BJO in Translation - Portuguese Abstracts


Portuguese Abstracts
Welcome to the first BJO Portuguese Edition
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the April 2004 issue.
The full text is only available in English
to subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)
 

Resumos em Portugu�s
Benvindo � Resumos em Portugues do BJO
Esta edi��o inclue resumos de todos os artigos de Ci�ncias C�nica e Laboratorial  publicados em Abril de 2004.
Os textos completos, em Ingl�s, est�o dispon�veis somente para assinantes ou sob pagamento (US$12 por artigo).


April/ Abril  2004
Volume 88 Number/ n�mero 4

Clinical science - scientific reports Ci�ncia clinica � relatos cient�ficos
Clinical science - extended reports Ci�ncia cl�nica � relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ci�ncia laboratorial � relatos cient�ficos
Laboratory science - scientific reports Ci�ncia laboratorial � relatos cient�ficos
 

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

A instabilidade na fixa��o pode melhorar a percep��o de textos durante a fixa��o exc�ntrica em pacientes com escotomas centrais?
Anouk Deruaz, Michel A Matter, Andrew R Whatham, Mira Goldschmidt, Florence Duret, Marc Issenhuth e Avinoam B Safran
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Protocolo para diminui��o do risco de contamina��o de col�rio de soro aut�logo no manejo de doen�as da Superf�cie Ocular
Ruby Lagnado, Anthony J King, Fiona Donald e Harminder S Dua
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Compara��o das medidas de espessura corneal realizadas por Orbscan II, microscopia especular de n�o-contato e paquimetria ultrass�nica em olhos ap�s ceratomileuse por laser in situ

Keisuke Kawana, Tadatoshi Tokunaga, Kazunori Miyata, Fumiki Okamoto, Takahiro Kiuchi e Tetsuro Oshika
[Portuguese Abstract]   [English Abstract]   [English Full text]

Hetereogeneidade genot�pica e fenot�pica na microcoria familial
Fion D Bremner, Henry Houlden e Stephen E Smith
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Hemorragia Supracoroidal como Complica��o de Cirurgia de Catarata no Reino Unido: Estudo de Caso-Controle dos fatores de risco
Roland Ling, Srikandan Kamalarajah, Mick Cole, Charlie James e Steve Shaw
[Portuguese Abstract]   [English Abstract]   [English Full text]

Hemorragia supra-coroidal como complica��o da cirurgia de catarata no Reino Unido: epidemiologia, aspectos cl�nicos, manejo e resultados terap�uticos
Roland Ling, Mick Cole, charlie James, Srikandan Kamalarajah, Barny Foot e Steve Shaw
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Implante prim�rio de LIO em crian�as: uma an�lise de risco entre lente acr�lica dobr�vel versus lentes de PMMA
Neil A Rowe, Susmito Biswas e Ian C Lloyd
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Profundidade do �ngulo, Sin�quias anteriores perif�ricas e Meuropatia �ptica glaucomatosa na popula��o do Leste Asi�tico
Paul J Foster, Tin Aung, Winnie P Nolan, David Machin, Jamyanjav Baasanhu, Peng T Khaw, Poul Helge Alsbirk, Pak-Sang Lee, Steve KL Seah e Gordon J Johnson
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O glaucoma de press�o normal n�o est� associado ao polimorfismo da apoprote�na do E-gene comum
Stewart R Lake, E Liverani, Minal Desai, R Casson, Bruce James, Anne Clark e John F Salmon
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Uma nova forma de retinopatia associada com infarto do mioc�rdio tratada com interven��o coron�ria percut�nea
Nozomi Kinoshita, Akihiro Kakehashi, Takanori Yasu, Takuji Katayama, Masatoshi Kuroki, Yutaka Tsurimaki, Ryuichiro Ohno, Hiroko Yamagami, Muneyasu Saito e Masanobu Kawakami
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Tricromacia oligoc�nica � um caso raro e incomum de s�ndrome de disfun��o de cones
Michel Michaelides, Graham E Holder, keith Bradshaw, David M Hunt, John D Mollon, e Anthony T Moore
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Correla��o da Determina��o Oftalmodinamom�trica da Press�o de Colabamento Vascular Central da Retina com a Press�o Arterial Sist�mica
Jost B. Jonas
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Fluxo sangu�neo da Art�ria Oft�lmica em pacientes com Oclus�o da Art�ria Car�tida Interna
Takami Yamamoto, Kazuhiko Mori, toru yasuhara, Mamoru Tei, Norihiko Yokoi, Shigeru Kinoshita e Motohiro Kamei
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Por que a cirurgia de estrabismo na inf�ncia esta em desuso?
Caroline J MacEwen e Soma Chakrabarti
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  Clinical science - extended reports

O risco de complica��es de uve�te  em um grupo de  hospitais regionais
R Maini, J O'Sullivan, MA Reddy, SL Watson e C Edelsten
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Efeitos dos par�metros corneais em medidas utilizando o ton�grafo de fluxo sangu�neo ocular puls�til e ton�metro de aplana��o de Goldmann
Pinakin Gunvant, Mani Baskaran, Lingam Vijaya, Irene Sophia Joseph, Russell Julian Watkins, Mohanadivya Nallapothula, David C Broadway e Daniel J O'Leary
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A concentra��o de endotelina-1 no humor aquoso � aumentada em pacientes com s�ndrome exfoliativa
George G Koliakos, Anastasios G.P. Konstas, Ursula Schlftzer-Schrehardt, Gabor Hollo, Daniela Mitova, Dimitar Kovatchev, Stefanos Maloutas e Nikolaos Georgiadis
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Fen�tipo At�pico de Atrofia Ret�nica Macular e Peripapilar Causada por Muta��o do Gene RP2
Samantha S Dandekar, Neil D Ebenezer, Celene Grayson, Paul Chapple, Catherine A Egan, Graham E Holder, Sharon A Jenkins, Fred W Fitzke, Michael E Cheetham, Andrew R Webster e Alison J Hardcastle
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Reprodutibilidade durante per�odo de 12 horas dos par�metros do fluxo sangu�neo coroidal em indiv�duos saud�veis
Elzbieta Polska, Kaija Polak, Alexandra Luksch, Gabriele Fuchsjager-Mayrl, Vanessa Petternel, Oliver Findl e Leopold Schmetterer
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Rela��o entre os par�metros no nascimento e medidas de erros refrativos e biom�trico em crian�as
Seang-Mei Saw, Louis Tong, Kee-Seng Chia, David Koh, Yung-Seng Lee, Joanne Katz e Donald TH Tan
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Em dire��o � otimiza��o dos filtros dos registros �padr�es� do eletroretinogram multifocal (mfERG): Achados em indiv�duos normais e diab�ticos
Ying Han, Marcus A. Bearse, Jr., Marilyn E. Schneck, Shirin Barez, Carl Jacobsen e Anthony J. Adams
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Compara��o entre sondas ultrass�nicas de 10MHz e 20MHz nos exames de imagem do olho e da �rbita
Simon A Hewick, Andrew C Fairhead, James C Culy e Hatem R Atta
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  Laboratory science - scientific reports

Retirada de s�dio do solvente reduz a toxicidade ao epit�lio pigmentar da retina � indocianina verde: implica��es na cirurgia para buraco macular
Jau-Der Ho, Ray Jui-Fang Tsai, San-Ni Chen e Hung-Chiao Chen
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  Laboratory science - extended reports

Equivalente corneal humano como modelo de cultura de c�lulas para estudos de permeabilidade de medicamentos in vitro
Stephan Reichl, J�rgen Bednarz e Christel M�ller-Goymann
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Aus�ncia de Altera��es das Mol�culas de Ades�o Leucodit�ria Vascular na Retina Humana em Diabetes
John M Hughes, Arjen Brink, Antonella N Witmer, Marielle Hanraads-de Riemer, Ingeborg Klaassen e Reinier O Schlingemann
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Toxicidade ret�nica de tenecteplase intra-v�trea no coelho
Steven Alan Rowley, Sarojini Vijayasekaran, Paula K Yu, Ian McAllister e Dao-Yi Yu
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  Clinical science - scientific reports 
 

A instabilidade na fixa��o pode melhorar a percep��o de textos durante a fixa��o exc�ntrica em pacientes com escotomas centrais?
Anouk Deruaz, Michel A Matter, Andrew R Whatham, Mira Goldschmidt, Florence Duret, Marc Issenhuth e Avinoam B Safran


Resumo
Introdu��o: O comportamento oculomotor foi investigado em quatorze pacientes com escotomas centrais devido a degenera��o macular relacionada � idade (DMRI) e doen�a de Stargardt. Oftalmoscopia por varredura a laser (OVL [Rondenstock, Munich, Alemanha]) foi utilizada para projetar letras e palavras na retina para avaliar o comportamento da fixa��o. Cinco pacientes relataram que precisavam mover os olhos enquanto decifravam as letras para impedir que a imagem desaparecesse. A observa��o das imagens obtidas pela OVL revelaram que o desaparecimento gradual de est�mulo n�o resultou de uma proje��o passageira da palavra na les�o. Isso nos levou a pesquisar, em um experimento, se a mudan�a proposital na posi��o de fixa��o n�o seria capaz de melhorar a percep��o de um est�mulo (texto) excentricamente fixado.

M�todos: Vinte pacientes normais foram solicitados a alternar a fixa��o entre dois pontos alinhados na vertical, espa�ados a 10 graus e relatar qualquer mudan�a na percep��o de uma letra localizada lateralmente a uma altura de 1,5 graus, separada por 7 graus e equidistante ente os dois pontos de fixa��o a cada tr�s a quatro segundos

Resultados: Dezenove pacientes relataram melhora transit�ria na nitidez da imagem da letrra imediatamente ap�s a realiza��o do movimento sac�dico. Essa melhora durou aproximadamente 1 seg. Com a persist�ncia da fixa��o eles notaram efeito enfraquecedor fugaz que reduziu a nitidez da letra.

Conclus�es: Essas observa��es sugerem que a instabilidade ocular durante a fixa��o extra foveal pode ter uma vantagem funcional, provavelmente relacionada � neutraliza��o do fen�meno de Troxler. Al�m disso alternado entre PRLs, parece que os movimentos sac�dicos relacionados a instabilidade da fixa��o podem ser v�lidos e melhoram a percep��o de textos em indiv�duos com escotoma central e fixa��o extra foveal. Esta possibilidade deve ser levada em considera��o na reabilita��o visual desses pacientes.

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Protocolo para diminui��o do risco de contamina��o de col�rio de soro aut�logo no manejo de doen�as da Superf�cie Ocular
Ruby Lagnado, Anthony J King, Fiona Donald e Harminder S Dua

Resumo
Objetivo: Avaliar a contamina��o bacteriana de 20% dos col�rios de soro aut�logo (SA) utilizados no manejo de pacientes em um hospital.

M�todos:
Quatorze pacientes foram tratados com SA por 4 a 14 dias com um total cumulativo de 67 dias. Para cada dia a primeira e a �ltima gora de col�rio (total de 134 amostras) foram enviadas para cultura em �gar chocolate e �gar sangue.

Resultados:
Em 4 pacientes (9 amostras) cresceram apenas Staphylococcus epidermidis. Um paciente (1 amostra) mostrou crescimento de Staphylococcus epidermidis e crescimento escasso de Streptococcus viridans na mesma amostra e, em dias diferentes, no mesmo paciente, cresceram Staphylococcus aureus em 1 amostra e Staphylococcus epidermidis em outra amostra. Em um paciente (1 amostra) cresceram micrococcus. Nenhum desses 6 pacientes apresentava evid�ncias clinicas ou microbianas de infec��o.

Conclus�es: Este estudo mostra que SA pode ser usado com seguran�a como terapia em pacientes, entretanto sob um protocolo de prepara��o e estocamento bastante cuidadoso, sem que haja risco significante de contamina��o bacteriana e consequente infec��o.

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Compara��o das medidas de espessura corneal realizadas por Orbscan II, microscopia especular de n�o-contato e paquimetria ultrass�nica em olhos ap�s ceratomileuse por laser in situ
Keisuke Kawana, Tadatoshi Tokunaga, Kazunori Miyata, Fumiki Okamoto, Takahiro Kiuchi e Tetsuro Oshika


Resumo

Objetivos: Comparar medidas da espessura corneal central de tr�s aparelhos paquim�tricos em ohos ap�s ceratomileuse por laser in situ (LASIK).

M�todos:
A espessura central corneal foi medida em 203 olhos ap�s LASIK para miopia. O top�grafo por escaneamento de fenda Orbscan II (Bausch & Lomb), o microsc�pio especular de n�o-contato SP-2000P (Topcon) e o paqu�metro ultrass�nico (Tomey) foram utilizados nesta sequ�ncia.

Resultados:
Tr�s aparelhos apresentaram leituras da espessura corneal significativamente diferentes (p<0,0001), an�lise repetida da vari�ncia). As medidas do Orbscan II (445,6 � 60,0 [SD] �m) foram significativamente menores do que as medidas da microscopia especular (467,9 � 40,2 �m; P < ,0001, compara��o m�ltipla de Tukey) e da paquimetria ultrass�nica (478,8 � 41,9 �m; P < ,0001). Houve correla��o linear significativa entre a topografia com Orbscan II e a microscopia especular (coeficiente de correla��o de Pearson r=0,912, p<0,0001), entre a microscopia especular e a paquimetria ultrass�nica (r=0,968), p<0,0001) e entre a paquimetria ultrass�nica e a topografia com Orbscan II (r=0,933, p<0,0001).

Conclus�es: Em olhos submetidos a LASIK, a topografia com Orbscan II subestimou significativamente a espessura corneal. A microscopia especular de n�o-contato forneceu leituras menores que a paquimetria ultrass�nica por�m ambas as unidades mostraram correla��o linear excelente.

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Hetereogeneidade genot�pica e fenot�pica na microcoria familial
Fion D Bremner, Henry Houlden e Stephen E Smith

Resumo
Objetivos: Descrever as caracter�sticas cl�nicas e achados gen�ticos em duas fam�lias com microcoria como tra�o autoss�mico dominante.

M�todos: Tanto os membros afetados quanto os n�o afetados de ambas as fam�las com microcoria familial foram examinados. Fotografias com flash ou pupilografia por infra-vermelho foram utilizados para avaliar as pupilas. Foi realizado exame oftalmol�gico completo incluindo: acuidade visual e campimetria, refra��o, biomicroscopia do segmento anterior e posterior e tonometria. O DNA sangu�neo dos membros afetados e n�o afetados foi pesquisado utilizando marcadores padronizados para procurar poss�veis defeitos gen�ticos nas regi�es cromossomicas 13q31-q32.

Resultados:
Todos os membros afetados de ambas as fam�lias apresentaram pupilas puntiformes que respondiam normalmente � luz e � acomoda��o. Nenhum destes indiv�duos mostrou outra anormalidade ocular. A �ris de membros afetados mostrou afinamento estromal e aus�ncia aparente do dilatador da �ris na primeira fam�lia, por�m na segunda fam�lia esta era lisa e sem qualquer estrutura trabecular. A microcoria estava presente desde o nascimento na primeira fam�lia, por�m na segunda fam�lia houve progress�o a partir de idade mais avan�ada. A an�lise de haplotipos sugeriu que o defeito gen�tico n�o est� localizado no regi�o cromoss�mica 13q31-q32 na primeira fam�lia, por�m evid�ncias n�o eram conclusivas na segunda fam�lia

Conclus�o
:
Embora ambas as fam�lias apresentem anormalidades pupilares semelhantes herdados como autoss�micas dominantes, elas mostram diferen�as fenot�picas e genot�picas importantes sugerindo que esta condi��o seja heterog�nea. Os poss�veis mecanismos da microcoria s�o discutidos.

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Hemorragia Supracoroidal como Complica��o de Cirurgia de Catarata no Reino Unido: Estudo de Caso-Controle dos fatores de risco
Roland Ling, Srikandan Kamalarajah, Mick Cole, Charlie James e Steve Shaw


Resumo
Objetivos: Estudar os fatores de risco para hemorragia supracoroidal (HSC) como complica��o de cirurgia de catarata no Reino Unido (RU).

M�todos: Cento e nove casos de HSC como complica��o de cirurgia de catarata coletados prospectivamente pela Unidade de Vigil�ncia Oftalmol�gica Brit�nica foram comparados com 449 controles submetidos a extra��o de catarata de 13 �centros-controle� espalhados pelo RU em um estudo de caso-controle. Quarenta vari�veis sist�micas, oftalmol�gicas e cir�rgicas foram examinadas.

Resultados: Fatores de Risco significativos para HSC por meio de an�lise univariada inclu�ram: Idade (p<0,001), pelo menos uma medica��o cardiovascular (p<0,001), doen�a vascular perif�rica (p=o,o14) hiperlipidemia (p=o,oo5), glaucoma (p,0,001), press�o intraocular pr�operat�ria elevada (p<0,001), aus�ncia de compress�o orbital ap�s anestesia local (p<0,001), rotura de c�psula posterior antes da HSC (p<0,001), extra��o extacapusular da catarata eletiva (ECCE) (p=0,038) e convers�o para facoemulsifica��o (p<0,001). A an�lise por regress�o log�stica identificou os seguintes fatores de risco independentes: maior idade, uso de pelo menos uma medica��o cardiovascular, glaucoma, PIO pr�-operat�ria elevada, falta de compress�o orbital, rotura de c�psula posterior antes do HSC, ECCE eletiva e convers�o da facoemulsifica��o.

Conclus�o: Os resultados permitem identificar pacientes que apresentam risco de HSC. Aten��o aos v�rios fatores de risco modific�veis durante o pr�- e per- operat�rio � recomend�vel para minimizar o risco de HSC.

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Hemorragia supra-coroidal como complica��o da cirurgia de catarata no Reino Unido: epidemiologia, aspectos cl�nicos, manejo e resultados terap�uticos
Roland Ling, Mick Cole, charlie James, Srikandan Kamalarajah, Barny Foot e Steve Shaw


Resumo
Objetivos: Estudar a incid�ncia, manejo e consequ�ncias de hemorragia supra-coroidal (HSC) como complica��o da cirurgia de catarata no Reino Unido.

M�todos: Os casos foram prospectivamente coletados por supervis�o ativa atrav�s da Unidade de Vigil�ncia Oftalmol�gica Brit�nica. Detalhes foram obtidos utilizando um question�rio de incid�ncia com acompanhamento de seis meses.

Resultados: 118 casos foram relatados em 1 ano. A incid�ncia estimada de HSC foi 0,04% (95% de intervalos coincidentes 0,034%, 0,050%). Extra��o da catarata por facoemulsifica��o ocorreu em 76,2%, extra-capsular (EECC) em 11,0% e convers�o da facoemulsifica��o em 12,8%. HSC foi considerada �limitada� (1 a 2 quadrantes) em 48,7% , �fulminante� (3 a 4 quadrantes) em 43,1%. HSR do tipo �limitada� foi mais observada em facoemulsifica��o (63,2%) comparada a EECC (11,1%) e convers�o da facoemulsifica��o (23,1%) (p<0,001, teste quiquadrado). Acuidade visual (AV) foi melhor do que 6/60 em 57 de 59 casos (60%) ap�s acompanhamento m�dio de 185 dias. 33 de 34 casos (97%) submetidos a revis�o do segmento anterior secund�ria tiveram AV melhor que 6/60. AV foi pior que 6/60 em 7 de 8 casos (87,5%) que tiveram esclerostomia intra operat�ria e em todos os 6 casos (100%) submetidos a interven��o secund�ria no segmento posterior.

Conclus�o: HSC � uma complica��o rara, por�m muito grave, da cirurgia de catarata. Fatores influentes para pior progn�stico incluem HSC �fulminante�, EECC, convers�o da facoemulsifica��o, aposi��o da retina e descolamento de retina.

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Implante prim�rio de LIO em crian�as: uma an�lise de risco entre lente acr�lica dobr�vel versus lentes de PMMA
Neil A Rowe, Susmito Biswas e Ian C Lloyd


Resumo
Introdu��o/objetivos: Comparar os riscos relativos das lentes intraoculares (LIO) de polimetilmetacrilato (PMMA) e lente acr�lica dobr�vel (Acrysof) em implantes prim�rios em cirurgias de catarata pedi�trica.

M�todos: An�lise retrospectiva de dados cl�nicos foi realizada em olhos de 61 beb�s e crian�as submetidos a cirurgia de catarata com implante prim�rio de LIO. A idade na ocasi�o da cirurgia variou entre 3 semanas e 15 anos. A m�dia de dura��o de acompanhamento foi de 24,5 meses (varia��o de 0,5 a 68 meses). Os par�metros examinados incluriam tipo de LIO (PMMA ou Acr�lica), realiza��o de capsulorrexis circular cont�nua posterior (CCCP) ou capsulotomia com vitrectomia anterior, complica��es peroperat�rias e reinterven��o devida a opacifica��o da capsula posterior (OCP). Fatores de risco para complica��es peroperat�rias foram analisados com tabelas 2X2 para rela��o das probabilidades (RP) com medidas de associa��o. Uma an�lise de sobreviv�ncia foi realizada para descobrir o risco de reinterven��o por OCP com os diferentes tipos de LIO. Risco relativo e intervalos coincidentes (IC) foram calculados com regre��o Cox para ajuste de potencial confus�o.

Resultados: Comparadas as LIOs Acr�licas, as de PMMA foram significantemente associadas a riscos peroperat�rios (RP 5,8%, 95% IC 1,4-19, p=0,01). Entretanto, tipo de LIO e tipo de incis�o foram fatores altamente correlacionados e este achado pode indicar riscos associados com a maior abertura escleral utilizada no implante de LIOs de PMMA. N�o foi encontrada diferen�a estatisticamente significante no risco de reinterven��o por OCP entre os diferentes tipos de LIO. Os tempos m�dios at� a interven��o para LIOs de PMMA e acr�licas dobr�veis foram 30,1 meses (95% IC 22-38 meses) e 19,8 meses (95% IC 12-27 meses), respectivamente (teste estat�stico Log Rank 153, 1 grau de liberdade, p=0,22). Doze meses ap�s a cirurgia com implante, 76% (95%IC 35-75%) das lentes de PMMA e 54% (95%IC 35-75%) para lentes Acr�licas n�o necessitaram reinterven��o por OCP. Essas propor��es ca�ram para 55% (95%IC 35-72%) e 38% (95%IC 14-61%) para lentes de PMMA e acr�licas dobr�veis, retrospectivamente, em dois anos de p�s operat�rio. Ap�s ajuste por idade na ocasi�o da cirurgia, CCCP e complica��es peroperat�rias, o risco relativo de reiterven��o ap�s o implante de LIOs Acr�licas foi 1,8 (95%IC 0,66-3,9, p=0,29).

Conclus�o: Implante prim�rio de LIO acr�lica dobr�vel (Acrysof) em olhos de crian�as leva a menos complica��es peroperat�rias que LIOs r�gidas de PMMA. Entretanto os par�metros de seguran�a de curto prazo para o implante prim�rio de LIO em cataratas pedi�tricas s�o similares para LIOS de PMMA e acr�licas dobr�veis.

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Profundidade do �ngulo, Sin�quias anteriores perif�ricas e Meuropatia �ptica glaucomatosa na popula��o do Leste Asi�tico
Paul J Foster, Tin Aung, Winnie P Nolan, David Machin, Jamyanjav Baasanhu, Peng T Khaw, Poul Helge Alsbirk, Pak-Sang Lee, Steve KL Seah e Gordon J Johnson

Resumo
Objetivo: Estudos epidemiol�gicos atuais concordam em afirmar que o diagn�stico de fechamento angular prim�rio deve ser feito apenas se a malha trabecular posterior (geralmente pigmentada) for observada por menos de 90 graus da circunfer�ncia angular, sendo assim denominado como �ngulo oclus�vel. N�s procuramos avaliar essa classifica��o epidemiol�gica atrav�s do estudo da rela��o entre a profundidade do �ngulo, presen�a de sin�quias anteriores perif�ricas e neuropatia �ptica glaucomatosa.
Pacientes e M�todos: 918 Mong�is e 955 Chineses de Singapura, ambos os grupos com idade igual ou maior a 40 anos foram examinados em dois pontos de atendimentos � popula��o. Profundidade Goniosc�pica do �ngulo foi graduada em cinco categorias ( 0=fechado a 4=amplamente aberto) de acordo com a classifica��o descrita por Shaffer. Casos com sin�quias anteriores perif�ricas secund�rias foram exclu�dos.

Resultados: A taxa de sin�quias anteriores perif�ricas foi entre 0,3 e 1,7% em pessoas com �ngulos abertos ( categorias 3 e 4). Naqueles de categoria 2, sin�quias anteriores perif�ricas foram vistas em aproximadamente 8% dos olhos. Em olhos com �ngulos de categoria 1 a taxa encontrada elevou-se de 17% nos Chineses de Singapura para 31% nos Mong�is. A probabilidade da presen�a de sin�quias anteriores perif�ricas foi maior em pessoas com �ngulos mais estreitos. Entretanto, houve um maior n�mero absoluto de pessoas com sin�quias anteriores perif�ricas em que os �ngulos foram classificados como n�o-oclus�veis do que em pessoas cujos �ngulos foram classificados como oclus�veis.

Conclus�es: A vis�o tradicional de que o fechamento prim�rio do �ngulo se torna uma significante possibilidade em �ngulos classificados como categoria 2 ( aproximadamente 20�a) � valida em Asi�ticos do Leste. A defini��o de �ngulo oclus�vel examinada aqui exclui muitas pessoas com sin�quias posteriores perif�ricas. Isso provavelmente serve para mostrar que o papel das sin�quias anteriores perif�ricas na popula��o n�o � t�o importante na preval�ncia do glaucoma nas pessoas asi�ticas.

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O glaucoma de press�o normal n�o est� associado ao polimorfismo da apoprote�na do E-gene comum
Stewart R Lake, E Liverani, Minal Desai, R Casson, Bruce James, Anne Clark e John F Salmon

Resumo
Introdu��o/objetivos: Em glaucoma de pressao normal (GPN) outros fatores al�m da pressao intra ocular (PIO) aumentada influenciam na patog�nese da neuropatia �ptica. Devido � associa��o do polimorfismo gen�tico da apoprote�na E espec�fica (Apo-E) com morte e sobreviv�ncia celular em doen�as neurol�gicas degenerativas, a proposta deste estudo foi determinar a frequ�ncia de alelos Apo-E em pacientes com GPN.

M�todos: O gen�tipo da Apo-E de 155 pacientes com GPN foi comparado ao de 349 indiv�duos controles n�o afetados de uma mesma �rea geogr�fica. Uma compara��o similar foi realizada entre 53 pacientes com GPN que demonstraram perda progressiva de campo vixual e pacientes controle. As frequ�ncias de gen�tipos foram comparados utilizando o teste quiquadrado e coeficiente de Mantel-Haenzel.

Resultados: N�o houve diferen�a significante na frequ�ncia de alelos da Apo-E ou gen�tipos na popula��o de pacientes com GPN comparada ao grupo controle. Os alelos e gen�tipos de pacientes com GPN com doen�a progressiva n�o diferiram do grupo controle.

Conclus�o: O polimorfismo do gene Apo-E n�o est� relacionado ao GPN, sugerindo que esse gene nao tem nenhuma influ�ncia na patog�nese da neuropatia �ptica nesta doen�a.

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Uma nova forma de retinopatia associada com infarto do mioc�rdio tratada com interven��o coron�ria percut�nea
Nozomi Kinoshita, Akihiro Kakehashi, Takanori Yasu, Takuji Katayama, Masatoshi Kuroki, Yutaka Tsurimaki, Ryuichiro Ohno, Hiroko Yamagami, Muneyasu Saito e Masanobu Kawakami


Resumo
Objetivo: Descrever a nova forma de retinopatia observada em pacientes submetidos a interven��o coron�ria percut�nea (ICP) ap�s infarto agudo do mioc�rdio (IAM).

M�todos: Exames oftalmol�gicos seriados foram realizados em 40 pacientes submetidos a ICP. Trinta pacientes foram diagnosticados com IAM e 10 apresentaram angina pectoris est�vel.

Resultados: Exsudatos algodonosos surgiram em 57% (17 pacientes) do grupo de IAM submetidos a ICP (n=30) no espa�o de dois meses. Destes 41% (7 pacientes) desenvolveram hemorragias superficiais. A retinopatia era mais evidente nos primeiros 1 a 2 meses ap�s IAM e ap�s apresentou tend�ncia � regress�o sem tratamento.

Conclus�o: Identificamos uma nova forma de retinopatia em pacientes com IAM que melhora espontaneamente sem tratamento.

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Tricromacia oligoc�nica � um caso raro e incomum de s�ndrome de disfun��o de cones
Michel Michaelides, Graham E Holder, keith Bradshaw, David M Hunt, John D Mollon, e Anthony T Moore


Resumo

Objetivos: Descrever o fen�tipo de uma s�rie de seis pacientes com tricromacia oligocr�mica

M�todos: Todos os deis pacientes afetados apresentaram hist�ria de acometimento moderado da acuidade visual (6/12 a 6/24) desde a inf�ncia que n�o melhora com corre��o refrativa. Queixavam-se de fotofobia leve e n�o percebiam defici�ncia de cores. N�o apresentavam nistagmo e o fundo de olho era normal. Testes eletrofisiol�gicos revelaram ou aus�ncia/redu��o profunda da resposta flicker dos cones ou respostas preservadas por�m atrasadas e levementes reduzidas de flicker. Reflexos dos bastonetes estavam levemente subnormais. A vis�o de cores estava dentro dos limites da normalidade, por�m alguns pacientes demonstraram limiares de discrimina��o levemente aumentados em todos os eixos.

Conclus�es: Apresentamos a maior s�rie de casos descrita de pacientes com tricromacia oligoc�nica. Os achados eletrofisiol�gicos sugerem mais de um mecanismo da doen�a. A heran�a provavelmente � autoss�mica recessiva, embora relatos pr�vios tenham sugerido que esta distrofia � estacion�ria, em uma das fam�lias h� evid�ncias cl�nicas de progress�o da doen�a.

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Correla��o da Determina��o Oftalmodinamom�trica da Press�o de Colabamento Vascular Central da Retina com a Press�o Arterial Sist�mica
Jost B. Jonas


Resumo
Introdu��o: Utilizando um novo aparelho de oftalmodinamometria associado a lente de contato de Goldmann, o objetivo deste estudo foi avaliar se a determina��o da press�o de colabamento da art�ria e veia central da retina apresenta correla��o com medidas da press�o arterial sist�mica.

M�todos: O estudo cl�nico prospectivo avaliou 92 olhos de 92 pacientes que apresentavam catarata ou altera��es refrativas (n=40; grupo controle) ou doen�as orbitais e da retina (n=52). Ap�s anestesia t�pica, uma lente de contato Goldmann aclopado a um sensor de press�o no seu anel fixador foi posicionado sobre a c�rnea. Press�o foi aplicada sobre o bulbo ocular por meio da lente de contato e o valor da press�o no momento em que a art�ria e a veia come�avam a pulsar foi registrado como sendo a press�o de colabamento da art�ria e veia centrais da retina. Al�m disso, a press�o arterial braquial foi medida.

Resultados: No grupo controle, a press�o de colabamento da art�ria central da retina foi significativamente correlacionada com a press�o arterial diast�lica (coeficiente de correla��o r=0,77; p<0,001) e com a press�o arterial sist�lica (r=0.35; p=0.03). A press�o de colabamento da veia central da retina foi estatisticamente independente da press�o diast�lica (p=0,11). Em olhos com doen�as da retina ou da �rbita, os coeficientes de correla��o foram menores do que os do grupo controle. Em olhos com oclus�es arteriais da retina, a press�o de colabamento n�o foi correlacionada com medidas da press�o arterial sist�mica

Conclus�es: Dependendo da presen�a de doen�as associadas da retina ou da �rbita, a estimativa oftalmodinamom�trica da press�o de colabamento da art�ria central da retina, realizada durante oftalmoscopia rotineira com lente de contato de Goldmann, foi correlacionada com medidas da press�o arterial sist�mica.

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Fluxo sangu�neo da Art�ria Oft�lmica em pacientes com Oclus�o da Art�ria Car�tida Interna
Takami Yamamoto, Kazuhiko Mori, toru yasuhara, Mamoru Tei, Norihiko Yokoi, Shigeru Kinoshita e Motohiro Kamei


Resumo
Objetivo: Avaliar os fatores de risco para rubeose iridis atrav�s de imagens de doppler colorido (DC) em pacientes com oclus�o total da art�ria car�tida interna (OACI).

M�todos: Utilizando o DC, trinta e quatro olhos de 32 pacientes consecutivos com OACI foram avaliados quanto a dire��o do fluxo sangu�neo (adiante, reflexo, indetect�vel) na art�ria oft�lmica (AO), art�ria central da retina (ACR) e art�rias ciliares posteriores curtas (ACPC). A velocidade m�dia do sangue arterial (Vmed) e o �ndice de resist�ncia (IR) foram calculados e correla��es entre a incid�ncia de rubeose e os par�metros do DC foram analisados.

Resultados: Os olhos foram classificados em 4 classes de acordo com a dire��o do fluxo sangu�neo: fluxo adiante na AO (classe 1, n=11); fluxo reverso na AO e adiante na ACR e ACPC (classe 2a, n=12); fluxo reverso na AO e indetect�vel na ACR e ACPC (classe 2b, n=8); fluxo indetect�vel em todas as 3 art�rias (classe 3, n=3). Olhos classe 2b mostraram Vmed significativamente maiores (p<0,01) e valores de IR na AO menores, indicando fluxo reverso mais r�pido que em olhos classe 2a. Apesar de nos olhos classe 1 e 2a o fluxo na AO ser na dire�ao oposta, eles n�o manifestaram rubeose iridis e n�o mostravam diferen�as nos valores de Vmed e IR na ACR e ACPC.

Conclus�es: A classifica��o de olhos de pacientes com OACI em 4 classes atrav�s da DC pode facilitar a identifica��o de olhos com alto risco para desenvolvimento de rubeose iridis. Fluxos marcantemente diminu�dos, tanto na ACR quanto nas ACPC devem resultar em rubeose iridis independenteda dire��o do fluxo na AO.

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Por que a cirurgia de estrabismo na inf�ncia esta em desuso?
Caroline J MacEwen e Soma Chakrabarti

Resumo
Introdu��o/objetivos: Cirurgia de estrabismo em crian�as parece estar em desuso. Este estudo tem com objetivo identificar se isto � realmente verdade e por que.

M�todos: Estudo retrospectivo de: 1) episodios de cirurgia pedi�trica de estrabismo na Esc�cia e Tayside, 1986 -2001. 2) Consultas a ortoptistas (Tayside) during 1986 and 1996.

Resultados: 1) Um total de 58% de queda nas cirurgias (Escocia) e 59% (Tayside). Para esotropia, a redu��o foi de 63% (Escocia) e 69% (Tayside). 2) Incid�ncia de esotropia n�o  mudou; cirurgia para essas esotropias diminu�ram (55%-30%) (p=0,013). Mais crian�as receberam corre��o hipermetr�pica total (p< 0,001) e mais desenvolveram estereopsia ( p= 0,003).

Conclus�o: Cirurgia de estrabismo na inf�ncia, particularmente para esotropia, est� em decad�ncia. A corre��o total da hipermetropia melhora os resultados funcionais.

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  Clinical science - extended reports

O risco de complica��es de uve�te  em um grupo de  hospitais regionais
R Maini, J O'Sullivan, MA Reddy, SL Watson e C Edelsten

Resumo
Introdu��o Objetivos: os objetivos deste estudo s�o estabelecer a freq��ncia e os fatores de risco para perda visual em pacientes com uve�te referidos primariamente a um grupo de hospitais.

M�todos: 561 pacientes com uve�te consecutivos atendidos em tr�s hospitais regionais foram recrutados e a medida da acuidade visual no final do periodo de estudo foi realizada. Um estudo retrospectivo caso-controle dos fatores de risco para perda visual [perda permanente de acuidade <6/9] foi realizado. Fatores de risco examinados inclu�ram tipo de uve�te, idade de in�cio da uve�te, ra�a, tipo de doen�a inflamat�ria sist�mica e quantidade da varia��o no tratamento e acompanhamento.

Resultados: perda visual m�nima de 6/12 em um olho foi observada em 11 pacientes [19,9%]. Somente 4 pacientes [0,7%] sofreram perda visual bilateral grave [ 6/36 ou pior]. Perda de vis�o foi associada a: idade menor do que 60 anos com 3,9[ 2,2-7,0] de rela��o entre probabilidades [95% de coincid�ncia de intervalos], acompanhamento prolongado com 2,0[ 1,2-3,3] e hist�ria de cirurgia de catarata com 3,9[2,17-7,2]. Isso foi menos comprovado em pacientes com uve�te anterior 0,2[0,1-0,3].

Conclus�o:
a freq��ncia de perda visual associada a uve�te em um grupo de hospitais distritais � menor do que a observada em centros de refer�ncia e os n�veis de cegueira legal s�o baixos. Embora uve�te anterior aguda tenha baixa freq��ncia de perda visual, ela contribui significativamente no panorama geral. A co-morbidade ocular nos pacientes mais velhos deve contribuir para o aumento nos �ndices de  perda visual em uve�te de longa dura��o.

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Efeitos dos par�metros corneais em medidas utilizando o ton�grafo de fluxo sangu�neo ocular puls�til e ton�metro de aplana��o de Goldmann
Pinakin Gunvant, Mani Baskaran, Lingam Vijaya, Irene Sophia Joseph, Russell Julian Watkins, Mohanadivya Nallapothula, David C Broadway e Daniel J O'Leary


Resumo
Objetivos: Investigar o efeito da espessura central e da curvatura corneal nas medidas de press�o intra ocular utilizando o ton�grafo de fluxo sangu�neo ocular puls�til e o ton�metro de aplana��o de Goldmann e verificar a concord�ncia entre as medidas obtidas com cada aparelho.

M�todos: Quatrocentos e setenta e nove pacientes foram submetidos a medidas da press�o intra-ocular com o ton�metro de aplana��o de Goldmann e o ton�grafo de fluxo sangu�neo ocular puls�til. Desses pacientes, 334 foram avaliados quanto a espessura central corneal com um paqu�metro ultrass�nico e curvatura corneal com um cerat�metro.

Resultados: Medidas da press�o intra-ocular obtidas tanto com o ton�metro de aplana��o de Goldman quanto com o ton�grafo de fluxo sangu�neo puls�til variaram segundo a espessura central corneal e ceratometria. Press�es intra-oculares medidas utilizando o ton�metro de aplana��o de Goldmann aumentaram em 0,027mmHg por m�cron de espessura central corneal aumentada. Press�es intra-oculares medidas utilizando o ton�grafo de fluxo sangu�neo ocular puls�til aumentarm em 0,048 mmHg por m�cron de aumento da espessura corneal. Para cada mil�metro de aumento de curvatura corneal ocorreu aumento de 1,14 mmHg medidos pelo ton�metro de aplana��o de Goldman e de 2,6 mm Hg medidos pelo ton�grafo de fluxo sangu�neo ocular puls�til. Quando comparado ao ton�metro de aplana��o de Goldmann, o ton�grafo de fluxo ocular sangu�neo puls�til subestimou as press�es intra-oculares baixas e superestimou as press�es intra-oculares altas.

Conclus�o: Espessura corneal central e curvatura corneal afetam mais as medidas obtidas com o ton�grafo de fluxo ocular sangu�neo puls�til do que as obtidas com o ton�metro de aplana��o de Goldman.

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A concentra��o de endotelina-1 no humor aquoso � aumentada em pacientes com s�ndrome exfoliativa
George G Koliakos, Anastasios G.P. Konstas, Ursula Schlftzer-Schrehardt, Gabor Hollo, Daniela Mitova, Dimitar Kovatchev, Stefanos Maloutas e Nikolaos Georgiadis


Resumo
Objetivos / Introdu��o: A endotelina 1 (ET-1) � considerada o vasoconstritor mais potente presente no corpo e no olho. Esta mol�cula pode desempenhar um papel significativo na patogenia da s�ndrome exfoliativa (SXF), um dist�rbio causado por vasculopatia ir�dica progressiva. Desta forma, pesquisamos a concentra��o de (ET-1) no humor aquoso de pacientes com catarata com e sem SXF.
M�todos. Amostras de humor aquoso foram obtidas consecutivamente de 25 olhos de 25 pacientes com catarata e SXF assim como foram obtidas do mesmo n�mero de pacientes controles durante cirurgia de catarata por facoemulsifica��o. Nenhum dos pacientes estudados apresentou press�o intra-ocular elevada ou glaucoma. A concentra��o de ET-1 no humor aquoso foi medida usando imunoreagente 100% espec�fico para ET-1. A concentra��o prot�ica total foi medida com o m�todo de azul de Coomassie em microplacas correlacionado com a concentra��o de ET-1.

Resultados: A concentra��o de ET-1 (4,6 � 2,3 pg/ml) nas amostras de humor aquoso SXF foi significativamente maior do que as medidas no grupo controle pareado por idade (2,8 � 1,71 pg/ml); (P=0,003). Embora a concentra��o prot�ica total estivesse significativamente elevada nas amostras SXF (0,380 �
0,159 vs 0,279 � 0,144 mg/ml nos controles); (P=0,02), n�o houve correla��o entre o ET-1 aquoso e a concentra��o prot�ica total(P=0,730).

Conclus�es: A concentra��o aumentada de ET-1 no humor aquoso de pacientes com SXF sugere que a ET-1 pode desempenhar um papel na patog�nese da SXF.

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Fen�tipo At�pico de Atrofia Ret�nica Macular e Peripapilar Causada por Muta��o do Gene RP2
Samantha S Dandekar, Neil D Ebenezer, Celene Grayson, Paul Chapple, Catherine A Egan, Graham E Holder, Sharon A Jenkins, Fred W Fitzke, Michael E Cheetham, Andrew R Webster e Alison J Hardcastle


Resumo
Objetivos: Determinar a base molecular e descrever o fen�tipo de uma distrofia ret�nica em fam�lia apresentando perda visual bilateral central progressiva.
M�todos. Membros da fam�lia foram examinados. Exames inclu�ram perimetria por Goldman, eletrofisiologia e imagem por autofluoresc�ncia. O screening gen�tico dos candidatos foi realizado por meio de an�lise SSCP e sequencial. As c�lulas linfoblast�ides pr�-banda foram examinados para observar a express�o prot�ica.

Resultados: O exame fundosc�pico pr�-banda, junto com a fundoscopia da m�e e a do irm�o mostraram atrofia peripapilar e macular. Distrofia ret�nica autoss�mica dominante foi suspeitada, mas a doen�a menos grave na m�e levou � procura de muta��es nos genes ligados ao X. Uma microdele��o 4bp no exon 3 do gene RP2, que segregou com a doen�a, foi identificada. Nenhuma express�o prot�ica do RP2 foi detectada.

Conclus�o: O fen�tipo distinto desta fam�lia, causado pela muta��o do RP2, aumenta o espectro fenot�pico do XLRP. A aus�ncia de prote�na RP2 sugere que a perda da fun��o prot�ica, e n�o o ganho de uma nova fun��o, podem levar a este fen�tipo at�pico. O diagn�stico definitivo de XLRP permite o aconselhamento gen�tico apropriado com implica��es relevantes para outros membros da fam�lia. N�s encorajamos m�dicos a utilizarem limites menores para o screening de RP2 em fam�lias com distrofia ret�nica, incluindo a doen�a ret�nica posterior, que n�o � imediatamente sugestiva de heran�a ligada ao X.

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Reprodutibilidade durante per�odo de 12 horas dos par�metros do fluxo sangu�neo coroidal em indiv�duos saud�veis
Elzbieta Polska, Kaija Polak, Alexandra Luksch, Gabriele Fuchsjager-Mayrl, Vanessa Petternel, Oliver Findl e Leopold Schmetterer


Resumo
Objetivos / Introdu��o: O objetivo do presente estudo foi avaliar a reprodutibilidade e a varia��o di�rna potencial de par�metros do fluxo sangu�neo coroidal em indiv�duos saud�veis durante um per�odo de 12 horas.

M�todos: Avaliamos os par�metros do fluxo sangu�neo coroidal em 16 indiv�duos do sexo masculino saud�veis e n�o-fumantes em hor�rios espec�ficos do dia (8:00, 11:00, 14:00. 17:00, 20:00). Os par�metros avaliados foram: fluxo sangu�neo puls�til avaliado por pneumotonometria, amplitude puls�til do fundo avaliado por interferometria por laser, velocidades sangu�neas nas art�rias oft�lmica e cilar posterior avaliados por Doppler colorido e o fluxo, volume e velocidade sangu�nea coroidal com fluxometria Doppler a laser aclopada em c�mera de fundo de olho. O coeficiente de varia��o e a altera��o m�xima da linha de base para cada par�metro foi calculada individualmente.

Resultados: Em nenhuma das t�cnicas empregadas foi evidenciada varia��o no fluxo sangu�neo coroidal. Os valores dos coeficientes de variabilidade se situaram entre 2,9% a 13,6% para todos os par�metros. A varia��o m�xima da linha de base individual foi consideravelmente mais alta, variando de 11,2% a 58,8%.

Conclus�es: Nossos dados indicam que em indiv�duos saud�veis as t�cnidas selecionadas apresentam reprodutibilidade adequada para estudos cl�nicos. A variabilidade pode, no entanto, ser consideravelmente maior em idosos ou na vig�ncia de doen�as oculares. As diferen�as individuais mais altas em leituras dos par�metros de fluxo limitam o uso das t�cnicas na cl�nica di�ria. Devido a problemas na validade das medidas um estudo cl�nico deve incluir a maior quantidade poss�vel de par�metros do fluxo sangu�neo coroidal para obten��o de resultados constantes.

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Rela��o entre os par�metros no nascimento e medidas de erros refrativos e biom�trico em crian�as
Seang-Mei Saw, Louis Tong, Kee-Seng Chia, David Koh, Yung-Seng Lee, Joanne Katz e Donald TH Tan


Resumo
Objetivo: An�lise da rela��o entre os par�metros ao nascimento e a biometria e refra��o de crian�as chinesas em idade escolar de Singapura.

M�todos: Crian�as chinesas de idades entre 7 e 9 anos (n=1413) de 3 escolas em Singapura foram recrutadas. Par�metros de nascimento como peso, circunfer�ncia encef�lica, estatura e idade gestacional foram obtidos de fichas hospitalares padronizadas. Auto-refra��o est�tica, ceratometria e biometria (di�metro axial, profundidade da c�mara v�trea e profundidade da c�mara anterior) foram medidas.

Resultados: Entre os indiv�duos com m�dia de peso normal ao nascimento (2,0 a 4,9 Kg), crian�as com peso maior ou igual a 4 Kg tiveram maior comprimento axial (medida ajustada 23,65mm versus 23,16mm), comparando com crian�as de pesos menores que 2,5 Kg, ap�s ajuste para idade, g�nero, escola, peso, miopia familiar e idade gestacional. Para cada 1cm de aumento no per�metro cef�lico ao nascimento, o di�metro axial aumentou 0,05mm. Para cada 1cm de aumento de estatura ao nascimento, o di�metro axial aumentou 0,02mm em an�lises multivariadas. Aumento semanal adicional em idade gestacional at� 46 semanas resultou em comprimento axial aumentado em 0,04mm, ajustado para idade, g�nero, escola, miopia familiar e estatura. Crian�as com maiores pesos ao nascimento, per�metros cef�licos, estaturas ao nascimento ou idades gestacionais tiveram c�maras v�treas mais profundas e raios de curvaturas corneais maiores, contudo n�o houve correla��o significante com a refra��o.

Conclus�es: Crian�as que nasceram mais pesadas, com maiores per�metros cef�licos ou estaturas, ou que nasceram mais maduras apresentaram maiores comprimentos axiais, c�maras v�treas mais profundas, mas n�o houve diferenca na refra��o em idades de 7 a 9 anos, possivelmente devido ao aplanamento corneal compensat�rio.

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Em dire��o � otimiza��o dos filtros dos registros �padr�es� do eletroretinogram multifocal (mfERG): Achados em indiv�duos normais e diab�ticos
Ying Han, Marcus A. Bearse, Jr., Marilyn E. Schneck, Shirin Barez, Carl Jacobsen e Anthony J. Adams


Resumo
Objetivos: Estudar os efeitos de dois filtros de largura de banda pr�-amplificadores frequentemente utilizados em eletroretinogramas multifocais (mfERG) de resposta normal e comparar suas capacidades em detectar doen�as da retina.

M�todos: Cento e tr�s mfERGs foram registrados simultaneamente em dois canais com diferentes n�veis de pr�-amplificadores (10-100Hz e 10-300Hz) de cada olho de 20 indiv�duos normais, 17 diab�ticos com retinopatia diab�tica n�o proliferativa (RDNP) e 12 diab�ticos sem retinopatia. As rela��es signal to noise (RSN) dos mfERG de primeira ordem dos indiv�duos normais foram comparados entre os canais. Todas as amplitudes individuais e tempos impl�citos foram obtidos utilizando um m�todo de �esticamento do padr�o�. Para compara��o, o tempo impl�cito foi medido com um m�todo de �deslizamento do padr�o�. As amplitudes de mfERG e tempos impl�citos foram comparados entre os canais e nos grupos de indiv�duos.

Resultados: As amplitudes m�dias normais e tempos impl�citos foram semelhantes em ambos os canais. No entanto, registros normais de 10 a 100Hz apresentavam RSN significativamente maior e variabilidade menor entre os indiv�duos do que os registros de 10 a 300Hz. Na RDNP, o canal de 10 a 100Hz identificou significativamente mais anormalidades de tempo impl�cito do que o filtro de 10 a 300Hz. Para ambos os acertos dos filtros, os tempos impl�citos diab�ticos foram anormais com frequencia maior que as amplitudes. O canal de 10 a 100Hz foi superior para ambas as medidas de tempo impl�cito.

Conclus�o: Eletroretinogramas multifocais padr�es registrados a partir de olhos normais e com filtro de 10 a 100Hz mostram menos interferencia, maior RSN e menor variabilidade inter-individual que aqueles filtrados de 10 a 300Hz. Isso corrobora nosso achado que o filtro de 10 a 100Hz identifica mais disfun��es da retina do que o filtro de 10 a 300Hz.

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Compara��o entre sondas ultrass�nicas de 10MHz e 20MHz nos exames de imagem do olho e da �rbita
Simon A Hewick, Andrew C Fairhead, James C Culy e Hatem R Atta


Resumo
Objetivos / Introdu��o: Ultrassonografia em modo B � uma ferramenta vers�til e n�o-invasiva na oftalmologia. Recentemente, uma sonda de contato de �alta frequ�ncia� foi apresentada. N�s realizamos a ultrassonografia em modo B de estruturas orbitais e oculares com uma sonda de 10MHz e a sonda nova de 20MHz, avaliamos qual sonda fornecia melhores informa��es e oferecemos recomenda��es para o uso de cada uma.

M�todos: Pacientes foram selecionados de cl�nicas de ultrassom da Enfermaria Real de Aberdeen de 01 de janeiro de 2002 a 01 de agosto de 2002. Avaliamos o v�treo, retina, cor�ide, esclera e, na �rbita: m�sculos extraoculares, nervo �ptico e gordura orbital com as sondas de 10MHz e 20Mhz. No laborat�rio avaliamos, por meio de um �ponto-alvo�, as caracter�sticas do feixe de ultrassom a dist�ncias diversas da sonda.

Resultados: O ponto-alvo mostrou que o foco � mais profundo, e, em menor grau, a resolu��o axial � maior na sonda de 20MHz quando comparada � de 10MHz. Em olhos de pacientes, estruturas altamente reflexivas s�o observadas com maior resolu��o com a sonda de 20MHz. A imagem de refletores de menor intensidade como o v�treo e part�culas dentro do v�treo � melhor obervada com a sonda de 10MHz. Maior atenua��o tecidual foi evidenciada com a sonda de 20MHz.

Conclus�o:A sonda de 20MHz tem resolu��o superior e pode ser utilizada para melhor detec��o de detalhes no p�lo posterior e �rbita. A sonda de 10MHz pode ser utilizada para examinhar dispersivos, tal como o humor v�treo, que n�o pode ser observado com sondas de maior frequ�ncia.

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  Laboratory science - scientific reports

Retirada de s�dio do solvente reduz a toxicidade ao epit�lio pigmentar da retina � indocianina verde: implica��es na cirurgia para buraco macular
Jau-Der Ho, Ray Jui-Fang Tsai, San-Ni Chen e Hung-Chiao Chen


Resumo
Introdu��o/objetivos: A colora��o da membrana limitante interna com indocianina verde (ICV) tem sido associada a altera��es atr�ficas p�s-operat�rias no epit�lio pigmentar da retina ( EPR). Aqui os autores examinaram se retirando Na+ do solvente ha redu��o da citotoxicidade ao EPR induzida pela ICV.

M�todos: C�lulas do EPR humano foram expostas � ICV ( 0,25 e 0,025 mg/ml) reconstituida com solu��o salina balanceada (BSS) ou BSS livre de Na+. Microscopia �ptica, exclus�o do corante azul de trypan, corante acridine orange/ethidium bromidina e eletroforese de DNA foram utilizados para avaliar os efeitos citot�xicos da ICV. A absor��o de ICV foi medida atrav�s de absor��o �ptica a 790 nm.

Resultados: Remo��o de Na+ reduziu as altera��es morfol�gicas celulares relacionadas � ICV e aumentou a viabilidade da c�lula do EPR. Quando c�lulas do EPR foram encubadas for 4 horas em ICV 0,25mg/ml dissolvidas em BSS e BSS livre de Na+, 86,3i�6,7% e 2,4i�1,1% das c�lulas foram coradas com azul de trypan, respectivamente. Ap�s tratamento com ICV, EPR morreu principalmente atrav�s de mecanismo necr�tico. Capta��o de ICV pelo EPR foi tambem reduzida com a remo��o do Na+.

Conclus�es: Citotoxicidade induzida pela ICV em cultura de c�lulas do EPR humano foi reduzida com a remo��o do Na+ do solvente. A reprodu��o desse m�todo pode promover uma utiliza��o intrav�trea mais segura da ICV na cirurgia de buraco macular.

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  Laboratory science - extended reports

Equivalente corneal humano como modelo de cultura de c�lulas para estudos de permeabilidade de medicamentos in vitro
Stephan Reichl, J�rgen Bednarz e Christel M�ller-Goymann

Resumo
Objetivos: Para o estudo da permeabilidade transcorneal in vitro de medicamentos oftalmol�gicos, c�rneas animais ou c�lturas de c�lulas epiteliais s�o frequentemente utilizados como alternativa � c�rnea humana. Os principais objetivos deste estudo foram de reconstruir um equivalente organot�pico completo de c�rnea humana formada por todos os tipos celulares diferentes (c�lulas epiteliais, estromais e endoteliais); testar a fun��o de barreira desta c�rnea humana reconstru�da utilizando 3 medicamentos-modelo (hidroclorito de pilocarpina, hidrocortisona e hidroclorito de befunolol) e determinar sua utilidade como modelo in vitro para predi��o da absor��o medicamentosa do olho humano.

M�todos: V�rias camadas teciduais foram criadas passo a passo em culturas de c�lulas Transwell� utilizando c�lulas imortalizadas SV-40 endoteliais, endoteliais e estromais (fibroblastos). A morfologia foi caracterizada por microscopia �ptica utilizando corante HE de rotina. Microscopia eletr�nica de varredura foi utilizada para avaliar caracter�sticas ultraestruturais. A permeabilidade ocular de medicamentos-modelo do modelo de c�rnea foi testado utilizando c�lulas de Franz modificadas e comparado com dados obtidos de c�rneas porcinas cirurgicamente removidas e modelos previamente descritos de c�rneas porcinas montadas.

Resultados e Conclus�o: O modelo corneal constru�do exibiu estruturas corneais t�picas tal como uma camada �nica de c�lulas endoteliais hexagonais e camadas m�ltiplas de epit�lio formado por sete a nove camadas celulares com c�lulas superficiais achatadas. A forma��o de micropregas e microvilos foi confirmada. O modelo constru�do mostrou para todas as subst�ncias permeabilidade semelhante � da c�rnea porcina cirurgicamente removida. No entanto, a permeabilidade (coeficientes de permeabilidade Kp) do equivalente corneal (PHCl 13.4�10-6 � 3.01�10-6; BHCl 9.88�10-6 � 1.79�10-6; HC 5.41�10-6 � 0.40�10-6 cm/s) foi 1,6 a 1,8 vezes maior que a da c�rnea porcina. Comparados com dados do modelo constru�do de porcina o modelo humano equivalente mostrou uma permeabilidade diminu�da. A c�rnea humana reconstru�da pode ser apropriada para prever a absor��o de drogas no olho humano.

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Aus�ncia de Altera��es das Mol�culas de Ades�o Leucodit�ria Vascular na Retina Humana em Diabetes
John M Hughes, Arjen Brink, Antonella N Witmer, Marielle Hanraads-de Riemer, Ingeborg Klaassen e Reinier O Schlingemann


Resumo
Introdu��o/objetivos: Acredita-se que oclus�o capilar tenha um papel cr�tico no desenvolvimento da retinopatia dib�tica (RD). O mecanismo exato atrav�s do qual isso ocorre, entretanto, continua obscuro. V�rios estudos com modelos in vitro e animais sugerem um aumento na ades�o de leuc�citos ao endot�lio via hiper-regula��o da ICAM-1 na microvasculatura ret�nica como um poss�vel mecanismo. Neste estudo imunohistoqu�mico comparativo n�s comparamos a express�o do ICAM-1 na vasculatura ret�nica de 41 olhos obtidos de 37 pacientes diab�ticos com 19 olhos de 19 pacientes controles n�o diab�ticos.

M�todos: Criosec��es seriadas do tecido posterior post-mortem de 41 olhos diab�ticos e 19 olhos n�o-diab�ticos foram corados com anticorpos monoclonais ICAM-1 (dois clones), CD31 (marcador pan-endotelial) e PAL-E (marcador de vazamento vascular).

Resultados: Um padr�o similar de impregna��o vascular ICAM-1 foi observado entre olhos diab�ticos e n�o diab�ticos. N�s tamb�m observamos uma umpregna��o difusa do ICAM-1 na retina que foi significativamente mais intensa nos olhos diab�ticos (p=0,001).

Conclus�es: Esses resultados indicam que ICAM-1 � constitucionalmente expressado na vasculatura ret�nica e coroidal de pacientes-controle n�o diab�ticos e que esse n�vel de express�o n�o � significantemente alterado pelo diabetes. Analizando tudo, nossos resultados n�o confirmam o paradigma prevalente de que o mecanismo prim�rio respons�vel pela oclus�o capilar observada nos indiv�duos diab�ticos seja a ades�o aumentada da mol�cula expressa.

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Toxicidade ret�nica de tenecteplase intra-v�trea no coelho
Steven Alan Rowley, Sarojini Vijayasekaran, Paula K Yu, Ian McAllister e Dao-Yi Yu

Resumo
Objetivo: Pesquisar a toxicidade ret�nica da inje��o intra-v�trea de um novo fibrinol�tico, a tenecteplase, em olhos de coelho.

M�todos: Foi injetado tenecteplase (25-350 �g em 0,1ml BSS) na cavidade v�trea de olhos normais de coelhos. Os olhos contralaterais receberam 0,1ml de BSS como controle. Os olhos foram examinados por biomicroscopia, oftalmoscopia indireta e eletroretinografia um dia, uma semana e dois meses ap�s a inje��o. Ap�s isso os olhos foram enucleados para exame histopatol�gico.

Resultados: N�o foi observada toxicidade ret�nica com doses de tenecteplase at� e incluindo 50�g. Com uma dose de 150�g a oftalmoscopia foi normal, mas a histologia mostrou leve dano ret�nico na camada nuclear interna. A eletroretinografia mostrou uma redu��o tempor�ria na amplitude da onda B. Doses acima de 200�g mostraram evid�ncia de toxicidade ret�nica na eletroretinografia, na oftalmoscopia e na histologia. Achados oftalmosc�picos inclu�ram fibrose v�trea, necrose ret�nica e descolamento tracional da retina. A microscopia �ptica mostrou necrose do epit�lio pigmentar e das outras camadas da retina. O damo estava localizado pr�ximo � regi�o da inje��o mas estava mais disseminado com doses maiores.

Conclus�o: Uma dose de 50�g de tenecteplase aparentemente � segura para inje��es intra-v�treas nos coelhos. Tenecteplase pode apresentar aplica��es potenciais no tratamento de hemorragias submaculars e na oclus�o da veia central.

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