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Clinical science
Imagem dos linfonodos pela tomografia por emissão de pósitrons / tomografia computadorizada (PET-CT) de corpo inteiro com
FDG-18F e Estadiamento Metastático do Melanoma Conjunctival
M Kurli, K Chin, and P T Finger Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Bevacizumab intravítreo para neovascularização coroidal associada a pseudoxantoma elástico (PXE) R P Finger, P Charbel Issa, M Ladewig, F G Holz, and H P N Scholl Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Deslocamento de fragmentos nucleares no Vítreo como complicação em cirurgia de facoemulsificação no Reino Unido: incidência
e fatores de risco
S Mahmood, H von Lany, M D Cole, S J Charles, C R H James, B Foot, P Gouws, and S Shaw Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Dispersão de fragmentos nucleares no Vítreo como complicação de cirurgia de facoemulsificação no Reino Unido: características
clínicas, evolução e tratamento.
H von Lany, S Mahmood, C R H James, M D Cole, S J Charles, B Foot, P Gouws, and S Shaw Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Comparação de Articaína 4% vs. mistura de Levobupivacaína 0,5% e Lidocaína 2% para a anestesia sub-tenoniana em cirurgias
de catarata com facoemulsificação – estudo controlado e randomizado
S V Raman, J S Barry, S Murjaneh, J Jacob, A Quinn, G Sturrock, S Shaw, and K Allman Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Um estudo comparativo dos efeitos da Brinzolamida e Dorzolamida na hemodinâmica ocular e saturação de oxigênio na retina em
pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto
B Siesky, A Harris, L B Cantor, L Kagemann, Y Weitzman, L McCranor, C Marques, A Werne, and E Stefansson Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Associação da carga viral do varicella-zoster (VZV) no humor aquoso de pacientes com manifestações clínicas de uveíte anterior
no Herpes Zoster oftálmico e Zoster sine herpete (Herpes Zoster sem Erupções).
S Kido, S Sugita, S Horie, M Miyanaga, K Miyata, N Shimizu, T Morio, and M Mochizuki Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Degeneração Macular Relacionada à Idade e mortalidade por doença cardiovascular ou acidente vascular cerebral
J S L Tan, J J Wang, G Liew, E Rochtchina, and P Mitchell Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Correlação Genótipo-Fenótipo da Degeneração Macular Relacionada a Idade: influência do polimorfismo do fator H do Complemento
I Droz, I Mantel, A Ambresin, M Faouzi, D F Schorderet, and F L Munier Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Avastin intravítreo para edema macular secundário a oclusão venosa na retina - um estudo prospectivo
K Kriechbaum, S Michels, F Prager, M Georgopoulos, M Funk, W Geitzenauer, and U Schmidt-Erfurth Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Tratamento do descolamento de retina não-complicado: variações em 4 anos. “Retina 1 project”; relato 1
E R de la Rúa, J C Pastor, I Fernández, M R Sanabria, J García-Arumí, V Martínez-Castillo, R Coco, L Manzanas, and I Miranda Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Translocação de enxerto EPR-coróide no tratamento de rotura do epitélio pigmentar da retina: resultados preliminares
K Maaijwee, A M Joussen, B Kirchhof, and J C van Meurs Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Efeito de Repetidos Exames Orais em Residentes de Oftalmologia
M N Wiggins, R A Harper, R D Landes, and P S O’Sullivan Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science
A Associação entre Linfoma Conjuntival MALT e Helicobacter pylori
Sung-Bok Lee, Jae-Wook Yang, and Chang-Sik Kim Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Promotor de polimorfismo -251A/T da interleucina-8 é um fator de risco para degeneração macular relacionada a idade S V Goverdhan, S Ennis, S R Hannan, K C Madhusudhana, A J Cree, A J Luff, and A J Lotery Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Localização imuno-histoquímica da injeção intravítrea de bevacizumab no ângulo da câmara anterior, íris e corpo ciliar do
olho de primata
S Peters, P Heiduschka, S Julien, K-U Bartz-Schmidt, and U Schraermeyer Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Um novo inibidor da glicação avançada LR-90 previne retinopatia diabética experimental em ratos
A Bhatwadekar, J V Glenn, J L Figarola, S Scott, T A Gardiner, S Rahbar, and A W Stitt Portuguese Abstract English Abstract English Full text
O papel dos produtos do estresse oxidativo no diabetes e Retinopatia diabética Hong-Zhi Pan, Hong Zhang, Dong Chang, Hui Li, and Hong Sui Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Morte celular relacinada às vias mitocondrial e caspase-dependente envolvida na degeneração neuronal em retinopatia diabética T Oshitari, S Yamamoto, N Hata, and S Roy Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Aumento da Leptina na Doença de Vogt-Koyanagi-Harada promove proliferação celular e secreção de citocinas inflamatórias
L Liu, P Yang, H He, X Lin, L Jiang, W Chi, C Zhao, and H Zhou Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Lornoxicam protege a córnea de camundongo do dano induzido pelo UVB via inibição da ativação do NF-kappa B nuclear Jie Yin, Zhenping Huang, Bo Wu, Yao Shi, Chunlin Cao, and Yuwen Lu
Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science
Imagem dos linfonodos pela tomografia por emissão de pósitrons / tomografia computadorizada (PET-CT) de corpo inteiro com
FDG-18F e Estadiamento Metastático do Melanoma Conjunctival M Kurli, K Chin, and P T Finger
Objetivo: Avaliar a tomografia por emissão de pósitrons / tomografia computadorizada (PET-CT) de corpo inteiro com 18-fluor-2-deoxiglicose
(FDG) para captura de imagens dos linfonodos e estadiamento metastático de pacientes com melanoma conjuntival. Métodos: Catorze pacientes com melanoma conjuntival T3 (n=13) e T4 (n=1) (como definido no Capítulo 42 do manual de estadiamento AJCC)
foram classificados para doença metastática a partir de imagens do PET/CT com fusão. Os pacientes tiveram os linfonodos e
avaliação do estadiamento clínico antes da obtenção de imagens pelo PET/CT. As imagens do PET/CT foram analisadas quanto a
presença e distribuição de melanoma conjuntival metastático (determinado por valores padronizados de captação) e depois confirmados
por biópsia. A obtenção de imagens pela RM foi realizada se as anormalidades fossem observadas em imagens do PET/CT. Resultados: Catorze pacientes com o melanoma conjunctival foram examinados pelo PET/CT. Sete foram recentemente diagnosticados (screening
pré-cirúrgico) e 7 receberam tratamento prévio (grupo de follow up). Apenas em um paciente com melanoma conjuntival (7,1 %)
foi encontrada a doença metastática pelas imagens do PET/CT. Os focos anormais foram encontrados no fígado, pulmão, cavidade
peritoneal, espinha lombar e um linfonodo supraclavicular (T4N1M4). Todos os testes de função hepática foram normais. O acompanhamento
após o exame de PET/CT foi de 13 meses (intervalo entre 4-30 meses). Conclusão: O exame de PET/CT não revelou nenhuma metástase regional ou sistêmica nos 14 pacientes com doença avançada, difusa e multifocal.
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Bevacizumab intravítreo para neovascularização coroidal associada a pseudoxantoma elástico (PXE)
R P Finger, P Charbel Issa, M Ladewig, F G Holz, and H P N Scholl
Proposta: Investigar a eficácia de injeções de bevacizumab intravítreo para tratamento de neovascularização coroidal (NVC) secundária
a pseudoxantoma elástico (PXE). Métodos: Pacientes com NVC em atividade devido a PXE receberam bevacizumab intravítreo (1,5 mg) e foram reavaliados em intervalos
mensais. Outros tratamentos foram administrados dependendo da atividade da doença (perda visual de 5 letras ou uma linha,
vazamento persistente, edema macular persistente). Exames iniciais e de seguimento a cada 1 – 3 meses incluíam acuidade visual
melhor corrigida (AVMC), biomicroscopia, tomografia de coerência óptica (OCT), angiografia com fluoresceína e indocianina
verde, fundo autofluorescente e fotografia digital do fundus. Resultados: 15 pacientes (16 olhos) com NVC e PXE foram tratados. A média de idade foi de 53 anos (DP 12,3; intervalo de 24 – 72 anos).
A médica da MAVC na consulta inicial foi de 20/100 (média LogMar 0,68, DP 0,51), melhorou para 20/63 após a primeira injeção
(média LogMAR 0,49, DP 0,45; p=0,028) e foi 20/63 (média LogMAR 0,48, DP 0,48; p=0,126) no último seguimento. A média de
tempo de seguimento foi de 8 meses. A espessura central da retina diminuiu significativamente de 252 + 956µm na consulta inicial
para 214 + 956µm na última avaliação (p=0,004) medida por OCT. Na média foram realizadas 2,4 injeções por olho. Os pacientes
foram divididos em 2 grupos, grupo 1 apenas com mudanças discretas e o grupo 2 com mudanças morfológicas evidentes na mácula
central, mostrando que o grupo 1 melhorou significantemente mais (intervalo LogMAR 0,41 – 0,06) comparado ao grupo 2 (intervalo
LogMAR 0,80 – 0,66; p=0,014). Conclusões: O resultado indica que bevacizumab intravítreo é efetivo tanto funcionalmente quanto morfologicamente no tratamento de NVC
devido a PXE. Melhor recuperação pode ser atingida em olhos com menor progressão da doença se o tratamento for iniciado o
mais cedo possível.
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Deslocamento de fragmentos nucleares no Vítreo como complicação em cirurgia de facoemulsificação no Reino Unido: incidência
e fatores de risco S Mahmood, H von Lany, M D Cole, S J Charles, C R H James, B Foot, P Gouws, and S Shaw
Objetivos: Estudar a epidemiologia e fatores de risco que contribuem para o deslocamento de fragmentos nucleares no vítreo (DFNV) na
cirurgia de facoemulsificação no Reino Unido. Métodos: Os casos foram coletados prospectivamente entre março de 2003 e março de 2004 e revisados de modo ativo pela Unidade de Vigilância
Oftalmológica Britânica (BOSU). Análise caso-controle dos fatores de risco foi realizada pela visita aleatória de 10 centros
selecionados utilizando o total de 521 casos de facoemulsificação sem complicações. A análise da validação para acessar a
“não notificação” foi realizada em um total de 13 unidades selecionadas aleatoriamente. Resultados: 610 casos de DFNV foram confirmados durante o período estudado. A estimativa da incidência de DFNV foi 0,19-0,28%. As complicações
foram significativamente maiores em pacientes mais velhos do que os do grupo controle (média de 76,8 versus 74,3 anos: p <0,001).
Fatores de risco significativos no pré-operatório foram sinéquias posteriores (5,1% versus 2,2%), dilatação pupilar incompleta
(59,5% versus 8,8%), pseudoexfoliação (5,6% versus 1,4%) e vitrectomia anterior (7,8% versus 2,2%). Variáveis operatórias
significativas relacionadas a experiência cirúrgica foram anestesia tópica (14,3% versus 3,1%) e subtenoniana (51,4% versus
37,2%) e a exigência de corante azul (azul trypan - solução oftálmica) (13,7% versus 2,4%). Conclusões: A estimativa da incidência de DFNV durante a cirurgia de facoemulsificação no Reino Unido é de 2 a 3 por 1000 operações.
Fatores de risco foram identificados, o que deverá ajudar a orientar a seleção para a cirurgia de facoemulsificação e modificação
de técnicas.
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Dispersão de fragmentos nucleares no Vítreo como complicação de cirurgia de facoemulsificação no Reino Unido: características
clínicas, evolução e tratamento. H von Lany, S Mahmood, C R H James, M D Cole, S J Charles, B Foot, P Gouws, and S Shaw
Objetivos: Estudar as manifestações clínicas, tratamento e evolução da dispersão de fragmentos nucleares no vítreo (DFNV) como complicação
de cirurgia de facoemulsificação no Reino Unido. Métodos: Os casos foram analisados prospectivamente entre março de 2003 e março de 2004, tendo sido revisados ativamente pela Unidade
de Vigilância Oftalmológica Britânica (BOSU). Os detalhes foram obtidos a partir de questionários de incidência e de seguimento
após 6 meses. Os dados utilizados nesse trabalho foram obtidos por meio dos questionários de seguimento pós-operatório. Resultados: 610 casos foram confirmados durante o período relatado, dos quais 387 questionários de seguimento foram recebidos. Em 67%
dos casos, melhor acuidade visual corrigida (VA) de 6/12 ou melhor foi relatada ao final do seguimento. A seqüela imediata
mais comum da DFNV foi inflamação ocular (85%), edema corneal (55%) e pressão intra-ocular maior que 30 mmHg (34%). 97% dos
casos foram submetidos à cirurgia de vitrectomia via pars plana, sendo que foi realizada lensectomia com faco-fragmentador
por ultrassom em aproximadamente metade desses procedimentos. A mediana do tempo entre a cirurgia de catarata e a vitrectomia
via pars plana foi de 3 dias, sendo que a grande maioria (68%) realizou a vitrectomia uma semana após o primeiro procedimento.
A lente intra-ocular foi introduzida no tempo da cirurgia de catarata complicada (definida como “LIO primária”) em 40% dos
casos e aproximadamente três quartos dessas LIOs primárias foram subseqüentemente removidas (com ou sem reposição de LIO).
Somente 67% dos olhos que tiveram a LIO primária inseridas após o DFNV ficaram pseudofácicas no final do seguimento, em contraste
a 79% dos olhos que foram deixados afácicos após DFNV (p=0,008). Melhor AV de 6/60 ou pior foi relatada em 14% dos casos ao
final do seguimento e foi mais comumente associada à uveíte persistente, edema corneal, edema macular cistóide, atrofia ótica
ou descolamento de retina. Conclusões: O DFNV como complicação de cirurgia de catarata foi seguido por segundo procedimento em 97% dos casos. 77% das LIOs primárias
implantadas no momento da DFNV foram subseqüentemente removidas ou recolocadas e os olhos que receberam uma lente primária
tiveram significantemente menos chance de ficarem pseudofácicos no final do seguimento, comparados aos olhos que foram deixados
primariamente afácicos no momento da cirurgia de catarata complicada. O tempo decorrido até a segunda intervenção foi menor,
o uso de faco-fragmentador por ultrassom foi maior e a taxa de descolamento de retina foi menor quando comparada a estudos
anteriores. O olhos afetados apresentaram pior prognóstico em relação à acuidade visual quando comparados a olhos com cirurgia
de catarata não complicada.
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Comparação de Articaína 4% vs. mistura de Levobupivacaína 0,5% e Lidocaína 2% para a anestesia sub-tenoniana em cirurgias
de catarata com facoemulsificação – estudo controlado e randomizado S V Raman, J S Barry, S Murjaneh, J Jacob, A Quinn, G Sturrock, S Shaw, and K Allman
Objetivo: Comparar a eficácia e segurança da Articaína 4% vs. mistura contendo volumes iguais de Lidocaína 2% e Levobupivacaína 0,5%
sem hialuronidase para anestesia sub-tenoniana em cirurgias de catarata tipo facoemulsificação. Local: West of England Eye unit, Royal Devon & Exeter hospitals NHS – Foundation Trust UK Métodos: Ensaio clínico, randomizado, prospectivo, duplo-cego de 65 pacientes selecionados para receber Articaína 4% ou uma mistura
contendo partes iguais de Lidocaína 2% e Levobupivacaína 0,5%. Todos os pacientes foram avaliados pela avaliação gráfica de
Hess no pré e pós-operatório para documentar a disfunção da motilidade ocular. Pálpebras e movimentos oculares foram pontuados
em intervalos de 2-10 minutos após a injeção do agente anestésico e também no final da cirurgia. Complicações relacionadas
à injeção, incluindo dor, quemose e hemorragia subconjuntival foram registradas. Os pacientes descrevram o nível de dor (sem
dor / fraca / moderada / intensa) durante a cirurgia. O cirurgião recebia de maneira mascarada a solução do agente anestésico
e avaliava proptose/quemose no início da operação e o grau de acinesia/analgesia no final da cirurgia. Resultados: O grupo da Articaína demonstrou rápido início da acinesia ocular com um tempo médio para início da cirurgia (alcançando uma
pontuação de 5¡Ü) de 4,0 minutos comparado a 10 minutos para a mistura de Lidocaína / Levobupivacaína (p=0,001). A eficácia
do bloqueio foi significativamente maior no grupo da Articaina em todos os pontos (p<0,01). Os cirurgiões graduaram a acinesia
ocular como superior no grupo Articana (p<0,001). Os pacientes e cirurgiões classificaram o efeito analgésico como similar
nos dois grupos. Movimentos palpebrais, hemorragia subconjuntival e quemose foram similares nos dois grupos. O gráfico Hess
foi realizado em todos os pacientes no pré e pós-operatório. Não houve distúrbios clinicamente significativos em relação à
disfunção da motilidade no grupo da Articaína, enquanto que um paciente do grupo da Lidocaína 2% e Levobupivacaína 0,5% desenvolveu
diplopia com motilidade ocular anormal no gráfico Hess. Conclusão: Articaína 4% é um agente anestésico seguro e superior a mistura de Lidocaína 2% e Levobupicaina 0,5% para alcançar acinesia
ocular no bloqueio subtenoniano nas cirurgias de catarata com facoemulsificação.
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Um estudo comparativo dos efeitos da Brinzolamida e Dorzolamida na hemodinâmica ocular e saturação de oxigênio na retina em
pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto B Siesky, A Harris, L B Cantor, L Kagemann, Y Weitzman, L McCranor, C Marques, A Werne, and E Stefansson
Objetivos: Avaliar os efeitos da Brinzolamida e Dorzolamida na
hemodinâmica ocular e saturação de oxigênio da retina em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GAA). Métodos: Quinze pacientes com GAA foram avaliados em um estudo randomizado, cruzado e duplo-cego. Os pacientes foram tratados com
Brinzolamida ou Dorzolamida por três meses, sendo que em seguida ficaram quatro semanas apenas utilizando timolol (wash out).
Após esse período, os pacientes que foram tratados inicialmente com uma medicação passaram a utilizar a outra medicação (estudo
cruzado). As avaliações foram realizadas antes do tratamento, após o tratamento, após o washout e depois de cada período do
tratamento e incluíram: eventos adversos, acuidade visual, sensibilidade ao contraste, pressão arterial, freqüência cardíaca,
pressão intra-ocular e exame de fundo do olho. Para medir o fluxo sanguíneo ocular, foi utilizado fluxometria por varredura
com Doppler laser Confocal (HRF) e imagens de Doppler colorido (CDI). A oxigenação da retina foi calculada com uma medição
não-invasiva pela saturação da hemoglobina por oximetria de fundo através de fotografia digital. Resultados: Tanto Brinzolamida como Dorzolamida reduziram o número de pixels de fluxo zero na retina medidos pela HRF, indicando aumento
do fluxo sanguíneo da retina (-6,86 e -0,452, respectivamente), sendo que o tratamento com Brinzolamida eliminou mais pixels
de fluxo zero quando comparado a Dorzolamida (-6,41 , p=0,024). Tanto Brinzolamida como Dorzolamida aumentaram a saturação
de oxigênio no interior da retina, medida por oximetria fotográfica da retina nas veias retínicas superior (0,82, p=0,002
e 0,87, p=0,005) e inferior (0,88, p=0,035 e 0,82, p=0,002). Não foram detectadas alterações significativas nas medições do
CDI retrobulbar durante um ou outro tratamento. Conclusão: Este estudo piloto sugere que a terapia com Brinzolamida e Dorzolamida pode aumentar a saturação de oxigênio e circulação
sanguínea em pacientes com GAA.
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Associação da carga viral do varicella-zoster (VZV) no humor aquoso de pacientes com manifestações clínicas de uveíte anterior
no Herpes Zoster oftálmico e Zoster sine herpete (Herpes Zoster sem Erupções). S Kido, S Sugita, S Horie, M Miyanaga, K Miyata, N Shimizu, T Morio, and M Mochizuki
Objetivo: Investigar se as manifestações clínicas da uveíte anterior estão associadas à carga viral do vírus Varicella-zoster (VZV)
no humor aquoso em pacientes com Herpes Zoster oftálmico (HZO) e herpes zoster sem erupções (ZSH). Métodos: Depois que o consentimento informado foi dado, uma pequena quantidade do humor aquoso foi coletada dos pacientes com uveíte
anterior por VZV (n=8). O genoma de DNA do herpes vírus humano foi mensurado no humor aquoso por dois ensaios com reação de
cadeia de polimerase (PCR): (1) PCR qualitativo multiplex e (2) PCR quantitativo de tempo real. Resultados: Todos os pacientes apresentaram uveíte anterior aguda unilateral com pressão intraocular elevada, precipitados ceráticos
tipo mutton fat com alguma pigmentação e pigmentação da malha trabecular. O PCR multiplex demonstrou presença de DNA genômico
do VZV em todas as amostras. No entanto, o mesmo não foi observado para outras amostras de herpes vírus humano (HSV-1, HSV-2,
EBV, CMV, HHV-6, HHV-7, e HHV-8). O PCR de tempo real revelou um número de cópias elevado de DNA de VZV no humor aquoso. Após
o início do quadro de uveíte anterior, observou-se nos pacientes: atrofia de íris e corectopia pela midríase paralítica. As
intensidades da atrofia da íris e da corectopia, mas não a hipertensão ocular, foram correlacionadas à carga viral de VZV
no humor aquoso. Conclusão: A carga viral de VZV no humor aquoso foi correlacionada ao dano de tecido da íris (distorção da pupila e atrofia da íris)
nos pacientes com HZO e ZSH.
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Degeneração Macular Relacionada à Idade e mortalidade por doença cardiovascular ou acidente vascular cerebral J S L Tan, J J Wang, G Liew, E Rochtchina, and P Mitchell
Objetivos: Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e doença vascular compartilham fatores de risco similares. Dados recentes sugerem
que a DMRI pode independentemente predizer acidente vascular cerebral ou doença vascular coronariana. Avaliamos prospectivamente
a relação entre DMRI e o risco de acidente vascular cerebral ou morte relacionada à causas cardiovasculares na população australiana. Métodos: Dos 3654 participantes iniciais (1992-4) com idade de 49+ anos, 2335 foram reexaminados após 5 anos e 1952 após 10 anos.
Fotografias da retina foram graduadas usando o Sistema Wisconsin. História e exame físico proporcionaram dados de possíveis
fatores de risco. Mortes e causas de morte foram confirmadas por dados ligados ao Índice Nacional de Mortes Australiano. Razões
de Risco (RR) foram estimadas em modelos Cox. Resultados: Entre pessoas com idade <75 anos no início do trabalho DMRI precoce pôde predizer duplicação da mortalidade cardiovascular
(RR, 2,32; 95% de intervalo de confiança (IC) 1,03-5,19) pela próxima década, após controle de fatores de risco cardiovasculares
tradicionais. DMRI tardia pôde predizer mortalidade cardiovascular 5 vezes maior (RR, 5,57; IC, 1,35-22,99) e mortalidade
por acidente vascular cerebral 10 vezes maior (RR, 10,21; IC, 2,39–43,60) após ajuste para sexo e idade. Estas associações
não estavam presentes quando pessoas com mais de 75 anos foram incluídas. Conclusões: DMRI pôde predizer eventos cardiovasculares e vasculares cerebrais por um período longo em pessoas entre 49 e 75 anos. Isto
pode ter implicações potenciais para novas terapias intravítreas com anti- VEGF para DMRI.
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Correlação Genótipo-Fenótipo da Degeneração Macular Relacionada a Idade: influência do polimorfismo do fator H do Complemento I Droz, I Mantel, A Ambresin, M Faouzi, D F Schorderet, and F L Munier
Objetivos: O polimorfismo do fator do Complemento H (CFH) Y402H mostra uma forte associação com a Degeneração Macular Relacionada à
Idade (DMRI). Embora a concordância fenotípica da DMRI tenha sido mostrada em estudos com gêmeos/irmãos e irmãs, pouco se
sabe a respeito da relação genótipo-fenótipo. Neste estudo investigamos se o CFH Y402H está associado à características fenotípicas
precoces. Métodos: Foi realizada análise estatística de 420 casos de DMRI com dados clínicos e genéticos completos (fotografias coloridas do
fundus graduadas de acordo com a Classificação Internacional e Sistema de Graduação para DMRI e testes bem sucedidos para
CFH Y402H) Resultados: Nesta população suíça, foi confirmada uma relação de probabilidades (OR) de 2,95 para DMRI na presença de pelo menos um risco
C-alelo e OR de 9,05 para os homozigotos CC, corrigidos para idade e sexo. Nenhuma diferença foi encontrada entre os estágios
da DMRI. Pacientes homozigotos para o risco - alelo mostraram associação significante com drusas periféricas (p= 0,049) .
Não foi encontrada nenhuma tendência para outros critérios de drusa (tamanho, superfície total e localização nasal ao disco)
e para alterações pigmentares. Conclusões: O polimorfismo CFH Y402H demonstrou uma relação genótipo-fenótipo para algumas características de drusas. Fatores genéticos
adicionais provavelmente influenciam o fenótipo das drusas.
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Avastin intravítreo para edema macular secundário a oclusão venosa na retina - um estudo prospectivo K Kriechbaum, S Michels, F Prager, M Georgopoulos, M Funk, W Geitzenauer, and U Schmidt-Erfurth
Objetivo: Avaliar a segurança e eficácia do bevacizumab intravítreo (Avastin®) em olhos com edema macular secundário à oclusão de veia
central da retina (OVCR) ou oclusão de ramo (ORVR). Métodos: Vinte e oito pacientes (28 pacientes, 29 olhos, 8 OVCR, 21 ORVR) foram incluídos neste estudo. Três injeções intravítreas
de 1mg de bevacizumab (0,04ml) foram administradas com intervalo de 4 semanas; as indicações de re-tratamento foram baseadas
nos achados da tomografia de coerência óptica (TCO). Exames de acompanhamento foram realizados nos dias 1, 7 e 28 e com intervalos
mensais posteriormente. Resultados: A média da espessura central da retina (ECR) na TCO foi 558µm (variando de 353 a 928µm) e a média da AVMC foi 20/100 antes
da injeção. Um dia após a primeira injeção a ECR diminuiu significativamente para 401µm (p<0,01). Três injeções reduziram
a ECR para 328µm (p<0,01) e melhorou a AVMC para 20/50 (p<0,01). Após 6 meses a ECR era 382µm (p<0,01) e AVMC estava estável
em 20/50-2 (p<0,01). FA não mostrou nenhuma evidência de aumento da zona avascular. Conclusão: Injeção intravítrea de bevacizumab parece ser uma alternativa segura e eficaz no tratamento do edema macular secundário
à oclusão de veia retiniana.
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Tratamento do descolamento de retina não-complicado: variações em 4 anos. “Retina 1 project”; relato 1 E R de la Rúa, J C Pastor, I Fernández, M R Sanabria, J García-Arumí, V Martínez-Castillo, R Coco, L Manzanas, and I Miranda
Objetivo: Avaliar variações nas características do tratamento de 2 séries de descolamentos de retina (DR) regmatogênicos não complicados
tratados em 4 anos na Espanha. Métodos: Estudo multicêntrico, prospectivo, comparativo, não randomizado. 339 casos de DR tratados em 5 hospitais foram incluídos.
Grupo 1 (G1) (n:186) incluiu casos operados de 1999 a 2001: Grupo 2 (G2) (n:153) incluiu casos de 2004 a 2006. 83 variáveis
relacionadas à características pré-operatórias, técnica cirúrgica e evolução pós-operatória foram avaliadas. Foi permitido
aos cirurgiões tratarem seus pacientes de acordo com seus critérios pessoais. Diferenças nas características pré-operatórias,
taxa de vitrectomia e sucesso anatômico foram estudados. Variáveis quantitativas foram comparadas pelo teste U Mann-Whitney
e qualitativas por tabelas padrão de contingência. Análise multivariável foi conduzida por análise de regressão logística. Resultados: G1 mostrou um intervalo significativamente mais longo entre o aparecimento dos primeiros sintomas e a realização da cirurgia
(G1: 29% 50 dias; G2: 22% 55; p < 0,001) e mais DR sem buraco visível (G1:17,4%; G2: 9,2%; p = 0,028). No G2, casos com múltiplos
buracos (G1: 31,6%; G2: 44,6%) foram mais freqüentes (p=0,022). Nenhuma outra diferença significativa foi observada entre
as outras características pré-operatórias. Vitrectomia foi realizada como abordagem inicial em 30,1% no G1 e 78,4 no G2 (p<0,001).
Independentemente da característica do DR, a taxa de vitrectomia foi maior no G2. A taxa de sucesso anatômico foi superior
a 94% em ambos os grupos (p=0,833). Pacientes pseudofácicos tiveram índice de sucesso maior no G2 (G1: 83,9%; G2: 96,4%; p=0,028). Conclusão: Existe uma tendência de aumento no tratamento primário do DR com vitrectomia não relacionado a uma maior complexidade dos
casos nem a melhores resultados anatômicos.
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Translocação de enxerto EPR-coróide no tratamento de rotura do epitélio pigmentar da retina: resultados preliminares K Maaijwee, A M Joussen, B Kirchhof, and J C van Meurs
Objetivo: Este estudo investigou como a translocação do epitélio pigmentar da retina-coróide pode ser um possível tratamento para
rotura do EPR, que apresenta um prognóstico reservado e pode ser encontrado mais freqüentemente desde a introdução da terapia
anti-VEGF para degeneração macular relacionada a idade (DMRI) forma exsudativa. Métodos: Série prospectiva intervencional de casos com seis olhos de seis pacientes com DMRI e rotura do EPR tratados com translocação
do EPR-coróide. Em quatro pacientes a rotura do EPR ocorreu em um descolamento do epitélio pigmentado vascularizado e em dois
durante o tratamento. Avaliação pré e pós-operatória incluíu acuidade visual (AV) ETDRS e teste de fixação. O período de acompanhamento
variou de seis meses a dois anos. Resultados: A média da AV pré-operatória foi 20/160 (variando de 20/400 a 20/80). A média da AV no último exame pós-operatório foi 20/80
(variando de 1/60 a 20/50). Um dos seis pacientes teve AV pré-operatória de 20/80, porém quatro tiveram AV de 20/80 ou melhor
no último exame pós-operatório. Fixação foveal estava presente em quatro dos seis olhos no último exame. Conclusão: Estes resultados preliminares mostraram que a translocação do EPR-coróide pode ser uma opção de tratamento para pacientes
com efusão do EPR.
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Efeito de Repetidos Exames Orais em Residentes de Oftalmologia M N Wiggins, R A Harper, R D Landes, and P S O’Sullivan
Introdução: Exames orais são requisitos para o Título de especialista em Oftalmologia (Board) nos EUA. Não se encontram, na literatura
atual, recomendações quanto ao número de testes que devem ser realizados durante a residência. A proposta desse estudo foi
determinar em que freqüência estes exames orais (EO) devem ser administrados e quais os efeitos dos EOs repetidos em relação
ao nível de conforto dos residentes e nível de confiança de seus conhecimentos em oftalmologia. Métodos: De 2004 a 2006, um EO estruturado foi administrado a cada 4 meses para residentes de oftalmologia da Universidade de Ciências
Médicas do Arkansas. Um questionário foi administrado antes de cada exame oral. Resultados: Depois de dois EOs, a auto-confiança e a habilidade para checar seus conhecimentos aumentou e a ansiedade diminuiu nos residentes.
A confiança dos residentes de que poderiam passar no exame oral para o “Board” em Oftalmologia aumentou estatisticamente depois
do terceiro EO. Conclusão: Para alcançar todos os benefícios do treinamento pelos EOs, o exame deve ser feito, pelo menos, três vezes durante a residência.
Repetidos EOs, formais e estruturados, reduzem a ansiedade e melhoram a habilidade dos residentes em realisticamente acessarem
o nível de preparação para um exame oral.
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Laboratory science
A Associação entre Linfoma Conjuntival MALT e Helicobacter pylori Sung-Bok Lee, Jae-Wook Yang, and Chang-Sik Kim
Introdução/objetivos: Sabe-se bem que o Helicobacter pylori é responsável pelo linfoma do associado à mucosa gástrica (MALT). Neste estudo foi
avaliado se H. pylori é também responsáveil pelo linfoma MALT conjuntival e qual cepa estaria associada ao linfoma MALT conjuntival. Métodos: Quinze casos de linfoma MALT conjuntival foram investigados. Oito biópsias de conjuntiva normal foram avaliadas como controles.
Os espécimes foram investigados quanto a presença do DNA de H. pylori através de reação em cadeia de polimerase (PCR) utilizando
o primer 16S rDNA . Quando os PCRs com 16 S rDNA foram positivos para H. pylori, os espécimes foram analisados quanto a presença
genes virulentos com PCR que usavam o primer vacA s1/2 e o primer vacA m1/2. Resultados: O DNA do H. pylori foi identificado nos 15 espécimes de
linfomas conjuntivais MALT e nenhum dos controles. Destes 15 espécimes de linfomas positivos para H. pylori, os alelos vacA
s1 e vacA m2 foram detectados em 2 e apenas o alelo vacA s1 foi detectdo em 11. Conclusões: Acredita-se que o H. pylori desempenhe papel importante na patogênese do linfoma MALT conjuntival e o alelo vacA s1 do H.pylori
parece ser uma cepa virulenta para linfoma MALT conjuntival.
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Promotor de polimorfismo -251A/T da interleucina-8 é um fator de risco para degeneração macular relacionada a idade S V Goverdhan, S Ennis, S R Hannan, K C Madhusudhana, A J Cree, A J Luff, and A J Lotery
Objetivo: Determinar se quatro polimorfismos de citocinas relacionados à sua expressão estão associadas à degeneração macular relacionada
a idade (DMRI). Métodos: DNA de 478 casos com DMRI e 555 controles normais foram genotipados para os polimorfismos das citocinas pró-inflamatórias
IL 1&beta -511C/T, IL 6 -174C/G, IL 8 -251A/T e anti-inflamatória IL 10 -1082G/A através do ensaio para discriminação alélica
Tagman 5' nuclease. Associações com DMRI foram analisadas através de freqüências alélicas. Resultados: O alelo -251A do gene promotor do polimorfismo da IL 8 foi mais prevalente em pacientes com DMRI que em controles (P=0,037,
OR=1,21, 95% CI=1,01-1,44). Ajuste para idade, sexo, índice de massa corporal (IMC) e estado prévio e atual de tabagismo não
alterou significativamente a associação com DMRI (PC= 0,043,
OR=1,23, 95% CI=1,0 - 1,50). Conclusões: O genótipo homozigótico para citocina pró-inflamatória IL 8 -251A é um importante fator de risco para DMRI. Isso pode ter
implicações para futura terapia com agentes biológicos atuando nessa citocina.
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Localização imuno-histoquímica da injeção intravítrea de bevacizumab no ângulo da câmara anterior, íris e corpo ciliar do
olho de primata S Peters, P Heiduschka, S Julien, K-U Bartz-Schmidt, and U Schraermeyer
Objetivos: Localizar o bevacizumab nos tecidos relacionados à neovascularização do segmento anterior dentro de 1- 14 dias após injeção
intravítrea no olho de primata. Métodos: Quatro macacos Cynomolgus receberam injeção intravítrea de 1,25mg de bevacizumab. Olhos controle permaneceram sem tratamento.
Os olhos eram enucleados no dia 1, 4 e 14 para imuno-histoquimica usando Cy3- IgG anti-humano de macaco. Resultados: Imuno-reatividade para o bevacizumab foi encontrada na parede dos vasos sanguíneos da íris, ângulo da câmara anterior e corpo
ciliar. Na íris e no ângulo da câmara anterior a imuno-reatividade era mais proeminente no dia 1 após a injeção e diminuída
até o dia 14. No corpo ciliar a impregnação era mais intensa no dia 4 e permaneceu proeminente até o dia 14. Imuno-reatividade
estava também presente em alguns lúmens vasculares, especialmente no corpo ciliar e íris no dia 4 e 14. Conclusões: Bevacizumab penetra rápido na íris, ângulo da câmara anterior e corpo ciliar após injeção intravítrea no olho de primata
e se acumula particularmente nas paredes dos vasos sanguíneos. A maior concentração de bevacizumab nesses tecidos estava presente
nos dia 1-4; íris e ângulo da câmara anterior possuem uma penetração ligeiramente mais precoce que o corpo ciliar. Nossos
achados sustentam a observação clínica do rápido efeito no tratamento da neovascularização iriana.
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Um novo inibidor da glicação avançada LR-90 previne retinopatia diabética experimental em ratos A Bhatwadekar, J V Glenn, J L Figarola, S Scott, T A Gardiner, S Rahbar, and A W Stitt
Objetivos: A Retinopatia Diabética está associada ao acúmulo de produtos finais da glicação avançada (AGEs) na microvasculatura da retina.
O LR-90 é um eficiente inibidor multiestágio da glicação avançada com propriedades retinoprotetoras e antiinflamatórias. Neste
estudo exploramos o papel do LR-90 na progressão da retinopatia diabética experimental. Métodos: Ratos Sprague-Dawley com diabetes induzida por Streptozotocina (STZ) foram tratados com LR-90 (50mg/l em água potável) por
até 32 semanas. No final do estudo os olhos foram enucleados e submetidos à digestão por tripsina e corados com verde- hematoxilina
leve. Capilares acelulares e número de pericitos foram quantificados em campos randomizados usando microscópio óptico. Resultados: Nos animais tratados com LR-90, o número de capilares acelulares foi reduzido de 1,63 + 0,20 para 2,58 + 0,49 (p<0,05) nos
controles diabéticos. Também, o tratamento com LR-90 restaurou significantemente o déficit dos pericitos de 18,12 + 0,98 nos
ratos diabéticos para 24,19 + 0,76 (p<0,001) no grupo tratado com LR-90. Conclusões: Estes achados demonstraram que o LR-90 pode efetivamente inibir lesões importantes da retinopatia diabética. Este agente
tem potencial para prevenir retinopatia em pacientes diabéticos.
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O papel dos produtos do estresse oxidativo no diabetes e Retinopatia diabética Hong-Zhi Pan, Hong Zhang, Dong Chang, Hui Li, and Hong Sui
Objetivo: O estresse oxidativo contribui para a patogênese da retinopatia diabética. O objetivo deste estudo é detectar os parâmetros
de estresse oxidativo no diabetes tipo 2 com ou sem retinopatia e investigar a relação entre estresse oxidativo e retinopatia
em diabetes tipo 2. Métodos: Parâmetros de estresse oxidativo incluem malondialdehido (MDA), diene conjugado (CD), produtos avançados da oxidação de proteínas
(AOPP), proteína carbonil e 8-hidroxidioxiguanosina (8-OHdG) que foram medidos no soro de 33 pacientes diabéticos sem complicações,
27 com retinopatia e 32 pacientes controles normais. Resultados: A concentração de MDA e CD nos pacientes diabéticos foi significativamente maior que no grupo controle (P<0,01). A concentração
de MDA e CD em pacientes com retinopatia foi significantemente elevada em comparação aos pacientes diabéticos sem retinopatia
(P<0,05). Houve um significante aumento no 8-OHdG em pacientes diabéticos comparados a pacientes normais e um nível elevado
nos pacientes com retinopatia quando comparados aos diabéticos sem retinopatia (P<0,05). Houve um significante aumento sérico
na AOPP e proteína carbonil comparado ao grupo controle P<0,01. Além disso a concentração em pacientes com retinopatia foi
significantemente elevada em comparação aos pacientes diabéticos sem retinopatia (P<0,05). Conclusões: Esses resultados indicam que houve uma severa peroxidação lipídica, oxidação protéica e dano oxidativo ao DNA no diabetes.
O estresse oxidativo no diabetes pode contribuir para a patogênese do diabetes mellitus. Estresse oxidativo é um importante
fator de risco no desenvolvimento da retinopatia diabética. Os níveis e tipos dos produtos do estresse oxidativo poderão predizer
o risco de desenvolvimento de retinopatia.
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Morte celular relacinada às vias mitocondrial e caspase-dependente envolvida na degeneração neuronal em retinopatia diabética T Oshitari, S Yamamoto, N Hata, and S Roy
Introdução: anormalidades neuronais são envolvidas com a patogênese da retinopatia diabética. Contudo, os mecanismos para a morte da
célula neuronal na retinopatia ainda não foram esclarecidos. Objetivo: Determinar se a expressão alterada do Bax, caspase-9 e 3 está associada à degeneração neuronal na retinopatia diabética. Métodos: imunohistoquímica foi realizada em crio-secções obtidas de 5 pares de retinas humanas normais e 5 pares de retinas de pacientes
diabéticos na mesma faixa etária. Os olhos diabéticos não tinham retinopatia proliferativa, história de fotocoagulação com
laser ou cirurgia prévia. Neste estudo, Fluoro-Jade B (FJB) foi usado como marcador para neurônios em degeneração. Resultados: nas retinas diabéticas, hiperexpressão Bax co-existiu com sinais positivos de FJB na camada de células ganglionares (CCG)
comparado a níveis muito baixos de FJB na retina normal. Níveis aumentados da forma ativa da caspase-9 e -3 co-existiram com
células FJB positivas na CCG das retinas diabéticas comparadas às normais. Conclusões: Aumento da expressão de Bax, caspase-9 e -3 foi associado à degeneração neuronal na retinopatia diabética. As vias mitocondrial
e caspase-dependente podem estar, em parte, associadas à degeneração neuronal em retinas diabéticas.
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Aumento da Leptina na Doença de Vogt-Koyanagi-Harada promove proliferação celular e secreção de citocinas inflamatórias L Liu, P Yang, H He, X Lin, L Jiang, W Chi, C Zhao, and H Zhou
Introdução e Objetivos: Foi descoberto recentemente que a Leptina tem um papel importante no desenvolvimento de doenças auto-imunes. Nosso estudo
foi projetado para investigar a expressão e o possível papel da leptina na patogênese da Doença de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH),
uma das uveítes auto-imunes mais comuns na China. Métodos: Os níveis de Leptina no soro de 20 pacientes portadores de VKH ativa, 16 VKH inativa e 20 controles saudáveis, foram medidos
com ELISA. Células mononucleares do sangue periférico (PBMC) separadas de pacientes com VKH ativa e de controles saudáveis
foram cultivadas com Leptina recombinante humana. A proliferação celular foi avaliada pela incorporação de 3H-Tdr. Os níveis
de citocinas no sobrenadante das PBMCs cultivadas em reação mista de linfócitos (MLR) após estimulação com Leptina foram analisados
por ELISA. Resultados: Nossos resultados mostraram que os níveis de Leptina estavam significativamente aumentados no soro de pacientes com VKH ativa
na comparação aos níveis dos pacientes com VKH inativa e dos controles saudáveis.Os nívies de Leptina em pacientes com VKH
ativa mantiveram-se significativamente mais elevados quando divididos pelo índice de massa corporal (IMC). PBMCs cultivadas
com Leptina induziram importante proliferação celular e secreção de IFN-γ e IL-17. Conclusão: Estes achados sugerem que a Leptina pode estar envolvida no desenvolvimento da VKH possivelmente pela indução da resposta
imune.
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Lornoxicam protege a córnea de camundongo do dano induzido pelo UVB via inibição da ativação do NF-kappa B nuclear Jie Yin, Zhenping Huang, Bo Wu, Yao Shi, Chunlin Cao, and Yuwen Lu
Introdução e objetivos: Irradiação por ultravioleta B (UVB) ativa o fator Kapa B nuclear (NF-&kappaB) e a cicloxigenase (COX). Os inibidores da COX
protegem contra o dano cutâneo induzido pela UVB. O objetivo deste estudo é determinar o efeito do Lornoxicam, um potente
inbidor da COX, no dano corneal induzido pela UVB e o mecanismo envolvido em um modelo em camundongo. Métodos: Oitenta camundongos ICR fêmeas foram aleatoriamente divididos em 4 grupos. O dano corneal foi classificado de acordo com
o grau do haze induzido. A ativação do NF-&kappaB na córnea foi avaliada por teste de motilidade eletroforética e a produção
do fator de necrose tumoral (TNF-alpha) foi determinada por ELISA 6, 24 e 72 horas após a irradiação. As alterações histopatológicas
das córneas foram avaliadas por microscopia eletrônica de transmissão 24hs até 7 dias após a irradiação. Resultados: A irradiação UVB (1.2 J/cm2) induz aumento significativo e mantém aumento da atividade de ligação do DNA do NF-&kappaB e
da produção de TNF-alpha na córnea, com pico às 24hs. Edema estromal aparente e opacidade corneal assim como dano histopatológico
grave, incluindo exfoliação epitelial, perda de ceratócitos e edema endotelial foram observados após a irradiação. Tratamento
com Lornoxicam (0.4 mg/kg, i.p.) diminuiu significantemente o grau de opacidade corneal e melhorou de maneira marcante o dano
ultraestrutural induzido pela irradiação. O tratamento com Lornoxicam suprimiu significantemente o aumento da ligação do DNA
do NF-&kappaB induzido pela UVB e a expressão de TNF-alpha. Conclusão: O tratamento com Lornoxicam atenua o dano corneal induzido pela UVB via inibição da ativação do NF-&kappaB.
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