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Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the January 2005 issue.
The full text is only available in English to subscribers or on a pay per view basis (US$8 per article)
 

Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Janeiro de 2005.
Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 8 por artigo).


January / Janeiro  2005
Volume 89 Number/ número 1

Clinical science – scientific reports Ciência clínica � relatos científicos
Clinical science – extended reports Ciência clínica � relatos extendidos
Laboratory science – scientific reports Ciência laboratorial � relatos científicos

Editors / Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


 

  Clinical science – scientific reports 

Estudo controlado de distribuição aleatória de informação pré-operatória para melhorar a satisfação do paciente com a cirurgia de catarata
Chet K Pager

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Biomicroscopia ultrassônica no manejo do melanocitoma do corpo ciliar com extensão escleral
Moin Mohamed, Mohit Gupta, Andrew Parsons e Ian G Rennie

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Alterações no comprimento axial após trabeculectomia e cirurgia de glaucoma com dispositivo filtrante
Brian A Francis, Mingwu Wang, Hong Lei, Lee T. Du, Don S. Minckler, Ronald L. Green e Charla Roland

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Efeito da nimodipina no fluxo ocular sanguineo e sensibilidade ao contraste de cores em pacientes com glaucoma de pressão normal
Alexandra Luksch, Georg Rainer, Didem Koyuncu, Paulina Ehrlich, Thomas Maca, Michael Gschwandtner, Clemens Vass e Leopold Schmetterer

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Duplicação do nervo óptico ou coloboma?
Niaz Islam, Jayne L Best, Jodhbir S Mehta, Saraswati Sivakumar, Gordon Plant e William Hoyt
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  Clinical science – extended reports

O treinamento para restituição visual altera defeitos absolutos homônimos do campo visual? Estudo controlado pelo fundo
Jens Reinhard, Alexandra Schreiber, Ulrich Schiefer, Erich Kasten, Bernhard A. Sabel, Sigrid Kenkel, Reinhard Vonthein e Susanne Trauzettel-Klosinski

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Epidemiologia do crecente cinzento do nervo  óptico no estudo ocular de Reykjavik (Reykavik Eye Study)
Oskar Jonsson, Karim F. Damji, Fridbert Jonasson, Arsaell Arnarsson, Thor Eysteinsson, Hiroshi Sasaki e Kazuyuki Sasaki
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Iontoforese de iodeto como tratamento para síndrome de olho seco
Jutta Horwath-Winter, Otto Schmut, Eva-Maria Haller-Schober, Anna Gruber e Gebhard Rieger

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Monitoramento de rotina do resultado visual de cirurgia de catarata. Parte 1: desenvolvimento de um instrumento
Hans Limburg, Allen Foster, Clare Gilbert, Gordon J Johnson e Martin Kyndt

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Monitoramento de rotina do resultado visual de cirurgia de catarata. Parte 2: resultados de oito centros
Hans Limburg, Allen Foster, Clare Gilbert, Gordon J Johnson, Martin Kyndt e Mark Myatt
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Quedas e estado de saúde em idosas após cirurgia de catarata no primeiro olho: estudo clínico controlado de distribuição aleatória
Rowan H Harwood, Alexander Foss, Francis Osborn, Richard Gregson, Anwar Zaman e Tahir Masud
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Níveis aumentados de endotelina-1 em pacientes com glaucoma progressivo de ângulo aberto
Mucahit Emre, Selim Orgul, Timo Haufschild, Sidney G Shaw e Josef Flammer
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Indução cirúrgica de anastomose venosa corioretínica em oclusão isquêmica da veia central da retina: estudo clínico controlado não aleatório
Ahmad Mirshahi, Ramak Roohipoor, Alireza Lashay, Seyed Farzad Mohammadi e Mohammad Reza Mansouri
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Retinopatia zonal externa oculta aguda (AZOOR): sequência para critérios diagnósticos
Peter J Francis, Anca Marinescu, Fred W Fitzke, Alan C Bird e Graham E Holder
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Fotocoagulação sublimiar com micropulsos de laser de diodo em edema macular diabético clinicamente significante
Jeffrey K Luttrull, David C Musch e Martin A Mainster
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Estudo controlado com distribuição aleatória da aplicabilide da vitrectromia versus laser para edema macular diabético
Dhanes Thomas, Catey Bunce, Consuela Moorman e Alistair Laidlaw
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Método para Medida de Drusas Baseado na Reconstrução da Reflectância Posterior do Fundo
R Theodore Smith, Jackie K Chan, Takayuki Nagasaki, Janet Sparrow e Irene Barbazetto
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Cobertura cirúrgica de exposição da hidroxiapatita com enxerto retroauricular mioperióstico
Shu Lang Liao, Shine C. S. Kao, Jason H. S. Tseng e Luke L-K Lin
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Retinites Necrotizantes Simulando Necrose Aguda de Retina
Bertrand Balansard, Bahram Bodaghi, Nathalie Cassoux, Christine Fardeau, Stephane Romand, Flore Rozenberg, Narsing A Rao e Phuc LeHoang
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  Laboratory science – extended reports

Células progenitoras neurais de retinas humanas adultas post mortem.
Eric J Mayer, Debra A Carter, Yimin Ren, Edward H Hughes, Claire M Rice, Christopher A Halfpenny, Neil J Scolding e Andrew D Dick

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Caracterização do receptor do complexo do produto final de glicosilação avançada do epitélio pigmentar da retina
Suzanne McFarlane, Josephine V Glenn, Agnieszka M. Lichanska, David A.C. Simpson e Alan W Stitt

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Terapia Fotodinâmica com Fotosensibilizador PhotoPoint MV6401, Indium Chloride Methyl Pyropheophorbide, Resulta em Fechamento Seletivo de Neovascularização Corneal de Ratos e Coriocapilar de Coelhos
Thomas A. Ciulla, Mark H. Criswell, Wendy J. Synder e Ward Small, IV

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  Clinical science – scientific reports 
 

Estudo controlado de distribuição aleatória de informação pré-operatória para melhorar a satisfação do paciente com a cirurgia de catarata
Chet K Pager


Resumo

Introdução: O objetivo deste estudo controlado de distribuição aleatória é pesquisar os efeitos de um video informativo nas expectativas do paciente e na sua satisfação com cirurgia ambulatorial de catarata sem internação.

Métodos: Cento e quarenta e um pacientes submetidos a cirurgia ambulatorial de catarata foram distribuídos de forma aleatória em dois grupos que receberam orientações em video diferentes em relação � expectativa da cirurgia de catarata ou � anatomia da catarata. Pacientes foram questionados em relação a sua expectativa quanto ao resultado visual, ansiedade, risco e desconforto resultante da cirurgia. Após a cirurgia os pacientes foram novamente questionados em relação � ansiedade, desconforo, compreensão, satisfação geral e comparação com expectativas.

Resultados: Oitenta e quatro porcento dos pacientes acreditaram ter recebido informação suficiente ou excessiva. O grupo do vídeo de expectativas esperaram mais riscos e desconfortos do que o grupo do vídeo de anatomia. No entanto, após a cirurgia, o grupo do vídeo de expectativas ficou significativamente mais satisfeito, compreendeu melhor o que ocorria e apresentaram menos ansiedade. Não houve diferença no desconforto ou no risco sofrido ou nos resultados visuais esperados. Pacientes com cirurgia prévia de catarata apresentaram menos ansiedade e desconforto, e a cirurgia foi próxima �s suas expectativas. Porém, a experiência cirúrgica prévia não anulou os efeitos do video.

Conclusões: Este estudo demonstra que um vídeo simples e barato, mostrando aos pacientes o que esperar da cirurgia de catarata, resulta em aumentos significativos na compreensão e satisfação do paciente com a cirurgia de catarata, assim como diminuição na ansiedade. Estes efeitos ocorreram independentemente da expectativa do paciente ou da experiência prévia com cirurgia de catarata, além do fato de que os pacientes de forma geral acreditaram que receberam informações suficientes.

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Biomicroscopia ultrassônica no manejo do melanocitoma do corpo ciliar com extensão escleral
Moin Mohamed, Mohit Gupta, Andrew Parsons e Ian G Rennie


Resumo

Objetivo: Demonstrar as características da biomicroscopia ultrassônica (UBM) do melanocitoma do corpo ciliar com extensão extra-escleral e mostrar uma abordagem conservadora no seu manejo.

Tipo de estudo: Relatos observacionais de casos

Métodos: Dois casos de melanocitoma do corpo ciliar foram confirmados histologicamente por biopsia e depois monitorados por meio de UBM seriado para observação das alterações.

Medidas observadas: Preservação anatômica e funcional do olho sem excisão cirúrgica formal.

Resultados: UBM mostra imagem clara dos tumores e a característica ultrassonográfica é de refletividade interna homogênea baixa. Um acompanhamento de cinco anos de observação mostra sucesso com esta abordagem conservadora. A avaliação histopatológica confirmou melanocitoma.

Conclusões: Melanocitoma é um tumor raro, no entanto, se considerado como diagnóstico diferencial na apresentação e confirmado histologicamente, o manejo posterior com uso de UBM como modo de imagem preciso é uma técnica aceitável para preservação do olho evitando excisão cirúrgica.

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Alterações no comprimento axial após trabeculectomia e cirurgia de glaucoma com dispositivo filtrante
Brian A Francis, Mingwu Wang, Hong Lei, Lee T. Du, Don S. Minckler, Ronald L. Green e Charla Roland


Resumo

Objetivo: Este estudo examina as alterações no comprimento axial (CA) após trabeculectomia (TREC) e cirurgia de glaucoma com dispositivo filtrante (GDF), com previsão da alteração do CA após cirurgia filtrante, utilizando equação derivada que permitiu esse cálculo.

Tipo de Estudo: Estudo prospectivo intervencional de série de casos

Métodos:Local � Serviço de Glaucoma do Instituto de Olhos de Doheny. População � Um olho de 39 pacientes submetidos a TREC e 22 submetidos a implante de tubo de Baerveldt para glaucoma sem controle. Intervenção � O CA destes pacientes foi medido por meio de interferometria de coerência parcial de não-contato no pré-operatório e 1 semana, 1 mês e acima de 3 meses após a cirurgia. Principais medidas: O CA e pressão intraocular foram comparadas nas visitas pré e pós-operatórias. A pressão intraocular (PIO) foi categorizada como hipotônica (0 a 4 mmHg), baixa (5 a 9 mmHg), normal (10 a 17 mmHg) e alta (acima de 18 mmHg).

Resultados: Resultados: Houve redução significativa a PIO de 1,.8 ± 1,5 mmHg 3 meses após a TREC (p<0,001) e redução de 10,7 ± 1,9 mmHg após GDF (p<0,001). Houve redução estatisticamente significativa no CA após TREC e GDF (p<0,001) de 0,15 ± 0,03 e 0,21 ± 0,04 mm (1 semana), 0,18 ± 0,02 e 0,10 ± 0,02 mm (1 mês) e 0,16 ± 0,03 e 0,15 ± 0,03mm (3 meses), respectivamente. Após 3 meses a redução no CA foi relacionada � PIO pós-operatória e � quantidade de redução da PIO (p<0,05, regressão múltipla stepwise). 10,2% (4/39) dos pacientes com TREC apresentaram hipotonia após 3 meses com redução média no CA (0,39 ± 0,11) significativamente menor (p<0,01) que outros olhos com TREC (-0,14 ± 0,15).

Conclusões: Há uma diminuição pequena, porém significativa, no CA após TREC e GDF, maior em olhos que apresentaram hipotonia após a cirurgia. Sugerimos que a redução no CA pode ser prevista após 3 meses pela fórmula: redução do CA (mm)= -0,199 + 0,006 X redução da PIO + 0,008 X PIO final.

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Efeito da nimodipina no fluxo ocular sanguineo e sensibilidade ao contraste de cores em pacientes com glaucoma de pressão normal
Alexandra Luksch, Georg Rainer, Didem Koyuncu, Paulina Ehrlich, Thomas Maca, Michael Gschwandtner, Clemens Vass e Leopold Schmetterer

Resumo
Objetivo: Pesquisar os efeitos da nimodipina oral nos parâmetros oculares hemodinâmicos e na sensibilidade ao contraste de cores em pacientes com glaucoma de pressão normal (GPN).

Tipo de Estudo: O estudo foi realizado de forma controlada com placebo duplo cego de distribuição aleatória cruzada.

Participantes: A nimodipina (60mg) ou placebo foram administrados a 14 pacientes consecutivos com GPN.

Métodos: Os efeitos da nimodipina oral ou placebo nos parâmetros hemodinâmicos oculares e sistêmicos e na sensibilidade ao contraste de cores ao longo do eixo tritan foram estudados duas horas após sua administração. O fluxo sanguíneo da cabeça do nervo óptico (FSCNO) e fluxo sanguíneo da coróide (FSC) foram avaliados através de fluxometria por laser doppler. A amplitude da pulsação do fundo de olho (APF) foi medida por interferometria a laser. A sensibilidade ao contraste de cores (SCC) foi determinada no eixo tritan de cor.

Principais medidas: FSCNO, FSC, APF, pressão intraocular e SCC foram avaliados em pacientes com GPN.

Resultados: APF ocular aumentou 14 ± 14% (p = 0,0008), FSCNO aumentou 18 ± 16% (p=0,0031) e FSC aumentou 12 ± 14% (p < 0,001) após administração de nimodipina. A nimodipina também diminuiu o limiar de SCC no eixo tritan (-14 ± 12%; p = 0,048). No entanto, alterações individuais na APF, FSCNO ou FSC não foram correlacionados com alterações na SCC ao longo do eixo tritan.

Conclusões: Os resultados do estudo indicaram que a nimodipina aumenta o fluxo da cabeça do nervo óptico e FSC em pacientes com GPN e melhora a SCC. Este último efeito, no entanto, não parece ser conseq�ência direta da melhora do fluxo sanguíneo.

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Duplicação do nervo óptico ou coloboma?
Niaz Islam, Jayne L Best, Jodhbir S Mehta, Saraswati Sivakumar, Gordon Plant e William Hoyt

Resumo
Objetivo: Descrever lesões que se assemelham � duplicação do nervo óptico e destacar seus campos visuais incomuns. Secundariamente reportamos o primeiro caso de pseudoduplicação do disco óptico com sobreposição da camada de fibras nervosas.

Métodos: Revisão retrospectiva não comparativa de casos. Campos visuais de Humphrey e OCT-3 foram realizados.

Resultados: Todos os onze casos apresentaram coloboma corioretínico peripapilar, com alguns localizados superiormente ao disco óptico. Ponto cego duplo ou defeitos de hemicampo superior puderam ser demonstrados pelo teste de campo visual automatizado.

Conclusaõ: Exame clínico e identificação de vasos retínicos comunicantes entre o disco óptico verdadeiro e o �pseudodisco� geralmente evitam investigações invasivas ou não invasivas desnecessárias.

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  Clinical science – extended reports

O treinamento para restituição visual altera defeitos absolutos homônimos do campo visual? Estudo controlado pelo fundo
Jens Reinhard, Alexandra Schreiber, Ulrich Schiefer, Erich Kasten, Bernhard A. Sabel, Sigrid Kenkel, Reinhard Vonthein e Susanne Trauzettel-Klosinski

Resumo
Introdução: O objetivo desse estudo foi avaliar se o treinamento para restituição visual (TRV) é capaz de alterar defeitos absolutos homônimos do campo visual, avaliados através de microperimetria controlada pelo fundo em pacientes com hemangioma.

Métodos: Investigamos 17 pacientes com defeitos visuais homônimos estáveis antes e após seis meses de TRV, através de método microperimétrico especializado, utilizando oftalmoscópio com Scanning Laser (SLO). A fixação foi controlada pela monitorização do fundo pelo SLO. O tamanho do defeito do campo foi quantificado pelo cálculo da relação entre o número de defeitos absolutos e o número de pontos testados, o efeito de treinamento E foi definido como a diferença entre essas duas relações antes e após o treinamento. Um deslocamento de 1� da borda vertical completa do campo visual resultaria em um valor E=0,14.

Resultados: O efeito médio de treinamento de todos os olhos direitos foi E=0,025 ± 0,052 e de todos os olhos esquerdos E=0,008 ± 0,034 (média ± DP). Em um olho ocorreu uma leve melhora não homônima ao longo do meridiano horizontal.

Conclusões: Uma leve melhora ao longo do meridiano horizontal foi encontrada em um olho de um paciente. Após o treinamento uma alteração homônima explicita da borda do defeito de campo absoluto foi observada em um paciente.

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Epidemiologia do crecente cinzento do nervo  óptico no estudo ocular de Reykjavik (Reykavik Eye Study)
Oskar Jonsson, Karim F. Damji, Fridbert Jonasson, Arsaell Arnarsson, Thor Eysteinsson, Hiroshi Sasaki e Kazuyuki Sasaki

Resumo
Objetivo: O objetivo deste estudo é estabelecer a epidemiologia do crescente cinzento (CC) na população caucasiana de faixa etária mais susceptível ao glaucoma.

Métodos: Bruce Shields foi o primeiro a utilizar este termo para descrever uma pigmentação fisiológica localizada no tecido da rima neuroretínica, distinta da pigmentação peripapilar. Um glaucomatólogo experiente (KFD) avaliou fotografias esterioscópicas do fundo de participantes do Estudo Ocular de Reykjavik (Reykjavik Eye Study) � uma amostra aleatória da população nacional incluindo pessoas com mais de 50 anos. 1012 olhos direitos puderam ser avaliados quanto a CC.

Resultados: A prevalência de CC no olho direito foi 22,0% (95% IC 10-25). Foi observado mais em mulheres (27,0%: 95% IC 23-30) que em homens, (17,0%: 95% IC 14-21), e foi mais freq�entemente localizado temporalmente (36,9%), 360� (15,9%) ou nasalmente (15,4%). O equivalente esférico foi +1,30 dioptrias (D) para aqueles com CC e +0,80 D para aqueles sem CC (p=0,002). Os diâmetros verticais do disco óptico foram 0,203 vs. 0,195 unidades (p<0,001). Não houve diferença na prevalência de CC em olhos glaucomatosos vs. não glaucomatosos, RO = 1,05 (95% IC 0,49-2,26). A prevalência de CC foi inversamente relacionada � prevalência de atrofia papilar (p=0,001).

Conclusões: CC deve ser reconhecido como uma variante fisiológica com a finalidade de se evitar que olhos sejam rotulados, desnecessariamente, como se tivessem dano glaucomatoso do nervo óptico.

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Iontoforese de iodeto como tratamento para síndrome de olho seco
Jutta Horwath-Winter, Otto Schmut, Eva-Maria Haller-Schober, Anna Gruber e Gebhard Rieger

Resumo
Introdução: Dentre as várias causas relacionadas ao desenvolvimento ou perpetuação e piora do olho seco, reações oxidativas podem desempenhar um papel na patogênese deste distúrbio. Antioxidantes, tais como o iodeto, tem mostrado um efeito importante na prevenção do dano oxidativo aos constituintes do segmento anterior do olho. Neste estudo clínico comparamos a eficácia da iontoforese por iodo e aplicação de iodeto sem corrente elétrica em pacientes com olho seco grave a moderado.

Métodos: Dezesseis pacientes foram tratados com iodoforese por iodeto e 12 pacientes com iodeto sem corrente elétrica por 10 dias. Melhora subjetiva, freq�ência de aplicação das lágrimas artificiais, parâmetros de função lacrimal (tempo de rotura da lágrima (BUT), teste de Schirmer sem anestesia local, corantes vitais (fluoresceína e rosa bengala), assim como citologia de impressão da conjuntiva bulbar foram avaliados antes e 1 semana, 1 mês e 3 meses após o tratamento.

Resultados: Uma redução dos sintomas subjetivos, freq�ência da aplicação das lágrimas artificiais e melhora de alguns dos fatores de superfície e lágrima puderam ser observados em ambos os grupos. Maior influência positiva foi observada com a aplicação da iontoforese, resultando em melhora distinta no BUT, na coloração com fluoresceína e rosa bengala e em maior duração destes efeitos quando comparados ao grupo sem corrente elétrica. Nenhuma alteração significativa foi observada nos resultados dos testes de Schirmer e na citologia de impressão em ambos os grupos.

Conclusões: A iontoforese de iodeto foi um método seguro e bem tolerado para melhorar os fatores objetivos e subjetivos de olho seco em pacientes com doença da superfície ocular.

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Monitoramento de rotina do resultado visual de cirurgia de catarata. Parte 1: desenvolvimento de um instrumento
Hans Limburg, Allen Foster, Clare Gilbert, Gordon J Johnson e Martin Kyndt

Resumo
Objetivo: Desenvolver um sistema de monitoramento de rotina do resultado visual de cirurgia de catarata.

Métodos: Profissionais de oito centros oftalmológicos da Ásia e da África definiram a coleta de dados e relatam formatos a serem utilizados para o monitoramento do resultado visual após cirurgia de catarata. Diversas questões operacionais da pesquisa e métodos desenvolvidos para resolvê-los foram levantados. O sistema foi testado durante 6 meses e os estudos operacionais foram realizados. O sistema foi finalizado baseado na experiência obtida.

Achados: Dois sistemas diferentes de coleta de dados foram desenvolvidos: um questionário manual em papel e um sistema informatizado (Protuários Cirúrgicos de Catarata). Ambos os sistemas relatam complicações operatórias, a proporção de bons resultados (podem enxergar 6/18) e maus resultados (não conseguem 6/60) e outras causas de mau resultado. Os dados são colhidos na alta e em intervalos específicos no acompanhamento. Ambos os sistemas foram bem aceitos.

Conclusão: O maior problema nos testes foram os erros na coleta de dados nos centros utilizando o sistema computadorizado. O monitoramento rotineiro do resultado da catarata deve ser utilizado por cirurgiões individuais ou centros para seguir tendências dos seus próprios resultados ao longo do tempo e não para comparar cirurgiões em uma atmosfera de confiança e apoio. A acuidade visual na alta, que pode ser coletada em todos os pacientes prontamente, pode ser utilizada desde que se saiba que os resultados finais serão bem melhores. Retornos rápidos dos resultados podem melhorar a consciência dos cirurgiões oculares para as causas de resultados piores. A precisão na coleta dos dados e um fluxo eficaz nos formulários de registro são fundamentais.

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Monitoramento de rotina do resultado visual de cirurgia de catarata. Parte 2: resultados de oito centros
Hans Limburg, Allen Foster, Clare Gilbert, Gordon J Johnson, Martin Kyndt e Mark Myatt

Resumo
Objetivo: Determinar se o monitoramento dos resultados cirúrgicos de catarata podem ser implementados como atividade rotineira em diferentes ambientes hospitalares na áfrica e na ásia. Avaliar o impacto do monitoramento de rotina.

Métodos: Oito centros oftalmológicos na Ásia e África foram envolvidos no estudo de Primeiro de Junho a 31 de Dezembro de 2000. Sete centros utilizaram prontuários de cirurgia de catarata especificamente montados com sistema de entrada e análise de dados informatizado (CCSRF) e um centro usou sistema de coleta de dados manual (MCSRF). Os dados foram utilizados para avaliar a qualidade da coleta de dados, acompanhamento pós-cirúrgico e avaliar tendências na proporção de complicações e resultado visual após a cirurgia.

Achados: Os sistemas de relatos foram aceitos e utilzados por todos os centros, e os dados foram gravados para 5198 cirurgias de catarata. Ao todo, 54% dos olhos foram acompanhados por 8 semanas ou mais e 41% por 6 meses. A freq�ência de acompanhamento variou entre todos os centros de zero a quase 100%. A acuidade visual apresentou tendência de melhora ao longo do tempo. O resultado pôde ser melhorado em todos os períodos ao fornecer melhor correção com óculos. Após 8 semanas de acompanhamento complicações cirúrgicas ou correção com óculos inadequados foram responsáveis por 72% das causas de mau resultado. Três centros mostraram redução significativa em incidências de complicação ao longo do estudo de 6 meses. O registro de dados foi identificado como um problema e a programação do CCSRF foi modificada para incluir checagens da consistência para reduzir erros de entrada de dados.

Conclusão: Um sistema simples de monitoramento do resultado de catarata foi testado com sucesso. Os resultados sugerem que o monitoramento pode sensibilizar os cirurgiões em relação ao controle de qualidade, que pode levar � uma diminuição nos índices de complicação e melhora dos resultados visuais.

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Quedas e estado de saúde em idosas após cirurgia de catarata no primeiro olho: estudo clínico controlado de distribuição aleatória
Rowan H Harwood, Alexander Foss, Francis Osborn, Richard Gregson, Anwar Zaman e Tahir Masud


Resumo

Introdução: Um terço dos idosos sofre quedas todo ano. Baixa visão é associada a um aumento no risco de quedas. Nosso objetivo foi determinar se a cirurgia de catarata no primeiro olho reduz o risco de quedas e medir o ganho de saúde associado.

Métodos: Realizamos a distribuição aleatória de 306 mulheres com mais de 70 anos de idade com catarata para cirurgia rápida (aproximadamente 4 semanas) ou rotineira (espera de 12 meses). Quedas foram avaliadas por meio de diário com acompanhamento a cada 3 meses. Medimos o estado de saúde após 6 meses.

Resultados: A função visual melhorou no grupo operado (a acuidade visual binocular corrigida melhorou por 0,35 unidades logMAR, a proporção de pacientes com acuidade pior que 6/12 diminuiu de 24% para 8%). Após 12 meses de acompanhamento, 76 (49%) dos participantes operados caiu pelo menos uma vez, e 28 (18%) caíram mais de uma vez. Sessenta e nove (45%) participantes não operados caíram pelo menos uma vez, 38 (25%) caíram mais de uma vez. A proporção de risco para a primeira queda foi de 0,95 (intervalo de confiança de 95% 0,69 a 1,35, p=0,77) e para a segunda queda foi de 0,60 (intervalo de confiança de 95% 0,36 a 0,98, p=0,04). Atividade, ansiedade, depressão, confiança, acometimento visual e deficiências melhoraram no grupo operado comparado com o grupo controle. Quatro participantes do grupo operado apresentaram fraturas (3%) comparados com 12 (8%) do grupo controle (p=0,04).

Interpretação: A cirurgia de catarata no primeiro olho leva a uma redução no número de quedas recorrentes e fraturas associadas, além de melhorar a função visual e estado de saúde geral.

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Níveis aumentados de endotelina-1 em pacientes com glaucoma progressivo de ângulo aberto
Mucahit Emre, Selim Orgul, Timo Haufschild, Sidney G Shaw e Josef Flammer

Resumo
Objetivo: Comparar os níveis plasmáticos de endotelina-1 (ET-1) entre pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto com perda progressiva de campo visual apesar de pressão intraocular normal ou normalizada e pacientes com campos visuais estáveis em um estudo retrospectivo.

Métodos: O grupo progressivo foi constituído por 16 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto e o grupo com campo visual estável foi constituído por 15 pacientes. Após 30 minutos de descanso em posição supina, o sangue venoso foi obtido para dosagem de ET-1. A diferença no nível plasmático de ET-1 entre os dois grupos foi comparada através de análise de covariância (ANCOVA) incluíndo idade, sexo e pressão média arterial como covariantes.

Resultados: Níveis plasmáticos de ET-1 foram significativamente maiores em pacientes com glaucoma progressivo (3,47 ± 0,75 pg/ml) quando comparados com aqueles com campos visuais estáveis (2,59 ± 0,54 pg/ml) (p=0,0007).

Conclusões: Pacientes com glaucoma progressivo apesar de pressão intraocular normal ou normalizada apresentaram níveis plasmáticos aumentados de endotelina-1. Ainda precisa ser determinado se este fenômeno é secundário ou se desempenha um papel no dano glaucomatoso.

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Indução cirúrgica de anastomose venosa corioretínica em oclusão isquêmica da veia central da retina: estudo clínico controlado não aleatório
Ahmad Mirshahi, Ramak Roohipoor, Alireza Lashay, Seyed Farzad Mohammadi e Mohammad Reza Mansouri

Resumo
Objectivo: Avaliar a segurança e eficácia da indução cirúrgica de anastomose venosa corioretínica no manejo da oclusão isquêmica da veia central da retina (OIVCR).

Métodos: Em um estudo clínico comparativo, 28 pacientes com OIVCR foram incluídos, dos quais 18 que se negaram � cirurgia sendo assim considerados controles. Os dez casos cirúrgicos foram submetidos a vitrectomia com incisões na coróide adjacente �s grandes veias retínicas parcialmente seccionadas. Inserção de sutura com Mersilene foi realizada para induzir shunt venoso corioretínico. Tratamento leve com endolaser foi realizado. Os pacientes foram acompanhados por 6 a 18 (média: 10) meses.

Resultados: O sucesso clínico no desenvolvimento do shunt foi de 90%. Casos cirúrgicos tiveram melhora significante na AV em comparação aos controles (diferença média: 1,5 LogMAR, P: 0,001) com 80% deles mostrando melhora em comparação a 28% dos controles (P: 0,016). Neovascularização se desenvolveu em 39% dos controles em comparação a 0% dos casos cirúrgicos (P: 0,03). Na análise multivariada cirurgia permaneceu como preditor significante da melhora visual. Tivemos 3 reoperações por hemorragia na câmara vítrea, catarata e descolamento de retina.

Conclusões: Indução cirúrgica de anastomose venosa corioretínica deve resultar em melhora da AV e prevenir neovascularização em OIVCR. Estudos de distribuição aleatória são necessários para comparar a modalidade do estudo em questão ao curso natural da OIVCR e aos procedimentos emergentes, como neurotomia do nervo óptico, no manejo da OIVCR.

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Retinopatia zonal externa oculta aguda (AZOOR): sequência para critérios diagnósticos
Peter J Francis, Anca Marinescu, Fred W Fitzke, Alan C Bird e Graham E Holder

Resumo
Introdução: Indivíduos com retinopatia zonal externa oculta aguda (AZOOR) se apresentam inicialmente com escotoma progressivo e fotopsia. Caracteristicamente, a extensão do defeito de campo visual é inexplicável pelo exame do fundo do olho, mas há disfunção retínica marcante evidente eletrofisiologicamente. Tornou-se de nossa experiência que um grupo de pacientes exibiram características clínicas e eletrofisiológicas que podem servir como critérios para um processo diagnóstico.

Tipo de Estudo: Observação de série de casos retrospectivos.

Materiais e métodos: Vinte e oito pacientes com anormalidades eletroretinográficas semelhantes foram identificados com diagnóstico clínico de AZOOR. Detalhes da história e achados oftalmológicos foram obtidos dos prontuários.

Resultados: A eletrofisiologia demonstrou um padrão consistente de disfunção tanto do fotoreceptor quanto do epitélio pigmentar da retina e também das camadas mais internas da retina, essencialmente compreendendo um atrazo no flicker 30Hz e uma redução da ascensão luminosa no EOG.

Conclusão: Este estudo determina critérios diagnósticos aplicáveis a um grupo de pacientes com AZOOR, tipicamente aqueles com sintomas clássicos. O teste eletrofisiológico pode auxiliar, evitando investigações longas, caras e potencialmente invasivas além do uso desnecessário de terapia imunossupressora.

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Fotocoagulação sublimiar com micropulsos de laser de diodo em edema macular diabético clinicamente significante
Jeffrey K Luttrull, David C Musch e Martin A Mainster


Resumo
Objetivo: Reportar a evolução visual e clínica de um estudo piloto de fotocoagulação sublimiar com micropulsos de laser de diodo (SDM) em edema macular diabético clinicamente significante (EMCS).

Métodos: Revisamos retrospectivamente os resultados de fotocoagulação SDM com laser infravermelho (810 nm) para EMCS em 95 olhos de 69 pacientes consecutivos com retinopatia diabética não proliferativa leve a moderada. Os mesmos parâmetros do laser foram utilizados para cada paciente. Apenas o número de aplicações de laser variou entre os pacientes, dependendo dos achados maculares. Os parâmetros para acompanhamento foram acuidade visual Snellen, vazamento na angiofluoresceinografia e características do EMCS.

Resultados: A acuidade visual permaneceu estável ou melhorou em 85% dos olhos tratados, com uma média de acompanhamento de 12,2 meses (variância de 3 � 29 meses). EMCS diminuiu em 96% e se resolveu em 79% dos olhos tratados. Não ocorreram efeitos adversos. Não foram detectadas, oftalmoscopicamente ou angiograficamente, lesões pelo laser após o tratamento, consistentes com os cálculos baseados no padrão de segurança com laser ANSI Z136.1, sugerindo apenas lesões teciduais detectáveis histologicamente com os nossos níveis de exposição ao laser. Não foram observadas cicatrizes secundárias ao laser no período de acompanhamento.

Conclusão: Fotocoagulação sublimiar com micropulsos de laser de diodo minimiza o dano corioretínico no manejo do EMCS e demonstrou efeito benéfico na acuidade visual e resolução do EMCS. Estudos prospectivos são necessários para avaliar completamente essa técnica.

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Estudo controlado com distribuição aleatória da aplicabilide da vitrectromia versus laser para edema macular diabético
Dhanes Thomas, Catey Bunce, Consuela Moorman e Alistair Laidlaw

Resumo
Objetivos: 1) Avaliar se vitrectomia é melhor do que complementação de laser macular na melhora da acuidade visual e resolução do espeçamento retínico em pacientes com edema macular diabético (EMD) apesar de tratamento prévio com laser e ausêcia de tração macular e 2) determinar a aplicabilidade de estudos adicionais nesta população em termos de magnitude do efeito clínico comparativo, taxa de recrutamento e perda de acompanhamento.

Métodos: Estudo controlado com distribuição aleatória de aplicabilidade. Pacientes com edema macular diabético (EMD) e acuidade visual de 0,3 logMAR (6/12) ou pior após um ou mais tratamentos maculares com laser foram separados aleatoriamente em uma base de 1:1 para vitrectomia via pars plana com retirada de limitante interna (VPP) ou complementação de laser macular. Pacientes com descolamento de vítreo posterior, evidência biomicroscópica de tração retínica ou com espessamento de hialóide (TTPH) foram excluídos. Os parâmetros para acompanhamento foram 1) melhor acuidade visual logMAR corrigida, 2) espessamento macular médio na tomografia de coerência óptica e 3) taxa de recrutamento e perda de acompanhamento. A análise foi baseada na intenção de tratamento.

Resultados: Dezenove pacientes foram separados aleatoriamente para VPP e 21 para complementação de laser macular. A média de acuidade visual logMAR (DP) foi de 0,65 (0,28) para o grupo VPP e 0,60 (0,23) para o grupo laser. A média de alteração na melhor acuidade visual corrigida no grupo vitrectomia foi deterioração em 0,05 logMAR enquanto no grupo controle a média de alteração foi uma melhora de 0,03 logMAR. A média (escala interquartil) de espessura macular central inicial foi 403 (337, 492) para o grupo PPV e 387 (298, 491) para o laser. A mudança média da espessura macular inicial na revisão do grupo vitrectomia foi afinamento em 73 microns (20%) e em 29 microns (10,7%) no grupo controle com laser. Este único centro foi capaz de recrutar 40 pacientes em 18 meses com acompanhamento de 82% em 1 ano.

Conclusão: Um estudo controlado aleatório foi demonstrado ser potencialmente aplicável nesta população, a taxa de recrutamento foi contudo baixa e 1 em 5 pacientes foram perdidos no acompanhamento devido a óbito ou doença. Em termos de acuidade visual e espessura macular, esses dados mostram pequena evidência de nenhum benefício da vitrectomia sobre a complementação de laser macular em pacientes com hialóide colada, EMD apesar de tratamento prévio com laser e ausência de tração macular clinicamente significante ou TTPH.

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Método para Medida de Drusas Baseado na Reconstrução da Reflectância Posterior do Fundo
R Theodore Smith, Jackie K Chan, Takayuki Nagasaki, Janet Sparrow e Irene Barbazetto

Resumo
Introdução: Depósitos subretínicos conhecidos como drusas são os achados típicos da degeneração macular relacionada � idade (DMRI). Os métodos atuais de segmentação e quantificação de drusas são trabalhosos e subjetivos. Apresentamos um método digital e testamos sua acurácia e confiabilidade.

Métodos: Quatorze olhos com drusas foram selecionados. Reconstruímos digitalmente o fundo macular, utilizando áreas de funto normal (�pontos�) encaixados em polinômios quadrados em duas zonas. O modelo foi utilizado para nivelar a reflectância com o propósito de segmetar drusas através de um limiar global. Medidas das áreas das drusas foram comparadas a aquelas de nivelamento de fundo com técnica semi-automatizada e desenhos manuais de pares stereos.

Resultados: Reprodutibilidade intra-observadores teve desvio padrão de 0,1% a 4,1%. Reprodutibilidade inter-observadores possibilitou 95% de limite de concordância de -2,7% a 6,3%. O método de pontos comparado aos desenhos manuais e ao método semi-automatizado teve 95% limite de concordância de -8,3% a 2,8% e -7,1% a 4,8%, respectivamente.

Conclusões: O método de pontos foi reprodutível e acurado com respeito aos métodos validados. Ele proporcionou menos tempo total de operação e maior precisão que a graduação com fotografias padronizadas do fundo. Com implementação do software comercial esta técnica para análise de imagem macular tem potencial para uso em pesquisa clínica.

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Cobertura cirúrgica de exposição da hidroxiapatita com enxerto retroauricular mioperióstico
Shu Lang Liao, Shine C. S. Kao, Jason H. S. Tseng e Luke L-K Lin


Resumo
Introdução: Com o aumento do uso de implantes orbitais de hidroxiapatita, a complicação de exposição tem sido evidente para cirurgiões oculoplásticos. Vários tipos de enxertos tais como esclera, derme, e mucosa do palato têm sido utilizados para recobrir implantes expostos de hidroxiapatita com resultados inconstantes. Neste estudo utilizamos técnica recente para enxero autógeno mioperiosteal retroauricular relatando os resultados.

Métodos: Um fragmento de músculo retroauricular junto com seu periósteo foi cuidadosamente coletado. Este enxerto foi suturado, com a superfície perióstea voltada para fora, nas áreas debridadas de hidroxiapatita exposta. A margem da superfície perióstea foi suturada � conjuntiva e mantida exposta para a epitelização da conjuntiva circundante.

Resultados: nove olhos com exposição da hidroxiapatita de mais de 3mm foram tratados com enxertos mioperiósteos autógenos. Sete casos obtiveram sucesso com cirurgia única de enxerto. Os outros dois casos necessitaram de reforço adicional do enxerto e não houve mais exposição. Cinco pacientes receberam inserção bem sucedida de pino de motilidade. Todos os nove pacientes receberam prótese com motilidade razoável. Não houve complicações durante acompanhamento de um ano.

Conclusão: A natureza espessa e composta do enxerto mioperiósteo fornece cobertura durável e vascularizada para os implantes de hidroxiapatita. Esta técnica oferece uma boa alternativa para o manejo de implantes expostos de hidroxiapatitas.

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Retinites Necrotizantes Simulando Necrose Aguda de Retina
Bertrand Balansard, Bahram Bodaghi, Nathalie Cassoux, Christine Fardeau, Stephane Romand, Flore Rozenberg, Narsing A Rao e Phuc LeHoang


Resumo
Objeivo: Determinar o diagnóstico etiológico de pacientes com retinopatias necrotizantes que simulam necrose aguda de retina (NAR).

Métodos: Estudo não comparativo de série de casos retrospectivos. Os prontuários de 16 pacientes com impressão clínica de NAR no Hospital Pitié-Salpêtri�re, Paris, França, entre 1994 e 1999, que necessitaram de reavaliação da terapia antiviral inicial foram revisados. Todos os pacientes realizaram investigação laboratorial extensiva. Paracentese de câmara anterior foi realizada em 14 pacientes e avaliada através de reação em cadeia da polimerase (PCR) e/ou coeficiente de Witmer-Goldmann para determinar a causa da retinite. Três dos 14 casos foram submetidos a vitrectomia diagnóstica. Respostas a tratamentos específicos que foram iniciados baseados em resultados laboratoriais e evolução final foram avaliados.

Resultados: Sete dos 16 pacientes eram femininos e nove masculinos. A retinite era bilateral em cinco pacientes e unilateral em 11. A idade média dos pacientes foi de 53,6 anos. Treze pacientes eram imunodeficientes por várias razões. Na primeira visita as acuidades visuais dos pacientes foram piores que 20/200 em 68% dos olhos afetados. O diagnóstico final, baseado em dados laboratoriais e resposta terapêutica foram retinocoroidite por toxoplasmose (62,5%), retinite por sífilis (12,5%), endoftalmite por aspergillus (12,5%), doença de Behçet (6,2%) e linfoma intraocular (6,2%). A acuidade visual permaneceu estável ou melhorou em 12 pacientes (75%). Dois pacientes com aspergilose morreram apesar da terapia antifúngica.

Conclusões: Retinocoroidite por toxoplasmose é a maior causa de necrose retínica que simula NAR e análise do humor aquoso através do PCR é útil no estabelecimento do diagnóstico. Estas retinocoroidites atípicas por toxoplasmose podem estar associadas com prognóstico visual pobre.

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  Laboratory science – extended reports

Células progenitoras neurais de retinas humanas adultas post mortem.
Eric J Mayer, Debra A Carter, Yimin Ren, Edward H Hughes, Claire M Rice, Christopher A Halfpenny, Neil J Scolding e Andrew D Dick


Resumo
Introdução: Devido a presença de células progenitoras neurais (CPN), na retina de outras espécies, capazes de se diferenciar em componentes neurais múltiplos, nós reportamos a presença de CPN na retina humana adulta. Uma população residente de CPN sugere que a retina possa, constitutivamente, repor neurônios, fotorreceptores e glia.

Métodos: Explantes de retina e suspensão de células de humanos adultos post mortem foram utilizados para gerar células em cultura de tecido que mostrassem as características da CPN. O fenótipo das células e a diferenciação em neurônios foram determinados através de imunohistoquímica. Células divididas foram marcadas com 5-bromo-2-deoxyuridine (BrdU) e neurosferos foram gerados e passados.

Resultados: Células marcadas com netina, neurofilamento M (NFM), rodopsina ou proteína ácida fibrilar glial (GFAP) cresceram dos explantes de cultura. Marcação destas células com BrdU ocorreu apenas com o fator de crescimento de fibroblasto básico (FGF-2). Retina e pars plana dissociadas geraram neurosferos. A partir de nerurosferos primários CPN foi passado, para gerar neurosferos secundários, neurônios, fotorreceptores e glia. Marcação com BrdU identificou divisão celular de neurosferos que se diferenciaram para expressar NFM e rodopsina.

Conclusão: A retina humana adulta contém CPN e pode ter potencial para repor neurônios e fotorreceptores. Isso tem implicações na patogênese e tratamento de desordens e degenerações retínicas, incluindo glaucoma e aquelas associadas a cicatrização retínica.

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Caracterização do receptor do complexo do produto final de glicosilação avançada do epitélio pigmentar da retina
Suzanne McFarlane, Josephine V Glenn, Agnieszka M. Lichanska, David A.C. Simpson e Alan W Stitt

Resumo
Objetivos: Produtos finais da glicosilação (PGF) acumulam com a idade e podem desempenhar um impacto significativo na disfunção relacionada � idade do epitélio pigmentar da retina (EPR). Muitos dos efeitos celulares dos PGFs em outros tipos celulares são mediados pelas proteínas ligantes da PGF. O objetivo deste estudo é caracterizar o complexo receptor de PGF em células EPR in vitro focalizando o papel do componente R3 (galactina-3) como efetor primário do complexo.

Métodos: Culturas primárias de células do EPR bovino e a linhagem celular de EPR humana D407 foram expostas a albumina modificada por PGF. A expressão dos receptores foi determinada utilizando análise de RNAm por meio de PCR-RT quantitativo em tempo real e caracterização da proteína através de western blot. Análise imunocitoquímica mostrou a localização celular de vários componentes do complexo receptor PGF. O papel do receptor galectina-3 foi examinado por transfecção e superexpressão, utilizando a linhagem celular D407 e análise do AGE-R3 solúvel através de ELISA.

Resultados: Todos os 3 componentes do complexo receptor PGF foram expressados por células de EPR bovinas e humanas. A exposição do PGF estimulou dois componentes do complexo receptor e também induziu expressão significativa do RNAm PGF do EPR (p<0,05). Células do EPR D407 transfectados de forma estável para a superexpressão de galectina-3 mostraram menor indução de PGF. Em EPRs não transfectados expostos a PGFs, houve menos proteína solúvel de galectina-3 liberada para o ambiente (p<0,05), uma resposta não evidente nas células transfectadas.

Conclusão: Um complexo receptor de PGF é evidente em culturas primárias de células do EPR bovino e também em linhagens celulares humanas. Estas células mostram resposta patológica � exposição ao PGF, um efeito que aparenta ser modulado pelo componente galectina-3 do complexo receptor.

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Terapia Fotodinâmica com Fotosensibilizador PhotoPoint MV6401, Indium Chloride Methyl Pyropheophorbide, Resulta em Fechamento Seletivo de Neovascularização Corneal de Ratos e Coriocapilar de Coelhos
Thomas A. Ciulla, Mark H. Criswell, Wendy J. Synder e Ward Small, IV


Resumo
Objetivo: O novo fotosensibilizador PhotoPointTM MV6401, indium chloride methyl pyropheophorbide, foi investigado como possível agente para terapia fotodinâmica ocular em um modelo de neovascularização corneal induzido experimentalmente em ratos e fechamento da coriocapilar em coelhos. Parâmetros ótimos para a droga e a foto ativação foram determinados.

Métodos: MV6401 (Miravant Pharmaceuticals, Inc., Santa Barbara, CA) foi ativado a 664 nm utilizando um laser de diodo DD3-0665 (Miravant Systems Inc., Santa Barbara, California) de 0,5 W. Neovascularização corneal em ratos foi induzida utilizando uma técnica com N-heptanol. As avaliações das dosagens de droga, dosagens de luminosidade e tempo de ativação pós-injeção variaram em: 0,01 � 0,1 mmoles/kg, 5 � 25 J/ cm2 e 10-60 minutos, respectivamente. A eficácia do MV6401 na coriocapilar normal e vasos coroidais foi avaliada em coelhos com oftalmoscópio indireto, fotografia do fundo, angiofluoresceínografia e histologia. Em coelhos, as avaliações da dosagem da droga, dosagem da luminosidade e tempo de ativação pós-injeção variaram em: 0,025 � 0,25 mmoles/kg, 3,3 � 20 J/ cm2 e 10minutos, respectivamente.

Resultados: No modelo de neovascularização corneal do rato uma dosagem ótima de droga endovenosa de 0,075 mmoles/kg foi ativada por uma dose de iluminação de 20 J/ cm2 10 minutos após administração da droga, resultados que demonstraram evidência precoce da eficácia em neovascularização ocular. Em coelhos, fechamento da coriocapilar normal foi seletivamente atingido com a dosagem de 0,15 mmoles/kg, utilizando doses de iluminação de 3,3 a 20J/cm2.

Conclusão: PhotoPoint MV6401 é um potente fotosensibilizador que demonstrou tanto eficácia quanto seletividade em modelos oculares experimentais.

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