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British Journal of Ophthalmology 2008;92:301-442
Copyright © 2008 by the BMJ Publishing Group Ltd.

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BJO in Translation: Portuguese

Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Marche de 2008. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the March 2008 issue. The full text is only available in English to subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)

Marche/ March   2008
Volume 92 Number/ número 3

Clinical science - Ciência clínica
Laboratory science - Ciência laboratorial

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr José Alvaro P. Gomes
drdanielpereira{at}gmail.com   drdanielpereira{at}gmail.com


  Clinical science

Qualidade do controle diário da PIO em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto tratados com Latanoprost comparado a pacientes glaucomatosos tratados cirurgicamente: estudo prospectivo
Kaweh Mansouri, Selim Orguel, Andre Mermoud, Ivan Haefliger, Josef Flammer, Emilie Ravinet e Tarek Shaarawy
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Controle da Pressão intra-ocular após capsulotomia posterior com Nd:YAG laser em olhos com glaucoma
Jen-Chieh Lin, L Jay Katz, George L. Spaeth e James M. Klancnik
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Características clínicas que diferenciam ângulo fechado do Pseudoplateau vs. íris em Plateau
Shefalee Shukla, Karim Damji, Paul Harasymowycz, Diane Chialant, Jerrod Kent, Ralph Chevrier, Ralph Buhrmann, D Marshall, Y Pan e William Hodge
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Penetração ocular da Levofloxacina, Ofloxacina e Ciprofloxacina em olhos com bolhas filtrantes funcionantes: estudo clínico randomizado, investigador-mascarado
Louis B. Cantor, Darrell WuDunn, Chi-Wah Yung, Shailaja Valluri, Yara P Catoira, Joni S Hoop e Linda S Morgan
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text


O estresse na superfície anterior do Cristalino humano durante a acomodação in vivo

Ronald A Schachar e Annemari Koivula
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Bevacizumab Intra-vítreo para tratamento de edema macular secundário à oclusão de ramo venoso na retina
Thomas C Kreutzer, Claudia S Alge, Armin H Wolf, Daniel Kook, Johannes Burger, Rupert Strauß, Christian Kunze, Christos Haritoglou, Anselm Kampik e Siegfried G Priglinger
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Terapia com Bevacizumab (Avastin) intra-vítreo versus terapia fotodinâmica e injeção intra-vítreo de triancinolona para degeneração macular relacionada à idade com neovascularização: resultados de 6 meses de um estudo clínico controlado, prospectivo e randomizado
Günther Weigert, Stephan Michels, Stefan Sacu, Alina Varga, Franz Prager, Wolfgang Geitzenauer e Ursula Schmidt-Erfurth
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Relação entre medidas clínicas de função visual, angiografia fluoresceínica e característica do OCT em pacientes com NVC subfoveal
Tanya N Moutray, Mohammad Alarbi, Gerald Mahon, Michael Stevenson e Usha Chakravarthy
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Resultados e características clínicas pré-operatórias da vitrectomia para retinopatia diabética proliferativa
David Yorston, Louisa Wickham, Sarah Benson, Catey Bunce, Richard Sheard e David Charteris
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Indocianina verde intraoperatória extra ocular (IV-IE) Teste do corante - um novo método para detectar a retirada da membrana limitante interna
Kyu hyung Park, Jeong-Min Hwang, Jung Hun Kim, Hyung Gon Yu, Young Suk Yu e Hum Chung
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Retirar e retirar novamente
SK Gibran, B Fleming, T Stappler, I Pearce, C Groenewald, H Heimann, P Hiscott e D Wong
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Resultados cirúrgicos de descolamentos de retina regmatogênicos primários em pacientes fácicos e pseudofácicos: “The retina Project 1” relato 2
Jose Carlos Pastor, Itziar Fernández, Enrique Rodríguez de la Rúa, Rosa María Coco, María Rosa Sanabria- Ruiz Colmenares, Diego Sánchez- Chicharro, Rui Martinho, José María Ruiz- Moreno, José García- Arumí, Marta Suarez Figueroa, Antonio Giraldo e Lucia Manzanas Leal
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Metotrexate intravítreo no tratamento de linfoma vitreorretínico: dez anos de experiência
Shahar Frenkel, Karen Hendler, Tali Siegal, Edna Shalom e Jacob Pe'er
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Adenocarcinoma metastatizante agressivo do epitélio pigmentado da retina com trissomia do 21
Ludwig M. Heindl, Gottfried O. H. Naumann, Friedrich E. Kruse e Leonard M. Holbach
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Prescrição de óculos na infância: um estudo do Hospital de Optometristas
Jane Farbrother
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Avaliação de Acuidade Visual baseada no Potencial visual evocado na visão normal, visão degradada artificialmente e em pacientes
Michael Bach, J Peter Maurer e Marc E Wolf
Portuguese Abstract
   English Abstract  English Full text

  Laboratory science

Ceratócitos anormais e inflamação estromal na fase crônica das doenças severas da superfície ocular associadas à deficiência de células tronco corneais
Teiko Saito, Kohji Nishida, Hiroaki Sugiyama, Masayuki Yamato, Naoyuki Maeda, Teruo Okano e Yasuo Tano
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Células epiteliais conjuntivais humanas expressam o Receptor funcional Toll-like 5
Kentaro Kojima, Mayumi Ueta, Junji Hamuro, Yukako Hozono, Satoshi Kawasaki, Norihiko Yokoi e Shigeru Kinoshita

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Imunopatologia da Esclerite Necrozante
Yoshihiko Usui, Jignesh Parikh, Hiroshi Goto e Narsing A Rao
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

  Clinical science

Qualidade do controle diário da PIO em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto tratados com Latanoprost comparado a pacientes glaucomatosos tratados cirurgicamente: estudo prospectivo
Kaweh Mansouri, Selim Orguel, Andre Mermoud, Ivan Haefliger, Josef Flammer, Emilie Ravinet e Tarek Shaarawy

Objetivo: Comparar as flutuações diárias da PIO de pacientes glaucomatosos tratados com latanoprost 0,005% uma vez ao dia com pacientes com PIO controlada após esclerectomia profunda ou trabeculectomia.
Métodos: O estudo incluiu 60 pacientes com GPAA recrutados prospectivamente. O grupo farmacológico consistiu de 20 pacientes com a PIO controlada (<18 mmHg) sob uso de monoterapia de latanoprost 0,005% e sem nenhuma história de cirurgia intra-ocular prévia ou trabeculoplastia a laser de argônio; o grupo cirúrgico incluiu 20 pacientes pós-trabeculectomia (TREC) e 20 pacientes pós-esclerectomia profunda com implante de colágeno (EPIC). Os pacientes do grupo cirúrgico tiveram a PIO controlada sem qualquer medicação hipotensora. Todos os pacientes foram submetidos à curva tensional diária (8:00 – 17:00/intervalos de 3 h), seguido por um teste de sobrecarga hídrica (TSH) com a última medida da PIO tomada às 21:00 hs. As diferenças entre os grupos foram testadas para significância através de análise de variância (ANOVA).
Resultados: A PIO basal foi significativamente diferente entre o grupo TREC (10,1 ± 3,4 mmHg), o grupo EPIC (13,9 ± 2,8 mmHg) e o grupo latanoprost (15,5 ± 2,0 mmHg) (p = 0,005). A média da PIO durante a curva tensional diária (10,1 mmHg, 13,7 mmHg e 15,7 mmHg respectivamente para os grupos TREC, EPIC e latanoprost) diferiu significativamente entre os grupos (ANOVA: p <0,0001), mas a variação foi comparável nos três grupos (ANOVA: p = 0,13). Após o TSH, a elevação da PIO foi significativamente maior entre pacientes tratados com latanoprost (p = 0,003).
Conclusão: Pacientes submetidos à trabeculectomia tiveram menor PIO média estatisticamente significante na curva tensional diária comparados aos outros 2 grupos. Nenhuma variação ampla na PIO diária com latanoprost comparada aos procedimentos cirúrgicos foi encontrada. Contudo, aumento da PIO durante TSH foi mais marcante em pacientes sob tratamento com latanoprost.

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Controle da Pressão intra-ocular após capsulotomia posterior com Nd:YAG laser em olhos com glaucoma
Jen-Chieh Lin, L Jay Katz, George L. Spaeth e James M. Klancnik

Introdução/Objetivos: Avaliar o controle de pressão intra-ocular a longo prazo (PIO) de olhos glaucomatosos após capsulotomia com Nd:YAG laser.
Pacientes e Métodos: Realizamos estudo retrospectivo de 69 pacientes portadores de glaucoma submetidos à capsulotomia posterior com Nd:YAG laser num período de 3 anos após cirurgia de extração de catarata ou procedimento combinado de catarata e glaucoma. Todos os pacientes tinham tempo de seguimento mínimo de pelo menos 6 meses e mediana de 2 anos. Foram avaliados controle de PIO, número de medicamentos necessários para controle do glaucoma e se o paciente necessitava de cirurgia adicional após a capsulotomia. Foram definidas como “progressão da doença” uma das seguintes condições: aumento de PIO de pelo menos 5 mmHg em 2 visitas consecutivas, adição de 1 ou mais medicamentos para glaucoma e cirurgia adicional anti-glaucomatosa após a capsulotomia. Nesses olhos com “progressão da doença” foram calculadas curvas de sobrevida livre de eventos de Kaplan-Meier.
Resultados: A taxa de “progressão da doença” foi de 11,6% aos 4 meses, 20,3% aos 6 meses, 38,1% aos 12 meses, 46,1% aos 24 meses, 52,1% aos 36 meses e 52,1% aos 47 meses após a capsulotomia.
Conclusões: Elevação gradual de PIO ou necessidade de terapia mais agressiva é comum em pacientes glaucomatosos após capsulotomia posterior com Nd:YAG laser. Não é claro se essa progressão está relacionada diretamente ao procedimento com Nd:YAG laser ou se a progressão é independente no paciente com glaucoma, sem ter relação com o procedimento com Nd:YAG laser.

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Características clínicas que diferenciam ângulo fechado do Pseudoplateau vs. íris em Plateau
Shefalee Shukla, Karim Damji, Paul Harasymowycz, Diane Chialant, Jerrod Kent, Ralph Chevrier, Ralph Buhrmann, D Marshall, Y Pan e William Hodge

Objetivo: Avaliar aspectos clínicos de pacientes com diagnóstico de íris em plateau (IP) ou íris pseudoplateau (IPP) pela biomicroscopia ultrasônica (UBM) para determinar se há fatores clínicos que podem auxiliar a diferenciação entre essas duas afecções.
Métodos: Estudo retrospectivo de Cohort de pacientes consecutivos com diagnóstico de IP ou IPP avaliados por UBM. O diagnóstico de IP foi baseado no posicionamento anterior do corpo ciliar que empurra a iris periférica, um ângulo camerular estreito (<10 graus) ou fechado por pelo menos 180 graus e a porção anterior da íris posicionada anteriormente ao esporão escleral. O diagnóstico de IPP foi similar a IP exceto nos casos em que cistos pequenos isolados ou em grupos encontravam-se presentes no sulco iridociliar.
Resultados: Havia um total de 76 pacientes (28% homens), 21 com IPP e 55 com IP. Pacientes com IPP tinham tendência a serem mais frequentemente homens (p=0,005), pouco mais jovens (51,5±10,7 vs. 57,9±10,2, p= 0,0190), com íris periférica de aspecto “ondulado” (p=0,003), maior pigmentação da malha trabecular (2,0+0,7 vs. 1,3+0,6, p=0,004) e menos horas de relógio de ângulo fechado à gonioscopia vs. pacientes com IP (5,1+4,3 vs. 9,2+4,2, p=0,0009). O equivalente esférico não foi significantemente diferente entre os grupos (0,50D±1,69 IPP vs. 1,33D±2,42 IP; p=0,187).
Conclusões: Nos pacientes referidos para exame de UBM para avaliação do mecanismo do ângulo fechado, homens mais jovens com íris periférica ondulada têm maior possibilidade de ter diagnóstico de IPP. No entanto, fatores clínicos parecem não discriminar bem IPP de IP. Neste sentido, o UBM apresenta-se como instrumento extremamente útil para confirmar o mecanismo envolvido e direcionar a terapia adequada.

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Penetração ocular da Levofloxacina, Ofloxacina e Ciprofloxacina em olhos com bolhas filtrantes funcionantes: estudo clínico randomizado, investigador-mascarado
Louis B. Cantor, Darrell WuDunn, Chi-Wah Yung, Shailaja Valluri, Yara P Catoira, Joni S Hoop e Linda S Morgan

Introdução/Objetivos: Comparar a penetração de Levofloxacina, Ofloxacina e Ciprofloxacina no humor aquoso de olhos com bolha filtrante funcionante.
Métodos: Neste estudo investigador-mascarado, 48 pacientes com bolhas filtrantes funcionantes necessitando de facectomia foram randomizados em seis grupos de oito pacientes. Os Grupos 1,2 e 3 receberam Ofloxacina 0,3% tópica (Ocuflox®), Ciprofloxacina 0,3% tópica (Ciloxan®) e Levofloxacina tópica (Quixin®) respectivamente; Grupos 4,5 e 6 receberam o mesmo tratamento com a dose oral correspondente de Ofloxacina 400mg (Floxin®), Ciprofloxacina 400mg (Cipro®) e Levofloxacina 250mg (Levaquin®). Níveis do antibiótico no humor aquoso foram determinados por espectometria de massa de amostras de humor aquoso de cada paciente.
Resultados: O nível médio de Levofloxacina tópica foi significativamente mais alto do que aquele alcançado pela administração tópica do Ofloxacino ou Ciprofloxacino (p=0,02 e 0,01, respectivamente). A combinação de Levofloxacino tópica e oral obteve níveis significativamente mais elevados do que a administração tópica de Levofloxacina isolada (p= 0,05) e, também, mais elevados do que a terapia combinada (oral + tópica) de Ciprofloxacina (p=0,03), mas não significativamente mais elevadas do que a terapia combinada de Ofloxacina.
Conclusões: Levofloxacina tópica tem penetração superior à Ofloxacina ou Ciprofloxacina no humor aquoso de olhos com bolhas filtrantes funcionantes. A combinação de Levofloxacina tópica e oral pode ser preferível no tratamento de infecções associadas às bolhas filtrantes.
(NCT 00392275; Clinical trials.gov)

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O estresse na superfície anterior do Cristalino humano durante a acomodação in vivo

Ronald A Schachar e Annemari Koivula

Objetivo: Determinar a mudança qualitativa pelo estresse na cápsula do cristalino durante a acomodação humana in vivo.
Métodos: Nove indivíduos (idade média: 30 anos, intervalo entre 25-38 anos) foram estudados. Cada um tinha sido submetido a um procedimento cirúrgico refrativo com implante de lente intra-ocular fácica (PRL). A mudança pelo estresse na superfície da cápsula anterior do cristalino durante a acomodação (ALS) foi determinada pelo emprego de tomógrafo de coerência ótica de alta resolução (OCT) de segmento anterior. Isto foi feito comparando a razão da intensidade da imagem da superfície anterior do cristalino (ALS) às imagens da superfície corneal anterior (ACS), da superfície corneal posterior (PCS) e da superfície posterior da lente intra-ocular fácica (PPRLS) antes e durante a acomodação.
Resultados: As intensidades das imagens da OCT da ACS e do PPRLS não apresentaram mudanças significativas durante a acomodação quando comparadas às suas respectivas linhas de base. Por outro lado, as razões de intensidade ALS/ACS, ALS/PCS e ALS/PPRLS aumentaram significativamente durante a acomodação, p<0,01.
Conclusões: O estresse na cápsula anterior do cristalino é aumentado durante a acomodação humana in vivo. Esta observação é consistente com o mecanismo de acomodação em que a tensão zonular aumenta com a acomodação, que é oposto às pressuposições da teoria de Helmholtz.

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Bevacizumab Intra-vítreo para tratamento de edema macular secundário à oclusão de ramo venoso na retina
Thomas C Kreutzer, Claudia S Alge, Armin H Wolf, Daniel Kook, Johannes Burger, Rupert Strauß, Christian Kunze, Christos Haritoglou, Anselm Kampik e Siegfried G Priglinger

Objetivo: Avaliar o efeito de injeções intra-vítreas de bevacizumab (Avastin®) na acuidade visual (AV) e espessura retínica foveal em pacientes com edema macular secundário à oclusão de ramo venoso da retina (ORVCR).
Métodos: Série prospectiva intervencional não comparativa de trinta e quarto pacientes consecutivos que receberam repetidas injeções intra-vítreo de 1,25mg de bevacizumab. Os principais parâmetros de resultado foram AV (tabela de Snellen e ETDRS) e medidas de tomografia de coerência óptica em um seguimento de 6 meses.
Resultados:
Os pacientes apresentaram idade média de 69 anos (variando de 44 a 86 anos). A duração média dos sintomas foi de 40 semanas (variando de 1 a 300 semanas). A acuidade visual basal foi de 0,79 logMAR (±0,39) e melhorou para uma média de 0,51 logMAR (±0,34) em seis meses (P = 0,009). Média de número de letras na tabela de ETDRS basal foi de 45,3 (±19,0) e melhorou para uma média de 60,6 (±19,9) letras em seis meses (P = 0,003). A medida da espessura retínica basal através do OCT foi de 474µm (±120) e diminui para uma média de 316µm (±41) em seis meses.
Conclusão: Injeção intra-vítreo de 1,25mg de bevacizumab parece ser uma opção terapêutica efetiva para ORVCR.

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Terapia com Bevacizumab (Avastin) intra-vítreo versus terapia fotodinâmica e injeção intra-vítreo de triancinolona para degeneração macular relacionada à idade com neovascularização: resultados de 6 meses de um estudo clínico controlado, prospectivo e randomizado
Günther Weigert, Stephan Michels, Stefan Sacu, Alina Varga, Franz Prager, Wolfgang Geitzenauer e Ursula Schmidt-Erfurth

Objetivos: Comparar funcional e anatomicamente resultados de bevacizumab (Avastin) intra-vítreo e terapia com verteporfina (PDT) combinado à triancinolona intra-vítreo (TAIV) em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) com neovascularização.
Métodos: Vinte e oito pacientes com DMRI neovascular foram envolvidos neste estudo clínico prospectivo, controlado, e randomizado. Todos os pacientes selecionados para 1 mg de bevacizumab intravítreo (0,04ml) receberam 3 doses iniciais em um intervalo de 4 semanas. Além disso, o retratamento no seguimento foi baseado na tomografia de coerência óptica (OCT). Os pacientes selecionados para terapia padrão com verteporfina receberam no mesmo dia uma injeção intravítreo de triancinolona (Kenalog). O retratamento foi baseado na angiografia fluoresceínica (AF) em intervalos de 3 meses. Resultados anatômicos e funcionais foram avaliados através do protocolo do Early Treatment Diabetic Retinopaty study (ETDRS), AF e OCT.
Resultados: No grupo tratado com bevacizumab a acuidade visual (AV) média melhorou 2,2 linhas em 6 meses de seguimento. Olhos tratados no grupo de PDT mais TAIV tiveram a AV média estabilizada após 6 meses comparada ao início do tratamento. Houve diferença estatisticamente significante (p = 0,03, ANOVA) entre os grupos logo após o primeiro dia de tratamento. Redução da espessura central da retina (ECR) não mostrou diferença significante entre os grupos (p = 0,3 ANOVA). ECR média roi reduzida de 357 µm antes do tratamento para 239 µm após 6 meses em pacientes tratados com bevacizumab e de 326 µm para 222 µm respectivamente nos pacientes tratados com PDT mais TAIV. Não foram detectadas alterações locais ou sistêmicas importantes nos 6 meses de tratamento.
Conclusão: Bevacizumab intravítreo mostrou resultados promissores em 6 meses de tratamento em pacientes com DMRI neovascular. Resultados funcionais parecem não depender somente da redução da ECR, mas também da modalidade de tratamento utilizada.

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Relação entre medidas clínicas de função visual, angiografia fluoresceínica e característica do OCT em pacientes com NVC subfoveal
Tanya N Moutray, Mohammad Alarbi, Gerald Mahon, Michael Stevenson e Usha Chakravarthy

Objetivos: Investigar a relação entre medidas de visão, tomografia de coerência óptica (OCT) e Angiografia Fluoresceínica do fundo de olho (AFF) característicos em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) exsudativa.
Modelo do estudo: Revisão retrospectiva de casos. Critérios de inclusão: diagnóstico confirmado de DMRI exsudativa; função visual à distância usando a melhor correção (AVD), acuidade visual para perto (AVP) e sensibilidade ao contraste (SC); AFF correspondente e OCT. Os parâmetros da AFF incluíram o maior diâmetro linear da lesão (MDL), área da NVC e áreas de vazamento. Os parâmetros do OCT incluíram espessura máxima da retina (Ret máx), espessura foveal central (Fovmax), espessura máxima da NCV (NCVmáx) e a distância entre a depressão foveal e Retmáx e CNVmaáx.
Resultados: 74 pacientes foram incluídos. As correlações foram estatisticamente significantes para AVD e SC com MDL, área de NVC com vazamento(p<0,01 para todas as combinações). A acuidade visual à distância (AVD) mostrou modesta correlação com significância estatística com a área de NVC e MDL (p<0,05). Houve correlação estatisticamente significante entre vazamento da NVC e distância da CNVmáx à fóvea (p<0,05). Relação entre a medida da visão e os parâmetros do OCT foi fraca e não mostrou significância. A análise de regressão mostrou que a combinação da Retmáx, GLD, e CNVmaáx para Fov teve o coeficiente mais alto (r2 = 0,27).
Conclusão:
Medidas de OCT isoladas não são fortes marcadores de função visual.

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Resultados e características clínicas pré-operatórias da vitrectomia para retinopatia diabética proliferativa
David Yorston, Louisa Wickham, Sarah Benson, Catey Bunce, Richard Sheard e David Charteris

Objetivos: Estudar as características pré-operatórias, complicações e resultados da vitrectomia para retinopatia diabética proliferativa e identificar algum fator que possa alterar o resultado visual.
Métodos: Estudo prospectivo de 174 vitrectomias consecutivas em 148 pacientes com acompanhamento mínimo de quatro meses.
Resultados: Quarenta e um (27,7%) dos pacientes tinham visão pior que 6/60 no seu melhor olho na apresentação. Ruptura retínica posterior ocorreu em 47 (27,0%) olhos. Complicações pós-operatórias incluindo hemorragia vítrea em 37 (22,0%) olhos, descolamento de retina em cinco olhos (3,0%) e glaucoma neovascular em cinco olhos (3,0%). Cento e vinte e quatro (74,7%) olhos melhoraram pelo menos 0,3 unidades logMAR e 15 (9,0%) pioraram pelo menos 0,3 unidades logMAR. Cento e dezenove (71,7%) olhos tiveram acuidade visual de 6/60 ou melhor e 27 (16,3%) tiveram conta dedos ou pior. Apenas 16 (11,1%) pacientes estavam piores que 6/60 nos dois olhos no acompanhamento final. Visão pré-operatória nos olhos operados e no contra-lateral, mácula descolada e tamponamento intra-ocular prolongado foram fatores independentes de pior prognóstico visual pós-operatório mas esse modelo considera apenas uma pequena proporção das variações observadas nos resultados.
Conclusões: Complicações maiores são raras no acompanhamento de vitrectomia para retinopatia diabética proliferativa e mais de 70% dos olhos tiveram visão de 6/60 ou melhor. Os resultados visuais permanecem imprevisíveis.

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Indocianina verde intraoperatória extra ocular (IV-IE) Teste do corante - um novo método para detectar a retirada da membrana limitante interna
Kyu hyung Park, Jeong-Min Hwang, Jung Hun Kim, Hyung Gon Yu, Young Suk Yu e Hum Chung

Objetivo: Desenvolver um teste com corante intra-operatório com indocianina verde extra ocular (IV-IE) para diferenciação da retirada da MLI de uma membrana epirretínica fina e avaliar sua eficácia.
Métodos: Estudo observacional de casos consecutivos e série laboratorial observacional. Retiramos a MLI de pacientes com buraco macular idiopático (BM, n=10) e edema macular diabético (EMD, n=10) sem coloração com tintura seja ela indocianina verde ou azul de tripano. Sempre retiramos a membrana em pacientes com membrana epirretínica idiopática (MEI, n=10). Em seguida, a membrana retirada foi corada com IV (1,25mg/ml) fora do campo cirúrgico e examinada com microscópio. Após este exame, as membranas foram fixadas com gluteraldeído e avaliadas em microscopia eletrônica para confirmar se eram MLI ou finas MER. A concordância mútua da impressão dos cirurgiões sobre as membranas (IM) durante o ato operatório, resultados da IV-IE (IT) e achados histológicos (AH) das membranas retiradas foram avaliadas para revelar a eficácia da IV-IE.
Resultados: A MLI foi corada homogeneamente com IV (IV-IE positiva) e as MEI não foram coradas por completo pela IV (IV-IE negativa). A taxa de concordância entre IT e AH foi de 100% nos três grupos do estudo. Entretanto, a taxa de concordância entre IM e IT foi 100% nos AH, 80% em EMD e 50% em MEI. A impressão dos cirurgiões em relação à membrana é inexata especialmente em pacientes com MEI.
Conclusões: Considerando o custo, dificuldade de preparação do tecido e o tempo gasto no processo de confirmação histológica da MLI, IV-IE pode ser considerada uma alternativa para a diferenciação entre a MLI retirada e uma fina MEI.

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Retirar e retirar novamente
SK Gibran, B Fleming, T Stappler, I Pearce, C Groenewald, H Heimann, P Hiscott e D Wong

Objetivo: determinar se a membrana limitante interna esteve presente na membrana epirretínica quando propositalmente tentamos realizar uma retirada conjunta de ambas as mebranas em cirurgia para pucker macular.
Métodos: vitrectomia e retirada conjunta das membranas foram realizadas. A MER e MLI foram coradas com azul de tripano e retiradas separadamente da mesma área. A quantidade de MLI presente nas amostras de MER e a quantidade de MER presente nas amostras de MLI foram analisadas por estudo histológico.
Resultados: Dezessete olhos em 17 pacientes foram incluídos no estudo. Foi possível realizar o a retirada conjunta em todos os casos. Cinco das 17 amostras de MER (29%) continham fragmentos de MLI. Quando a MLI estava presente na amostra, ela representava menos de 50% da quantidade de tecido da amostra . Uma amostra de MLI foi perdida por erro administrativo. Das 16 que restaram, resíduos de MER foram encontrados em 6, e células remanescentes foram observadas na superfície vítrea em outras 6. Clinicamente nenhuma recorrência de MER foi observada.
Conclusão: MLI esteve presente em algumas amostras de MER retiradas de áreas onde subseqüentemente a MLI intacta foi retirada. Imaginamos que a MLI na MER representa uma membrana basal secundária e que o plano cirúrgico de dissecção para a maioria das MER está entre a MER e a MLI natural, tornando possível a retirada conjunta rotineiramente.

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Resultados cirúrgicos de descolamentos de retina regmatogênicos primários em pacientes fácicos e pseudofácicos: “The retina Project 1” relato 2
Jose Carlos Pastor, Itziar Fernández, Enrique Rodríguez de la Rúa, Rosa María Coco, María Rosa Sanabria- Ruiz Colmenares, Diego Sánchez- Chicharro, Rui Martinho, José María Ruiz- Moreno, José García- Arumí, Marta Suarez Figueroa, Antonio Giraldo e Lucia Manzanas Leal

Introdução/objetivos: Comparar resultados anatômicos e funcionais em 546 pacientes fácicos e pseudofácicos com descolamento de retina regmatogênico primário (DR), tratados com vitrectomia via pars plana (VVPP) ou faixa escleral (FE).
Métodos: Estudo prospectivo intervencionista, não randomizado em 15 centros na Espanha e Portugal com dados de DRs tratados entre janeiro de 2005 e maio de 2007. Casos com retinopatia vitreoproliferativa (PVR) grau C1 ou maior e história de traumatismo perfurante foram excluídos. O seguimento mínimo foi de 3 meses. Vinte e sete variáveis pré, intra e pós-operatórias de cada paciente foram analisadas. Análise multivariável foi realizada através de análise de regressão logística com seleção STEPWISE das variáveis.
Resultados
: Dados de 546 pacientes foram analisados. O sucesso anatômico geral foi de 94,7%. Análise de regressão logística demonstrou que o desenvolvimento de PVR no pós operatório foi associado a pior resultado anatômico. Resultados funcionais ruins foram associados a envolvimento macular, extensão do DR, cirurgia prévia de DR, tempo de evolução e idade do paciente. Através de uma análise log-linear hierárquica, a qualidade de fácico ou pseudofácico não teve efeito no resultado funcional. Contudo, VVPP foi mais realizada em olhos pseudofácicos com pior acuidade visual final (P<0,001)
Conclusões: Nenhuma diferença significativa quanto ao resultado anatômico foi encontrada entre olhos fácicos e pseudofácicos nesse estudo. VVPP foi mais realizada em olhos pseudofácicos que tiveram maior probabilidade de pior AV do que quando realizada FE.

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Metotrexate intravítreo no tratamento de linfoma vitreorretínico: dez anos de experiência
Shahar Frenkel, Karen Hendler, Tali Siegal, Edna Shalom e Jacob Pe'er

Objetivo: Descrever nossa experiência no tratamento do envolvimento vitreorretínico de linfomas primários do sistema nervoso central através da injeção intravítrea de metotrexate (MXT).
Métodos: Pacientes com suspeita de linfoma intraocular foram submetidos à vitrectomia diagnóstica. Amostras foram enviadas para análise citológica e genética e dosagens dos níveis de interleucina. O protocolo de tratamento incluiu injeção de 400 µg/0,1 ml de MTX intravítreo duas vezes por semana por 4 semanas, semanal por 8 semanas e então mensal por 9 meses. Em um total de 25 injeções. Dados foram coletados através dos registros dos pacientes, incluindo inter alia, resposta ao MTX medida pelo tempo de desaparecimento da celularidade vítrea e infiltrado retiniano, melhora na acuidade visual e taxa de recorrência clínica.
Resultados: Nos últimos 10 anos tratamos 44 olhos de 26 pacientes; 7 pacientes tinham envolvimento monocular e 19 binocular. Seis pacientes foram inicialmente diagnosticados como uveíte não responsiva e 16 com linfoma sistêmico ou do SNC com envolvimento ocular tardio. Quatro pacientes tiveram linfoma sistêmico, um deles apresentou linfoma do SNC após o diagnóstico de envolvimento ocular. Três pacientes tinham linfoma de células T e o restante, de células B. Remissão clínica foi alcançada após 6,4 ± 3,4 (2-16) injeções de MTX média ± DP (variação) com 95% dos olhos necessitando de 13 ou menos injeções para o desaparecimento das células malignas. Nenhum dos pacientes apresentou recorrência intraocular da doença. Dentre os efeitos colaterais, o mais comum foi a epiteliopatia corneal que usualmente apareceu após a terceira injeção e começou a melhorar quando o intervalo entre as injeções aumentou.
Conclusão: Envolvimento intravítreo do linfoma pode ser efetivamente controlado sem efeitos colaterais sérios através de injeções intravítreas de MTX. O protocolo de tratamento descrito aqui apresentou resultado na não recorrência em longo prazo e com efeitos colaterais toleráveis. Os resultados clínicos nos fazem propor esse protocolo como uma boa opção para a primeira linha de tratamento do linfoma intra-ocular.

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Adenocarcinoma metastatizante agressivo do epitélio pigmentado da retina com trissomia do 21
Ludwig M. Heindl, Gottfried O. H. Naumann, Friedrich E. Kruse e Leonard M. Holbach

Este relato de caso descreve um paciente masculino de 37 anos com um olho cego de meios opacos. Análise histopatológica revelou um adenocarcinoma agressivo do EPR com marcante invasão da coróide, retina, esclera, nervo óptico e espaço subaracnóide (ainda não relatada tão profunda). O tumor disseminou para a medula espinhal. Metástases não contínuas com o processo inicial desenvolveram-se no lobo parietal e ângulo cerebelo-pontino. Adenocarcinoma de EPR ocorre raramente em olhos permanentemente cegos e podem exibir um comportamento agressivo com risco à vida pela disseminação metastática.

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Prescrição de óculos na infância: um estudo do Hospital de Optometristas
Jane Farbrother

Introdução/Objetivos: Determinar métodos de prescrição de óculos para lactentes e crianças no hospital de optometristas.
Método: Um estudo (survey) de duas partes sobre prescrição de óculos para crianças sem estrabismo com idade entre 1 e 5 anos foi distribuído a todos os delegados durante a “Conferência anual do Hospital de Optometristas” no ano de 2006.
Resultados: Um total de 93 dos 149 optometristas retornou o estudo. O nível limite em que 50% dos participantes consideraria prescrever óculos para crianças sem estrabismo nas idades 1, 3 e 5 anos era, para hipermetropia, +4,50DE, 3,00DE e 2,50DE; para miopia -3,00DE, -1,50DE e -1,00DE; para anisometropia +2,00DE, +1,00DE e +1,00DE; e, para astigmatismo não oblíquo, +2,50DC, +1,50DC e +1,00DC. Para crianças hipermétropes na faixa etária de 3-4 anos, pelo menos dois terços das prescrições recomendadas corrigiriam parcialmente, com uma redução média de 1,69DE da refração estática.
Conclusões: Os delegados da Conferência anual do Hospital de Optometristas recomendam prescrição de óculos para corrigir, na média, níveis mais baixos de miopia e hipermetropia em crianças do que os membros da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo ou aqueles recomendados pelas Orientações preferenciais padronizadas de prática oftalmológica pela Academia Americana de Oftalmologia. De qualquer modo, há um amplo acordo para o manejo de astigmatismo e anisometropia e a prescrição de correção parcial em crianças hipermétropes na ausência de estrabismo.

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Avaliação de Acuidade Visual baseada no Potencial visual evocado na visão normal, visão degradada artificialmente e em pacientes
Michael Bach, J Peter Maurer e Marc E Wolf

Objetivo: Avaliar objetivamente a acuidade visual (AV) usando potenciais visuais evocados (VEPs), evitando a avaliação subjetiva e fornecendo uma estimativa de acuidade visual associada a limites de confiança .
Métodos: Quarenta indivíduos normais e 24 pacientes (com doenças da córnea e retina, intervalo decimal de AV entre 0,15-1,1 (= 0,8logMAR - -0,04 logMAR) participaram do estudo. Estímulos do tipo tabuleiro de damas com 6 tamanhos diferentes cobrindo 0,05-0,4° (ou 0,09-0,8° para AV abaixo de 0,35 (= 0,46logMAR) foram apresentados no modo de início rápido (40 ms em, 93 ms off) em 7,5 Hz. Em indivíduos normais, os estímulos foram também opticamente degradados por oclusores resultando em um intervalo decimal de AV de 0,13-2,8 (= 0,9logMAR –0,45logMAR). No total, 108 VEPs foram registrados na montagem de Laplacian (2×Oz (RO+LO)). A análise de Fourier permitiu avaliar a magnitude (A) na frequência do estímulo e a média das duas frequências vizinhas como ruído estimado (N). A e N determinam o nível de significância p da resposta e, de sua relação, a resposta sem contaminação de ruído (A *) pode ser calculada. Curvas de ajuste foram obtidas pela plotagem de A* versus a freqüência espacial dominante do tabuleiro correspondente. Um algoritmo totalmente automático utilizando o nível de significância (p<5%) e A * para escolher automaticamente uma região apropriada no intervalo de alta freqüência espacial na qual foi realizada regressão linear permitiu uma frequência espacial extrapolada de amplitude zero SF0. AV subjetiva foi obtida com teste automatizado "Freiburg acuity Test".
Resultados: A apresentação de início rápido demonstrou VEP de alta amplitudes; porém, muitas curvas de ajuste exigiram o conhecido "notch" nos tamanhos intermediários. A análise totalmente automatizada do algoritmo teve sucesso em 107 das 108 casos e efetivamente ignoraram o "notch", se presente. A relação entre logAV e log (SF0) foi um fator constante durante todo o intervalo testado: logAV = log(SF0) / 17,6 cpd. Em mais de 95% de todos os casos, a acuidade prevista de SF0 coincidiu com um fator de dois (para cima e para baixo, ou ± 0,3 logMAR) com a AV subjetiva com um coeficiente de correlação de 0,90.
Conclusões: A análise totalmente automatizada evitou problemas subjetivos na avaliação. Os resultados fornecem limites quantitativos para avaliar pacientes que se fingem de doentes.

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  Laboratory science

Ceratócitos anormais e inflamação estromal na fase crônica das doenças severas da superfície ocular associadas à deficiência de células tronco corneais
Teiko Saito, Kohji Nishida, Hiroaki Sugiyama, Masayuki Yamato, Naoyuki Maeda, Teruo Okano e Yasuo Tano

Introdução: Síndrome de Stevens Johnson (SSJ), penfigóide ocular cicatricial (PCO) e queimadura por álcali estão associados à inflamação severa e crônica da superfície ocular que ocasionalmente acarreta deficiência de células tronco corneais. O estroma da córnea nestas afecções não havia sido estudado detalhadamente.
Objetivos: O objetivo deste estudo é determinar se os ceratócitos estromais são normais e se o estroma permanece inflamado na fase crônica destas doenças.
Métodos: Cinco córneas comprometidas por essas afecções, sendo duas por SSJ, duas por PCO e uma por queimadura alcalina foram examinadas. Os espécimes corneais foram obtidos durante ceratoplastia lamelar e os cortes histológicos foram corados por imunohistoquímica com anticorpos contra CD34 e diversos antígenos da superfície celular. Os níveis da expressão de proteoglicanos (lumican, ceratocan, biglican) e quimiocinas (MCP1, MIP1α, MIP1β) foram avaliados através de RT-PCR quantitativo de tempo real.
Resultados: O número de células positivas para CD34 no estroma celular diminuiu e o nível da expressão de biglican aumentou em todas as amostras. O número de células positivas para CD45 e CD14 aumentou em 4 das 5 amostras corneais. O nível da expressão de MIP1α e MIP1β aumentou expressivamente em todas as córneas patológicas avaliadas.
Conclusões: Estes achados indicam que os ceratócitos são anormais e a inflamação permanece presente no estroma corneal na fase crônica de SSJ, PCO e queimadura por álcali.

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Células epiteliais conjuntivais humanas expressam o Receptor funcional Toll-like 5
Kentaro Kojima, Mayumi Ueta, Junji Hamuro, Yukako Hozono, Satoshi Kawasaki, Norihiko Yokoi e Shigeru Kinoshita

Objetivos: Analisamos a expressão e a função do receptor Toll-like 5 (TLR5) nas células epiteliais conjuntivais humanas (HCjEC).
Métodos: A expressão de TLR5 em HCjEC foi estudada por RT-PCR e citometria de fluxo. A concentração das proteínas IL-6 e IL-8 foi determinada por ELISA. A expressão de RNAm obtida pela estimulação das flagelinas de Pseudomonas aeruginosa, Serratia marcescens, Salmonella typhimurium e Bacillus subtilis foi avaliada por RT-PCR quantitativo. A localização da proteína TLR5 no epitélio conjuntival humano foi detectada imunohistoquimicamente.
Resultados: HCjEC expressam RNAm específico de TLR5 e proteína TLR5. Em HCjEC estimuladas com flagelinas derivadas de Pseudomonas aeruginosa e S. Marcescens; a produção de IL-6 e IL-8 foi aumentada e os RNAms de IL-6 e IL-8 foram regulados de forma positiva. Flagelinas de S. typhimurium e B. subtilis não induziram regulação positiva desses genes e proteínas. A proteína TLR5 foi detectada na membrana celular basolateral, mas não na apical, do epitélio conjuntival humano.
Conclusões: O epitélio conjuntival humano possui TLR5 funcionante. Considerando espacialmente a localização seletiva basolateral da proteína TLR5, postulamos que as flagelinas das bactérias patogênicas oculares induzem respostas inflamatórias apenas quando há quebra da barreira epitelial, permitindo sua transmigração à membrana celular basolateral. O mesmo não ocorre sob condições fisiológicas da superfície ocular.

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Imunopatologia da Esclerite Necrozante
Yoshihiko Usui, Jignesh Parikh, Hiroshi Goto e Narsing A Rao

Objetivo: Detectar a imunohistopatologia da esclerite necrozante.
Métodos: Coloração imunohistoquímica foi realizada em dois grupos de olhos com esclerite necrozante que foram enucleados (doença autoimune sistêmica e esclerite idiopática). Os cortes histológicos desparafinados foram corados com CD3, CD20, CD68, CD8, CD4 e células dendríticas reticuladas (DRC).
Resultados: Dentro do grupo autoimune, aproximadamente 43% de células inflamatórias coraram-se positivamente com CD20, 35% com CD68, 17% com CD3, 8% com CD8, 4% com DRC e menos de 1% com CD4. Dentro do grupo idiopático de olhos, aproximadamente 43% de células coraram-se positivamente com CD68, 23% com CD3, 17% com CD20, 7% com CD8, 1% com DRC e menos de 1% com CD4.
Conclusões: O infiltrado dentro do grupo de olhos com doença autoimune sistêmica sugere que a inflamação possa ser gerada por células-B. Contudo, o grande número de células CD68 encontradas em ambos os grupos de olhos indica que macrófagos podem desempenhar papel importante no processo de necrose.

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