|
Deficiência visual em crianças escolares na Irlanda do Norte
O’Donoghue et al descreveram a prevalência de erros refrativos (miopia e hipermetropia) e deficiência visual no Northern Ireland Childhood Errors of Refraction study, estudo transversal de base populacional com 661 crianças brancas etrne 12 e 13 anos e 392 entre 6 e 7 anos. Miopia foi
definida como equivalente esférico de < -0,50D em um dos olhos e hipermetropia como equivalente esférico > +2,00D em um dos olhos. Deficiência visual foi definida como > 0,30 unidades logMAR (equivalente à 6/12). Os níveis de
miopia foram de 2,8% nos mais jovens e 17,7% nas crianças mais velhas: níveis correspondentes de hipermetropia foram 26%
e 14,7%. A prevalência da presença de deficiência visual no melhor olho foi 3,6% em crianças mais velhas comparada a 1,5%
nas mais novas. Como uma em cada quatro criança não leva seus óculos para a escola, os autores enfatizam a necessidade de
deesenvolver estratégias para aumentar a aceitação do uso dos óculos.
Veja na página 1155
Suturas ajustáveis
Robbins et al relatam os resultados de suturas ajustáveis com conjuntiva fechada
realizadas em 440 pacientes por 5 cirurgiões. 26% dos pacientes necessitaram de manipulação pós-operatória. A maioria dos
pacientes (84%) não tinha queixa de
diplopia e/ou teve boa melhora estética. Complicações transitórias incluíram dellen, aparência da conjuntiva ruim, ceratite
filamentosa, infecção, granuloma, sutura exposta e abrasão corneana. Graves complicações foram raras.
Veja na página 1169
Cicloablação transescleral com laser de diodo
Rotchford et al investigaram os efeitos da ciclofotocoagulação com laser de diodo na função visual central de 43 pacientes
(49 olhos) com AV pré-operatória maior ou igual a 20/60. Depois de um seguimento médio de 5,0 anos 67% das AV foram mantidas
maior ou igual a 20/60. A AV deteriorou-se em uma linha de Snellen ou mais em 63% e em 16% a AV final foi menor que 20/200.
As principais causas para a perda de visão foram a progressão do glaucoma (9 olhos) e edema macular (4 olhos). A PIO foi
controlada em 80%. Nenhum dos olhos tratados desenvolveu hipotonia. Os autores concluem que a cicloablação transescleral
pode ser usada mesmo em olhos com potencial visual.
Veja na página 1180
Características da distrofia foveomacular viteliforme do adulto no SD-OCT
Puche et al descreveram as características morfológicas em 60 olhos (49 pacientes consecutivos) portadores de distrofia foveomacular
viteliforme do adulto (AOFVD), utilizando SD-OCT. Em 28 olhos, SD-OCT mostrou grumos de hiperreflexividade nas camadas
plexiforme externa e nuclear externa. Em 9 olhos, a interface dos segmentos internos/externos dos fotorreceptores (IS/OS)
apareceu altamente reflexiva como uma concha ao redor do material viteliforme e apareceu irregular e descontínua em 27 olhos.
O material viteliforme apareceu como uma lesão altamente reflexiva com forma arredondada elevada localizada entre a camada
de fotorreceptores e o EPR. Os autores hipotetizaram que estágios precoces envolvem a camada entre EPR e a interface IS/OS
com material viteliforme acumulado abaixo da retina sensorial.
Veja na página 1190
Correlação entre angiofluoresceinografia e SD OCT em edema macular cistóide
Jittpoonkuson et al compararam a habilidade na deteção do edema macular cistóide (EMC) e de suas complicações tardias da
tomografia de coerência spectral domain (SD-OCT) e da angiofluoresceinografia (AF) em 85 olhos que realizaram AF e SD-OCT
no mesmo dia. EMC associado à oclusão da veia central da retina (OVR), DMRI e retinopatia diabética (RD) não foram detectados
por AF em 19%, 33% e 33% dos casos, respectivamente. Fluido subrretínico foi indetectável através da AF em 55% dos quadi
a maioria estava no grupo AVC. SD-OCT mostrou diagnóstico mais precoce do EMC do que AF em três (3,53%) olhos. Complicações
tardias do EMC (buraco macular, flúido subretínico, descolamento do EPR e atrofia dos fotorreceptores) foram detectados apesa
pelo SD-OCT. Os autores concluíram que SD-OCT é mais sensível que AF na detecção do EMC. SD-OCT foi também mais sensível
que AF para detecção de fluido subretínico e complicações tardias do EMC crônico
Veja na página 1197
Espessura central da retina e acuidade visual
Nunes et al investigaram a correlação entre o aumento na espessura retínica (ER) medida com SD-OCT e a acuidade visual melhor
corrigida (AVMC) em 62 olhos com edema macular clinicamente significativo (EMCS) e diabetes tipo 2. Em 19 olhos com EMCS
identificados através do SD-OCT sem aumento da ER na fóvea central (500-mm-diâmetro circular) não foi vista correlação entre
a ER e AVMC ((R¼0,06). Em 43 olhos em que o SD-OCT identificou ER aumentada na fóvea central apenas uma correlação moderada
entre a ER e a AVMC foi observada (R¼0,46). Os autores concluíram que ER não pode ser usada como substituta para acompanhamento
das alterações da acuidade visual.
Veja na página 1201
Microscopia confocal dos nervos corneais humanos
Al-Aqaba et al estudaram a distribuição, a morfometria e as alterações post-mortem dos nervos da córnea humana central e
periférica, por meio da microscopia confocal ex vivo com laser (EVCM) em 24 olhos (14 cadáveres). Cinco regiões foram examinadas
em cada olho e as imagens dos nervos corneanos foram classificadas de acordo com sua localização anatômica da córnea em
sub-basal, estromal e limbar. Observaram que os nervos estromais do plexo sub-Bowman perfuram a zona da Bowman e terminam
em estruturas parecidas com bulbo, da quais um plexo de nervos sub-basais sai. O plexo nervoso sub-basal rapidamente se
degenera após a morte, mas os nervos estromais e limbares sobrevivem durante os primeiros cinco dias após a morte.
Veja na página 1251
|