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Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Maio de 2007. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the May 2007 issue. The full text is only available in Englishto subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)

Maio/ May   2007
Volume 91 Number/ número 5

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr José Alvaro P. Gomes
drdanielpereira{at}gmail.com  drdanielpereira{at}gmail.com


  Clinical science - scientific reports 

Risco de neuropatia óptica isquêmica antereior não arterítica após extração de catarata no olho contralateral de pacientes com neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica primária unilateral
Byron Lam, Haneen Jabaly-Habib, Nabih Al-Sheikh, Matthew S Pezda,, Medhat Guirgis, William Feuer e Timothy McCulley
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Biomicroscopia confocal in vivo em ceratite fúngica
Emmanuelle Brasnu, Tristan Bourcier, Benedicte Dupas, Sandrine Degorge, Thibault Rodallec, Laurent Laroche, Vincent Borderie e Christophe Baudouin
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Detecção de Treponema pallidum no vítreo através de PCR
Maya Müller, Irene Ewert, Fabian Hansmann, Carsten Tiemann, Hans J Hagedorn, Werner Solbach, Johann Roider, Bernhard Nölle, Horst Laqua e Hans Hoerauf
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Evolução da refração após implante primário de LIO em crianças
Jane L Ashworth, Anna P Maino, Susmito Biswas e I Chris Lloyd
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Uso da tomografia de coerência óptica, angiofluoresdeínografia e angiografia com indocianina verde na investigação clínica da forma exsudativa da degeneração macular relacionada à idade
Zachariah R Koshy, Konstantinos Chatzinikolas e Stephen J Talks
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Achados histológicos de uma membrana neovascular de coróide retirada em uma translocação macular de paciente previamente tratado com terapia intravítrea com Bevacizumab (Avastin)
S K Gibran, Arun Sachdev, T Stappler, R Newsome, David Wong e Paul Hiscott
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Percepção da cegueira relacionada ao tabagismo nos adolescentes – uma nova mensagem a um grupo vulnerável
Phillip Moradi, Judith Thornton, Richard Edwards, Roger A Harrison, Stephen Washington e Simon P Kelly
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Diagnóstico através de fotografias do fundus
Edward G Dallas, Richard A Clement e David S I Taylor
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Nistagmo secundário à exposição intra uterina a drogas
Alan Mulvihill, Peter Cackett, Nick George e Brian Fleck
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Pesquisa nacional de tendências em enucleação, evisceração e implantes de órbita no Reino Unido.
Palpandian Viswanathan, Mandeep S Sagoo e Jane M Olver
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Tratamento fotodinâmico versus tratamento fotodinâmico associado a corticóide sistêmico para neovascularização coroidal idiopática
Alfonso Giovannini, Piergiorgio Neri, Lucia Mercanti e Claudia Bruè
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Clinical science - extended reports



Alguns fatores dissociantes na análise do dano progressivo estrutural e funcional em glaucoma de ângulo aberto
Cameron JW Hudson, Linda S Kim, Shirley A Hancock, Ian A Cunliffe e John M Wild
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Níveis de ácido de bimatoprosta no Humor aquoso de pacientes com catarata após tratamento com bimatoprosta
Louis B. Cantor, Joni Hoop, Darrell Wudunn, Chi-Wah Yung, Yara Catoira, Shailaja Valluri, Arnold Cortes, Andrew Acheampong, David F. Woodward e Larry A. Wheeler
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Quantificação da redução na espessura da camada de fibras nervosas associada ao defeito pupilar aferente em glaucoma assimétrico
Yasuko Tatsumi, Makoto Nakamura, Miyuki Fujioka, Yoriko Nakanishi, Azusa Kusuhara, Hidetaka Maeda e Akira Negi
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text


Predição da evolução visual pós-operatória em indivíduos com catarta: um estudo pré e pós-opereatório
William Arthur Douthwaite, Marta Vianya-Estopa e David Elliott
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Influência das lentes intraoculares acrílicas hidrofóbicas de três peças e de uma peça de óptica com duas bordas afiadas na prevenção da opacificação da cápsula posterior: estudo clínico prospectivo randomizado de longo prazo.
Reda Zemaitiene, Vytautas Jasinskas e Gerd U Auffarth
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Resultado de dois anos de remoção de membranas neovasculares de coróide sem DMRI
Rohan W Essex, Adnan Tufail, Catie Bunce e G William Aylward
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Caracterização clíncia e análise molecular da síndrome de Wagner
Sarah P Meredith, Allan J Richards, Declan W Flanagan, John D Scott, Arabella V Poulson e Martin P Snead
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  Laboratory science - scientific reports

Neuroglobina em retinas normais e em retinas de olhos com glaucoma avançado
Ranjan Rajendram e Narsing A Rao
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  Laboratory science - extended reports



Eficácia e segurança da instilação de curta duração de azitromicina versus dose oral única de azitromicina para tratamento de tracoma em crianças – estudo clínico randomizado, controlado e duplo cego
Isabelle Cochereau, Pablo Goldschmidt, André Goepogui, Tayyab Afghani, Laurent Delval, Pascale Pouliquen, Tristan Bourcier e Pierre-Yves Robert
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Efeitos abaixadores da PIO e mecanismo de ação do tafluprost em camundongos deficientes de receptores prostanóides
Takashi Ota, Makoto Aihara, Tadashiro Saeki, Shuh Narumiya e Makoto Araie
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  Clinical science - scientific reports 

Risco de neuropatia óptica isquêmica antereior não arterítica após extração de catarata no olho contralateral de pacientes com neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica primária unilateral
Byron Lam, Haneen Jabaly-Habib, Nabih Al-Sheikh, Matthew S Pezda,, Medhat Guirgis, William Feuer e Timothy McCulley

Introdução/Objetivos: Determinar o risco de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIAN) após extração de catarata (EC) no olho contralateral de pacientes com NOIAN primária unilateral.
Tipo de estudo: Estudo retrospectivo de coorte.
Métodos: Prontuários médicos de pacientes com NOIAN avaliados em nossa instituição entre 1 de Janeiro de 1986 e 31 de Dezembro de 2001 foram revisados para determinar o início de NOIAN e o tempo da EC. Casos foram excluídos se a data da NOIAN e EC fossem indeterminados ou se a EC do olho contra lateral foi realizada antes da NOIAN unilateral. Análise estatística foi realizada através da inclusão da EC do olho contra lateral como uma covariante tempo dependente em um modelo Cox de regressão proporcional da incidência de NOIAN no olho contralateral.
Resultados: Dos 325 pacientes elegíveis, 9 (53%) de 17 pacientes com NOIAN submetidos a EC no olho contralateral desenvolveram NOIAN e 59 (19%) dos 308 pacientes com NOIAN que não foram submetidos a EC no olho contra lateral desevolveram NOIAN. Extração da catarata no olho contra lateral aumentou o risco de ocorrência de NOIAN no olho contra lateral em 3,6 vezes (regressão Cox, p=0,001).
Conclusões: Pacientes com NOIAN unilateral estão sob risco estatisticamente maior de desenvolvimento de NOIAN no olho contra lateral após EC.

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Biomicroscopia confocal in vivo em ceratite fúngica
Emmanuelle Brasnu, Tristan Bourcier, Benedicte Dupas, Sandrine Degorge, Thibault Rodallec, Laurent Laroche, Vincent Borderie e Christophe Baudouin

Objetivos: Ceratite fúngica é uma importante causa de doença no mundo, particularmente em países em desenvolvimento. Dado ao aumento recente de ceratire infecciosa por Fusarium em usuários de lentes de contato devido a soluções das lentes de contato, o FDA emitiu recentemente um aviso, fazendo disso uma preocupação pública em países em desenvolvimento. Nosso objetivo foi mostrar as vantagens da microscopia confocal in vivo usando o Heidelberg Retina Tomograph II – Rostock Cornea Module no diagnóstico precoce da ceratite fúngica.
Métodos: Microscopia confocal com o Heidelberg Retina Tomograph II – Rostock Cornea Module foi realizada em cinco pacientes com ceratite fúngica e em três córneas de doadores contaminadas com Fusarium solani, Aspergillus fumigatus e Candida albicans.
Resultados: Avaliação microscópica direta de raspados corneais e cultura revelaram a presença de Fusarium solani em quatro casos e Candida albicans em um caso. A avaliação dos pacientes infectados e das córneas de doadores contaminadas com Heildelberg Retina Tomograph II – Rostock Cornea Module revelou numerosos elementos de alto contraste lembrando Fusarium, Aspergillus hyphae ou pseudo-filamentos de Candida no estroma anterior.
Conclusão: Microscopia confocal in vivo com Heidelberg Retina Tomograph II – Rostock Cornea Module é uma técnica nova, não invasiva e rápida para o diagnóstico precoce de ceratites fúngicas, apresentando imagens com alta resolução, lembrando estruturas fúngicas na fase inicial da doença.

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Detecção de Treponema pallidum no vítreo através de PCR
Maya Müller, Irene Ewert, Fabian Hansmann, Carsten Tiemann, Hans J Hagedorn, Werner Solbach, Johann Roider, Bernhard Nölle, Horst Laqua e Hans Hoerauf

Introdução: Envolvimento ocular por sífilis ainda representa um desafio devido ao comportamento “camaleônico” da doença. Como o diagnóstico sorológico tem limitações significantes, a detecção direta do Treponema Pallidum (TP) no vítreo representa uma ferramenta diagnóstica desejável.
Métodos: Reação em cadeia da polimerase em tempo real (PCR) para a detecção do TP foi aplicada em vitrectomias diagnósticas de 2 pacientes com coriorretinite aguda. Verificação qualitativa do TP através de PCR em tempo real e análise do tempo de conversão de acordo com protocolo modificado foram realizados. Os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo com fotografias do fundus, angiofluoresceínografia, investigação sorológica, tatamento com antibiótico e acompanhamento.
Resultados: Em 2 casos de coriorretinite aguda de origem desconhecida, PCR em tempo real de amostras vítreas de ambos os pacientes forneceu evidência de TP e foi 100% específico. O diagnóstico presumido inicialmente foi descartado através de PCR de amostras do vítreo. Os pacientes foram tratados com antibióticos sistêmicos e mostraram melhora imediata da função visual e resolução das lesões do fundus.
Conclusões: Com PCR em tempo real para detecção do TP no vítreo foi possível e se motrou como alternativa sensível, rápida e barata no diagóstico de uma doença de difícil investigação. Em casos de coriorretinite aguda o uso de ensaios baseados em PCR no diagnóstico através de amostras víteas é aconselhável. Apesar da coriorretinite por sífilis ser doença rara, PCR pode incluir a procura por TP como opção para finalizar o dilema diagnóstico e definir o tratamento em uma doença tão enganadora.

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Evolução da refração após implante primário de LIO em crianças
Jane L Ashworth, Anna P Maino, Susmito Biswas e I Chris Lloyd

Introdução/Objetivos: O implante de lente intra ocular (LIO) está se tornando cada vez mais aceito como procedimento primário em crianças. Este estudo tem como objetivo avaliar a acurácia do cálculo da dioptria da lente, a taxa de transformação em miopia e a evolução da refração após implante primário em crianças menores de 12 meses na ocasião da cirurgia de catarata.
Métodos: Revisão retrospectiva de casos de 25 pacientes (8 com catarata bilateral e 17 com unilateral) submetidos à cirurgia de catarata com implante primário da LIO com menos de 12 meses de idade. As medidas de evolução foram refração pós-operatória precoce, erro no cálculo da dioptria da LIO, transformação em miopia e evolução da refração.
Resultados: A refração pós-operatória estava dentro de 2 dioptrias da refração alvo em 83% dos casos. O erro no cálculo da dioptria da LIO não dependeu do comprimento axial ocular, idade ou refração alvo. A média de transformação em miopia foi de 5,43 +/- 3,7 dioptrias nos primeiros 12 meses após a cirurgia, mas foi significantemente maior quando a cirurgia foi realizada com idade menor que 10 semanas.
Conclusão: Este estudo demonstra que a dioptria da LIO pode ser calculada com acurácia satisfatória em crianças através das fórmulas atuais. Fatores como idade na ocasião da cirurgia, comprimento axial ocular, cirurgia uni ou bilateral e presença de doenças sistêmicas não pareceram influenciar na acurácia do cálculo da dioptria da LIO ou na transformação em miopia até os 36 meses de idade.

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Uso da tomografia de coerência óptica, angiofluoresdeínografia e angiografia com indocianina verde na investigação clínica da forma exsudativa da degeneração macular relacionada à idade
Zachariah R Koshy, Konstantinos Chatzinikolas e Stephen J Talks

Objetivos: Avaliar a utilidade do OCT na orientação de enfermeiras em procura rápida de DMRI em uma clínica de referência e verificar quanto a ICV leva a diagnóstico adicional ao fornecido pela AFG.
Métodos: Análise retrospectiva de uma série de 134 casos de pacientes novos referidos com suspeita de DMRI exsudativa. Quando a acuidade visual foi >= a 6/60 o OCT foi realizado. Se o OCT fosse sugestivo de DMRI exsudativa o paciente era submetido a AFG/ICV simultâneos. A sensibilidade e especificidade desta clínica foi calculada. O número de diagnósticos adicionais utilizando ICV foi registrado.
Resultados: 23/134 (17,16%) realizaram apenas OCT sem o diagnóstico de DMRI exsudativa. AFG/ICV foi realizado em 111 pacientes que mostram DMRI exudativa em 90/111 (81%). OCT como utilizado em nossa clínica teve uma sensibilidade de 1 e especificidade de 0,65 na detecção de DMRI exsudativa. ICV forneceu diagnósticos adicionais em 19 (14,17%) pacientes. ICV detectou uma anormalidade vascular específica em 58% dos casos ocultos.
Conclusões: OCT provou ser uma ferramenta eficiente para investigação de DMRI exsudativa nesta clínica com excelente sensibilidade e especificidade razoável. ICV forneceu dignósticos adicionais em um número significante de casos mas não definiu a anormalidade vascular em todos os casos ocultos.

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Achados histológicos de uma membrana neovascular de coróide retirada em uma translocação macular de paciente previamente tratado com terapia intravítrea com Bevacizumab (Avastin)
S K Gibran, Arun Sachdev, T Stappler, R Newsome, David Wong e Paul Hiscott

Objetivos: Descrever os achados em um paciente tratado com injeções intravitreas repetidas de bevacizumab (Avastin®) seguido por reposicionamento macular e excisão da membrana sub-foveal coroidal (MNC).
Métodos: Avaliação histopatológica de amostra da MNC, incluíndo avaliação imunohistoquímica.
Resultados: Durante excisão cirúrgica a MNC pareceu estar avascular não havendo sangramento em seu leito. Exame histopatológico revelou que a MNC era formada por tecido fibroso avascular subretínico, contendo células fibroblásticas do EPR, fragmentos irregulares de membrana de Bruch espessada e tecido fibrótico coroidal, contendo alguns vasos de médio calibre, sem capilares.
Conclusões: O desenvolvimento de uma rotura no EPR durante o curso da terapia com avastin deve ser reflexo da contração do tecido avascular subretínico enquando a ausência de capilares tanto nos componentes coroidal quanto subretínico devem ser causa do acesso aumentado do Avastin na coriocapilar na presença da ruptura do EPR.

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Percepção da cegueira relacionada ao tabagismo nos adolescentes – uma nova mensagem a um grupo vulnerável
Phillip Moradi, Judith Thornton, Richard Edwards, Roger A Harrison, Stephen Washington e Simon P Kelly

Objetivos: O tabagismo comumente se inicia na adolescência. Não se sabe se os adolescentes estão conscientes da associação do tabagismo com doença ocular e cegueira. Exploramos o conhecimento dessa associação e o possível impacto desse conhecimento entre os adolescentes do Reino Unido.
Métodos: Uma pesquisa transversal através de entrevista estruturada de adolescentes que compareceram a quatro eventos sociais organizados. Conhecimento e medo da cegueira, e de três doenças relacionadas ao tabagismo (câncer de pulmão, doença cardíaca, acidente vascular cerebral) e uma condição distratora (surdez) foram investigados. A probabilidade de fumantes abandonarem o habito após o desenvolvimento de sinais precoces de cada condição foi determinado.
Resultados: Taxa de resposta de 92% dos adolescentes foi obtida. De 260 adolescentes (16-18 anos), 15%, 27% e 81% acreditaram que o tabagismo causava acidente vascular cerebral, doença do coração e câncer de pulmão, respectivamente. Apenas 5% acreditaram que fumar causa cegueira. Os indivíduos nivelaram seu medo para cada uma das cinco condições, marcando cinco para a mais temida e um para a menos temida. Indivíduos tiveram significantemente (p<0,01) mais medo (placar médio em parênteses) de cegueira (4,2) do que de câncer de pulmão (3,4), doença do coração (2,3) e surdez (1,2). Mais adolescentes (p<0,01) disseram que parariam de fumar aos primeiros sinais de cegueira em comparação com doença do pulmão ou do coração.
Conclusão: O reconhecimento do risco de cegueira decorrente do tabagismo é baixo entre os adolescentes, mas o medo da cegueira pode ser mais provável de motivar os adolescentes a pararem de fumar do que o medo de doenças do pulmão ou coração. Adolescentes deveriam ser melhor informados dos riscos oculares relacionados ao tabagismo como uma nova medida de saúde pública.

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Diagnóstico através de fotografias do fundus
Edward G Dallas, Richard A Clement e David S I Taylor

Objetivos: Investigar uma maneira pela qual oftalmologistas observam o fundus e façam diagnósticos com suas observações.
Métodos: Um grupo de 12 fotografias de teste foi apresentado a 9 oftalmologistas. Os indivíduos foram soliciados a identificar as características nas fotografias que são importantes para compor um diagnósticos e foram também questionados sobre diagnósticos diferenciais. O raciocínio dos idivíduos foi registrado durante suas inspeções das fotografias. Subseqüentemente eles foram solicitados a traçar as características importantes de 4 das fotografias.
Resultados: O nível de acerto nos diagnósticos foi descrito através de pontuações numéricas balanceadas. Diagnósticos diferenciais feitos após 30 segundos de inspeção foram significantemente melhores do que aqueles feitos após 5 segundos.
Independentemente do nível de acerto, os diagnósticos descritos foram dominados pelas características mais óbvias das fotografias. Diagnósticos incorretos foram feitos tanto por falha do sujeito em identificar características significantes nas fotos quanto por falha na compreensão da significância das características identificadas.
Conslusões: Fundoscopia acurada envolve tanto percepção das características diagnósticas quanto interpretação cognitiva destas características. Descrições verbais, registros de movimentação e traçados oculares têm mostrado revelar características e interpretações usadas para compor os diagnósticos. Estas técnicas serão usadas em um estudo subseqüente para avaliar as contribuições relativas no treinamento formal e experiência para o desenvolvimento de habilidades diagnósticas.

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Nistagmo secundário à exposição intra uterina a drogas
Alan Mulvihill, Peter Cackett, Nick George e Brian Fleck

Objetivos: Relatar a evolução de nistagmo em criançass expostas a opiáceos e/ou benxodiazepínicos durante a gestação e descrever a associação ocular e sistêmica dos achados.
Métodos: Exame clínico e revisão de prontuários de 14 crianças com nistagmo e histórico de mães que abusaram de opiáceos e/ou benzodiazepínicos durante a gestação.
Resultados: Doze crianças foram expostas a opiáceos durante a gestação, destes nove também foram expostos a benzodiazepínicos. Duas crianças foram expostas a benzodiazepínicos apenas. Na posição primária o nistágmo era do tipo fino com movimentos pendulares horizontais em dez crianças (71,4%) e do tipo fino com movimentos horizontais bruscos nas outras quatro (28,6%). O início do nistagmo provavelmente ocorreu nos primeiros 6 meses de vida em todos os casos. A acuidade visual melhor corrigida logMAR média foi de 0,59 (20/80). Exames com ERG e PVE foram normais em 3 crianças. Nove crianças (64,3%) tiveram atraso no desenvolvimento e pelo menos sete (50%) tiveram atraso na maturação visual. Seis crianças tiveram microcefalia e duas tiveram hipoplasia bilateral do nervo óptico. Nenhuma teve diagnóstico neurológico específico de desordem convulsiva.
Conclusão: Este estudo confirma fortemente a associação teratogênica entre exposição intra uterina a drogas controladas e nistagmo infantil. Além disso, o nistagmo e as características clínicas associadas parecem ser particularmente associados ao uso combinado de opiáceos e benzodiazepínicos. Exposição a opiáceos e/ou benzodiazepínicos durante a gestação deve ser considerada no diagnóstico diferencial de nistagmo infantil.

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Pesquisa nacional de tendências em enucleação, evisceração e implantes de órbita no Reino Unido.
Palpandian Viswanathan, Mandeep S Sagoo e Jane M Olver

Objetivos: Avaliar a prática clínica atual no Reino Unido no manuseio da cavidade anoftálmica; escolha de enucleação, evisceração, tipo de implante de órbita, fechamento, pinos de motilidade e complicações.
Métodos: Todos os oftalmologistas do Reino Unido foram pesquisados mediante questionário enviado por correio. As questões incluíram sua sub-especialidade e número de enucleações e eviscerações realizadas em 2003. Perguntas específicas com relação à escolha do implante, técnica de fechamento, uso de pinos de motilidade e complicações foram direcionadas.
Resultados: 456 / 896 (51%) dos oftalmologistas responderam o questionário; destes 162 (35%) tinham interesse específico em óculo-plástica, sitema lacrimal, órbita ou oncologia. Apenas 243/456 (53%) realizaram enucleação ou evisceração. 92% inseriram implante orbitário após enucleação primária, 69% após evisceração não relacionada à endoftalmite, enquanto apenas 43% inseriram implante após evisceração por endoftalmite (50% como um procedimento postergado). 55% usaram implantes orbitários porosos (polietileno poroso, hidroxiapatita ou alumina) como sua primeira escolha e 42% usaram acrílico. A maioria dos implantes inseridos eram esféricos, medindo de 18 a 20 mm de diâmetro. 57% cobriram o implante após enucleação usando esclera autóloga preservada (20%), esclera de doador (28%) e malha sintética de Vicryl ou Mersilene (42%). Uma minoria (7%) colocou pinos de motilidade em casos selecionados, normalmente como um procedimento secundário. 14% dos participantes relataram exposição para cada tipo de procedimento e extrusão foi relatada em 4% após enucleação e 3% após evisceração.
Conclusões: Esta pesquisa evidencia a prática contemporânea em cavidade anoftálmica no Reino Unido. A maioria dos cirurgiões usam implantes orbitários porosos cobertos por malha sintética após enucleação e apenas alguns utilizam pinos de motilidade.

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Tratamento fotodinâmico versus tratamento fotodinâmico associado a corticóide sistêmico para neovascularização coroidal idiopática
Alfonso Giovannini, Piergiorgio Neri, Lucia Mercanti e Claudia Bruè

Objetivos: Comparar tratamento fotodinâmico (PDT) versus PDT associado com esteróides sistêmicos (SS) para controle de neovascularização coroidal idiopática juxta/sub-foveal (ICNV).
Métodos: Pacientes com ICNV foram distribuídos aleatoriamente e tratados. Melhora e piora visual foram definidos como uma melhora ou piora de 2 ou mais linhas de melhor acuidade visual corrigida (BCVA), respectivamente. Tamanho da CNV após tratamento foi classificado como “aumentado” e “reduzido” se aumentado ou reduzido mais que 200mum2, respectivamente.
Resultados: Dez casos foram tratados com PDT e 10 com SS seguidos por PDT. A média de acompanhamento foi 22 meses e 21 meses para grupo esteróides+PDT e grupo PDT, respectivamente. Em 1 ano no grupo PDT 5 pacientes tiveram estabilização/melhora da BCVA, enquanto 5 tiveram piora; o número médio de PDTs foi 2,3; no grupo esteróides+PDT todos os pacientes mostravam estabilização/melhora e a média de número de PDTs foi 1,2. A diferença entre os dois grupos foi estatísticamente significante (p<0,05). Em 1 ano o tamanho da ICNV após tratamento foi melhor no grupo esteróide+PDT do que no grupo PDT (p<0,05).
Conclusão: O uso de SS antes do PDT mostrou melhor evolução da BCVA comparado ao PDT sozinho (p<0,05), reduzindo o número de aplicações com PDT (1,2 versus 2,3 respectivamente), com menor tamanho da cicatriz final.

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  Clinical science - extended reports

 

Alguns fatores dissociantes na análise do dano progressivo estrutural e funcional em glaucoma de ângulo aberto
Cameron JW Hudson, Linda S Kim, Shirley A Hancock, Ian A Cunliffe e John M Wild

Objetivos: Identificar a presença e origem de qualquer “fator dissociante” inerente às técnicas para avaliação de progressão que mascaram o relacionamento entre progressão estrutural e funcional em glaucoma de ângulo aberto (GAA).
Métodos: Vinte e três pacientes (14 com GAA e 9 com hipertensão ocular HO) submetidos a exames seriados com tomógrafo de retina de Heidelberg (HRT II) e analizador de campo de Humphrey (HFA) por cinco anos ou mais (média 78,4 meses, DP 9,5, variação 60-101 meses) foram identificados. Evidência de doença progressiva foi avaliada retrospectivamente em um olho de cada paciente através da análise de mudança tomográfica (TCA) e análise de progressão do glaucoma (GPA) para HRT II e HFA, respectivamente.
Resultados: Seis pacientes estavam estáveis para ambas as técnicas; 4 exibiram tanto progressão estrutural quanto funcional, 7 apenas progressão estrutural e 6 apenas funcional. Três tipos de fatores dissociativos foram identificados. TCA falhou na identificação da progressão do dano estrutural na presença de alterações avançadas da papila. GPA falhou na identificação da progressão do dano funcional em estímulos localizados com sensibilidade exibindo variabilidade além do estímulo máximo de luminescência do perímetro e onde um efeito de aprendizado estava aparente.
Conclusão: Os fatores dissociativos explicaram a presença de lapso de concordância entre progressão do dano estrutual e fucional em 9 dos 13 pacientes.

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Níveis de ácido de bimatoprosta no Humor aquoso de pacientes com catarata após tratamento com bimatoprosta
Louis B. Cantor, Joni Hoop, Darrell Wudunn, Chi-Wah Yung, Yara Catoira, Shailaja Valluri, Arnold Cortes, Andrew Acheampong, David F. Woodward e Larry A. Wheeler

Objetivo: Determinar a concentração, no humor aquoso, dos produtos da hidrólise ácida da bimatoprosta e latanoprosta após dose única de bimatoprosta 0,03% ou latanoprosta 0,005% em humanos.
Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, controlado e duplo-cego. Quarenta e oito olhos de 48 pacientes agendados para cirurgia de catarata de rotina foram randomizados numa taxa de 8:2:2 para tratamento com única gota de bimatoprost 0,03%, latanoprost 0,005%, ou placebo às 1, 3, 6 ou 12 horas antes da cirurgia. Amostras de aquoso foram retiradas no começo do procedimento cirúrgico e analizadas através da espectrometria de massa HPLC-tandem.
Resultados: Ácido de bimatoprosta (17-phenyl trinos PGF2&alpha) foi detectado nas amostras de aquoso numa concentração média de 5,0 nM na hora 1, 6,7 nM na hora 3 e 1,9 nM na hora 6 após tratamento com bimatoprosta. Após tratamento com latanoprosta, a concentração média do ácido de latanoprosta (13,14-dihydro-17-phenyl trinor PGF%alpha) nas amostras de aquoso foram 29,1 nM na hora 1, 41,3 nM na hora 3 e 2,5 nM na hora 6. Metabólitos ácidos estavam abaixo do limite de quantificação em todas as amostras obtidas 12 horas após instilação e em todas as amostras de pacientes tratados com placebo. Nenhuma das amostras dos pacientes tratados com latanoprosta continham níveis quantificáveis de latanoprosta não metabolizada. Bimatoprosta não metabolizada foi detectada nas amostras de aquoso numa concentração média de 6,6 nM na hora 1 e 2,4 nM na hora 3 após tratamento com bimatoprosta.
Conclusão: Níveis baixos de ácido de bimatoprosta foram detectados nas amostras de aquoso de pacientes com catarata tratados com dose única de bimatoprosta. As concentrações de ácido de latanoprosta em pacientes com catarata tratados com latanoprosta foram pelo menos 6 vezes mais altas. Esses resultados sugerem que o ácido de bimatoprosta no humor aquoso não explica suficientemente a eficácia hipotensora ocular da bimatoprosta.

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Quantificação da redução na espessura da camada de fibras nervosas associada ao defeito pupilar aferente em glaucoma assimétrico
Yasuko Tatsumi, Makoto Nakamura, Miyuki Fujioka, Yoriko Nakanishi, Azusa Kusuhara, Hidetaka Maeda e Akira Negi

Introdução/Objetivo: O defeito pupilar relativo aferente (RAPD) é um importante sinal clínico de dano assimétrico axonal e nas células ganglionares da retina. Apesar do galucoma essencialmente afetar ambos os olhos, um subgrupo de pacientes manifesta neuropatia óptica glaucomatosa assimétrica (GON) que mostra RAPD em olhos com doença avançada. Contudo, a detecção clínica do nível de perda axonal que ocorre antes do RAPD não é sustentada. O objetivo deste estudo é avaliar a relação entre a profundidade do RAPD clinicamente detectável e a taxa de redução da espessura da camada de fibras nervosas da retina (RNFL) nos olhos com doença mais avançada relativos ao olho contralateral, menos avançados, em pacientes com GON assimétrico.
Métodos: Vinte e nove pacientes glaucomatosos consecutivos com com RADP clinicamente detectável foram incluídos. RAPD foi quantificado pela colocação de filtros de densidade neutra log-escalonados sobre os olhos menos avaçados enquanto realizava-se o teste com luz. A média da espessura da RNFL foi determinada usando o programa “Fast RNFL thickness” da tomografia de coerência óptica 3000. O coeficiente de correlação e análise de regressão linear foram usados para acessar a relação entre o RAPD e a espessura da RNFL no olho mais avançado em relação ao menos avançado.
Resultados: RADP variou de 0,6 a 2,4 unidades log. O RAPD log-escalonado teve correlação inversa estatisticamente significante com a média da espessura da RNFL (rs = 0,729,p<0,0001). Análise de regressão linear mostrou uma equação em que a média da espessura da RNFL nos olhos mais afetados relativos aos menos afetados (%) = {0,827 - 0,169 RAPD(unidades log)}100(R2=0,557,p<0,0001).
Conclusões: Quando o RAPD é clinicamente detectado a espessura da RNFL em olhos mais avançados estáreduzida , em média, a aproximadamente 73% daquela do olho menos afetado.

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Predição da evolução visual pós-operatória em indivíduos com catarta: um estudo pré e pós-opereatório
William Arthur Douthwaite, Marta Vianya-Estopa e David Elliott

Objetivo: Freqüência crítica de Flicker (FCF) e velocidade ótima de leitura (VOL) foram avaliados quanto a suas abilidades de predizer a visão potencial em pacientes com catarata com e sem co-morbidade ocular.
Métodos: Os dois novos testes foram comparados a dois testes para potencial de visão bem estabelecidos (TPVs), o medidor de acuidade visual potencial (PAM) e o interferômetro a laser (LI). As medidas foram feitas no pré-operatório em um olho de 88 indivíduos, utilizando a bareria para quadro TPVs. Medidas pós-operatórias foram feitas com o FCF e VOL. Os indivíduos estudados foram casos consecutivos em um período de 12 meses que preencheram os critérios de inclusão e exclusão e concordaram em participar do estudo.
Resultados: A FCF foi o TPV mais resistente à presença de catarata. FCF e VOL forneceram uma precisão preditiva para potencial de visão similar em pacientes com catarata com e sem co-morbidade ocular, contudo FCF parece mais preciso quando a catarata é densa.
Conclusões: PAM e LI mostraram capacidade clínica limitada para predizer a AV pós-operatória particularmente em opacidades densas. A FCF se mostra melhor que a VOL especialmente em catarata densa. Avaliações adicionais se fazem necessárias tamto para FCF quanto VOL.

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Influência das lentes intraoculares acrílicas hidrofóbicas de três peças e de uma peça de óptica com duas bordas afiadas na prevenção da opacificação da cápsula posterior: estudo clínico prospectivo randomizado de longo prazo.
Reda Zemaitiene, Vytautas Jasinskas e Gerd U Auffarth

Objetivo: A opacificação da cápsula posterior (OCP) ainda é uma importante complicação da cirurgia de catarata a longo prazo. Avaliamos o impacto de lentes intraoculares (LIO) com bordas afiadas com diferentes desenhos de hápticas
feitos do mesmo material acrílico hidrofóbico na opacificação da cápsula anterior e posterior do cristalino. Local: Clinica de Olhos da Universidade de Medicina de Kaunas, Lithuania. Estudo clínico prospectivo randomizado.
Métodos: 74 olhos de 74 pacientes agendados para cirurgia de catarata foram incluídos. Trinta e sete olhos de 37 pacientes receberam lente acrílica hidrofóbica de três peças (AcrySof, MA3OBA, Alcon) e 37 olhos de 37 pacientes, lentes acrílicas hidrofóbicas de 1 peça (AcriSof, SA3OAL, Alcon). Acuidade visual, opacificação da cápsula anterior (OCA), dobras capsulares, sobreposição capsulorrexis / óptica e opacificação de cápsula posterior (OCP) foram avaliadas. OCA foi avaliada subjetivamente. Valores de OCP em toda a área da óptica da LIO e nos 3 mm centrais da zona óptica foram avaliados, usando um sistema de análise de imagem fotográfica (EPCO2000). Acompanhamentos pós-operatórios foram realizados no primeiro dia, 6 meses, 1 ano e 2 anos.
Resultados: Não houve diferença significante na acuidade visual melhor corrigida, na quantidade de OCA e sobreposição capsulorrexis / óptica entre as duas lentes durante o período de acompanhamento. Pacientes no grupo da LIO acrílica hidrofóbica de 1 peça apresentaram mais dobras capsulares atrás da zona óptica da lente do que pacientes com lentes de 3 peças. Em pacientes com lentes de 3 peças os valores de OCP de toda a área da óptica foram significantemente mais baixos com 6 meses de pós-operatório (3 peças:0,002± 0,009; 1 peça:0,007± 0,017; p=0,04), com um ano (3 peças:0,004± 0,016; 1 peça:0,026± 0,041; p=0,001) assim como em um ano de pós-operatório na área central da zona óptica (3 peças:0,000± 0,0002; 1 peça:0,019± 0,049; p=0,001). No entanto, com dois anos de pós-operatório, os valores dos dois grupos não mostrou diferença significante (toda área óptica da LIO: 3 peças:0,136± 0,223; 1 peça:0,154± 0,190; p=0,18; zona central: 3 peças:0,023±0,065; 1 peça:0,020± 0,039; p=0,44).
Conclusão: Acompanhamento a longo prazo (2 anos) após cirurgia de catarata não mostrou diferença no desenvolvimento de OCA ou OCP entre lentes acrílicas hidrofóbicas de três ou uma peça.

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Resultado de dois anos de remoção de membranas neovasculares de coróide sem DMRI
Rohan W Essex, Adnan Tufail, Catie Bunce e G William Aylward

Objetivo: Mostrar a evolução de dois anos de remoção cirúrgia de membranas neovasculares de coróide não secundárias à DMRI (CNV). Avaliar qualquer assoiciação entre evolução visual e fatores clínicos iniciais.
Métodos: Série retrospectiva de casos consecutivos. Todos os pacientes submetidos à cirurgia para retirada de CNV entre Novembro de 1997 e Março de 2003 sob os cuidados de um cirurgião (BA) foram incluídos neste estudo. Dados iniciais incluínco idade, duração da CNV subfoveal, acuidade visual pré operatória, tamanho da lesão, componentes da lesão e etiologia foram coletados. O principal fator de acompanhamento foi alteração da acuidade visual e fatores secundários foram: descolamento de retina, formação de roturas periféricas intra operatórias, recidiva da CNV e catarata.
Resultados: Um total de 52 olhos foi incluído neste estudo. A etiologia da CNV foi: coroidopatia punctata interna (PIC) 21 (40%), idiopática 8 (15%), miopia patológica 6 (12%), síndrome da histoplasmose ocular (OHS) 1 (2%) e outras 16 (31%). Idade média foi de 41 anos (variação 14-72). Vinte e quatro meses de acompanhamento foi possível para 41 olhos (80%). A média de acuidade visual logMar basal equivalente foi de 1,1 e o tamanho médio da lesão de 1,2 áreas de disco. Melhora da acuidade visual >1 linha de Snellen foi notada em 26 (63%) olhos enquando 10 (24%) se mantiveram estáveis (dentro de 1 linha) e 5 (12%) perderam > 1 linha de acuidade. Melhora na acuidade visual foi associada com pior acuidade visual inicial (84% para olhos com AV 6/36 vs. 31% AV>6/36,p=0,001). Não foi observada nenhuma evidência de associação entre evolução visual em dois anos e fatores iniciais do estudo. Roturas periféricas na retina foram observadas em 5 olhos (10%) no ato operatório e 3 olhos (5,8%) desenvolveram descolamentos de retina pós operatórios. Persistência/recidiva da CNV foi observada em 17 olhos (33%). O tempo médio de apresentação da CNV nestes olhos foi de 27 semanas (variação de 2 a 172 semanas). Cinco olhos foram submetidos à cirurgia de catarata durante o período de acompanhamento. A idade média destes pacientes foi significativamente maior do que naqueles que não necessitaram de cirurgia de catarata (57 anos vs. 37 anos, p=0,014).
Conclusões: Excisão cirúrgica de CNV não secundária à DMRI resultou em melhora da acuidade visual na maioria dos olhos. Pior acuidade visual inicial foi associada à maior melhora visual.

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Caracterização clíncia e análise molecular da síndrome de Wagner
Sarah P Meredith, Allan J Richards, Declan W Flanagan, John D Scott, Arabella V Poulson e Martin P Snead

Introdução/Objetivos: O objetivo deste estudo é detalhar as características clínicas de um família britânica com síndrome de Wagner carcterizada molecularmente. Apenas no último ano o defeito genético específico da síndrome de Wagner foi identificado e a literatura existente sobre a genética molecular está em fase de composição. Achados clínicos e laboratoriais em um segundo caso de síndrome de Wagner foram incluídos para destacar as dificuldades que podem ser encontradas na identificação de mutações patogênicas para desordens originárias em genes complexos.
Métodos: Varredura de mutações foi realizada utilizando tanto PCR quanto PCR em tempo real.
Resultados: Foi encontrada uma mutação heterozigota convertendo a tala do sítio doador do exon 8 do CSPG2. Esta é a mesma mutação que tem sido descrita no “pedigree” original Wagner. As características clínicas principais da síndrome de Wagner são sinérese vítrea, espesssamento e separação incompleta da membrana hialóide posterior, alterações coriorretínicas acompanhadas de respostas eletrorretinográficas subnormais, fóvea ectópica e catarata precoce. Uma característica clínica presente nesta família, antes não descrita, é uveíte anterior não sinequiante. Síndrome de Wagner tem curso progressivo, resultando em perda da visão mesmo na ausência de descolamento de retina.
Conclusão: Após um passado de confusão considerável a respeito da distinção entre síndorme de Wagner e síndrome de Stickler predominantemente ocular agora está claro que as duas condições são clinicamente e geneticamente distintas. Esta publicação resume as características clínicas da síndrome de Wagner e extende suas características fenotípicas.

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  Laboratory science - scientific reports

Neuroglobina em retinas normais e em retinas de olhos com glaucoma avançado
Ranjan Rajendram e Narsing A Rao

Introdução/Objetivos: Neuroglobina é uma proteína respiratória específica do neurônio que se liga reversivelmente ao oxigênio. Neuroglobina foi descoberta em 2000, inicialmente no cérebro e depois em uma concentração cem vezes maior na retina no rato. Esta proteína deve estar envolvida no transporte de oxigênio e/ou proteção contra estress oxidativo ou apoptose prematura. Desejamos examinar a expressão da neuroglobina na retina humana normal e também na retina de olhos com glaucoma avançado onde hipóxia e isquemia devem ser fatores patológicos.
Métodos: Utilizamos imunofluorescência e microscopia eletrônica para examinar secções de retina humana normal e retina de olhos com glaucoma terminal.
Resultados: Coloração para neuroglobina está presente nas camadas plexiformes e os segmentos internos dos fotorreceptores na retina humana e achamos expressão aumentada nestas áreas assim como nas camadas nucleares em glaucoma avançado. Muito menos coloração para neuroglobina está presente nas outras camadas da retina.
Conclusões: Neuroglobina é vista nas camadas da retina humana que são ricas em mitocôndria e/ou sinapses e consomem maiores quantidades de oxigênio. Neuroglobina deve estar envolvida no suprimento de oxigênio para a mitocôndria ou na proteção ao estress oxidativo ou apoptose. A expressão da neuroglobina está aumentada em glaucoma avançado e isto deve proteger contra hipoxia e estress oxidativo e isquêmico que são conhecidos como fatores patológicos que afetam a retina no glaucoma.

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  Laboratory science - extended reports

Eficácia e segurança da instilação de curta duração de azitromicina versus dose oral única de azitromicina para tratamento de tracoma em crianças – estudo clínico randomizado, controlado e duplo cego
Isabelle Cochereau, Pablo Goldschmidt, André Goepogui, Tayyab Afghani, Laurent Delval, Pascale Pouliquen, Tristan Bourcier e Pierre-Yves Robert

Introdução /Objetivos: Eficácia e segurança do uso de curta duração com insitilação de azitromicina 1,5% versus azitromicina oral para tratamento de tracoma ativo.
Métodos: Estudo randomizado, controlado, duplo cego, incluíndo 670 crianças de Guinea Conkry e Paquistão entre 1 e 10 anos de idade com tracoma ativo (TF+TI0 ou TF+TI+ na escala simplificada da OMS). Três grupos receberam azitromicina 1,5% duas vezes por dia por dois dias, três dias ou dose oral única de 20mg/kg de azitromicina. Os contatos dos pacientes eram tratados quando possível. Avaliação clínica foi realizada com lupa binocular. A primeira variável do efeito foi cura (TF0) no dia 60. A margem de não inferioridade para diferença entre as taxas de cura foi de 10%.
Resultdos: A taxa de cura foi de 93,0%, 96,3% e 96,6% nos grupos 2 dias, 3 dias e tratamento oral, respectivamente. Os grupos de azitromicina 1,5% não foram inferiores ao grupo azitromicina oral. A taxa clínica de recidiva foi baixa (4,2%). A tolerância ocular foi similar para todos os grupos. Não foram reportados efeitos adversos relacionados ao tratamento. Análise de regressão logística mostrou como fatores prognósticos: país (p<0,001), gravidade do tracoma e positividade do PCR (p=0.003).
Conclusões: Instilação de azitromicina duas vezes por dia por dois ou três dias é tão eficiente qanto o tratamento referido pela OMS e representa uma alternativa inovadora à azitromicina oral.

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Efeitos abaixadores da PIO e mecanismo de ação do tafluprost em camundongos deficientes de receptores prostanóides
Takashi Ota, Makoto Aihara, Tadashiro Saeki, Shuh Narumiya e Makoto Araie

Objetivos: Esclarecer o perfil de abaixamento da PIO com tafluprost, um novo análogo sintético da prostaglandina F2alfa, em camundongos.
Métodos: Camundongos deficientes de receptores C57BL/6J, EP1, EP2, EP3 e FP (WT, EP1KO, EP2KO, EP3KO e FPKO, respectivamente) foram aclimatizados sob luz por 12 horas (06:00 a 18:00)-ciclo escuro. Para avaliar os efeitos do tafluprost (0,0015%) na PIO a noite, única gota de 3muL de solução de tafluprost foi aplicada topicamente as 18:00 em um olho de cada rato. PIO foi medida 3 horas após a aplicação com um método de microagulha. Para esclarecer se prostaglandina endógena está ligada à redução da PIO com tafluprost aplicamos diclofenaco de Na 0,5%, um inibidor da ciclooxigenase, ou PBS 30 minutos antes da aplicação de tafluprost em camundongos WT e EP3KO e medimos a PIO 3 horas após a aplicação de tafluprost. Nós também determinamos se os animais responderam preditivamente a bunazosin HCl 0,1%, uma droga conhecida por aumentar o fluxo úveo-escleral.
Resultados: Três horas após a aplicação de tafluprost 0,0015%, reduções da PIO foram 25,8 + 2,1%, 26,3 + 0,8%, 24,2 + 1,4%, 16,5 + 1,7% e -0,9 + 1,5% em camundongos WT, EP1KO, EP2KO, EP3KO e FPKO, respectivamente. Reduções da PIO em camundongos EP3KO e FPKO foram significativamente menores que em camundongos WT. Pré tratamento com diclofenaco de Na atenuou significativamente o efeito do tafluprost na diminuição da PIO em camundongos WT mas não nos EP3KO. Bunazosin HCl diminuíu significativamente a PIO em todos os genótipos na mesma proporção.
Conclusões: Concluímos que tafluprost diminui a PIO atavés do receptor prostanóide FP. Uma parte do efeito hipotensivo ocular do tafluprost é atribuído à produção de prostaglandina mediada pelo feceptor FP agindo através do receptor prostanóide EP3.

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