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Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Fevereiro de 2008. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 12 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the February 2008 issue. The full text is only available in Englishto subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article)

Fevereiro February 2008
Volume 92 Number/ número 2

Clinical science - Ciência clínica
Laboratory science - Ciência laboratorial

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr José Alvaro P. Gomes
drdanielpereira{at}gmail.com  drdanielpereira{at}gmail.com


  Clinical science

Eficácia do uso de mitomicina C associada ao fechamento direto da conjuntiva e deslizamento de retalho conjuntival na cirurgia de pterígio
F de la Hoz, J A Montero, J L Alió, J Javaloy, J M Ruiz-Moreno e E Sala
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

HLA-DR17 e úlcera de Mooren no Sul da Índia
J R Zelefsky, C J Taylor, M Srinivasan, S Peacock, R S Goodman, T Key, P G Watson e E T Cunningham
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Quantificação longitudinal de flare e células no humor aquoso na doença de Vogt–Koyanagi–Harada
W Fang, H Zhou, P Yang, X Huang, L Wang e A Kijlstra
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Associação da espessura da camada de fibras nervosas medida através da oftalmoscopia por laser de varredura confocal e da tomografia de coerência óptica com o tamanho do disco e comprimento axial
A Nagai-Kusuhara, M Nakamura, M Fujioka, Y Tatsumi e A Negi
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text


O papel da angiografia dinâmica com indocianina verde no diagnóstico e tratamento da proliferação angiomatosa retínica
S Bearelly, D G Espinosa-Heidmann e S W Cousins
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Análise do descolamento do epitélio pigmentar fibrovascular com segmentação automática em três dimensões usando tomografia de coerência óptica de alta definição
C Ahlers, C Simader, W Geitzenauer, G Stock, P Stetson, S Dastmalchi e U Schmidt-Erfurth
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Importância da tomografia de coerência óptica sensível à polarização em doenças que afetam o epitélio pigmentado da retina
S Michels, M Pircher, W Geitzenauer, C Simader, E Götzinger, O Findl, U Schmidt-Erfurth e C K Hitzenberger
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Hemorragia submacular após injeção intravítreo de bevacizumab para neovascularização coroidal oculta extensa em degeneração macular relacionada à idade.
S V Goverdhan e J Lochhead
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Descolamento tracional de retina após injeção intravítreo de bevacizumab (Avastin) em pacientes com retinopatia diabética proliferativa grave
J F Arevalo, M Maia, H W Flynn, Jr, M Saravia, R L Avery, L Wu, M Eid Farah, D J Pieramici, M H Berrocall e J G Sanchez
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Resultados da cirurgia de buraco macular que se desenvolveu após descolamento de retina regmatogênico
M Benzerroug, O Genevois, K Siahmed, Z Nasser, M Muraine e G Brasseur
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Recuperação do campo visual e acuidade visual após remoção da membrana epirretínica e limitante interna
J G Garweg, D Bergstein, B Windisch, F Koerner e M Halberstadt
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Analisando campos visuais utilizados na avaliação de motoristas em pacientes com escotoma paracentral
C M Chisholm, F G Rauscher, D C Crabb, L N Davies, M C Dunne, D F Edgar, J A Harlow, James M-Galton, A Petzold, G T Plant, A C Viswanathan, G J Underwood, e J L Barbur
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Maculopatia em pacientes com linfoma primário do SNC tratados com quimioterapia em conjunto com a disrupção da barreira hemato-encefálica
J Vicuna-Kojchen, S Frenkel, T Siegal, E Shalom, I Chowers e J Pe’er
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Características do nistagmo na cegueira estacionária noturna congênita
C Pieh, B Simonsz-Toth e I Gottlob
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Validação de um sistema computadorizado de medida da acuidade visual em logMAR (COMPlog): comparação ao ETDRS e teste eletrônico do algoritmo do ETDRS em adultos e crianças amblíopes
D A H Laidlaw, V Tailor, N Shah, S Atamian e C Harcourt
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Tenotomia parcial caudal ou cranial dos músculos retos horizontais em pacientes estrábicos com padrão em A e V
H M van der Meulen-Schot, S B van der Meulen e H J Simonsz
Portuguese Abstract
   English Abstract  English Full text


Predizendo a necessidade de serviços para reabilitação de baixa visão
P M O'Connor, a E L Lamoureux e J E Keeffe

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Estudo prospectivo das mudanças na função visual de pacientes com hepatite C tratados com interferon alfa pegilatado no Reino Unido
N N Malik, H G Sheth, N Ackerman, N Davies e S M Mitchell
Portuguese Abstract
   English Abstract  English Full text

  Laboratory science

Regulação da expressão de quimiocinas em córneas de camundongos submetidas a ferida mecânica ou endotoxina
R G Pillai, S C Beutelspacher, D F P Larkin e A J T George
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Seqüenciamento do gene CHST6 em pacientes Checos com distrofia macular de córnea reforçam a evidência de uma mutação fundamental
P Liskova, B Veraitch, K Jirsova, M Filipec, A Neuwirth, N D Ebenezer, P G Hysi, A J Hardcastle, S J Tuft e S S Bhattacharya

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Método não destrutivo de caracterização mecânica de colágeno hidrogel crosslinked com UVA / riboflavina
M Ahearne, Yang Y, K Y Then e K-K Liu
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Evolução em longo prazo do transplante sistêmico de células derivadas da medula óssea modificadas geneticamente na retina do camundongo adulto
C Boettcher, E Ulbricht, D Helmlinger, A F Mack, A Reichenbach, P Wiedemann, H-J Wagner, M W Seeliger, A Bringmann e J Priller
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Fototrombose coriocapilar seletiva experimental usando formulação modificada de indocianina verde
J A Cardillo, R Jorge, R A Costa, S M T Nunes, D Lavinsky, B D Kuppermann, A C Tedesco e M E Farah

Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Metilação dos promotores da ilha CpG no melanoma uveal
A P Moulin, G Clément, F T Bosman, L Zografos e J Benhattar
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  Clinical science

Eficácia do uso de mitomicina C associada ao fechamento direto da conjuntiva e deslizamento de retalho conjuntival na cirurgia de pterígio
F de la Hoz, J A Montero, J L Alió, J Javaloy, J M Ruiz-Moreno e E Sala

Objetivo: Avaliar a eficácia do fechamento conjuntival direto (DCC) e deslizamento de retalho conjuntival (SCG), com e sem uso intra-operatório de mitomicina C 0,02% (MMC), na cirurgia de pterígio.
Métodos: Estudo comparativo consistiu na revisão retrospectiva de prontuários da prática clínica particular dos autores para comparar o resultado nos pacientes que foram submetidos à cirurgia de pterígio. Os olhos foram classificados de acordo com a técnica cirúrgica utilizada. Grupo 1 foi tratado com DCC, grupo 2 com DCC e MMC, grupo 3 com SCG e Grupo 4 com SCG e MMC. Indicadores de resultados foram: aspecto da recorrência e intervalo de tempo antes da recorrência do pterígio.
Resultados: Foram incluídos 482 olhos de 327 pacientes europeus caucasianos. A média de seguimento foi de 19,7 meses (DP 30,6 meses). grupo 1 consistiu de 209 olhos, grupo 2 de 107 olhos, grupo 3 de 101 olhos e grupo 4 de 65 olhos. Foi identificada recorrência em 7,7% dos olhos no Grupo 1, 4,7% dos olhos no grupo 2, 2% nos olhos do grupo 3 e 1,5% dos olhos no grupo 4.
Conclusões: SCG reduz o surgimento de recorrência em cirurgia de pterígio primário. MMC parece melhorar os resultados da cirurgia com DCC. SCG e DCC com MMC parecem obter resultados similares.

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HLA-DR17 e úlcera de Mooren no Sul da Índia
J R Zelefsky, C J Taylor, M Srinivasan, S Peacock, R S Goodman, T Key, P G Watson e E T Cunningham

Objetivos: Investigar a associação entre úlcera de Mooren e antígeno de leucócito humano (HLA) tipo DR1(3) em pacientes do estado de Tamil Nadu no sul da Índia.
Métodos: Foram prospectivamente obtidas amostras de sangue de 38 pacientes com úlcera de Mooren e 45 pacientes pareados por idade e sexo (controle). Tipagem HLA-DR e HLA-DQ foi realizada por PCR utilizando-se primers de seqüência específica.
Resultados: Quinze (40 %) dos pacientes com úlcera de Mooren foram positivos para HLA-DR17(3) comparados a sete (16 %) dos controles (p = 0,01). Dezessete (45 %) dos pacientes também foram positivos para HLA-DQ2, comparados a 11 (24 %) dos controles (p = 0,05). Quando ajustada para multiplicidade, a correlação entre HLA-DR17(3) e úlcera de Mooren permaneceu significante (p = 0,03).
Conclusões: Estes dados demonstram associação entre HLA-DR17 (3) e úlcera de Mooren em pacientes do sul da Índia, apoiando teorias autoimunes sobre a patogênese desta afecção.t

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Quantificação longitudinal de flare e células no humor aquoso na doença de Vogt–Koyanagi–Harada
W Fang, H Zhou, P Yang, X Huang, L Wang e A Kijlstra

Objetivos: Avaliar quantitativamente as mudanças em relação ao flare e células no humor aquoso em olhos com doença de Vogt–Koyanagi–Harada (VKH).
Métodos: Esse estudo prospectivo incluiu 35 pacientes com VKH inicial (70 olhos) e 46 pacientes com VKH recorrente (92 olhos) em tratamento com imunoterapia. Flare e células do humor aquoso foram quantificadas usando um medidor de flare/células à laser antes do tratamento, após 2 semanas e 1, 3, 6 e 9 meses após o tratamento.
Resultados: Antes do tratamento, a média do flare do humor aquoso (ph/ms) na doença de VKH inicial e recorrente foi de 8,1 (DP 4,1) vs. 43,6 (20,7) (p=0,000). Após o tratamento, VKH recorrente mostrou valores de flare significantemente maiores em relação à doença inicial após 2 semanas e 1, 3 e 6 meses. Antes do tratamento, a contagem média de células (células/0,5 mm3) nos olhos com doença de VKH inicial e recorrente foi de 2,0 (1,9) vs. 39,4 (23,1) (p = 0,000). Após o tratamento, olhos com VKH recorrente mostraram contagem de células significantemente maior do que aqueles com doença inicial em 2 semanas, 1 e 3 meses.
Conclusões: Nosso estudo mostrou que os pacientes com VKH recorrente apresentaram quebra da barreira hemato-aquosa (BHA) mais proeminente e duradoura e inflamação mais importante do que os pacientes com doença inicial. Nosso estudo também indicou que a quebra da BHA durou mais tempo que as células no humor aquoso tanto na VKH inicial quanto na recorrente.

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Associação da espessura da camada de fibras nervosas medida através da oftalmoscopia por laser de varredura confocal e da tomografia de coerência óptica com o tamanho do disco e comprimento axial
A Nagai-Kusuhara, M Nakamura, M Fujioka, Y Tatsumi e A Negi

Objetivos: Investigar a influência da idade, tamanho do disco e comprimento axial na medida da espessura da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) através do Tomógrafo de retina de Heidelberg (HRT) e da tomografia de coerência óptica (OCT).
Métodos: 162 olhos de 162 japoneses normais com idade entre 20 e 83 anos foram envolvidos neste estudo. A área do disco e a espessura média da CFNR foram medidas com HRT. A área do disco foi também medida usando o protocolo de varredura rápida e a média da espessura da CFNR foi medida usando o modo de varredura rápida com Stratus OCT. As correlações de idade, área do disco e comprimento axial com as medidas da espessura da CFNR com HRT e OCT foram analisadas. As associações entre comprimento axial e área do disco medidos com HRT e OCT também foram calculadas.
Resultados: A espessura da CFNR medida com os dois instrumentos diminuiu com a idade. Houve correlação significativamente negativa entre a espessura média da CFNR e a área do disco medidas com HRT. A espessura da CFNR medida com OCT correlacionou-se positivamente à medida da área do disco com OCT, mas não à medida da área do disco com HRT. Tanto a espessura da CFNR quanto a área do disco medidas com OCT foram inversamente correlacionados ao comprimento axial ao passo que os dois parâmetros medidos com HRT não tiveram associação com o comprimento axial.
Conclusão: Além dos efeitos da idade, o tamanho do disco afetou a medida da espessura da CFNR com HRT, ao passo que o comprimento axial influenciou as medidas da espessura da CFNR e área do disco com OCT. Estas variáveis devem ser levadas em consideração quando as medidas se situam nos limites inferior e superior da normalidade.

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O papel da angiografia dinâmica com indocianina verde no diagnóstico e tratamento da proliferação angiomatosa retínica
S Bearelly, D G Espinosa-Heidmann e S W Cousins

Objetivos: Comparamos a eficiência e durabilidade da aplicação de laser focal nas arteríolas aferentes no tratamento da proliferação angiomatosa retínica (PAR) guiada pela angiografia com indocianina verde (AIV).
Métodos: Dezesseis pacientes com lesões PAR estágio I ou II foram submetidos a tomografia de coerência óptica, angiofluoresceinografia e AIV dinâmica e foram avaliados com relação à resposta ao tratamento. Dois grupos foram avaliados: laser focal como tratamento inicial e laser focal como tratamento secundário após falha com terapia fotodinâmica (PDT) e triancinolona intra-vítreo. Cinco olhos adicionais com PAR estágio III foram avaliados separadamente.
Resultados: Sete olhos receberam laser focal como tratamento inicial e nove olhos receberam laser focal como tratamento secundário após falha do PDT com triancinolona. Cinco dos sete olhos do primeiro grupo demonstraram resolução do edema. Todos os cinco olhos tiveram recorrência (média de 4,4 meses). Terapia secundário com PDT e triancinolona após falha do laser focal melhoraram transitoriamente essas recorrências. Em comparação, oito dos nove olhos que receberam ablação térmica da lesão PAR após recorrência de um tratamento com PDT e triancinolona prévios demonstraram melhora inicial do edema retínico. Quatro olhos não demonstraram recorrência em um ano. Nenhum dos cinco olhos com PAR estágio III melhorou anatomicamente ou funcionalmente.
Conclusão: Tratamento com laser focal de arteríola da PAR pode resolver o edema retínico. Contudo, a durabilidade do tratamento foi maior em olhos com tratamento prévio com PDT e triancinolona que naqueles submetidos ao laser como tratamento inicial. Estes resultados sugerem que laser focal pode ser útil no tratamento de recorrências do PAR e que a terapia combinada PDT/triancinolona com laser focal é melhor que apenas laser focal.

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Análise do descolamento do epitélio pigmentar fibrovascular com segmentação automática em três dimensões usando tomografia de coerência óptica de alta definição
C Ahlers, C Simader, W Geitzenauer, G Stock, P Stetson, S Dastmalchi e U Schmidt-Erfurth

Introdução /objetivo: Um número limitado de varreduras compromete a capacidade de localização da doença coriorretínica em toda sua extensão com a tomografia de coerência óptica (OCT). Algoritmos que falham na detecção das margens falseiam também os resultados do mapeamento de retina. OCT de alta definição (HD-OCT) é baseado na varredura rastreada e foi usada para observar a localização e volume de alterações sub e intra-epiteliais no descolamento fibrovascular do epitélio pigmentar (DEPf). Dois padrões diferentes de varredura foram avaliados.
Métodos: 22 olhos com DEPf foram testados usando um protótipo com domínio de freqüência de alta velocidade do CirrusTM HD-OCT. A resolução axial foi de 6 µm e a velocidade de varredura foi de 25 kA varreduras/s. Dois padrões diferentes de varredura cobrindo uma área de 6x6 mm na retina macular foram comparados. Reconstruções topográficas em três dimensões e cálculo de volume foram realizados usando software baseado na segmentação automática MATLABTM.
Resultados: Informação detalhada sobre a distribuição do acúmulo de fluidos em camada específica e medidas volumétricas podem ser obtidas através do volume intra e sub-epitelial. Ambas as varreduras rastreadas mostraram alta correlação (p<0,01; R2>0,89) de valores medidos, que são volume/área do DEP, volume retínico e espessura retínica média. Controle de qualidade da segmentação automática revelou resultados razoáveis em mais de 90% dos exames.
Conclusões: Segmentação automática permite análises quantitativa e topográfica detalhadas das camadas do EPR e da retina. No DEPf, o padrão de varredura de 128x512 mostra leves vantagens quando comparado ao de 256x256. Juntamente com a habilidade para segmentação automática, HD-OCT melhora nitidamente o monitoramento clínico de doenças coriorretínicas por adição de novos parâmetros relevantes. O HD-OCT é, provavelmente, capaz de ampliar o conhecimento da fisiopatologia e benefícios do tratamento para estratégias atuais anti-CNV no futuro.

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Importância da tomografia de coerência óptica sensível à polarização em doenças que afetam o epitélio pigmentado da retina
S Michels, M Pircher, W Geitzenauer, C Simader, E Götzinger, O Findl, U Schmidt-Erfurth e C K Hitzenberger

Objetivos: Avaliar mudanças patológicas do epitélio pigmentado da retina (EPR) através da tomografia de coerência óptica sensível à polarização (PS-OCT).
Métodos: Quarenta e quatro olhos (22 pacientes) com patologias significativas do EPR foram avaliados através da PS-OCT. Um sistema de OCT de varredura transversal com domínio de tempo foi usado para obtenção de imagens seccionais de duas dimensões das propriedades de polarização da retina.
Resultados: O EPR muda o estado de polarização da luz absorvida (age como uma camada despolarizadora), enquanto o estado de polarização de luz transmitida é mantido. Pacientes com doenças que apresentam irregularidade, elevação, afinamento ou ausência do EPR são prontamente identificados por utilização da informação da despolarização. A mudança de polarização na retina sensorial pode ser encontrada em casos com forma avançada de degeneração macular relacionada à idade seca. Esclera e fibrose mostram características birrefringentes em OS-OCT.
Conclusão: PS-OCT permite identificação de tecidos baseado em varredura por polarização e birrefringência, provendo informação adicional sobre doenças do EPR. É uma ferramenta nova para diagnóstico, seguimento e avaliação para novas estratégias de tratamento da doença.

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Hemorragia submacular após injeção intravítreo de bevacizumab para neovascularização coroidal oculta extensa em degeneração macular relacionada à idade.
S V Goverdhan e J Lochhead

Objetivos: Relatar a ocorrência de hemorragia submacular após bevacizumab intravítreo para neovascularização coroidal (NVC) oculta em degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
Métodos: Revisão retrospectiva de casos de 53 pacientes com NVC oculta que receberam 1,25 mg de bevacizumab intravítreo. A análise foi feita em três grupos baseados no tamanho médio da lesão por NVC: <10 mm2 (n=17), 10 a 15 mm2 (n = 17) e >15 mm2 (n=18). Acuidade ETDRS, incidência de hemorragia macular recente e tamanho da hemorragia (pré-existente ou recente) foram documentados e analisados.
Resultados: O número médio de injeções foi 1,0 (variação: 1 a 3) com um segmento mínimo de 6 meses (variação de 4 a 12 meses). O tamanho médio das lesões ocultas foi de 13,4 mm2 (variação 3,0 a 30,3 mm2). Hemorragia submacular recente foi vista na ausência de hemorragia pré-existente em quatro de 10 pacientes do grupo com NVC de 15 mm2 (40%), mas não nos grupos restantes de NVC de tamanhos < 15 mm2 (Relação de Probabilidades (RP)= 20,1, p = 0,01, 95% IC = 0,99 a 409,3). Estas hemorragias se desenvolveram em média de 14 dias.
Conclusões: Hemorragias submaculares parecem ser uma complicação significativa após injeção intravítreo de bevacizumab em neovascularização coroidal oculta extensa e pode ter conseqüências visuais. São necessários estudos prospectivos para estabelecer a dose ideal de bevacizumab para o tratamento de lesões extensas ou para identificar o agente anti-VEGF mais apropriado para NVC oculta extensa com descolamentos serosos e fibrovasculares do EPR.

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Descolamento tracional de retina após injeção intravítreo de bevacizumab (Avastin) em pacientes com retinopatia diabética proliferativa grave
J F Arevalo, M Maia, H W Flynn, Jr, M Saravia, R L Avery, L Wu, M Eid Farah, D J Pieramici, M H Berrocall e J G Sanchez

Objetivos: Relatar o desenvolvimento ou progressão do descolamento tracional de retina (DRT) após injeção intravítreo de bevacizumab (Avastin) usado como adjuvante na vitrectomia para o manejo de retinopatia diabética proliferativa (RDP) grave.
Métodos: Foi analisado um grupo de pacientes com desenvolvimento ou progressão de DRT após uma injeção intravítreo de 1,25 mg de bevacizumab após vitrectomia para manejo de RDP.
Resultados: Foram identificados onze olhos (pacientes) entre 211 injeções intravítreo (5,2%) realizadas que desenvolveram ou tiveram progressão de DRT grave. Todos os olhos tinham RDP refratária à panfotocoagulação (FPR). Nove pacientes tinham diabetes mellitus (DM) tipo 1 e dois, DM tipo 2. A média de idade foi de 39,5 anos (variação de 22 a 62 anos). Todos os pacientes usavam insulina e tinham controle glicêmico insatisfatório (HbA1c média de 10,6%). O tempo entre a injeção e o DRT foi em média de 13 dias (variação de 3-31 dias). A média da acuidade visual melhor corrigida (AVMC) com o desenvolvimento de DRT ou em sua progressão foi logaritmo do ângulo mínimo de resolução (LogMAR) 2,2 (variação entre 1 e 2,6; equivalente na escala de Snellen, em média, a movimento de mãos, variação entre 20/200 e percepção luminosa), uma piora estatisticamente significante comparando à AVMC inicial (p<0,0001). Oito olhos foram submetidos à vitrectomia e três pacientes se recusaram ou não estavam aptos a serem submetidos à cirurgia. A média final da AVMC após cirurgia foi 0,9 LogMAR (variação de 0,2 a 2,0) (média equivalente na escala de Snellen a 20/160; variação de 20/32 a conta-dedos), uma melhora estatisticamente significante comparada à AVMC com DRT (p=0,002).
Conclusão: DRT pode ocorrer ou progredir logo após a administração de bevacizumab intravítreo em pacientes com RDP grave.

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Resultados da cirurgia de buraco macular que se desenvolveu após descolamento de retina regmatogênico
M Benzerroug, O Genevois, K Siahmed, Z Nasser, M Muraine e G Brasseur

Objetivos: Avaliar as características e prognóstico cirúrgico do buraco macular que se desenvolveu após correção de descolamento de retina regmatogênico (DR).
Tipo de estudo: Retrospectivo, intervencional de série de casos consecutivos.
Métodos: Os prontuários de nove pacientes que desenvolveram um novo buraco macular de espessura total após uma cirurgia de DR foram revisados durante 6 semanas. Tomografia de coerência óptica (OCT) confirmou os buracos. Foi sugerido tratamento cirúrgico após acompanhamento médio de 13,3 meses (1-63 meses). Os resultados principais incluíram aspecto vítreo - macular, avaliação com OCT e acuidade visual pós-operatória.
Resultados: 1007 olhos foram submetidos a cirurgia para descolamento de retina prévio entre agosto de 1999 e setembro de 2005. Nove olhos desenvolveram buraco macular de espessura total (prevalência de 0,9%); cinco o desenvolveram após cirurgia de introflexão escleral; um após retinopexia pneumática e três após vitrectomia primária. O tempo médio do diagnóstico de buraco macular após DR foi de 2,9 meses (0,5-18). Todos os pacientes foram submetidos à cirurgia de buraco macular pelo mesmo cirurgião. Após um mês, o reparo do buraco macular ocorreu em oito olhos. Neste grupo a acuidade visual em uma média de 11,9 meses de acompanhamento foi de 20/125(20/400-20/63). Três olhos tiveram melhora de mais de três linhas na tabela de Snellen.
Conclusões: o desenvolvimento de buraco macular após cirurgia de DR é uma complicação rara (menor que 1%). Seu mecanismo fisiopatológico não é bem conhecido. Cirurgia de buraco macular convencional incluindo vitrectomia via pars plana, retirada da membrana limitante interna e tamponamento com gás de longa duração parece proporcionar a reparação do buraco macular (89%). O resultado visual parece estar condicionado à morfologia macular apresentada durante o DR.

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Recuperação do campo visual e acuidade visual após remoção da membrana epirretínica e limitante interna
J G Garweg, D Bergstein, B Windisch, F Koerner e M Halberstadt

Objetivo: Acuidade visual serve apenas como uma medida grosseira da função macular. Por isso, nosso objetivo foi apurar se a avaliação do campo visual central apresenta uma forte sensibilidade para avaliar a função visual após a remoção da membrana epirretínica e retirada da membrana limitante interna usando indocianina verde ou azul de tripan.
Métodos:
Quarenta e três pacientes foram submetidos à vitrectomia via pars plana para retirada das membranas epimacular e limitante interna usando indocianina verde (n=29; grupo1) ou azul de tripan (n=14; grupo2) foram monitorados prospectivamente por 12 meses. Pré-operatoriamente e com 1, 6 e 12 meses de pós-operatório, a acuidade visual de longe e perto e o campo visual central com perimetria estática automatizada foram avaliados.
Resultados: Doze meses após a cirurgia a acuidade visual de longe e perto havia melhorado nos dois grupos, porém apenas nos olhos tratados usando azul de tripan com um resultado significante. A diferença entre os dois grupos não foi significante. Do mesmo modo, nesta conjuntura, o defeito médio no campo visual permaneceu sem mudanças nos pacientes onde foi usado azul de tripan (pré-operatoriamente: 4,3 (DP 2,1) dB; após 12 meses: 4,0 (2,1) dB p = 0,15), porém havia melhorado naqueles com indocianina verde (de 5,3 (3,7) dB para 8,0 (5,2) dB (p = 0,027).
Conclusão: Diferentemente da acuidade visual, o campo visual central foi deprimido nos olhos tratados com indocianina verde, porém não nos olhos com azul de tripan 12 meses após a cirurgia. Assim o teste do campo visual central parece ser uma medida mais sensível que a acuidade visual como preditor da função visual. Além disso, a indocianina verde parece ter um potencial efeito crônico macular clinicamente relevante que não pode ser avaliado com a acuidade visual.

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Analisando campos visuais utilizados na avaliação de motoristas em pacientes com escotoma paracentral
C M Chisholm, F G Rauscher, D C Crabb, L N Davies, M C Dunne, D F Edgar, J A Harlow, James M-Galton, A Petzold, G T Plant, A C Viswanathan, G J Underwood, e J L Barbur

Introdução: O teste do campo visual binocular de Esterman (EVFT) é o teste atual de campo visual para condutores de veículos usado no Reino Unido. Unir o teste de campo visual monocular (Campo visual integrado, FIV) foi proposto como uma alternativa para pacientes com glaucoma.
Objetivos: Analisar o nível de concordância entre EVFT e FIV em pacientes com escotoma paracentral binocular causado por qualquer condição oftalmológica ou neurológica e comparar os resultados com o desempenho de campo de visão útil (UFOV), um teste de atenção visual tido como importante na condução de um veículo.
Métodos: Sessenta pacientes com escotoma paracentral binocular, mas com acuidade visual (AV) normal, foram prospectivamente recrutados. Os testes foram concluídos e classificados em "passou" ou "não passou" para EVFT, FIV e UFOV.
Resultados: Houve boa concordância entre o EVFT e FIV na classificação como "passou" ou "não passou" (kappa = 0,84). Não houve concordância na classificação de quatro indivíduos com escotoma paracentral de origem neurológica (três "passaram" no FIV e "não passaram" no EVFT). A média da pontuação do UFOV não diferiu entre aqueles que "passaram" e os que "não passaram" em ambos os testes de campo visual (p = 0,11). A concordância entre testes de campo visual e UFOV foi limitada (EVFT kappa = 0,22, FIV kappa = 0,32).
Conclusões: Embora haja concordância entre FIV e EVFT na classificação de campos visuais no que diz respeito à adequação legal para conduzir veículos no Reino Unido, o FIV "passou" alguns indivíduos atualmente classificados como impróprios para conduzir devido ao escotoma paracentral de origem não glaucomatosa. A adequação do UFOV para avaliar risco de colisão naqueles com perda de campo visual é questionável.

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Maculopatia em pacientes com linfoma primário do SNC tratados com quimioterapia em conjunto com a disrupção da barreira hemato-encefálica
J Vicuna-Kojchen, S Frenkel, T Siegal, E Shalom, I Chowers e J Pe’er

Objetivo: Determinar a incidência e características da maculopatia associada à ruptura da barreira hemato-encefálica (RBCS) usada no tratamento do linfoma primário do sistema nervoso central (LPSNC).
Métodos: Foram revisados prontuários de 56 pacientes com LPSNC, com ou sem linfoma intra-ocular (LIO), tratados no Hospital Universitário Hadassah durante os anos de 1997-2007. Dados de 46 pacientes em que existia documentação do exame oftalmológico foram estudados. Aqueles que estavam vivos no momento da coleta de dados foram convidados para exame oftalmológico para avaliar a existência de maculopatia. Os pacientes foram divididos em quatro grupos de acordo com o protocolo de tratamento. Grupo 1: quimioterapia venosa sistêmica; Grupo 2: quimioterapia venosa sistêmica e metotrexate (MTX) intra-vítreo; Grupo3: quimioterapia sistêmica arterial e RBCS; Grupo 4: quimioterapia arterial sistêmica, RBCS e MTX intra-vítreo.
Resultados: Dos 23 pacientes do Grupo 1 e dois que não foram tratados com RBCS, nenhum desenvolveu maculopatia. Dos 23 que foram tratados com RBCS, 12 de 17 (70,5%) no Grupo 3 e três de seis (50%) no Grupo 4, de um total de 15 entre 23 (65,2%) desenvolveram maculopatia. A maculopatia não afetou significativamente a acuidade visual de nenhum paciente.
Conclusões: RBCS pode causar maculopatia em aproximadamente dois terços dos pacientes tratados para LPSNC sem afetar significativamente a acuidade visual. Injeção intra-vítreo de metotrexate, de acordo com o protocolo que nós aplicamos, não está associada à maculopatia.

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Características do nistagmo na cegueira estacionária noturna congênita
C Pieh, B Simonsz-Toth e I Gottlob

Objetivo: Analisar a característica do nistagmo em pacientes com cegueira estacionária noturna congênita (CENC) para diferenciação com outras formas de nistagmo infantil precoce.
Métodos: Movimentos horizontais e verticais de 10 pacientes (6-46 anos, média de 17,1 anos, mediana 12,5) com CENC (oito com CENC1 e dois com CENC2) foram avaliados com a técnica da procura da mola escleral magnética ou por eletro-oculografia. Características como a freqüência, amplitude, conjugação e intermitência foram analisadas.
Resultados: Todos os pacientes tinham nistagmo contínuo, pendular, oblíquo e na maior parte desconjugado de alta freqüência e baixa amplitude. Em sete casos, um nistagmo pulsátil extenso horizontal ou vertical com aumento ou decréscimo ou velocidade constante foi sobreposto. Nistagmo pulsátil foi freqüentemente intermitente e conjugado. Posicionamento de cabeça não foi considerado compensatório.
Conclusões: Registro de movimento ocular de pacientes com CNEC expôs características especificas do nistagmo como direção obliqua, sobreposição, formas de onda e movimentos oculares desconjugados. Essas características podem ajudar a distinguir o nistagmo na CNEC de outras formas de nistagmo na infância precoce como nistagmo congênito idiopático, nistagmo latente e spamus nutans. Observamos nistagmo na CNEC similar ao descrito no monocromatismo azul do cone e monocromatismo do bastonete e em pacientes com defeito sensorial grave. As características descritas do nistagmo devem alertar para a investigação com eletrerretinografia nos casos de diagnóstico incerto.

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Validação de um sistema computadorizado de medida da acuidade visual em logMAR (COMPlog): comparação ao ETDRS e teste eletrônico do algoritmo do ETDRS em adultos e crianças amblíopes
D A H Laidlaw, V Tailor, N Shah, S Atamian e C Harcourt

Introdução/Objetivos: O sistema clínico de medição da acuidade visual COMPlog está em desenvolvimento para uso na rotina e em pesquisas. Este estudo tem como objetivo validar seu desempenho em crianças amblíopes e adultos normais e doentes comparando-o ao padrão ouro, representado pela tabela ETDRS, e ao algoritmo da medida de acuidade visual computadorizada E-ETDRS.
Métodos: Teste e re-teste de medidas de acuidade visual em logMAR de cinco letras intercaladas por linha foi realizado em 70 adultos e 59 crianças amblíopes através da tabela ETDRS e do sistema de medida da acuidade visual COMPlog. Trinta e nove dos adultos submeteram-se também ao teste de acuidade visual computadorizada com algoritmo de teste E-ETDRS. Os adultos testados incluíram indivíduos normais e com doenças oculares. Os métodos de Bland e Altman foram empregados com variabilidade de teste-reteste (TRV) expressa no intervalo de confiança de 95% para concordância.
Resultados: Nenhum viés significativo foi observado entre as medidas da acuidade com o padrão ouro do ETDRS e aquelas realizadas com o COMPlog ou E-ETDRS. TRVs de ± 0,12 logMAR e ± 0,10 logMAR foram respectivamente encontrados para medidas com COMPlog nas crianças amblíopes e nos grupos de adultos comparados a ± 0,12 logMAR para a tabela ETDRS em ambos os grupos. O TRV do sistema E-ETDRS foi um pouco maior com ±0,16 logMAR. As medianas dos tempos de teste para COMPlog e ETDRS foram 95 e 85s e 66 e 56s, respectivamente, nos grupos pediátrico e adulto e 120s para as medidas do E-ETDRS nos adultos.
Discussão: As medidas do COMPlog apresentam boa concordância e são similarmente confiáveis ao padrão ouro do ETDRS com tempos de teste comparáveis. As medidas do algoritmo do E-ETDRS levaram aproximadamente duas vezes o tempo dos outros testes.

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Tenotomia parcial caudal ou cranial dos músculos retos horizontais em pacientes estrábicos com padrão em A e V
H M van der Meulen-Schot, S B van der Meulen e H J Simonsz

Introdução: Ao realizar uma ressecção com transposição vertical das inserções dos músculos horizontais em pacientes com padrão de estrabismo em A ou V, existe risco de hipercorreção naqueles com um ângulo relativamente pequeno de estrabismo e quase alinhamento ocular em supra e infra-versão.
Objetivo: Determinar se uma tenotomia parcial caudal ou cranial dos retos horizontais seria suficiente para reduzir o ângulo horizontal na posição primária do olhar e minimizar o risco de hipercorreção em supra e infra-versão, com o menor desvio horizontal.
Métodos: Avaliação retrospectiva foi realizada em pacientes submetidos à tenotomia parcial caudal ou cranial dos retos horizontais entre Janeiro de 1996 e Janeiro de 2006. Os pacientes foram excluídos se tivessem sido submetidos à cirurgia prévia e/ou cirurgias adicionais no músculo oblíquo. A redução do ângulo horizontal na posição primária do olhar e 25° em supra e infra-versão foi avaliada.
Resultados: Cinqüenta e dois pacientes foram incluídos, 16 com padrão A-eso, 12 com padrão V-eso, 7 com padrão A-exo e 17 com padrão V-exo. A idade dos pacientes na cirurgia variou de 2 a 80 anos (mediana 16 anos). A média (DP) de redução do ângulo horizontal foi de 8,1 (4,5)° na direção de trabalho da transposição, em supra ou infra-versão, 6,2 (4,5)° na posição primária do olhar e 3,3 (4,4)° fora da direção de trabalho. Quatro pacientes necessitaram reoperação após curto tempo, um devido à hipercorreção e três por hipocorreção.
Conclusões: Em pacientes com padrão A ou V de estrabismo e quase alinhamento ocular em supra ou infra-versão, uma tenotomia parcial dos retos horizontais é um tratamento efetivo com risco mínimo de hipercorreção.

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Predizendo a necessidade de serviços para reabilitação de baixa visão
P M O'Connor, a E L Lamoureux e J E Keeffe

Objetivo: Determinar os fatores independentes relacionados à necessidade de reabilitação de indivíduos com baixa visão usando o Questionário de Impacto de Deterioração da Visão (IVI) para medir as conseqüências na qualidade de vida decorrentes das limitações específicas da visão na participação das atividades diárias.
Métodos: Pacientes atendidos em clínicas de baixa visão completaram o IVI e proporcionaram informações pessoais e clínicas como co-morbidades e acuidade visual. A análise de Rasch foi usada para gerar medidas pessoais para escores do IVI total e de três domínios. A necessidade de reabilitação foi classificada em níveis de limitação de participação "leve", "moderada" ou "severa", determinadas pelos terciles mais baixos, moderados e mais elevados de medidas. Análises de regressão logística foram usadas para determinar fatores independentes relacionados à necessidade de reabilitação.
Resultados: 477 pacientes (56% mulheres) com idade média de 72 anos (DP 15,3 anos) foram recrutados. A maioria, 74%, apresentava perda moderada ou severa de visão (apresentando acuidade visual (AV) <6/18) e 43% apresentavam degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Mulheres, duração mais curta da limitação visual, DMRI, piora da AV, maior impacto das co-morbidades na vida diária e dependência da família ou dos amigos foram associados univariavelmente a escores piores do IVI (p<0,05).
Em todos os modelos da regressão, a AV, o impacto das co-morbidades na vida diária e a dependência da família e amigos emergiram como os três fatores predisponentes independentes mais importantes para a necessidade de reabilitação.
Conclusões: Além da visão, os clínicos também necessitam considerar assuntos relacionados à dependência ao avaliar a necessidade de reabilitação. Abordagem mais holística e realização de reabilitação são conseqüentemente desejáveis.

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Estudo prospectivo das mudanças na função visual de pacientes com hepatite C tratados com interferon alfa pegilatado no Reino Unido
N N Malik, H G Sheth, N Ackerman, N Davies e S M Mitchell

Introdução: Hepatite C e tratamento com interferon têm sido associados à retinopatia. Nossa experiência sugere que a incidência é baixa, com nenhum ou insignificante impacto do interferon alfa pegilatado na função visual. Esse estudo foi realizado para determinar quando o acompanhamento oftalmológico é necessário nesses pacientes.
Métodos: Estudo prospectivo de série de casos de 52 pacientes (104 olhos). Acuidade visual, sensibilidade ao contraste, visão de cores, campo visual pela perimetria e exame de fundo de olho foram analisados antes e no período de 3 e 6 meses após início de terapia com interferon alfa.
Resultados: Quarenta e dois homens e 10 mulheres foram acompanhados. Nenhum paciente relatou quaisquer sintomas visuais subjetivos. As médias das alterações da acuidade visual logarítmica do ângulo de resolução mínimo (logMAR) direita e esquerda foram insignificantes comparando-se o início e com 6 meses de tratamento (0,05 (DP 0,13) e 0,10 (DP 0,12), respectivamente). As médias de mudanças na sensibilidade ao contraste e visão de cores também foram insignificantes. De todos os olhos monitorizados por perimetria seriada durante todo o período de acompanhamento, nenhum desenvolveu defeitos de campo visual. Um paciente desenvolveu aparente defeito nasal de campo visual após 3 meses de tratamento, mas não compareceu para repetir o teste. Nenhum paciente desenvolveu alterações no disco óptico ou alterações permanentes de fundo de olho durante o período de seguimento.
Conclusão: Diferente de estudos anteriores americanos e asiáticos, nossos resultados baseados em estudo de coorte realizado no Reino Unido sugerem que acompanhamento oftalmológico de rotina não é essencial em pacientes com hepatite C tratados com interferon alfa que não apresentem queixas visuais.

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  Laboratory science

Regulação da expressão de quimiocinas em córneas de camundongos submetidas a ferida mecânica ou endotoxina
R G Pillai, S C Beutelspacher, D F P Larkin e A J T George

Introdução/Objetivos: Rejeição alogênica é a causa mais comum de falência do transplante corneal e é significativamente mais alta em pacientes de alto risco para rejeição. É relatado que o tecido corneal produz quimiocinas em resposta a estresse/inflamação. A expressão de quimiocinas é essencial para o recrutamento de leucócitos durante os eventos inflamatórios. Este estudo foi planejado para avaliar os efeitos do trauma cirúrgico ou das condições de armazenamento na expressão das quimiocinas.
Métodos: Córneas de camundongos foram mantidas incubadas em condições diferentes (adição de endotoxinas ou após ferida cirúrgica) por até 24h. A produção ex vivo de quimiocinas foi avaliada através do PCR de transcriptase-reversa em tempo real (RT-PCR) para medir RNAm que codifica MIP-1, MIP-1 β e MIP-1, MCP1, IP-10, limfotactina, fractalcina, RANTES, eotaxina, MIG, MIP2 e a citocina MIF. A expressão de RANTES por ELISA e a capacidade do sobrenadante das córneas para quimiotaxia de células também foram determinadas. Concomitantemente, comparou-se a sobrevida dos enxertos corneanos tratados ou não com endotoxina.
Resultados: Detectou-se que, na incubação com o meio de preservação corneal, a expressão do RNAm da maioria dessas quimiocinas estava muito aumentada. O aumento da expressão do RNAm de quimiocinas também foi observado após o trauma mecânico induzido pela aplicação de sutura e após exposição da córnea a endotoxinas. No caso do trauma mecânico, a atividade funcional das quimiocinas foi demonstrada através de um teste para quimiotaxia. O transplante ortotópico de córneas LPS-tratadas, que mostraram elevação na expressão de quimiocinas, resultou no aumento da infiltração por leucócitos e rejeição mais rápida dos enxertos alogênicos.
Conclusão: Nossos resultados indicam que o armazenamento ex vivo e a manipulação de córneas de camundongos podem influenciar a expressão de quimiocinas e resultar em rejeição precoce dos enxertos. Isto pode ter importância ao considerarmos procedimentos de manipulação e o armazenamento ex vivo de córneas de doadores antes do transplante, bem como o próprio procedimento cirúrgico por si só.

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Seqüenciamento do gene CHST6 em pacientes Checos com distrofia macular de córnea reforçam a evidência de uma mutação fundamental
P Liskova, B Veraitch, K Jirsova, M Filipec, A Neuwirth, N D Ebenezer, P G Hysi, A J Hardcastle, S J Tuft e S S Bhattacharya

Objetivos: Caracterizar o papel do gene carbohidrato sulfotransferase (CHST6) na distrofia macular de córnea (MCD) em pacientes checos.
Métodos: A região codificadora do gene CHST6 foi diretamente seqüenciada em 10 membros afetados e 5 não-afetados de 8 famílias com MCD aparentemente não-relacionadas. O tipo de MCD foi determinado por ensaio imuno-enzimático do queratan sulfato antigênico (KS) no soro e por coloração imuno-histoquímica de córneas utilizando-se anticorpo monoclonal anti-KS.
Resultados: As seguintes alterações nas seqüências codificadoras do gene CHST6 foram observadas: mutação homozigótica do c.1A>T (p.M1?); mutação homozigótica c.599T>G (p.L200R); heterozigocidade composta para c.599T>G e c.614G>A (p.R205Q); heterozigocidade composta para c.494G>A (p.C165Y) e c.599T>G; mutação na heterozigocidade c.599T>G sem outra alteração na seqüência codificadora. Um indivíduo não demonstrou alterações. A mutação patogênica c.599T>G (p.L200R) apresentou-se em associação alélica ao polimorfismo c.484C>G (p.R162G). Nove pacientes de 7 famílias apresentavam MCD tipo I incluindo o subtipo IA.
Conclusões: Quatro mutações do CHST6 com perda de sentido, das quais p.C165Y é a mais nova, foram identificadas. Associação alélica de c.484C>G; 599T>G em 6 de 8 indivíduos, assim como ocorrência deste alelo particular no estado heterozigótico de um indivíduo saudável controle, reforça um efeito fundamental para MCD na República Checa.

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Método não destrutivo de caracterização mecânica de colágeno hidrogel crosslinked com UVA / riboflavina
M Ahearne, Yang Y, K Y Then e K-K Liu

Objetivos: Estabelecer um método não-destrutivo para caracterizar as propriedades mecânicas dos hidrogéis de colágeno para modelar o tecido corneal e analisar o efeito fotoquímico do crosslinking sobre suas propriedades mecânicas.
Métodos: Hidrogéis de colágeno foram sintetizados, submersos em 0,1% de solução de riboflavina e submetidos à crosslinking usando duas lâmpadas de UVA com intensidade entre 2,8 e 3,2 mW/cm2. Os hidrogéis foram clampeados em torno de sua borda externa e deformados utilizando-se uma esfera. A deformação foi medida no local usando um microscópio de longa distância conectado a uma câmera CCD e o deslocamento da deformação foi utilizado com um modelo teórico para o cálculo do módulo de Young dos hidrogéis. Os hidrogéis de colágeno foram semeados com fibroblastos corneais humanos para avaliar a viabilidade celular após irradiação com UVA.
Resultados: Houve um aumento no módulo de Young dos hidrogéis de colágeno após o tratamento com UVA / riboflavina que foi dependente do tempo de exposição. A irradiação de UVA sem riboflavina mostrou diminuição da integridade mecânica e da resistência. A viabilidade celular foi reduzida com o aumento do tempo de exposição do UVA.
Conclusões: A técnica não-destrutiva demonstrou uma nova metodologia comparável à strip extensiometry para córnea ou espécimes de modelo corneal mas com características mais convenientes. Esta abordagem poderia ser usada como um primeiro passo no desenvolvimento de novos tratamentos de crosslinking em pacientes com ceratocone.

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Evolução em longo prazo do transplante sistêmico de células derivadas da medula óssea modificadas geneticamente na retina do camundongo adulto
C Boettcher, E Ulbricht, D Helmlinger, A F Mack, A Reichenbach, P Wiedemann, H-J Wagner, M W Seeliger, A Bringmann e J Priller

Objetivos: Para fornecer evidências de uma nova rota de administração genética em retinas normais e doentes realizamos transplante sistêmico de células derivadas da medula óssea (CDMO) modificadas através de engenharia genética para cobais sevagens e cobais mutantes com degeneração retínica.
Métodos: Camundongos recipientes irradiados letalmente —C57BL/6 (selvagens), SCA7 (ataxia espinocerebelar tipo 7) e FVB/N (rd1 mutante)—foram transplantados via endovenosa com 5x106 CDMO transduzidas com vetor viral para expressão da proteína verde fluorescente (PVF). Cobaias foram sacrificadas 1, 3, 8, 11, 12 e 15 meses (tipo selvagem) ou 8 e 12 meses (mutantes) após o transplante. Os olhos foram enucleados e as retinas analisadas com imunohistoquímica.
Resultados: Nas retinas selvagens, CDMO preferencialmente se fixaram nas camadas plexiformes interna e externa, camada de células ganglionares e nervo óptico. Não foram encontradas CDMO na camada de fotorreceptores. CDMO foram mais comuns nas retinas das cobaias mutantes com degeneração. A maioria das CDMO na retina foi identificada como micróglia baseado na morfologia e imunofenotipagem. Aproximadamente 8-16% de todas as células CD11b+ expressavam PVF. Nenhuma das CDMO expressou marcadores de células neuronais. CDMO expressando PVF foram vistas persistindo por mais de 1 ano após o transplante.
Conclusões: Demonstramos que CDMO modificadas geneticamente mostram boa sobrevida e expressão estável de PVF de um retrovírus na retina tanto de camundongos selvagens quanto mutantes. Assim, CDMO podem ser usadas como veículos de transporte genético para a retina.

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Fototrombose coriocapilar seletiva experimental usando formulação modificada de indocianina verde
J A Cardillo, R Jorge, R A Costa, S M T Nunes, D Lavinsky, B D Kuppermann, A C Tedesco e M E Farah

Introdução: Este estudo in vivo avaliou e comparou a eficiência de uma formulação aquosa (R-ICV) e uma oleosa (L-ICV) de indocianina verde (ICV) na oclusão da coriocapilar de coelhos e determinou o rendimento quântico de singlete oxigênio e as propriedades agregadoras de ambas as formulações in vitro.
Métodos: A produção de oxigênio e a agregação foram comparadas. O fundo de olho de 30 coelhos albinos foi irradiado por 0-15 min após a injeção do contraste usando laser de diodo de 810 nm. Angiofluoresceinografia e microscopia óptica foram usadas para avaliar a segurança e eficácia da R-ICV e L-ICV.
Resultados: A L-ICV reduziu tanto a constante de dimerização quanto a sua tendência de formar agregados e aumentou a eficiência da ICV na geração de oxigênio (R-ICV=0,120 e L-ICV=0,210). Usando uma dose de 10 mg/kg a oclusão foi conseguida com dosagem de luz de 35,8 J/cm2 com L-ICG e 71,6 J/cm2 com R-ICV com mínimo dano à retina neuro-sensorial.
Conclusão: Restrições ao uso da solução aquosa de ICV, baixo o rendimento quântico de singlete oxigênio e alta tendência de agregação ocorreram com a L-ICV. A necessidade de menor irradiação com laser para a oclusão coriocapilar pode sugerir que a L-ICV é foto-sensibilizante mais potente e seletivo que a R-ICV.

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Metilação dos promotores da ilha CpG no melanoma uveal
A P Moulin, G Clément, F T Bosman, L Zografos e J Benhattar

Introdução: A inativação de genes relacionados a tumores por promotores da hipermetilação é um evento epigenético comum no desenvolvimento de uma variedade de tumores.
Objetivo: Investigar, no melanoma uveal primário, o status do promotor da metilação dos genes que se acredita estarem envolvidos no desenvolvimento tumoral: p16, TIMP3, RASSF1, RARB, FHIT, hTERT e APC.
Métodos: O gene promotor de metilação foi estudado por análise de conformação sensitiva de um único filamento de metilação e ensaio de dot-blot em uma série de 23 melanomas uveais primários. Todas as amostras de DNA foram obtidas a partir de tecidos fixados em formalina emblocados em parafina.
Resultados: hTERT promotor da metilação foi encontrado em uma alta freqüência (52%). Promotores da metilação do p16, TIMP3, RASSF1, RARB, FHIT e APC foram raramente encontrados. Para nenhum destes genes o promotor da metilação excedeu 15% das amostras tumorais e para alguns genes (FHIT e APC) nenhuma metilação foi encontrada. Além disso, promotor da metilação esteve ausente em 39% (9/23) dos casos. Em apenas 22% (5/23) dos casos foi observada hipermetilação de pelo menos dois promotores.
Conclusões: A promoção da metilação do hTERT é um evento regular no melanoma uveal. Hipermetilação dos outros genes estudados não parece ser um elemento essencial no desenvolvimento deste tumor. Como os promotores da metilação do APC RASSF1 e RARB são freqüentemente observados em melanoma cutâneo, estes resultados sugerem que os diferentes eventos epigenéticos ocorram no desenvolvimento do melanoma cutâneo e uveal.

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