BJO At a glance - January
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January/Janeiro 2009 Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr José Alvaro P. Gomes |
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Ceratoconjuntivite adenoviral nosocomial Ceratoconjuntivite adenoviral (CCA) é a infecção ocular nosocomial mais comum. Apesar da implementação de medidas para controle da infecção, como lavagem das mãos, limpeza local de superfícies, uso de colírios de dose única e não-realização de tonometria de aplanação, vários casos de infecção nosocomial por CCA (48,4% (75/155)) foram identificadas por Dart et al. no Moorfields Eye Hospital, Inglaterra. Após implementação de uma nova política de controle infeccioso para reduzir a exposição do staff e dos pacientes nas áreas de espera comuns, que incluiu a segregação de casos suspeitos de CCA em sala de espera e de exame separadas (chamada de sala vermelha) e expedição do exame realizado, o número de casos nosocomiais caiu para 3,4% (8/235). Além disso, a inclusão da CCA como infecção de índice de controle infeccioso, exigiu auditoria contínua trimestral, o que possibilitou que a política fosse implementada e continuasse efetiva. Optomap para rastreamento de retina em ambiente hospitalar Khandhadia et al. compararam imagens de retina obtidas por enfermeiras utilizando o sistema Optomap vs. exame realizado por especialistas em trauma ocular na detecção de lesões clinicamente significativas da periferia da retina em 219 pacientes com sintomas vítreo-retinianos (visão de flashes e floaters). Os achados do Optomap e do especialista em trauma ocular foram comparados com o mapeamento de retina, incluindo identação escleral, realizado por especialista em retina (considerado como padrão-ouro). A sensibilidade do Optomap para detecção de descolamento de retina (n=7) foi de 100%. Em relação a buracos ou rasgaduras (n=18), a sensibilidade do Optmomap foi de 33%, comparada a 67% para o especialista em trauma ocular. Os autores concluíram que o sistema Optomap possibilita a detecção de descolamento de retina em uma alta porcentagem de casos, mas não é capaz de detectar buracos e rasgaduras retinianas com a mesma acurácia. Testes diagnósticos de olho seco Moore et al. avaliaram a concordância entre testes diagnósticos comuns de olho seco teste do fenol vermelho (TFV), tempo de ruptura do filme lacrimal (TBUT), exame biomicroscópico e citologia de impressão analisando as células caliciformes conjuntivais e o questionário McMonnies (MQ) em 91 pacientes com olho seco. Diferença estatisticamente significante foi observada entre os resultados do TFV e os outros testes. Apenas disfunção das glândulas de Meibomius (DGM), MQ, redução da densidade das células caliciformes e TBUT demonstraram correlação. Os autores concluíram que a abordagem diagnóstica para deficiência aquosa em olho seco é difícil devido à baixa correlação entre sintomas e medida direta do volume lacrimal. No entanto, existe correlação entre os testes que acessam deficiência lipídica e de mucina. Conhecimento e crenças no estudo epidemiológico ocular Cingapura Malaio. Erros de refração não-corrigidos constituem importante causa de baixa visão na Ásia. Rosman et al. descrevem a influência do conhecimento e das crenças sobre os erros refrativos e o possível impacto da hipocorreção em um estudo populacional de 3280 pacientes malaios adultos em Cingapura. Em 503 indivíduos portadores de erros de refração, erros refracionais hipocorrigidos foram observados mais frequentemente em mulheres (61% vs. 49%) e o conhecimento dos erros refrativos (63% vs. 78%) foi significantemente menor nesse grupo. Os autores concluem que, numa população urbana de Cingapura, a falta de conhecimento dos erros refrativos constitui importante fator de risco para erro refracional hipocorrigido. Avaliação da opacidade do cristalino com OCT de segmento anterior Wong et al. avaliaram a confiabilidade das medidas de densidade do cristalino com OCT de segmento anterior em 55 olhos com catarata senil. Após dilatação da pupila, fotografias do cristalino foram obtidas na lâmpada de fenda e, em seguida, foram graduadas de acordo com a padronização do LOCS III. Imagens de OCT de segmento anterior foram obtidas nos mesmos olhos com varredura de alta-resolução. Observaram-se correlações significativas entre as medidas de densidade nuclear pelo OCT de segmento anterior e os escores de opacificação nuclear e de cor nuclear (r=0,77 e 0,60, p<0,001). Os autores concluíram que as medidas da densidade nuclear pelo OCT de segmento anterior são confiáveis e se correlacionam com escores do LOCS III. Atrofia do corpo geniculado lateral em glaucoma Gupta et al. investigaram se o corpo geniculado lateral (CGL) apresenta-se atrofiado em pacientes com glaucoma e baixa visão. Os autores mediram o CGL a partir de imagens de ressonância magnética em densidade de prótons no plano coronal em 10 pacientes com glaucoma e grupo controle com correspondência etária (8). A altura média do CGL, quando comparada com o grupo controle, apresentava-se diminuída tanto no CGL direito (4,09mm vs. 4,74mm) quanto no esquerdo (3,98mm vs 4,83mm). Essas observações in vivo são consistentes com estudos neuropatológicos ex vivo em primatas e humanos. Autofluorescência na coroidoretinopatia serosa central Ayata et al. compararam autofluorescência (AF) de baixos comprimentos de onda (SW) e de comprimentos de onda próximos a infravermelho (NIR) em 26 olhos com coroidoretinopatia serosa central (CSC). Diminuição focal da AF no local de vazamento foi observada principalmente nos casos de CSC aguda. Além disso, diminuição difusa da AF-SW correspondente à área de descolamento seroso da retina foi também observada. Os autores concluíram que a análise de imagens de AF representa uma técnica não-invasiva de grande utilidade para diagnóstico e monitoramento da CSC. Retinoblastoma no Irã, Estados Unidos e Reino Unido O objetivo principal do tratamento do retinoblastoma é eliminar ou reduzir a mortalidade específica ligada ao tumor. Neste sentido, estudos realizados no Irã, Estados Unidos (EUA) e Reino Unido relataram a sobrevida de crianças com retinoblastoma. Massood et al. relataram sobrevida em 5 anos de 83,1% (estimativa de Kaplan-Meier) de crianças tratadas no Irã. Birch et al. estimam que, no Reino Unido, a taxa de sobrevida em 5 anos seja de 97% para casos unilaterais e de 100% em casos bilaterais. Broaddus et al. relataram que a taxa atual de sobrevida em 5 anos nos EUA gira em torno de 96,5%. Nos países que possuíam dados epidemiológicos prévios, como Reino Unido e EUA, observaram-se melhora da sobrevida. A partir de programas de colaboração internacional que já se encontram em andamento, a sobrevida de crianças com retinoblastoma também pode melhorar nos países em desenvolvimento. |
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