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Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Julho de 2007. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the July 2007 issue. The full text is only available in Englishto subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)

Julho/ July   2007
Volume 91 Number/ número 7

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr José Alvaro P. Gomes
drdanielpereira{at}gmail.com  drdanielpereira{at}gmail.com


  Clinical science - scientific reports 

Hemorragia abaixo da membrane limitante interna: causas e tratamento com vitrectomia
Karolien De Maeyer, Rita Van Ginderdeuren, Laurence Postelmans, Peter Stalmans e Joachim Van Calster
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Freqüência de manipulações da bolha após cirurgia de trabeculectomia
Anthony J King, Alan P Rotchford, Amar Alwitry e Jonathan Moodie
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Avaliação da temperatura da superfície ocular e da hemodinâmica retrobulbar através de termografia infravermelha e de imagem com Doppler colorido em pacientes glaucomatosos
Fernando Galassi, Barbara Giambene, Andrea Corvi e Giacomo Falaschi
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Fluxo sangüíneo ocular pulsátil: relacionamento da velocidade de fluxo nos vasos supridores da retina e coróide
Itay Ben Zion, Alon Harris, Brent Siesky, Lynne McCranor, Shiri Shulman e Hanna J Garzozi
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text


Associação positiva do fataor derivado do epitélio pigmentado (PEDF) à capacidade anti-oxidante total no vítro de pacientes com retinopatia diabética proliferativa
Masahiko Yokoi, Sho-ichi Yamagishi, Akari Saito, Yumiko Yoshida, Takanori Matsui, Wataru Saito, Shigeki Hirose, Kazuhiro Ohgami, Manabu Kase e Shigeaki Ohno

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Acuidade visual e camadas da retina perimacular detectadas por tomografia de coerência óptica em pacientes com retinitis pigmentosa
Toshihiko Matsuo e Noriko Morimoto
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Placa ocular “entalhada” de Finger para terapia com radiação: tratamento de tumores intra-oculares justa-papilares e circumpapilares
Paul T Finger
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text


Diminuição da espessura da camada de fibras nervosas detectada por tomografia de coerência óptica em pacientes com neuropatia óptica induzida por etambutol
Samantha J Chai e Rod Foroozan

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Tamanho das amostras de estudos da acurácia diagnóstica em oftalmologia: revisão da literatura
Frank Bochmann, Zoe Johnson e Augusto Azuara-Blanco
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Clinical science - extended reports

Tendências do tempo e variações geográficas em taxas de cirurgia de catarata na Inglaterra: estudo da tarefa cirúrgica
Tiarnan D Keenan, Paul Rosen, David Yeates e Michael Goldacre

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Medida da espessura da camada de fibras nervosas da retina com tomografia de coerência óptica (OCT) detecta dano glaucomatoso confirmado com acurácia
Donald Hood, Noga Harizman, Fabio N. Kanadani, Thomas M. Grippo, Samuel Baharestani, Vivienne Greenstein, Jeffrey M Liebmann e Robert Ritch
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Delaminação do epitélio corneal com álcool em síndrome de erosão corneal recorrente recalcitrante
Ravinder P Singh, Dev Raj, Anupama Pherwani, Ruby Lagnado, Asiya Abedin, Habibullah Eatamadi, Manu Mathew e Harminder Singh Dua
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Resultados a longo prazo da irrigação selada da cápsula usando água destilada para prevenir opacificação de cápsula posterior: um estudo clinico experimental randomizado
Tanja M. Rabsilber, Il-Joo Limberger, Andreas J. Reuland, Mike P. Holzer e Gerd U.
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text


Resultados da facoemulsificação em pacientes com uveíte

Mostafa A Elgohary, Peter McCluskey, Hamish Towler, Narciss Okhravi, Ravider P Singh, Raal Obikpo e Susan S Lightman

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Qualidade de vida em crianças com catarata congênita: achados do ‘British Congenital Cataract Study’
Melanie H Chak, Jugnoo Sangeeta Rahi e British Congenital Cataract Interest Group BCCIG
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Comprometimento visual e qualidade de vida em uma população Queniana com catarata
Sarah Polack, Hannah Kuper, Wanjiku Mathenge, Astrid Fletcher e Allen Foster
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text


Detecção de glaucoma com perimetria acromática Matrix e padrão
Zvia Burgansky-Eliash, Gadi Wollstein, Avni Patel, Richard A Bilonick, Hiroshi Ishikawa, Larry Kagemann, William D Dilworth e Joel S Schuman

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Padrão de fluorescência residual de indocianina verde após vitrectomia em buraco macular idiopático com retirada da membrana limitante interna
Kaori Sayanagi, Yasushi Ikuno, Kaori Soga, Miki Sawa, Yusuke Oshima, Motohiro Kamei, Shunji Kusaka e Yasuo Tano
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Sistema de 25 Gauge versus 20 Gauge para vitrectomia: um estudo prospectivo de distribuição aleatória
Lukas Kellner, Barbara Wimpissinger, Ulrike Stolba, Werner Brannath e Susanne Binder
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Laboratory science - scientific reports


Expressão do p27 (KIP1) e D1-ciclina e proliferação celular em pterígio humano
Satoru Kase, Shuji Takahashi, Izuru Sato, Katsuya Nakanishi, Kazuhiko Yoshida e Shigeaki Ohno
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Laboratory science - extended reports

Polimorfismos do gene do receptor tipo-pedágio 3 em pacientes Japoneses com síndrome de Stevens-Johnson
Mayumi Ueta, Chie Sotozono, Tsutomu Inatomi, Kentaro Kojima, Kei Tashiro, Junji Hamuro e Shigeru Kinoshita

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Mapeamento do desequilíbrio na ligação de escala fina na região do fator de complemento H do gene em degeneração macular relacionada à idade
Sarah Ennis, Srini Goverdhan, Angela J Cree, Josephine Hoh, Andrew Collins e Andrew J. Lotery
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Presença e fenótipo de células dendríticas em melanoma uveal
Marta E Polak, Nicola J Borthwick, Penny Johnson, John L Hungerford, Bernie Higgins, Silvana Di Palma, Martine Johanna Jager e Ian A Cree
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text


  Clinical science - scientific reports 

Hemorragia abaixo da membrane limitante interna: causas e tratamento com vitrectomia
Karolien De Maeyer, Rita Van Ginderdeuren, Laurence Postelmans, Peter Stalmans e Joachim Van Calster

Introdução: Hemorragias pré-retínicas tipipicamente ocorrem na interface entre a hialóide posterior e a membrana limitante interna (MLI). Menos freqüentemente, elas estão localizadas entre a MLI e a camada de fibras nervosas da retina. Hemorragias sub-MLI têm sido descritas em uma variedade de formas clínicas e podem causar piora importante da visão deido a sua predileção pela região macular.
Métodos: Estudo de série consecutiva de cinco casos em que houve suspeita clínica de hemorragia sub-MLI confirmada durante vitrectomia precoce com retirada da MLI.
Resultados: A suspeita de hemorragia sub-MLI nos cinco pacientes (idade media: 32 anos) foi baseada na aparência fundoscópica e características clínicas de síndrome de Terson (n=1), retinopatia de Valsalva (n=2), discrasia sangüínea (n=1) e traumatismo facial (n=1). A visão estava gravemente comprometida em todos os pacientes (movimentos de mão em 4 dos 5) devido à localização pré-macular da hemorragia. Todos os pacientes foram tratados com vitrectomia via pars plana precoce devido a melhora visual insuficiente após uma média d 6 semanas. A localização sub-MLI da hemorragia pôde ser confirmada no intra-operatório em todos os pacientes abravés da coloração biológica da membrana acima da hemorragia. A retirada da MLI e aspiração da hemorragia resultou em exelente resultado visual em todos os pacientes. Não houveram complicações relacionadas ao procedimento.
Conclusões: Hemorragias sub-MLI ocorrem raramente em um contexto clínico expessífico e podem levar ao grave comprometimento visual em pacientes jovens. Devido aos exelentes resultados e baixas taxas de complicações demonstrados, intervenção cirurgica pode ser justificada qudno a reabsorção espontânea for insuficiente.

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Freqüência de manipulações da bolha após cirurgia de trabeculectomia
Anthony J King, Alan P Rotchford, Amar Alwitry e Jonathan Moodie

Objetivos: Quantificar o tipo e freqüência de manipulações pós-operatórias realizadas na bolha após cirurgia moderna para trabamento de glaucoma.
Métodos: Manipulações na bolha foram documentadas após trabeculectomia em 119 pacientes consecutivos com pelo menos um ano de acompanhamento. O tipo de intervenção e o momento após cirurgia foram documentados. Análise estatística identificou taxas de sucesso em várias definições de diminuição de pressão intraocular (PIO) e identificou fatores que aumentaram o risco de manipulação da bolha.
Resultados: Um total de 78,2% das trabeculectomias foram submetidas a alguma forma de manipulação da bolha. Quase 49% das bolhas foram submetidas a massagem e um número semelhante necessitou de remoção de pelo menos uma sutura, 31,1% necessitou de pelo menos uma injeção de 5-FU, e 25,2% necessitou de pelo menos uma punção associada à injeção de 5-FU. O tempo médio entre a primeira intervenção, massagem, remoção de sutura, injeção de 5-FU e punção acossiada a injeção de 5-FU foram 1, 14, 14 e 43 dias, respectivamente. Medidas da PIO foram mais altas em todos os tempos de acompanhamento no grupo de intervenção. Falha em alcançar PIOs alvo especificas foi também em geral mais evidente nos grupos tratados com 5-FU e punção associada à injeção de 5-FU.
Conclusões: Intervenção pós-operatória é freqüente após cirurgia moderna para glaucoma. Isso requer intenso acompanhamento pós-operatório. Apesar das intervenções no nosso grupo de pacientes, PIO no grupo de intervenção foi sempre mais alta do que no grupo que não necessitou de intervenção.

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Avaliação da temperatura da superfície ocular e da hemodinâmica retrobulbar através de termografia infravermelha e de imagem com Doppler colorido em pacientes glaucomatosos
Fernando Galassi, Barbara Giambene, Andrea Corvi e Giacomo Falaschi

Introdução: A temperatura da superfície ocular (TSO) pode estar relacionada à hemodinâmica retrobulbar em pacientes com glaucoma.
Objetivos: Comparar medidas de TSO em paientes com glaucoma e controles saudáveis e investigar a correlação entre TSO, pressão intraocular (PIO), e hemodinâmica retrobulbar em pacientes glaucomatosos.
Métodos: Trinta e dois pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) e quarenta controles foram incluídos neste estudo. Os parâmetros considerados para ambos GPAA e controles foram valores de PIO e TSO medidas através da termografia infravermelha ocular. Imagem com Doppler colorido foi usada para determinar os parâmetros hemodinâmicos da artéria oftálmica (AO), artéria central da retina (ACR) e artérias ciliares posteriores curtas (ACPC) em pacientes com GPAA.
Resultados: Os valores de TSO foram significantemente menores em GPAA do que em controles (p<0,0001). TSO foi negativamente relacionada ao índice de resistência da AO (p<0,0001), ACR (p=0,001), ACPC (p<0,0001) e positivamente relacionado à velocidade diastólica final da AO (p=0,02) e ACPC (p=0,05).
Conclusões: Nosso estudo sugere que TSO possa ser um marcador de alterações na dinâmica retrobulbar em pacientes com glaucoma.

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Fluxo sangüíneo ocular pulsátil: relacionamento da velocidade de fluxo nos vasos supridores da retina e coróide
Itay Ben Zion, Alon Harris, Brent Siesky, Lynne McCranor, Shiri Shulman e Hanna J Garzozi

Introdução/Objetivos: Enquanto a tonografia ocular mede o componente pulsátil da perfusão ocular, os componentes deste fluxo pulsátil na retia e/ou coróide permanecem indefinidos. Comparamos a tonografia ocular à avaliação das velocidades de fluxo nas artérias supridoras da retina, coróide e toda a órbita.
Métodos: Vinte e dois olhos normais de 11 indivíduos foram incluídos neste estudo. Medimos o fluxo sangüíneo pulsátil ocular (FSPO), utilizando o tonógrafo de fluxo sanguíneo ocular e as velocidades de fluoxo nas artérias oftálmica, central da retina e ciliar posterior temporal curta, utilizando imagens de Doppler colorido. A correlação entre FSPO e velocidades de fluxo retrobulbar foi determinada.
Resultados: FSPO foi significantemente correlacionado ao pico de velocidde sistólica (PVS) da artéria central da retina (ACR) (r=0,56, p=0,007) e da artéria ciliar posterior curta temporal (ACPCT) (r=0,48, p=0,02) e ao índice de resistência da ACPCT (r=0,45, p=0,04). Adicionalmente, a amplitude de pulso (VPS-VFD) na ACR e ACPCT se correlacionou significantemente às medidas do FSPO (ambos com p<0,05). Contudo, o FSPO não se correlacionou com nenhum índice de velocidade de fluco da artéria oftálmica.
Conclusão: O fluxo sangüíneo pulsátil ocular está associado aos componentes pulsáteis e sistólicos da velocidade do sangue tanto na ACR quanto na ACPCT. Isto sugere que a determinação do FSPO é influenciada pelos componentes pulsáteis tanto da perfusão da coróide quanto da retina.

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Associação positiva do fataor derivado do epitélio pigmentado (PEDF) à capacidade anti-oxidante total no vítro de pacientes com retinopatia diabética proliferativa
Masahiko Yokoi, Sho-ichi Yamagishi, Akari Saito, Yumiko Yoshida, Takanori Matsui, Wataru Saito, Shigeki Hirose, Kazuhiro Ohgami, Manabu Kase e Shigeaki Ohno

Introdução: Recentemente provamos que o fator derivado do epitélio pigmentado (PEDF), uma glicoproteína com potente atividade neuronal diferencial, inibe a glicosilação avançada, a hiperpermeabilidade retínica insuzida e a agniogênese através de suas propriedades anti-oxidativas, sugerindo que PEDF deva exercer efeito benéfico na retinopatia diabética pela ação como anti-oxidante endógeno. Contudo, a interação entre PEDF e capacidade total de anti-oxidação no olho não foi esclarecida. Neste estudo determinamos os níveis de PEDF e anti-oxidantes totais no vítreo de pacientes com retinopatia diabética proliferativa (RDP) e investigamos a relação entre eles.
Métodos: Níveis vítreos de PEDF e capapcidade total anti-oxidante foram mendidos por ELISA em 39 olhos de 36 pacientes diabéticos com RDP e em 29 olhos de 29 indivíduos controles não diabéticos.
Resultados: Níveis vítreos da capacidade anti-oxidante total foram significativamente menores em pacientes diabéticos com RDP comparados ao grupo controle (0,16 + 0,05 mmol/l vs 0,24 + 0,09 mmol/l, p<0,001). Níveis de PEDF foram positivamente correlacionados ao estado anti-oxidante total no vítreo de paciente com RDP (r=0,37, p<0,05) e controles (r=0,41, p<0,05). Adicionalmente, níveis vítreos de PEDF em pacientes com RDP sem hemorragia vítrea (HV-) foram significativamente (p<0,05) decrescentes comparados aos controles ou pacientes com RDP com hemorragia vítrea (HV+) (RDP HV- 4,5 + 1,1 g/ml; controle, 7,4 + 4,1 g/ml; RDP HV+ 8,5 + 3,6 g/ml).
Conclusão: Este estudo demonstra que os níveis de PEDF estão associados à capacidade anti-oxidante total no vítreo de humanos. Nossas observações sugerem que PEDF deve agir como anti-oxidante endógeno no olho e pode ter um papel protetor contra RDP.

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Acuidade visual e camadas da retina perimacular detectadas por tomografia de coerência óptica em pacientes com retinitis pigmentosa
Toshihiko Matsuo e Noriko Morimoto

Objetivo: Os remanecentes de neurônios ou estrutura das camadas da retina nas degenerações retínicas são pré-requisitos para uso de próteses epi ou sub retínicas. A tomografia de coerência óptica é testada para detectar a estrutura das camadas da retina em olhos de pacientes com retinitis pigmentosa.
Métodos: Em um estudo prospectivo não comparativo, 115 olhos de 28 pacientes consecutivos com retinitis pigmentosa foram submeticos à tomografia de coerência óptica para obter imagens seccionais verticais e horizontais da retina no centro da mácula. O número de camadas retínicas de alta reflectividade, uma, duas ou três camadas, foi testado quanto á corelação com acuidde visual melhor corrigida.
Resultados: A acuidade visual melhor corrigida foi significantemente melhor tanto nos olhos direitos quanto nos olhos esquerdos quanto mais camadas retínicas fossem detectadas (P<0,0001, teste Kruskal-Wallis, p<0,05, teste Tukey-Kramer). As acuidades visuais melhor corrigidas no olho direito e no esquerdo se correlacionaram entre si (P<0,0001, teste de correlação de Spearman) e diminuíram com a idade.
Conclusões: A tomografia de coerência óptica pode obter informação sobre a estrutura das camadas da retina em pacientes com retinitis pigmentosa e pode ser usada como teste clínico para avaliar a viabilidade do uso de prótese retínica no futuro.

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Placa ocular “entalhada” de Finger para terapia com radiação: tratamento de tumores intra-oculares justa-papilares e circumpapilares
Paul T Finger

Objetivo: Criar “placas entalhadas oculares” para o tratamento de tumoes intra-oculares justa-papilares e circumpapilares.
Métodos: Placas oculares foram alteradas de forma que entalhes de 8 mm de largura (comprimento variável) foram criados para acomodar a porção orbital do nervo óptico. Assim, quando o nervo entrava no entalhe, a margem superior da placa se extendia além do disco óptico. Sementes radioativas fixadas em volta do entalhe cercavam as margens justapapilares e posteriores do tumor.
Resultados: Como prova de principio, três pacientes com melanomas de coróide que circundavam ou estavam em contato com o disco óptico (consideradas intratáveis com uma placa ocular com chanfrdura) foram considerados os primeiros candidatos para radioterapia com placa entalhada. Imagem pré-operatória tridimensional do diâmetro da bainha do nervo óptico com C-scan assegurou que eles iriam encaixar na placa entalhada. Imagem intra-operatória com ultra-som foi usada para confirmar o posicionamento apropriado da placa. Moldagem de dosimetria de radiação mostrou que todo o tecido tumoral recebeu um mínimo de 85 cGy (apesar da falha criada pelo entalhe). Com seguimento relativamente curto, não tem havido nenhuma evidência de isquemia ocular, crescimento tumoral ou complicações atribuíveis ao uso da placa de radiação entalhada.
Conclusão: Placas entalhadas acomodam o nervo óptico retrobulbar dentro do dispositivo e, sendo assim, mudam a zona de tratamento para melhorar a cobertura tanto de tumores intraoculares justapapilares quanto cicumpapilares.

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Diminuição da espessura da camada de fibras nervosas detectada por tomografia de coerência óptica em pacientes com neuropatia óptica induzida por etambutol
Samantha J Chai e Rod Foroozan

Objetivo: É difícil avaliar o grau de dano do nervo óptico em pacientes com neuropatia óptica induzida por etambutol, especialmente logo após o início da perda visual, quando a papila tipicamente parece normal. Este estudo tem como objetivo avaliar as alterações da espessura da camada de fibras nervosas da retina (ECFNR) com a tomografia de coerênica óptica (OCT) em pacientes com neuropatia óptica com suspensão da terapia com etambutol dentro de um período de 3 meses.
Métodos: Estudo retrospectivo observacional de série de casos de um serviço de neuro-oftalmologia. Oito pacientes com história de neuropatia óptica induzida por etambutol foram examinados no período de 3 meses de suspensão da terapia. Todos os pacientes foram submetidos a exame neuro-oftalmológico incluindo acuidade visual, visão de cores, campos visuais e fundoscopia. OCT foi realizado em ambos os olhos de cada paciente, utilizando o protocolo de análise da camada de fibras nervosas da retina.
Resultados: O intervalo entre a suspensão da terapia com etambutol e a visita inicial variou de 1 semana a 3 meses. Todos os pacientes tinham perda visual característica da neuropatia induzida por etambutol em suas visitas iniciais e o exame de acompanhamento foi realizado dentro de 12 meses em todos os pacientes. Comparada à ECFNR inicial, houve diminuição estatisticamente significante na ECRNR média nos quadrantes temporal, superior e nasal (P = 0,009, 0,019, 0,025, respectivamente), com maior perda no quadrante temporal (diminuição média = 26,5 ).
Conclusões: Há diminuição na ECFNR em todos os quadrantes em pacientes com neuropatia induzida por etambutol que descontinuaram a medicação recentemente. Esta diminuição é mais pronunciada no quadrante temporal do disco óptico.

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Tamanho das amostras de estudos da acurácia diagnóstica em oftalmologia: revisão da literatura
Frank Bochmann, Zoe Johnson e Augusto Azuara-Blanco

Objetivos: Determinar a descrição do tamanho das amostras em estudos de acurácia diagnóstica em oftalmologia.
Tipo de Estudo: Revisão de literatura.
Fonte de dados: Literatura publicada em 2005.
Métodos: A freqüência da descrição dos cálculos do tamanho das amostras e o tamanho das amostras foram extraídos da literatura publicada. Uma pesquisa manual dos cinco jornais clínicos de maior impacto em ofttalmologia (Investigative Ophthalmology and Visual Science, Ophthalmology, Archives of Ophthalmology, American Journal of Ophthalmology e British Journal of Ophthalmology) foi conduzida por dois investigadores independentes.
Resultados: Um total de 1698 artigos foi identificado, dos quais 40 estudos eram sobre acurácia diagnóstica. Um estudo reportou que o tamanho das amostras foi calculado antes do início do estudo. Outro estudo descreveu considerações do tamanho da amostra sem cálculos. A média (+/- desvio padrão) da tamanho das amostras de todos os estudos diagnósticos foi de 172,6 (+/-218,9). A prevalência média da condição alvo foi 50,5%.
Conclusão: Apenas uma pequena minoria dos estudos consideram o tamanho da amostra em sua metodologia. Quantidade inadequada de amostras em estudos de acurácia diagnóstica pode resultar em estimativas falsas da acurácia dos testes. É necessária melhoria dos padrões atuais no design e descrição dos estudos sobre diagnósticos.

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  Clinical science - extended reports

Tendências do tempo e variações geográficas em taxas de cirurgia de catarata na Inglaterra: estudo da tarefa cirúrgica
Tiarnan D Keenan, Paul Rosen, David Yeates e Michael Goldacre

Objetivo: Facoemulsificação, cirurgia no mesmo dia e Ação em Cataratas têm aumentado a capacidade nacional de cirurgia de catarata na Inglaterra. O objetivo deste estudo foi examinar tendências do tempo e variações geográficas em taxas de cirurgia de catarata e determinar se há evidência de super capacidade nos níveis atuais de provisão cirúrgica.
Metodos: Estatística episódica hospitalar (EEH), interrogatório de pacientes hospitalares internados (IPHI) e estudo ligado aos arquivos de Oxford (ELAO) foram analizados para admissões de catarata entre 1960 e 2003.
Resultados: As taxas de admissão para cirurgia de catarata na Inglaterra cresceram dez casas de 1968 a 2003: de 62 cirurgias por 100.000 habitantes em 1968, por 173 em 1989, para 637 em 2004. O crescimento geral no número de cirurgias de catarata foi reflexo do aumento de todos os grupos etários para homens e mulheres. Análise geográfica mostrou que houve uma grande variação nas taxas anuais de cirurgia de catarata entre áreas de autoridade local, de 172 para 548 pessoas por 100.000 habitantes em 1998-2003. A taxa de cirurgia por autoridade local foi positivamente correlacionada ao índice de múltipla deprivação (r2=0,24).
Conclusao: O significante aumento em cirurgias de catarata com o tempo e a ampla variação geográfica, levantam a questão se existe agora super-capacidade para cirurgia de catarata. Altos níveis de deprição social são associados a altas taxas de cirurgia de catarata; isto deve ser causado por aumento na prevalência de catarata ou diferenças em padrões de referência.

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Medida da espessura da camada de fibras nervosas da retina com tomografia de coerência óptica (OCT) detecta dano glaucomatoso confirmado com acurácia
Donald Hood, Noga Harizman, Fabio N. Kanadani, Thomas M. Grippo, Samuel Baharestani, Vivienne Greenstein, Jeffrey M Liebmann e Robert Ritch

Objetivo: Avaliar a acurácia da tomografia de coerência óptica (OCT) na detecção de dano a um hemicampo; pacientes com defeitos de hemicampo confirmados tanto com perimetria automática estática (SAP) quanto com potenciais visuais evocados multifocais (mfVEP) foram estudados.
Métodos: Olhos de 40 pacientes com perda glaucomatosa concomitante tanto no SAP quanto no mfVEP e 25 controles foram submetidos a testes da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) com OCT, mfVEP e 24-2 SAP. Para o mfVEP e 24-2 SAP, um hemicampo foi definido como anormal basado no critério grupal. No OCT, um hemicampo foi considerado anormal se uma das 5 horas setoriais (excluídas 3 e 9 horas) estivesse em <1% (vermelho) ou duas estivessem em <5% (amarelo).
Resultados: 77 (43%) dos hemicampos estavam anormais tanto para testes com mfVEP quanto SAP. O OCT foi anormal para 73 (95%) deles. Apenas 1 (1%) dos 100 hemicampos dos controles foi anormal no OCT. Sensibilidade/especificidade (um olho por pessoa) foi de 95/98%.
Conclusões: O teste da CFNR com OCT detecta hemicampos anormais confirmados com teste funcional subjetivo e objetivo com acurácia. Identificar hemicampos anormais com o critério de 1 hora do relógio em vermelho (1%) e 2 horas do relógio em amarelo (5%) deve ser útil na prática clínica.

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Delaminação do epitélio corneal com álcool em síndrome de erosão corneal recorrente recalcitrante
Ravinder P Singh, Dev Raj, Anupama Pherwani, Ruby Lagnado, Asiya Abedin, Habibullah Eatamadi, Manu Mathew e Harminder Singh Dua

Objetivo: Investigar a segurança e eficácia da delaminação do epitélio corneal com álcool na síndrome de erosão corneal recorrente recalcitrante (SECR) em um estudo prospectivo não comparativo intervencional tipo série de casos.
Métodos: Pacientes com SECRR que permaneciam sintomáticos apesar do uso de lubrificação tópica e lente de contato estendida (bandagem) por 3 meses foram incluídos. A intensidade da dor numa escala de 1 a 10, assim como a duração e freqüência dos ataques foram coletados. Pacientes foram tratados por delaminação com álcool e acompanhados em 1 semana, 1 mês e 12 meses no mínimo tempo de acompanhamento. Sucesso foi definido como resolução dos sintomas 1 mês após o tratamento, sucesso parcial foi considerado como redução significante dos sintomas controlados com lubrificantes tópicos e casos de manutenção ou piora dos sintomas foram considerados insucesso.
Resultados: 20 olhos de 20 pacientes com SECRR causadas por traumatismo (14), distrofia da membrana basal anterior (5) e idiopático (1) foram estudados. A idade média foi de 44 anos de idade e o acompanhamento médio de 24 anos. Dois olhos perderam acompanhamento. Quinze (83%) foram qualificados como sucesso, 3 como sucesso parcial e nenhum insucesso foi observado. Não houveram complicações intra-operatórias. Um paciente apresentou opacificação subepitelial transitória resolvida com esteróide tópico, um paciente teve mudança na refração e outro desenvolveu ceratite estromal herpética com 2 meses de pós-operatório, tratada com sucesso. Não houve perda de visão em nenhum paciente.
Conclusão: Delaminação do epitélio corneal com álcool é um método seguro e eficaz para o tratamento de pacientes com SECR recalcitrante.

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Resultados a longo prazo da irrigação selada da cápsula usando água destilada para prevenir opacificação de cápsula posterior: um estudo clinico experimental randomizado
Tanja M. Rabsilber, Il-Joo Limberger, Andreas J. Reuland, Mike P. Holzer e Gerd U.

Objetivo: Investigar a eficácia e segurança a longo prazo da irrigação selada da cápsula durante a cirurgia de catarata para prevenir opacificação de cápsula posterior (OCP).
Métodos: Um olho de 17 pacientes (idade média:70,1± 9,7 anos) que apresentaram catarata bilateral foi escolhido aleatoriamente para irrigação selada da cápsula posterior (ISC). Após facoemulsificação, o saco capsular foi selado a vácuo com o dispositivo PerfectCapsule (Milvella) seguido de ISC usando água destilada por 2 minutos. Não houve nenhum caso de perda de vácuo durante a irrigação. O olho contra-lateral serviu de controle. Uma lente acrílica hidrofílica intra-ocular foi implantada em todos os olhos. Cinco pacientes foram excluídos devido a câmara anterior profunda, pupila pequena e cirurgia unilateral. Acompanhamento pós-operatório ocorreu no dia 1, mês 1, 3, 6, 12 e 24 após cirurgia. Avaliamos parâmetros de segurança, cobrimento da cápsula anterior e OCP.
Resultados: No pós-operatório, a melhor acuidade visual corrigida, paquimetria, contagem de células endoteliais, pressão intra-ocular, cobrimento de cápsula anterior e OCP não mostraram nenhuma diferença estatisticamente significante entre ISC e o grupo controle (p<0,05%, teste de Wilcoxon)
Conclusão: ISC é um procedimento seguro e impede o direcionamento farmacológico especifico de células epiteliais do cristalino dentro do saco capsular. O uso de água destilada, no entanto, não reduz o desenvolvimento de OCP significantemente, assim substâncias alternativas devem ser avaliadas.

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Resultados da facoemulsificação em pacientes com uveíte
Mostafa A Elgohary, Peter McCluskey, Hamish Towler, Narciss Okhravi, Ravider P Singh, Raal Obikpo e Susan S Lightman

Objetivo: Avaliar o resultado visual e identificar fatores de risco para o desenvolvimento de uveíte pós-operatória, edema macular e capsulotomia com Nd:YAG laser após facoemulsificação e implante de lente intra-ocular (LIO) em pacientes com uveíte.
Metodos: Estudo retrospectivo de arquivos médicos de 101 olhos de 101 pacientes. Um olho foi aleatoriamente selecionado para inclusão em pacientes que tiveram cirurgia bilateral. Pacientes com artrite juvenil, cerato-uveíte e uveíte associada a linfoma foram excluídos.
Resultados: No primeiro pós-operatório e nas consultas finais, acuidade visual foi significantemente melhor (p=0,001) e 64,4% e 71,3% dos pacientes, obtiveram melhora ≥ 2 linhas, respectivamente. A probabilidade cumulativa de duplicação do ângulo visual foi de 52% em 6 anos de seguimento e isto ocorreu em uma taxa alta na presença de lesões pré-operatórias da retina ou do nervo óptico (HR=4,49; 95% IC;(1,41 a 14,29). Dentro de 3 meses de pós-operatório, uveíte foi mais provável em pacientes femininos R=6,21 (1,41, 22,43) e na presença de significante sinéquia posterior intra-operatória OR=8,43 (1,09, 65,41); edema macular foi mais freqüente em pacientes que desenvolveram uveíte pós-operatória OR=7,45 (1,63, 34,16). Capsulotomia com Nd:YAG ocorreu numa freqüência mais alta em pacientes com idade menor ou igual a 55 anos HR=2,28; 95% IC (1,06, 4,93) e naqueles com LIO hidrogel. HR=3,71 (1,04, 13,20) e numa freqüência menor em pacientes que tiveram corticosteróide sistêmico profilático HR=0,25 (0,11, 0,59), com LIO de silicone com háptico em “prato” HR=0.23 (0,08, 0,64) e LIOs de silicone de 3 peças HR=0,19 (0,05, 0,74) em comparação com LIOs de PMMA.
Conclusão: A maioria dos pacientes com uveíte obteve melhora da acuidade visual após facoemulsificação mas uma crescente taxa de perda visual ocorre naqueles com lesões pré-operatórias da mácula ou do nervo óptico. A identificação de pacientes com risco de complicações pós-operatórias ajudaria no aconselhamento de pacientes e na diminuição destas complicações com o uso de corticosteróide profilático no pré-operatório, seleção cuidadosa de LIO e uso intensivo de corticosteróide no pós-operatório.

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Qualidade de vida em crianças com catarata congênita: achados do ‘British Congenital Cataract Study’
Melanie H Chak, Jugnoo Sangeeta Rahi e British Congenital Cataract Interest Group BCCIG

Objetivos: Há uma ênfase crescente na avaliação da evolução do cuidado com a saúde relacionado ao paciente mas a avaliação do impaco das desordesns oftalmológicas na qualidade de vida são infreqüentemente levadas em consideração. Reportamos a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) em crianças com catarata congênita.
Métodos: Pelo menos 6 anos após o diagnóstico, 41 crianças (representativas de uma comunidade nacional) e seus pais completaram, independentemente, os questionários para avaliação de qualidade de vida para crianças e pais PedsQL(tm) 4.0. Isto forneceu um resumo de pontuações para saúde física, psico-social e geral (variação de 0 a 100; pontuações mais altas indicando melhor QVRS).
Resultados: Questionários foram completados por 33 pares de pais e filhos e por 8 pais sem os filhos. A média (DP) de pontuação para saúde física reportada por crianças (80,76, 8,61) foi maior do que a pontuação de saúde psico-social (72,93, 16,06). Houve variação considerável na concordância das pontuações reportadas pelos pares crianças-pais (maior diferença 56,3 pontos). Notadamente, as pontuações para crianças com catarata congênita no PedsQL foram comparáveis a aquelas reportadas por algumas crianças com doenças sistêmicas graves como doenças reumatológicas e alguns tipos de câncer.
Conclusões: Estes achados caracterizam o impacto significante da catarata congênita nos pacientes e suas famílias. O PedsQl 4.0 forneceu um instrumento aceitável para acessar informações genéricas sobre a QVRS, permitindo a reportagem valiosa pelas crianças e seus pais. Contudo para captura total de experiências subjetivas da doença ocular na criança, medidas específicas da qualidade de vida relacionada à visão para crianças são necessárias.

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Comprometimento visual e qualidade de vida em uma população Queniana com catarata
Sarah Polack, Hannah Kuper, Wanjiku Mathenge, Astrid Fletcher e Allen Foster

Objetivos: Avaliar o WHO/PBD VF20, uma escala de qualidade de vida relacionada à visão, e descrever a relação entre alteração visual da catarata e qualidade de vida genérica e relacionada à visão em pessoas > de 50 anos no distrito de Nakuru, Quênia.
Métodos: O WHO/PBD VF20 foi um piloto testado e modificado. 196 pacientes com diminuição visual relacionada a catarata e 128 controles sem catarata foram identificados através de um levantamento no distrito de Nakuru. Qualidade de vida relacionada a visão e saúde geral foram avaliados usando a escala WHO/PBD VF20 e índice de saúde genérico Eurogol (EQ-5D), respectivamente. WHO/PBD VF20 foi avaliado usando testes psicométricos padrões, incluindo fator de análise para determinar agrupamento de itens para resumo de resultados.
Resultados: O WHO/PBD VF20 modificado demonstrou boas propriedades psicométricas. Duas sub-escalas (funcionamento geral e psicossocial) e um item de nivelamento da visão foram apropriados para esses dados. Gravidade aumentada do comprometimento visual foi associada à piora do funcionamento geral, psicossocial e nos resultados do nivelameto de visão (p< 0,001). Os casos foram mais propensos a relatar problemas com as dimensões descritivas do EQ-5D do que os controles (p<0,001) e entre os casos a gravidade do comprometimento visual foi associada a piores resultados de auto-avaliação nos resultados de saúde.
Conclusão: O WHO/PBD VF20 modificado é uma escala válida e confiável para avaliar a qualidade de vida associada à diminuição visual decorrente de catarata nesta população Queniana. A associação entre qualidade de vida relacionada à saúde e diminuição visual reflete uma implicação mais ampla da catarata na saúde e no bem-estar, e não somente na acuidade visual.

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Detecção de glaucoma com perimetria acromática Matrix e padrão
Zvia Burgansky-Eliash, Gadi Wollstein, Avni Patel, Richard A Bilonick, Hiroshi Ishikawa, Larry Kagemann, William D Dilworth e Joel S Schuman

Objetivo: Perimetria Matrix é uma nova interação da tecnologia de freqüência dupla (FDT) que utiliza um alvo de menor tamanho na apresentação padrão da perimetria acromática. Este estudo compara a performance da perimetria Matrix e SITA na detecção de glaucoma diagnosticado pela avaliação estrutural.
Tipo de Estudo: Estudo prospectivo de corte transversal.
Métodos: Setenta e seis olhos consecutivos de indivíduos saudáveis, suspeitos de glaucoma e glaucomataosos foram incluídos. Todos os pacientes foram submetidos a fotografia da papila (FP), perimetria SITA e Matrix e tomografia de coerência óptica (OCT; Stratus OCT) dentro de um intervalo de seis meses. O diagnóstico de glaucoma foi estabelecido tanto por neuropatia óptica glaucomatosa quanto pela espessura da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) no OCT. Desvio médio (DM), desvio padrão (PSD), teste de hemicampo para glaucoma (GHT) e grupos de localização de anormalidades no teste foram documentados para Matrix e SITA.
Resultados: Correlações similares foram observadas no MD e PSD com Matrix e SITA e também com a relação escavação-papila ou ECFN média no OCT. As curvas de característica da área abaixo do receptor (AROC) do MD e PSD para discriminação entre olhos saudáveis e glaucomatosos variou de 0,69 a 0,81 para Matrix e de 0,75 a 0,77 pra SITA. Não houve diferença estatisticamente significante entre qualquer AROCs correspondente ao Matrix e SITA.
Conclusões: Perimetrias Matrix e SITA tiveram capacidade similar para diferenciar olhos saudáveis e glaucomatosos independenemente de o diagnóstico ser estabelecido pela FP ou avaliação da CRNR pelo OCT.

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Padrão de fluorescência residual de indocianina verde após vitrectomia em buraco macular idiopático com retirada da membrana limitante interna
Kaori Sayanagi, Yasushi Ikuno, Kaori Soga, Miki Sawa, Yusuke Oshima, Motohiro Kamei, Shunji Kusaka e Yasuo Tano

Objetivos: Retirada da membrana limitante interna (MLI) com tingimento por indocianina verde (ICV) é um procedimento comumente utilizado para tratar buraco macular idiopático (BM). Reportamos alterações nos padrões de fluorescência residual de ICV após vitrectomia, utlizando Heidelberg Retina Angiograph 2 (HRA2).
Métodos: Dez olhos (10 pacientes) submetidos à vitrectomia para BM com retirada da MLI foram incluídos. Nove pacientes (90%) receberam ICV e um paciente (10%) acetonido de triancinolona (AT). Observamos ICV residual utilizando HRA2 no pós-operatório. Autofluorescência, imagens de tomografia de coerência óptica e acuidade visual melhor corrigida (AVMC) também foram avaliadas. O tempo mínimo de acompanhamento foi de 3 meses.
Resultados: Os BMs fecharam após a cirurgia em todos os pacientes (100%). Em olhos com ICV, a AVMC melhorou signifcantemente (p<0,001) em oito olhos (89%) e permaneceu estável em um (11%). HRA2 mostrou os padrões de fluorescência da ICV mas não do AT no pós-operatório. O sinal hiperflurescente da ICV foi tipicamente difuso na retina posterior e hipofluorescente ao redor da fóvea. A hiperfluorescência então migrou através da papila, presumivelmente ao longo das fibras nervosas e a área de retirada da MLI foi claramente identificada. Um grande número de pontos hiperfluorescentes foi observado no lugar da hiperfluorescência difusa que era obsesrvada logo após a cirurgia.
Conclusões: Padrões de fluorescência residual de ICV foram seqüencialmente observados com HRA2 após vitrectomia para BM com retirada da MLI assistida por ICV.

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Sistema de 25 Gauge versus 20 Gauge para vitrectomia: um estudo prospectivo de distribuição aleatória
Lukas Kellner, Barbara Wimpissinger, Ulrike Stolba, Werner Brannath e Susanne Binder

Objetivo: Comparar sistemas de 25 versus 20 gauge em vitrectomia via pars plana em um estudo controlado prospectivo de distribuição alteatória.
Métodos: Vitrectomia via pars plana de três vias feita em 60 pacientes, dois grupos. Avaliações realizadas pré-operatoriamente, intra-operatoriamente, primeiro e terceiro dia pós, 1 semana, 1 e 3 meses pós.
Principal parâmetro de evolução: tempo de cirurgia dividido em duração da abertura da ferida cirúrgica, vitrectomia, manipulação retínica e fechamento da ferida.
Resultados: A duração total da cirurgia não mostrou diferença significante entre os grupos (p=0,67). O grupo 25 gauge mostrou tempo de duração de abertura(p<0,001) e fechamento (p<0,001) da ferida e significantemente menores. Em contraste, a duração da vitrectomia foi significantemente maior no grupo 25 gauge (p<0,001). Injeção conjuntival e dor pós operatória subjetiva foram significantemente menores no grupo 25 gauge (p<0,001).
Conclusão: O sistema de vitrectomia de 25 gauge ofereceu melhora significativa no conforto do paciente durante a primeira semana pós-operatória. As aberturas cirúrgicas menores facilitaram a recuperação da ferida minimizando a dor. A duração da cirurgia foi comparável entre os dois sistemas, o menor tempo necessário para a abertura e fechamento da ferida no grupo 25 gauge foi eqüalizado pela maior duração da vitrectomia. Iluminação e manipulação retínica intra-operatórias causaram mais dificuldades cirúrgicas usando o sistema de 25 gauge.

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  Laboratory science - scientific reports

Expressão do p27 (KIP1) e D1-ciclina e proliferação celular em pterígio humano
Satoru Kase, Shuji Takahashi, Izuru Sato, Katsuya Nakanishi, Kazuhiko Yoshida e Shigeaki Ohno

Objetivo: O pterígio é o crescimento, na córnea, de um tecido fibrovascular contínuo com a conjuntiva. Os mecanismos de proliferação celular do pterígio são desconhecidos. O objetivo deste estudo é analisar a histopatologia e a expressão de moléculas relacionadas com o ciclo-celular em tecidos com pterígio.
Métodos: Sete pterígios foram cirurgicamente removidos usando a técnica de esclera-nua, e três espécimes de conjuntiva bulbar foram também obtidos. Tecidos fixados em formalina, embebidos em parafina foram analisados por imunohistoquímica com anticorpos anti-p27 (KIP1), D1-ciclina, e KI67.
Resultados: O epitélio conjuntical consistiu de algumas camadas de células redondas com poucas células produtoras de muco (goblet-cells). Imunoreatividade nuclear para p27 (KIP1) foi observada em muitas células de epitélio normal, onde núcleos de D1-ciclina e KI67-positivo se misturavam. Uma variedade de células secretoras de muco foram localizadas na camada superficial da cabeça do pterígio bem como nas camadas do epitélio do corpo. Algumas células epiteliais dos pterígios foram p27(KIP1)-positivas, enquanto imunoreatividade nuclear para p27(KIP1), D1-ciclina, e KI67 foi dificilmente detectada no estroma do pterígio.
Conclusão: Sugerimos que o crescimento e desenvolvimento do pterígio esteja associado com a proliferação do epitélio, que está possivelmente envolvido com a expressão de moléculas relacionadas ao o ciclo celular.

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  Laboratory science - extended reports

Polimorfismos do gene do receptor tipo-pedágio 3 em pacientes Japoneses com síndrome de Stevens-Johnson
Mayumi Ueta, Chie Sotozono, Tsutomu Inatomi, Kentaro Kojima, Kei Tashiro, Junji Hamuro e Shigeru Kinoshita

Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e necrólise tóxica da epiderme (NTE) são doenças muco-cutâneas de curso agudo induzidas por agentes infecciosos e/ou drogas desencadeantes. Dada a associação entre o aparecimento de SSJ/NTE e infecções, nós consideramos a possibilidade de haver associação entre SSJ/HTE e uma desordem inata da resposta imune. A primeira linha de defesa contra infecção é composta por grupos de moléculas evolutivamente conservadas, os receptores tipo-pedágio (RTPs). RTP3 reconhece RNA de dupla-fita associados a infecções virais.
Métodos: Data-base do Estudo Japonês de Polimorfismos do Nucleotídeo Isolado (EJPNI) relada 7 polimorfismos, consistindo de 7 polimorfismos de nucleotídeo isolado (PNI) no gene RTP3 humano; 3 dos 7 PNI são codificados em regiões de éxons, isto é, 293248A/G, 293391A/G e 299698T/G, os outros 4 são codificados em regiões de íntrons, isto é, 294440G/C, 294732C/T, 208036T/C e 298054C/T. Nós analisamos estes 7 PNI em 57 pacientes japoneses com SSJ/NTE com complicações de superfície ocular e 160 controles japoneses saudáveis.
Resultados: Descobrimos que o PNI 299698T/G e o padrão de genótipo de 293248A/A e 299698T/T associaram-se fortemente com SSJ/NTE.
Conclusão: Nossos resultados sugerem que polimorfismos no gene RTP3 podem estar associados com SSJ/NTE na população Japonesa.

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Mapeamento do desequilíbrio na ligação de escala fina na região do fator de complemento H do gene em degeneração macular relacionada à idade
Sarah Ennis, Srini Goverdhan, Angela J Cree, Josephine Hoh, Andrew Collins e Andrew J. Lotery

Introdução: Resultados de um estudo inicial da associação do fator de complemento H (FCH) na região do gene, usando uma nova metodologia que emprega um mapeamento do desequilíbrio de ligação genética de alta resolução para estimar o ponto de localização para uma mutação casual são apresentados.
Métodos: Painel de dados de casos controle de um genoma de amplo polimorfismo de um nucleotídieo (SNP) de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) foi utilizado para identificar o intervalo alvo a ser genotipado na maior densidade em um segundo painel independente. O padrão do desequilíbrio de ligação (DL) e duplicações segmentares ao longo desta região foram descritos detalhadamente.
Resultados: Nossos dados são consistentes com outros estudos em que forte associação entre a variante Y402H e DMRI é observada. Contudo, o composto da análise de afinidade que combina a associação dos dados de todos SNPs na região e utiliza localizações genéticas em um mapeamento de alta resolução do DL fornece um ponto de localização para uma variante causal entre os exons 1 e 2 do gene CFH.
Conclusões: Nossos achados implicam que, além da variante Y402H largamente descrita, há pelo menos uma ou, mais provavelmente, várias outras mutações no gene CFH que determinam a manifestação da doença em DMRI.

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Presença e fenótipo de células dendríticas em melanoma uveal
Marta E Polak, Nicola J Borthwick, Penny Johnson, John L Hungerford, Bernie Higgins, Silvana Di Palma, Martine Johanna Jager e Ian A Cree

Melanoma uveal cresce em local imuno-privilegiado e pode somar-se ao ambiente imuno-suprimido. Estudos prévios em melanoma cutâneo têm demonstrado a presença de células dendríticas tolerogênicas (DC) que poderiam exercer um importante papel na progressão do tumor. Neste estudo, examinamos a presença e o estado funcional de DC no melanoma uveal. Examinamos 10 casos de melanoma uveal quato a expreção de FXIIIa, CD68, HLA-DR, CD40, CD83, TGFßR1 e indolamina 2, 3 dioxigenage (IDO) por imunohitoquímica em espécimes embebidos em parafina. Macrófagos CD68-positivos estavam presentes em todos os tumores e estavam uniformemente distribuídos. Células dendríticas expressando FXIIIa+ foram vistas em 7 dos 10 casos e foram freqüentemente observadas em focos concentrados dentro da massa tumoral. Estas células eram dendríticas e expressavam altos níveis de HLA-DR. As DC não expressaram os marcadores de maturação CD83 ou CD40. Em um caso a concentração de DCs em volta de uma área de necrose tumoral foi observada, e algumas destas células expressaram CD83. Numerosas células apresentadoras de antígeno podem exercer um papel na imuno-supressão ocular relacionada ao melanoma, apesar da ativação de DC poder estar associada à necrose tumoral.

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