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Remoção da membrane epirretínica com peeling da MLI
Schumann et al avaliaram a seletividade da coloração com azul brilhante G (ABG) através da análise morfológica dos componentes
de tecidos corados e não corados obtidos durante a remoçõa de membranas epirretínicas com peeling da membrana limitnate
interna (MLI) em 26 cirurgias de vitrectomia assistidas por ABG. O corante foi injetado no globo ocular preenchido por lúquido.
As características da coloração foram avaliadas pelo cirurgião. O tecido não corado foi removido no primeiro passo. Isto
foi seguido da reinjeção de algumas gotas de ABG. Num segundo passo o tecido corado com ABG foi removido. A primeira amostra
de todos os olhos mostrou ausência do corante e correspondia a massas de células e colágeno. A segunda amostra demonstrou
características de coloração e correspondia à MLI em todos os pacientes. Os autores comcluiram que ABG cora seletivamente
a MLI.
Veja na página 1369
Discriminação de cores no Monte Everest
Willmann et al investigaram mudanças na discriminação de cores como resultado da exposição crônica à hipóxia induzida por
extremas altitudes (acima de 8000 m), durante uma expedição ao Monte Everest por dois homens participantes (quatro olhos),
utilizando um teste psicofísico quantitativo de visão de cores,
controlado por computador (versão modificada do Cambridge Colour Test). Os testes foram realizados durante um período de
54 dias em altitudes que variavam de 1300 m a 8000 m. Observou-se aumento do limiar de discriminação da cor, predominantemente
para o eixo Tritan (azul), em ambos os observadores
com o aumento da altitude. Os limiares deutan (verde) foram minimamente elevados com a altitude, enquanto os limiares protan
(vermelho) foram alterados em um observador. Os limiares de discriminação de cor Tritan diminuíram com
o tempo gasto em uma determinada altitude e se normalizaram após o regresso à baixa altitude.
Veja na página 1393
O ácido micofenólico suprime a proliferação in vitro de fibroblastos humanos do pterígio e da Tenon normal
Amer et al investigaram os efeitos fibróticos do ácido micofenólico (MPA) nos fibroblastos de pterígio e da Tenon com e sem
a estimulação do fator de crescimento de fibroblastos. Eles também compararam a eficácia do MPA com mitomicina (MMC) e com
dexametasona (DXM). Eles observaram que o MPA causou uma inibição da proliferação de fibroblastos do pterígio e da Tenon
concentração-dependente. O efeito antiproliferativo do MPA foi comparável com a MMC e a DXM. Eles concluem que investigação
adicional é necessária para que o MPA substitua a MMC em aplicações clínicas.
Veja na página 1373
Redes de actina cross-linked na lâmina crivosa
Job et al determinaram os padrões de coloração de F-actina nas células da lâmina crivosa (LC) de tecidos dissecados normais,
tratados com DXM (DEX) ou glaucomatosos, além de culturas celulares. Amostras de tecido foram expostas a 1x10-7 M de DEX
por mais de 14 dias. Depois da coloração com Alexa phalloidin 488 amostras foram examinadas por microscopia confocal ou
epifluorescência. Eles observaram um arranjo de actina dominante dos feixes de fibras no tecido celular da LC e das culturas
celulares de LC. Redes de actina cross-linked foram marcadamente aumentadas pelo tratamento com esteróides e eram particularmente
grandes e abundantes em culturas de doadores com glaucoma. Os autores concluem que as redes de actina podem ter um papel
no desenvolvimento do glaucoma.
Veja na página 1388
Perturbação do ritmo circadiano de crianças com hipoplasia do nervo óptico
Rivkees et al avaliaram a incidência e a natureza das alterações do sono-vigília de 23 crianças com hipoplasia do nervo óptico,
usando actigrafia. Foram obtidos dados suficientes em 19 crianças. Eles observaram padrões de atividade em descanso normais
em 13 crianças (68%). Das seis crianças (32%) com alterações de ritmicidade, três tiveram o sono fragmentado, um tinha ciclos
de atividade em descanso free-running e dois foram arrítmicos. A ritmicidade da atividade em descanso anormal foi associada
à deficiência visual grave, com resposta pupilar anormal, atraso de desenvolvimento e múltiplas deficiências hormonais.
Veja na página 1358
Pressão de perfusão ocular em 24h noGPAA
Costa et al compararam a pressão de perfusão ocular, a pressão arterial (sistólica e
diastólica) e a pressão de perfusão de 29 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto e de 24 indivíduos saudáveis
(medições a cada 2 h a partir das 08:00 até às 06:00 da manhã seguinte). Eles observaram que a média da PAS foi significativamente
maior nos pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto das 4:00 às 10:00 e também às 14:00 e às 18:00. A PAD foi significativamente
maior às 08:00 e às 10:00, porém, significativamente menor às 04:00. Os autores concluíram que, apesar da identificação
de um padrão de perfusão diurna distinto em pacientes glaucomatosos, mais estudos são necessários para investigar a importância
da pressão de perfusão de 24 horas como um fator de risco para a progressão do glaucoma.
Veja na página 1291
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