Os estudos mostraram benefício estatisticamente significante em diferentes medidas de acuidade visual para pacientes que receberam pegaptanib, ranibizumab ou ranibizumab com PDT comparados a controles (falsa injeção, PDT ou falsa injeção com PDT) após 12 meses. Estas diferenças se mostraram clinicamente significantes. Embora os efeitos adversos terem sido comuns entre aqueles que receberam pegaptanib ou ranibizumab, eles foram considerados essencialmente leves a moderados. A meta-análise dos experimentos com ranibizumab e a comparação indireta das duas drogas não foram possíveis devido a diferenças nos tipos de lesões dos estudos populacionais. Contudo, os resultados dos ECRs com ranibizumab tenderam a mostrar maior efeito na acuidade visual que os resultados dos ECRs com pegaptanib. Conclusão: Pegaptanib e ranibizumab mostraram diminuir ou interromper a progressão da DMRI neovascular. Restam incertezas sobre o benefício relativo do pegaptanib comparado ao ranibizumab e outras drogas autorizadas para uso (por exemplo, Avastin), devido à natureza das evidências. Estudos comparativos dos ECRs e estimativas econômicas comparando estas alternativas são necessários.
Objetivo: Avaliar a expressão de matriz proangiogênica de metaloproteinases (MMP) 2 e 9 em intervalos distintos após terapia fotodinâmica com verteporfina (PDT) em membranas neovasculares de coróide humanas (MNC) secundárias à degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Métodos: Revisão retrospectiva de uma série intervencional de casos de 49 pacientes submetitos à remoção da MNC. Vinte e seis pacientes foram tratados com PDT de 3 a 33 dias antes da cirurgia. Vinte e três MNC sem tratamento prévio foram usadas como controles. MNC foi corada por CD34, citoqueratina 18, endostatina, MMP-2 e MMP-9 por imunohistoquímica. Resultados: MNC sem tratamento prévio mostrou MMP-2 e MMP-9 no EPR-membrana de Bruch, vasos e estroma em intensidades diferentes. Três dias após PDT a expresão de MMP-9 estava significativamente mais fraca no estroma (p=0,0019), Endostatina estava significativamente reduzida nos vazos (p=0,001). Em intervalos mais longos pós PDT mostrou-se aumento significante de MMP-9 no estroma (p=0,037) e endostatina no EPR-membrana de Bruch (p=0,02), vazos (p=0,005) e estroma (p<0,001). Conclusions: PDT induziu diminuição precoce temporária na expressão de MMP-9 e endostatina. Em intervalos mais longos, aumento do MMP-9 está possivelmente associada ao processo angiogênico responsável por recidiva após PDT. MMP-9, contuto, age como uma faca de dois gumes pela indução concomitante da edostatina e do inibidor endógeno da angiogênese.
Objetivo: Demonstrar constrição da veia central da retina na região da lâmina cribrosa. Pacientes e Métodos: Estudo comparativo prospectivo intervencionista. Treze controles e 19 pacientes com oclusão da veia central da retina (OVCR). Imagem com Doppler colorido da artéria central e da veia central da retina na região da lâmina cribrosa e do nervo óptico posterior ao globo ocular. Resultados: Nos controles, as velocidades de pico na veia foram maiores na região da lâmina cribrosa do que no nervo ótico, com médias de 175 e 49 mm/segundo (mm/s), respectivamente, p<0,0001. As velocidades na artéria também foram maiores na região da lâmina cribrosa, com médias de 122 e 92 mm/s, p=0,007. A variabilidade das velocidades na região da lâmina cribrosa foi de 7,4% na artéria e 15,2% na veia. A razão média das velocidades na veia (4,2, desvio padrão, DP, 2,1) foi significativamente mais elevada do que a razão média na artéria (1,4, DP 0,4, p<0,0001). Na OVCR, a razão média na veia foi menor nos olhos afetados (2,2, DP 1,9, p<0,01) e nos olhos contralaterais não afetados (2,2 DP 1,0, p=0,003) do que nos controles. Os valores permaneceram estáveis em 8 olhos após a neurotomia óptica radial. Conclusões: A presença de uma constrição da veia central da retina na região da lâmina cribrosa pode ser inferida pela presença de velocidades maiores do sangue neste local do que em regiões mais posteriores ao nervo ótico. Em OVCR pode haver um estreitamento uniforme da veia ao longo de seu curso no nervo. A neurotomia não afetou as medidas.
Karl-Heinz Huemer, Claudia Zawinka, Gerhard Garhöfer, Elisabeth Golestani, Brigitte Litschauer, Guido T Dorner, and Leopold Schmetterer
Objetivo: Investigar o efeito da dopamina no fluxo sanguíneo retínico e coroidal em humanos. Métodos: Em um estudo randomizado, duplo-cego de corte transversal em 12 de 16 pacientes saudáveis investigamos o efeito de duas doses de dopamina endovenosa (5 e 10 g/kg-1min-1). Parâmetros de fluxo sanguíneo na retina, cabeça do nervo óptico e coróide foram calculados por velocimetria com laser Doppler bi-direcional, fluxometria com laser Doppler e medida interferométrica a laser da amplitude de pulsação do fundus, respectivamente. Resultados: Dopamina endovenosa aumenta de forma dose-dependente a velocidade de células sanguíneas nos vasos da retina e a amplitude de pulsação do fundus (p < 0,001). Com a mais alta dose administrada a velocidade das células vermelhas nos vasos retínicos aumentou em 37% e a amplitude de pulsação do fundus em 24%. Em comparação ao fluxo sanguíneo na cabeça do nervo óptico não houve alterações com a administração de dopamina. Conclusões: Nossos dados indicam que dopamina tem um pronunciado efeito de aumentar a perfusão retínica em humanos. Mais estudos são necessários para estabelecer o papel exato da dopamina na regulação do fluxo sanguíneo da coróide e cabeça do nervo óptico.
Objetivo: Comparar as características topográficas do disco óptico em pacientes com doença de Behçet (DB) grave e moderada, usando Tomografia Retínica de Heidelberg (HRT). Métodos: Estudo prospectivo com 47 olhos de 47 pacientes com DB ocular que foram acompanhados no departamento de uveítes do Ankara Ulucanlar Eye Research Hospital. Os pacientes foram divididos em dois grupos. Grupo 1 com 21 olhos com uveíte leve, e o grupo 2 com 26 olhos com uveíte gave. Todos os pacientes foram submetidos a análise topográfica do disco óptico por HRT II e os parâmetros quantitativos do disco óptico de ambos os grupos foram comparados pelo teste não paramétrico Mann Whitney (U). Resultados: A média de volume da escavação, volume da rima, área da escavação, área do disco e profundidade da escavação encontrados no grupo 1 foram estatisticamente maiores que os encontrados no grupo 2 (P<0,0001, P=0,03, P=0,021 e P=0,017, respectivamente), enquanto a diferença encontrada entre a relação média escavação-papila do grupo 1 e 2 foi estatísticamente insignificante (P=0,148). Conclusão: Foi encontrada uma relação entre a gravidade da DB ocular e a topografia do disco óptico determinada por HRT. Em olhos com discos ópticos pequenos, foi observado que a uveíte teve um curso mais severo com recidivas mais freqüentes que aqueles com discos maiores.
Objetivo: Este trabalho descreve uma abordagem diagnóstica que provou ser particularmente valiosa nos casos raros de tularemia ocular registrados durante a epidemia de tularemia na Bulgária entre 1997-2005. Descrevemos os achados laboratoriais e o diagnóstico de quatro casos desta infecção na forma óculo-glandular. Pacientes e Métodos: Vários espécimes diferentes de cada paciente foram analisados. A tularemia óculo-glandular foi diagnosticada em quatro pacientes por cultura, pela análise do anticorpo imunofluorescente (AIF), pela sorologia ou por análise da reação de cadeia com polimerase (PCR). Resultados e discussão: Três cepas do F. tularensis foram isoladas e caracterizadas. Uma destas foi isolada do raspado conjutival obtido de um paciente soronegativo. Pela primeira vez, foi relatada aplicação bem sucedida do PCR diagnosticando diretamente a espécime conjutival do raspado. De todos os espécimes analisados, o AIF foi eficaz somente nos caso de aspiração de nódulo linfático, mas não sensível o bastante para as amostras do raspado conjutival ou de sangue. Também descrevemos a imagem histológica de um granuloma conjutival no curso da infecção. Todos os pacientes foram tratados com sucesso com ciprofloxacina. Conclusões: Algumas das estratégias propostas de diagnóstico laboratorial (raspado e PCR) não são invasivas e poderiam representar uma nova possibilidade para resolver casos raros e de difícil diagnóstico de tularemia óculo-glandular.
Objetivos: O pterígio representa a invasão de uma “asa” de tecido alterado da superfície ocular na córnea normal. A cabeça é ligeiramente elevada e branca, que é o único local da adesão firme ao globo ocular. Contudo, os mecanismos de proliferação celular e de adesão do epitélio do pterígio são desconhecidos. O objetivo deste estudo é analisar a expressão celular das moléculas de adesão em tecidos do pterígio. Pacientes e Métodos: Seis pterígios foram removidos cirurgicamente, utilizando o procedimento de esclera nua; duas córneas normais e uma conjuntiva bulbar normal foram também obtidas. Os tecidos foram fixados no formol e embebidos na parafina. Foram analisados por imunohistoquímica com anticorpos anti-E-cadherina e ß-catenina. Resultados: Imuno-reatividade para E-cadherina não foi detectada na córnea e na conjuntiva normais. Em contraste, todas as células epiteliais da córnea e conjuntiva mostraram imunoreação homogênea fraca para ß-catenina na membrana celular. Na cabeça do pterígio, a espessura foi relativamente marcante quando comparada ao corpo, conjuntiva normal e epitélio corneal. E-cadherina assim como ß-catenina foram encontradas heterogeneamente na membrana celular e no citoplasma de uma variedade de células epiteliais, enquanto que suas expressões foram menos notadas no corpo. Várias células epiteliais mostraram intensa imuno-reatividade nuclear para ß-catenina. Imuno-reatividade para ß -catenina, mas não para E-cadherina, foi detectada somente em algumas células estromais, que foram menos marcadas do que as células epiteliais. Conclusões: Sugere-se que E-cadherina e o ß -catenina estejam concentradas em tecidos do pterígio, possivelmente sendo envolvidos com a proliferação e a adesão epitelial.
Objetivos: Avaliar a reprodutibilidade de um sistema automático para estimar a densidade de células endoteliais (DCE) a partir de imagens microscópicas de córneas doadoras. Material e Métodos: Um programa de computador de análise de freqüência para estimar automaticamente a DCE foi apresentado previamente. Avaliação de sua reprodutibilidade foi realizada em um banco de dados que contém 200 córneas, analisando a exatidão e a precisão dos valores obtidos automaticamente vs. valores manuais. Para cada córnea, estavam disponíveis entre 2 e 21 imagens (1536 totais) no aumento de 100x para DCE automático e uma imagem de 200x para DCE manual. Resultados: A acurácia da DCE automática foi de 45 + 99 células/mm2 (2% + 4%). A precisão da determinação automática da DCE repetida na mesma córnea foi de 62 + 30 células/mm2 (3% + 1%). O algoritmo foi também capaz de identificar todas as imagens não-processáveis. Conclusão: A técnica automática proposta provou ser confiável para seu uso rotineiro em um banco de olhos típico como considerado neste trabalho.
Introdução/Objetivos: A retina humana adulta postmortem contém células progenitoras pluripotentes capazes de formar neurósforos com tipos celulares retínicos diferentes. Os autores examinam se este é o caso de todas as idades e em diferentes tempos postmortem Métodos: Suspensão de células retínicas humanas adultas postmortem geraram neurósforos em suplemento de fator de crescimento do fibroblasto 2 e N2. A reprodução de neurósforos em diluição limitada ou culturas celulares isoladas é muito baixa, então os autores estudaram células geradas por 105 células viáveis de uma suspensão derivada de retina total. Tecido retínico de doadores de idade entre 18 e 91 anos em vários períodos postmortem (entre 23 e 44 horas) foram estudados sob o contexto do tempo e taxa de geração para neourósforos. Resultados: O potencial de geração de neurósforos da retina humana adulta se mantém durante a vida. Componentes celulares de neurósforos não foram afetados pela idade ou tempo postmortem do doador (eles continham nestina+, proteína glial fibrilar ácida + e células neurofilamentares+). Uma média de 34,36 nerósforos foram gerados por 105 células viáveis. Após alguns dias na cultura, neurósforos começaram a ser formados. O tempo para isto ocorrer foi independente da idade do doador porém mais prolongado em tempos postmortem mais longos. Não foi visto efeito significativo do sexo do doador. Conclusão: A formação de neurósforos por células retínicas progenitoras é vista na retina humana adulta por toda a vida. Esta população celular é um alvo potencial na intervenção terapêutica para influenciar o reparo e regeneração da retina.
Objetivo: Determinar a expressão do ephrin B1, ephrin B2 e EphB1 na papila (PPL) e retina de macacos glaucomatosos e nos astrócitos da PPL de humanos. Métodos: Usando imunohistoquimica, a localização do ephrin B1, ephrin B2 e EphB1 na PPL e retina foi determinada bilateralmente em macacos com glaucoma induzido por laser monocular. PCR em tempo real (PCR-TR), Western Blot e imunocitoquimica foram usados para estudar a expressão do ephrinB1, ephrinB2 e EphB1 em cultura de astrócitos humanos da PPL de doadores glaucomatosos e normais. Resultados: Houve aumento na expressão do Ephrin B1 e EphB1 em glaucomas leves a moderados. Na PPL tanto o ephrin B1 quanto o ephB1 estavam localizados nos astrócitos e EphB1 também localizado nas células da lâmina cribrosa e perivasculares. Na retina, ephrinB1 está localizado nas células de Müller e astrócitos e EphB1 está localizado nas células ganglionares da retina. Nos astrócitos da PPL de humanos glaucomatosos, ephrinB1 e EphB1 estavam regulados para cima, porém pouco presentes em doadores normais.
Conclusão: Ephrins são ativados em glaucomas iniciais e moderados na PPL e retina. Postulamos que a regulação para cima da via do Eph/ephrin pode ter um papel protetor limitando dano axonal e invasão de células inflamatórias. A perda na atividade do ephrin em glaucomas avançados pode explicar a ativação dos macrófagos.
Objetivo: As aberrações monocromáticas e cromáticas limitam o desempenho visual de olhos pseudofácicos. A aberração cromática é causada pela dispersão cromática de materiais ópticos que podem ser caracterizados pelos seus números Abbe. Este estudo examina como a dispersão cromática afeta o desempenho óptico do pseudofácico em comprimentos de onda e freqüências espaciais diferentes. Métodos: Números Abbe foram medidos para LIOs de acrílico e silicone. Um modelo ocular esquemático baseado em dados da população com catarata foi usado para computar funções de transferência de modulação (FTMs) monocromáticas e fotópicas policromáticas em olhos pseudofácicos com LIOs asféricas. Os números Abbe das LIOs foram variados sem modificar outros parâmetros do modelo ocular para determinar como a dispersão cromática afeta a FTM de pseudofácicos e a diferença cromática da refração. Os cálculos adicionais foram executados para (1) acrílico ou materiais de silicone e (2) filtros ópticos de alta passagem que bloqueiam tanto radiação UV quanto radiação UV e luz visível de baixo comprimento de onda. Resultados: Os comprimentos de onda mais curtos representam aproximadamente dois terços da diferença cromática do pseudofácico na refração ou aberração cromática longitudinal. Aumentando número Abbe (reduzindo a dispersão cromática) reduz-se a diferença cromática total na refração e aumenta-se a FTM fotópica policromática. Para uma freqüência espacial específica, há uma profundidade eficaz do comprimento de onda no pseudofácico sobre o qual um determinado nível de FTM é atingido ou excedido. A profundidade do comprimento de onda estreita-se com a redução do número Abbe ou com o aumento da freqüência espacial. O bloqueio azul nos cromóforos da LIO melhora o desempenho da FTM fotópica em menos de 1,5 %. Conclusões: A maior parte da aberração cromática longitudinal do pseudofácico resulta da dispersão cromática da LIO e não do ambiente ocular. Aumento do número Abbe de materiais ópticos melhora em geral a performance óptica do pseudofácico. A transmissão óptica da informação sobre modulação de freqüência espacial média e alta tem espectro semelhante à eficiência luminosa fotópica. Isto mostra a incapacidade do bloqueio do cromóforo azul para melhorar significativamente a sensibilidade fotópica do pseudofácico ao contraste, demonstrando a excelente adaptação mútua da transferência de modulação pela óptica ocular e o manejo dos dados pela retina e cérebro.
Objetivo: Injeção intravitrea de anticorpo anti-fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) (bevacizumab: Avastin (R)) se tornou uma das escolhas principais para o tratamento de edema macular e forma neovascular da degeneração macular relacionada à idade. Contudo, o efeito de bloquear a função do VEGF não foi completamente explorado in vivo. Estudo prévio reporta que injeção intravitrea de bevacizumab não mostrou toxicidade retínica em ratos; contudo, bevacizumab é específico de humanos e não reage com o VEGF do rato. Neste estudo, examinamos o efeito do anticorpo anti-VEGF do rato e bevacizumab na retina de rato in vivo e in vitro, com foco especial nas células ganglionares da retina (CGRs). Métodos: In vitro, CGRs do rato foram purificadas por immuno-separação em duas etapas e incubadas na presença de VEGF, bevacizumab, anticorpo anti-VEGF do rato e IgG-controle durante três dias. O número viável de CGRs foi contado. In vivo, depois de injeções intravitreas de bevacizumab, anticorpo anti-VEGF do rato e IgG-controle, CGRs viáveis foram observadas por retro-marcação com Fluo-gold e enumeradas para exame de toxicidade. Resultados: In vivo, o número viável de CGRs no grupo tratado com VEGF (0,99 0,29), o grupo tratado com bevacizumab (1,0 0,23), o grupo tratado com anticorpo anti-VEGF do rato (0,98 0,18) e o grupo controle tratado com IgG (0,98 0,19) não foram estatisticamente diferentes do grupo controle após 3 dias. In vitro, o número viável de CGRs no grupo tratado com bevacizumab (2613 230/mm2), o grupo tratado com anticorpo anti-VEGF do rato (2600 140/mm2) e o grupo controle tratado com IgG (2656 150/mm2) não foram estatisticamente diferentes do grupo controle (2656 150/mm2) após 7 dias. Não houve nenhuma anormalidade histológica evidente. Conclusão: Este estudo sugere que bevacizumab e o anticorpo anti VEGF do rato não tenha nenhuma toxicidade retínica direta a curto prazo, usando o modelo em rato. Injeção intravítrea de bevacizumab não demonstrou nenhuma toxicidade direta nas CGRs a curto prazo.t
Objetivos: Determinar se neuroelementos estão presentes em membranas de PVR sub e epirretínico assim como em membranas fibrovasculares diabéticas removidas de pacientes durante vitrectomia. Métodos: Membranas sub e epiretinianas humanas de durações variadas foram imunomarcadas com combinações diferentes de anticorpos para GFAP, vimentina, proteínas neurofilamentares e laminina. Resultados: Neurites com marcadores anti-neurofilamentares de células ganglionares presumidas foram freqüentemente encontrados em membranas epi e ocasionalmente encontrados em membranas subretínicas. Além disso, as neurites só foram observadas em regiões que também continham processos gliais. Conclusões: Esses dados demonstraram que os processos neuronais são comumente encontrados em membranas celulares peri-retínicas humanas semelhantes ao que foi demonstrado em modelos animais. Esses dados também sugerem que as células gliais que crescem fora da retina neural formam substrato permissivo para o crescimento de neurite e assim possam assegurar fatores que suportam este crescimento.
Objetivos: Investigar a correlação entre a expressão de marcadores apoptóticos e o prognóstico de tumores epiteliais malignos da glândula lacrimal. Pacientes e métodos: Relatos de casos. Participantes: 21 casos com tumor epitelial maligno da glândula lacrimal. Os diagnósticos histológicos foram reexaminados e os blocos selecionados foram avaliados quanto aos seguintes parâmetros: incidência de apoptose com TUNEL e expressão de p53 e bcl-2 usando anticorpos monoclonais. Os fatores preditivos para a sobrevivência, recidiva local e probabilidade de morte foram avaliados estatisticamente. Resultados: Reavaliação dos 21 casos mostrou: 11 adenocarcinomas císticos, 4 carcinomas mucoepidermóides, 3 carcinomas de célula escamosa e 3 adenocarcinomas. Onze dos 21 pacientes (53%) morreram durante o período de seguimento (4 - 192 meses; média 71). Positividade para Bcl-2 >10% foi correlacionada significativamente à morte dos pacientes. Foi encontrada relação positiva estatisticamente significante entre TUNEL 2 e p53, enquanto uma correlação inversa para coloração Bcl-2 foi demonstrada considerando-se a sobrevivência total dos pacientes. Conclusões: A correlação entre a sobrevivência e o índice apoptótico de expressão do p53 e Bcl-2 sugerem que mais células tumorais entram em apoptose, sendo que quanto mais para cima a regulação o p53 e para baixo a do Bcl-2, melhor é a sobrevida do paciente. Este estudo estabelece a função de proteínas reguladoras da apoptose na patogênese de tumores epiteliais malignos da glândula lacrimal demonstrando a hipótese plausível de que a avaliação da expressão de marcadores relacionados a apoptose nestes tumores pode representar uma nova ferramenta prognóstica.