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Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Fevereiro de 2005.
Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 8 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the February 2005 issue.
The full text is only available in English
to subscribers or on a pay per view basis (US$8 per article)

Fevereiro/ February 2005
Volume 89 número/number 2

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

Radioterapia estereotática fracionada (REF) para meningiomas paraselares: relato preliminar de resultados visuais
Raed S Behbehani, Tracy McElveen, Robert Sergott, David Andrews e Peter Savino
[Portuguese Abstract]   [English Abstract]  [English Full text]


Transplante de endotélio corneal com membrana de Descemet utilizando um polímero de hidroxietil metacrialato como carregador
Shigeto Shimmura, Hideyuki Miyashita, Kenji Konomi, Naoshi Shinozaki, Tetsushi Taguchi, Hisatoshi Kobayashi, Jun Shimazaki, Junzo Tanaka e Kazuo Tsubota
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Posterior polar cataract is the predominant consequence of a recurrent mutation in the PITX3 gene
P K F Addison, V Berry, A C W Ionides, P J Francis, S S Bhattacharya, and A T Moore
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Assimetria Relativa no Fluxo Sangüíneo Capilar Nasal-Temporal na Mácula de Pacientes com Edema Macular Diabético Clinicamente Significante
Christopher Hudson, John G Flanagan, George S Turner, Hean C Chen, Mustafa H Rawij e David McLeod
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Terapia fotodinâmica para neovascularização coroidal não responsiva à imunosupressão
Thorfinn Leslie, Noemi Lois, Dina Christopoulou, John A Olson e John V Forrester
[Portuguese Abstract]
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Eletroretinograma multifocal em crianças em tratamento com atropina para miopia
Chi D. Luu, Adeline M.I. Lau, Adrian H.C. Koh e Donald Tan

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  Clinical science - extended reports

Retinopatia da prematuridade estágio 3 limiar tratada versus estágio 3 sublimiar de regressão expontânea: estudo longitudinal da motilidade, evolução da refração e evolução anatômica aos 6 emses e 36 meses
Jayashree Sahni, Nim V Subhedar e David Clark
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A pressão intraocular pré-operatória prediz quanto o valor da pressão intraocular será subestimada após LASIK para miopia
Etsuo Chihara, Hirokazu Takahashi, Kazushiro Okazaki, Masami Park e Masaki Tanito

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Trabeculectomia potencializada no glaucoma pediátrico
Rita Ehrlich, Moshe Snir, Moshe Lusky, Dov Weinberger, Ronit Friling e Dan D Gaton
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Elevaç ão do inibidor tecidual de metalloproteinase-1 e do fator de crescimento do tecido conectivo no humor aquoso na sindrome pseudoexfoliativa
Su Ling Ho, Gulam F Dogar, Jiang Huai Wang, John KG Crean, Qiong Di Wu, Noelynn Oliver, Stephen Weitz, Aidan T Murray, Philip E Cleary e Colm O'Brien

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Compressão do Nervo Óptico por Artéria Carótida Normal em Pacientes com Glaucoma de Pressão Normal
Nahoko Ogata, Masahito Imaizumi, Hiroaki Kurokawa, Miwa Arichi e Miyo Matsumura
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Avaliando danos glaucomatosos no campo visual por meio de perimetria rarebit
Paolo Brusini, Maria L. Salvetat, Lucia Parisi e Mark Zeppieri

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Efeito da trabeculectomia no fluxo sangüíneo ocular
Fatmire Berisha, Karin Schmetterer, Clemens Vass, Susanne Dallinger, Georg Rainer, Oliver Findl, Barbara Kiss e Leopold Schmetterer

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Microburacos Maculares: Patogênese e História Natural
Hadi J. Zambarakji, Patricio Schlottmann, Vaughan Tanner, Alexander Assi e Zdenek J. Gregor

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Evidências adicionais da heterogenidade genética em vitreoretinopatia exudativa familiar; exclusão de EVR1, EVR3 e EVR4 em um numeroso pedigree autossômico dominante
Carmel Toomes, Louise M Downey, Helen M Bottomley, Helen A Mintz-Hittner e Chris F Inglehearn

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Um estudo detalhado do fenótipo de uma distrofia de cones e bastonetes autossômica dominante (CORD7) associada à mutação no gene para RIM1
Michel Michaelides, Graham E. Holder, David M. Hunt, Fred W. Fitzke, Alan C. Bird e Anthony T Moore

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Imagem da tomografia de coerência óptica realçada através da média de múltiplas varreduras
Birgit Sander, Michael Larsen, Lars Thrane, Jesper Leth Hougaard e Thomas Martini Jorgensen

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Experiência na saúde de pais de crianças com distúrbios visuais recém diagnosticados
Jugnoo Sangeeta Rahi, Irene Manaras, Helena Tuomainen e Gillian Lewando Hundt

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Incidência de complicações no receptor de enxertos perioculares superficiais e de espessura total de pele
Igal Leibovitch, Shyamala C Huilgol, James Hsuan e Dinesh Selva

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  Laboratory science - extended reports

Fator de atividade hiperpolarizante aumentada derivada do endotélio nas artérias de resistência em pacientes com glaucoma de pressão normal: implicações na função vascular do olho
Catherine Cleary, Christine H Buckley, Emer Henry, Paul McLoughlin, Colm O.Brien e Patrick W.F. Hadoke

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  Clinical science - scientific reports 

Radioterapia estereotática fracionada (REF) para meningiomas paraselares: relato preliminar de resultados visuais
Raed S Behbehani, Tracy McElveen, Robert Sergott, David Andrews e Peter Savino

Resumo

Introdução:A radioterapia estereotática fracionada (REF) é um novo método para tratamento de tumores da base do crânio. Ele direciona a radiação para o alvo específico evitando dano radioativo a estruturas clínicas adjacentes como o aparelho visual. Este estudo tem como objetivo avaliar os resultados visuaisem pacientes com meningioma paraselar tratados com REF.
Métodos: Série retrospectiva de casos de 13 pacientes com meningiomas paraselares que foram tratados com REF em uma instituição de janeiro de 1995 a janeiro de 2001.
Resultados: Acompanhamos 13 pacientes (26 olhos) por, em média, 2 anos. A acuidade visual melhorou em 4 olhos (12,5%), permaneceu estável em 18 olhos (75%) e piorou em 3 olhos (12,5%). O campo visual melhorou em 15 olhos (57%), permaneceu estável em 6 olhos (23%) e piorou em 4 olhos (15%). Não foram observados efeitos adversos devidos à radiação.
Conclusões: Nossos achados preliminares sugerem que REF é um tratamento seguro e eficaz para meningiomas paraselares.

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Transplante de endotélio corneal com membrana de Descemet utilizando um polímero de hidroxietil metacrialato como carregador.
Shigeto Shimmura, Hideyuki Miyashita, Kenji Konomi, Naoshi Shinozaki, Tetsushi Taguchi, Hisatoshi Kobayashi, Jun Shimazaki, Junzo Tanaka e Kazuo Tsubota

Resumo
Objetivos: Avaliar a histologia e a função da membrana de Descemet transplantada com endotélio intacto. Métodos: Olhos de coelhos brancos japoneses e do banco de olhos humano foram utilizados como doadores e receptores do transplante da membrana de Descemet. O endotéio doador foi hidrodissecado por meio da injeção de indocianina verde a partir de incisão límbica e depois processada como botão c&oactue;rneo-escleral. Foi trepanada uma área de 6 mm de tecido do doador, que foi a seguir dobrada pela metade usando um polímero de 6mm como carregador. O endotélio do receptor foi hidrodissecado do limbo com azul de tripano para corar a membrana de Descemet. Uma descemetorrexe circular contínua (DCC) foi realizada para remover uma porção circular da membrana de Descemet utilizando cist&oactue;tomo de 27G. O tecido doador foi inserido na câmara anterior por meio de incisão límbica de 5 mm e aposicionada no estroma do receptor. Os polímeros foram removidos ap&oactue;s transplante. Procedimentos semelhantes foram realizados tanto nos coelhos quanto nos olhos do banco de olhos. Os olhos de coelho foram corados com hematoxilina-eosina ap&oactue;s 28 dias e os olhos do banco de olhos foram fixados imediatamente ap&oactue;s cirurgia para avaliar contagem endotelial. Resultados: Os olhos controle dos coelhos apresentaram edema estromal devido à perda da membrana de Descemet, enquanto os olhos transplantados apresentaram c&oactue;rneas claras. A paquimetria média dos olhos operados foi de 376,6 + 32,5 μm comparados a 389 + 25,1 μm no olho não operado. A densidade endotelial média imediatamente ap&oactue;s a cirurga nos olhos do banco de olhos foi de 2749+ 288 mm2.
Conclus�es: O transplante da membrana de Descemet por DCC produz um enxerto funcionante com interface &oactue;ptica clara semelhante à c&oactue;rnea controle.

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Posterior polar cataract is the predominant consequence of a recurrent mutation in the PITX3 gene
P K F Addison, V Berry, A C W Ionides, P J Francis, S S Bhattacharya, and A T Moore

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Assimetria Relativa no Fluxo Sangüíneo Capilar Nasal-Temporal na Mácula de Pacientes com Edema Macular Diabético Clinicamente Significante
Christopher Hudson, John G Flanagan, George S Turner, Hean C Chen, Mustafa H Rawij e David McLeod

Resumo
Objetivos:Comparar o fluxo sang�íneo capilar de pacientes com edema macular diabético clinicamente significante (EMDCS) ao de sujeitos não diabéticos e determinar a relação entre fluxo sang�íneo e vazamento capilar em pacietes com EMDCS.
Materiais e métodos: A amostra compreendeu 45 sujeitos não diabéticos (idade média de 59 anos) e 18 pacietes diabéticos tipo 2 com EMD (idade média de 60 anos). A medida do fluxo sang�íneo capilar foi obtida através do fluxômetro de retina de Heidemberg (HRF) e escaneamento de um campo de 10° x 2.5° centrado na f&oactue;vea. Angiofluoresceinografia foi obtida em cada um dos pacientes diabéticos ap&oactue;s realização das medidas com HRF.
Resultados: O fluxo sang�íneo capilar temporal foi significativamente menor nos pacientes com EMDCS comparados a sujeitos não diabéticos de idades semelhantes (ANCOVA, p=0,0011) enquanto a assimetria relativa no fluxo sang�íneo capilar nasal-temporal macular foi significativamente maior (p=0.0125). Assimetria do fluxo sang�íneo nasal-temporal foi significantemente maior em pacientes com edema macular diabético e vazamento capilar na área escaneada. (t-test bidirecional, p=0,0071). O fluxo sang�íneo capilar macular foi sempre menor em áreas de EMDCS e vazamento capilar.
Conclusão: O fluxo sang�íneo capilar estava reduzido em áreas de EMDCS e vazamento capilar, sugerindo a presença de um distùrbio focal da regulação do fluxo sang�íneo.

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Terapia fotodinâmica para neovascularização coroidal não responsiva à imunosupressão
Thorfinn Leslie, Noemi Lois, Dina Christopoulou, John A Olson e John V Forrester

Resumo
Objetivo: Descrever a evolução visual e angiográfica de uma série consecutiva de pacientes com neovascularização coroidal (NVC) inflamat&oactue;ria não responsiva à imunosupressão, tratada com terapia fotodinâmica (PDT).
Métodos: Os prontuários médicos de seis pacientes consecutivos com NVCs inflamt&oactue;rias que não obtiveram sucesso com o uso de imunosupressor sistêmico sendo assim submetidos a PDT foram revisados retrospectivamente. Dados demográficos dos pacientes, acuidade visual e achados angiofluoresceinográficos foram avaliados.
Resultados:Foram avaliados cinco pacientes femininos e 1 masculino com a idade média de 40,8 anos (variação 35-58 anos). Quatro pacientes tiveram características clínicas consistentes com coroidopatia puntata interna e dois com histoplasmose ocular presumida. Em todos os casos sinais clínicos de NVC ativa, incluindo fluido subretínico, sangue subretínico, exsudatos duros e/ou diminuição recente na acuidade visual estavam presentes antes do PDT. Todos os pacientes tinham sido tratados com altas doses de imunosupressores sistêmicos sem sucesso na regressão da NVC e/ou melhora da visão. As NVCs eram subfoveais em cinco pacientes e justafoveais em um e todas classificadas como predominantemente clássicas. Ap&oactue;s PDT melhora na visão ocorreu em todos os casos (melhora média de 18 letras, variação 3-42 letras). Na ùltima visita sinais de diminuição da atividade da NVC foram vistos em todos os casos. Os pacientes foram acompanhados por uma media de 10 meses (variação 9-20 meses).
Conclusão: PDT parece ser uma opção ùtil no manejo de pacientes com NVCs inflamat&oactue;rias não responsivas a terapias imunosupressivas.

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Eletroretinograma multifocal em crianças em tratamento com atropina para miopia
Chi D. Luu, Adeline M.I. Lau, Adrian H.C. Koh e Donald Tan

Resumo
Objetivo: Avaliar a função retínica através do eletroretinograma multifocal (mfERG) em crianças em uso de atropina t&oactue;pica para tratamento de miopia.
Métodos: mfERGs foram realizados em crianças em tratamento com atropina t&oactue;pica (n=48) uma vez ao dia por dois anos e em um grupo recebendo placebo (n=57) por um período similar. Todos os exames foram realizados por investigador mascarado, entre o segundo e terceiro meses de suspensão do tratamento com atropina/placebo. A amplitude e tempo implícito da kernel de primeira ordem (k1) e o primeiro corte da kernel de segunda ordem (k21) das respostas do mfERG foram utilizadas para estudar a função da retina externa e interna, respectivamente.
Resultados: Não houve redução significante nas amplitudes de resposta de k1 do grupo atropina comparado ao placebo [N1, p = 0,181; P1, p = 0,150]. Não foram encontradas diferenças significantes no tempo inplícito de k1 entre os grupos [N1, p = 0,767; P1, p = 0,849]. As diferenças nas amplitudes e tempos implícitos de k21 entre os grupos não foi estatisticamente significante [amplitude k21, p = 0,058; tempo implícito k21, p = 0,156].
Conclus�es: Uso diário de atropina para tratametno de miopia não tem efeito significante na função retínica como demonstrado pelo mfERG.

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  Clinical science - extended reports

Retinopatia da prematuridade estágio 3 limiar tratada versus estágio 3 sublimiar de regressão expontânea: estudo longitudinal da motilidade, evolução da refração e evolução anatômica aos 6 emses e 36 meses
Jayashree Sahni, Nim V Subhedar e David Clark

Resumo
Objetivo:
Comparar a acuidade visual (AV), equivalente esférico, motilidade ocular e evolução anatômica de crianças com retinopatia da prematuridade (ROP) estágio 3 limiar tratadas a crianças com ROP estágio 3 sublimiar com regressão expontânea.
Método: Revisão retrospectiva de dados coletados de crianças com ROP estágio 3 regredida, com ou sem tratamento, aos seis meses e três anos examinadas entre 1989 e 1999.
Resultados: 85 crianças foram incluídas neste estudo. Quarenta olhos receberam crioterapia, 81 olhos fotocoagulação com laser e 34 olhos tiveram ROP estágio 3 sublimiar de regressão expontânea. Pontuação de graduação da acuidade de 2 cyclos/grau (c/g) aos 6 meses foi preditivo de acuidade de optotipo 6/9 em 69% dos olhos e uma pontuação <2c/g aos 6 meses foi preditiva de acuidade <6/9 em 88% dos olhos. Olhos com ROP estágio 3 sublimiar tiveram o dobro de probabilidade de apresentar AV de 6/9 ou melhor aos 36 meses comparados aos olhos tratados. O equivalente esférico médio aos 36 meses foi -6,5 Dioptrias (D) (-21,5D a +1,38D) em olhos tratados com crioterapia, -2,4D (-13D a +4D) no grupo laser e �0,22D (-9D a +2,25D) no grupo sublimiar. Os ohos dos grupos tratados eram mais mi&oactue;picos do que olhos do grupo de regressão expontânea (p=0,005). Aos 36 meses, 42 das 85 crianças (i.e. 49%) tinham estrabismo (44% no grupo crioterapia, 26% no grupo laser e 25% no grupo sublimiar). Houve associação estatisticamente significante entre a presença de estrabismo e anisometropia (p=0,016) e estrabismo e hemorragia intraventricular (HIV) (p=0,005). Houve diferença estatisticamente significante na incidência de estrabismo entre HIV leve-moderada e grave (p=0,01). Oito dos 40 olhos do grupo crioterapia e 6 dos 81 olhos do grupo laser desenvolveram ectopia macular. Nenhum dos olhos do grupo de regressão expontânea tiveram alteração do posicionamento macular.
Conclus�es: No nosso estudo, a graduação da acuidade aos 6 meses foi bom preditor da acuidade do optotipo aos 3 anos em todos os grupos. Olhos com ROP estágio 3 sublimiar de regressão expontânea foram associados com melhor visão aos 3 anos de idade e menores graus de miopia comparados aos olhos dos grupos tratados. Estrabismo se desenvolveu predominatemente nos grupos tratados e foi frequentemente associado a dano neurol&oactue;gico e/ou anisometropia. O grupo de regressão expontânea teve melhor evolução anatômica quando comparado aos grupos em que a retinopatia regrediu ap&oactue;s tratamento.

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A pressão intraocular pré-operatória prediz quanto o valor da pressão intraocular será subestimada após LASIK para miopia
Etsuo Chihara, Hirokazu Takahashi, Kazushiro Okazaki, Masami Park e Masaki Tanito

Resumo
Objetivos: Avaliar a significância estatística dos parâmetros que afetam a subestimação da pressão intraocular (PIO) após ceratomileuse in situ (LASIK) para miopia.
Métodos: Nesta série de casos prospectivos, foram estudados a idade do paciente, o comprimento axial, a curvatura corneal pré-operatória, a espessura corneal central (ECC), a PIO pré-operatória e a profundidade de ablação para determinar se estes fatores afetam a subestimação da PIO nos olhos direitos de 100 pacientes consecutivos submetidos a LASIK.
Resultados: A PIO pré-operatória foi o parâmetro mais importante para a subestimação da PIO medida por tonometria de aplanação de Goldmann (TAG) e tonometria de não contato (ncPIO) após 1 mês (r=0,654, p2=0,427 e r=0,694, p2=0,481, respectivamente) e após 3 meses (r=0,637, p2=0,406, e r=0,726, p2=0,527, respectivamente). A idade do paciente foi estatisticamente significativa para submestimar a TAG após 1 mês. Tanto a profundidade de ablação quanto a ECC foram parâmetros significativos para submestimar a ncPIO após 1 e 3 meses utlizando análise de regressão passo a passo (F<4000). No entanto, estes parâmetros apresentaram coeficientes de correlação bivariada pequenas e foram considerados parâmetros menores.
Conclusão: A PIO pré-operatória foi o parâmetro mais importante que afetou a subestimação da PIO após LASIK para miopia. Olhos com PIO real mais alta apresentaram subestimação maior da PIO após LASIK para miopia. A partir destes resultados, a importância do módulo de elasticidade para medidas de PIO foi discutida.

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Trabeculectomia potencializada no glaucoma pediátrico
Rita Ehrlich, Moshe Snir, Moshe Lusky, Dov Weinberger, Ronit Friling e Dan D Gaton

Resumo
Objetivos: Relatar a experiência do nosso departamento com trabeculectomia potencializada com mitomicina-C e 5-fluorouracil no tratamento de glaucoma pediátrico.
Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo de série de casos intervencionais. A amostra incluiu 17 crianças (29 olhos) com glaucoma primário (19 olhos) ou secundário (10 olhos) que foram tratados com trabeculectomia como o procedimento primário entre 1990 e 2002. Foram coletados dados de antecedentes familiares e idade, pressão intraocular pré-operatória e no final do seguimento, relação disco/escavação (avaliado por desenhos), acuidade visual, complicações e tratamento pós-operatório.
Resultados: A idade do paciente variou de 1 mês a 8 anos; a maior parte dos pacientes (n=14, 82,3%) tinham menos de um ano de idade (1 mês a 8 meses, média de 3,95 + 2,56); 3 pacientes (17,7%) apresentaram idade de 3, 5, 8 anos. A duração do seguimento variou de 3 meses a 120 meses (média 46 meses). A pressão intraocular melhorou significativamente de 21 a 60mmHg (média 33,1 + 10) antes da cirurgia a 6 – 36mmHg (média 17,1 + 6) após a cirurgia.
Conclusões: Trabeculectomia potencializada com mitomicina-C e 5-fluorouracil pode ser utilizada como procedimento primário em grupo selecionado de pacientes pediátricos com glaucoma.

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Elevaç ão do inibidor tecidual de metalloproteinase-1 e do fator de crescimento do tecido conectivo no humor aquoso na sindrome pseudoexfoliativa
Su Ling Ho, Gulam F Dogar, Jiang Huai Wang, John KG Crean, Qiong Di Wu, Noelynn Oliver, Stephen Weitz, Aidan T Murray, Philip E Cleary e Colm O'Brien

Resumo
Introdução/objetivos: A Síndrome Pseudoexfoliativa (PXF) recentemente foi associada à expressão aumentada do fator de crescimento b1 em transformação no humor aquoso. Como há preocupações em relação à terapia anti-TGFb. Que pode potencialmente perturbar a manutenção imune da câmara anterior, pesquisamos os níveis de inibidor tecidual da metalloproteinase-1 (TIMP-1), metalloproteinase-9 (MMP-9) e fator de crescimento do tecido conectivo (FCTC) no humor aquoso para determinar se estes podem representar alvos terapêuticos alternativos.
Métodos:Amostras do humor aquoso foram coletadas de pacientes submetidos a cirurgia de catarata de rotina. Todos os pacientes foram divididos em três grupos: síndrome pseudoexfoliativa, uveíte, e controle. O grupo da PXF foi subdividido em 3 graus de acordo com a densidade do material exfoliativo observado à biomicroscopia assim como a presença de glaucoma. Os níveis de TIMP-1, MMP-9 e FCTC foram medidos utilizando testes de ELISA.
Resultados: Olhos com PXF apresentaram concentração significativamente maior de TIMP-1 no humor aquoso (n=56, média 9,76+ 1,10 ng/ml) comparados ao grupo controle (n=112, 5,73+ 0,43ng/ml).
Conclusão: Níveis aumentados de TIMP-q e níveis diminuídos de MMP-9 no humor aquoso em olhos com PXF podem representar down-regulation da atividade proteolítica. A concentração aumentada de CTGF apóia a teoria fibrótica da PXF. O controle da expressão de MMP/TIMP e terapia anti-CTGF podem apresentar potenciais terapêuticos para o controle da morbidade ocular associada à PXF

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Compressão do Nervo Óptico por Artéria Carótida Normal em Pacientes com Glaucoma de Pressão Normal
Nahoko Ogata, Masahito Imaizumi, Hiroaki Kurokawa, Miwa Arichi e Miyo Matsumura

Resumo
Objetivo: Determinar se a compressão do nervo óptico pela artéria carótida intracranial (ACI) pode ser um fator causador de glaucoma de pressão normal (GPN).
Métodos: Os prontuários médicos de 103 olhos de 54 pacientes japoneses com GPN e 104 olhos de 52 controles com idades semelhantes foram revisados. Os achados neurológicos das imagens de ressonância magnética (RM) foram avaliados para determiner a relação entre o nervo óptico e ACI. As características clínicas e condições médicas gerais tais como diabetes e hipertensão sistêmica foram também comparados entre os dois grupos.
Resultados: A prevalência de compressão pela ACI em pacientes com GPN foi 49.5% que foi significantemente maior do que no grupo controle com 34.7% (P=0,035). Compressão bilateral do nervo óptico foi detectada em 22 pacientes com GPN (40,7%) e isso também foi significantemente maior (P=0,029) que no grupo controle (11 pacientes, 21,2 %). No grupo GPN olhos com relação C/D de 0,7 mostraram maior porcentagem de compressão (52,6%) comparados aos olhos com relação C/D de 0,7 do grupo controle (12,5%) (P=0,042). A presença de diabetes e hipertensão não afetou significantemente a incidência de compressão do nervo óptico por ACI.
Conclusões: A procentagem significantemente maior de pacientes com GPN que tiveram compressão do nervo óptico pela AIC sugere que compressão do nervo óptico por ACI pode ser um possível fator causal ou fator de risco para dano do nervo óptico em alguns pacientes com GPN.

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Avaliando danos glaucomatosos no campo visual por meio de perimetria rarebit
Paolo Brusini, Maria L. Salvetat, Lucia Parisi e Mark Zeppieri

Resumo
Objetivo: Comparar a perimetria Rarebit (PRB) à perimetria padrão acromática (PPA) na detecção de danos glaucomatosos precoces.
Métodos: Quarenta e três pacientes com hipertensão ocular (HO), 39 pacientes com glaucoma primário de ângulo estreito (GPAO) e 41 controles foram estudados. Campos visuais foram avaliados por meio do analisador de campos da Humphrey (ACH) 30-2 e testes PRB. As diferenças entre os grupos foram avaliadas com os testes de qui-quadrado e Student-Newman-Keuls. A correlação entre os parâmetros ACH e PRB foi calculada pelos coeficientes de correlação de Pearson e análise de regressão. A sensibilidade e especificidade do PRB na detecção do dano visual glaucomatoso foram calculadas com algoritmos diferentes.
Resultados: O índice médio de acerto no PRB foi de 88,6 + 14,8 nos controles, 79,1 + 10,9% no grupo HO e 64,3 + 13,8% no grupo de GPAO (diferenças estatisticamente significativas). Boa correlação foi observada nos ACH – desvio médio e o índice médio de acerto da PRB. O maior AROC (0,95) e sensibilidade ótimas (97,4%) foram obtidas quando um teste de PBR foi definido como tendo (pelo menos 1): índice de acerto médio de 15 áreas com um índice de erro < 10%; 2 áreas com índice de erro <50%; pelo menos uma área com índice de erro de 70%.
Conclusões: O PBR parece ser um teste perimétrico rápido, confortável e amplamente disponível (necessita somente de um computador pessoal), mostrando alta sensibilidade e especificidade ao detectar defeitos visuais glaucomatosos precoces

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Efeito da trabeculectomia no fluxo sangüíneo ocular
Fatmire Berisha, Karin Schmetterer, Clemens Vass, Susanne Dallinger, Georg Rainer, Oliver Findl, Barbara Kiss e Leopold Schmetterer

Resumo
Objetivo: Evidências atuais sugerem que a insuficiência vascular na cabeça do nervo óptico tem um papel importante na patogênese da neuropatia óptica glaucomatosa. Trabeculectomia é o procedimento cirúrgico mais comum para tratamento do glaucoma não controlado clinicamente. Este estudo foi conduzido para investigar se a trabeculectomia é capaz de melhorar a hemodinâmica ocular.
Métodos: Trinta pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto com indicação cirúrgica foram incluídos no estudo. Os pacientes foram avaliados antes, 2 e 10 semanas após a trabeculectomia.O fluxo sanguíneo na cabeça do nervo óptico (FSCNO) foi medido através de fluxometria com scanningg laser Doppler. Medidas da amplitude do pulso do fundo (APF) foram obtidas com interferometria a laser.
Resultados: Devido à diminuição da pressão intraocular houve aumento significante na pressão de perfusão ocular (PPO) após trabeculectomia (18,5 ± 12,0 % e 19,0 ± 17,1 % em 2 e 10 semanas de pós operatório).
Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem que a trabeculectomia melhora o fluxo sanguíneo ocular em pacientes com glaucoma crônico de ângulo aberto.

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Microburacos Maculares: Patogênese e História Natural
Hadi J. Zambarakji, Patricio Schlottmann, Vaughan Tanner, Alexander Assi e Zdenek J. Gregor

Resumo
Objetivos: Estudar a história natural e avaliar tomografia de coerência óptica (OCT) e analisador de espessura retínica (RTA) em pacientes com microburacos maculares.
Métodos:Os prontuários médicos de 22 pacientes com defeito foveal ou justafoveal vermelho bem demarcado foram revisados. Angiofluoresceinografia (AGF), RTA e OCT foram realizados. As medidas para acompanhamento formam acuidade visual (AV) e características dos microburacos no OCT e RTA. Acompanhamento por longo período foi possível em 13 olhos de 12 pacientes.
Resultados: Os pacientes tiveram media de idade de 50 anos e erro refrativo médio de¨C0.93 dioptrias. O sintoma apresentado foi escotoma central em 14 olhos e metamorfopsia em 8. Todos os pacientes tiveram AV corrigida variando de 20/16 a 20/125, com 20 de 24 olhos (83%) apresentando AV de 20/40. Os sintomas permaneceram estáveis ou melhoraram em 16 de 22 pacientes (72%). Os achados do OCT foram normais mas anormalidades da retina externa e/ou defeito do epitélio pigmentar da retina (EPR) foram demonstrados no OCT 3 em 15 de 18 olhos (83%). O mapa topográfico do RTA demonstrou um defeito no local do microburaco em 2 de 12 olhos.
Conclusão: Embora o exame biomicroscópico sugira um defeito foveal interno, a varredura com OCT 3 demonstrou uma anormalidade localizada da retina externa e/ou EPR que não pode ser vista utilizando o OCT 2. Microburacos maculares têm prognóstico favorável a longo prazo com estabilizção da AV. Envolvimento bilateral é incomum

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Evidências adicionais da heterogenidade genética em vitreoretinopatia exudativa familiar; exclusão de EVR1, EVR3 e EVR4 em um numeroso pedigree autossômico dominante
Carmel Toomes, Louise M Downey, Helen M Bottomley, Helen A Mintz-Hittner e Chris F Inglehearn

Resumo
Introdução/objetivos: Vitreoretinopatia exudativa familiar (VREF) é uma causa hereditária de cegueira caracterizada por desenvolvimento anormal da vasculatura retínica. O objetivo desse estudo foi realizar uma análise dos ligações em uma numerosa família portadora de VREF a fim de determinar se a mutação envolvida estava em um dos três loci autossômicos dominantes de VREF conhecidos ou em outro gene ainda não identificado.
Métodos: Amostras de DNA genômicos de membros de uma família foram amplificados através de PCR com marcadores fluorescentes de microsatélites medindo o EVR1/EVR4 locus(11q13-14) e o EVR3 locus(11p12-13). Os produtos resultantes do PCR foram resolvidos através de um seqüenciador automático de DNA e dos alelos correspondentes. Este dado foi utilizado para constituir haplotipos através de cada locus e análise de ligações foi realizada para provar ou excluir a ligação.
Resultados: A avaliação clínica nesta família sugeriu características típicas de VREF com vascularização retínica periférica sendo o fenótipo comum em todos os indivíduos afetados. Contudo, análise das ligações provaram que esta família tem uma forma de VREF geneticamente distinta dos loci EVR1, EVR3 e EVR4.
Conclusões: A exclusão da ligação em quaisquer dos loci conhecidos de VREF nesta família prova a existência de um quarto locus para VREF autossômica dominante e mostra que essa doença rara é muito mais heterogênea que previamente pensado.

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Um estudo detalhado do fenótipo de uma distrofia de cones e bastonetes autossômica dominante (CORD7) associada à mutação no gene para RIM1
Michel Michaelides, Graham E. Holder, David M. Hunt, Fred W. Fitzke, Alan C. Bird e Anthony T Moore

Resumo
Objetivo:Caracterizar o fenótipo de uma distrofia de cones e bastonetes autossômica dominante (CORD7) associada à mutação do Arg844His no RIM1.
Métodos: Oito membros da quarta geração, não consanguínea, de uma família britânica foram examinados clinicamente e subemtidos a testes eletrofisiológicos, perimetria automatizada adaptada ao escuro, adaptação ao escuro, visão de cores, fotografia colorida do fundus, angiofluoresceinografia (AFG) e imagem autofluorescete do fundus (IAF).
Resultados: A maioria dos indivíduos afetados descreveram uma deterioração progressiva da visão central, visão noturna e campo visual periférico geralmente entre a terceira e quarta décadas. A acuidade visual variou de 6/6 a 3/60. Teste de visão de cores mostrou discromatopsia leve a moderada na maioria dos indivíduos. As alterações fundoscópicas compreenderam várias aparências maculares variando de distúrbios leves no epitélio pigmentar (EPR) a atraofia e pigmentação extensa. Os vasos da retina estavam atenuados em alguns indivíduos e em dois sujeitos apresentaram áreas de atrofia retínica periférica. PERG ausente ou gravemente reduzido foi detectado em todos os indivíduos, indicando disfunção macular importante. ERG de campo total mostrou respostas anormais de cones e bastões. IAF revelou diminuição da autofluorescência macular cirucundada centralmente por uma anel de autofluorescência aumentada na maioria dos indivíduos. Lesões do tipo‘bull’s-eye’ estavam presentes em dois indivíduos, mostrando um anel de autofluorescência foveal diminuída margeada perifericamente e centralmente por autofluorescência aumentada. Teste de sensibilidade fotópica demonstrou limiares elevados no campo visual central com perda de campo periférico superior maior que inferior. Houve redução da sensibilidade de cones e bastões nos campos visuais cetrais e periféricos com acometimento mais intenso na retina inferior comparada à superior.
Conclusões:O fenótipo detalhado da distrofia de cones e bastonetes autossômica dominante, CORD7, está associado com uma mutação focal no RIM1, um gene codificador de uma proteína sináptica do fotorreceptor. O padrão de progressão da doença e o acompanhamento por longo prazo melhoraram o aconselhamento genético e prognóstico. Estes dados fenotípicos serão importantes em caso de terapias futuras.

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Imagem da tomografia de coerência óptica realçada através da média de múltiplas varreduras
Birgit Sander, Michael Larsen, Lars Thrane, Jesper Leth Hougaard e Thomas Martini Jorgensen

Resumo
Objetivos: Descrever um método para alinhamento computadorizado e obtenção da média de sequências de varreduras-B de Tomografias de Coerência �ptica (OCT) e apresentar observaç�es clínicas baseadas nos melhoramentos das imagens retínicas resultantes.
Métodos: Estudo metodol&oactue;gico e investigação retrospectiva de casos selecionados. Cinco humanos foram incluídos, um sujeito saudável, dois pacientes com corioretinopatia central serosa, um pacientes com oclusão de ramo venoso da retina e um paciente com pseudo-oclusão da artéria cílio-retínica. Baseado em alinhamento computadorizado das sequências de varreduras-B obtidas em localizaç�es retínicas idênticas, imagens médias de OCT foram produzidas e mostradas em cores falsas ou escala de cinza. Estes tomogramas realçados foram comparados a outras características morfol&oactue;gica e funcionais.
Resultados: Imagens retínicas melhoradas permitiram atribuiç�es anatômicas às imagens do OCT particularmente na camada externa dos fotorreceptores e no epitélio pigmentar da retina tanto no ollho saudável quanto na patologia. Identificação tanto da desorganização estrutural p&oactue;s-edematosa quanto da atenuação da retina interna p&oactue;s-isquêmica foi superior às imagens do OCT padrão.
Conclus�es: Médias de mùltiplas varreduras-B do OCT realça a qualidade da imagem retínica suficientemente para revelar novos detalhes da fisiopatologia da retina. A utilização desta técnica no OCT3 torna possível a observação de detalhes comparáveis com os resultados obtidos utilizando Coerência �ptica de Resolução-Ultraalta.

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Experiência na saúde de pais de crianças com distúrbios visuais recém diagnosticados
Jugnoo Sangeeta Rahi, Irene Manaras, Helena Tuomainen e Gillian Lewando Hundt

Resumo
Objetivo:
Pesquisar a experiência na saùde e necessidades do pais no período de diagn&oactue;stico de distùrbios oculares de seus filhos.
Métodos:Pais de crianças com diagn&oactue;stico recente de distùrbio visual e/ou distùrbios oculares em hospital de nível terciário em Londres participaram de questionário, utilizando ferramentas padronizadas, seguidos por entrevista aprofundada para esclarecer suas noç�es sobre os processos da saùde, sua satisfação geral e necessidades não preenchidas.
Resultados: Sessenta e sete porcento (147) das famílias elegíveis (135 mães e 76 pais) participaram deste estudo. A satisfação geral com o cuidado com as crianças foi alta, e maior em pais de crianças com perda visual leve ou distùrbios oculares isolados do que naqueles com perda visual grave ou mùltiplas afecç�es. Idependente disto, os pais relataram como maior necessidade o fornecimento de informaç�es gerais, incluindo o distùrbio do pr&oactue;prio filho e serviços sociais e educacionais. Mães apresentaram maiores necessidades de informação do que os pais, assim como pais brancos comparados a minorias étnicas. Pais brancos também acreditaram que os processos de saùde eram menos coordenados e abrangentes do que o que os pais de minorias étnicas acreditaram.
Conclus�es: Embora os pais relatem alta satisfação geral com os serviços, é essencial priorizar o meio, o conteùdo e a abrangência da informação geral fornecida pelos profissionais aos pais. Planejamento igualitário e fornecimento de serviços de saùdo para as famílias de crianças com distùrbios visuais precisam levar em consideração que necessidades informativas variam de acordo com a etnicidade, complexidade e gravidade da perda visual e se os pais são os responsáveis primários ou não.

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Incidência de complicações no receptor de enxertos perioculares superficiais e de espessura total de pele
Igal Leibovitch, Shyamala C Huilgol, James Hsuan e Dinesh Selva

Resumo
Objetivo: Avaliar as complicações de enxertos perioculares de espessura total de pele (EPPET) em pacientes tratados com cirurgia micrográica de Moh (CMM) para malignidades perioculares.
Método: Esta série de casos prospectivos, multi-cêntricos, incluiu todos os pacientes da Austrália tratados com CMM para malignidades perioculares seguidos por reconstrução por EPPET monitorados pela Fundação de Pele Câncer entre 1993 e 1999. Os parâmetros registrados foram a demografia dos pacientes, motivo para encaminhamento, classificação histológica da malignidade e evidência de infiltração perineural, duração do tumor, local do tumor, recidivas antes da CMM, tamanho pré-operatório do tumor e tamanho pós-operatório do defeito. Os locais de doação do EPPET incluíram pálpebra superior, região pré-auricular, retroauricular, braquial interno e supraclavicular. As medidas principais do pós-operatório foram as complicações dos locais do receptor de EPPET (falha completa ou parcial do enxerto, infecção do enxerto, sangramento agudo / hematoma, hipertrofia do enxerto e contração do enxerto).
Resultados: Trezentos e noventa e sete pacientes (229 homens, 168 mulheres), idade média de 60 + 15 anos (20 a 91 anos). 92,7% foram diagnosticados com carcinoma basocelular, 2,0% com doença de Bowen e 3,3% com carcinoma espinocelular. O canto medial foi acometido em 66,5% dos pacientes, a pálpebra inferior em 28% dos pacientes e a pálpebra superior foi acometida em 5,5% dos pacientes. Complicações pós-operatórias foram registradas em 62 pacientes (15,5% de todos os pacientes) e foram: hipertrofia de enxerto (45,1% das complicações), contração do enxerto (29,1% das complicações) e falha parcial do enxerto (12,9%). A única associação estatisticamente significativa encontrada foi um maior índice de hipertrofia do enxerto na reconstrução do canto medial (P = 0,007).
Conclusão: Complicações do enxerto no receptor no EPPET não são comuns. A hipertrofia do enxerto foi responsável pela maior parte das complicações e mais comum no canto medial. Outras variáveis como demografia do paciente, características do tumor ou fatores locais do doador foram associadas a risco maior de complicações.

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  Laboratory science - extended reports

Fator de atividade hiperpolarizante aumentada derivada do endotélio nas artérias de resistência em pacientes com glaucoma de pressão normal: implicações na função vascular do olho
Catherine Cleary, Christine H Buckley, Emer Henry, Paul McLoughlin, Colm O.Brien e Patrick W.F. Hadoke

Resumo
Introdução: A disfunção da célula endotelial na circulação ocular pode contribuir para o glaucoma de pressão normal (GPN). Este estudo tem como objetivo pesquisar as contribuições dos fatores relaxantes derivados do endotélio no relaxamento das 1) artérias de resistência subcutâneas de pacientes com GPN e 2) artérias ciliares porcinas.
Métodos: Artérias de resistência do glúteo humano foram isoladas de 7 pacientes com GPN e controles pareados. Artérias humanas e porcinas produziran relaxamento relacionado ao endotélio quando expostos a acetilcolina (10-9-3 X 10-5M) ou bradicinina (10-10-03X10-6), respectivamente. Agentes farmacológicos foram usados para inibir a via do óxido nítrico (análogos da L-arginina, inibidor da ciclase de guanilato solúvel), da atividade do fator hiperpolarizante derivado do endotélio (FHDE) (antagonistas dos canais de potássio) e síntese (inibidores da ciclooxigenase).
Resultados: Em todas as artérias, o relaxamento endotélio dependente foi atenuado pela inibição do óxido nítrico ou bloqueio do canal de potássio mas não por inibição da ciclooxigenase. A inibição do relaxamento dos antagonistas do canal de potássio mediado pela ACH foi maior.
Conclusões: A contribuição aumentada do FHDE para o relaxamento de artérias sistêmicas de resistência mediado pela ACh em pacientes com GPN pode contribuir para o relaxamento endotelial mantido nestes vasos. O FHDE também contribui significativamente para o relaxamento mediado pela bradicinina em artérias oculares do porco. Desta forma, alterações semelhantes no equilíbrio dos fatores relaxantes na circulação ocular podem influenciar na resposta do olho à disfunção endotelial no GPN.

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