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Clinical science - scientific reports
Hemorragia abaixo da membrane limitante interna: causas e tratamento com vitrectomia
Karolien De Maeyer, Rita Van Ginderdeuren, Laurence Postelmans, Peter Stalmans e Joachim Van Calster Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Freqüência de manipulações da bolha após cirurgia de trabeculectomia
Anthony J King, Alan P Rotchford, Amar Alwitry e Jonathan Moodie Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Avaliação da temperatura da superfície ocular e da hemodinâmica retrobulbar através de termografia infravermelha e de imagem
com Doppler colorido em pacientes glaucomatosos
Fernando Galassi, Barbara Giambene, Andrea Corvi e Giacomo Falaschi Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Fluxo sangüíneo ocular pulsátil: relacionamento da velocidade de fluxo nos vasos supridores da retina e coróide
Itay Ben Zion, Alon Harris, Brent Siesky, Lynne McCranor, Shiri Shulman e Hanna J Garzozi Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Associação positiva do fataor derivado do epitélio pigmentado (PEDF) à capacidade anti-oxidante total no vítro de pacientes
com retinopatia diabética proliferativa
Masahiko Yokoi, Sho-ichi Yamagishi, Akari Saito, Yumiko Yoshida, Takanori Matsui, Wataru Saito, Shigeki Hirose, Kazuhiro Ohgami,
Manabu Kase e Shigeaki Ohno Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Acuidade visual e camadas da retina perimacular detectadas por tomografia de coerência óptica em pacientes com retinitis pigmentosa
Toshihiko Matsuo e Noriko Morimoto Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Placa ocular “entalhada” de Finger para terapia com radiação: tratamento de tumores intra-oculares justa-papilares e circumpapilares
Paul T Finger Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Diminuição da espessura da camada de fibras nervosas detectada por tomografia de coerência óptica em pacientes com neuropatia
óptica induzida por etambutol
Samantha J Chai e Rod Foroozan Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Tamanho das amostras de estudos da acurácia diagnóstica em oftalmologia: revisão da literatura
Frank Bochmann, Zoe Johnson e Augusto Azuara-Blanco Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Clinical science - extended reports
Tendências do tempo e variações geográficas em taxas de cirurgia de catarata na Inglaterra: estudo da tarefa cirúrgica
Tiarnan D Keenan, Paul Rosen, David Yeates e Michael Goldacre Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Medida da espessura da camada de fibras nervosas da retina com tomografia de coerência óptica (OCT) detecta dano glaucomatoso
confirmado com acurácia
Donald Hood, Noga Harizman, Fabio N. Kanadani, Thomas M. Grippo, Samuel Baharestani, Vivienne Greenstein, Jeffrey M Liebmann
e Robert Ritch Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Delaminação do epitélio corneal com álcool em síndrome de erosão corneal recorrente recalcitrante
Ravinder P Singh, Dev Raj, Anupama Pherwani, Ruby Lagnado, Asiya Abedin, Habibullah Eatamadi, Manu Mathew e Harminder Singh
Dua Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Resultados a longo prazo da irrigação selada da cápsula usando água destilada para prevenir opacificação de cápsula posterior:
um estudo clinico experimental randomizado
Tanja M. Rabsilber, Il-Joo Limberger, Andreas J. Reuland, Mike P. Holzer e Gerd U. Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Resultados da facoemulsificação em pacientes com uveíte
Mostafa A Elgohary, Peter McCluskey, Hamish Towler, Narciss Okhravi, Ravider P Singh, Raal Obikpo e Susan S Lightman Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Qualidade de vida em crianças com catarata congênita: achados do ‘British Congenital Cataract Study’
Melanie H Chak, Jugnoo Sangeeta Rahi e British Congenital Cataract Interest Group BCCIG Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Comprometimento visual e qualidade de vida em uma população Queniana com catarata
Sarah Polack, Hannah Kuper, Wanjiku Mathenge, Astrid Fletcher e Allen Foster Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Detecção de glaucoma com perimetria acromática Matrix e padrão
Zvia Burgansky-Eliash, Gadi Wollstein, Avni Patel, Richard A Bilonick, Hiroshi Ishikawa, Larry Kagemann, William D Dilworth
e Joel S Schuman Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Padrão de fluorescência residual de indocianina verde após vitrectomia em buraco macular idiopático com retirada da membrana
limitante interna
Kaori Sayanagi, Yasushi Ikuno, Kaori Soga, Miki Sawa, Yusuke Oshima, Motohiro Kamei, Shunji Kusaka e Yasuo Tano Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Sistema de 25 Gauge versus 20 Gauge para vitrectomia: um estudo prospectivo de distribuição aleatória
Lukas Kellner, Barbara Wimpissinger, Ulrike Stolba, Werner Brannath e Susanne Binder Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - scientific reports
Expressão do p27 (KIP1) e D1-ciclina e proliferação celular em pterígio humano
Satoru Kase, Shuji Takahashi, Izuru Sato, Katsuya Nakanishi, Kazuhiko Yoshida e Shigeaki Ohno Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - extended reports
Polimorfismos do gene do receptor tipo-pedágio 3 em pacientes Japoneses com síndrome de Stevens-Johnson
Mayumi Ueta, Chie Sotozono, Tsutomu Inatomi, Kentaro Kojima, Kei Tashiro, Junji Hamuro e Shigeru Kinoshita Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Mapeamento do desequilíbrio na ligação de escala fina na região do fator de complemento H do gene em degeneração macular relacionada
à idade
Sarah Ennis, Srini Goverdhan, Angela J Cree, Josephine Hoh, Andrew Collins e Andrew J. Lotery Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Presença e fenótipo de células dendríticas em melanoma uveal
Marta E Polak, Nicola J Borthwick, Penny Johnson, John L Hungerford, Bernie Higgins, Silvana Di Palma, Martine Johanna Jager
e Ian A Cree Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science - scientific reports
Hemorragia abaixo da membrane limitante interna: causas e tratamento com vitrectomia Karolien De Maeyer, Rita Van Ginderdeuren, Laurence Postelmans, Peter Stalmans e Joachim Van Calster
Introdução: Hemorragias pré-retínicas tipipicamente ocorrem na interface entre a hialóide posterior e a membrana limitante interna (MLI).
Menos freqüentemente, elas estão localizadas entre a MLI e a camada de fibras nervosas da retina. Hemorragias sub-MLI têm
sido descritas em uma variedade de formas clínicas e podem causar piora importante da visão deido a sua predileção pela região
macular. Métodos: Estudo de série consecutiva de cinco casos em que houve suspeita clínica de hemorragia sub-MLI confirmada durante vitrectomia
precoce com retirada da MLI. Resultados: A suspeita de hemorragia sub-MLI nos cinco pacientes (idade media: 32 anos) foi baseada na aparência fundoscópica e características
clínicas de síndrome de Terson (n=1), retinopatia de Valsalva (n=2), discrasia sangüínea (n=1) e traumatismo facial (n=1).
A visão estava gravemente comprometida em todos os pacientes (movimentos de mão em 4 dos 5) devido à localização pré-macular
da hemorragia. Todos os pacientes foram tratados com vitrectomia via pars plana precoce devido a melhora visual insuficiente
após uma média d 6 semanas. A localização sub-MLI da hemorragia pôde ser confirmada no intra-operatório em todos os pacientes
abravés da coloração biológica da membrana acima da hemorragia. A retirada da MLI e aspiração da hemorragia resultou em exelente
resultado visual em todos os pacientes. Não houveram complicações relacionadas ao procedimento. Conclusões: Hemorragias sub-MLI ocorrem raramente em um contexto clínico expessífico e podem levar ao grave comprometimento visual em
pacientes jovens. Devido aos exelentes resultados e baixas taxas de complicações demonstrados, intervenção cirurgica pode
ser justificada qudno a reabsorção espontânea for insuficiente.
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Freqüência de manipulações da bolha após cirurgia de trabeculectomia Anthony J King, Alan P Rotchford, Amar Alwitry e Jonathan Moodie
Objetivos: Quantificar o tipo e freqüência de manipulações pós-operatórias realizadas na bolha após cirurgia moderna para trabamento
de glaucoma. Métodos: Manipulações na bolha foram documentadas após trabeculectomia em 119 pacientes consecutivos com pelo menos um ano de acompanhamento.
O tipo de intervenção e o momento após cirurgia foram documentados. Análise estatística identificou taxas de sucesso em várias
definições de diminuição de pressão intraocular (PIO) e identificou fatores que aumentaram o risco de manipulação da bolha. Resultados: Um total de 78,2% das trabeculectomias foram submetidas a alguma forma de manipulação da bolha. Quase 49% das bolhas foram
submetidas a massagem e um número semelhante necessitou de remoção de pelo menos uma sutura, 31,1% necessitou de pelo menos
uma injeção de 5-FU, e 25,2% necessitou de pelo menos uma punção associada à injeção de 5-FU. O tempo médio entre a primeira
intervenção, massagem, remoção de sutura, injeção de 5-FU e punção acossiada a injeção de 5-FU foram 1, 14, 14 e 43 dias,
respectivamente. Medidas da PIO foram mais altas em todos os tempos de acompanhamento no grupo de intervenção. Falha em alcançar
PIOs alvo especificas foi também em geral mais evidente nos grupos tratados com 5-FU e punção associada à injeção de 5-FU. Conclusões: Intervenção pós-operatória é freqüente após cirurgia moderna para glaucoma. Isso requer intenso acompanhamento pós-operatório.
Apesar das intervenções no nosso grupo de pacientes, PIO no grupo de intervenção foi sempre mais alta do que no grupo que
não necessitou de intervenção.
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Avaliação da temperatura da superfície ocular e da hemodinâmica retrobulbar através de termografia infravermelha e de imagem
com Doppler colorido em pacientes glaucomatosos Fernando Galassi, Barbara Giambene, Andrea Corvi e Giacomo Falaschi
Introdução: A temperatura da superfície ocular (TSO) pode estar relacionada à hemodinâmica retrobulbar em pacientes com glaucoma. Objetivos: Comparar medidas de TSO em paientes com glaucoma e controles saudáveis e investigar a correlação entre TSO, pressão intraocular
(PIO), e hemodinâmica retrobulbar em pacientes glaucomatosos. Métodos: Trinta e dois pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) e quarenta controles foram incluídos neste estudo.
Os parâmetros considerados para ambos GPAA e controles foram valores de PIO e TSO medidas através da termografia infravermelha
ocular. Imagem com Doppler colorido foi usada para determinar os parâmetros hemodinâmicos da artéria oftálmica (AO), artéria
central da retina (ACR) e artérias ciliares posteriores curtas (ACPC) em pacientes com GPAA. Resultados: Os valores de TSO foram significantemente menores em GPAA do que em controles (p<0,0001). TSO foi negativamente relacionada
ao índice de resistência da AO (p<0,0001), ACR (p=0,001), ACPC (p<0,0001) e positivamente relacionado à velocidade diastólica
final da AO (p=0,02) e ACPC (p=0,05). Conclusões: Nosso estudo sugere que TSO possa ser um marcador de alterações na dinâmica retrobulbar em pacientes com glaucoma.
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Fluxo sangüíneo ocular pulsátil: relacionamento da velocidade de fluxo nos vasos supridores da retina e coróide Itay Ben Zion, Alon Harris, Brent Siesky, Lynne McCranor, Shiri Shulman e Hanna J Garzozi
Introdução/Objetivos: Enquanto a tonografia ocular mede o componente pulsátil da perfusão ocular, os componentes deste fluxo pulsátil na retia
e/ou coróide permanecem indefinidos. Comparamos a tonografia ocular à avaliação das velocidades de fluxo nas artérias supridoras
da retina, coróide e toda a órbita. Métodos: Vinte e dois olhos normais de 11 indivíduos foram incluídos neste estudo. Medimos o fluxo sangüíneo pulsátil ocular (FSPO),
utilizando o tonógrafo de fluxo sanguíneo ocular e as velocidades de fluoxo nas artérias oftálmica, central da retina e ciliar
posterior temporal curta, utilizando imagens de Doppler colorido. A correlação entre FSPO e velocidades de fluxo retrobulbar
foi determinada. Resultados: FSPO foi significantemente correlacionado ao pico de velocidde sistólica (PVS) da artéria central da retina (ACR) (r=0,56,
p=0,007) e da artéria ciliar posterior curta temporal (ACPCT) (r=0,48, p=0,02) e ao índice de resistência da ACPCT (r=0,45,
p=0,04). Adicionalmente, a amplitude de pulso (VPS-VFD) na ACR e ACPCT se correlacionou significantemente às medidas do FSPO
(ambos com p<0,05). Contudo, o FSPO não se correlacionou com nenhum índice de velocidade de fluco da artéria oftálmica. Conclusão: O fluxo sangüíneo pulsátil ocular está associado aos componentes pulsáteis e sistólicos da velocidade do sangue tanto na
ACR quanto na ACPCT. Isto sugere que a determinação do FSPO é influenciada pelos componentes pulsáteis tanto da perfusão da
coróide quanto da retina.
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Associação positiva do fataor derivado do epitélio pigmentado (PEDF) à capacidade anti-oxidante total no vítro de pacientes
com retinopatia diabética proliferativa Masahiko Yokoi, Sho-ichi Yamagishi, Akari Saito, Yumiko Yoshida, Takanori Matsui, Wataru Saito, Shigeki Hirose, Kazuhiro Ohgami,
Manabu Kase e Shigeaki Ohno
Introdução: Recentemente provamos que o fator derivado do epitélio pigmentado (PEDF), uma glicoproteína com potente atividade neuronal
diferencial, inibe a glicosilação avançada, a hiperpermeabilidade retínica insuzida e a agniogênese através de suas propriedades
anti-oxidativas, sugerindo que PEDF deva exercer efeito benéfico na retinopatia diabética pela ação como anti-oxidante endógeno.
Contudo, a interação entre PEDF e capacidade total de anti-oxidação no olho não foi esclarecida. Neste estudo determinamos
os níveis de PEDF e anti-oxidantes totais no vítreo de pacientes com retinopatia diabética proliferativa (RDP) e investigamos
a relação entre eles. Métodos: Níveis vítreos de PEDF e capapcidade total anti-oxidante foram mendidos por ELISA em 39 olhos de 36 pacientes diabéticos
com RDP e em 29 olhos de 29 indivíduos controles não diabéticos. Resultados: Níveis vítreos da capacidade anti-oxidante total foram significativamente menores em pacientes diabéticos com RDP comparados
ao grupo controle (0,16 + 0,05 mmol/l vs 0,24 + 0,09 mmol/l, p<0,001). Níveis de PEDF foram positivamente correlacionados
ao estado anti-oxidante total no vítreo de paciente com RDP (r=0,37, p<0,05) e controles (r=0,41, p<0,05). Adicionalmente,
níveis vítreos de PEDF em pacientes com RDP sem hemorragia vítrea (HV-) foram significativamente (p<0,05) decrescentes comparados
aos controles ou pacientes com RDP com hemorragia vítrea (HV+) (RDP HV- 4,5 + 1,1 g/ml; controle, 7,4 + 4,1 g/ml; RDP HV+
8,5 + 3,6 g/ml). Conclusão: Este estudo demonstra que os níveis de PEDF estão associados à capacidade anti-oxidante total no vítreo de humanos. Nossas
observações sugerem que PEDF deve agir como anti-oxidante endógeno no olho e pode ter um papel protetor contra RDP.
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Acuidade visual e camadas da retina perimacular detectadas por tomografia de coerência óptica em pacientes com retinitis pigmentosa Toshihiko Matsuo e Noriko Morimoto
Objetivo: Os remanecentes de neurônios ou estrutura das camadas da retina nas degenerações retínicas são pré-requisitos para uso de
próteses epi ou sub retínicas. A tomografia de coerência óptica é testada para detectar a estrutura das camadas da retina
em olhos de pacientes com retinitis pigmentosa. Métodos: Em um estudo prospectivo não comparativo, 115 olhos de 28 pacientes consecutivos com retinitis pigmentosa foram submeticos
à tomografia de coerência óptica para obter imagens seccionais verticais e horizontais da retina no centro da mácula. O número
de camadas retínicas de alta reflectividade, uma, duas ou três camadas, foi testado quanto á corelação com acuidde visual
melhor corrigida. Resultados: A acuidade visual melhor corrigida foi significantemente melhor tanto nos olhos direitos quanto nos olhos esquerdos quanto
mais camadas retínicas fossem detectadas (P<0,0001, teste Kruskal-Wallis, p<0,05, teste Tukey-Kramer). As acuidades visuais
melhor corrigidas no olho direito e no esquerdo se correlacionaram entre si (P<0,0001, teste de correlação de Spearman) e
diminuíram com a idade. Conclusões: A tomografia de coerência óptica pode obter informação sobre a estrutura das camadas da retina em pacientes com retinitis
pigmentosa e pode ser usada como teste clínico para avaliar a viabilidade do uso de prótese retínica no futuro.
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Placa ocular “entalhada” de Finger para terapia com radiação: tratamento de tumores intra-oculares justa-papilares e circumpapilares Paul T Finger
Objetivo: Criar “placas entalhadas oculares” para o tratamento de tumoes intra-oculares justa-papilares e circumpapilares.
Métodos: Placas oculares foram alteradas de forma que entalhes de 8 mm de largura (comprimento variável) foram criados para
acomodar a porção orbital do nervo óptico. Assim, quando o nervo entrava no entalhe, a margem superior da placa se extendia
além do disco óptico. Sementes radioativas fixadas em volta do entalhe cercavam as margens justapapilares e posteriores do
tumor.
Resultados: Como prova de principio, três pacientes com melanomas de coróide que circundavam ou estavam em contato com o disco
óptico (consideradas intratáveis com uma placa ocular com chanfrdura) foram considerados os primeiros candidatos para radioterapia
com placa entalhada. Imagem pré-operatória tridimensional do diâmetro da bainha do nervo óptico com C-scan assegurou que eles
iriam encaixar na placa entalhada. Imagem intra-operatória com ultra-som foi usada para confirmar o posicionamento apropriado
da placa. Moldagem de dosimetria de radiação mostrou que todo o tecido tumoral recebeu um mínimo de 85 cGy (apesar da falha
criada pelo entalhe). Com seguimento relativamente curto, não tem havido nenhuma evidência de isquemia ocular, crescimento
tumoral ou complicações atribuíveis ao uso da placa de radiação entalhada.
Conclusão: Placas entalhadas acomodam o nervo óptico retrobulbar dentro do dispositivo e, sendo assim, mudam a zona de tratamento
para melhorar a cobertura tanto de tumores intraoculares justapapilares quanto cicumpapilares.
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Diminuição da espessura da camada de fibras nervosas detectada por tomografia de coerência óptica em pacientes com neuropatia
óptica induzida por etambutol Samantha J Chai e Rod Foroozan
Objetivo: É difícil avaliar o grau de dano do nervo óptico em pacientes com neuropatia óptica induzida por etambutol, especialmente
logo após o início da perda visual, quando a papila tipicamente parece normal. Este estudo tem como objetivo avaliar as alterações
da espessura da camada de fibras nervosas da retina (ECFNR) com a tomografia de coerênica óptica (OCT) em pacientes com neuropatia
óptica com suspensão da terapia com etambutol dentro de um período de 3 meses. Métodos: Estudo retrospectivo observacional de série de casos de um serviço de neuro-oftalmologia. Oito pacientes com história de
neuropatia óptica induzida por etambutol foram examinados no período de 3 meses de suspensão da terapia. Todos os pacientes
foram submetidos a exame neuro-oftalmológico incluindo acuidade visual, visão de cores, campos visuais e fundoscopia. OCT
foi realizado em ambos os olhos de cada paciente, utilizando o protocolo de análise da camada de fibras nervosas da retina.
Resultados: O intervalo entre a suspensão da terapia com etambutol e a visita inicial variou de 1 semana a 3 meses. Todos os pacientes
tinham perda visual característica da neuropatia induzida por etambutol em suas visitas iniciais e o exame de acompanhamento
foi realizado dentro de 12 meses em todos os pacientes. Comparada à ECFNR inicial, houve diminuição estatisticamente significante
na ECRNR média nos quadrantes temporal, superior e nasal (P = 0,009, 0,019, 0,025, respectivamente), com maior perda no quadrante
temporal (diminuição média = 26,5 ). Conclusões: Há diminuição na ECFNR em todos os quadrantes em pacientes com neuropatia induzida por etambutol que descontinuaram a medicação
recentemente. Esta diminuição é mais pronunciada no quadrante temporal do disco óptico.
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Tamanho das amostras de estudos da acurácia diagnóstica em oftalmologia: revisão da literatura Frank Bochmann, Zoe Johnson e Augusto Azuara-Blanco
Objetivos: Determinar a descrição do tamanho das amostras em estudos de acurácia diagnóstica em oftalmologia.
Tipo de Estudo: Revisão de literatura.
Fonte de dados: Literatura publicada em 2005. Métodos: A freqüência da descrição dos cálculos do tamanho das amostras e o tamanho das amostras foram extraídos da literatura publicada.
Uma pesquisa manual dos cinco jornais clínicos de maior impacto em ofttalmologia (Investigative Ophthalmology and Visual Science,
Ophthalmology, Archives of Ophthalmology, American Journal of Ophthalmology e British Journal of Ophthalmology) foi conduzida
por dois investigadores independentes. Resultados: Um total de 1698 artigos foi identificado, dos quais 40 estudos eram sobre acurácia diagnóstica. Um estudo reportou que o
tamanho das amostras foi calculado antes do início do estudo. Outro estudo descreveu considerações do tamanho da amostra sem
cálculos. A média (+/- desvio padrão) da tamanho das amostras de todos os estudos diagnósticos foi de 172,6 (+/-218,9). A
prevalência média da condição alvo foi 50,5%. Conclusão: Apenas uma pequena minoria dos estudos consideram o tamanho da amostra em sua metodologia. Quantidade inadequada de amostras
em estudos de acurácia diagnóstica pode resultar em estimativas falsas da acurácia dos testes. É necessária melhoria dos padrões
atuais no design e descrição dos estudos sobre diagnósticos.
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Clinical science - extended reports
Tendências do tempo e variações geográficas em taxas de cirurgia de catarata na Inglaterra: estudo da tarefa cirúrgica Tiarnan D Keenan, Paul Rosen, David Yeates e Michael Goldacre
Objetivo: Facoemulsificação, cirurgia no mesmo dia e Ação em Cataratas têm aumentado a capacidade nacional de cirurgia de catarata
na Inglaterra. O objetivo deste estudo foi examinar tendências do tempo e variações geográficas em taxas de cirurgia de catarata
e determinar se há evidência de super capacidade nos níveis atuais de provisão cirúrgica. Metodos: Estatística episódica hospitalar (EEH), interrogatório de pacientes hospitalares internados (IPHI) e estudo ligado aos arquivos
de Oxford (ELAO) foram analizados para admissões de catarata entre 1960 e 2003. Resultados: As taxas de admissão para cirurgia de catarata na Inglaterra cresceram dez casas de 1968 a 2003: de 62 cirurgias por 100.000
habitantes em 1968, por 173 em 1989, para 637 em 2004. O crescimento geral no número de cirurgias de catarata foi reflexo
do aumento de todos os grupos etários para homens e mulheres. Análise geográfica mostrou que houve uma grande variação nas
taxas anuais de cirurgia de catarata entre áreas de autoridade local, de 172 para 548 pessoas por 100.000 habitantes em 1998-2003.
A taxa de cirurgia por autoridade local foi positivamente correlacionada ao índice de múltipla deprivação (r2=0,24). Conclusao: O significante aumento em cirurgias de catarata com o tempo e a ampla variação geográfica, levantam a questão se existe agora
super-capacidade para cirurgia de catarata. Altos níveis de deprição social são associados a altas taxas de cirurgia de catarata;
isto deve ser causado por aumento na prevalência de catarata ou diferenças em padrões de referência.
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Medida da espessura da camada de fibras nervosas da retina com tomografia de coerência óptica (OCT) detecta dano glaucomatoso
confirmado com acurácia Donald Hood, Noga Harizman, Fabio N. Kanadani, Thomas M. Grippo, Samuel Baharestani, Vivienne Greenstein, Jeffrey M Liebmann
e Robert Ritch
Objetivo: Avaliar a acurácia da tomografia de coerência óptica (OCT) na detecção de dano a um hemicampo; pacientes com defeitos de
hemicampo confirmados tanto com perimetria automática estática (SAP) quanto com potenciais visuais evocados multifocais (mfVEP)
foram estudados. Métodos: Olhos de 40 pacientes com perda glaucomatosa concomitante tanto no SAP quanto no mfVEP e 25 controles foram submetidos a testes
da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) com OCT, mfVEP e 24-2 SAP. Para o mfVEP e 24-2 SAP, um hemicampo foi definido
como anormal basado no critério grupal. No OCT, um hemicampo foi considerado anormal se uma das 5 horas setoriais (excluídas
3 e 9 horas) estivesse em <1% (vermelho) ou duas estivessem em <5% (amarelo). Resultados: 77 (43%) dos hemicampos estavam anormais tanto para testes com mfVEP quanto SAP. O OCT foi anormal para 73 (95%) deles. Apenas
1 (1%) dos 100 hemicampos dos controles foi anormal no OCT. Sensibilidade/especificidade (um olho por pessoa) foi de 95/98%. Conclusões: O teste da CFNR com OCT detecta hemicampos anormais confirmados com teste funcional subjetivo e objetivo com acurácia. Identificar
hemicampos anormais com o critério de 1 hora do relógio em vermelho (1%) e 2 horas do relógio em amarelo (5%) deve ser útil
na prática clínica.
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Delaminação do epitélio corneal com álcool em síndrome de erosão corneal recorrente recalcitrante Ravinder P Singh, Dev Raj, Anupama Pherwani, Ruby Lagnado, Asiya Abedin, Habibullah Eatamadi, Manu Mathew e Harminder Singh
Dua
Objetivo: Investigar a segurança e eficácia da delaminação do epitélio corneal com álcool na síndrome de erosão corneal recorrente
recalcitrante (SECR) em um estudo prospectivo não comparativo intervencional tipo série de casos. Métodos: Pacientes com SECRR que permaneciam sintomáticos apesar do uso de lubrificação tópica e lente de contato estendida (bandagem)
por 3 meses foram incluídos. A intensidade da dor numa escala de 1 a 10, assim como a duração e freqüência dos ataques foram
coletados. Pacientes foram tratados por delaminação com álcool e acompanhados em 1 semana, 1 mês e 12 meses no mínimo tempo
de acompanhamento. Sucesso foi definido como resolução dos sintomas 1 mês após o tratamento, sucesso parcial foi considerado
como redução significante dos sintomas controlados com lubrificantes tópicos e casos de manutenção ou piora dos sintomas foram
considerados insucesso. Resultados: 20 olhos de 20 pacientes com SECRR causadas por traumatismo (14), distrofia da membrana basal anterior (5) e idiopático (1)
foram estudados. A idade média foi de 44 anos de idade e o acompanhamento médio de 24 anos. Dois olhos perderam acompanhamento.
Quinze (83%) foram qualificados como sucesso, 3 como sucesso parcial e nenhum insucesso foi observado. Não houveram complicações
intra-operatórias. Um paciente apresentou opacificação subepitelial transitória resolvida com esteróide tópico, um paciente
teve mudança na refração e outro desenvolveu ceratite estromal herpética com 2 meses de pós-operatório, tratada com sucesso.
Não houve perda de visão em nenhum paciente. Conclusão: Delaminação do epitélio corneal com álcool é um método seguro e eficaz para o tratamento de pacientes com SECR recalcitrante.
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Resultados a longo prazo da irrigação selada da cápsula usando água destilada para prevenir opacificação de cápsula posterior:
um estudo clinico experimental randomizado Tanja M. Rabsilber, Il-Joo Limberger, Andreas J. Reuland, Mike P. Holzer e Gerd U.
Objetivo: Investigar a eficácia e segurança a longo prazo da irrigação selada da cápsula durante a cirurgia de catarata para
prevenir opacificação de cápsula posterior (OCP).
Métodos: Um olho de 17 pacientes (idade média:70,1± 9,7 anos) que apresentaram catarata bilateral foi escolhido aleatoriamente
para irrigação selada da cápsula posterior (ISC). Após facoemulsificação, o saco capsular foi selado a vácuo com o dispositivo
PerfectCapsule (Milvella) seguido de ISC usando água destilada por 2 minutos. Não houve nenhum caso de perda de vácuo durante
a irrigação. O olho contra-lateral serviu de controle. Uma lente acrílica hidrofílica intra-ocular foi implantada em todos
os olhos. Cinco pacientes foram excluídos devido a câmara anterior profunda, pupila pequena e cirurgia unilateral. Acompanhamento
pós-operatório ocorreu no dia 1, mês 1, 3, 6, 12 e 24 após cirurgia. Avaliamos parâmetros de segurança, cobrimento da cápsula
anterior e OCP.
Resultados: No pós-operatório, a melhor acuidade visual corrigida, paquimetria, contagem de células endoteliais, pressão intra-ocular,
cobrimento de cápsula anterior e OCP não mostraram nenhuma diferença estatisticamente significante entre ISC e o grupo controle
(p<0,05%, teste de Wilcoxon)
Conclusão: ISC é um procedimento seguro e impede o direcionamento farmacológico especifico de células epiteliais do cristalino
dentro do saco capsular. O uso de água destilada, no entanto, não reduz o desenvolvimento de OCP significantemente, assim
substâncias alternativas devem ser avaliadas.
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Resultados da facoemulsificação em pacientes com uveíte Mostafa A Elgohary, Peter McCluskey, Hamish Towler, Narciss Okhravi, Ravider P Singh, Raal Obikpo e Susan S Lightman
Objetivo: Avaliar o resultado visual e identificar fatores de risco para o desenvolvimento de uveíte pós-operatória, edema macular
e capsulotomia com Nd:YAG laser após facoemulsificação e implante de lente intra-ocular (LIO) em pacientes com uveíte. Metodos: Estudo retrospectivo de arquivos médicos de 101 olhos de 101 pacientes. Um olho foi aleatoriamente selecionado para inclusão
em pacientes que tiveram cirurgia bilateral. Pacientes com artrite juvenil, cerato-uveíte e uveíte associada a linfoma foram
excluídos. Resultados: No primeiro pós-operatório e nas consultas finais, acuidade visual foi significantemente melhor (p=0,001) e 64,4% e 71,3%
dos pacientes, obtiveram melhora ≥ 2 linhas, respectivamente. A probabilidade cumulativa de duplicação do ângulo visual foi
de 52% em 6 anos de seguimento e isto ocorreu em uma taxa alta na presença de lesões pré-operatórias da retina ou do nervo
óptico (HR=4,49; 95% IC;(1,41 a 14,29). Dentro de 3 meses de pós-operatório, uveíte foi mais provável em pacientes femininos
R=6,21 (1,41, 22,43) e na presença de significante sinéquia posterior intra-operatória OR=8,43 (1,09, 65,41); edema macular
foi mais freqüente em pacientes que desenvolveram uveíte pós-operatória OR=7,45 (1,63, 34,16). Capsulotomia com Nd:YAG ocorreu
numa freqüência mais alta em pacientes com idade menor ou igual a 55 anos HR=2,28; 95% IC (1,06, 4,93) e naqueles com LIO
hidrogel. HR=3,71 (1,04, 13,20) e numa freqüência menor em pacientes que tiveram corticosteróide sistêmico profilático HR=0,25
(0,11, 0,59), com LIO de silicone com háptico em “prato” HR=0.23 (0,08, 0,64) e LIOs de silicone de 3 peças HR=0,19 (0,05,
0,74) em comparação com LIOs de PMMA. Conclusão: A maioria dos pacientes com uveíte obteve melhora da acuidade visual após facoemulsificação mas uma crescente taxa de perda
visual ocorre naqueles com lesões pré-operatórias da mácula ou do nervo óptico. A identificação de pacientes com risco de
complicações pós-operatórias ajudaria no aconselhamento de pacientes e na diminuição destas complicações com o uso de corticosteróide
profilático no pré-operatório, seleção cuidadosa de LIO e uso intensivo de corticosteróide no pós-operatório.
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Qualidade de vida em crianças com catarata congênita: achados do ‘British Congenital Cataract Study’ Melanie H Chak, Jugnoo Sangeeta Rahi e British Congenital Cataract Interest Group BCCIG
Objetivos: Há uma ênfase crescente na avaliação da evolução do cuidado com a saúde relacionado ao paciente mas a avaliação do impaco
das desordesns oftalmológicas na qualidade de vida são infreqüentemente levadas em consideração. Reportamos a qualidade de
vida relacionada à saúde (QVRS) em crianças com catarata congênita. Métodos: Pelo menos 6 anos após o diagnóstico, 41 crianças (representativas de uma comunidade nacional) e seus pais completaram, independentemente,
os questionários para avaliação de qualidade de vida para crianças e pais PedsQL(tm) 4.0. Isto forneceu um resumo de pontuações
para saúde física, psico-social e geral (variação de 0 a 100; pontuações mais altas indicando melhor QVRS). Resultados: Questionários foram completados por 33 pares de pais e filhos e por 8 pais sem os filhos. A média (DP) de pontuação para
saúde física reportada por crianças (80,76, 8,61) foi maior do que a pontuação de saúde psico-social (72,93, 16,06). Houve
variação considerável na concordância das pontuações reportadas pelos pares crianças-pais (maior diferença 56,3 pontos). Notadamente,
as pontuações para crianças com catarata congênita no PedsQL foram comparáveis a aquelas reportadas por algumas crianças com
doenças sistêmicas graves como doenças reumatológicas e alguns tipos de câncer. Conclusões: Estes achados caracterizam o impacto significante da catarata congênita nos pacientes e suas famílias. O PedsQl 4.0 forneceu
um instrumento aceitável para acessar informações genéricas sobre a QVRS, permitindo a reportagem valiosa pelas crianças e
seus pais. Contudo para captura total de experiências subjetivas da doença ocular na criança, medidas específicas da qualidade
de vida relacionada à visão para crianças são necessárias.
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Comprometimento visual e qualidade de vida em uma população Queniana com catarata Sarah Polack, Hannah Kuper, Wanjiku Mathenge, Astrid Fletcher e Allen Foster
Objetivos: Avaliar o WHO/PBD VF20, uma escala de qualidade de vida relacionada à visão, e descrever a relação entre alteração visual
da catarata e qualidade de vida genérica e relacionada à visão em pessoas > de 50 anos no distrito de Nakuru, Quênia. Métodos: O WHO/PBD VF20 foi um piloto testado e modificado. 196 pacientes com diminuição visual relacionada a catarata e 128 controles
sem catarata foram identificados através de um levantamento no distrito de Nakuru. Qualidade de vida relacionada a visão e
saúde geral foram avaliados usando a escala WHO/PBD VF20 e índice de saúde genérico Eurogol (EQ-5D), respectivamente. WHO/PBD
VF20 foi avaliado usando testes psicométricos padrões, incluindo fator de análise para determinar agrupamento de itens para
resumo de resultados. Resultados: O WHO/PBD VF20 modificado demonstrou boas propriedades psicométricas. Duas sub-escalas (funcionamento geral e psicossocial)
e um item de nivelamento da visão foram apropriados para esses dados. Gravidade aumentada do comprometimento visual foi associada
à piora do funcionamento geral, psicossocial e nos resultados do nivelameto de visão (p< 0,001). Os casos foram mais propensos
a relatar problemas com as dimensões descritivas do EQ-5D do que os controles (p<0,001) e entre os casos a gravidade do comprometimento
visual foi associada a piores resultados de auto-avaliação nos resultados de saúde. Conclusão: O WHO/PBD VF20 modificado é uma escala válida e confiável para avaliar a qualidade de vida associada à diminuição visual
decorrente de catarata nesta população Queniana. A associação entre qualidade de vida relacionada à saúde e diminuição visual
reflete uma implicação mais ampla da catarata na saúde e no bem-estar, e não somente na acuidade visual.
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Detecção de glaucoma com perimetria acromática Matrix e padrão Zvia Burgansky-Eliash, Gadi Wollstein, Avni Patel, Richard A Bilonick, Hiroshi Ishikawa, Larry Kagemann, William D Dilworth
e Joel S Schuman
Objetivo: Perimetria Matrix é uma nova interação da tecnologia de freqüência dupla (FDT) que utiliza um alvo de menor tamanho na apresentação
padrão da perimetria acromática. Este estudo compara a performance da perimetria Matrix e SITA na detecção de glaucoma diagnosticado
pela avaliação estrutural.
Tipo de Estudo: Estudo prospectivo de corte transversal. Métodos: Setenta e seis olhos consecutivos de indivíduos saudáveis, suspeitos de glaucoma e glaucomataosos foram incluídos. Todos
os pacientes foram submetidos a fotografia da papila (FP), perimetria SITA e Matrix e tomografia de coerência óptica (OCT;
Stratus OCT) dentro de um intervalo de seis meses. O diagnóstico de glaucoma foi estabelecido tanto por neuropatia óptica
glaucomatosa quanto pela espessura da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) no OCT. Desvio médio (DM), desvio padrão
(PSD), teste de hemicampo para glaucoma (GHT) e grupos de localização de anormalidades no teste foram documentados para Matrix
e SITA. Resultados: Correlações similares foram observadas no MD e PSD com Matrix e SITA e também com a relação escavação-papila ou ECFN média
no OCT. As curvas de característica da área abaixo do receptor (AROC) do MD e PSD para discriminação entre olhos saudáveis
e glaucomatosos variou de 0,69 a 0,81 para Matrix e de 0,75 a 0,77 pra SITA. Não houve diferença estatisticamente significante
entre qualquer AROCs correspondente ao Matrix e SITA. Conclusões: Perimetrias Matrix e SITA tiveram capacidade similar para diferenciar olhos saudáveis e glaucomatosos independenemente de
o diagnóstico ser estabelecido pela FP ou avaliação da CRNR pelo OCT.
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Padrão de fluorescência residual de indocianina verde após vitrectomia em buraco macular idiopático com retirada da membrana
limitante interna Kaori Sayanagi, Yasushi Ikuno, Kaori Soga, Miki Sawa, Yusuke Oshima, Motohiro Kamei, Shunji Kusaka e Yasuo Tano
Objetivos: Retirada da membrana limitante interna (MLI) com tingimento por indocianina verde (ICV) é um procedimento comumente utilizado
para tratar buraco macular idiopático (BM). Reportamos alterações nos padrões de fluorescência residual de ICV após vitrectomia,
utlizando Heidelberg Retina Angiograph 2 (HRA2). Métodos: Dez olhos (10 pacientes) submetidos à vitrectomia para BM com retirada da MLI foram incluídos. Nove pacientes (90%) receberam
ICV e um paciente (10%) acetonido de triancinolona (AT). Observamos ICV residual utilizando HRA2 no pós-operatório. Autofluorescência,
imagens de tomografia de coerência óptica e acuidade visual melhor corrigida (AVMC) também foram avaliadas. O tempo mínimo
de acompanhamento foi de 3 meses. Resultados: Os BMs fecharam após a cirurgia em todos os pacientes (100%). Em olhos com ICV, a AVMC melhorou signifcantemente (p<0,001)
em oito olhos (89%) e permaneceu estável em um (11%). HRA2 mostrou os padrões de fluorescência da ICV mas não do AT no pós-operatório.
O sinal hiperflurescente da ICV foi tipicamente difuso na retina posterior e hipofluorescente ao redor da fóvea. A hiperfluorescência
então migrou através da papila, presumivelmente ao longo das fibras nervosas e a área de retirada da MLI foi claramente identificada.
Um grande número de pontos hiperfluorescentes foi observado no lugar da hiperfluorescência difusa que era obsesrvada logo
após a cirurgia. Conclusões: Padrões de fluorescência residual de ICV foram seqüencialmente observados com HRA2 após vitrectomia para BM com retirada
da MLI assistida por ICV.
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Sistema de 25 Gauge versus 20 Gauge para vitrectomia: um estudo prospectivo de distribuição aleatória Lukas Kellner, Barbara Wimpissinger, Ulrike Stolba, Werner Brannath e Susanne Binder
Objetivo: Comparar sistemas de 25 versus 20 gauge em vitrectomia via pars plana em um estudo controlado prospectivo de distribuição
alteatória. Métodos: Vitrectomia via pars plana de três vias feita em 60 pacientes, dois grupos. Avaliações realizadas pré-operatoriamente, intra-operatoriamente,
primeiro e terceiro dia pós, 1 semana, 1 e 3 meses pós.
Principal parâmetro de evolução: tempo de cirurgia dividido em duração da abertura da ferida cirúrgica, vitrectomia, manipulação
retínica e fechamento da ferida. Resultados: A duração total da cirurgia não mostrou diferença significante entre os grupos (p=0,67). O grupo 25 gauge mostrou tempo de
duração de abertura(p<0,001) e fechamento (p<0,001) da ferida e significantemente menores. Em contraste, a duração da vitrectomia
foi significantemente maior no grupo 25 gauge (p<0,001). Injeção conjuntival e dor pós operatória subjetiva foram significantemente
menores no grupo 25 gauge (p<0,001). Conclusão: O sistema de vitrectomia de 25 gauge ofereceu melhora significativa no conforto do paciente durante a primeira semana pós-operatória.
As aberturas cirúrgicas menores facilitaram a recuperação da ferida minimizando a dor. A duração da cirurgia foi comparável
entre os dois sistemas, o menor tempo necessário para a abertura e fechamento da ferida no grupo 25 gauge foi eqüalizado pela
maior duração da vitrectomia. Iluminação e manipulação retínica intra-operatórias causaram mais dificuldades cirúrgicas usando
o sistema de 25 gauge.
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Laboratory science - extended reports
Polimorfismos do gene do receptor tipo-pedágio 3 em pacientes Japoneses com síndrome de Stevens-Johnson Mayumi Ueta, Chie Sotozono, Tsutomu Inatomi, Kentaro Kojima, Kei Tashiro, Junji Hamuro e Shigeru Kinoshita
Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e necrólise tóxica da epiderme (NTE) são doenças muco-cutâneas de curso agudo induzidas
por agentes infecciosos e/ou drogas desencadeantes. Dada a associação entre o aparecimento de SSJ/NTE e infecções, nós consideramos
a possibilidade de haver associação entre SSJ/HTE e uma desordem inata da resposta imune. A primeira linha de defesa contra
infecção é composta por grupos de moléculas evolutivamente conservadas, os receptores tipo-pedágio (RTPs). RTP3 reconhece
RNA de dupla-fita associados a infecções virais.
Métodos: Data-base do Estudo Japonês de Polimorfismos do Nucleotídeo Isolado (EJPNI) relada 7 polimorfismos, consistindo de
7 polimorfismos de nucleotídeo isolado (PNI) no gene RTP3 humano; 3 dos 7 PNI são codificados em regiões de éxons, isto é,
293248A/G, 293391A/G e 299698T/G, os outros 4 são codificados em regiões de íntrons, isto é, 294440G/C, 294732C/T, 208036T/C
e 298054C/T. Nós analisamos estes 7 PNI em 57 pacientes japoneses com SSJ/NTE com complicações de superfície ocular e 160
controles japoneses saudáveis.
Resultados: Descobrimos que o PNI 299698T/G e o padrão de genótipo de 293248A/A e 299698T/T associaram-se fortemente com SSJ/NTE.
Conclusão: Nossos resultados sugerem que polimorfismos no gene RTP3 podem estar associados com SSJ/NTE na população Japonesa.
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Mapeamento do desequilíbrio na ligação de escala fina na região do fator de complemento H do gene em degeneração macular relacionada
à idade Sarah Ennis, Srini Goverdhan, Angela J Cree, Josephine Hoh, Andrew Collins e Andrew J. Lotery
Introdução: Resultados de um estudo inicial da associação do fator de complemento H (FCH) na região do gene, usando uma nova metodologia
que emprega um mapeamento do desequilíbrio de ligação genética de alta resolução para estimar o ponto de localização para
uma mutação casual são apresentados. Métodos: Painel de dados de casos controle de um genoma de amplo polimorfismo de um nucleotídieo (SNP) de degeneração macular relacionada
à idade (DMRI) foi utilizado para identificar o intervalo alvo a ser genotipado na maior densidade em um segundo painel independente.
O padrão do desequilíbrio de ligação (DL) e duplicações segmentares ao longo desta região foram descritos detalhadamente.
Resultados: Nossos dados são consistentes com outros estudos em que forte associação entre a variante Y402H e DMRI é observada. Contudo,
o composto da análise de afinidade que combina a associação dos dados de todos SNPs na região e utiliza localizações genéticas
em um mapeamento de alta resolução do DL fornece um ponto de localização para uma variante causal entre os exons 1 e 2 do
gene CFH. Conclusões: Nossos achados implicam que, além da variante Y402H largamente descrita, há pelo menos uma ou, mais provavelmente, várias
outras mutações no gene CFH que determinam a manifestação da doença em DMRI.
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Presença e fenótipo de células dendríticas em melanoma uveal Marta E Polak, Nicola J Borthwick, Penny Johnson, John L Hungerford, Bernie Higgins, Silvana Di Palma, Martine Johanna Jager
e Ian A Cree
Melanoma uveal cresce em local imuno-privilegiado e pode somar-se ao ambiente imuno-suprimido. Estudos prévios em melanoma
cutâneo têm demonstrado a presença de células dendríticas tolerogênicas (DC) que poderiam exercer um importante papel na progressão
do tumor. Neste estudo, examinamos a presença e o estado funcional de DC no melanoma uveal. Examinamos 10 casos de melanoma
uveal quato a expreção de FXIIIa, CD68, HLA-DR, CD40, CD83, TGFßR1 e indolamina 2, 3 dioxigenage (IDO) por imunohitoquímica
em espécimes embebidos em parafina. Macrófagos CD68-positivos estavam presentes em todos os tumores e estavam uniformemente
distribuídos. Células dendríticas expressando FXIIIa+ foram vistas em 7 dos 10 casos e foram freqüentemente observadas em
focos concentrados dentro da massa tumoral. Estas células eram dendríticas e expressavam altos níveis de HLA-DR. As DC não
expressaram os marcadores de maturação CD83 ou CD40. Em um caso a concentração de DCs em volta de uma área de necrose tumoral
foi observada, e algumas destas células expressaram CD83. Numerosas células apresentadoras de antígeno podem exercer um papel
na imuno-supressão ocular relacionada ao melanoma, apesar da ativação de DC poder estar associada à necrose tumoral.
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