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Clinical science - scientific reports
Comparação do teste de amplificação de ácidos nucléicos baseada no RNAr e no DNA para a detecção de Chlamydia trachomatis
em Trachoma
Jon L. Yang, Julius Schachter, Jeanne Moncada, Dereje Habte, Mulat Zerihun, Jenafir I. House, Zhaoxia Zhou, Kevin C. Hong,
Kathryn Maxey, Bruce D. Gaynor e Thomas M. Lietman Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Sensibildade ao contraste e alucinações em pacientes encaminhados a um serviço clínico para reabilitação de baixa visão
Mary Lou Jackson, Ken Bassett, Praveen Nirmalan e Eric Sayre Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Resultados cirúrgicos e visuais após troca de lentes intra-oculares Hydroview® opacificadas
Rasha Altaie, Kathleen O'Sullivan, Edward Loane e Stephen Beatty Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Observações no manejo da doença de Coats: quanto menos melhor
Robert Adam, Peter Kertes e Wai Ching Lam Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Dacriocistorrinostomia em pacientes com ausência de cavidade nasal ipsilateral
Hooman Sherafat, Jodhbir S Mehta e Geoffrey E Rose Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Complicações Oculares em transplantados de coração, pulmão e pulmão-coração
Toks Akerele e Susan Lightman Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Clinical science - extended reports
Acurácia do GDx VCC, HRT I e avaliação clínica fotográfica esterioscópica da cabeça do nervo óptico no diagnóstico do glaucoma
Nicolaas J Reus, Maartje de Graaf e Hans G Lemij Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Adalimumab em terapia de uveíte na infância
Sabine Biester, Christoph Deuter, Hartmut Michels, Renate Haefner, Jasmin Kuemmerle-Deschner, Deshka Doycheva e Manfred Zierhut
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Carcinoma Espino-celular Invasivo das Pálpebras e da Região Periorbitária
Hülya Gökmen Soysal e Fatma Markoç Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Risos de recidiva em pacientes com uveíte anterior aguda
Mythili Natkunarajah, Stephen Kaptoge e Clive Edelsten Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Eficácia do interferon-alfa no tratamento de uveites refratárias ameaçadoras da visão: estudo retrospectivo monocêntrico de
45 pacientes
Bahram Bodaghi, Gael Gendron, Bertrand Wechsler, Celine Terrada, Nathalie Cassoux, Du Le Thi Huong, Claire Lemaitre, Christine
Fardeau, Phuc LeHoang e Jean-Charles Piette Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Análise da morfologia da bolha após trabeculectomia através da tomografia de coerência óptica Visante do segemento anterior
Christopher Kai-shun Leung, Doris Wai-fong Yick, Yalanda Yuen-ying Kwong, Felix Chi-hong Li, Dexter Yu-lung Leung, Shaheeda
Mohamed, Clement Chee-yung Tham, Chung-chai Chi e Dennis Shun-chiu Lam Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Vitrectomia via pars-plana com triancinolona intravítrea: efeito no edema macular cistóide secundário à uveíte e limitações
no tratamento
Matthias Gutfleisch, Georg Spital, Anne Mingels, Daniel Pauleikhoff, Albrecht Lommatzsch e Arnd Heiligenhaus Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Transplante autólogo de retalho de EPR-Coróide em DMRI. Resultados morfológicos e funcionais
Felix Treumer, Arnd Bunse, Carsten Klatt e Johann Roider Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Prevalência de pseudodrusa reticular em degeneração macular relacionada à idade com neovascularização de coróide rescém diagnosticada
Salomon Y Cohen, Lise Dubois, Ramin Tadayoni, Corine Delahaye-Mazza, Christophe Debibie e Gabriel Quentel Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Relação linear das alterações lenticulares refrativas e biométricas durante a acomodação em olhos míopes
Matthias Bolz, Ana Prinz, Wolfgang Drexler e Oliver Findl Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - scientific reports
Propriedades viscoelásticas tracionais do cristalino porcino fresco
Ronald A Schachar, Roger W Chan e Min Fu Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Inibição da ativação do fator nuclear-kappa B atenua a citotoxiciadade induzida por peróxido de hidrogênio em células epiteliais
do cristalino humano
Xue-Hai Jin, Kazuhiro Ohgami, Kenji Shiratori, Yoshikazu Koyama, Kazuhiko Yoshida, Satoru Kase e Shigeaki Ohno Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - extended reports
A camada suprabasal de células epiteliais corneais representa o maior ponto de barreira ao movimento passivo de pequenas moléculas
e tráfico de leucócitos
Magdaléna Sosnová-Netuková, Pavel Kuchynka e John V Forrester Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Bloqueio seletivo de fosfodiesterases tipo 2, 5 e 9, resultantes do acúmulo de GMPc nas células do epitélio pigmentado
Roselie Diederen, Ellen C La Heij, Marianne Markerink-van Ittersum, Aize Kijlstra, Fred Hendrikse e Jan De Vente Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Medidas não invasivas da impedância vascular demonstram vasoconstricção ocular durante exercício isométrico
Andrew J Morgan e Sarah L Hosking Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science - scientific reports
Comparação do teste de amplificação de ácidos nucléicos baseada no RNAr e no DNA para a detecção de Chlamydia trachomatis
em Trachoma Jon L. Yang, Julius Schachter, Jeanne Moncada, Dereje Habte, Mulat Zerihun, Jenafir I. House, Zhaoxia Zhou, Kevin C. Hong,
Kathryn Maxey, Bruce D. Gaynor e Thomas M. Lietman
Introdução/Objetivos: A Organização Mundial de Saúde (OMC) espera conseguir a eliminação global do trachoma, ainda a maior causa tratável de sequeira
no mundo, em parte através do tratamento em massa com antibiótico. Testes de amplificação de ácidos nucléicos baseados no
DNA (NAATs) são atualmente usados para avaliar o sucesso de programas de tratamento através da medida de prevalência da infecção
por C. trachomatis. Alguns acreditam que novos testes baseados em RNA ribossômico (RNAr) devam ser muito mais sensíveis, uma
vez que o RNAr bacteriano está presente em quantidades 10000 vezes maiores do que o DNA genômico. Outros acreditam que testes
baseados no RNAr são, apesar de menos sensíveis, mais específicos devido à presença de organismos mortos sub-viáveis que o
teste pode não detectar. Este estudo compara um teste baseado no RNAr a um teste baseado no DNA para a detecção de infecção
ocular por C. trachomatis em crianças de vilas endêmicas de trachoma. Métodos: Um teste de amplificação baseado em RNAr e reação em cadeia da polimerase (PCR) baseado em DNA foram realizados em amostras
de raspados colhidos da conjuntiva tarsal direita de 56 crianças com idades de 0-10 anos habitantes de duas vilas em Amhara,
Etiópia. Resultados: O teste baseado em RNAr detectou infecção ocular por C. trachomatis em 35 (63%) dos indivíduos comparados a 22 (39%) detectados
por PCR (teste de McNemar, p = 0,0002). O teste baseado no RNAr forneceu resultados positivos para todos o os indivíduos que
foram positivos para PCR e também detectou infecção em 13 (23%) indivíduos adicionais. Conclusões: O teste baseado em RNAr parece ter sensibilidade significantemente maior que o PCR para a detecção de infecção ocular por
chlamydia em crianças de vilas endêmicas para trachoma. Utilizando o teste baseado em RNAr devemos ter a capacidade de detectar
infecção anteriormente não detectadas por PCR. Estudos passados utilizando testes baseados em DNA para avaliar a prevalência
de infecções por trachoma após tratamento com antibiótico devem ter hipoestimado a prevalência verdadeira da infecção.
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Sensibildade ao contraste e alucinações em pacientes encaminhados a um serviço clínico para reabilitação de baixa visão Mary Lou Jackson, Ken Bassett, Praveen Nirmalan e Eric Sayre
Objetivo: Examinar a associação entre queixa de alicinações visuais e medida de parâmetros visuais em pacientes adultos encaminhados
para reabilitação de baixa visão. Métodos: Todos os pacientes (N=225) encaminhados à clínica de reabilitação de baixa visão em um calendário anual foram submetidos
à questões padronizadas sobre sintomas de alucinações visuais. Foram realizadas medidas da acuidade visual melhor corrigida
e sensibilidade ao contraste, utilizando tabela de Pelli-Robson. Conduzimos uma análise múltipla de regressão logística da
associação entre alucinações visuais e parâmetros visuais. Resultados: Da cohort total, 78 (35%) reportaram alucinações visuais. Acuidade visual e sensibilidade ao contraste foram considerados
para quatro quartis. Na regressão logística múltipla controlada para a sensibilidade ao contraste, idade, gênero, queixa de
depressão e independência, medida da acuidade em cada uma das três categorias mais pobres (comparada com as melhores) não
foram associadas à história de alucinações. Sensibilidade ao contraste nos três quartis mais pobres (comparados aos melhores)
foi fortemente associada à queixa de alucinações (relação de probabilidades – RP - 4,1, intervalos coincidentes 1,1, 15,9;
RP 10,5 IC 2,6, 42,1; RP 28,1, IC 5,6, 140,9) após controle para acuidade, idade, sexo, depressão e independência. Conclusões: Menor sensibilidade ao contraste foi o preditor mais forte para a queixa de alucinações após ajuste para acuidade visual.
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Resultados cirúrgicos e visuais após troca de lentes intra-oculares Hydroview® opacificadas Rasha Altaie, Kathleen O'Sullivan, Edward Loane e Stephen Beatty
Objetivo: Relatar os resultados clínicos e cirúrgicos após troca de lentes intra-oculares opacificadas Hydroview® e relacionar os resultados
anatômicos e visuais finais a variáveis clínicas e cirúrgicas. Métodos: Estudo prospectivo de setenta e três olhos submetidos à troca de lente intra-ocular (LIO) Hydroview® opacificada no hospital
regional de Waterworld, Irlanda, entre junho de 2001 e janeiro de 2005. Detalhes pré, intra e pós-operatórios foram coletados,
com particular atenção direcionada aos resultados visuais e complicações cirúrgicas. Resultados: Este estudo consistiu de 73 olhos de 71 pacientes consecutivos submetidos à cirurgia para troca de LIO, realizada num intervalo
médio de 36,64 (±9,9) meses após a cirurgia de catarata primária. A média (± DP) de acompanhamento após o procedimento de
troca de LIO foi de 13 (±1) meses (variação de 1-45 meses). A LIO secundária foi colocada no saco capsular, no sulco e na
câmara anterior (CA) em 22 (30,1%), 24 (32,9%) e 27 (37%) dos casos, respectivamente. O procedimento de troca da lente foi
livre de complicações em 36 olhos (49,3%), enquanto eventos intra-operatórios como ruptura da cápsula posterior, perda vítrea
e deiscência zonular foram observados nos demais casos (50,7%). Após o procedimento de troca de LIO, houve melhora significante
na acuidade visual melhor corrigida (AVMC) em um e três meses e na visita final (teste dos pontos sinalizados de Wilcoxon:
p<0,001, p=0,006, e p<0,001, respectivamente). Oito olhos atingiram uma AVMC de 6/6 ou melhor, e 40 (54,8%) alcançaram AVMC
final de 6/12 ou melhor. Após a exclusão de olhos com comorbidade ocular visualmente conseqüente, uma melhor AVMC foi notada
entre os olhos em que a segunda LIO foi implantada no saco capsular ou no sulco quando comparados ao implante na câmara anterior
LIO no saco ou sulco: 26 olhos (35,6%), AVMC média final: 0,2 (0,10-0,40); LIO na CA: 19 olhos (26,02%), AVMC média final:
0,5 (0,20-0,60); Teste de Mann-Whitney: p=0,004. Conclusão: A troca da LIO é um procedimento desafiador, mas visualmente compensatório. No entanto, implante secundário de LIO na câmara
anterior é associado ao pior resultado visual quando comparado ao implante no sulco ou saco capsular.
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Observações no manejo da doença de Coats: quanto menos melhor Robert Adam, Peter Kertes e Wai Ching Lam Introdução: Neste artigo compartilhamos nossa experiênica no tratamento de doença de Coats em vários estágios de gravidade, focalizando
a melhor terapia para a doença avançada. Métodos: Revisão retrospectiva dos prontuários de 10 pacientes tratados com várias técnicas, incluindo cirurgia intraocular, criopexia
e/ou fotocoagulação com laser. Resultados: Nove pacientes eram masculinos. No momento da apresentação a idade média foi de 4,6 anos (variação de 21 meses-7 anos); a
média de número de quadrantes retínicos envolvidos com telangiectasia foi 2,7 (variação1-4, média de 3); 8 de 10 pacientes
tiveram descolamento de retina, 6 deles com descolamento total e todos os pacientes tiveram comprometimento macular com exudatos
ou fibroses. A média de acompanhamento foi de 2,3 anos (variação de 1 a 4,5 anos). Os melhores resultados visuais foram observados
em pacinetes que se apresentaram com doença menos grave. Por exemplo, os únicos 4 pacientes que mantiveram visão para deambulação
se apresentaram sem descolamento total da retina, 2 ou menos quadrantes de telangiectasia retínica e acuidade visual melhor
que percepção luminosa. Nenhum paciente desenvolveu glaucoma secundário de ângulo fechado e todos os pacientes mantiveram
o olho cosmeticamente aceitável. Conclusões: Nesta série limitada, evoluções visuais no acompanhamento de doença de Coats avançada foram altamente dependentes da gravidade
da doença e estado visual no momento da apresentação. Cirurgia minimamente invasiva com infusão vítrea via pars plana combinada
à drenagem externa do fluido subretínico associadas à crioterapia e/ou fotocoagulação com laser é suficiente para conseguir
reaplicação da retina e prevenir a perda do olho.
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Dacriocistorrinostomia em pacientes com ausência de cavidade nasal ipsilateral Hooman Sherafat, Jodhbir S Mehta e Geoffrey E Rose
Dacriocistorrinostomia (DCR) se mantém como cirurgia de escolha para tratamento de epífora secndária à obstrução do ducto
naso lacrimal (DNL). Ela envolve a criação de uma anastomose direta entre o saco lacrimal e a cavidade nasal ipsilateral com
tecido mole através de uma osteotomia criada pela remoção do assoalho da fossa lacrimal e osso circunjacente. O sucesso da
cirurgia requer a presença de espaço nasal e a ausência disso se torna um desafio à cirurgia. Descrevemos três pacientes com
ausência da cavidade nasal do lado da obstrução lacrimal em que DCR foi resliazada através da criação de uma anastomose entre
o saco lacrimal e o espaço nasal contralateral.
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Complicações Oculares em transplantados de coração, pulmão e pulmão-coração Toks Akerele e Susan Lightman
Objetivos: Analisar prospectivamente a morbidade ocular e necessidade de mapeamento ocular em pacientes utilizando altas doses de imunosupressores
por longo período de tempo para manutenção de transplantes de órgãos sólidos. Métodos: Exames oculares sob midríase foram realizados em pacientes utilizando imunosupressores para manutenção de transplantes de
coração, pulmão ou coração-pulmão. Os pacientes foram examinados repetidamente no período pós-transplante. Resultados: Dos 115 pacientes transplantados examinados, 62 (54%) tiveram achados oculares. Os achados mais freqüentes foram: catarata
(17%) seguida por alterações hipertensivas (8%), cicatrizes corioretinianas (5%) e retinopatia diabética (3%). Um paciente
desenvolveu endoftalmite por Aspergillus spp. após cirurgia. Dezoito pacientes (16%) apresentaram-se sintomáticos durante
o exame. O sintoma mais comum foi turvação visual. O achado mais comum nos pacientes sintomáticos foi catarata com quase um
quarto dos pacientes apresentando opacidade subcapsular posterior do cristalino que poderia ser atribuída à terapia com esteróides. Conclusão: Pacientes tiveram níveis de complicações infecciosas surpreendentemente baixos apesar dos relatos prévios. É provável que
isto se deva a melhores regimes imunosupressivos e melhor monitoramento da imunosupressão no período pós-transplante precoce.
A necessidade de mapeamento de indivíduos assintomáticos após transplante cardíaco, de pulmão ou ambos não foi confirmada
por este estudo.
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Clinical science - extended reports
Acurácia do GDx VCC, HRT I e avaliação clínica fotográfica esterioscópica da cabeça do nervo óptico no diagnóstico do glaucoma Nicolaas J Reus, Maartje de Graaf e Hans G Lemij
Introdução/objetivos: Determinar e comparar a acurácia e reprodutibilidade da polarimetria com varredura à laser (SLP) do GDx VCC com compensação
corneal variável (VCC), oftalmoscopia confocal com varredura a laser HRT I (CSLO) e avaliação clínica de fotografias esterioscópicas
da cabeça do nervo óptico (CNO) no diagnóstico de glaucoma. Métodos: Avaliamos um dos olhos de 40 pacientes saudáveis, 48 glaucomatosos e 6 hipertensos oculares com SLP-VCC e CSLO. Fotografias
esterioscópicas simultâneas da CNO foram também obtidas. Dezesseis fotografias de olhos saudáveis e glaucomatosos foram duplicadas
para avaliação da concordância inter-observadores. Quatro especialistas em glaucoma, 4 oftalmologistas gerais, 4 residentes
em oftalmologia e 4 optometristas classificaram as fotografias da CNO como normal ou glaucoma. Para SLP-VCC, o indicador de
fibra nervosa (IFN) foi avaliado. Para CSLO, a análise de regressão de Moorfiels (ARM) e a função linear discriminante Bathija
(FLD) foram utilizadas. Sensibilidade, especificidade, porcentagem de olhos corretamente classificados e concordância inter
e intra-observadores, expressos como kappa foram calculados. Resultados: SLP-VCC teve a maior acurácia diagnóstica com sensibilidade, especificidade e classificação correta total de 91,7%, 95,0%
e 93,2%, respectivamente. CSLO, espresso por Bathija FLD e ARM, teve acurácia diagnóstica comparável a especialistas em glaucoma
e oftalmologistas gerais com uma acurácia total de 89,8%, 86,4%, 86,7% e 85,2%, respectivamente. Os residentes classificaram
corretamente um menor número de olhos. Concordância intra-observadores para classificação das fotografias da CNO variou entre
0,48 (entre residentes) e 0,78 (entre especialistas em glaucoma). A concordância iter-observadores variou entre 0,45 (entre
residentes) e 0,74 (entre especialistas em glaucoma). A concordância entre observadores e CSLO ARM (0,68) foi estatisticamente
significativamente maior (P < 0,001; teste-t pareado) que entre observadores e SLP-VCC IFN (&kappa 0,60) e CSLO Bathija FLD
(&kappa 0,62). Conclusão: Análise automatizada de medidas com GDx VCC e HRT tiveram uma acurácia diagnóstica similar para glaucoma assim como classificação
de fotografias esterioscópicas da CNO por especialistas em glaucoma, mostrando todos os oftalmologistas neste nível desejável.
A concordância intra e inter-observadores para a análise da CNO foi apenas moderada para boa. Achamos que estas técnicas de
imagem devam assistir clínicos no diagnóstico de glaucoma.
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Adalimumab em terapia de uveíte na infância Sabine Biester, Christoph Deuter, Hartmut Michels, Renate Haefner, Jasmin Kuemmerle-Deschner, Deshka Doycheva e Manfred Zierhut
Objetivo: uveíte anterior crônica em crianças freqüentemente tem evolução grave. Apesar de várias drogas imunossupressivas algumas
crianças não respondem suficientemente com um alto risco de se tornarem seriamente incapacitdas. Terapia anti-TNF-alfa tem
sido demosntrada por nosso grupo e outros, na maioria dos casos, ineficiente (Etanercept) ou parcialmente efeiciente (Infliximab)
com o risco de reações anafiláticas. Reportamos 18 pacientes jovens testados com Adalimumab (Humira®), um anticorpo anti-TNF-alfa
completo humanizado. Métodos: Analizamos retrospectivamente 18 pacientes tratados com Adalimumab (20-40 mg a cada 2 semanas, quando ineficiente, a cada
semana); 17 tinham artrite juvenil idiopática, 1 não tinha doença de base detectável. A idade de início da artrite variou
de 0,5 a 15 anos e da uveíte de 2 e 19 anos. Pacientes foram incluídos quando a terapia anti-inflamatória prévia tinha sido
ineficiente. Ela consistia em esteróides sistêmicos (n=18), ciclosporina A (n=18), metotrexato (n=18), azatioprina (n=12),
micofenolato mofetil (n=4), ciclofosfamida (n=2), leflunomide (n=3), etanercept (n=8) e infliximab (n=5). A graduação para
uveíte foi: eficaz: sem recidivas ou recidivas 2 vezes menores que com tratamento anterior, moderada: recidivas 1 vez menores
que com tratamento anterior, sem resposta: sem mudança na taxa de recidiva, piora: mais recidivas sob tratamento atual do
que com o anterior. A graduação para artrite (dependendo dos achados clínicos, usando 3 de 6 parâmetros dos critérios da ACR
PED) foi: eficiente, moderada, sem resposta, piora. Resultados: Para artrite (n=16) a resposta ao Adalimumab foi eficiente em 10 dos 16 pacientes, moderada em 3 pacientes e 3 não responderam.
Para uveíte (n=18) Adalimumab foi eficiente em 16, moderado em 1 e não mostrou qualquer efeito em 1 paciente. Após uma resposta
inicial muito boa, diminuição do tempo de aplicação teve de ser utilizada para manutenção do bom efeito anti-inflamatório
em 1 criaça. Tratamento imunossupressivo adicional foi usado em 7 das crianças tratadas com eficácia. Devido à elevação das
enzimas hepáticas, 1 paciente, que também tomou MTX, necessitou parar com Adalmumab. Não foram reportadas reações anafiláticas
ou aumento na freqüência de infecções desde o início do tratamento com Adalimumab. Conclusões: Para nosso grupo de crianças com doença prolongada, nossos resultados mostram que Adalimumab foi eficiente ou moderadamente
eficiente contra artrite em 81% e uveíte em 88% dos casos. Quando estes resultados em atrite são comparados a outras drogas
bloqueadoras do TNF-alfa (Etanercept), Adalimumab parece ser mais eficiente em uveíte do que Etanercept. Reções anafiláticas
vistas em estudos anteriores do nosso grupo após tratamento com Infliximab não foram vistas com
Adalimumab. A dosagem necessária no período de tratamento que, provavelmente deve ser definida individualmente para cada paciente,
permandece obscura.
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Carcinoma Espino-celular Invasivo das Pálpebras e da Região Periorbitária Hülya Gökmen Soysal e Fatma Markoç
Objetivo: Revisar as caracteristivas clínicas e histopatológicas e resultados do tratamento do carcinoma espino-celular (CEC) das pálpebras. Métodos: 76 pacientes com CEC palpebral tratados em um hospital oncológico de referência entre 1997 e 2006 foram revisados retrospectivamente.
Idade, sexo, fatores de risco, duração dos sintomas, tamanho/localização da lesão, recorrências prévias, presença de invasão
perineural (IPN)/invasão orbitária, subtipo histológico e resposta inflamatória do tecido normal vizinho foram analisados. Resultados: A média do tamanho da lesão foi de 2,4 ± 0,36 mm. 27 (35,5%) casos eram previamente recorrentes. O subtipo histológico mais
comum foi bem diferenciado (59,2%). As taxas de IPN e invasão orbitária foram 23,8% e 43,4%, respectivamente. 63 pacientes
foram submetidos à cirurgia, enquanto outros foram tratados com terapia por radiação externa ou quimioterapia. A taxas de
recorrência e presença de tumor residual foi 22,4%, a maioria com invasão orbitária. Metástases para linfonodos regionais
foram detectadas em 5 (6,6%) dos casos. Conclusões: Invasão local profunda avançada não foi rara neste estudo, devido à demora no tratamento e tratamentos prévios inadequados.
Fatores prognósticos adversos associados à invasão orbitária secundária são: recorrências prévias, longa duração da lesão,
maior tamanho da lesão, e presença de IPN. Subtipo bem diferenciado e forte resposta inflamatória são bons fatores prognósticos.
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Risos de recidiva em pacientes com uveíte anterior aguda Mythili Natkunarajah, Stephen Kaptoge e Clive Edelsten
Objetivo: Quantificar a taxa de recorrência de uveíte anterior aguda (UAA) e avaliar a influência de fatores de risco associados. Métodos: Revisamos retrospectivamente as anotações dos casos de 185 pacientes com uveíte anterior aguda desde a data de apresentação
até Agosto de 2001. O tempo das três primeiras recorrências de UAA desde o início do quadro foi registrado assim como o sítio
de recorrênica. Informação sobre os fatores de risco (por exemplo, investigação de HLA-B27, espondiloartropatia (SpA), história
familiar de UAA/SpA e história de dor artícular inespecífica) foram também coletados. Resultados: Os pacientes foram acompanhados até sua terceira recidiva ou até a data limite (Agosto de 2001) se ocorridas menos de três
recidivas. A duração média de acompanhamento foi de 35 meses. Cento e vinte e dois (66%) pacientes desenvolveram pelo menos
uma recidiva e 67 (36%) tiveram três ou mais recidivas. Estimativa de intervalo médio de Kaplan-Meier entre o início da doneça
e a primeira recidiva foi 24 meses 95% de IC (16, 34), entre a primeira e segunda recidiva foi 14 meses 95% de IC (9, 22)
e entre a segunda e a terceira recidiva de 15 meses 95% de IC (10, 25). Utlizando regressão Cox, apenas o número de recidivas
prévias foi significantemente associado ao risco de recorrência da UAA. Não houve associação significante entre os outros
fatores de risco reportados e o risco de recidiva e nenhum dos fatores de risco modificou significantemente a associação entre
recorrências prévias e recorrênica da UAA (P>0,066 para todas as interações). Houve uma diferença significante limítrofe na
sobrevivência de acordo com o padrão de recorrências tardias (ipsilateral, alternada ou bilateral) com um número de eventos
pouco maior do que o eperado naqueles com recorrência bilateral. (P=0,048). Conclusões: Pacientes com recidiva(s) prévia(s) da UAA tiveram maior risco de recorrência compardos à aqueles com doença inicial, mas
o risco de recorrência parece não aumentar de maneira dose-dependente com o aumento do número de recidivas prévias. Características
demográficas e extracelulares não parecem influenciar na taxa ou risco de recorrênica em UAA.
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Eficácia do interferon-alfa no tratamento de uveites refratárias ameaçadoras da visão: estudo retrospectivo monocêntrico de
45 pacientes Bahram Bodaghi, Gael Gendron, Bertrand Wechsler, Celine Terrada, Nathalie
Cassoux, Du Le Thi Huong, Claire Lemaitre, Christine Fardeau, Phuc LeHoang e Jean-Charles Piette
Objetivo: Uveíte grave está potencialmente associada a alterações visuais ou cegueira em pacientes jovens. Estratégias terapêuticas
permanecem controversas. A eficácia do inferferon-alfa-2a (INF-2a) em uveíte grave, refratária a esteróides e agentes imunossupressivos
convencionais, foi avaliada. Métodos: Pacientes foram incluídos após uma importante remissão da uveíte ocorrida sob corticosteróides e imunossupressores. INF-2a
(3 milhões de unidades três vezes por semana) foi administrado no subcutâneo. A eficácia foi avaliada pela melhora na acuidade
visual, diminuição da opacidade vítrea, resolução da vasculite retínica e do edema macular avaliados por exame do fundo de
olho e angiografia fluoresceínica e diminuição do limiar de prednisona oral. Resultados: Quarenta e cinco pacientes foram incluídos. A idade média foi de 32,3 anos (variando enre 8-58 anos) e a razão sexual (F/M)
foi de 0,66. Uveíte foi associada à doença de Behcet (DB) em 23 casos (51,1%) e a outras entidades em 22 casos (48,9%). Duração
média da uveíte antes da terapia com interferon foi de 34,9 meses (variação de 3,4 – 168,7 meses) e uma média de 3,26 remissões
com uso de corticosteróides e imunossupressores foram observadas. Uveíte foi controlada em 82,6% dos pacientes com DB e 59%
dos pacientes com outros tipos de uveíte (p=0,07). Durante um acompanhamento médio de 29,6 meses (variação de 14-55 meses),
o limiar médio de prednisona oral diminuiu significantemente de 23,6 mg/dia (variação de 16-45 mg/dia) para 10 mg/dia (variação
de 4-14 mg/dia) (p<0,001). Inferferon foi descontinuado em 10 pacientes (22,2%) com DB e 4 pacientes sem DB. Remissões ocorreram
em 4 e 1 casos, respectivamente. Conclusões: A terapia com interferon parece uma estratégia eficiente em formas graves e recorrentes de DB e também em outras formas de
uveíte. No entanto, parece mais suspensiva do que curativa. Com isso, INF-2a pode ser proposto como estratégia de segunda
linha após a falha dos imunossupressores convencionais.
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Análise da morfologia da bolha após trabeculectomia através da tomografia de coerência óptica Visante do segemento anterior
Christopher Kai-shun Leung, Doris Wai-fong Yick, Yalanda Yuen-ying Kwong, Felix Chi-hong Li, Dexter Yu-lung Leung, Shaheeda
Mohamed, Clement Chee-yung Tham, Chung-chai Chi e Dennis Shun-chiu Lam
Introdução: Descrever o uso da tomografia de coerência óptica (OCT) Visante do segmento anterior na análise morfológica do interior da
bolha após trabeculectomia. Métodos: 14 olhos pós trabeculectomia de 11 indivíduos com glaucoma primário de ângulo aberto e 3 com glaucoma primário de ângulo
estreito foram estudados. As bolhas foram classificadas com referência à morfologia na lâmpada de fenda e à função. Foram
incluídos os seguntes tipos de bolha: filtração difusa (n=7), cística (n=2), encapsulada (n=2) e plana (n=3). Um olho em cada
paciente foi analisado com OCT Visante do segmento anterior. Uma linha vertical de varredura de 10mm consistindo em 512 scans-A
foi posicionada no centro da bolha. As imagens foram assim analisadas pelo software do aparelho. As morfologias dentro da
bolha e estruturas, incluindo espessura da parede, coleção de fluido subconjuntival, espaço fluido supra-escleral, espessura
do retalho escleral, intensidade dentro da bolha (baixa, média ou alta) e a comunicação abaixo do retalho escleral foram caracterizados
e medidos. Resultados: As bolhas de filtração difusa foram caracterizadas pelas coleções de fluido subconjuntival. O espaço fluido supra-escleral
e a comunicação abaixo do retalho escleral puderam ser identificados em 4 dos 7 casos. As bolhas císticas foram compostas
de um grande espaço hiporreflectivo com coleções multi-lobuladas de fluido cobertas por uma fina camada de conjuntiva. Bolhas
encapsuladas tiveram parede espeça com alta reflectividade e espaço fechado preenchido por fluido. Bolhas planas demonstraram
alta reflectividade escleral sem elevação da bolha. Conclusões: O OCT Visante do segmento anterior pode ser utilizado para obtenção de imagens da bolha filtrante. Os diferentes padrões
de morfollogia interna da bolha identificados pelo OCT foram relacionados à aparência na lâmpada de fenda e função da bolha.
Esta informação seria útil no estudo de diferentes evoluções cirúrgicas e no processo de recuperação da ferida em olhos trabeculectomizados.
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Vitrectomia via pars-plana com triancinolona intravítrea: efeito no edema macular cistóide secundário à uveíte e limitações
no tratamento Matthias Gutfleisch, Georg Spital, Anne Mingels, Daniel Pauleikhoff, Albrecht Lommatzsch e Arnd Heiligenhaus
Introdução: Este estudo investiga o efeito da vitrectomia via pars-plana (VPP) combinada à injeção intravítrea de acetonido de triancinolona
(AT) no curso do edema macular cistóide (EMC) em pacientes com uveíte. Métodos: Pacientes com uveíte e EMC (n=19) não responsivos à corticóides sistêmicos e/ou imunossupressão combinados à acetazolamida
foram retrospectivamente estudados após VPP associada à injeção de 4mg de AT intravítrea. Pacientes tinham uveíte anterior
crônica (n=4), uveíte intermediária (n=9), uveíte posterior (n=3) ou pan uveíte (n=3). Tetes de acuidade visual, tonometria,
agiofluoresceínografia e complicações pós operatórias foram analisados. O acompanhamento médio foi de 14 meses (DP 4,6). Resultados: EMC melhorou em 58% dos pacientes nas primeiras 6 semanas de pós operatório. Após 12 meses, o EMC se mantinha ausente em
44% e recidivou em 12%. Melhora da acuidade visual foi percebida em 42% após 3 meses e em 28% após 12 meses. A catarata progrediu
em 85% dos pacientes fascicos. Aumento da PIO foi detectada em 27% 2 semanas e em 11% 12 meses após a cirurgia. Conclusões: EMC secundário à uveíte não responsivo à imunossupressão sistêmica e acetazolamida deve melhorar após VPP associada à triancinolona
intravítrea. O efeito parece ser transitório em muitos dos pacientes. Catarata e hipertensão ocular foram complicações frequentes.
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Transplante autólogo de retalho de EPR-Coróide em DMRI. Resultados morfológicos e funcionais Felix Treumer, Arnd Bunse, Carsten Klatt e Johann Roider
Objetivo: Avaliar a evolução do transplante autólogo de retalho de EPR-coróide após remoção de membrana subfoveal de coróide (CNV)
em pacientes com DMRI. Métodos: Transplante de retalho de EPR-coróide foi realizado em 10 pacientes consecutivos com DMRI exsudativa (9) ou atrofia geográfica
(1). Após a retirada da CNV um retalho de EPR-coróide foi translocado da média periferia para a região macular. O acompanhamento
foi de 6 a 12 meses. Testes de acuidade visual e micro perimetria (Nidek-MP1) assim como autofluorescência, angiografia com
fluoresceína e indocianina verde (ICV) foram realizados e os dados foram analisados retrospectivamente. Resultados: AV pré operatória (logMAR) variou de 0,7 a 1,8 (média 1,37), pós operatoria de 0,4 a 1,6 (média 1,24). AV pós operatória
melhorou em 7 pacientes (em média 0,26) mantendo-se estável em 1 paciente e diminuíu em 2 pacientes. Microperimetria mostrou
sensibilidade luminosa e fixação no retalho em 5 casos. Angiografia com ICV demonstrou perfusão no transplante de EPR-coróide
em 9 pacientes. Complicações pós operatórias incluíram: descolamento de retina (1) e formação de membrana epirretínica (2).
O paciente com atrofia geográfica desenvolveu CNV após a cirurgia. Conclusões: Transplante autólogo de retalho de EPR-coróide é um procedimento possível e comparativamente seguro. Microperimetria provou
fixação e percepção luminosa sobre o retalho com melhora moderada da acuidade visual média.
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Prevalência de pseudodrusa reticular em degeneração macular relacionada à idade com neovascularização de coróide rescém diagnosticada Salomon Y Cohen, Lise Dubois, Ramin Tadayoni, Corine Delahaye-Mazza, Christophe Debibie e Gabriel Quentel
Introdução/objetivos: Investigar a prevalência de pseudodrusa reticular (PDR) em olhos apresentados com neovascularização de coróide (CNV) rescém
diagnosticada em degeneração macular relacionada à idade(DMRI) e analisar a associação entre PDR, maculopatia relacionada
à idade (MRI) e DMRI. Métodos: Duas séries prospectivas observacionais consecutivas. Na série 1, pacientes com DMRI e CNV rescém diagnosticada foram pesquisados
quanto à incidência de PDR. Olhos com e sem PDR foram comparados quanto idade, gênero, olho envolvido e tipo de CNV através
do teste não paramétrico de Mann-Whitney e teste exato de Fisher. Na série 2, 100 pacientes foram encaminhados para fotogradia
do fundus e angiografia com fluoresceína e/ou indocianina verde em quem mostrou PDR nas fotografias. Esta segunda cohort foi
selecionada de um grupo maior de pacientes. Resultados: Série 1: secenta e sete mulheres e 33 homens com idades entre 57-96 anos (média: 79,5) e CNV recentemente diagnosticada.
A CNV foi clássica (32 olhos), oculta (41), exibiu descolamento vascularizado do epitélio pigmentado (DEP, 11), proliferação
angiomatosa na retina (PAR) com ou sem DEP (13) e cicatriz hemorrágica ou fibrovascular (3). Vinte e quatro olhos (24%) tiveram
PDR. A prevalência de PAR foi signicativamente maior em olhos com PDR (p=0,0128) apesar do menor número de pacientes com PAR.
Série 2: cem pacientes com PDR foram selecionados em 3 meses o que correspondeu à 8% de todos os casos encaminhados ao nosso
centro. Foram 77 mulheres e 23 homens entre 54 e 93 anos (média: 79,2). Olhos com PDR (n=155) normalmente exibiram sinais
de DMRI ou MRI, incluindo drusas moles (101 olhos) e/ou alterações do epitélio pigmentado da retina (70), atrofia geográfica
(27) e/ou CNV (61). Em ambos os estudos exame das fotografias do fundus com luz azul foi de grande iportância no auxílio do
diagnóstico de PDR. Conclusão: PDR teve alta prevalência entre pacientes com DMRI e CNV rescém diagnosticada (24% dos casos). PDR foi comumente associada
à DMRI e MRI. O presente estudo sugere que olhos com PDR deveriam ser classificados como um fenótipo de DMRI.
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Relação linear das alterações lenticulares refrativas e biométricas durante a acomodação em olhos míopes Matthias Bolz, Ana Prinz, Wolfgang Drexler e Oliver Findl
Objetivo: Investigar a relação entre alterações refrativas e biométricas no cristalino humano durante a acomodação, além das diferenças
entre esta relação em jovens emétropes saudáveis e indivíduos miopes. Métodos: Média relativa da alteração da profundidade da câmara anterior (PCA), espessura do cristalino (EC), extensão do segmento
anterior (ESA=PCA + EC) e refração objetiva foram simultaneamente aferidos durante acomodação para perto em 10 indivíduos
emétropes e 10 míopes. Através de uma mira splitter, foram feitas medidas simultâneas, utilizando interferometria de coerência
parcial (PCI) e fotorreação infravermelha (IR). Resultados: Em média, para cada dioptria de acomodação a EC aumentou em 0,063 mm em olhos emétropes e 0,072 mm em míopes e PCA diminuíu
em 0,047 mm e 0,057 mm respectivamente. ESA média, indicando a posição do polo posterior do cristalino, aumentou em 0,009
mm em olhos emétropes e 0,013 mm em míopes. Correlações entre alterações refrativas e biométricas tiveram características
essencialmente lineares em ambos os subgrupos. Diferenças na PCA entre olhos emétropes e míopes foram estatisticamente significantes
em um estímulo adaptativo de -1D (p<0,04) e -2D (p<0,02). Conclusão: As alterações refrativas e biométricas do cristalino humano são fortemente correlacionadas e lineares tanto em função de
olhos emétropes quanto míopes.
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Laboratory science - extended reports
A camada suprabasal de células epiteliais corneais representa o maior ponto de barreira ao movimento passivo de pequenas moléculas
e tráfico de leucócitos Magdaléna Sosnová-Netuková, Pavel Kuchynka e John V Forrester
Objetivos: Investigar o sítio da função de barreira à difusão passiva de pequenas moléculas (phalloidin) no epitélio corneal do camundongo. Métodos: Penetração de phalloidin (peso molecular de 1115 daltons) na córnea foi avaliada por estudo de ligação fluorescente do phalloidin
à actina em secções de tecido, em preparos de montagem inteira e em globos intactos fixados, através de microscopia confocal.
Além disso, a localização de proteínas tight junction nas camadas individuais do epitélio corneal foi determinada através
de imunohistoquímica. Resultados: Coloração do phalloidin de secções corneais foi positiva em todas as camadas corneais em secções de tecido e em todas as
camadas do epitélio corneal exceto na camada suprabasal em montagens de córneas inteiras fixadas. Contudo, quando a coloração
do phalloidin foi tentada em globos intactos fixados, antes da excisão da córnea para preparação da montagem inteira, apenas
as camadas mais supreficiais de célulsa estava corada, indicando que o phalloidin não pode penetrar no tecido além da camada
epitelial suprabasal. Tratamento com detergente (Triton x-100) na córnea excisionada e em globos intactos fixados permitiu
a penetração do phalloidin na camada epitelial suprabasal. Proteínas tight junction, occludina, ZO-1 e claudina estavam presentes
na maioria das camadas da córnea mas enquanto ZO-1 e ocludina estavam distribuídas em um padrão pericelular típico, claudina
pareceu ser particularmente proeminente na camada suprabasal e apareceu apenas como um padrão pericelular ponteado descontínuo
na camada superficial. Leucócitos intraepiteliais foram detectados no epitélio superficial e no epitélio basal mas não no
epitélio suprabasal. Conclusão: A camada de células epiteliais suprabasal parece representar o principal ponto de barreira para a passagem de moléculas pequenas
e células na córnea do camundongo e esta propriedade deve ser atribuível à proeminente expressão de claudina nesta camada.
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Bloqueio seletivo de fosfodiesterases tipo 2, 5 e 9, resultantes do acúmulo de GMPc nas células do epitélio pigmentado Roselie Diederen, Ellen C La Heij, Marianne Markerink-van Ittersum, Aize
Kijlstra, Fred Hendrikse e Jan De Vente
Objetivo: Investigar se fosfodiesterases (FDE) estão envolvidas na regulação da quebra do GMPc nas células do epitélio pigmentado da
retina (EPR). Métodos: GMPc contido em células cultivadas do EPR (linhagem cellular D407) foi avaliado por imunocitoquímica na presença de inibidores
de FDE não seletivo ou isoforma-seletivo combinados a peptídio atrial natriurético (ANP) estimulador particulado de guanilil
ciclase ou nitroprusside de sódio (SNP) estimulador da guanilil ciclase. Expressão de RNA mensageiro de FDEs 2, 5 e 9 foram
estudadas em células cultivadas de EPR humano e camadas de células de EPR de rato, utilizando hibridização radiotiva in situ.
Resultados: Na ausênica de inibidores de FDE os níveis de GMPc em células cultivadas de EPR são muito baixos. Acúmulo de GMPc foi rapidamente
detectado em células cultivadas de EPR humano após incubação com Bay60-7550 como um inibidor seletivo de FDE 2, sildenafil
como inibidor seletivo de FDE 5 ou Sch51866 como inibidor seletivo de FDE 9. Na presença de inibição da FDE a quantidade de
GMPc aumentou fortemente após estimulação da guanilil ciclase particulada. RNA mensageiro e FDEs 2, 5 e 9 foram detectados
em todas as células cultivadas de EPR humano e nas camadas de células de EPR de rato. Conclusões: Nossos resultados mostram que FDEs 2, 5 e 9 influenciam no metabolismo do GMPc das células do EPR.
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Medidas não invasivas da impedância vascular demonstram vasoconstricção ocular durante exercício isométrico Andrew J Morgan e Sarah L Hosking
Objetivos: O cálculo da impedância para uma rede vascular é um método comumente usado em estudos da circulação. Índices de impedância
(as razôes das harmônicas da pressão pelas harmônicas do fluxo) fornecem ao investigador uma medida da oposição ao fluxo sanguíneo
em um sistema pulsátil e são indicadores de vasculopatia. Estudos prévios investigando a oposição ao fluxo sanguíneo no olho
concentraram-se em medidas simples da resistência (razão da diferença média de pressão pelo fluxo médio) que são mais apropriados
a um estado fixo ou num sistema não pulsátil. O objetivo deste estudo foi demonstrar um método novo não invasivo para determinar
a impedância vascular do olho durante um estresse fisiológico conhecido de exercício isométrico sustentado. Métodos: Ondas do fluxo sanguíneo ocular e pressão arterial da carótida foram medidos não invasivamente. As ondas do fluxo sanguíneo
ocular foram calculadas usando o método de Langham-Silver através da medida de flutuações pequenas na PIO com o passar do
tempo com um pneumatonômetro de alta fidelidade. A pressão artérial da carótida foi determinada usando um tonômetro SfygmoCor
eletrônico colocado sobre a carótida comum no pescoço. Ambas as ondas foram registradas simultaneamente em indivíduos normais
voluntários sob duas condições: 1-no inicio em estado de repouso e 2-durante exercício isométrico sustentado. Os componentes
das duas formas de onda (as harmônicas) foram calculados usando um transforme Fast Furier e expressados como uma razão com
o objetivo de determinar um aparato de valores de impedância para cada condição. Os quatro primeiros valores de impedância
foram calculados. Resultados: 12 voluntários (6 masc/6 fem) com uma idade média de 27 anos (variando de 22-32 anos) foram recrutados para o estudo. Em
comparação com as condições de repouso ambas pressão sanguínea carotídea média e freqüência cardíaca média aumentaram significantemente
durante exercício: pressão carotídea média no repouso, 82,68.2 mmHg vs pressão carotídea média durante exercício, 93,812.8
mmHg (p<0,001); freqüência de pulso no inicio, 64,69.1 bpm vs freqüência de pulso após exercício, 71,89.7 bpm (p<0,001). Comparada
a condições de repouso, os primeiro e terceiro valores de impedância demonstraram mudança significativa durante exercício:
o primeiro valor de impedância cresceu (83.925.6 mmHg-s/µl para 117.140.9mmHg-s/µl, p = 0,01) e o terceiro valor de impedância
caiu (487.9294.7 mmHgs/µl para 248.3206.8 mmHg-s/µl, p = 0,01). Conclusões: O estudo presente demonstra, pela primeira vez, um método prático não invasivo de calcular um módulo de índice de impedância
para o quociente pulsátil de fluxo sanguíneo ocular. Além disso, durante exercício isométrico controlado, o módulo de impedância
mostrou mudanças consistentes com aquelas conhecidas para um sistema vascular durante vasoconstricção. O cálculo do módulo
de impedância para o olho, portanto, mostra promessa para futuras investigações de condições oculares onde a obstrução vascular
é fator etiológico.
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