BJO At a glance - June
|
|
Oclusão da veia central da retina e risco de infarto agudo do miocárdio Hu et al utilizaram um banco de dados nacional (Taiwan) para investigar a relação entre oclusão da veia central da retina
(OVR) e subsequente infarto agudo do miocárdio (IAM). A população estudada consistiu de 589 pacientes ambulatoriais com OVR
(2000–2003). Cada paciente foi individualmente acompanhado por 3 anos. Embora pacientes com OVR mostrassem taxas de IAM significativamente
maior (1,9% vs 0,8%) do que controles (P=0,003), após ajuste para gênero, idade e co-morbidades clínicas, não houve diferença
significante entre os grupos estudo e controle. Os autores concluíram que OVR, independentemente, não aumenta o risco para
IAM. Cirurgia de estrabismo minimamente invasiva Mojon relatou que técnicas de transposição com dissecção mínima e incisão pequena são passíveis de serem realizadas e são
efetivas para a melhoria do alinhamento ocular em pacientes com estrabismo paralítico. Terapia tripla para DMRI neovascular Yip et al avaliaram a eficácia e segurança da terapia tripla que consiste em uma sessão de terapia fotodinâmica (PDT, protocolo
padrão), bevacizumab intravítreo (IVB, 1,25mg) e triancinolona intravítrea (IVTA, 4mg) para tratamento de DMRI neovascular
em 36 olhos de 33 pacientes consecutivos com MNC subfoveal com acompanhamento médio de 14,7 (6,9-19,2) meses. No sexto mês,
61,1% (22/36) dos pacientes mostraram estabilização ou melhora da visão. Três olhos desenvolveram catarata e dois aumento
persistente da PIO. Os autores concluem que os resultados a curto prazo de sessão única com tratamento triplo justificam avaliações
adicionais. Triancinolona subtenoniana posterior como adjunta no tratamento da retinopatia diabética Unoki et al conduziram estudo clínico de distribuição aleatória para avaliar a eficácia da injeção única de triancinolona
subtenoniana (PSTA; 20mg) antes da panfotocoagulação (PRP) em 82 olhos de 41 pacientes. Em 6 meses, a média de alteração na
AVMC logMAR comparada à visão inicial piorou (0,010) no grupo controle (sem injeção) e melhorou (0,072) no grupo PSTA (p=0,04).
A alteração média da espessura macular aumentou (32,8 mm) no grupo controle e diminuiu (9,7 mm) no grupo PSTA (p=0,03). Os
autores concluíram que PSTA antes da PRP parece ser eficiente na prevenção da piora visual induzida pela PRP pela redução
da espessura macular em olhos com retinopatia diabética. Concordância entre OCT de domínio espectral e OCT de domínio temporal na medição da camada de fibras nervosas da retina Vizzeri et al avaliaram a reprodutibilidade do OCT de domínio espectral (DE) e concordância entre OCT DE e o OCT de domínio
temporal (DT) na medição da camada das fibras nervosas da retina. Os autores obtiveram em um mesmo dia três varreduras por
OCT DE (Cirrus) e uma por OCT DT (Stratus) de 16 pacientes normais e de 39 pacientes portadores de glaucoma que participavam
do Estudo de Inovações Diagnósticas em Glaucoma. A reprodutibilidade da OCT DE foi excelente em ambos os grupos. Embora a
concordância entre os dois instrumentos fosse boa, OCT DT proporcionou medidas mais espessas da RNFL do que as obtidas com
OCT DE. Os autores concluíram que medidas com esses equipamentos não devem ser consideradas totalmente correspondentes. Comparação entre bimatoprosta e latanoprosta How et al. compararam em um estudo cruzado com observador mascarado a eficácia no abaixamento da pressão intra-ocular (PIO)
e os efeitos colaterais de latanoprosta (0,005%) e bimatoprosta (0,03%) em 60 pacientes portadores de glaucoma primário crônico
de ângulo aberto (GPAA). Os pacientes utilizavam latanoprosta ou bimatoprosta por 6 semanas e depois mudavam para a outra
medicação por outras 6 semanas. Latanoprosta reduziu a PIO média em 8,4 mmHg e a bimatoprosta em 8,9 mmHg. Efeitos adversos
foram considerados leves em ambos os grupos. Os autores concluíram que bimatoprosta e latanoprosta instilados uma vez ao dia
possuem eficácia semelhante na redução da PIO em indivíduos portadores de GPAA crônico. Vitrectomia pediátrica 25-Gauge Gonzales et al estudaram retrospectivamente 56 olhos de 49 crianças submetidas à vitrectomia com instrumentos 25-gauge. Conjuntiva
e esclera foram suturadas em recém nascidos (1 ano) que necessitaram de vitrectomia via pars plicada. Eventos intra operatórios
não planejados ou complicações incluíram: conversão para 20-gauge (4), conversão de uma esclerotomia para 20-gauge (2), suspeita
de dano ao cristalino (1) e hemorragia intra operatória (1). Complicações pósoperatórias incluíram: catarata secundária (5),
descolamento regmatogênico de retina (4) e hemorragia vítrea (3). Não houve casos de hipotonia pós operatória necessitando
intervenção, descolamento de coróide, endoftalmite ou roturas retínicas relacionadas às esclerotomias. Os autores concluíram
que técnicas vítreo retínicas de 25-gauge podem ser utilizadas em cirurgias de olhos pediátricos. Para evitar hipotonia pós
operatória, uma técnica modificada com sutura da conjuntiva e esclera é recomendada em recém nascidos. Excisão pequena da margem palpebral de carcinoma periocular de células basais Chadha e Wright analisaram retrospectivamente os resultados da excisão pequena da margem palpebral (até 2mm) de 90 casos de
carcinoma periocular bem delimitado de células basais (CCB) durante período de seguimento mínimo de 36 meses. Os defeitos
resultantes foram fechados diretamente (quando possível). A reconstrução dos defeitos que necessitou enxertos ou flaps foi
postergada até o recebimento do relatório histológico. A avaliação histológica confirmou excisão completa após a primeira
excisão em 78 casos (86,7%), tendo aumentado para 83 casos (92,2%) após duas excisões. Dos 12 casos com excisão incompleta
da lesão, 7 pacientes preferiram não serem submetidos a uma nova cirurgia, sendo que recorrência foi observada em apenas um
desses casos. A taxa de recorrência foi de 3,3% (n=3). Os autores concluíram que, na ausência de disponibilidade de cirurgia
de Mohs, CCB bem delimitados podem ser excisados de maneira segura utilizando-se margens menores do que as convencionalmente
utilizadas. |
Register for free content
Free sample
This recent issue is free to all users to allow everyone the opportunity to see the full scope and typical content of BJO.
View free sample issue >>
Free archive
The full back archive is now available for BJO. Institutional subscribers may access the entire archive as part of their subscription.
Personal subscribers will also have access to all content when logged in. Non-subscribers who register have free access to
all articles published before 2006, back to volume 1 issue 1.
Register to access the free archive >>
Don't forget to sign up for content alerts so you keep up to date with all the articles as they are published.