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Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Janeiro de 2008. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the January 2008 issue. The full text is only available in Englishto subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)

Janeiro/ January   2007
Volume 92 Number/ número 1

Clinical science - Ciência clínica
Laboratory science - Ciência laboratorial

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr José Alvaro P. Gomes
drdanielpereira{at}gmail.com  drdanielpereira{at}gmail.com


  Clinical science

Resultados a longo prazo da viscotrabeculotomia em glaucoma congênito: comparação com a trabeculectomia clássica

N Tamcelik e A Özkiris
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Astrocitoma pilocítico juvenil não sofre transformação maligna: bases para sua designação como hamartomas
C F Parsa e S Givrad
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Um novo método de avaliação de percepção de profundidade em movimento em pacientes com estrabismo
Y Watanabe, T Kezuka, K Harasawa, M Usui, H Yaguchi e S Shioiri
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Diplopia persistente após implante secundário de lente intraocular em pacientes com estrabismo sensorial secundário à afacia monocular não-corrigida
Arif O Khan
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text


Transplante de membrana amniótica para o tratamento de defeitos epiteliais corneais: um estudo in vivo com microscopia confocal
M Nubile, H S Dua, T Evb-M Lanzini, P Carpineto, M Ciancaglini, L Toto e L Mastropasqua
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

O risco de oftalmia simpática após evisceração por traumatismo ocular penetrante no Groote Schuur Hospital
N du Toit, M I Motala, J Richards, A D N Murray e S Maitra
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Maculopatia em uveíte na artrite idiopática juvenil: um estudo com tomografia de coerência óptica
G Ducos de Lahitte, C Terrada, T H C Tran, N Cassoux, P LeHoang, B Bodaghi e L Kodjikian
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Eficácia do bevacizumab intravítreo na vasculopatia coroidal polipoidal
F Gomi, M Sawa, H Sakaguchi, M Tsujikawa, Y Oshima, M Kamei e Y Tano
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Combinação de Pegaptanib sódico (Macugen) com terapia fotodinâmica na neovascularisação coroidal justafoveal clássica em degeneração macular relacionada à idade
C Calvo-González, J Reche-Frutos, J Donate-López, J García-Feijoó, M Leila, C Fernández-Pérez e J Garcia-Sánchez
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Triancinolona intravítreo versus bevacizumab para tratamento de edema macular diabético refratário (estudo IBEME)
L Paccola, R A Costa, M S Folgosa, J C Barbosa, I U Scott e R Jorge
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Injeção retrobulbar de acetato de triancinolona para edema macular relacionado à oclusão de ramo venoso na retina
T Kawaji, A Takano, Y Inomata, N Sagara, K Iwao, M Inatani, M Fukushima e H Tanihara
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Prejuízo da acuidade visual central durante e depois do edema macular cistoide
C G Kiss, T Barisani-Asenbauer, C Simader, S Maca e U Schmidt-Erfurth
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Qualidade de vida relacionada à visão em pacientes com edema macular diabético
S M Hariprasad, W F Mieler, M Grassi, J L Green, R D Jager e L Miller
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Níveis de dimetilarginina assimétrica (ADMA) no humor aquoso estão associados positivamente à proteína quimioatrativa para monócito 1 (MCP-1) em pacientes com uveíte
Y Yoshida, S Yamagishi, S Ueda, K Yoshimura, S Okuda e R Yamakawa
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Correlações funcionais de anormalidades autofluorescentes no fundus em pacientes com mutações dos genes RPGR ou RIMS1, causando distrofia de cones ou cones-bastonetes
A G Robson, M Michaelides, V A Luong, G E Holder, A C Bird, A R Webster, A T Moore e F W Fitzke
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Grau de fechamento angular e extensão de sinéquia anterior periférica: um estudo de OCT do segmento anterior (AS-OCT).
DHW Su, DS Friedman, JLS See, PTK Chew, Y-H Chan, WP Nolan, SD Smith, D Huang, C Zheng, Y Li, PJ Foster e T Aung
Portuguese Abstract
   English Abstract  English Full text

  Laboratory science

Medição fluorofotométrica do tempo de pernanência pré-corneal do ácido hialurônico utilizado topicamente
H Mochizuki, M de Yamada, S Hato e T Nishida
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Resistência da Acanthamoeba aos métodos clássicos de extração de DNA usados para diagnóstico de infecção corneal
P Goldschmidt, S Degorge, C Saint-Jean, H Year, F Zekhnini, L Batellier, L Laroche e C Chaumeil

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Diferenças na composição de ácidos graxos meibomianos em pacientes com disfunção das glândulas de Meibomius e olho seco por deficiência aquosa
C Joffre, M Souchier, S Grégoire, S Viau, L Bretillon, N Acar, AM Bron e C Creuzot-Garcher
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Efeito de uma formulação oftálmica com meloxican na expressão da COX-2, liberação de PGE2 e expressão da citocina em um modelo de inflamação ocular aguda
R Cruz, J D Quintana-Hau, J R González, R Tornero-Montaño, L M Baiza-Durán e L Vega
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Indometacina diminui a tensão do oxigênio no nervo óptico por um mecanismo diferente da inibição da ciclo-oxigenase
M Hove Noergaard, D Bach Pedersen, K Bang, P Koch Jensen, J Folke Kiilgaard, E Stefánsson e M la Cour

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Polimorfismo do gene receptor do glicocorticóide na oftalmopatia de Graves
B Boyle, K Korányi, A Patocs, I Liko, A Szappanos, R Bertalan, K Racz e C Balazs

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Inativação não ligada ao X em uma família com nistagmo ligado ao X resultante de nova mutação com perda de sentido do gene FRMD7, p.R229G
Y Kaplan, I Vargel, T Kansu, B Akin, E Rohmann, S Kamaci, E Uz, T Ozcelik, B Wollnik e NA Akarsu
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text


  Clinical science

Resultados a longo prazo da viscotrabeculotomia em glaucoma congênito: comparação com a trabeculectomia clássica
N Tamcelik e A Özkiris

Objetivo: Avaliar os resultados da viscotrabeculotomia em pacientes com glaucoma congênito e comparar às taxas de sucesso e complicações da trabeculectomia clássica.
Pacientes e métodos: Todos os pacientes que foram selecionados para este estudo se apresentaram com glaucoma congênito primário antes dos 12 meses de idade e foram divididos em dois grupos. Grupo 1 constituído por 58 olhos de 34 pacientes submetidos à viscotrabeculotomia e grupo 2 constituído por 51 olhos de 30 pacientes submetidos à trabeculectomia clássica. Pressão intra-ocular (PIO) pré e pós-operatória, medicação antiglaucomatosa média, diâmetro corneal médio, taxa de sucesso e complicações intra e pós-operatórias foram comparadas entre os dois grupos.
Resultados: PIO pré-operatória média foi de 30,6 (DP 5,7) mmHg no grupo 1 e de 29,9 (4,9) mmHg no grupo 2. Na última visita foi de 16,2 (2,9) mmHg e 17,3 (2,8) mmHg, respectivamente (p<0,001). O número médio de medicações antiglaucomatosas usadas após a cirurgia foi significativamente menor no grupo 1 (p<0,05). Na última visita a taxa de sucesso do grupo 1 e grupo 2 foram 91,3% e 68,6%, respectivamente e a diferença foi estatisticamente significativa (p = 0,02). A complicação pós-operatória precoce mais comum foi elevação transitória da PIO no grupo 1 e hifema no grupo 2 (para cada, p<0,001).
Conclusão: Uso de materiais viscoelásticos durante a trabeculotomia aumenta a taxa de sucesso do procedimento através da prevenção de hemorragia pós-operatória, adesão dos lábios da incisão ou proliferação fibroblástica.

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Astrocitoma pilocítico juvenil não sofre transformação maligna: bases para sua designação como hamartomas
C F Parsa e S Givrad

Objetivo: Determinar se astrocitoma pilocítico juvenil WHO grau I tem potencial para transformação maligna espontânea.
Métodos: Uma pesquisa na literatura foi realizada para investigação de transformação maligna e alterações anaplásicas ou anaplásticas de astrocitoma pilocítico juvenil curado, astrocitoma pilocítico, astrocitoma grau I, glioma óptico, glioma, gliomas de baixo grau, espongioblastoma polar e gliocitoma embrionário. Pesquisas bibliográficas foram realizadas no PubMed e Google e textos de referência de oftalmologia e neuropatologia foram utilizados.
Resultados: Um total de 52 casos publicados de transformação maligna foram encontrados. Vinte e dois desses tumores, contudo, não atendiam inicialmente aos critérios para astrocitoma pilocítico juvenil WHO grau I e foram excluídos. Seis outros casos foram localizados no campo irradiado mas representaram anaplasias desenvolvidas independentemente do tumor primário. Os 24 restantes foram previamente irradiados.
Conclusão: Astrocitoma pilocítico juvenil WHO grau I não sofreu transformação anaplástica espontânea. Transformações malignas apenas foram demonstradas após radioterapia. Opiniões clínicas e histopatológicas anteriores considerando astrocitoma pilocítico juvenil como lesões hamartomatosas são reafirmadas.

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Um novo método de avaliação de percepção de profundidade em movimento em pacientes com estrabismo
Y Watanabe, T Kezuka, K Harasawa, M Usui, H Yaguchi e S Shioiri

Objetivo: No estrabismo clínico, a percepção estereoscópica é normalmente analisada utilizando estímulos estáticos, mas estes estímulos não necessariamente permitem avaliação da capacidade de perceber profundidade em movimento. Comparamos a capacidade de percepção de profundidade em movimento usando um novo teste de movimento em estéreo que desenvolvemos e comparamos a aquele de percepção de profundidade estática usado em teste convencional de estereopsia em pacientes com estrabismo.
Métodos: Para investigar a percepção de profundidade em movimento em pacientes com estrabismo, foi desenvolvido um teste de movimento em estéreo utilizando quatro tipos de estímulos visuais dinâmicos gerados por computador. Três deles são estereogramas de pontos aleatórios de dois planos paralelos que se deslocam em profundidade. O paciente é solicitado a indicar a direção da rotação dos planos em profundidade (no primeiro e segundo tipos) ou a presença/ausência de sinais de profundidade em movimento (no terceiro tipo). O quarto tipo de estímulo é um estereograma de pontos aleatórios de um cilindro em rotação. As partes superior e inferior do cilindro giram em direções opostas e o paciente é solicitado a indicar a posição das bordas entre as duas partes. O limiar de disparidade foi definido como a disparidade (disparidade relativa entre os pontos mais próximo e mais distante dos planos ou do cilindro) que gera o nível crítico de desempenho com o método do limite. O teste estereoscópico convencional de Titmus usando estímulo visual estático foi utilizado para avaliar a percepção estática de profundidade. As medições foram realizadas em 52 pacientes com estrabismo, com idade entre 4 e 38 anos que visitaram o Hospital Médico da Universidade de Tóquio entre janeiro de 2003 e julho de 2004.
Resultados: Os resultados mostraram fraca correlação do limiar dos pacientes entre o teste de movimento em estéreo e o teste convencional de Titmus. Por exemplo, a capacidade de perceber profundidade em movimento (limiar de disparidade < 500 segundos de arco) foi demonstrada em três dos sete pacientes que não foram capazes de perceber profundidade utilizando estímulos estáticos (0/9 para Titmus de círculo). Estes resultados sugerem que o processo de elementos dinâmicos da percepção em profundidade binocular é preservado em alguns dos pacientes com estrabismo que não apresentam estereopsia estática.
Conclusão: Este estudo demonstra a importância em se avaliar a percepção de profundidade em movimento, bem como a avaliação da esteropsia estática em pacientes com estrabismo.

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Diplopia persistente após implante secundário de lente intraocular em pacientes com estrabismo sensorial secundário à afacia monocular não-corrigida
Arif O Khan

Objetivo: Avaliar a incidência de diplopia persistente após implante secundário de lente intraocular de câmara posterior (PCIOL) em pacientes com afacia monocular não corrigida prolongada associada a estrabismo sensorial.
Métodos: Série retrospectiva, institucional de casos (1982 a 2005) de pacientes com estrabismo sensorial causado por afacia monocular não corrigida devido a traumatismo ocular isolado submetidos a implante secundário de PCIOL e cirurgia subseqüente bem-sucedida de estrabismo.
Resultados: Depois do implante secundário de PCIOL todos os 11 pacientes queixaram-se de nova diplopia binocular constante. O período médio de afacia não-corrigida foi de 11 anos (intervalo de 1 a 20 anos; mediana e moda, 11 anos). Em sete pacientes, a diplopia pôde ser eliminada antes da cirurgia de estrabismo com uso de prismas no espaço livre ou um haploscópio ou ambos; estes sete pacientes ficaram sem diplopia após cirurgia bem sucedida de estrabismo (e apresentaram supressão no teste das quatro lâmpadas de Worth). Em quatro pacientes a diplopia não pôde ser eliminada antes da cirurgia de estrabismo (nem com os prismas nem com o haploscópio); estes quatro pacientes tiveram diplopia persistente apesar da cirurgia bem-sucedida de estrabismo.
Conclusões: Há um risco significativo de diplopia persistente nestes casos. A inabilidade de se eliminar a diplopia antes da cirurgia de estrabismo prediz a diplopia persistente apesar do realinhamento ocular. Teste sensorial deve ser feito quando o paciente é ainda afácico (com uma lente de contato para corrigir a afacia) antes de se considerar o implante secundário de PCIOL.

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Transplante de membrana amniótica para o tratamento de defeitos epiteliais corneais: um estudo in vivo com microscopia confocal
M Nubile, H S Dua, T Evb-M Lanzini, P Carpineto, M Ciancaglini, L Toto e L Mastropasqua

Objetivo: Avaliar a morfologia tecidual da membrana amniótica (AM) e cicatrização do epitélio corneal em olhos humanos após o transplante de membrana amniótica (AMT), utilizando microscópio confocal de escaneamento a laser in vivo (IVCM).
Pacientes e metódos: Vinte olhos de 20 pacientes queimadura química aguda (n=8) e defeito epitelial corneal persistente (n=12) tratados com AMT de uma camada com o lado epitelial para cima foram estudados com IVCM seriada depois do AMT até a reepitelização completa. Foram detectadas mudanças na morfologia do tecido amniótico transplantado e na cicatrização do epitélio corneal. AM e a densidade celular do epitélio corneal foram calculadas usando o software de análise de imagem.
Resultados: IVCM permitiu a observação da AM transplantada e da regeneração das células epiteliais sob a AM. A média da densidade celular epitelial da AM 1 dia após o transplante foi de 4613 (DP 380) células/mm2. A espessura média do epitélio da AM foi de 35 (4) µm, enquanto a espessura estromal da AM foi de 116 (32) µm. O estroma amniótico pareceu ser composto por uma camada superficial fibrosa densa e por uma rede frouxa, mais profunda, de fibras reticulares. O epitélio amniótico desapareceu em 15 dias após o transplante e a reepitelização completa da superfície corneal foi obtida entre 1 e 4 semanas.
Conclusões:
IVCM é um método útil para avaliar a morfologia tecidual da AM, sua degradação e a cicatrização epitelial corneal após AMT nas diversas indicações clínicas. Quando a membrana amniótica age como um patch, ou seja, as células epiteliais migram sob e não sobre a membrana ela se desintegra e é perdida.

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O risco de oftalmia simpática após evisceração por traumatismo ocular penetrante no Groote Schuur Hospital
N du Toit, M I Motala, J Richards, A D N Murray e S Maitra

Objetivo: Avaliar a incidência de oftalmia simpática após evisceração por traumatismo ocular penetrante e avaliar se a evisceração é segura nestes casos.
Métodos: Os dados foram obtidos retrospectivamente de pacientes que foram admitidos em um hospital terciário após traumatismo ocular penetrante ocorrido há mais de 10 anos.
Resultados: Um total de 1392 pacientes foram incluídos. Destes, 1283 (99,4%) foram submetidos à cirurgia na admissão (reparo primário ou remoção primária do globo). Do grupo cirúrgico 889 (64,3%) foram submetidos a reparo primário, 491(35,5%) evisceração primária e três (0,2%) enucleação primária. Eviscerações secundárias foram realizadas em 11 pacientes submetidos a reparo primário. Dois casos de oftalmia simpática foram identificados no grupo não-cirúrgico e nenhum no grupo cirúrgico. A incidência de oftalmia simpática após traumatismo penetrante foi de 0,14%.
Conclusão: A incidência de oftalmia simpática foi baixa assim como encontrado em estudos prévios. A falta de seguimento e o número estatisticamente insuficiente de pacientes não fornecem provas conclusivas de que a oftalmia simpática não ocorra após evisceração. Parece, contudo, que a evisceração após traumatismo ocular grave é uma opção aceitável com um baixo risco de oftalmia simpática.

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Maculopatia em uveíte na artrite idiopática juvenil: um estudo com tomografia de coerência óptica
G Ducos de Lahitte, C Terrada, T H C Tran, N Cassoux, P LeHoang, B Bodaghi e L Kodjikian

Objetivo: Avaliar a freqüência e as características das lesões maculares observadas na uveíte por artrite idiopática juvenil (AIJ), usando a tomografia de coerência óptica (OCT).
Métodos: Neste estudo em corte transversal, 38 pacientes consecutivos foram selecionados em um centro de referência terciário para uveíte. Todos os olhos com uveíte por AIJ foram submetidos a exame oftalmológico completo incluindo OCT 3. Critérios de exclusão incluíram a inabilidade para obter a varredura com OCT. Flare e acuidade visual também foram analisados através de regressão linear.
Resultados: Analisamos a espessura foveal (EF) e espessura foveal central (EFC), utilizando software para mapeamento, para descrever lesões maculares em 61 olhos. Maculopatia foi observada em 51 olhos (84%), comparado à 12% na literatura (p<0,0001) e incluiu quatro tipos: espessamento perifoveolar em 45 olhos (74%), edema macular em 29 olhos (48%), descolamento foveal em 11 olhos (18%) e alterações atróficas em seis olhos (10%). Somente quatro olhos não mostraram nenhum tipo de lesão.
Conclusão:
Entre crianças com uveíte por AIJ, o envolvimento macular é freqüente e caracterizado por espessamento perifoveolar e descolamento seroso da retina. O OCT é um instrumento não invasivo. Ele pode identificar facilmente esta maculopatia que pode prejudicar a função visual e requer tratamento intensificado.

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Eficácia do bevacizumab intravítreo na vasculopatia coroidal polipoidal
F Gomi, M Sawa, H Sakaguchi, M Tsujikawa, Y Oshima, M Kamei e Y Tano

Objetivos: Avaliar a eficácia a curto-prazo da injeção intravítreo de bevacizumab para tratamento da vasculopatia coroidal polipoidal (VCP).
Métodos: Bevacizumab (1 mg) intravítreo foi injetado em 11 olhos de 11 pacientes com VCP nesta série retrospectiva e intervencional de casos. O principal efeito avaliado foi a mudança nos vasos polipoidais na angiografia por indocianina verde (AI) 3 meses após a injeção. A espessura foveal determinada pela tomografia de coerência óptica e a acuidade visual melhor corrigida (AVMC) também foram avaliadas antes e depois do tratamento.
Resultados: No início do estudo fluido subretínico foi observado em cinco olhos e descolamento do epitélio pigmentado em oito. A espessura foveal diminuiu significativamente (p<0,023) 1 mês após a injeção mas 3 meses depois não foi observada diminuição significativa embora uma injeção adicional tenha sido administrada em cinco de 11 olhos. A AI aos 3 meses mostrou resolução de pólipos em um olho mas mostrou lesão residual ou aumento da lesão nos outros dez olhos. A AVMC não melhorou significativamente embora os indivíduos haviam tido boas AVMC no início (média de 0,45).
Conclusão: Injeção intravítreo de bevacizumab pode reduzir o fluido na VCP mas parece ser ineficaz para diminuir as alterações vasculares coroidais.

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Combinação de Pegaptanib sódico (Macugen) com terapia fotodinâmica na neovascularisação coroidal justafoveal clássica em degeneração macular relacionada à idade
C Calvo-González, J Reche-Frutos, J Donate-López, J García-Feijoó, M Leila, C Fernández-Pérez e J Garcia-Sánchez

Objetivo: Este estudo observacional, prospectivo, não-comparativo de série de casos, avaliou resultados de 6 meses de tratamento com Pegaptanib Sódico (Macugen®) e Terapia Fotodinâmica (PDT) em neovascularisação coroidal (NVC) justafoveal clássica de degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
Resultados: A acuidade visual melhor corrigida (AVMC) diminuiu uma média de cinco letras. A área inicial da NVC aumentou significativamente de 1,4 mm2 para 2,7 mm2. Houve aumento significante na maior dimensão linear (MDL) de 1280,3 µm para 2065,7 µm na 24ª semana de seguimento.
Conclusão: NVCs justafoveais predominantemente clássicas são lesões altamente agressivas que demonstraram resposta pobre apesar da terapia combinada com PDT e Macugen.

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Triancinolona intravítreo versus bevacizumab para tratamento de edema macular diabético refratário (estudo IBEME)
L Paccola, R A Costa, M S Folgosa, J C Barbosa, I U Scott e R Jorge

Objetivo: Comparar o resultado morfológico e acuidade visual associados a uma única injeção intravítrea de acetato de triancinolona versus bevacizumab para tratamento de edema macular diabético refratário.
Métodos: Vinte e oito pacientes foram aleatoriamente selecionados para receber uma injeção intravítreo de 4mg/0,1ml de acetato de triancinolona ou 1,5mg/0,06ml de bevacizumab. Avaliação oftalmológica abrangente foi realizada como base de dados e nas semanas 1, 4, 8 (±1), 12 (±2) e 24 (±2) após o tratamento. Os principais resultados medidos incluíram espessura macular central medida com a tomografia de coerência óptica (TCO) e acuidade visual melhor corrigida de acordo com o Estudo de tratamento precoce da retinopatia diabética (ETPRD).
Resultados: Vinte e seis pacientes (26 olhos) completaram todas as visitas do estudo (dois pacientes faltaram duas visitas consecutivas). Espessura central macular foi significativamente reduzida no grupo com triancinolona intravítrea comparado ao grupo com bevacizumab nas semanas 4, 8, 12 e 24 (p<0,05). O logaritmo do ângulo mínimo de resolução (LogMAR) da acuidade visual melhor corrigida foi significativamente maior nas semanas 8 (0,69; 20/100+1) e 12 (0,74; 20/100–2) no grupo com triancinolona intravítrea comparado ao grupo com bevacizumab (semana 8 (0,83; 20/125–1) e 12 (0,86; 20/160+2) (p<0,05). Mudança significante em relação ao valor basal da média da pressão intra-ocular (mmHg) foi encontrada na semana 4 (+2,25) somente no grupo com triancinolona intravítrea (p<0,0001). Nenhum paciente observou progressão da catarata durante o estudo.
Conclusões: Uma única injeção de triancinolona intravítreo pode oferecer vantagens concretas sobre o bevacizumab em um curto período de estudo sobre edema macular diabético refratário, especificamente quando há modificações na espessura macular central. A relevância clínica real dos nossos achados preliminares, contudo, deve ser confirmada através de grandes estudos clínicos futuros.

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Injeção retrobulbar de acetato de triancinolona para edema macular relacionado à oclusão de ramo venoso na retina
T Kawaji, A Takano, Y Inomata, N Sagara, K Iwao, M Inatani, M Fukushima e H Tanihara

Objetivo: Avaliar a segurança e eficácia da injeção retrobulbar de acetato de triancinolona (AT) para edema macular relacionado à oclusão de ramo venoso da retina (ORVR).
Métodos: Revisamos os prontuários médicos de 50 pacientes consecutivos com edema macular associado com ORVR tratado através de injeção retrobulbar de AT (20mg) como tratamento inicial com um período de acompanhamento de pelo menos 12 meses. Espessura foveal determinada pela tomografia de coerência óptica, acuidade visual, pressão intra-ocular (PIO) e progressão da catarata foram medidos.
Resultados: A média de duração entre o diagnóstico do edema e a injeção de AT foi de 4,9meses. Espessura foveal diminuiu significativamente 3 meses após a injeção (p<0,0001). Entretanto, a porcentagem de redução da espessura foveal em olhos com descolamento de vítreo posterior (DVP; n=23) foi significativamente maior que sem DVP (n = 27, p = 0,003). Melhora na acuidade visual de pelo menos 0,20log, ângulo mínimo de resolução logMAR, foi observado em 22 olhos (44%; 11 olhos com DVP e 11 olhos sem DVP). Após um acompanhamento de 3 meses, 29 olhos necessitaram tratamento complementar incluindo injeção de AT ou vitrectomia via pars plana (VPP). VPP parece ser eficaz no edema macular persistente ao AT. Elevação da PIO e progressão da catarata ocorreram em menos de 10% de todos os pacientes.
Conclusões: Injeção retrobulbar de AT parece ser segura e relativamente eficaz para edema macular relacionado à ORVR. Em olhos resistentes à injeção de AT a VPP pode ser efetiva como tratamento coadjuvante.

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Prejuízo da acuidade visual central durante e depois do edema macular cistoide
C G Kiss, T Barisani-Asenbauer, C Simader, S Maca e U Schmidt-Erfurth

Objetivo: Determinar diferentes valores de limiar de sensibilidade à luz obtidos com micro perímetro 1 (MP1) em pacientes com uveíte apresentando edema macular cistóide (EMC) e comparar essas medidas à espessura macular.
Métodos: Perimetria com limiar estático de sensibilidade foi utilizada com microperímetro MP1 em 27 olhos de 21 pacientes com história de EMC crônico e recorrente. EMC ativo foi confirmado em 19 olhos. Oito olhos com história de EMC recorrente foram avaliados com contorno foveal normal à tomografia de coerência óptica (OCT). Diferentes valores de limiar de sensibilidade (MP1) foram comparados à espessura da retina correspondente medida por OCT.
Resultados: A média de valores de limiar de sensibilidade diferentes nos dois degraus centrais do modelo de estimulação estava reduzida comparada aos valores normais e apresentava-se com valores de 5,8 a 9,5dB em olhos com EMC e 9,3 a 12,9dB em olhos com contornos foveais normais, porém com história prévia de EMC. A média da espessura retínica correspondente variou de 390 (DP 90) a 389 (88) µm (a 0° e 1°, respectivamente) para EMC ativo e de 199 (36) a 211 (33) µm em olhos com fóvea normal e EMC resolvido. Correlação estatística entre diferença da média de limiar de sensibilidade e espessura retínica foi apenas leve e não mostrou associação.
Conclusões: EMC ativo causa uma marcante redução na sensibilidade central da retina. Além disso, no acompanhamento da resolução do EMC, um substancial prejuízo na sensibilidade retínica central permanece. A morfologia em termos de espessura retínica na OCT não se correlaciona à função visual em termos de sensibilidade retínica nestes pacientes.

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Qualidade de vida relacionada à visão em pacientes com edema macular diabético
S M Hariprasad, W F Mieler, M Grassi, J L Green, R D Jager e L Miller

Objetivos: O objetivo deste estudo foi determinar o impacto do edema macular diabético (EMD) na qualidade de vida (QV) em pacientes com diabetes mellitus tipo 2.
Métodos: Série prospectiva, consecutiva e não-comparativa de casos. Um estudo observacional avaliou a qualidade de visão e QV relacionada à visão usando o National Eye Institute Visual Function Questionnaire de 25-itens (NEI VFQ-25). Escores médios VFQ-25 em pacientes diabéticos tipo 2 foram comparados a escores médios VFQ-25 em grupos de pacientes com retinopatia diabética tipo 1 (RDT1) e vários graus de degeneração macular relacionada à idade (DMRI), glaucoma, catarata e na população de referência.
Resultados: Trinta e três pacientes completaram o NEI VFQ-25. A idade média da população estudada foi 64 anos. Quando comparamos os pacientes com EMD versus aqueles com RDT1 isolada encontramos que, para a escala de saúde geral, o EMD versus RDT1 teve média de 42±4,4 versus 61±1,0 respectivamente. O EMD versus RDT1 para qualidade de visão teve média de 69±4,1 versus 93±3,9. O EMD versus RDT1 para QVRV (qualidade de vida relacionada à visão) teve média de 62±5,0 versus 93±1,0. O grupo do EMD foi significativamente pior nas três categorias comparado ao grupo da RDT1 (p<0,01). Uma análise adicional foi realizada para examinar as diferenças no QVRV no grupo EMD versus várias doenças oculares comuns, incluindo DMRI, glaucoma, catarata e grupo de pacientes saudáveis. O valor médio do VFQ-25 no grupo EMD foi significativamente menor que no grupo do glaucoma em 10 de 12 itens, 11 de 12 itens no grupo da catarata e 12 de 12 itens na população saudável. Contudo, o valor médio do VFQ-25 no grupo EMD foi significativamente diferente do grupo DMRI em apenas 3 de 12 itens.
Conclusões: Pacientes diabéticos tipo 2 com edema macular experimentam diminuição na QVRV em comparação a pacientes diabéticos tipo 1 com retinopatia diabética e pacientes com glaucoma ou catarata. Contudo, a QVRV em pacientes diabéticos tipo 2 com edema macular foi similar aos pacientes com DMRI.

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Níveis de dimetilarginina assimétrica (ADMA) no humor aquoso estão associados positivamente à proteína quimioatrativa para monócito 1 (MCP-1) em pacientes com uveíte
Y Yoshida, S Yamagishi, S Ueda, K Yoshimura, S Okuda e R Yamakawa

Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar se os níveis de dimetilarginina assimétrica (ADMA) no humor aquoso estão associados à proteína quimioatrativa para monócito 1 (MCP-1) em pacientes com uveíte.
Métodos: Os níveis de ADMA e de MCP-1 no humor aquoso foram medidos através de cromatografia líquida de alta-performance (HPLC) e ELISA, respectivamente, em 31 amostras coletadas de olhos com uveíte e em 9 amostras de olhos com catarata (controle).
Resultados: Os níveis de ADMA e MCP-1 no humor aquoso foram significativamente mais elevados nos pacientes com uveíte infecciosa ou não infecciosa do que nos controles 0,67±0,04 nmol/ml vs 0,55±0,03 nmol/ml vs 0,43±0,04 nmol/ml (p<0,01) e 29,0±11,3 ng/ml vs 4,5±1,2 ng/ml vs 0,47±0,1 ng/ml (p<0,01), respectivamente. Correlação positiva entre os níveis de ADMA e MCP-1 no humor aquoso foi encontrada nos pacientes do grupo controle e naqueles com uveíte (r = 0,33, p<0,05).
Conclusão: Os resultados demonstraram que os níveis de ADMA no humor aquoso estavam associados positivamente ao MCP-1 nos seres humanos. Nossas observações atuais sugerem que os níveis de ADMA no humor aquoso podem representar um novo marcador biológico de inflamação na uveíte.

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Correlações funcionais de anormalidades autofluorescentes no fundus em pacientes com mutações dos genes RPGR ou RIMS1, causando distrofia de cones ou cones-bastonetes
A G Robson, M Michaelides, V A Luong, G E Holder, A C Bird, A R Webster, A T Moore e F W Fitzke

Objetivo: Estabelecer a significância funcional da anormalidade anular macular presente em imagens autofluorescentes (AF) do fundus em pacientes com distrofia de cones ou distrofia de cones-bastonetes.
Métodos: Fundo de olho AF foi realizado em dez indivíduos (idade entre 18-82 anos) com distrofia de cones ou cones-bastonetes secundárias a mutações nos genes RPGR ou RIMS1. Eletrorretinogramas de campo total e padrão concordantes com normais internacionais (ERGs) foram realizados em todos os casos. Mapeamento fotópico e escotópico fino da matriz (FMM) e ERG multifocal foram realizados em casos selecionados.
Resultados: Os indivíduos tinham anéis de alta densidade que margeavam áreas centrais de baixa densidade na AF em casos RPGR mais velhos e na maioria dos casos RIMS1. O tamanho do anel tinha correlação com a idade e aumentou com o tempo em dois indivíduos. Anéis de alta-densidade estavam associados a um gradiente escotópico e à diminuição da sensibilidade fotópica. Eletrorretinogramas com padrão de amplitude P50, quando detectados, foram inversamente relacionados ao tamanho do anel de AF. ERGs multifocais mostraram redução difusa com preservação relativa sobre a área foveal em dois indivíduos, concordando com os dados do FMM.
Conclusões: alguns pacientes com distrofia de cones-bastonetes têm um anel parafoveal de autofluorescência aumentada que pode crescer com o tempo. Aumento da autofluorescência está associada à redução da sensibilidade de cones e bastonetes, mais que à morte de fotorreceptores, e imagens de AF podem ajudar a identificar áreas da retina candidatas a futuras intervenções terapêuticas.

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Grau de fechamento angular e extensão de sinéquia anterior periférica: um estudo de OCT do segmento anterior (AS-OCT).
DHW Su, DS Friedman, JLS See, PTK Chew, Y-H Chan, WP Nolan, SD Smith, D Huang, C Zheng, Y Li, PJ Foster e T Aung

Objetivo: Avaliar a relação entre a amplitude do ângulo camerular determinada pela tomografia de coerência óptica do segmento anterior (AS-OCT) e a presença de sinéquia anterior periférica (PAS).
Métodos: Estudo prospectivo observacional de série de casos em que foram recrutados 203 indivíduos com ângulo fechado primário (PAC) ou ângulo aberto. Imagens dos setores nasal, temporal e inferior do ângulo camerular foram obtidas com o AS-OCT em ambiente escuro. Em seguida, foi realizada gonioscopia por examinador independente mascarado para os achados do AS-OCT. PAS foi identificada por gonioscopia e definida como aderências anormais da íris com o ângulo camerular com extensão de pelo menos meia hora de relógio e presentes na altura da malha trabecular anterior ou anteriormente. O total de horas de relógio da PAS foi registrado.
Resultados: Sessenta e oito pacientes (33,5%) apresentavam PAC, 76 (37,4%) PAC/glaucoma com PAC, 14 (6,9%) glaucoma primário de ângulo aberto e 45 (22,2%) eram pacientes normais com ângulo aberto. Houve correlação fraca, mas significante, entre a distância de amplitude do ângulo (AOD), área do trabeculado à íris (TISA) e área de recessão angular (ARA) com horas de relógio de PAS (Coeficiente de correlação de Spearman = –0,30, –0,32 e –0,32, respectivamente, com p<0,001). A média dos valores de AOD, TISA e ARA nos quadrantes nasal, temporal e inferior foi significativamente menor em olhos com PAS comparada aos olhos sem PAS (p<0,001, Teste Mann–Whitney U). Análise por quadrante mostrou que esses parâmetros foram menores nos quadrantes nasal e temporal nos olhos com PAS (p<0,01).
Conclusões: A amplitude angular determinada por AS-OCT e a extensão de PAS apresentaram fraca correlação. A amplitude angular foi significativamente menor nos olhos com PAS.

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  Laboratory science

Medição fluorofotométrica do tempo de pernanência pré-corneal do ácido hialurônico utilizado topicamente
H Mochizuki, M de Yamada, S Hato e T Nishida

Objetivo: Este estudo foi realizado para avaliar separadamente o fluxo aquoso aplicado com o ácido hialurônico e o comportamento do próprio ácido hialurônico na superfície ocular.
Métodos: Foram utilizadas duas tinturas fluorescentes diferentes: fluoresceína sódica dissolvida em solução de ácido hialurônico (HA) 0,1 % e fluoresceína 0,1% conjugada com ácido hialurônico (F-HA) dissolvida em solução salina. Um volume de 20 µl da solução testada foi instilada no olho de 10 voluntários saúdaveis. A fluoresceína sódica dissolvida em solução salina serviu como controle. A intensidade fluorescente do filme lacrimal pré-corneal foi medida na córnea central a cada 10 minutos . A taxa de conversão foi calculada usando a equação que relaciona a intensidade fluorescente contra o tempo em uma equação semi-log expressa como %/minuto.
Resultados: As taxas de conversão da aplicação tópica de F-HA 0,1 %, HA 0,1 % e solução salina foram 8,1 (DP 3,6) %/minuto, 21,6 (DP 2,8) %/minuto e 31,0 (DP 3,7) %/minuto, respectivamente. A taxa de conversão da F-HA foi significativamente mais baixa do que a com HA e solução salina (p = 0,00012 e p = 0,00000022, respectivamente; teste de Mann-Whitney). A taxa de conversão do HA foi significativamente mais baixa que a da solução salina (p = 0,00001; teste de Mann-Whitney).
Conclusões: Os nossos resultados indicam que o volume do fluxo aquoso aplicado com HA e a conversão do próprio HA são diferentes. As moléculas do HA podem aderir à superfície ocular por propriedades químicas relacionadas à superfície e/ou propriedades bioquímicas. O longo tempo de retenção do HA na superfície ocular pode explicar o mecanismo pelo qual o ácido hialurônico aumenta a estabilidade do filme lacrimal durante algumas horas.

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Resistência da Acanthamoeba aos métodos clássicos de extração de DNA usados para diagnóstico de infecção corneal
P Goldschmidt, S Degorge, C Saint-Jean, H Year, F Zekhnini, L Batellier, L Laroche e C Chaumeil

Objetivos: Um método diagnóstico sensível para infecção por Acanthamoeba pode prevenir a piora da condição clínica. Com objetivo de aprimorar as performances das ferramentas diagnósticas, estudamos a implicação dos procedimentos de extração do DNA na detecção da Acanthamoeba por técnica de PCR de tempo real.
Métodos: Cistos de Acanthamoeba misturados com um vírus marcado foram processados de acordo com diferentes procedimentos de preparo do DNA: calor, Proteinase K (ProtK), lise por álcali, QIAmp kit®, MagNA Pure® (DNA Mini kit, kit de isolamento de ácido nucléico MagNA Pure®), ProtK+QIAmp e ProtK+MagNA Pure. A concentração do DNA-parasita foi avaliada por PCR de tempo real.
Resultados: Os resultados mostram que as estruturas dos cistos de Acanthamoeba são resistentes aos reagentes para liberar o DNA de outras células e vírus. Calor, NaOH ou ProtK não permitiram que a extração do DNA fosse realizada ou que os inibidores fossem eliminados. O QIAmp e o MagNA Pure melhoraram parcialmente a sensibilidade do PCR e eliminaram os inibidores. Aumento significativo nos resultados positivos foi obtido com o tratamento com ProtK antes dos kits de extração comercial. ProtK+MagNA Pure produziram os mais altos índices de positividade.
Conclusão: Para minimizar os resultados falso-negativos, o diagnóstico da Acanthamoeba por meio do ácido nucléico requer, primeiramente, a lise eficiente dos cistos (sem afetar o DNA) para tornar o DNA disponível para extração e amplificação e, segundo, a eliminação dos inibidores de PCR. Aumento significativo nos índices de detecção é obtido pela adição do tratamento com Protk (10 min a 56°C) antes dos procedimentos comerciais. Protk+MagNA Pure produziram os melhores resultados em 30 minutos, seguido pelo ProtK+QIAmp (150 minutos).

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Diferenças na composição de ácidos graxos meibomianos em pacientes com disfunção das glândulas de Meibomius e olho seco por deficiência aquosa
C Joffre, M Souchier, S Grégoire, S Viau, L Bretillon, N Acar, AM Bron e C Creuzot-Garcher

Objetivos: Avaliar as diferenças na composição dos ácidos graxos meibomianos em indivíduos saudáveis e pacientes com disfunção das glândulas de Meibomius ou olho seco por deficiência aquosa.
Métodos: Foi coletada a secreção oleosa meibomiana utilizando um papel filtro de Schimer estéril em indivíduos saudáveis (n = 20), em pacientes com olho seco (tipo deficiência aquosa) (n = 32) e em pacientes com disfunção das glândulas de Meibomius (MGD) (n = 25) após massagem suave da bordas palpebrais. Os ácidos graxos meibomianos foram diretamente transmetilados e analisados por cromatografia gasosa (GC) e espectrometria de massa GC.
Resultados: Os ácidos graxos meibomianos foram semelhantes em indivíduos saudáveis e em pacientes com olho seco, mas foram diferentes em pacientes com MGD que mostraram níveis significativamente maiores de ácidos graxos de cadeia ramificada (29,8% vs 20,2%) (p <0,0001) e menores níveis de ácidos graxos saturados (9,3 vs 24,6%) (p <0,0001), principalmente de ácido palmítico (C16) e esteárico (C18).
Conclusão: O aumento dos ácidos graxos de cadeia ramificada pode refletir maior quantidade de cera e ésteres de colesterol e triglicéridos na secreção das glândulas de Meibomius. Como cera e ésteres de colesterol são os lípides principais das glândulas de Meibomius, estas diferenças podem ter consequências físicas para a fluidez e estabilidade da camada lipídica do filme lacrimal. A composição dos ácidos graxos meibomianos e, particularmente, o aumento das cadeias ramificadas podem representar um marcador para disfunção das glândulas de Meibomius.

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Efeito de uma formulação oftálmica com meloxican na expressão da COX-2, liberação de PGE2 e expressão da citocina em um modelo de inflamação ocular aguda
R Cruz, J D Quintana-Hau, J R González, R Tornero-Montaño, L M Baiza-Durán e L Vega

Objetivo: Determinar a eficácia da formulação oftálmica de meloxican na atividade e expressão da COX-2, na inflamação relacionada à expressão da citocina e inflamação em um modelo de inflamação ocular.
Métodos: Inflamação ocular foi induzida em coelhos Nova Zelândia com aplicação tópica de óleo de cróton(3%) por 3h. Solução oftálmica de meloxican 0,03%, diclofenaco de sódio 0,1% ou veículo (SophisenTM) foi administrada a cada 4h. Foram coletados materiais da conjuntiva, córnea, humor aquoso e humor vítreo.
Resultados: Em olhos irritados, 72h de tratamento com meloxican regulou para baixo a expressão e atividade da COX-2 (RNAm por PCR-RT e níveis de PGE2 por ELISA, respectivamente) de uma maneira tempo dependente e reduziu a inflamação. Entretanto, o diclofenaco foi reprovado na redução do RNAm COX-2 e PGE2 para níveis basais após 7 dias de tratamento. O tratamento com meloxican regulou para baixo a expressão da IL-6 e IFN- na conjuntiva e expressão da IL-1β e TNF- na córnea. O diclofenaco foi reprovado na modificação destas citocinas em ambos os tecidos. O tratamento com meloxican aumentou a expressão da IL-6 na conjuntiva e IL-10 na córnea, enquanto o diclofenaco não teve nenhum efeito nestas citocinas.
Conclusões: O tratamento com meloxican foi mais eficiente que com o diclofenaco na diminuição da expressão e atividade da COX-2, na redução da inflamação e na modificação das citocinas inflamatórias.

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Indometacina diminui a tensão do oxigênio no nervo óptico por um mecanismo diferente da inibição da ciclo-oxigenase
M Hove Noergaard, D Bach Pedersen, K Bang, P Koch Jensen, J Folke Kiilgaard, E Stefánsson e M la Cour

Objetivos: Como a indometacina demonstrou diminuir a tensão de oxigênio pré-nervo óptico (ONPO2) em estudos prévios, investigamos o efeito de diversas drogas anti-inflamatórias não-esteroidais (NSAIDs) na ONPO2. Investigamos se estas NSAIDs, como o indometacina, também reduzem o aumento da ONPO2 induzido pela dorzolamida.
Métodos: A ONPO2 foi medida 0,5 mm acima do disco ótico em 23 porcos domésticos (26-36 Kg) com uso de um eletrodo polarográfico sensível ao oxigênio. Uma das seguintes NSAIDs foi administrada por via intravenosa em doses crescentes ou numa dose de ataque: indometacina, ibuprofeno, diclofenaco, cetoprofeno, inibidor para ciclo-oxigenase-2 e lornoxicam. A indometacina foi testada sozinha e após a administração de outras NSAIDs. Dorzolamida foi também testada após a administração de NSAIDs diferentes da indometacina.
Resultados: A indometacina diminuiu significativamente a ONPO2 de maneira dose-dependente. Nenhuma das outras NSAIDs produziram quaisquer efeitos na ONPO2 (p > 0,05; n = 17). Não foi encontrada diferença entre o efeito da indometacina injetada sozinha e após administração de outras NSAIDs. A dorzolamida intravenosa (500 mg) aumentou a ONPO2 em 32 (7)% (n = 7; p<0,001) após administração das diversas NSAIDs diferentes da indometacina.
Conclusões: A indometacina diminuiu a ONPO2 enquanto as outras NSAIDs não mostraram nenhum efeito na ONPO2 e não afetaram o efeito da indometacina. O efeito hipóxico da indometacina deve ser causado por outro mecanismo diferente da inibição do ciclo-oxigenase. O efeito da dorzolamida na ONPO2 não é relacionado à produção de prostaglandina.

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Polimorfismo do gene receptor do glicocorticóide na oftalmopatia de Graves
B Boyle, K Korányi, A Patocs, I Liko, A Szappanos, R Bertalan, K Racz e C Balazs

Objetivo: Os glicocorticóides têm um papel importante na regulação do sistema imunológico. Alterações em sua sinalização podem ter impacto sobre a fisiopatologia de afecções inflamatórias e autoimunes. Devido aos achados de que polimorfismos do gene receptor do glicocorticóide (GR), incluindo as variantes N363S, ER22/23EK, A3669G e BclI, influenciam a sinalização do glicocorticóide; nós investigamos se esses polimorfismos poderiam estar associados ao desenvolvimento ou manifestações clínicas da oftalmopatia de Graves (GO).
Métodos: As freqüências portadoras e alélicas dos polimorfismos N363S, ER22/23EK, A3669G e BclI do GR foram determinadas em 95 pacientes ambulatoriais húngaros com GO e 160 controles saudáveis.
Resultados: Nenhuma mudança significativa foi encontrada na freqüência portadora dos quatro polimorfismos entre pacientes com GO e controles saudáveis. No entanto, quando pacientes com GO foram divididos em dois subgrupos (American Thyroid Association Committee, ATA I-II vs. ATA III ou superior), a freqüência do alelo polimórfico BclI foi significativamente maior em pacientes com ATA I-II, em comparação a aqueles com ATA III ou superior (p = 0,009).
Conclusão:
A associação significativa entre a freqüência do alelo polimórfico BclI e distribuição nos estágios ATA sugere que este polimorfismo do gene GR pode afetar as manifestações clínicas de GO, presumivelmente devido ao aumento da sinalização dos glicocorticóides endógenos.

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Inativação não ligada ao X em uma família com nistagmo ligado ao X resultante de nova mutação com perda de sentido do gene FRMD7, p.R229G
Y Kaplan, I Vargel, T Kansu, B Akin, E Rohmann, S Kamaci, E Uz, T Ozcelik, B Wollnik e NA Akarsu

Objetivos: Este estudo teve como objetivo identificar o defeito genético subjacente em uma grande família da Turquia com nistagmo ligado ao X (NYS).
Métodos: Foram testados ambos os loci Xp11 e Xq26 pela análise de ligação. Os 12 exons e junções intra-exon do gene FRMD7 foram pesquisados por sequenciamento direto. A análise da inativação do cromossomo X foi realizada pela pré-digestão enzimática do DNA com uma enzima metilação-sensível, seguida pelo PCR da repetição do CAG polimórfico do gene do receptor androgênico.
Resultados: A família continha 162 indivíduos, entre os quais 28 tiveram NYS. A análise de ligação confirmou o locus Xq26. Foi observada uma mutação com perda de sentido 686C>G, que causa a substituição de uma arginina conservada na posição 229 do aminoácido pela glicina (p.R229G) no exon 8 do gene FRMD7. Esta mudança não foi documentada em 120 indivíduos do grupo controle. Os achados clínicos em uma mulher que era homozigótica para a mutação não foram diferentes daqueles de mulheres heterozigóticas afetadas. A inativação não ligada ao X nas fêmeas afetadas da família foi notável.
Conclusões: Uma nova mutação p.R229G no gene FRMD7 causa o fenótipo do NYS e a inativação não ligada ao X influencia a manifestação da doença em mulheres com NYS ligado ao X.

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