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BJO Portuguese At a Glance July 2010

flagPortuguese At a glance

Julho/ July 2010
Volume 93 Number/ número 7
Table of Contents

Editors/ Editores: Harminder S Dua, Arun D Singh
drdanielpereira{at}gmail.com  drdanielpereira{at}gmail.com


Síndrome da esfoliação no estudo Reykjavik eye
Arnarsson et al avaliaram o risco idade e gênero específico prevalente e  5 incidente em 5 anos de desenvolver a síndrome da esfoliação (XFS) em uma amostra aleatória de população de cidadãos com 50 anos ou mais. Mil e quarenta e cinco pessoas tiveram exame inicial em 1996; 846 de 958 sobreviventes (88,2%) tiveram exame de seguimento em 2001. Idade, sexo feminino, aumento da pigmentação da íris, uso moderado de álcool e asma auto-referida apresentaram correlação significativa com risco de prevalência de XFS. Os autores também observaram que os alimentos com possível efeito antioxidante correlacionam-se com diminuição do risco de XFS.
Veja página 831.


Diferenças étnicas na cabeça do nervo óptico e os parâmetros da camada de fibras nervosas da retina em crianças
Samarawickrama et al examinaram as diferenças étnicas na cabeça do nervo óptico e dos parâmetros da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) entre crianças da Europa caucasiana e da Ásia Oriental com idade entre 6 e 12 anos. Do total de 4118 crianças examinadas no Sidney Childhood Eye Study, 3382 (82,1%) tinham OCT (Zeiss Stratus, Fast optic disc e RFNL scans) com dados adequados para a análise. Após o ajuste para idade, sexo, comprimento axial, peso ao nascer e área de disco óptico, crianças da Ásia Oriental apresentaram média do diâmetro vertical do disco óptico semelhante ao das crianças caucasianas européias. Por outro lado, crianças da Ásia Oriental apresentavam média 30 a 43% maior do diâmetro vertical da escavação, o que resultou em uma media maior da razão escavação/disco. Crianças da Ásia Oriental apresentaram CFNR média mais grossa (105,45 milímetros e 107,92 milímetros). Estas variações anatômicas podem contribuir para melhor compreensão das aparentes diferenças raciais na susceptibilidade ao glaucoma.
Veja página 871.


Análise mutacional TGFBI em distrofias corneanas
Vincent et al caracterizaram as bases moleculares para distrofia corneana em 19 indivíduos sem parentesco portadores de distrofia granular, fleck, lattice e polimorfa posterior. Todos os cinco pacientes com distrofia granular apresentaram mutação R555W, e mutação H626P foi identificada em uma linhagem com distrofia intermediária da camada de Bowman. Nenhuma outra mutação foi detectada, incluindo os casos de distrofia estromal, sugerindo maior heterogeneidade genética do que é conhecida atualmente nesse grupo de desordens.
Veja página 836.


Erro de refração, comprimento axial e profundidade da câmara anterior em adultos britânicos: EPIC-Norfolk Eye Study
Foster et al descreveram distribuição e correlações demográficas e sócio-econômicas dos erros refracionais e biometria ocular relacionada em uma população britânica mais velha (2519 pessoas). Entre os indivíduos fácicos, o comprimento axial do olho apresentou correlação fortemente inversa ao erro de refração em homens e mulheres. A profundidade da câmara anterior variou com a idade e sexo, mas não com a condição sócio-econômica. O comprimento axial do olho apresentou-se relacionado fortemente, independentemente, à altura, peso e classe social. O estado educacional foi o fator determinante mais fortemente relacionado ao comprimento axial.
Veja página 827.


Ceratoplastia endotelial com membrana de Descemet (DMEK) com anel de estroma
Studeny et al descrevem uma nova técnica para a preparação e transplante lamelar corneano posterior, constituído por endotélio e membrana de Descemet nua, com um anel de estroma de suporte (DMEK-S), utilizando-se a técnica da grande bolha (big bubble). A série retrospectiva de casos que se submeteram a DMEK-S foi composta de 20 olhos de 18 pacientes com disfunção endotelial. Melhor acuidade visual corrigida (MAVC) e densidade de células endoteliais foram medidas no pré-operatório e 12 e 24 meses após DMEK-S. Falência primária do enxerto ocorreu em dois olhos. A densidade endotelial média em um ano foi de 1608 (+/-503) células/mm2. Conforme se adquiriu maior experiência, a perda da córnea doadora durante a preparação caiu para 5% O fato desta abordagem ser totalmente manual favorece sua ampla adoção por vários serviços.
Veja página 909.


Macrófagos na membrana de Bruch e coróide em DMRI
Cherepanoff et al determiram a contagem de macrófagos submaculares na membrana de Bruch (BrM) e imunofenotipagem de macrófagos coroidais e BrM em 125 olhos humanos (normais, normais idosos, DMRI inicial e atrofia geográfica). CD68 e imunohistoquímica para sintetase induzida por óxido nítrico (iNOS) foi realizada em 16 olhos humanos (normais, DMRI inicial, atrofia geográfica e cicatriz disciforme). Eles observaram que macrófagos CD68+ foram vistos na coróide de olhos humanos normais mas eles não expressaram iNOS. Expressão de iNOS pelos macrófagos coroidais estava associada com DMRI inicial e cicatriz disciforme ativa. Expressão de iNOS estava ausente em macrófagos da BrM, sugerindo diferenças imunomodulatórias entre os macrófagos da coróide e da BrM.
Veja página 918


PDT e bevacizumab intravítreo para neovascularização coroidal miópica
Baba et al compararam a evolução em longo prazo da terapia fotodinâmica (PDT) e bevacizumab intravítreo (IVB) para neovascularização coroidal miópica (mCNV) em 24 olhos divididos em grupo A (12 olhos tratados com PDT) e grupo B (12 olhos tratados com 1,25 mg de IVB). A idade e acuidade visual melhor corrigida (BCVA) foram emparelhadas entre os grupos.  A BCVA não se alterou pós PDT, mas foi significativamente melhorada de 0,7560.25 para 0,5060.38 unidades logMAR  24 meses após IVB. A CFT foi significativamente reduzida em ambos os grupos aos 24 meses. O tamanho da atrofia coroidal circundando a CNV (CRA) foi maior no grupo A que no grupo B aos 24 meses. O tamanho da CRA foi correlacionado à BCVA. Os autores concluíram que IVB é mais eficiente que PDT no tratamento de mCNV. Recuperação visual incompleta após PDT deve estar relacionada ao aumento da CRA após PDT. Veja página 864


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