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Clinical science - scientific reports
Influência do envelhecimento nos defeitos de campo visual secundários a lesões estáveis
Thiemo Rudolph e Lars Frisen Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Necessidade de assistência formal e informal entre idosos com baixa de visão
Kathleen M Ke, Anne-Marie Montgomery, Michael Stevenson, Ciaran E O'Neill e Usha Chakravarthy Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Resultados de dez anos de acompanhamento de pacientes recentemente diagnosticados com glaucoma: mortalidade e função visual
Tarun Sharma e John Salmon Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Comparação entre os índices globais da Perimetria Automatizada Medmont e o Analisador de Campo Visual Humphrey
John A Landers, Alok Sharma, Ivan Goldberg e Stuart L Graham Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Relação entre alelos HLA-DRB1, Neurite Óptica e risco de desenvolvimento de Esclerose Múltipla em pacientes irlandeses
Ismail A Tuwir, Ciaran Dunne, John Crowley, Tarik Saddik, Ray Murphy e Lorraine Cassidy Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Neuropatia óptica por óleo de silicone é causada apenas por alta pressão intraocular? Um modelo semi-biológico
Pascal Bruno Knecht, Peter Groscurth, Urs Ziegler, Hubert R Laeng, Gregor P Jaggi e Hanspeter Esriel Killer Portuguese Abstract English Abstract English Full text
A pequena sombra – Um equivalente monocular ao fenômeno estéreo de Pulfrich
Lars Frisén Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Autofluorescência de nevo coroidal e melanoma
Daniel Lavinsky, Rubens N Belfort, Eduardo V Navajas, Virginia Torres, Maria Cristina Martins e Rubens Belfort Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Custo da doença, baixa visual e utilização do seguro de saúde em pacientes com degeneração macular relacionada à idade: resultados
de um estudo populacional em corte transversal no Reino Unido envolvendo cinco países
Andrew J Lotery, Xiao Xu, Gergana Zlatava e Jane Loftus Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Contaminação bacteriana das soluções oftálmicas usadas em um posto de saúde
Danny H.-Kauffmann Jokl, Gary P. Wormser, Neil S. Nichols, Marisa A. Montecalvo e Carol L. Karmen Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Envolvimento ocular nas crianças com esclerodermia localizada: estudo multicêntrico
Maria Elisabetta Zannin, Giorgia Martini, Balu H Athreya, Ricardo Russo, Gloria C Higgins, Fabio Vittadello, Maria Giannina
Alpigiani, Mariolina Alessio, Mauro Paradisi, Patricia Woo e Francesco Zulian Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Cirurgia de catarata com facoemulsificação realizada por residentes da Escola Médica de Nova Jersey
Neelakshi Bhagat, Nicholas Nissirios, Lindsay Potdevin, Jacob Chung, Paul Langer, Marco Zarbin, Robert Fechtner, Suquin Guo,
David Chu e Paul Lama Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Clinical science - extended reports
“Não respondedores” à terapia com Bevacizumab (Avastin) em lesões neovasculares de coróide
Anja Lux, Helene Llacer, Florian M.A. Heussen e Antonia M. Joussen Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Eficácia e segurança de múltiplas injeções intravítreas de triancinolona para edema macular diabético refratário
Mark C Gillies, Amirul Islam, Meidong Zhu, Jörgen Larsson e Tien Yin Wong Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Incidência de descolamento de retina após cirurgia macular: estudo retrospectivo de 634 casos
Alexandre Guillaubey, Laure Malvitte, Pierre Olivier Lafontaine, Isabelle Hubert, Alain Bron, Jean Paul Berrod e Catherine
Creuzot-Garcher Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Detecção precoce do glaucoma por meio de um novo teste de campo visual computadorizado em 3-D
Paul P Nazemi, Wolfgang Fink, Alfredo A Sadun, Brian A Francis e Don S Minckler Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Estrabismo horizontal comitante: uma perspectiva asiática
Audrey Chia, Lipika Roy e Linley Seenyen Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Terapia modificadora da resposta biológica da uveíte refratária na Infância
Micheal J Gallagher, Karina Quinones, Rene A Cervantes-Castañeda, Taygan Yilmaz e C Stephen Foster Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Desempenho do teste de rastreio “Frequency Doubling Technology 24-2-5” para detecção de glaucoma: um estudo prospectivo
Paul GD Spry, John M Sparrow e Hussin M Hussin Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Farmacocinética da vancomicina, após injeção intracameral “em bolo”, em pacientes submetidos à cirurgia de catarata por facoemulsicação
Conor C Murphy, Steven Nicholson, Say Aun Quah, Timothy Neal, Mark Batterbury e Stephen B Kaye Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Administração intravenosa de clonidina reduz a pressão intraocular e altera o fluxo sangüíneo ocular
Günther Weigert, Hemma Resch, Alexandra Luksch, Herbert A Reitsamer, Gabriele Fuchsjäger-Mayrl, Leopold Schmetterer e Gerhard
Garhöfer Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Impacto da cirurgia de catarata na qualidade de vida de pacientes de casas de idosos
Cynthia Owsley, Gerald McGwin, Kay Scilley, Gloria Christine Meek, Deidre Seker e Allison Dyer Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Novo índice pressão-córnea (IPC) no glaucoma
Milko E Iliev, Alexander Meyenberg, Ernst Buerki, George Shafranov e M. Bruce Shields Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - scientific reports
Espectro de transmissão das LIOs expresso como idade virtual
Dirk van Norren e Jan van de Kraats Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Expressão do receptor de eritropoietina em membrana epirretínica humana na retinopatia diabética proliferativa
Satoru Kase, Wataru Saito, Kazuhiro Ohgami, Kazuhiko Yoshida, Naoki Furudate, Akari Saito, Masahiko Yokoi, Manabu Kase e Shigeaki
Ohno Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Análise do óleo de silicone emulsificado RMN-3 (Oxane HD) por ressonância nuclear magnética
Paul John Tomlins, Malcolm GL Woodcock, Neil Spencer e Graham R Kirkby Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Efeito protetor do agonista sigma pre-084 na retina do rato
Giuseppina Cantarella, Claudio Bucolo, Giulia Di Benedetto, Salvatore Pezzino, Laurence Lempereur, Rosa Calvagna, Silvia Clementi,
Piero Pavone, Lucia Fiore e Renato Bernardini Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Laboratory science - extended reports
Expressão reduzida de Autotaxina prediz sobrevida no melanoma uveal
Arun D. Singh, Karen Sisley, Yaomin Xu, Jianbo Li, Pieter Faber, Sarah J. Plummer, Hardeep S. Mudhar, Ian G. Rennie, Patricia
M. Kessler, Graham Casey e Bryan G. Williams Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Pars planite está associada ao aumento na freqüência de células T CD57 memória-efetoras
Miguel Pedroza-Seres, Marisela Linares, Stephanie Voorduin, Enrique Rojas-Ramos, Ricardo Lascurain, Yonathan Garfias e Maria
C Jimenez-Martinez Portuguese Abstract English Abstract English Full text
O modelo vascular retínico único em marsupiais: perspectivas estruturais, funcionais e evolutivas baseadas em observação em
uma variedade de espécies
Paul G McMenamin Portuguese Abstract English Abstract English Full text
Expressão do fator indutor de hipóxia em células do EPR humano
Farzin Forooghian, Rozita Razavi e Lee Timms Portuguese Abstract English Abstract English Full text
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Clinical science - scientific reports
Influência do envelhecimento nos defeitos de campo visual secundários a lesões estáveis Thiemo Rudolph e Lars Frisen
Introdução: O conhecimento sobre o efeito do envelhecimento nos defeitos de campo visual é muito escasso. Métodos: Examinados os prontuários de 28 pacientes com alteração leve a moderada no campo visual após cirurgia para tumor de hipófise
acompanhados por longo período de tempo. Nenhum paciente apresentou recorrência tumoral ou complicações. Todos tinham lesões
estáveis isoladas do quiasma. O acompanhamento variou de 4 a 18 anos (mediana: 9 anos). Com uso de perimetria de alta resolução,
analisamos os resultados nos quadrantes temporal superior e nasal superior. Os primeiros normalmente apresentam dano enquanto
os últimos são menos afetados. Foram considerados apenas os resultados de um olho por paciente. Estabilidade de fixação e
reprodutibilidade foram uniformemente aceitáveis. Resultados: As medidas dos valores dos quadrantes nasais permaneceram praticamente constantes durante todo o período de acompanhamento.
Os resultados dos quadrantes temporais (T) foram comparados aos dos quadrantes nasais (N) pelo cálculo das razões T/N, que
foram individualmente avaliados durante os períodos de acompanhamento. Assim, cada paciente foi o seu próprio controle. A
maioria absoluta dos coeficientes de regressão (25 de 28) não diferiram significativamente de 0. Conclusões: A taxa de perda de canais neurais relacionada à idade parece ser idêntica em áreas normais e anormais do campo visual em
indivíduos com lesões estáveis do quiasma.
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Necessidade de assistência formal e informal entre idosos com baixa de visão Kathleen M Ke, Anne-Marie Montgomery, Michael Stevenson, Ciaran E O'Neill e Usha Chakravarthy
Objetivo: Examinar os determinantes da necessidade de assistência formal e informal entre idosos com DMRI. Desenho de estudo: Estudo transversal hospitalar. Cenário: Hospital clínica de olhos na Irlanda do Norte. Participantes: 284 pessoas de 50 anos ou mais.
Principais medidas de resultado: Participantes foram questionados sobre sua assistência, adaptações para a vida, habilidade
de assistência própria relacionada à visão e necessidade, relacionada à visão, de ser mais cuidadoso no desempenho de atividades
diárias. Resultados: A porcentagem de idosos que recebem assistência formal e informal aumentou com a magnitude da baixa visual. 34,9% e 37,3%
daqueles sem baixa visual receberam assistência formal e informal, respectivamente, comparados a 51,6% e 69,9% dos com baixa
visual moderada e 55,6% e 88,9% dos com baixa visual grave. Três fatores (idade, acuidade visual melhor corrigida para longe
no melhor olho e morar só) foram preditores significantes (p < 0,05) da necessidade de assistência. A probabilidade de uma
pessoa necessitar de assistência formal subiu com o aumento da idade, gravidade da baixa visual e o fato de morar só. Há uma
relação aproximada de 1 para 1 entre idade e acuidade visual tal que uma diferença em uma linha de visão é equivalente a aproximadamente
um ano de vida para o indivíduo afetado em termos de impacto na probabilidade de necessidade de assistência. Conclusões: Necessidade de assistência é influenciada por idade, acuidade visual no melhor olho e adaptações para a vida. Estes achados
questionam a validade da prática atual de definir a necessidade de serviços estatutários baseados apenas na acuidade visual.
Estes dados podem ter implicações para análise de custos no desenvolvimento de novas terapêuticas para degeneração macular.
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Resultados de dez anos de acompanhamento de pacientes recentemente diagnosticados com glaucoma: mortalidade e função visual Tarun Sharma e John Salmon
Objetivos: Determinar a mortalidade em dez anos de pacientes com diagnóstico de glaucoma crônico de ângulo aberto e a progressão da
perda de campo visual entre os sobreviventes de um grupo de pacientes seguido por dez anos. Método: Dos 436 pacientes examinados em uma clínica de referência para glaucoma entre julho 1994 e dezembro 1995 o diagnóstico de
glaucoma crônico de ângulo aberto foi feito em 65. Os resultados dos 57 pacientes que foram tratados no hospital do olhos
de Oxford foram avaliados dez anos depois do diagnóstico. As causas de morte foram obtidas dos prontuários dos clínicos gerais
e dos certificados oficiais de morte. A probabilidade de morte foi analisada usando uma curva da sobrevivência de Kaplan-Meier.
O campo visual de cada olho dos sobreviventes foi classificado usando uma escala de severidade dividida em nove estágios.
O resultado visual foi determinado na avaliação de dez anos de acompanhamento. Resultados: Dezessete pacientes (29,8%) morreram durante o período de dez anos de acompanhamento, incluindo nove por doença cardiovascular.
A idade média na primeira consulta dos que morreram era de 76,4 anos (+ 9,7) comparados a 69,5 anos (+ 10,9) para os sobreviventes
(P=0,029). Usando a classificação de severidade de dano do campo visual em nove estágios, 42 olhos (52,5%) não se deterioraram,
30 olhos (37,5%) apresentaram deterioração de estágio 1, sete olhos (8,75%) de estágio 2 e um olho (1,25%) maior que estágio
3 no período de dez anos. O tempo médio da primeira detecção de deterioração de estágio 1 foi de 8,51 anos (IC de 7,92-9,10
anos). A PIO média era de 25,6 mmHg + 5,8) na primeira consulta e 15,7 mmHg (+ 3,0) ao final de dez anos. Conclusões: Aproximadamente dois terços dos pacientes com glaucoma ainda estarão sob cuidado dez anos após a primeira consulta. Na maioria
dos pacientes glaucomatosos brancos e idosos o objetivo de impedir a baixa visual dez anos após o diagnóstico é alcançável.
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Comparação entre os índices globais da Perimetria Automatizada Medmont e o Analisador de Campo Visual Humphrey John A Landers, Alok Sharma, Ivan Goldberg e Stuart L Graham
Introdução/Objetivos: O Analisador de Campo Visual Humphrey II (HFA) e a Perimetria Automatizada Medmont (MAP) são dois perímetros comumente utilizados
na Austrália. Cada um deles descreve o campo visual com valores numéricos chamados “índices globais", porém esses valores
não são intercambiáveis entre os dois aparelhos. Este estudo foi desenhado para comparar diretamente os índices globais dos
campos visuais do HFA e MAP. Métodos: Sessenta e três indivíduos com suspeita de glaucoma, hipertensos oculares, glaucomatosos ou normais-controles foram recrutados
seletivamente. Cada paciente foi testado com o MAP e HFA. Em seguida, foi feita comparação entre os índices globais dos dois
aparelhos “Mean Deviation (MD)” e “Pattern Standard Deviation (PSD)” para HFA e “Average Defect (AD)” e “Pattern Defect (PD)”
para MAP. Resultados: Os resultados do MD e PSD foram fortemente correlacionados aos do AD e PD, respectivamente. A relação entre eles pode ser
descrita como duas equações polinomiais: AD = 0,94 + 1,31 (MD) + 0,02 (MD) <SUP> 2 </ SUP> e PD = 2,21(PSD) - 0,05 (PSD) <SUP>
2 </ SUP> - 0,006. Estas relações não lineares podem representar o resultado de diferenças no método testado (espectro do
estímulo de teste, número de locais testados ou luminância do fundo) ou diferenças na forma como cada índice global é calculado. Conclusões: Os resultados do AD e PD obtidos a partir do MAP podem ser substituídos pelo MD e PSD do HFA após conversão adequada.
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Relação entre alelos HLA-DRB1, Neurite Óptica e risco de desenvolvimento de Esclerose Múltipla em pacientes irlandeses Ismail A Tuwir, Ciaran Dunne, John Crowley, Tarik Saddik, Ray Murphy e Lorraine Cassidy
Introdução/Objetivo: Investigar o papel do complexo de histocompatibilidade principal (CHP) em pacientes irlandeses com neurite óptica (NO) e
determinar se genótipos HLA-DRB1 são fatores de risco para o desenvolvimento de esclerose múltipla (EM) em pacientes com NO.
Métodos: 78 pacientes com diagnóstico clínico de neurite óptica aguda foram tipados para genótipos HLA-DRB1. Todos os pacientes foram
caucasianos e tinham ascendência irlandesa. Todos os pacientes foram submetidos à ressonância magnética (RM) cérebral e dos
nervos ópticos com duas a três semanas de apresentação e foram encaminhados a um neurologista, se achados da RM fossem consistentes
com diagnóstico de esclerose múltipla de acordo com os critérios 1 de McDonald. Alelos HLA-DRB1 e fenótipos de 78 pacientes
portadores de NO foram comparados a 250 doadores de medula óssea saudáveis. Resultados: A chance de encontrar um DRB1*15 positivo entre pacientes NO/EM positivos foi 3,4 vezes maior que encontrar um paciente DRB1*15
positivo entre o subgrupo NO/EM negativo e o risco relativo foi 1,79. O número de mulheres foi significativamente maior no
subgrupo NO/EM positivo quando comparado ao grupo EM negativo. Nenhuma diferença no perfil de idade foi detectada entre pacientes
NO/EM positivos e NO/EM negativos ou entre homens e mulheres portadores de NO. Não foram identificadas associações de sexo
ou HLA-DRB1 para pacientes com NO EM negativos. Sexo feminino foi significativamente mais encontrado entre pacientes NO/EM
positivos com p = 0,0053. Conclusões: DRB1*15 é um fator predisponente significante para NO. Este estudo de coorte também proveu uma oportunidade de avaliar a
relação entre genótipo HLA e o risco de desenvolvimento de EM. Os achados deste estudo indicam que irlandeses com neurite
óptica e HLA DRB1*15 positivo têm maior risco que HLA DRB1*15 negativo de apresentar achados indicativos de esclerose múltipla
à RM. Além disso, este estudo também demonstrou que sexo feminino é um fator de risco para o desenvolvimento de esclerose
múltipla na população irlandesa.
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Neuropatia óptica por óleo de silicone é causada apenas por alta pressão intraocular? Um modelo semi-biológico Pascal Bruno Knecht, Peter Groscurth, Urs Ziegler, Hubert R Laeng, Gregor P Jaggi e Hanspeter Esriel Killer
Introdução: Óleo de silicone é usado para reparo de descolamentos de retina complicados. Catarata, glaucoma e disfunção endotelial corneal
são as complicações mais freqüentes do óleo de silicone. Estudos clínicos e histopatológicos revelaram que o óleo de silicone
pode penetrar no nervo óptico e cérebro. O mecanismo pelo qual o óleo de silicone se move do meio intraocular para dentro
do nervo óptico ainda permanece sob debate. A fim de obter informações a cerca do efeito isolado da pressão intraocular, executamos
um estudo histológico e experimental post-mortem para determinar se a penetração do óleo de silicone no nervo óptico pós-vitrectomia
é um fenômeno puramente relacionado à pressão. Embora um estudo post-mortem exclua processos fisiológicos, serve como um modelo
para o estudo de forças puramente físicas em estruturas “biológicas”. Métodos: O estudo foi realizado em vinte olhos humanos com seus nervos ópticos aderidos. Todos os espécimes foram coletados de pacientes
sem doença ocular. O corpo vítreo foi removido com uma seringa e o globo preenchido com óleo de silicone. Um marcador lipofílico
fluorescente (Bodipy) foi adicionado em oito olhos. A pressão intraocular média pós-óleo de silicone foi de 40 mmHg e o globo
permaneceu sob essa pressão por mais de 16 semanas. Os olhos e nervos ópticos foram marcados com hematoxilina e eosina e examinados
com microscopia óptica, em fase-contraste e fluorescente. Resultados: Nenhum dos vinte espécimes examinados mostrou óleo de silicone na porção retrolaminar do nervo óptico. Conclusões: Não fomos capazes de demonstrar migração de óleo de silicone para dentro do nervo óptico em estudo post-mortem humano. Concluímos
que outros fatores, tais como dano glaucomatoso pré-existente na região do disco e/ou mecanismos de transporte ativo, possam
estar envolvidos no desenvolvimento de neuropatia óptica associada ao óleo de silicone.
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A pequena sombra – Um equivalente monocular ao fenômeno estéreo de Pulfrich Lars Frisén
Introdução: O fenômeno de Pulfrich é uma dismetropsia estéreo dinâmica atribuída a uma assimetria de condução nervosa entre os olhos.
O fenômeno pode surgir espontaneamente com doença ocular e neurológica e pode ser induzido em pessoas normais através da colocação
de filtro de luz diante de um olho. Por analogia, é esperado que uma variação localizada de iluminância retínica no olho deve
afetar a percepção de alvos móveis. Métodos: Uma tela de exposição quadrada rotatória foi gerada por computação gráfica. O quadrado interno possuía brilho branco, o externo,
cinza claro. Luminâncias, taxa de rotação e tamanhos angulares foram variados. Resultados: Em rotação, o quadrado externo mais fraco pareceu vir atrás do interno, mais brilhante, como uma pequena sombra. O intervalo
foi medido quantitativamente em observadores normais através da aplicação de um condutor compensatório ao quadrado. A magnitude
do intervalo foi dependente da luminância, taxa de rotação e ângulo visual. Atrasos excedendo 10° foram observados sob
condições ótimas. Conclusões: Os resultados experimentais confirmam a existência de um equivalente monocular ao fenômeno binocular de Pulfrich. Distorções
de imagens móveis são capazes de ocorrer espontaneamente com defeitos localizados de campo visual monocular.
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Autofluorescência de nevo coroidal e melanoma Daniel Lavinsky, Rubens N Belfort, Eduardo V Navajas, Virginia Torres, Maria Cristina Martins e Rubens Belfort
Introdução: Descrever padrões de autofluorescência de lesões melanocíticas coroidais usando o sistema “Heidelberg Retinal Angiograph
2” (HRA2). Métodos: Vinte pacientes com lesões melanocíticas coroidais foram submetidos a exame oftalmológico, fotografia do fundus, autofluorescência
e tomografia de coerência óptica (OCT). Exames patológicos foram realizados em um olho enucleado com um extenso melanoma coroidal.
Resultados: Quinze pacientes tiveram nevo coroidal e cinco tiveram melanoma maligno de coróide (um tumor pequeno, um médio e três grandes).
Nevos coroidais não mostraram qualquer padrão característico de autofluorescência, embora alterações secundárias do epitélio
pigmentar da retina (EPR), como drusas e descolamentos do EPR, aparecessem como leves hiperautofluorescências em dois pacientes.
Apenas os pequenos melanomas malignos tiveram pigmentação alaranjada proeminente, embora todos os melanomas tivessem um intenso
sinal confluente de autofluorescência sobre as lesões. Patologia de um extenso melanoma maligno revelou lipofucsina sob o
EPR.
Conclusão: A maioria dos nevos não apresentou características hiperautofluorescentes, porém melanomas coroidais pareceram ter um padrão
de hiperautofluorescência confluente. Portanto, autofluorescência pode ser uma ferramenta não invasiva útil para avaliar lipofucsina
em lesões coroidais pigmentadas, podendo contribuir para o diagnóstico de malignidade. Esta hipótese, contudo, precisa ser
confirmada por estudos prospectivos maiores.
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Custo da doença, baixa visual e utilização do seguro de saúde em pacientes com degeneração macular relacionada à idade: resultados
de um estudo populacional em corte transversal no Reino Unido envolvendo cinco países Andrew J Lotery, Xiao Xu, Gergana Zlatava e Jane Loftus
Introdução/objetivos: Dados quantitativos com respeito ao impacto da degeneração macular relacionada à idade associada à neovascularização (NV-DMRI)
em indivíduos e sociedade são pré-requisitos para se tomar decisões racionais quando tratamentos alternativos da doença são
avaliados. Métodos: Setenta e cinco pacientes com NV-DMRI bilateral e 91 idosos sem DMRI (controles) foram analisados independentemente em um
estudo populacional observacional em corte transversal. Pacientes completaram uma pesquisa por telefone incluindo o “National
Eye Institute Visual Function Questionnaire” (NEI-VFQ-25), o “EuroQol” (EQ-5D), a escala hospitalar de ansiedade e depressão
(HADS), história de quedas e utilização de recursos de saúde. Resultados: Pacientes com NV-DMRI reportaram bem-estar relacionado à visão substancialmente pior, incluindo pontuações de depressão mais
altas que em controles, após ajuste por idade, sexo e comorbidades (principais pontuações ajustadas: NEI-VFQ-25 total 52,7
vs. 90,7, P<0,0001; EQ-5D 0,67 vs. 0,77, P=0,0273; HADS para depressão 6,8 vs. 4,0, P=0,0026). Houve necessidade significativamente
maior de assistência em atividades diárias nos pacientes comparados aos controles (25,3% vs. 6,6%, P=0,003). Custos totais
anuais da utilização de cuidados à saúde foram mais que sete vezes maior nos pacientes comparados aos controles (£3823,89
vs. £517,05, respectivamente; P<0,0001). Conclusões: Pacientes com NV-DMRI mostraram declínio significante na qualidade de vida e aumento da necessidade de assistência diária
comparados à população controle sem DMRI. Com a disponibilidade de novas terapias efetivas, há necessidade de acesso precoce
ao tratamento.
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Contaminação bacteriana das soluções oftálmicas usadas em um posto de saúde Danny H.-Kauffmann Jokl, Gary P. Wormser, Neil S. Nichols, Marisa A. Montecalvo e Carol L. Karmen
Objetivos: Avaliar a freqüência da contaminação de soluções oftálmicas em um posto de saúde e descrever as características das soluções
contaminadas. Métodos: Cento e vinte três soluções oftálmicas usadas no tratamento de pacientes foram cultivadas para bactérias. Os resultados da
cultura foram analisados de acordo com: classe terapêutica da solução, tempo de uso do frasco e aparência do frasco na inspeção
visual. Resultados: Dez (8%) das 123 soluções de dosagem múltipla estavam contaminadas com bactérias: 4 (50%) das 8 soluções anti-inflamatórias
contendo corticosteróides, 2 (33%) das 6 soluções anti-inflamatórias contendo combinações de antimicrobiano e corticosteróide,
2 (6%) de 34 soluções para o tratamento de glaucoma e 2 (4%) de 57 medicações para olho seco. Nenhuma das soluções midriáticas,
mióticas ou antimicrobianas sem-combinações estavam contaminadas. Proteus mirabilis foi identificado em 8 (80%) das 10 soluções
contaminadas. Somente 30% dos frascos das soluções contaminadas foram classificados como frascos sujos à inspeção visual.
Nem o tempo de uso da solução nem a aparência dos frascos foram confirmados como fatores predisponentes à contaminação. Conclusões: Oito por cento das soluções utilizadas em um posto de saúde estavam contaminadas com bactérias, mais freqüentemente por Proteus
mirabilis. Comparado às soluções que não contêm corticosteróides, as soluções com corticosteróides foram 5,8 vezes mais vulneráveis
à contaminação (RR = 5,84, 95 IC: 2,42-14,10, p<0,002). A contaminação freqüente durante a reutilização de soluções oftálmicas
contendo corticosteróides levanta a questão: as soluções de uso único deveriam ser preferidas para estas e outras classes
de drogas de uso ocular?
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Envolvimento ocular nas crianças com esclerodermia localizada: estudo multicêntrico Maria Elisabetta Zannin, Giorgia Martini, Balu H Athreya, Ricardo Russo, Gloria C Higgins, Fabio Vittadello, Maria Giannina
Alpigiani, Mariolina Alessio, Mauro Paradisi, Patricia Woo e Francesco Zulian
Introdução: A maioria da documentação disponível na literatura sobre envolvimento ocular na esclerodermia localizada (EL) são descrições
de relatos de casos de pacientes adultos. Relatamos a freqüência e características específicas do envolvimento ocular em um
grande estudo de cohorte de crianças com EL Juvenil (ELJ). Métodos: Os dados de um grande estudo multicêntrico multinacional de crianças com ELJ foram usados para analisar informações específicas
do envolvimento ocular nesta enfermidade. Resultados: Vinte e quatro de 750 pacientes (3,2%) apresentaram envolvimento ocular significativo. Dezesseis eram mulheres e 8, homens.
Dezesseis pacientes (66,7%) apresentavam esclerodermia em “golpe de sabre” (ECDS) na face, 5 (20,8%) sub-tipo linear (ES),
2 (8,3%) morféa generalizada (MG) e 1 (4,2%) morféa em placa (MP). Dos 24 pacientes com manifestações oculares, 10 (41,7%)
relataram anormalidade dos anexos (pálpebras e cílios), 7 (29,2%) inflamação do segmento anterior (5 casos de uveíte anterior
e 2 de episclerite) e 3 anormalidades relacionadas ao sistema nervoso central. Quatro pacientes apresentavam achados simples
como estrabismo paralítico (1), pseudopapiledema (1) e erros refrativos (2). Outras manifestações extra-cutâneas, na maior
parte neurológicas, foram detectadas em um número significativamente mais elevado nos pacientes com envolvimento ocular.
Conclusões: Anormalidades oculares não são incomuns nos pacientes com ELJ, especialmente no subtipo ECDS. Elas são freqüentemente associadas
ao envolvimento de outros órgãos internos, particularmente do sistema nervoso central. Exame ofltalmológico cuidadoso é recomendado
para cada paciente com ELJ e é obrigatório nos casos com lesões de pele na face e/ou acometimento neurológico concomitante.
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Cirurgia de catarata com facoemulsificação realizada por residentes da Escola Médica de Nova Jersey Neelakshi Bhagat, Nicholas Nissirios, Lindsay Potdevin, Jacob Chung, Paul Langer, Marco Zarbin, Robert Fechtner, Suquin Guo,
David Chu e Paul Lama
Objetivos: Descrever as complicações relacionadas à cirurgia de catarata executada pela técnica de facoemulsificação pelos residentes
do terceiro ano de oftalmologia da Escola Médica de Nova Jersey, treinados para realizar a facoemulsificação sem nenhuma experiência
prévia com a extração extracapsular do cristalino.
Tipo de estudo: retrospectivo observacional de série de casos. Método: Foi realizada revisão retrospectiva dos prontuários de 755 pacientes submetidos à cirurgia de catarata por residentes do terceiro
ano entre julho de 2000 e junho de 2005. Os detalhes das complicações intra-operatórias (ruptura da cápsula posterior do cristalino,
perda vítrea, subluxação de fragmentos cristalinianos para o vítreo, casos de conversão para cirurgia extra-capsular, descolamento
de retina, hemorragia vítrea e coroidal) dos casos feitos pela técnica de facoemulsificação foram registrados. Os resultados
foram analisados e comparados às taxas de complicações relatadas por outros programas de residência e por oftalmologistas
experientes. Resultados: De 755 cirurgias de catarata, 719 foram executadas usando a técnica do facoemulsificação. O rompimento da cápsula posterior
do cristalino ocorreu em 48 (6,7%), perda vítrea em 39 (5,4%) e deslocamento de fragmentos lenticulares para o vítreo em 7
(1,0%) de 719 casos submetidos à facoemulsificação. A lensectomia via pars plana subseqüente foi requerida em 5 (0,7%) dos
casos; em 1 caso (0,1%) observou-se descolamento de retina e descolamento coroidal hemorrágico.
Conclusões: Os residentes podem executar facoemulsificação com taxa muito baixa de complicações mesmo sem treinamento prévio com a técnica
extra-capsular de extração da catarata.
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Clinical science - extended reports
“Não respondedores” à terapia com Bevacizumab (Avastin) em lesões neovasculares de coróide Anja Lux, Helene Llacer, Florian M.A. Heussen e Antonia M. Joussen
Objetivo: Determinar as características dos pacientes não responsivos ao tratamento de neovascularização coroidal (NVC) com bevacizumab
intravítreo. Métodos: Quarenta e três pacientes com perda visual por degeneração macular relacionada à idade (DMRI) neovascular (44 olhos) submetidos
à injeção intravítrea de
1,25 mg (0,05 ml) de bevacizumab foram acompanhados a cada 4 semanas por 2, 3 ou 6 meses. Reinjeções foram realizadas quando
vazamento persistente na NVC foi determinado pela angiografia fluoresceínica e edema retínico foi estimado por tomografia
de coerência ótica (OCT). Não-respondedores foram definidos como aqueles pacientes que tiveram a acuidade visual reduzida
ou estável ao final da última avaliação. Resultados: Quarenta e cinco por cento dos pacientes foram não-respondedores. Neste grupo o tamanho da NVC inicial foi significativamente
maior que nos respondedores. Capacidade de leitura inicial foi significativamente menor nos não-respondedores, porém o edema
foveal inicial foi similar nos dois grupos. Ganhos na acuidade visual média e capacidade de leitura foram independentes do
tipo da lesão. A proporção de não-respondedores e respondedores em diferentes grupos de tipos de lesão foi igualmente distribuída.
Somente pacientes com o tipo clássico de NVC pareceram responder melhor. Conclusão: Neste estudo foram revelados os motivos inicias para que não haja boa resposta à injeção intravítrea de bevacizumab no tratamento
de NVC. A eficiência do bevacizumab depende do tamanho inicial da lesão e capacidade inicial de leitura, mas independe da
quantidade de fluido intra e subretínico. Não houve ineficiência do bevacizumab em nenhum tipo de lesão em particular.
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Eficácia e segurança de múltiplas injeções intravítreas de triancinolona para edema macular diabético refratário Mark C Gillies, Amirul Islam, Meidong Zhu, Jörgen Larsson e Tien Yin Wong
Objetivo: A eficácia e a segurança de repetidas injeções de triancinolona intravítrea (TAIV) para edema macular diabético não são claras
com resultados conflitantes de trabalhos anteriores. Métodos: Esta é uma série prospectiva e observacional de casos de 27 olhos recebendo TAIV para edema macular diabético. Acuidade visual
(AV) LogMAR e espessura macular central (EMC) foram medidos no início e em intervalos de 3 e 6 meses por 24 meses e então
correlacionados com o número de injeções de TAIV realizadas. Resultados: Uma injeção de TAIV foi necessária em 6 (18%) olhos, 2 em 8 (24%) olhos, 3 em 13 (39%) olhos e 4-5 em 6 (18%) olhos. A AV
melhorou em todos os pacientes, mas nem a melhora na AV final nem a melhora absoluta da EMC desde o início até o mês 24 estão
correlacionados ao número de injeções recebidas (p=0,44 e 0,84 respectivamente). Cirurgia de catarata foi mais freqüente em
olhos que receberam mais injeções (p=0,01).
Conclusão: Este estudo sugere que injeções repetidas de TAIV continuam a ser tão efetivas quanto a primeira em um período de 2 anos.
A probabilidade de cirurgia de catarata aumenta com o aumento do número de injeções.
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Incidência de descolamento de retina após cirurgia macular: estudo retrospectivo de 634 casos Alexandre Guillaubey, Laure Malvitte, Pierre Olivier Lafontaine, Isabelle Hubert, Alain Bron, Jean Paul Berrod e Catherine
Creuzot-Garcher
Objetivos: Avaliar o índice de descolamento de retina após cirurgia macular. Métodos: Estudo retrospectivo não randomizado de 634 procedimentos cirúrgicos maculares foi realizado em dois centros acadêmicos.
As cirurgias de buraco macular idiopático membrana epirretínica foram realizadas entre 2000 e 2003. Observamos os resultados
anatômicos e funcionais destes procedimentos e estudamos as complicações graves com exceção da catarata. Resultados: O segmento mínimo foi de 1 ano. Não ocorreu descolamento de retina em pacientes que apresentaram tratamento satisfatório
intra ou pré-operatório de buracos da retina. O índice de descolamento de retina ocorrido após a cirurgia de buraco macular
idiopático foi maior que após o procedimento cirúrgico para membrana epirretínica. O índice de descolamento de retina foi
maior em pacientes com estágio 2 e 3 do buraco macular idiopático do que os com estágio 4. Todavia, o estado do cristalino
assim como o tratamento pré-operatório do deslocamento de retina não influenciaram na taxa de descolamentos de retina após
a cirurgia macular. Conclusão: O descolamento de retina permanece como a complicação séria mais comum da cirurgia macular. O deslocamento cirúrgico da face
posterior do vítreo e as
anomalias retínicas periféricas associadas parecem aumentar a taxa desta complicação. Exame cauteloso da retina periférica
é a chave para a prevenção do descolamento de retina ocorrido após cirurgia macular.
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Detecção precoce do glaucoma por meio de um novo teste de campo visual computadorizado em 3-D Paul P Nazemi, Wolfgang Fink, Alfredo A Sadun, Brian A Francis e Don S Minckler
Objetivos: Um teste de campo visual computadorizado em 3-D recentemente desenvolvido a partir da tela de Amsler foi usado para identificar
defeitos precoces e distintivos em pacientes suspeitos de glaucoma. Além disso, caracterizamos a posição, a forma e a profundidade
destes defeitos de campo. Em seguida, comparamos os campos visuais àqueles obtidos por perimetria automatizada padrão. Pacientes e Métodos: Pacientes suspeitos de glaucoma foram definidos como aqueles que apresentavam a pressão intraocular elevada (> 21 mmHg) ou
relação escavação/disco óptico ≥ 0,5. Trinta e três pacientes e 66 olhos com fatores de risco para glaucoma foram examinados.
Quinze pacientes e 23 olhos com nenhum fator de risco foram testados como controles. Usamos o campo visual computadorizado
em 3-D recentemente desenvolvido a partir da tela de Amsler. O teste exibe uma grade em uma tela de computador em escala pré-selecionada
de tons cinza e em resolução angular, e permite que os pacientes sigam aquelas áreas na grade que faltam em seu campo visual
usando uma tela de toque. O teste de 5 minutos requer que os pacientes esbocem repetidamente os escotomas em uma tela de toque
com exposições variadas de contraste enquanto mantêm seu olhar em um marcador central de fixação. Descrição 3-D dos defeitos
do campo visual foi obtida e caracterizada pela posição, forma e profundidade dos escotomas. O exame foi repetido 3 vezes
por olho. Os resultados foram comparados aos testes de campo visual Humphrey (padrão acromático ou SITA padrão 30-2 ou 24-2). Resultados: Neste estudo piloto 79% dos olhos testados com suspeita de glaucoma apresentaram repetidamente perda de campo visual com
a perimetria 3-D. As descrições 3-D da perda do campo visual associadas a estes fatores de risco foram todas características
ou compatíveis com glaucoma. Setenta e um % dos olhos demonstraram defeitos arqueados ou degrau nasal. Constrição de campo
visual foi mostrada em 29% dos olhos. Nenhuma mudança de campo visual foi detectada no grupo controle.
Conclusões: O teste da tela de Amsler computadorizada em 3-D pode demonstrar as anormalidades do campo visual características do glaucoma
em suspeitos de glaucoma com campo visual Humphrey acromático sem alterações. Este teste pode ser usado como uma ferramenta
de “screening” para a detecção precoce do glaucoma.
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Estrabismo horizontal comitante: uma perspectiva asiática Audrey Chia, Lipika Roy e Linley Seenyen
Objetivos: Estudos recentes sugerem que o padrão asiático de estrabismo é diferente daquele do oeste. Este estudo pretende determinar
o perfil das crianças com estrabismo horizontal comitante em Singapura. Métodos: 682 crianças com menos de 16 anos que apresentaram estrabismo pela primeira vez entre 2000 e 2002 foram incluídos neste estudo.
O tipo e o tamanho do desvio, acuidade visual, erro refrativo e estereopsia foram registrados. Resultados: 493 crianças (72%) eram exotrópicas, a maioria (92%) com exotropia intermitente, X(T). X(T) do tipo por excesso de divergência
foi o mais comum (59,5%), seguida pelos tipos básico (29,0%) e por insuficiência de convergência (11,5%). Crianças com X(T)
apresentavam estereopsia para perto em 92% e para longe em 50%. Esotropia estava presente em 191 (28%) crianças (23% infantil
e 53% acomodativa). As crianças com esotropia infantil eram significativamente mais novas (2,8 anos contra 4,5 anos), tinham
desvio maior (35D contra 26D) e eram menos hipermétropes (+0,78D contra +2,79D). Ambliopia ou preferência ocular foram observadas
em 50% das crianças com esotropia infantil e em 43% com esotropia acomodativa. Conclusões: As crianças de Singapura apresentaram duas vezes mais exotropia do que esotropia. Entretanto, dentro dos grupos de exotropia
e de esotropia, a distribuição e as características dos vários subtipos de estrabismo apresentaram características similares
àquelas descritas no oeste.
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Terapia modificadora da resposta biológica da uveíte refratária na Infância Micheal J Gallagher, Karina Quinones, Rene A Cervantes-Castañeda, Taygan Yilmaz e C Stephen Foster
Objetivo: Avaliar o uso de modificadores da resposta biológica (MRB) no tratamento de uveíte refratária na infância. Tipo de estudo: Série de casos retrospectivos não-comparativos de pacientes pediátricos com uveíte tratada com MRB. Participantes: 23 pacientes pediátricos. Métodos: Todas as crianças (18 anos ou menos) que receberam um MRB foram avaliadas quanto a mudanças visuais, tempo para controlar
a inflamação e qualquer efeito colateral adverso associado. Treze pacientes foram tratados com infliximab, cinco com adalimumab
e cinco com daclizumab. Todos os pacientes tiveram envolvimento ocular bilateral. Os diagnósticos dos participantes incluíram
artrite idiopática juvenil, ceratouveíte, sarcoidose panuveítica. Principais medidas de acompanhamento: inflamação e acuidade visual. Resultados: No grupo do infliximab, 16 de 26 (62%) olhos e 10 de 13 (77%) pacientes demonstraram melhora na acuidade visual. Vinte de
vinte e seis (77%) pacientes demonstraram melhora no grau de inflamação. No grupo do adalimumab, 4 de 10 (40%) olhos demonstraram
melhora na acuidade visual e 5 de 10 (50%) mostraram melhora na inflamação. Quatro de 10 (40%) olhos no grupo do daclizumab
demonstraram melhora na visão com 8 de 10 (80%) pacientes demonstrando melhora na inflamação. Conclusão: RMB parecem ser seguros para uso pediátrico representando um grupo útil de drogas na terapia adjuvante das uveítes refratárias
na infância.
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Desempenho do teste de rastreio “Frequency Doubling Technology 24-2-5” para detecção de glaucoma: um estudo prospectivo Paul GD Spry, John M Sparrow e Hussin M Hussin
Objetivo: Avaliar o desempenho do teste de rastreio para a detecção do glaucoma “Frequency Doubling Technology (FDT) 24-2-5” pela comparação
com o já estabelecido teste “FDT N-30-5”. Métodos: Estudo prospectivo em uma amostra de indivíduos com diagnóstico provável de glaucoma selecionada aleatoriamente para ser
testada com os testes de rastreio FDT 24-2-5 e N-30-5 usando o perímetro da matriz Humphrey, além do exame clínico padrão
relevante à detecção do glaucoma. A confiabilidade do poder discriminatório e o tempo de execução dos testes foram avaliados
e comparados. A definição do caso como glaucoma foi feita por paciente de acordo com o diagnóstico clínico estabelecido. Resultados: Cinqüenta e três de 63 (84%) indivíduos selecionados foram recrutados. A sensibilidade e especificidade para o FDT N-30-5
foram 78 e 85%, respectivamente, comparado a 83% e 75% para o FDT 24-2-5 com áreas sob uma curva característica do receptor
operador de 0,87 e 0,92. As diferenças entre estes índices não foram estatisticamente significantes. Para uma especificidade
de 95%, os valores da sensibilidade foram de 76% e 56% para FDT 24-2-5 e FDT N-30-5, respectivamente. A média (e desvio padrão)
da duração do teste foram de 111(13) segundos para o FDT 24-2-5 e 39 (10) segundos para o FDT N-30-5 (p<0,001). Dezenove pacientes
(36%) produziram resultados incertos de um ou ambos os olhos quando testados com o FDT 24-2-5 comparados a 5 (9%) testados
com o FDT N-30-5 (P<0,0005). Conclusões: Diferenças do poder discriminatório mínimo existiram entre os dois testes de rastreio avaliados, sendo que ambos os testes
demonstraram alto poder discriminatório para a detecção de indivíduos com glaucoma. Mais indivíduos produziram resultados
incertos no FDT 24-2-5 que também levou mais tempo para ser executado.
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Farmacocinética da vancomicina, após injeção intracameral “em bolo”, em pacientes submetidos à cirurgia de catarata por facoemulsicação Conor C Murphy, Steven Nicholson, Say Aun Quah, Timothy Neal, Mark Batterbury e Stephen B Kaye
Objetivo: Determinar a cinética de eliminação da vancomicina intracameral administrada em injeção “em bolo” no final da cirurgia de
catarata por facoemulsificação. Métodos: Foi administrada solução salina de Vancomicina 1mg/0,1ml em injeção intracameral “em bolo” no final de cirurgias rotineiras
de catarata. A concentração da vancomicina no humor aquoso foi determinada em 9 pacientes 1 minuto após a administração e,
em 10 pacientes, entre 18 e 24 horas de pós-operatório. As amostras de humor aquoso foram obtidas por meio da introduçao de
cânula “Rycroft” na câmara anterior pela incisão da paracentece. Foi usado imunoensaio por polarização fluoresceínica para
calcular a concentração aquosa de vancomicina. Resultados: A mediana (intervalo inter-quartil) da concentração da vancomicina foi 5458 (4756 - 6389) mg/L após 1 minuto e 40,6 (25,9
– 47,1) mg/L 18 a 24 horas (média de 19 horas) após a cirurgia. A concentração de vancomicina excedeu a concentração inibitória
mínima (MIC) para bactérias gram-positivas causadoras de endoftalmite por um período entre 4 e 26 horas após a cirurgia. Nenhum
efeito adverso ou reação foi notada. Conclusões: Após injeção intracameral “em bolo” de vancomicina ao final da cirurgia de catarata, sua concentração na câmara anterior
excede seu MIC por pelo menos 24 horas, mas é provável que fique abaixo do MIC após 33 horas.
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Administração intravenosa de clonidina reduz a pressão intraocular e altera o fluxo sangüíneo ocular Günther Weigert, Hemma Resch, Alexandra Luksch, Herbert A Reitsamer, Gabriele Fuchsjäger-Mayrl, Leopold Schmetterer e Gerhard
Garhöfer
Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da clonidina administrada por via intravenosa no fluxo ocular sangüíneo
de voluntários saudáveis. Métodos: Estudo aleatório, duplo cego e controlado com placebo foi realizado em 12 voluntários jovens e saudáveis. Clonidina (0,2µg/kg)
ou placebo foram administrados por via intravenosa por 10 minutos. Os efeitos da clonidina foram estudados antes e até 150
minutos após a infusão. A hemodinâmica ocular foi medida usando medidor de fluxo por Laser Dopler, medidor de velocidade por
Laser Dopler e analisador de vasculatura retínica. A Clonidina reduziu significantemente a pressão arterial média (PMA) e
pressão intraocular (PIO). Resultados: A pressão de perfusão ocular calculada diminuiu significativamente em 8,7 + 8,7% após a infusão de Clonidina (p<0,01 versus
placebo). O diâmetro arterial retínico aumentou em 4,4 + 2,7% (p=0,012), enquanto nenhuma mudança significante foi observada
nas veias retínicas. A velocidade das células vermelhas sangüíneas diminuiu em 16 + 14% (p<0,01 versus placebo) após infusão
de clonidina. O fluxo sangüíneo retínico calculado diminuiu em 14 + 12% (p=0,033 versus placebo). O fluxo sangüíneo da coróide
aumentou em 18 + 19% (p<0,01 versus placebo) e o fluxo sangüíneo da cabeça do nervo ótico aumentou em 16 + 23% (p=0,046) 30
minutos após a administração de clonidina, mas ambos retornaram ao fluxo basal em seguida. Conclusões: Os aumentos do fluxo sangüíneo na coróide e na cabeça do nervo ótico por um curto período de tempo indicam efeito vasodilatador
transitório da clonidina por um mecanismo desconhecido. Por outro lado, a diminuição do fluxo sangüíneo retínico indica vasoconstrição
induzida pela clonidina na microvasculatura da retina.
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Impacto da cirurgia de catarata na qualidade de vida de pacientes de casas de idosos Cynthia Owsley, Gerald McGwin, Kay Scilley, Gloria Christine Meek, Deidre Seker e Allison Dyer
Objetivo: Estudar o impacto da cirurgia de catarata nos pacientes de casas de repouso, no que diz respeito à qualidade de vida em saúde,
em comparação a pacientes de casas de idosos que possuem catarata mas não fizeram cirurgia. Métodos: Foi realizado estudo de coorte, prospectivo, envolvendo 30 pacientes de casas de idosos (< 60 anos de idade) que tinham catarata
e foram submetidos à cirurgia de catarata. Avaliou-se visão-alvo, qualidade de vida relacionada à saúde e sintomas depressivos,
antes e aproximadamente 4 meses após a cirurgia. O grupo que foi submetido à cirurgia de catarata foi comparado a 15 pacientes
de casas de idosos que possuíam catarata, mas que não foram submetidos à cirurgia durante o mesmo período. Resultados: Acuidade visual para longe e perto e sensibilidade ao contraste melhorou significantemente após a cirurgia de catarata (p<0,001).
Após ajuste para diferença de idade entre os dois grupos, o grupo que fez cirurgia apresentou nível significantemente maior
de visão geral (p=0,005), leitura (p=0,001), estresse psicológico (p=0,015) e interação social (p=0,033) nas sub-escalas do
questionário sobre qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes de casas de idosos avaliados quanto a visão e o VF-14
(p=0,004). Não houve diferença entre os grupos no questionário SF-36, escala de depressão geriátrica ou escala de sintomas
relacionados à catarata. Conclusão: Os pacientes de casas de idosos submetidos à cirurgia de catarata devido a problemas funcionais obtiveram melhora significante
na sua qualidade de vida além de melhora importante da visão.
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Novo índice pressão-córnea (IPC) no glaucoma Milko E Iliev, Alexander Meyenberg, Ernst Buerki, George Shafranov e M. Bruce Shields
Objetivos: Diversas tabelas e fórmulas de conversão foram sugeridas para corrigir a pressão intraocular de aplanação (PIO) para a espessura
corneana central (ECC). A ECC também pode representar um fator independente de risco para o glaucoma. Em uma tentativa de
integrar PIO e ECC em um único fator de risco e de evitar uma falsa correção pelo tonômetro, propusemos um novo índice pressão-córnea
(IPC). Pacientes e Métodos: O IPC (PIO/ECC3) foi definido como a relação entre PIO não tratada e ECC3 em milímetros (paquímetro ultrassônico). A distribuição
do IPC foi investigada em 220 pacientes normais (controles), 53 com glaucoma de pressão normal (GPN), 76 com hipertensão ocular
(HO) e em 89 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). A habilidade do IPC em discriminar glaucoma (GPN+GPAA)
e o não-glaucoma (controles+HO) foi comparada a de três fórmulas publicadas para corrigir a PIO para a ECC. Resultados: Os valores médios do IPC foram: controles 92,0 + 24,8, GPN 129,1 + 25,8, HO 134,0 + 26,5, GPAA 173,6 + 40,9. Para minimizar
o erro da PIO, os olhos dentro da mesma variação de 2mmHg entre 16 e 29 mmHg (16-17,18-19,etc...) foram comparados separadamente:
os olhos do grupo controle e os com GPN assim como os com HO e GPAA diferiram significativamente. O IPC demonstrou área maior
sob a curva de ROC (AUC) e sensibilidade significantemente maior nas especificidades fixadas em 80% e 90% comparadas a cada
uma das fórmulas de correção; o valor ótimo de corte do IPC foi 133,8. Conclusões: O intervalo de 120-140 é proposto como o limite superior da normalidade, 120 sendo o valor de corte para os olhos com pressões
não tratadas 21, 140 quando pressões não tratadas 22. O IPC pode refletir a susceptibilidade individual a um nível dado
de PIO e representa assim um fator de risco para glaucoma. Estudos longitudinais são necessários para provar seu valor prognóstico.
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Laboratory science - scientific reports
Espectro de transmissão das LIOs expresso como idade virtual Dirk van Norren e Jan van de Kraats
Objetivos: As lentes intra-oculares (LIOs) disponíveis possuem uma variedade de filtros de diferentes espectros. Nosso objetivo foi
calcular a idade virtual das LIOs em relação à fotoproteção e fotorrecepção, ou seja, a idade dos cristalinos que têm efeitos
similares nestes aspectos. Métodos: Com radiação solar difusa como fonte de luz, o dano da luz azul foi calculado para cristalinos de todas as idades, LIOs comercialmente
disponíveis e filtros de interrupção brusca de Schott no intervalo de comprimento de onda entre 300 e 600 nm. Analogamente,
a entrada do sistema de comprimento de ondas curtas dos cones foi calculada para o intervalo de 380 a 600 nm. Resultados: A idade virtual para a fotoproteção das LIOs e dos filtros de interrupção brusca variou de <0 a 66 anos. A maioria das LIOs
apresentou idade similar para fotorrecepção e demonstrou semelhança razoável às propriedades espectrais do cristalino. Uma
LIO e todos os filtros de interrupção brusca tiveram idade menor de fotorrecepção do que de fotoproteção, e, portanto, superaram
a performance das lentes naturais. Conclusão: A idade virtual de uma LIO parece ser um parâmetro útil, pois coloca em perspectiva as propriedades filtrantes espectrais
em relação ao que acontece com o cristalino. Muitos tipos de LIOs antigas oferecem menos proteção que o cristalino de um recém
nascido. Meia idade parece ser uma escolha razoável para uma LIO.
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Expressão do receptor de eritropoietina em membrana epirretínica humana na retinopatia diabética proliferativa Satoru Kase, Wataru Saito, Kazuhiro Ohgami, Kazuhiko Yoshida, Naoki Furudate, Akari Saito, Masahiko Yokoi, Manabu Kase e Shigeaki
Ohno
Objetivo: É largamente aceito que níveis intravítreos de eritropoietina (Epo) estão elevados em pacientes com doenças retínicas com
isquemia, tal como na retinopatia diabética proliferativa (RDP). O objetivo deste estudo foi examinar a expressão de Epo e
do receptor de Epo (EpoR) em membranas epirretínicas diabéticas e não diabéticas. Métodos: Dezoito membranas epirretínicas por RDP (n-10), idiopáticas não-diabéticas (MERI) (n=4) e membranas limitantes internas (MLI)
(n=4) foram obtidas durante vitrectomia via pars plana. Os tecidos foram fixados em formalina e parafina e foram examinados
por imunohistoquímia com anti-Epo e anticorpos Epo-R. Resultados: Os achados histopatológicos demonstraram que as membranas da RDP consistem em uma variedade de células endoteliais formando
uma cavidade microvascular com células vermelhas do sangue e células estromais mononucleares não-vasculares. Imunorreatividade
da membrana e do citoplasma ao EpoR foi fortemente detectada em células endoteliais e estromais de todas as amostras de RDP.
Embora microvasos não fossem observados em MERI e MLI, imunorreatividade ao EpoR foi notada no componente celular da MERI
e foi detectada precocemente em MLIs. Epo não foi expressada em nenhuma membrana. Conclusão: EpoR foi fortemente expressada em microvasos de todas as membranas da RDP. A evidência in vivo neste estudo sugere que a Epo
no vítreo se liga a EpoR em membranas de RDP, que, subseqüentemente, conduzem à proliferação de novos vasos retínicos. A
imunorreatividade da EpoR em células estromais não-vasculares nas membranas da RDP, MERI e MLI podem estar indiretamente correlacionadas
à isquemia.
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Análise do óleo de silicone emulsificado RMN-3 (Oxane HD) por ressonância nuclear magnética Paul John Tomlins, Malcolm GL Woodcock, Neil Spencer e Graham R Kirkby
Objetivo: Oxane HD &trade(Bausch e Lomb) é uma mistura de 5700cs de óleo de silicone e RMN-3 (uma olefina parcialmente fluorinada)
que apresenta peso gravitacional especifico maior que o da água, tendo assim um poder de endotamponamento de rasgaduras inferiores
de retina. Partículas de óleo emulsificado foram encontradas na câmara anterior de dois pacientes com descolamentos de retina
complexos tratados com Oxane HD &trade. Analisamos a remoção simples de amostras dos dois olhos para investigar a natureza
da substância emulsificada. Métodos: Amostras foram dissolvidas em CDCl3 e, quando necessário, secadas com sulfato de magnésio. Ressonância nuclear magnética
(NMR) foi usada para comparar estas amostras ao produto comercial ainda não utilizado. Resultados: A análise por NMR das amostras removidas do segmento anterior de ambos os olhos mostrou basicamente óleo de silicone com
traços de RMN-3. Amostras removidas de regiões diferentes de seringa de Oxane HD &trade não utilizada demonstraram concentrações
variadas de RMN-3 misturadas ao óleo de silicone. Conclusões: Primeiramente, a mistura de RMN-3 e óleo de silicone não é homogênea tanto in vitro quanto in vivo. Em segundo lugar, o óleo
de silicone encontrado na câmara anterior é composto quase que totalmente por óleo de silicone contendo somente traços de
RMN-3.
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Efeito protetor do agonista sigma pre-084 na retina do rato Giuseppina Cantarella, Claudio Bucolo, Giulia Di Benedetto, Salvatore Pezzino, Laurence Lempereur, Rosa Calvagna, Silvia Clementi,
Piero Pavone, Lucia Fiore e Renato Bernardini
Objetivo: Com o raciocínio de que o amilóide-beta (AB) é tóxico para a retina, avaliamos o papel do TRAIL, um mediador de toxicidade
do AB e relatamos o sinal de transdução em um modelo em rato. Tentamos ainda demonstrar um possível efeito protetor do receptor
agonista &sigma1 neste processo. Métodos: AB e receptor agonista &sigma1 pre-084 foram injetados no vítreo dos ratos analisados. Em experimentos adicionais o receptor
agonista &sigma1 BD1047 foi administrado para conseguir o efeito especifico do pre-084. Avaliação da expressão do TRAIL e
dos seus receptores na retina foi realiza através de Western Blot, assim como do Bax e JNX fosforilato acompanhando os diferentes
tratamentos. Os níveis de DHL foram medidos como sinal de toxicidade. Resultados: Todos os receptores estudados foram expressos na retina do rato. A injeção intravitrea de AB nos olhos de rato induziu alta
expressão do TRAIL e da proteína pro-apoptótica BAX bem como fosforilação do JNX. Todos esses efeitos do AB foram anulados
pelo pré-tratamento com receptor agonista &sigma1 pre-084. Conclusões: É provável que o TRAIL seja um mediador do efeito do AB na retina. Conhecendo seus efeitos inibitórios específicos sobre
a expressão do TRAIL é possível supor que o receptor agonista &sigma1 pode representar um instrumento farmacológico potencial
para a diminuição do dano retínico relacionado ao AB.
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Laboratory science - extended reports
Expressão reduzida de Autotaxina prediz sobrevida no melanoma uveal Arun D. Singh, Karen Sisley, Yaomin Xu, Jianbo Li, Pieter Faber, Sarah J. Plummer, Hardeep S. Mudhar, Ian G. Rennie, Patricia
M. Kessler, Graham Casey e Bryan G. Williams
Objetivo: Em um esforço para identificar pacientes com melanoma uveal com alto risco de metástase, realizamos a correlação dos perfis
de expressão genética com os dados histopatológicos e de mortalidade relacionados ao tumor. Método: O RNA foi isolado a partir de 27 amostras de melanoma uveal de pacientes com consentimento para a enucleação. Foi realizada
a determinação dos perfis genéticos usando DNAc composto por seqüência de clones representando aproximadamente 4.000 genes
implicados no desenvolvimento do câncer. Duas técnicas de análise de múltiplas variáveis, análise hierárquica de conjuntos
e escalonamento multidimensional foram usados para investigar a estrutura do agrupamento dos dados da expressão genética.
A análise dos conjuntos foi realizada em 10000 subconjuntos de genes selecionados aleatoriamente e a contribuição cumulativa
de todos os genes para fazer o agrupamento correto foi registrada. Resultados: Análise hierárquica dos conjuntos e o escalonamento multidimensional revelaram duas classes distintas. Quando correlacionados
aos dados de metástase, as duas classes moleculares corresponderam muito bem aos dados de sobrevida para os 27 pacientes.
Trinta e dois genes discretos (correspondentes a 44 conjuntos de sondas) que definiram corretamente as classes moleculares
foram selecionados. Um único gene (ectonucleotido pirofosfatase/fosfodiesterase 2; autotoxina) poderia classificar as classes
moleculares. A expressão padrão foi confirmada por PCR de tempo real. Conclusões: O perfil da expressão gênica identificou duas classes distintas de prognóstico para o melanoma uveal. Baixa expressão de
autotaxina no melanoma uveal de classe 2 com mau prognóstico necessita ser melhor estudado.
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Pars planite está associada ao aumento na freqüência de células T CD57 memória-efetoras Miguel Pedroza-Seres, Marisela Linares, Stephanie Voorduin, Enrique Rojas-Ramos, Ricardo Lascurain, Yonathan Garfias e Maria
C Jimenez-Martinez
Objetivos: Avaliar a freqüência, o fenótipo e a função potencial do subconjunto CD57+ nas células T de pacientes com pars planite (PP). Métodos: Células T CD4+CD57+ e CD8+CD57+ foram quantificadas no sangue periférico de 15 pacientes com PP e 15 controles saudáveis.
Para avaliar o fenótipo e a função potencial do CD57+, as expressões dos subconjuntos de células T CCR7, CD27, CD28, CD45RA,
CD45RO, IFN-gama intracelular, IL-4, perforina e granzyme-A foram avaliadas através de citometria de fluxo. Resultados: O subconjunto CD57+ de células T estava aumentado em pacientes com PP (p=0,002). A maioria das células CD4+CD57+ foi CCR7-CD27-CD28-CD45RO+,
enquanto a maioria das células T CD8+CD57+ foi CCR7-CD27-CD28-CD45RA+. O número de células positivas para IFN-g e IL-4 intracelular
foi maior na população de células CD57+. O maior aumento do número de células T CD8+CD57+ em relação às células T CD8+CD57-
foi positivo para perforina (p=0,006) e granzyme-A (p=0,01). Conclusões: As células T CD57+ tiveram fenótipo associado à memória periférica (CCR7-CD27-CD28-). A produção de citocina pela célula
T CD57+ sugere que elas possam desempenhar um papel na regulação das células T helper. A alta expressão das proteínas intracelulares
envolvidas na citotoxicidade sugere que as células T CD8+CD57+ podem desempenhar um papel efetivo. Analisando o conjunto,
esse estudo propõe que as células T CD57+ funcionam como memória efetiva do subconjunto de células T durante a patogênese
da PP.
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O modelo vascular retínico único em marsupiais: perspectivas estruturais, funcionais e evolutivas baseadas em observação em
uma variedade de espécies Paul G McMenamin
Introdução: Nas poucas espécies marsupiais, que possuem vascularização retínica, estudadas até agora, foi demonstrado que os segmentos
arteriais e venosos seguintes aos capilares de menor calibre ocorrem em pares. Este padrão único de vascularização retínica
foi descrito somente em algumas espécies marsupiais. É o padrão visto no sistema nervoso central do marsupial (SNC), mas não
em outros tecidos deste grupo nem em qualquer tecido de mamíferos eutherianos. O objetivo deste estudo foi investigar a presença
de vasos retínicos em uma variedade de espécies mamíferas não eutherianas (marsupiais e monotremes) e determinar se o modelo
de vascularização foi um fenômeno comum neste grupo de animais. Métodos: A Espécie estudada incluiu um monotreme, a equidna do bico curto (Tachyglossus aculeatus) e uma variedade de marsupiais australianos,
o gambá mel (Tarispedidae rostratus), dunnart do rabo gordo (Sminthopsis crassicaudata), dunnart da barriga cinza (Sminthopsis
griseoventer), numbat (Myrmecobius fasciatus), rato marsupial da pata larga (Antechinus godmani) e o sarigüê Norte-americano
(Didelphis virginiana). Os olhos foram fixados em gluteraldeido ou paraformaldeido e a retina embebida em resina para a análise
microscópica óptica e eletrônica. Resultados: O exame revelou que nas espécies com vasos retínicos (dunnart de rabo gordo, dunnart da barriga cinza, numbat, rato marsupial
e sarigüê Norte-americano) o modelo de vasos se diferencia do plexo convencional de acordo com a vascularização da retina
no mamífero (isto é as redes anastomóticas dos tubos capilares entre arteríolas e vênulas). Em contraste, vasos retínicos
de marsupiais sempre ocorrem em pares estreitamente relacionados com o ramo arteriolar normalmente situado na cavidade vitrea.
Os vasos penetram na retina e suas camadas para formar grupos de rede capilar em algumas espécies até a camada nuclear interna,
que é consideravelmente mais profunda que na retina normal do mamífero holangiótico. Os capilares formam loops terminais e
mostram características morfológicas clássicas dos capilares do SNC. O endotélio vascular é apoiado em uma lâmina basal distinta
que se parte para envolver os pericitos. O último, embora abundante, é invariavelmente interposto entre os dois vasos que
formam cada unidade vascular. Conclusão: As relações filogenéticas deste padrão vascular no SNC e retina de marsupiais e no SNC de algumas outras classes de vertebrados
não-mamíferos sugerem que a vascularização retínica pode ter se desenvolvido independentemente em mamíferos marsupiais e eutherianos
e que o antigo pode ter se desenvolvido de um réptil antepassado parecido com um mamífero primitivo comum que possuía vascularização
pareada no SNC. Os mamíferos de eutherianos podem ter se desenvolvido de um antepassado com redes anastomóticas no SNC ou
este padrão pode ter se desenvolvido depois da radiação evolutiva no mamífero eutheriano. O possível significado funcional
e fisiológico da vasculatura pareada é discutido.
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Expressão do fator indutor de hipóxia em células do EPR humano Farzin Forooghian, Rozita Razavi e Lee Timms
Introdução: Fator indutor de hipóxia (HIF) é um fator de transcrição comum para muitas proteínas angiogênicas. A célula do epitélio pigmentado
da retina (EPR) é uma importante fonte de fatores angiogênicos na retina. A expressão do HIF, sua regulação pela enzima prolina
hidroxilase (PHD) e sua hipo-regulação dos fatores angiogênicos como VEGF e eritropoietina (EPO) foram estudados nas células
do EPR para delinear alguns dos mecanismos moleculares causadores das patologias isquêmicas da retina. Métodos: Células EPR-19 foram cultivadas por tempo prolongado sob condições hipóxicas. As isoformas celulares HIF e PHD foram analisadas
e quantificadas por Western Blot e densidometria. A média do VEGF e EPO secretados foi avaliada por ELISA. RNA mensageiro
(RNAm) foi quantificado por PCR em tempo real (qPCR). A interferência do RNA foi realizada pela técnica siRNA. Resultados: HIF-1&alpha foi prontamente produzido pelas células ARPE-19 sob hipóxia, porém HIF-2&alpha e HIF-3&alpha não puderam ser
descobertos até HIF-1&alpha se silenciar. Os níveis de proteína HIF-1&alpha mostraram tendência crescente durante as 24 primeiras
horas enquanto os níveis de RNAm para HIF-1&alpha flutuaram durante esse tempo. Após 36 horas os níveis de proteína HIF-1&alpha
declinaram para os níveis iniciais, mudança coincidente tanto com a subida de PHD2 quanto a de PHD3. O silenciamento do HIF-1&alpha
decresceu significativamente a secreção de VEGF. Produção significante de EPO não pôde ser detectada na proteína ou no nível
de RNAm. Conclusão: HIF-1&alpha apareceu como a principal isoforma no funcionamento do HIF nas células ARPE-19. Sob hipóxia, os níveis de HIF-1&alpha
são provavelmente auto-regulados por um feedback que envolve os mecanismos transcriptacional e pos-translacional. O VEGF produzido
pelas células do EPR dos humanos é regulado por HIF-1&alpha. EPO não foi produzida em quantidade significante pelas células
do EPR sob condições de hipóxia, sugerindo que outras células e/ou fatores de trancrição na retina são responsáveis por essa
produção.
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