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Clinical science - scientific reports
Glaucoma em humanos e degeneração neural do nervo óptico intra-cranial, do núcleo geniculado lateral e do córtex visual cerebral
Neeru Gupta, Lee-Cyn Ang, Lyne Noël de Tilly, Laure Bidaisee e Yeni H. Yucel Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Existe uma associação entre apnéia do sono pré-existente e o desenvolvimento de glaucoma?
Christopher A. Girkin, Gerald McGwin, Jr., Sandre F. McNeal e Cynthia Owsley Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Importância da imagem orbital sagital para avaliar traumatismos nos músculos extraoculares após cirurgia endoscópica dos seios
paranasais
Noa Ela-Dalman, Federico G Vélez e Arthur L Rosenbaum Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Fatores de risco para perfuração em úlceras de córnea microbianas na Índia do Norte
Jeevan S Titiyal, Smita Negi, Aashish Anand, Radhika Tandon, Namarata Sharma e Rasik B Vajpayee Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Citologia de paracentese da câmara anterior (técnica de citopsina) para o diagnóstico de linfoma intraocular
Paul T Finger, Christopher Papp, Paul Latkany, Madhavi Kurli e Codrin Iacob Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Performance subjetiva e objetiva da lente intraocular acomodativa Lenstec KH-3500
James Stuart Wolffsohn, Shehzad A. Naroo, Naresh K Motwani, Sunil Shah, Olivia A Hunt, Sanjay Mantry, Mano Sira, Ian A Cunliffe
e Mark T Benson Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Remoção de catarata em diabéticos – progressão pós operatória da maculopatia. Análise clínica e dos fatores de crescimento.
Jignesh I Patel, Phil G Hykin e Ian A Cree Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Os vasos da retina temporal e nascimento pré-termo
Clare Wilson, Maria Theodorou, Kenneth D. Cocker e Alistair Fielder Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Estimação fotográfica da duração de alta dose de triancinolona intavítrea no olho vitrectomizado
Brian R Kosobucki, William R Freeman e Lingyun Cheng Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Fotocoagulação com diodo por micropulsos e onda continua: parâmetros visíveis e não visíveis das lesões
Thomas J Desmettre, Serge R Mordon, David Buzawa e Martin A Mainster Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Estudo duplo cego de distribuição aleatória para avaliar a eficácia de paracetamol na redução da dor em panfotocoagulação
Daniela Vaideanu, Pauline Taylor, Paul McAndrew, Anthony Hildreth, James P Deady e David HW Steel Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Caracterização clínica de uma família com degeneração retínica devida à mutação no gene Mertk
Marion Tschernutter, Sharon A Jenkins, Naushin H Waseem, Zubin Saihan, Graham E Holder, Shomi S Bhattacharya, Alan C Bird,
Robin R Ali e Andrew R Webster Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Clinical science - extended reports
Estudo controlado de distribuição aleatória de ciclosporina-A tópica em conjuntivite alérgica dependente de corticoesteróides
Mark Daniell, Marios Constantinou, Hien T Vu e Hugh R Taylor Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Ceratoplastia penetrante: resultados de uma unidade corneal comparados a dados nacionais
Peter S Beckingsale, Ioannis Mavrikakis, Nada Al Yousuf, Emmanuel Mavrikakis e Sheraz M Daya Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Alterações longitudinais na espessura central da córnea e seu relacionamento com glaucoma: estudo com acompanhamento de 8
anos
Jennifer S. Weizer, Sandra S. Stinnett e Leon W. Herndon Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Ciclofotocoagulação trans-escleral com laser de diodo como tratamento cirúrgico primário de glaucoma secundário em artrite
juvenil idiopática: alta taxa de falha em acompanhamento por período curto
Carsten Heinz, Joerg M Koch e Arnd Heiligenhaus Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Trabeculoplastia seletiva com laser: valor preditivo de medidas de pressão intraocular precoces para sucesso em 3 meses
Paul B. Johnson, L. Jay Katz e Douglas J. Rhee Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Detectando glaucoma com RADAAR (Área da Rima/Taxa de Assimetria da Área do Disco): O projeto de avaliação ocular de Bridlington
Matt Hawker, Stephen A Vernon, Christopher L Tattersall e Harminder S Dua Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Módulo de aumento para melhorar o padrão de birrefringência atípica, utilizando polarimetria de scaneamento por laser com
compensação corneal variável
Mitra Sehi, Delia C Guaqueta e David S Greenfield Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Evolução funcional e estrutural de longo prazo de laserterapia para retinopatia da prematuridade
Eibhlin Mc Loone, Michael O'Keefe, Sean Mc Loone e Bernadette Lanigan Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - scientific reports
Elucidação da apoptose induzida pela privação de soro em células do epitélio conjuntival cultivadas
Akihiro Higuchi, Shigeto Shimmura, Tsutomu Takeuchi, Makoto Suematsu e Kazuo Tsubota Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Capacidade das células T helper infiltradoras oculares tipo 1 de pacientes com uveíte não infecciosa na produção de quemoquinas
Hiroshi Takase, Sunao Sugita, Chikako Taguchi, Yasuhisa Imai e Manabu Mochizuki Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - extended reports
Expressão de fator de crescimento ligante proteína 3- insulina-like no tecido de pterígios
Yong Wee Wong, Jaime Chew, He Yang, Donald Tan e Roger Beuerman Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Resposta imune freqüente a uma proteína melanócito-específica KU-MEL-1 em pacientes com doença de Vogt-Koyanagi-Harada
Soshi otani, Toshiharu Sakurai, Kazuhiko Yamamoto, Tomonobu Fujita, Yuriko Matsuzaki, Yasufumi Goto, Yasutaka Ando, Saburosuke
Suzuki, Masahiko Usui, Masaru Takeuchi e Yutaka Kawakami Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Modelo computadorizado de estudo do mecanismo de lesão do nervo óptico em traumatismo contuso
Srdjan Cirovic, Ronnie M. Bhola, David R. Hose, Ian C. Howard, Patricia W. Lawford, Jane E Marr e Michael A. Parsons Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science - scientific reports
Glaucoma em humanos e degeneração neural do nervo óptico intra-cranial, do núcleo geniculado lateral e do córtex visual cerebral
Neeru Gupta, Lee-Cyn Ang, Lyne Noël de Tilly, Laure Bidaisee e Yeni H. Yucel
Resumo
Estudos patológicos do glaucoma tem sido extensos no nível da retina e da cabeça do nervo óptico. Recentemente, pesquisas
de glaucoma em macacos mostraram lesão glaucomatosa também em estruturas visuais centrais, incluindo o núcleo geniculado lateral
(NGL) e o córtex visual. Relatamos o primeiro caso clinicopatológico de glaucoma em humanos, demonstrando as alterações degenerativas
no cérebro, envolvendo os nervos ópticos intracraniais, o NGL e o córtex visual. Evidências patológicas de degeneração neural
neste pacientes são correlacionadas com achados clínicos, com a cabeça do nervo óptico, com o campo visual e achados neuroradiológicos.
Neuropatologia no cérebro com glaucoma é comparada com controles pareados pela idade. Na presença de glaucoma humano avançado
com 50% de perda do campo visual, o dano neural é evidente em várias estações visuais dentro do cérebro.
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Existe uma associação entre apnéia do sono pré-existente e o desenvolvimento de glaucoma?
Christopher A. Girkin, Gerald McGwin, Jr., Sandre F. McNeal e Cynthia Owsley
Resumo
Objetivo: O objetivo deste estudo é determinar se a apnéia do sono está associada com aumento no risco de desenvolvimento
de glaucoma.
Desenho: Estudo caso controle nicho
Participantes: Pacientes atendidos no Centro Médico de Veteranos (CMV) em Birmingham, no Alabama com diagnóstico recente de
glaucoma (casos) entre 1997 e 2001 que foram selecionados e pareados pela idade (n=667) a controles sem glaucoma (N=667).
Métodos: Informação dos pacientes foi extraída dos arquivos de dados do CMV contendo informações clínicas, demográficas e
histórico de medicações. Uma data índice foi passada aos indivíduos com glaucoma correspondendo à época do diagnóstico. Pacientes
que apresentavam diagnóstico de glaucoma antes do período de observação foram excluídos. Dez controles foram selecionados
aleatoriamente para cada caso e pareados pela idade e uma visita no dia ou antes da data índice para o caso pareado.
Medidas principais: Riscos relativos grosseiros e ajustados para a associação de diagnóstico prévio de apnéia do sono e o
desenvolvimento de glaucoma. Ajustes foram feitos para as associações com diabetes, distúrbios lipídicos, hipertensão arterial,
doenças cardiovasculares, doenças cerebrovasculares, doenças arteriais e enxaquecas.
Resultados: Indivíduos que desenvolveram glaucoma apresentaram maior probabilidade de ter um diagnóstico prévio de apnéia
do sono do que os controles. No entanto, este achado foi bem próximo do limite de significância alfa de 0,05 (p- =0,06, Relação
das probabilidades = 2,20, 95% de intervalos coincidentes {0,967, 5,004}). Após ajustes para fatores de riscos potenciais,
nenhuma diferença significativa foi observada (p =0,18, Relação de probabilidades = 1,80, 95% intervalos coincidentes {0,76,
4,23}).
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Importância da imagem orbital sagital para avaliar traumatismos nos músculos extraoculares após cirurgia endoscópica dos seios
paranasais
Noa Ela-Dalman, Federico G Vélez e Arthur L Rosenbaum
Resumo Introdução: Traumatismos orbitais podem resultar em estrabismos restritivos, paralíticos ou combinados graves. O diagnóstico
clínico pode ser desafiador. Imagens orbitais podem auxiliar na determinação do sítio exato da lesão, assim como a funcionalidade
e integridade dos músculos extraoculares. Estudos típicos incluem visões coronais e axiais dos músculos.
Objetivo: Enfatizar a importância das imagens sagitais da órbita ao avaliar lesões ou capturas dos músculos extraoculares.
Métodos: Foi realizado revisão retrospectiva de dois indivíduos submetidos a cirurgias dos seios paranasais por via endoscópica
que resultaram em traumatismos do músculo reto medial. Imagens de alta resolução foram realizadas.
Resultados: Faixas de alta resolução de RNM com visões axiais e coronais sugeriram que uma porção grande do músculo não estava
presente e foi provavelmente destruído. Em ambos os casos houve um deslocamento da porção média do reto medial para uma área
de defeito ósseo não observado nas visões axiais e coronais. Imagens sagitais demonstraram continuidade entre os segmentos
anteriores e posteriores do reto medial em cada caso.
Conclusão: Estratégias cirúrgicas são dependentes da interpretação precisa da RNM. Deslocamentos dos músculos podem resultar
em má-interpretação das visões axiais e coronais. Visões sagitais são fundamentais para determinar a integridade do músculo.
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Fatores de risco para perfuração em úlceras de córnea microbianas na Índia do Norte
Jeevan S Titiyal, Smita Negi, Aashish Anand, Radhika Tandon, Namarata Sharma e Rasik B Vajpayee
Resumo Objetivo: Identificar fatores predisponentes para perfuração corneal em pacientes com ceratite microbiana.
Método: Dois grupos de 60 pacientes cada, com úlceras corneais perfuradas e úlceras corneais cicatrizadas/cicatrizando, respectivamente,
foram recrutados em um estudo de caso-controle conduzido na Índia do Norte. Os casos e os controles foram pareados de acordo
com a idade e o tempo de apresentação. Uma proforma padronizada foi utilizada na identificação de fatores predisponentes potenciais
em relação a fatores demográficos, sociais, médicos, oculares e terapêuticos. Todos os participantes foram submetidos a exame
ocular detalhado. Raspados e culturas corneais foram realizados quando necessário.
Resultados: As características associadas à perfuração de córnea na ceratite microbiana foram trabalhos externos (p=0,005),
analfabetismo (p=0,02), alcoolismo (p=0,03), história de corpo estranho (p=0,003), traumatismo com material vegetal (p=0,008),
visão menor do que conta-dedos (p<0,001), localização central da úlcera (p<0,001), falta de vascularização corneal (p<0,001),
atraso no tratamento inicial (p<0,001), não utilização de antibióticos fortificados (p<0,001) e monoterapia com fluorquinolonas
(p=0,002). A falta de vascularização (RP 6,4, 95%IC 4,2-13,5), atraso no início do tratamento(RP 35,6, 95%IC 6,9-68,2) e o
não uso de fortificados (RP 19,9, 95%IC 2,7-64,7) mantiveram significância no modelo de regressão logística.
Conclusões: Este estudo caracteriza os casos de ceratite microbiana com aumento do risco de perfuração corneal e enfatiza
a necessidade de encaminhamento padronizado e protocolos de tratamento para pacientes com úlcera de córnea no seu primeiro
contato com níveis de atendimento primário no mundo em desenvolvimento.
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Citologia de paracentese da câmara anterior (técnica de citopsina) para o diagnóstico de linfoma intraocular
Paul T Finger, Christopher Papp, Paul Latkany, Madhavi Kurli e Codrin Iacob
Resumo Objetivo: Relatar o diagnóstico de linfoma intraocular por meio de citologia do aquoso.
Métodos: Quatro pacientes com suspeita de linfoma intraocular foram avaliados por paracentese de câmar anterior com citologia
(técnica de citopsina). Todos apresentavam história de linfoma sistêmico com 1+ de células na câmara anterior apesar de terapia
intensa com corticoesteróides. Agulha 25 gauge foi inserida pela córnea clara (bizel para cima), sobre o estroma da íris para
fazer uma drenagem da câmara anterior. O humor aquoso foi enviado para citopatologia (técnica de citopsina), cultura e sensibilidade.
Resultados: Todos os procedimentos foram diagnósticos. Três foram diagnosticados como linfoma e o quarto apresentou cultura
positiva para Propionibacterium endophthalmitis. Não foram observados glaucoma, hifema, catarata ou infecções relacionadas
à paracentese.
Conclusões: Nesta série, a citologia de aspiração da câmara anterior, melhorada pela técnica de citopsina, foi uma alternativa
efetiva e minimamente invasiva à biópsia por vitrectomia. Esta técnica deve ser considerada no diagnóstico de linfoma em casos
selecionados com células na câmara anterior.
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Performance subjetiva e objetiva da lente intraocular acomodativa Lenstec KH-3500
James Stuart Wolffsohn, Shehzad A. Naroo, Naresh K Motwani, Sunil Shah, Olivia A Hunt, Sanjay Mantry, Mano Sira, Ian A Cunliffe
e Mark T Benson
Resumo Objetivo: Determinar se olhos com implante da lente intraocular (LIO) acomodativa Lenstec KH-3500 apresentaram melhora da
performance de foco subjetiva e objetiva comparada à LIOs monofocais convencionais.
Métodos: Vinte e oito participantes receberam implante monocular da LIO acomodativa KH-3500 e vinte controles receberam a
LIO Softec1. As medidas analisadas foram refração, acuidade visual, amplitude subjetiva de acomodação, curva objetiva de acomodação
estímulo-resposta, aberrometria e Scheimpflug obtidas após aproximadamente 3 semanas e repetidas após 6 meses.
Resultados: A acuidade visual corrigida com o KH-3500 foi de 0.06(SD 0.13) logMAR para longe e 0.58 (0.20) logMAR para perto.
A acomodação foi de 0.39 (0.53) D medida objetivamente e 3.1(1.6) D subjetivamente.
Aberrações de ordem mais alta foram de 0.87 (0.85) e aberrações esféricas foram de 0.24(0.39) micras. Difusão de luz subcapsular
posterior foi de 0.95% (1.37%) da claridade da LIO. Comparativamente, todas as medidas do grupo controle foram semelhantes
com exceção das amplitudes de acomodação objetiva (0.17(0.13) D; p=0.032) e subjetiva (2.0 (0.9)D; p=0,009). Seis meses após
a cirurgia, a difusão subcapsular posterior aumentou (p<0.01) nos indivíduos que receberam a KH-3500 e a acuidade visual para
perto diminuiu (p<0.05).
Conclusões: Os efeitos acomodativos objetivos da LIO KH-3500 aparentemente são limitados, embora a amplitude subjetiva e objetiva
é significativamente maior comparada aos controles que receberam a LIO convencional. No entanto, esta habilidade acomodativa
da lente aparentemente diminui seis meses após a cirurgia.
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Remoção de catarata em diabéticos – progressão pós operatória da maculopatia. Análise clínica e dos fatores de crescimento.
Jignesh I Patel, Phil G Hykin e Ian A Cree
Resumo
Introdução: A extração da catarata em diabéticos pode freqüentemente complicar com edema macular, progressão da retinopatia
ou desenvolvimento de neovascularização da íris. A patogênese destas complicações pode ser devida a alterações na concentração
de citocinas angiogênicas e anti-angiogênicas no período pós operatório imediato. O estudo tem o objetivo de analisar isto
prospectivamene.
Métodos: Facoemulsificação com implante de lente intra-ocular, sem complicações, foi realizada em 7 olhos de 6 pacientes com
retinopatia diabética, variando de não proliferativa grave a proliferativa inicial. Os pacientes foram reavaliados em 1 dia,
1 semana, 1 mês e 3 meses após a cirurgia com angiofluoresceínografia (AFG) e amostras de humor aquoso. Cada amostra foi analisada
quanto à VEGF, HGF, Il-1Â (pg/ml)e PEDF (g/ml) através de ELISA.
Resultados: Edema macular clinicamente significante ocorreu em um paciente, contudo aumento da hiperfluorescência macular
ocorreu em três pacientes na AFG em 1 mês. A concentração de VEGF 165 aumentou 1 dia após a cirurgia de uma linha basal média
de 68 pg/ml (variação de 22-87 pg/ml) para 723 pg/ml (variação de 336-2071) no primeiro dia. Em 1 mês, ela diminuiu para 179
(variação de 66-811 pg/ml). As concentrações de HGF se mantiveram aumentadas durante o primeiro mês. As concentrações de Il-1Â
e PEDF demonstraram aumento agudo no primeiro dia pós operatório e depois Il-1Â retornou à linha basal de concentração enquanto
PEDF diminuiu abaixo da linha de basal.
Conclusão: Estes resultados confirmam concentrações alteradas de fatores de crescimento angiogênicos e anti-angiogênicos após
cirurgia de catarata que deve induzir à piora subclínica e clínica da maculopatia diabética.
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Os vasos da retina temporal e nascimento pré-termo
Clare Wilson, Maria Theodorou, Kenneth D. Cocker e Alistair Fielder
Resumo Objetivo: Examinar o ângulo dos vasos temporais da retina e suas relações com nascimento pré-termo em bebês.
Métodos: Imagens digitais foram obtidas durante avaliação rotineira de retinopatia da prematuridade (ROP). Medimos o ângulo
dos vasos temporais da retina em 164 olhos de 82 bebês de nascimento “muito precoce” (28-31 semanas de IG) e "próximo ao termo"
(32senabas de IG).
Resultados: A média do ângulo dos vasos temporais (MAV) para todos os grupos de IG juntos foi de 80.01.0 ° (média +/- desvio
padrão) para o olho direito e 80.50.9 graus) para o olho esquerdo. A variação foi de 59-106° para o olho direito e 69-97°
para o esquerdo, 95% dos dados abaixo de 67° para o olho direito e 63° para o esquerdo. Para bebês nascidos próximo do termo
MAV foi de 82° em cada olho. Há um alto grau de simetria interocular entre olho direito e esquerdo e tendência de aumento
da MAV estatisticamente insignificante com o aumento da IG. A presença e estágio da ROP afetou um parâmetro apenas no olho
esquerdo.
Conclusões: Nossos achados fornecem dados normativos dos ângulos dos vasos temporais da retina em bebês e facilitarão determinação
da presença de deslocamento macular especialmente se existir assimetria entre os olhos.
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Estimação fotográfica da duração de alta dose de triancinolona intavítrea no olho vitrectomizado
Brian R Kosobucki, William R Freeman e Lingyun Cheng
Resumo
Objetivo: Procuramos determinar a duração da resistência da triancinolona no olho vitrectomizado.
Métodos: Vinte e três olhos de 23 pacientes foram submetidos à injeção intravítrea de alta dose(20mg) de acetonido de triancinolona
(Kenalog) decantado no final da cirurgia de vitrectomia ou em olhos previamente vitrectomizados com edema macular diabético,
uveíte, cirurgia de catarata ou outra cirurgia.
Resultados: O tempo médio de desaparecimento da triancinolona no olho vitrectomizado foi de 113 dias (95% de intervalos coincidentes
(IC) 85-191 dias). Nos olhos fácicos, o tempo médio de desaparecimento foi de 191 dias (95% IC 148-191 dias). Nos pseudofácicos
o tempo médio de desaparecimento foi de 102 dias (95% IC 85-113 dias). Esta diferença não foi significante (p=0,12). Não houve
casos de endoftalmite ou reação inflamatória grave. Em cinco dias 22% tiveram aumento da PIO >10 mm Hg.
Conclusões: Alta dose intravítrea de triancinolona decantada tem uma duração média de 113 dias no olho vitrectomizado. Apesar
da aparente menor duração da triancinolona nestes olhos, comparados a olhos não vitrectomizados, ela parece suficiente para
que seja clinicamente útil.
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Fotocoagulação com diodo por micropulsos e onda continua: parâmetros visíveis e não visíveis das lesões
Thomas J Desmettre, Serge R Mordon, David Buzawa e Martin A Mainster
Resumo
Objetivo: Fotocoagulação com laser de diodo por micropulsos não visíveis resulta dano retínico localizado porque micropulsos
breves permitem pequeno tempo de condução do calor, impossibilitando a transmissão do aumento de temperatura do epitélio pigmentado
para a retina neural. A potência do tratamento é freqüentemente escolhida como uma fração daquela necessária para lesões visíveis
de onda contínua. Medimos clinicamente potências de laser necessárias para fotocoagulação com laser de diodo por micropulso
final visível e onda contínua.
Métodos: Seis fileiras paralelas de 10 queimaduras com laser de diodo (810nm) foram feitas na retina periférica superior de
seis pacientes consecutivos submetidos à panfotocoagulação com Nd:YAG (532 nm) de dupla freqüência para tratamento de retinopatia
diabética proliferativa ou não proliferativa grave. Os parâmetros utilizados por todos os tratamentos foram 125 µm no diâmetro
papilar e 0,2 s de duração. Tratamento com micropulso foi realizado com micropulsos de 500 Hz e 0,3 ms. A potência mínima
necessária (1) para fotocoagulação visível (laser de diodo) com onda contínua foi determinada por duas fileiras adjacentes
de lesões e (2) para fotocoagulação visível (laser de diodo) com micropulso, por quatro fileiras de lesões adjacentes adicionais.
Angiografias fluorescentes e fotografias red free do fundus foram obtidas imediatamente após e 6 semanas após a fotocoagulação
em cada paciente. Cálculos foram realizados para determinar a extensão dos níveis de exposição ANSI Z136.1-2000 máximos permitidos
(MPE) para exposição ao laser excedida em cada parâmetro.
Resultados: Lesões de onda contínua e de micropulso, tipicamente, necessitaram 300 mW (60 mJ) e 1800 mW (54 mJ), respectivamente.
Lesões visíveis de onda continua e micropulso excederam os níveis MPE 36X e 133X, respectivamente. As energias do laser foram
semelhantes para lesões visíveis de onda contínua e micropulso.
Conclusões: Lesões visíveis de onda contínua necessitaram 6X mais potência, mas aproximadamente a mesma energia que lesões
visíveis com micropulso. Não houve diferença significante na potência mínima necessária para lesões com micropulso aparentes
angio ou fotograficamente. Níveis de MPE são determinados para fornecer uma margem de segurança de 10X. Esta margem de segurança
foi 3,7X maior para fotocoagulação com diodo em micropulso do que em onda contínua.
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Estudo duplo cego de distribuição aleatória para avaliar a eficácia de paracetamol na redução da dor em panfotocoagulação
Daniela Vaideanu, Pauline Taylor, Paul McAndrew, Anthony Hildreth, James P Deady e David HW Steel
Resumo Objetivo: Avaliar a eficácia de analgesia prévia com paracetamol na redução da dor associada à panfotocoagulação (PRP) em
um estudo prospectivo controlado duplo cego de distribuição aleatória.
Método: Sessenta pacientes submetidos à PRP pela primeira vez foram selecionados e distribuídos aleatoriamente para administração
de paracetamol e placebo por dois dias, iniciando 24 horas antes da laser terapia. O tratamento com laser foi realizado, seguindo
um protocolo padronizado. A dor durante e após o tratamento foi avaliada, utilizando o questionário de McGill para dor (MPQ)
e escalas visuais análogas (VAS).
Resultados: A análise estatística procurou diferenças entre os dois grupos de estudo imediatamente após e 24 horas após o
tratamento. Não houve diferença estatisticamente significantes na evolução de medidas primárias de percepção de dor durante
e 24 horas após PRP entre os grupos. Contudo, nenhum dos pacientes do grupo paracetamol relatou aumento da dor em 24 horas,
enquanto seis pacientes no grupo placebo reportaram aumento da dor; esta diferença (21%) foi significante para p=0,01.
Conclusões: Analgesia prévia com paracetamol não reduziu significantemente a dor associada à PRP. Este estudo descreveu pela
primeira vez o tipo de dor associado à PRP, que é percebida principalmente como um desconforto. Os atributos principais da
dor descrita pelos pacientes foram fina, latejante, cansada, intensa, em pontada, intermitente e breve.
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Caracterização clínica de uma família com degeneração retínica devida à mutação no gene Mertk
Marion Tschernutter, Sharon A Jenkins, Naushin H Waseem, Zubin Saihan, Graham E Holder, Shomi S Bhattacharya, Alan C Bird,
Robin R Ali e Andrew R Webster
Resumo Objeticvo: Mertk, um receptor da proteína tirosina quinase expresso pelo epitélio pigmentado da retina (EPR), sofre mutação
tanto no modelo em roedores quanto em humanos afetados por donça retínica. Este estudo relata exames de famílias com mutação
Mertk e descreve o fenótipo apresentado por uma família.
Métodos: 96 indivíduos com distrofia retínica, consistente com segregação autossômica recessiva foram examinados por seqüenciamento
direto. Uma família homozigota para um alelo de probabilidade nula foi clinicamente investigada.
Resultados: Uma nova deleção com troca estrutural foi identificada em um de 96 indivíduos. Outros polimorfismos foram detectados.
A deleção do alelo ocorreu em ambos os cromossomos de quatro membros afetados na família. Eletrofisiologia demonstrou perda
precoce de função escotópica e macular com perda tardia de função fotópica. Acuidades visuais e campos visuais estavam preservados
dentro da secunda década. Visão de apenas percepção luminosa estava presente em um paciente na quarta década. Aparência de
'bull's eye' e lesão hiperfluorescente na mácula central foram consistentes com achados clínicos.
Conclusões: Mertk é uma causa rara de ARRP em humanos. O estudo estuda as características fenotípicas desta distrofia retínica
e mostra sinais clínicos distintos que devem melhorar sua identificação clínica. A gravidade moderada e presença de autofluorescência
sugere que a fagocitose dos segmentos externos não está totalmente ausente.
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Clinical science - extended reports
Estudo controlado de distribuição aleatória de ciclosporina-A tópica em conjuntivite alérgica dependente de corticoesteróides
Mark Daniell, Marios Constantinou, Hien T Vu e Hugh R Taylor
Resumo Objetivo: Avaliar a eficácia, segurança e efeito terapêutico da ciclosporina-A 0,05% tópica como agente poupador em conjuntivites
alérgicas dependentes de corticóides.
Métodos: Estudo prospectivo de distribuição aleatória, duplo-mascarado e controlado por placebo que controla sinais, sintomas
e a habilidade em reduzir ou interromper o uso associado de corticóides em ceratoconjuntivite atópica cortico-dependente e
ceratoconjuntivite primaveril, utilizando ciclosporina-A 0,05% tópics comparada ao placebo. O número de gotas de corticóides
por semana (pontuação de drogas), sintomas e sinais clínicos foram as medidas realizadas.
Resultados: O estudo incluiu 40 pacientes. Dezoito com ceratoconjuntivite atópica e 22 com ceratoconjuntivite primaveril.
Não houve diferença estatística entre as pontuações das drogas, sintomas ou sinais clínicos entre o placebo e o grupo ciclosporina
ao final do período de tratamento. Nenhum efeito adverso foi observado em qualquer das formulações do estudo.
Conclusões: Ciclosporina-A 0,05% tópica não mostrou benefícios em relação ao placebo como agente poupador de corticóides em
doenças oculares alérgicas dependentes de corticóides.
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Ceratoplastia penetrante: resultados de uma unidade corneal comparados a dados nacionais
Peter S Beckingsale, Ioannis Mavrikakis, Nada Al Yousuf, Emmanuel Mavrikakis e Sheraz M Daya
Resumo
Objetivos: Determinar índices de sobrevida de enxertos a longo prazo e resultados visuais em diferentes indicações de ceratoplastia
penetrante de uma única instituição ao longo de 10 anos e comparar estes dados com dados nacionais.
Métodos: Análise retrospectiva de prontuários. 784 prontuários de 1096 ceratoplastias penetrantes consecutivas realizadas
entre 1990 e 1999 (72%) foram revisados. Resultados da sobrevida do enxerto, acuidade visual e astigmatismo foram analisados
e comparados aos dados nacionais fornecidos pelo serviço de transplante do Reino Unido.
Resultados: Após cinco anos de seguimento, a sobrevida geral do enxerto foi de 66%. Isto foi subdividido em 99% para ceratocone,
86% para ceratite viral, 85% para distrofia de Fuchs, 84% para ceratopatia bolhosa do pseudofácico, 55% para retransplantes
e 57% para outros diagnósticos. Houve índices de sobrevivência do enxerto significativamente maiores para todos os subgrupos
de diagnósticos com exceção da distrofia de Fuchs com 3 anos de seguimento comparado à média nacional. Acuidade visual corrigida
após 5 anos foi de 6/18 ou melhor em 53% dos casos. O astigmatismo médio ceratométrico foi de 3,4 dioptrias.
Conclusão: Ceratoplastia penetrante é um tratamento seguro e eficaz para alguns distúrbios selecionados da córnea. Ceratoplastia
penetrante para ceratites virais podem alcançar bons resultados com tratamentos anti-virais a longo prazo. Pacientes podem
adquirir melhores resultados se sua cirurgia for realizada em centros especializados.
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Alterações longitudinais na espessura central da córnea e seu relacionamento com glaucoma: estudo com acompanhamento de 8
anos
Jennifer S. Weizer, Sandra S. Stinnett e Leon W. Herndon
Resumo Objetivos: Determinar se a espessura central da córnea se altera ao longo do tempo e se esta alteração está relacionada à
progressão de glaucoma.
Métodos: Trinta e nove pacientes (64 olhos) com glaucoma de ângulo aberto, hipertensão ocular, suspeita de glaucoma e olhos
normais foram examinados em duas consultas. A espessura central da córnea, idade, raça, sexo, história familiar de glaucoma,
presença de diabetes ou hipertensão arterial sistêmica, diagnóstico, acuidade visual, equivalente esférico, pressão intraocular,
razão escavação disco vertical e horizontal, número de medicações antiglaucomatosas, pontuação do Estudo de Intervenção no
Glaucoma avançado (AGIS) e desvio médio dos campos visuais de Humphrey e intervenções foram registrados. Análise estatística
utilizou o teste de Wilcoxon, regressão linear e análise de variância.
Resultados: Entre as duas visitas (média de 8,2 anos entre cada uma), a espessura central da córnea diminuiu 17 micras nos
olhos direitos (p<0,002) e 23 micras nos olhos esquerdos (p<0,001). Esta diminuição foi maior nos olhos direitos de pacientes
com glaucoma primário do ângulo aberto do que em pacientes normais (p=0,041). Não houve associação significativa entre alterações
na espessura central da córnea e outros parâmetros examinados. Alterações na espessura central da córnea não foram associadas
com uso de inibidores tópicos da anidrase carbônica.
Conclusão: Neste estudo longitudinal, a espessura central da córnea diminuíu ao longo do tempo, mas isso talvez não esteja
relacionado à progressão do glaucoma.
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Ciclofotocoagulação trans-escleral com laser de diodo como tratamento cirúrgico primário de glaucoma secundário em artrite
juvenil idiopática: alta taxa de falha em acompanhamento por período curto
Carsten Heinz, Joerg M Koch e Arnd Heiligenhaus
Resumo
Objetivo: Avaliar a taxa de sucesso da ciclofotocoagulação trans-escleral com laser de diodo (TD-CPC) para glaucoma secundário
em pacientes com artrite juvenil idiopática (AJI) como tratamento cirúrgico primário.
Métodos: Revisão retrospectiva de prontuários de 12 pacientes pediátricos com AJI associada à uveíte e glaucoma secundário
de ângulo aberto.
Resultados: Vinte e um olhos de 12 pacientes tiveram uveíte anterior crônica, 21 olhos tiveram glaucoma secundário de ângulo
aberto e 19 olhos foram tratados 41 vezes com TD-CPC. Os pacientes foram submetidos a uma media de 2,15 sessões de tratamento
por olho. PIO antes do tratamento foi de 30,2 ± 5,5 mmHg antes do primeiro, 30,5 ± 5,7 mmHg antes do segundo e 28,7 ± 6,3
mmHg antes do terceiro tratamento. Redução da PIO seis semanas após o tratamento foi maior após o segundo do que no terceiro
tratamento, com 9,4 ± 8,8 e 8,7 ± 5,8 mmHg, respectivamente e 5,2 ± 10,7 mmHg após o primeiro tratamento. Sucesso qualificado
(PIO £21 mmHg com medicação anti- glaucomatosa) foi alcançada no final do acompanhamento em 6 de 19 olhos (32%, tempo de
acompanhamento de 10,1 ± 9,3 meses).
Conclusão: Ciclofotocoagulação com laser de diodo trans-escleral como tratamento cirúrgico primário é geralmente insatisfatório
em olhos com glaucoma uveítico em pacientes com AJI.
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Trabeculoplastia seletiva com laser: valor preditivo de medidas de pressão intraocular precoces para sucesso em 3 meses
Paul B. Johnson, L. Jay Katz e Douglas J. Rhee
Resumo Introdução e Objetivo: Determinar o valor preditivo de pressões intraoculares (PIO) 2 semanas após trabeculoplastia seletiva
com laser (SLT) intraocular por comparação desta com os valores em 4 semanas e 3 meses.
Pacientes e Métodos: Revisão retrospectiva de prontuários de olhos submetidos a SLT entre 2001 e 2004 foi realizada. A medida
principal para acompanhamento foi a PIO. Dados demográficos e médicos foram coletados para análise correlacional.
Resultados: 132 olhos de 95 pacientes foram identificados, nenhum foi excluído. Dos olhos que mostraram diminuição da PIO
>1 mmHg em 2 semanas de pós operatório, 99,24% continuaram mostrando diminuição da PIO em 4 semanas e 3 meses. Para estes
pacientes o valor de Pearson (r) entre 2 e 4 semanas foi de 0,708 (p = 0,01) enquanto o valor de r entre 2 semanas e 3 meses
foi de 0,513 (p = 0,01).
Conclusões: A visita de 2 semanas pós SLT predisse as visitas de 4 semanas e 3 meses se ela demonstrou uma diminuição na PIO.
Nossos achados sugerem que estes pacientes que tiveram uma diminuição na PIO em 2 semanas e alcançaram suas pressões alvo
não necessitem de reavaliações até 3 meses de pós operatório.
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Detectando glaucoma com RADAAR (Área da Rima/Taxa de Assimetria da Área do Disco): O projeto de avaliação ocular de Bridlington
Matt Hawker, Stephen A Vernon, Christopher L Tattersall e Harminder S Dua
Resumo Objetivos: Desenvolver um algoritmo diagnóstico, utilizando a taxa de assimetria rima/disco (RADAAR) para discriminar olhos
normais e glaucomatosos, utilizando o Tomógrafo de Retina de Heidelberg (HRT).
Métodos: RADAAR foi calculado pela divisão da taxa de área rima/disco do maior disco pela do menor disco. RADAAR normal em
cada setor do disco foi produzido, utilizando 611 indivíduos idosos normais (idade média de 72,5 anos). A graduação para cada
indivíduo foi igual ao pior setor do disco. Sensibilidade foi avaliada em 45 pacientes com glaucoma de ângulo aberto.
Resultados: A variância da RADAAR foi significantemente maior em glaucoma comparado com normalidade em todos os setores do
disco (p<0,001). Limites normais da RADAAR não dependeram do sexo ou idade. Do total, no limite do percentil 99, a especificidade
do algoritmo diagnóstico foi de 95,1% com uma sensibilidade de 55,6%. Homens com glaucoma mostraram maior variância da RADAAR
do que mulheres. Sensibilidade correspondente do algoritmo diagnóstico foi de 63,0% e 44,4% em homens e mulheres, respectivamente,
contudo esta diferença não foi estatisticamente significante (p=0,43).
Conclusão: O algoritmo diagnóstico RADAAR detectou glaucoma com sensibilidade moderada mas foi limitada por número significante
de pacientes glaucomatosos com alterações simétricas do disco óptico. RADAAR deve ter maior sensibilidade em homens que em
mulheres, contudo isto requer confirmações em estudos adicionais.
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Módulo de aumento para melhorar o padrão de birrefringência atípica, utilizando polarimetria de scaneamento por laser com
compensação corneal variável
Mitra Sehi, Delia C Guaqueta e David S Greenfield
Resumo
Objetivos: Examinar a reprodutibilidade e efeito de um módulo de realce da gravidade dos padrões de birrefringência atípicas
(PBA), utilizando a polarimetria de escaneamento a laser com compensação corneal variável (CCV).
Pacientes e Métodos: Dezesseis pacientes com glaucoma perimétrico (GP), 24 suspeitas de glaucoma (SG) e 12 voluntários normais
(VN) foram incluídos. Um olho selecionado aleatoriamente de cada voluntário foi escaneado 2 vezes, utilizando o CCV e a compensação
corneal realçada (RCC) na mesma sessão pelo mesmo examinador. Pontuações típicas de escaneamento (ETS) foram calculadas para
avaliar o padrão atípico de birrefringência (PAB). Coeficientes de variabilidade (CoV), de reprodutibilidade (CoR) e de correlação
intraclasse (CCI) foram calculados.
Resultados: O ETS, utilizando o RCC (N=97,3±5,5, SG=98,3±3,5, GP=99,2±2,3) foi significativamente maior (p=0,02, 0,01,
e 0,006, respectivamente) comparado ao CCV (86,5±14,4, 88,2±18,2, e 83,4±2,2, respectivamente). Parâmetros de CCV apresentaram
um CoR de 0,9 a 6,5, CoV de 1,9% a 8,6%, e CCI de 0,8 a 0,9. Parâmetros de CCR apresentaram CoR de 0,5 a 4,0, CoV de 0,3%
a 5,1% e CCI de 0,2 a 0,9. A média de TSNIT foi de forma geral o parâmetro de melhor performance com a maior reprodutibilidade
e a menor variabilidade com ambas as técnicas (CoR<2,1, CoV<2%).
Conclusão: O módulo de realce reduziu significativamente a gravidade da PBA e manteve um alto nível de reprodutibilidade das
medidas de retardamento.
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Evolução funcional e estrutural de longo prazo de laserterapia para retinopatia da prematuridade
Eibhlin Mc Loone, Michael O'Keefe, Sean Mc Loone e Bernadette Lanigan
Resumo
Objetivos: Avaliar a evolução funcional e estrutural de bebês prematuros que receberam fotocoagulação com laser de diodo para
retinopatia da prematuridade (ROP)inicial.
Métodos: 25 pacientes (43 olhos) tratados com laser foram chamados para avaliação em uma média de tempo de acompanhamento
de 11 anos. Sete pacientes (14 olhos) com ROP sublimiar, que regrediu espontaneamente sem tratamento com laser foram também
examinados. Todas as crianças foram submetidas à medida da AV para longe e perto, sensibilidade ao contraste e visão de cores,
seguidas por exame do fundus com midríase e auto-refração com cicloplégico.
Resultados: Os olhos tratados com laser tiveram acuidade visual média de 0,37 logMAR para longe, 0,39 logMAR para perto, sensibilidade
média ao contraste de 1,49 unidades log CS e equivalente esférico médio de -2,10D. Evolução desfavorável da AV para longe
ocorreu em 5 olhos (13,5%). Evolução desfavorável da AV de perto ocorreu também nos 5 olhos (13,5%) com evolução pobre da
visão de longe. Sete por cento tiveram evolução estrutural desfavorável. Em comparação com o grupo controle não houve diferença
significante na AV para perto, sensibilidade ao contraste, refração ou visão de cores entre os dois grupos. Contudo, houve
diferença estatisticamente significante em termos de AV para longe (p=0,03).
Conclusões: Olhos tratados com laser e com evolução estrutural favorável tiveram boa evolução visual. Os resultados mostram
benefício da fotocoagulação com laser de diodo para preservação da visão de longe e de perto a longo prazo em olhos com ROP
inicial.
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Laboratory science - extended reports
Expressão de fator de crescimento ligante proteína 3- insulina-like no tecido de pterígios
Yong Wee Wong, Jaime Chew, He Yang, Donald Tan e Roger Beuerman
Resumo Introdução: Pterígios são um crescimento fibrovascular a partir da conjuntiva para a córnea. A patogênese deste distúrbio
comum da superfície ocular não é bem compreendida e o único tratamento é remoção cirúrgica.
Métodos: A análise ”microarray” de DNA de tecido de pterígio primário foi realizada, utilizando tecido conjuntivo não afetado
para comparação de níveis de genes de expressão. PCR em tempo real foi utilizado para verificar o nível de mRNA de genes de
alteração de expressão. Análise Western-blot e imunohistoquímica verificaram níveis de expressão protéica e a distribuição
do tecido.
Resultados: A análise por ”microarray” mostrou que os níveis de mRNA de um número de genes foram alterados no pterígio primário,
em particular o gene para o fator de crescimento insulina-like ligante da proteína 3- (IGFBP3), que modula o efeito do fator
de crescimento insulina-like em células, estava significativamente reduzido. Tanto a mensagem quanto a expressão de IGFBP3
no pterígio estavam diminuídos comparados à conjuntiva normal não envolvida.
Conclusões: Níveis diminuídos de IGFBP3 foram fortemente correlacionados com a presença de câncer. A identificação de níveis
baixos de expressão de IGFBP3 no pterígio sugerem que a via de controle da proliferação celular perdeu um importante mecanismo
de controle que pode explicar o crescimento continuado do pterígio.
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Resposta imune freqüente a uma proteína melanócito-específica KU-MEL-1 em pacientes com doença de Vogt-Koyanagi-Harada
Soshi otani, Toshiharu Sakurai, Kazuhiko Yamamoto, Tomonobu Fujita, Yuriko Matsuzaki, Yasufumi Goto, Yasutaka Ando, Saburosuke
Suzuki, Masahiko Usui, Masaru Takeuchi e Yutaka Kawakami
Resumo Objetivo: Isolar autoantígenos possivelmente envolvidos na pagogênese de VKH.
Métodos: Autoantígenos reconhecidos por Ac IgG em esclera de pacientes com VKH foram isolados por seleção dos modelos de fagócitos
lambda cDNA feitos a partir de melanócitos e uma linhagem celular altamente pigmentada de melanoma com a esclera de pacientes.
Presença de IgG específica para autoantígenos na esclera de pacientes com vários tipos de pan uveítes e de indivíduos saudáveis
foi avaliada. Relação entre a IgG específica e várias características clinicopatológicas foram examinadas.
Resultados: Um de 81 clones positivos isolados, representando 35 genes distintos, foi reconhecido como KU-MEL-1, que é um
antígeno de melanoma previamente isolado, preferencialmente expresso em melanócitos. O Ac IgG específico para KU-MEL-1 foi
detectado na esclera de pacientes com VKH significantemente com maior freqüência que em esclera de pacientes com doença de
BehcetÕ, sarcoidose e indivíduos saudáveis. Soro positivo para Ac KU-MEL-1 foi significantemente associado com HLA-DRB1*0405
e pacientes masculinos com VKH.
Conclusões: KU-MEL-1 foi identificado como um novo antígeno para VKH. A indução altamente freqüente de Ac IgG para KU-MEL-1
em pacientes HLA-DRB1*0405 positivo com VKH deve sugerir envolvimento de células específicas KU-MEL-1 T CD4+ na patogênese
de VKH, sugerindo seu possível uso para desenvolvimento de métodos diagnósticos e terapêuticos para pacientes com VKH.
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Modelo computadorizado de estudo do mecanismo de lesão do nervo óptico em traumatismo contuso
Srdjan Cirovic, Ronnie M. Bhola, David R. Hose, Ian C. Howard, Patricia W. Lawford, Jane E Marr e Michael A. Parsons
Resumo
Objetivo: Temos investigado causas potenciais de lesão do nervo óptico devido à traumatismo contuso, utilizando um modelo
computadorizado.
Métodos: Um modelo de elemento finito do olho, nervo óptico e órbita com seus continentes foi construído para simular traumatismo
contuso. Usamos um modelo da primeira falange do dedo indicador para representar o objeto traumatizador não afiado. O traumatismo
foi simulado pelo impacto do objeto não cortante na superfície entre o globo e a parede orbital a uma velocidades entre 2-5m/s,
possibilitando uma penetração de 4-10mm abaixo da rima orbital.
Resultados: O impacto causou rotações do globo maiores que 5000o/s, velocidades laterais maiores que 1m/s e pressões intraoculares
maiores que 300mmHg. A concentração principal de stress foi observada na inserção do nervo na esclera, do lado oposto ao do
impacto.
Conclusões: Os resultados sugerem que os mecanismos mais prováveis de lesão são rotação rápida e translação lateral do globo,
assim como um aumento dramático da pressão intraocular. As tensões calculadas no estudo seriam suficientemente altas para
causar dano axonal e até avulsão do nervo. Modelamento com elemento finito no computador forneceu introspecções importantes
no cenário clínico que não pode ser reproduzido no olho humano ou em experimentos animais.
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