BJO in Translation - Portuguese Abstracts

Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Marche de 2005.
Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 8 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the March 2005 issue.
The full text is only available in English
to subscribers or on a pay per view basis (US$8 per article)

March/Marche  2005
Volume 89 Number/ número 3

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

Qualidade dos estudos de precisão diagnóstica publicados nos periódicos de oftalmologia
M. A. Rehman Siddiqui, Augusto Azuara-Blanco e Jennifer Burr
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Estudo de distribuição aleatória e controlada por placebo do inibidor CT-112 da aldose reductase como tratamento de distúrbios do epitélio da córnea em pacientes diabéticos
Masaaki Nakahara, Kazunori Miyata, Shinichiro Otani, Takashi Miyai, Ryohei Nejima, Satoru Yamagami e Shiro Amano
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Caracterização dos miofibroblastos nos tecidos fibrovasculares de pterígios primários e recidivados
Amel Touhami, Mario A. Di Pascuale, Tetsuya Kawatika, Maria Del Valle, Robert H. Rosa, Sander Dubovy e Scheffer C.G. Tseng
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Efeitos da Atorvastatina na uveíte autoimmune experimental
Padmaja B Thomas, Thomas A Albini, Renjith K Giri, Robert F See, Monica Evans e Narsing Rao
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Tonometria transpalpebral (TGDc-01): Confiabilidade e comparação com tonometria de aplanação de Goldmann e palpação em voluntários saudáveis
Annette Troost, Sun Hun Yun, Kathrin Specht, Frank Krummenauer e Oliver Schwenn

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Pressão intraocular e pressão arterial sistêmica: perspectiva longitudinal. O Estudo Ocular de Beaver Dam
Barbara E.K. Klein, MD, Ronald Klein e Michael D Knudtson

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Expansão Coroidal como mecanismo para fechamento agudo primário do ângulo: Uma investigação das mudanças dos parâmetros biométricos nas primeiras duas semanas
Morgan Yang, Tin Aung, Rahat Husain, Yiong-Huak Chan, Laurence S Lim, Steve K Seah e Gus Gazzard

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Estudo de distribuição aleatória com grupo controle de anestesia subtenoniana comparado a anestesia tópica para cirurgia de catarata, uma comparação de satisfação do paciente
Heinrich Rüschen, David Celaschi, Catey Bunce e Caroline Carr

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Tomografia de Coerência Óptica da Camada de Fibras Nervosas da Retina em Papiledema leve e Pseudopapiledema
Emely Z. Karam e Thomas R Hedges

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Relação entre Lesõens Retínicas Pré e Pós-LASIK e Exame da Retina em olhos para LASIK
Clement K Chan, Dariusz G Tarasewicz e Steven G Lin

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  Clinical science - extended reports

Estudo clínico caso-controle e histopatológico de conjuntivocalase
Ian C. Francis, Derek G Chan, Peter Kim, Geoff Wilcsek, Marijan Filipic, Jim Yong e Minas T Coroneo

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Um novo sistema para a estimação automática da densidade endotelial celular em doadores de córnea
Alfredo Ruggeri, Enrico Grisan e Jan Jaroszewski

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Impacto do Tamanho de Lesões Predominantemente Clássicas na Terapia Fotodinâmica com Verteporfirina em Degeneração Macular Relacionada à Idade
Luis Arias, Octavio Pujol, Jose Berniell, Marcos Rubio, Guillermo Roca, Lorena Castillo e Eugenia Acebes

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Tomografia de Coerência Óptica em Terapia Fotodinâmica para Neovascularização Coroidal Subfoveal secundária à Degeneração Macular Relacionada à Idade: Um estudo transversal em coorte
Jayashree Sahni, Paolo Stanga, David Wong e Simon Harding

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Edema Macular Diabético Diffuso Tratado com Acetonido de Triamcinolona Intravítrea. Estudo comparativo não aleatório
Jost B. Jonas, Imren Akkoyun, Ingrid R. Kreissig e Robert F Degenring

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Descolamento de Retina Regmatogênico de Início Tardio após Retirada bem sucedida de Corpo Estranho Intraocular do Segmento Posterior
David J. Weissgold e Padmini Kaushal

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Estudo fenotípico detalhado de uma "distrofia de cones com ERG de bastões supernormal"
Michel Michaelides, Graham E Holder, Andrew R. Webster, David M. Hunt, Alan C. Bird, Fred W. Fitzke, John D. Mollon e Anthony T Moore

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Interpretando o potencial visual evocado multifocal (mfVEP): Os efeitos dos erros refracionais, catarata e erros de fixação
Bryan J. Winn, Emily Shin, Jeffrey G. Odel, Vivienne C. Greenstein e Donald C. Hood

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Medida de ofuscamento e raios desviados: comparação do Nykotest, Mesotest, medida de raios desviados e medida de raios desviados computadorizado
Laurentius J van Rijn, Christian Nischler, Daphne Gamer, Luuk Franssen, Gerard de Wit, Rita Kaper, Dick Vonhof, Günter Grabner, Helmut Wihelm, Hennie J Völker-Dieben e Tom J.T.P van den Berg

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Diferenciação plasmacelular da zona marginal extranodal em linfomas de células-B nos anexos oculares: análise do fenótipo das células plasmáticas neoplásicas e seu significado prognóstico em 136 casos
Sarah E Coupland, Martin Hellmich, Claudia Auw-Haedrich, William R Lee, Ioannis Anagnostopoulos e Harald Stein

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Impacto da perda visual bilateral e unilateral na qualidade de vida
Hien TV Vu, Jill E Keeffe, Catherine A McCarty e Hugh R Taylor
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  Laboratory science - extended reports

Tolerância não específica induzida por enterotoxina B estafilocócica no tratamento de transplante corneal de alto risco em ratos
Ying Jie, Zhiqiang Pan, Yu Chen, Yongxiang Wei, Wenhua Zhang, Yuying Wu, Hong Peng e Liang Xu
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Células dendríticas coroidais requerem ativação para apresentar macrófagos coroidais antigênicos e residentes para potencializar esta resposta
John V Forrester, Lynne Lumsden, Linda Duncan e Andrew D Dick
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  Clinical science - scientific reports 

Qualidade dos estudos de precisão diagnóstica publicados nos periódicos de oftalmologia
M. A. Rehman Siddiqui, Augusto Azuara-Blanco e Jennifer Burr

Resumo
Objetivo: Avaliar a qualidade dos estudos diagnósticos publicados em 5 dos principais periódicos de oftalmologia no ano de 2002, utilizando os parâmetros dos Padrões de Relatos de Precisão Diagnóstica (PRPD).
Métodos: Pesquisa manual foi utilizada para identificar estudos diagnósticos publicados em 2002 em cinco periódicos de oftalmologia de destaque: o American Journal of Ophthalmology (AJO), os Archives of Ophthalmology (Archives), o British Journal of Ophthalmology (BJO), o Investigative Ophthalmology and Visual Science (IOVS) e a Ophthalmology. A lista da PRPD de 25 ítens e seu fluxograma foram utilizados para avaliar a qualidade de cada publicação.
Resultados: Um total de 16 publicações foram estudadas (AJO =5, Archives =1, BJO =2, IOVS =2 e Ophthalmology =6). Mais de 50% dos estudos (n=9) foram relacionados a diagnóstico de glaucoma. Outras especialidades incluíram retina (n=4), córnea (n=2) e neuroftalmologia (n=1). A descrição mais comum de precisão diagnóstica foram valores de sensibilidade e especificidade, publicados em 13 artigos. O número de ítens totalmente relatados nos estudos avaliados variaram de 8 a 19. Sete estudos relataram mais de 50% dos ítens PRPD.
Conclusões: Os padrões atuais de relatos de testes de precisão diagnóstica são muito variáveis. A iniciativa PRPD pode ser uma ferramenta útil para avaliar os pontos fortes e fracos dos testes de precisão diagnóstica.

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Estudo de distribuição aleatória e controlada por placebo do inibidor CT-112 da aldose reductase como tratamento de distúrbios do epitélio da córnea em pacientes diabéticos
Masaaki Nakahara, Kazunori Miyata, Shinichiro Otani, Takashi Miyai, Ryohei Nejima, Satoru Yamagami e Shiro Amano

Resumo
Objetivo: Avaliar a eficácia da aplicação tópica do inibidor da aldose reductase CT-112 (5-[3-ethoxy-4-pentyloxyphenyl]-2,4-thiazolidinedione) na função da barreira epitelial da córnea de pacientes diabéticos.
Tipo de Estudo: Prospectivo de distribuição aleatória duplo-cego controlado por placebo.
Métodos: Trinta e quatro olhos de 34 pacientes com diabetes foram distribuídos aleatoriamente em grupos tratados com CT-112 a 0,25% (n=22) ou placebo (n=12) quatro vezes ao dia durante 8 semanas. As córneas receberam testes de sensibilidade e foram instiladas com uma gota de fluoresceína antes do tratamento, e nas semanas 4 e 8 do tratamento. A permeabilidade corneal à fluoresceína foi medida com fluorofotometria anterior.
Resultados: Medidas médias da ceratopatia puntata e da sensibilidade corneal não apresentaram diferenças significativas entre os dois grupos em qualquer dos períodos avaliados. Embora concentrações médias de fluoresceína não foram diferentes antes do tratamento, eles apresentaram diferenças significativas com 4 e 8 semanas de tratamento (4 semanas, p = .0327; 8 semanas, p = .0143).
Conclusão: IAR CT-112 tópico melhora a função da barreira epitelial da córnea em pacientes com diabetes.

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Caracterização dos miofibroblastos nos tecidos fibrovasculares de pterígios primários e recidivados
Amel Touhami, Mario A. Di Pascuale, Tetsuya Kawatika, Maria Del Valle, Robert H. Rosa, Sander Dubovy e Scheffer C.G. Tseng

Resumo
Objetivos: Determinar a presença e origem dos miofibroblastos nos pterígios.
Métodos: Um total de 86 amostras do corpo, da cabeça e do tecido fibrovascular de 52 pterígios primários e 34 pterígios recidivados e cinco olhos exenterados sem pterígio foram pesquisados para miofibroblastos. Todos os tecidos foram corados com hematoxilina e eosina, e submetidos a imunohistoquímica com anticorpos contra a actina anti-músculo liso (alfa-SMA), desmina, vimentina, e caldesmon. Além disso, foram submetidos à microscopia eletrônica. O fenótipo dos fibroblastos cultivados em meio sem soro dos tecidos fibrovasculares foi caracterizado pelos anticorpos citados acima.
Resultados: Feixes dos tecidos fibrosos densos foram notados em 86% das amostras de tecido fibrovascular avaliadas. As células dentro destes feixes foram caracterizadas como miofibroblastos baseado na positividade de alfa-SMA, porém com negatividade para desmina e caldesmon, que são marcadores de músculo liso. É interessante notar que a positividade para alfa-SMA foi encontrada no tecido periorbital fibroadiposo posterior à cápsula de Tenon próximo à conjuntiva nasal em todas as amostras exenteradas. Todos os fibroblastos de passagem expressaram vimentina, alguns foram positivos para alfa-SMA mas todos foram negativos para desmina ou caldesmon. Células do tecido fibrovascular do pterígio mostraram características ultraestruturais de feixes de microfilamentos intracitoplasmáticos consistentes com diferenciação miofibroblástica.
Conclusão: Estes estudos demonstram de forma coletiva a presença de feixes de miofibroblastos contráteis no pterígio e no tecido periorbital fibroadiposo posterior à cápsula de Tenon de olhos exenterados sem pterígio.

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Efeitos da Atorvastatina na uveíte autoimmune experimental
Padmaja B Thomas, Thomas A Albini, Renjith K Giri, Robert F See, Monica Evans e Narsing Rao

Resumo
Introdução: Este estudo pesquisa o efeito da atorvastatina (Lipitor), uma medicação utilizada comumente para dislipidemia, na uveíte autoimune experimental.
Métodos: Quarenta e oito camundongos B10-RIII foram imunizados com proteína humana ligante do interfotoreceptor retinóide (IRBP) peptídeo p1610180. Eles foram divididos em três grupos de 16 e tratados por via oral uma vez por dia durante 14 dias. O grupo 1 recebeu uma solução salina tamponada com fosfato (grupo controle), o grupo 2 recebeu 1mg/kg de atorvastatina (grupo de baixa dose) e o grupo 3 recebeu 10mg/kg (alta dose). No dia 14 os linfonodos, o baço e os olhos direitos foram coletados. O RNA foi extraído dos linfonodos para teste de RNase de proteção (RPA) para determinar níveis de citocina proinflamatórias (IL-1a), Th1 (TNF-a, IL-2, IL-12) e Th2 (IL-4, IL-5 e IL-10). A proteína foi extraída dos baços para teste de Western Blot para detectar a expressão do transdutor fosforilado e o ativador de transcrição STAT 4 e STAT 6. A gravidade da inflamação em olhos enucleados foi graduada por observador mascarado. O teste t pareado foi realizado para a diferença média em avaliações histológicas entre grupos tratados e o grupo controle imunizado.
Resultados: De forma surpreendente a atorvastatina não modulou a resposta imune. As citocinas proinflamatórias IL-1A e TH1 foram regulados para cima de forma igual nos controles e no grupo tratado com atorvastatina. O IL-12 e Th2 foram regulados para cima em todos os 3 grupos. O teste de Western Blot mostrou níveis altos de STAT4 mas não da proteína STAT6. Diferenças médias em avaliações histológicas entre os grupos tratados e o grupo controle imunizado não foram estatisticamente significativas.
Conclusões: O tratamento com atorvastatina não apresentou efeito na transcrição das citocinas Th1 e Th2. Embora a graduação histológica sugeriu inflamação levemente diminuída no grupo tratado com altas doses, a equivalência da expressão da citocina em todos grupos sugere que as estatinas talvez não modulem a uveoretinite induzida por IRBP

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Tonometria transpalpebral (TGDc-01): Confiabilidade e comparação com tonometria de aplanação de Goldmann e palpação em voluntários saudáveis
Annette Troost, Sun Hun Yun, Kathrin Specht, Frank Krummenauer e Oliver Schwenn

Resumo
Introdução: TGDc-01 é um novo aparelho portátil de tonometria transpalpebral. O objetivo deste estudo foi avaliar a reprodutibilidade deste método incluindo desvios intra e interobservadores e comparar os resultados com a tonometria de aplanação de Goldmann e palpação.
Métodos: Quarenta olhos de 20 voluntários foram incluídos. Dois observadores paralelos independentes (1 e 2) realizaram 3 medidas por olho cada um, utilizando o TGDc-01, um observador (3) realizou 3 medidas por olho, utilizando a tonometria por aplanação de Goldmann e um observador (4) mediu a PIO por meio de palpação. Desvios intraindividuais dentre e entre os dois observadores, utilizando TGDc-01 e entre todos os 3 métodos foram pesquisados levando em consideração toda relevância clínica por meio de comparação de medianas e quartis e por meio de significância estatística por testes de sinais pareados. Comparações entre observadores e métodos foram baseadas nas médias de valores de PIO das 3 medidas individuais para cada observador e cada paciente. Desvios intraobservadores foram analisados por meio de testes de Friedman.
Resultados: Os observadores 1 e 2 mostraram desvio interobservador significativo, utilizando o TGDc-01 (Friedman p = 0,007 para o observador 1 e p = 0,002 para o observador 2). Não houve diferença significativa no desvio entre observadores 1 e 2 (teste dos sinais p=0,2) no entanto, 45% dos desvios interobservadores foi maior do que +/-3mmHg. O desvio mediano intraindividual entre o TGDc-01 e o Goldmann (TGDc-01 - Goldmann) foi de 0mmHg (área interquartil -1 ; 2 mmHg; teste dos sinais p=0,522); mas desvios foram maiores do que +/-3mmHg para 38% dos 40 olhos. O desvio mediano intraindividual entre o TGDc-01 e palpação (TGDc-01 – palpação) foi de -2 mmHg (variação interquartil de -4 ;1 mmHg; teste de sinais p=0,018) mas desvios foram maiores do que +/-3mmHg para 43% of eyes. Desvios medianos intraindividuais para o Goldmann e palpação (palpação - Goldmann) foi de 2 mmHg (variação interquartil -2 ; 4 mmHg; p=0,429), porém desvios foram maiores do que +/-3mmHg em 48% dos olhos.
Conclusão: Desvios interobservadores, utilizando a tonometria TGDc-01 e desvios intraindividuais entre a tonometria TGDc-01, aplanação de Goldmann, e palpação da PIO foram clinicamente relevantes. Desta forma, de acordo com nossos resultados, o TGDc-01 não pôde ser estabelecido como substituto ou método diagnóstico alternativo à tonometria de aplanação de Goldmann. Como os desvios entre a tonometria TGDc-01 e o Goldmann foram menores que a palpação e Goldmann, TGDc-01 aparenta ser uma escolha melhor para tonometria em pacientes em que a tonometria de aplanação de Goldmann não seja possível.

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Pressão intraocular e pressão arterial sistêmica: perspectiva longitudinal. O Estudo Ocular de Beaver Dam
Barbara E.K. Klein, MD, Ronald Klein e Michael D Knudtson

Resumo
Objetivo: Pesquisar a relação entre a alteração de pressões arteriais sistêmicas e alterações na pressão intraocular.
Tipo de Estudo: Populacional.
Participantes: Pessoas de 43 a 86 anos moradores de Beaver Dam, Wisconsin.
Métodos: Medidas na pressão basal (1988 a 1990) e seguimento de 5 anos de pressões arteriais sistêmicas, pressões intraoculares e histórico de medicações reguladores de pressão arterial.
Resultados: Pressões intraoculares foram correlacionadas de forma significativa com pressões sistólicas e diastólicas tanto na avaliação basal quanto no seguimento. Houve correlações diretas entre alterações nas pressões arteriais sistêmicas e alterações na pressão intraocular. Houve um aumento de 0,21 (0,16-0,27) mmHg na PIO para um aumento de 10mmHg na pressão sistólica e aumento de 0,43 (0,35-0,52) mmHg na PIO para aumento de 10mmHg na pressão diastólica. Ajustes para diabetes e uso de medicações não alterou essas associações.
Conclusões: Pressão arterial sistêmica reduzida está associada a pressão intraocular reduzida. Este achado deve ser avaliado em outros estudos, especialmente em relação à possibilidade de um resultante risco diminuído de glaucoma de ângulo aberto.

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Expansão Coroidal como mecanismo para fechamento agudo primário do ângulo: Uma investigação das mudanças dos parâmetros biométricos nas primeiras duas semanas
Morgan Yang, Tin Aung, Rahat Husain, Yiong-Huak Chan, Laurence S Lim, Steve K Seah e Gus Gazzard

Resumo
Introdução: Expansão Coroidal com movimentação anterior do cristalino foi recentemente proposta como mecanismo para fechamento agudo primário do ângulo (FAPA). O objetivo deste estudo foi comparar os parâmetros biométricos, profundidade da câmara anterior na região central e límbica e espessura e posição do cristalino em 24 horas e 2 semanas após a apresentação em olhos com.
Métodos: Este foi um estudo prospectivo observacional de uma série de casos de 41 sujeitos com FAPA. Indivíduos que se apresentaram com FAPA receberam tratamento clínico seguido por iridotomia com laser (IL) em ambos os olhos uma vez que a crise aguda foi tratada. Biometria ocular foi realizada nos olhos afetados e contralaterais antes da IL (linha de base) e após 2 semanas. Paquimetria óptica foi utilizada para medir a profundidade central da câmara anterior (PCA) e a profundidade da câmara anterior na região límbica (PCL) foi classificada na lâmpada de fenda. Ultra-sonografia com A-scan foi utilizada para medir a espessura do cristalino (EC) e o comprimento axial (CA). A posição do cristalino (PC) foi definida como PCA + ½EC.
Resultados: A maioria dos sujeitos era de origem chinesa (83%), sexo feminino (61%) e com idade média de 60,4 ± 10,3 anos. Nos olhos afetados a PCA foi de 1,81 ± 0,29 mm antes e de 1,80 ± 0,28 mm duas semanas após IL (p=0,63), enquanto no olho contra lateral, a PCA foi de 1,83 ± 0,29 mm e de 1,81 ± 0,38 mm respectivamente (p=0,21). Não houve mudança significante na posição do cristalino, na posição relativa do cristalino ou no comprimento axial tanto nos olhos afetados quanto nos contralaterais durante as 2 semanas.
Conclusões: Não observamos mudança na profundidade da câmara anterior, espessura ou posicionamento do cristalino no momento da crise aguda comparado a 2 semanas mais tarde tanto nos olhos com FAPA quanto nos olhos contralaterais. Os achados não confirmam a hipótese da movimentação do cristalino devido à expansão coroidal em FAPA.

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Estudo de distribuição aleatória com grupo controle de anestesia subtenoniana comparado a anestesia tópica para cirurgia de catarata, uma comparação de satisfação do paciente
Heinrich Rüschen, David Celaschi, Catey Bunce e Caroline Carr

Resumo
Objetivos: O bloqueio subtenoniano (BST) ou anestesia tópica (TOP) são técnicas populares empregadas para a cirurgia de catarata. TOP é frequentemente preferida por médicos devido a razões financeiras apesar de evidências que a dor durante a cirurgia é melhor controlada com BST. No entanto, dor não é a única consideração que determina a preferência pela técnica anestésica. Nós decidimos pesquisar o fator de satisfação do paciente utilizandou uma escala de satisfação com anestesia recentemente desenvolvida em Iowa(ISA).
Métodos: Em um estudo de distribuição aleatória com grupo controle, 28 pacientes foram convocados para receber BST com 3 ml de lignocaína 2% com hialuronidase ou TOP com proximetacaína 0,5% e ametocaína 1% (tetracaína) colírio. Durante o pós-operatório os pacientes graduaram sua satisfação com a anestesia ao preencher o questionário ISA.
Resultados: A análise do questionário com o teste de Wilcoxon mostrou diferença significativa na satisfação do paciente (p<0,0085). A satisfação mediana foi maior no grupo BST (2,77 – variação interquartil d 2,45 a 3) do que no grupo TOP (2,04 com variação IQR de 1,54 a 2,5). Um paciente no grupo TOP saiu do grupo devido a dor intolerável.
Conclusão: No dia da cirurgia de catarata pacientes relatam graduações de satisfação significativamente mais altas com BST comparados com somente TOP.

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Tomografia de Coerência Óptica da Camada de Fibras Nervosas da Retina em Papiledema leve e Pseudopapiledema
Emely Z. Karam e Thomas R Hedges

Resumo
Objetivos: Determinar o potencial da Tomografia de Coerência Óptica (OCT) para distinguir diferenças na espessura da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) entre olhos com papiledema leve, pseudopapiledema e achados normais.
Métodos:Treze pacientes com papiledema leve, 11 pacientes com nervos ópticos congenitamente congestos e 17 sujeitos normais foram submetidos a exame neuro-oftalmológico, campo visual automatizado e fotografia do fundo de olho. Medidas da pressão liquórica foram obtidas em um subgrupo de cinco pacientes com pseudopapiledema e 11 pacientes com papiledema leve. Escaneamento circular com OCT, utilizando um diâmetro de 3.38 mm ao redor do disco óptico foi realizado em todos os olhos. Fotografias do fundo foram analisadas por dois observadores que diagnosticaram congestão ou papiledema e graduaram a quantidade de edema. Os achados foram analisados por estatística descritiva e análise de variância.
Resultados: A espessura da camada de fibras nervosas da retina foi maior nos quadrantes superior e inferior e mostrou um alto grau de correlação entre cada grupo de pacientes e sujeitos. Diferença estatística significante foi observada na média da espessura da CFNR entre ambos os grupos de pacientes com edema do disco óptico e sujeitos normais. Contudo, não houve diferença estatística na média de espessura da camada de fibras nervosas entre pacientes com papiledema e aqueles com nervos ópticos congenitamente congestos.
Conclusões: OCT demonstrou diferenças mensuráveis na espessura da camada de fibras nervosas entre sujeitos normais e pacientes com papiledema ou pseudopapiledema. Contudo, o OCT não pareceu se diferenciar entre aqueles indivíduos com nervos ópticos congenitamente congestos e aqueles com papiledema leve devido ao aumento da pressão intracranial.

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Relação entre Lesõens Retínicas Pré e Pós-LASIK e Exame da Retina em olhos para LASIK
Clement K Chan, Dariusz G Tarasewicz e Steven G Lin

Resumo
Objetivos: Análise de olhos com alta miopia (miopia média: -11 D) com complicações pós-LASIK (roturas, descolamento de retina) que tiveram diagnóstico patológico vítreo-retínico pré-LASIK (lattice, roturas).
Métodos: Série de casos retrospectivos.
Resultados: Setenta e sete olhos em 56 pacientes com exame retínico pré-LASIK desenvolveram complicações vítreo-retínicas pós-LASIK. Dezessete dos 67 olhos (25,4%) tinham patologia vítreo-retínica pré-LASIK. Dez dos 17 olhos submetidos a tratamento retínico profilático mesmo assim desenvolveram lesões pós-LASIK. Elas se desenvolveram adjacentes às lesões pré-LASIK em 15 dos 17 olhos (88,2%) e fora do(s) quadrante(s) das lesões pré-LASIK em 5 olhos (29,4%).
Conclusões: Exame retínico Pré-LASIK pode prever a localização de possíveis lesões retínicas pós-LASIK que devem se desenvolver em olhos com alta miopia e patologia vítreo-retínica pré-LASIK, mas o tratamento profilático pode não prevenir todas as complicações vítreo-retínicas pós-LASIK.

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  Clinical science - extended reports

Estudo clínico caso-controle e histopatológico de conjuntivocalase
Ian C. Francis, Derek G Chan, Peter Kim, Geoff Wilcsek, Marijan Filipic, Jim Yong e Minas T Coroneo

Resumo
Objetivos: Conjuntivocalase, uma causa secundária de lacrimejamento, é frequentemente visto no grupo de idade mais avançada como uma elevação da conjuntiva bulbar que se debruça ao longo da margem da pálpebra inferior lateral ou centralmente. Nós conduzimos um estudo prospectivo, intervencional, clínico, caso-controle e histopatológico examinando as características relevantes de 18 pacientes (29 olhos) que tiveram sua conjuntivocalase ressecada como parte do tratamento cirúrgico da síndrome de lacrimejamento. Em nosso grupo controle o tecido foi obtido de uma série de 24 pacientes normais, de idade semelhante, subemtidos a cirurgia de catarata de rotina.
Pacientes e Métodos: 24 controles (24 amostras) e 18 pacientes (29 amostras) tiveram as tiras conjuntivais para biópsia retiradas da conjuntiva bulbar no nível da margem palpebral alinhada com o limbo inferior (controles) e da conjuntivocalase clinicamente aparente (pacientes). Estas foram submetidas a estudo histológico.
Resultados: 23 de 24 secções controles demonstraram variação conjuntival normal. Quatro de 29 amostras de pacientes demonstraram conjuntivite crônica não granulomatosa, enquanto três olhos do grupo de pacientes (dois pacientes) demonstraram características de elastose. Dos quatro pacientes que tiveram os infiltrados inflamatórios, três tiveram obstruções funcionais do ducto nasolacrimal (OFDNL) e um teve obstrução primária adquirida do ducto nasolacrimal (OPADNL). Dos dois pacientes que tiveram elastose, um tinha OFDNL e o outro tinha drenagem lacrimal normal com Jones 1 positivo.
Conclusão: Seis dos 18 pacientes e sete das 29 amostras de conjuntivocalase demonstraram sinais de elastose ou de inflamação crônica não granulomatosa. Clinicamente, os pacientes tiveram um espectro de etiologias para suas síndromes de lacrimejamento.

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Um novo sistema para a estimação automática da densidade endotelial celular em doadores de córnea
Alfredo Ruggeri, Enrico Grisan e Jan Jaroszewski

Resumo
Introdução: O problema da estimativa automatica da densidade endotelial celular de imagens microscópicas em córneas doadoras foi abordada.
Métodos: As freqüências espaciais contidas em imagens endoteliais digitais são extraídas com uma técnica de transformação bidimensional discreta de Fourier(BDF). Uma banda circular na BDF das imagens contém a informação de freqüência relacionada à densidade celular. Um algoritmo para recuperar de forma confiável esta freqüência espacial e para extrair uma estimativa da densidade celular endotelial foi desenvolvida e implementada em programa de computador. Uma avaliação foi realizada em banco de dados com 100 doadores de córnea ao comparar valores automáticos com contagens manuais realizadas por 3 especialistas em bancos de olhos a partir de duas imagens para cada córnea.
Resultados: A diferença média de densidades automáticas vs manuais foi de 14 cells/mm2 (0,9%), com desvio padrão de 119 cells/mm2 (5,1%) e diferença média absoluta de 92 cells/mm2 (3,9%). A confiabilidade baseada em ANOVA interobservadora foi de 0,935. O algoritmo foi capaz de identificar todas as imagens não processadas. O tempo de análise foi de 1 a 2 segundos por imagem.
Conclusão: Um novo algoritmo foi desenvolvido para a estimativa completamente automática da densidade celular endotelial. Os resultados de uma avaliação clínica de 100 córneas sugere que ele é capaz de estimar de forma confiável a densidade celular endotelial em córneas doadoras.

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Impacto do Tamanho de Lesões Predominantemente Clássicas na Terapia Fotodinâmica com Verteporfirina em Degeneração Macular Relacionada à Idade
Luis Arias, Octavio Pujol, Jose Berniell, Marcos Rubio, Guillermo Roca, Lorena Castillo e Eugenia Acebes

Resumo
Objetivos: Determinar se os resultados da terapia fotodinâmica (PDT) estão relacionados ao tamanho da lesão em pacientes com neovascularização subfovel coroidal (CNV) predominantemente clássica, secundária à degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
Métodos: Seguindo a maior dimensão linear (GLD) da lesão total, determinada com angiofluoresceinografia (FA), os pacientes foram divididos em dois grupos. No primeiro grupo GLD foi <3000 mic. e no segundo GLD foi de 3000-5000 mic. Todos os olhos foram tratados com PDT padrão seguindo o protocolo de verteporfirina. O resultado principal foi a proporção de olhos, de ambos os grupos, que não mostravam vazamento significnate na FA no final do acompanhamento. Resultados secundários foram mudanças na GLD e na melhor acuidade visual corrigida (BCVA).
Resultados: Sessenta e quatro pacientes (média-DP de idade, 76,7 – 7,7 years; variação, 58-95 anos) foram recrutados para participar do estudo. Todos os participantes do estudo completaram o acompanhamento (média: 16,6 meses). Vinte e quatro pacientes (75%) no grupo de lesões menores (n=32) comparados a 15 pacientes (46,8%) no grupo de lesões maiores (n=32) não mostraram vazamento significante na FA no final do acompoanhamento (p=0,02). Aumento da GLD >1000 mic. foi visto em 9 olhos (28,1%) no grupo de lesões menores e em 16 olhos (50%) no grupo de lesões maiores (p=0,07). Vinte e dois olhos (68,7%) no grupo de lesões menores comparados a 19 olhos (59,3%) no grupo de lesões maiores perderam menos de 3 linhas de visão (p=0,06). Não vimos efeitos colaterais relevantes relacionados à terapia com verteporfirina, exceto 4 pacientes (6,2%) com dores lombares relacionadas com à infusão.
Conclusões: Esses resultados sugerem que o tamanho inicial da lesão pode ser um fator prognóstico em pacientes de PDT com NVC predominantemente clássica secundária à DMRI. Não há efeitos adversos relevantes ou preocupações com segurança secundários à terapia com verteporfirina.

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Tomografia de Coerência Óptica em Terapia Fotodinâmica para Neovascularização Coroidal Subfoveal secundária à Degeneração Macular Relacionada à Idade: Um estudo transversal em coorte
Jayashree Sahni, Paolo Stanga, David Wong e Simon Harding

Resumo
Objetivos: Apresentar nova terminologia e validar sua confiabilidade na medida e análise do escaneamento por Tomografia de Coerência Óptica (OCT) em degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Analisar achados da evolução clínica comparados com OCT na detecção de edema cistóide de mácula (ECM) e líquido subretínico (LSR). Estudar o efeito da terapia fotodinâmica (PDT) na morfologia foveal em pacientes com neovascularização corioidal subfoveal (NVC) secundária à DMRI, usando o OCT.
Métodos: Pacientes com NVC predominantemente clássica submetidos a PDT foram avaliados com: protocolo logMAR de acuidade visual com melhor refração (AV), biomicroscopia com lâmpada de fenda, angiofluoreceinografia estereoscópica (FFA) e OCT. Novas terminologias introduzidas para interpertar escaneamentos por OCT foram: espessura neuroretínica foveal (NFT), espessura bilaminar foveal (BFT), espessura da banda externa de alta reflectividade (OHRBT), fluido intraretínico (IRF), fluido sub retínico (oSRF) e contato macular-hialóide-vítreo (VMHA). Estatística: Análise estatística dos dados foi executada utilizando SPSS para windows Versão 11.0. Coeficiente de correlação intra-classes (ICC) foi usado como uma medida de confiabilidade. Associação linear entre as variáveis foi analizada usando o coeficiente de correlação de Pearson. Concordância entre exame clínico e OCT na detecção de ECM e LSR foram investigados em tabelas 2 x 2 e estatística kappa ( ) foi calculada. Valores P 0,05 foram considerados significantes. Validação dos Resultados: Para avaliar a confiabilidade na interpretação e medidas de espessura 2 grupos de 20 escaneamentos foram analisados por 2 observadores independentes. Valores de confiabilidade como os medidos por ICC e o desvio padrão (SD) das diferenças foram:
Para observador 1 e observador 2: NFT: ICC- 0,98, SD-±14,33 ; BFT: ICC- 0,98, SD±21,3 ; OHRBT: ICC- 0,76,SD±46,74 ; IRF: ICC- 0,87, p<0,001; SRF: ICC- 1, p<0,001; VMHA: ICC- 0,75, p<0,001
Para observador 1 e observador 3: NFT: ICC- 0,97, SD-±17 ; BFT: ICC- 0,97, SD±23,5 ; OHRBT: ICC- 0,93,SD±28,8 ; IRF: ICC- 0,73, p<0,001; SRF: ICC- 0,73, p<0,001; VMHA: ICC- 1, p<0,001
Resultados: Cinquenta e seis olhos de 53 pacientes foram estudados. AV estava melhor em olhos com OHRBT mais fina (p=0,02) e BFT reduzida (p=0,05). BFT foi menor em olhos que tinham sido submetidos a maior número de aplicações de PDT (p=0,04). Houve fraca concordância entre OCT e exame clínico na deteccão de EMC e LSR (Kappa = 0,289 & kappa = 0,165 respectivamente). Não foi vista associação entre VMHA e presença IRF no OCT (p=0,4).
Conclusões: Nova terminologia tem sido apresentada e testada o que permite medidas de OCT definirem camadas retínicas e quantificação da resposta da NVC à PDT. Em pacientes com NVC, OCT parece ser superior ao exame clínico e FFA na detecção de ECM. No nosso estudo, melhor visão estava associada com uma espessura da banda externa de alta reflectividade (OHRBT) mais fina e/ou a ausência de SRF dando introspecção ao efeito biológico da PDT.

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Edema Macular Diabético Diffuso Tratado com Acetonido de Triamcinolona Intravítrea. Estudo comparativo não aleatório
Jost B. Jonas, Imren Akkoyun, Ingrid R. Kreissig e Robert F Degenring

Resumo
Introdução: Relatar a evolução visual de pacientes submetidos à injeção intravítrea de acetonido de triancinolona para tratamento de edema macular diabético difuso.
Métodos: O estudo clínico intervencional comparativo não aleatório incluiu 136 pacientes com edema macular diabético difuso. Pacientes do grupo de estudo (97 olhos) receberam uma injeção intravítrea de 20 a 25 mg de acetonido de triancinolona sem outro tratamento retínico complementar. Pacientes do grupo controle (69 olhos) receberam tratamento focal ou pan-retínico com laser se indicado. A média de acompanhamento foi de 8,4 ± 6,0 meses (1,03–25,2 meses).
Resultados: A acuidade visual melhorou significantemente(p<0,001) no grupo de estudo com 66 (68%) olhos ganhando pelo menos duas linhas Snellen na acuidade visual. No grupo controle, acuidade visual não se alterou significantemente durante os primeiros 4 meses de acompanhamento e diminuiu significantemente (p<0,001) até o final do acompanhamento. A diferença na alteração da melhor acuidade visual foi significante (p<0,001) entre os dois grupos. Correspondentemente, o número de pacientes com melhora da acuidade visual de duas ou mais linhas de Snellen foi maior e a perda visual de 2 ou mais linhas de Snellen foi significantemente menor no grupo de estudo (p<0,001).
Conclusões: Acetonido de triancinolona intravítreo pode temporariamente melhorar a acuidade visual em alguns pacientes com edema macular diabético difuso.

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Descolamento de Retina Regmatogênico de Início Tardio após Retirada bem sucedida de Corpo Estranho Intraocular do Segmento Posterior
David J. Weissgold e Padmini Kaushal

Resumo
Objetivo: Existe uma falha de dados no que diz respeito ao desenvolvimento de descolamento de retina regmatogênico não regmatogênico tardio (RRDs), não por PVR, no pós operatório bem sucedido de remoção de CEOSP. Aqui apresentamos uma série de casos de CEOSP com vários anos de descolamento da hialóide posterior resultando em RRD em dois pacientes, quatro e oito meses após a lesão inicial e vitrectomia. Esse relato tem o objetivo de conscientizar sobre a possibilidade de RRDs tardios como complicação de lesões com CEOSP e enfatizar o cuidado e observação a longo prazo.
Tipo de Estudo e Métodos: Prontuários médicos de casos consecutivos referidos por lesão com CEOSP presumida durante um período de quatro anos foram retrospectivamente revisados. Todos os olhos referidos por lesão com CEOSP presumida foram incluídos.
Resultados: Onze pacientes foram incluídos na série. Dois pacientes tiveram olhos tão lesados que a sutura primária do globo ocular foi sequida de enucleação após alguns dias. Nove pacientes foram submetidos a vitrectomia via pras plana para a remoção do CEOSP. Dois pacientes tiveram RRDs tardios que foram tratados com sucesso e com excelente evolução visual a longo prazo.
Conclusões:RRD tardio deve ocorrer após remoção bem sucedida de CEOPSs mesmo muitos meses após o manejo inicial. Esses RRDs podem ser tratados com sucesso por uma variedade de métodos, dependendo tanto da extensão e localização do descolamento e rotura causadora quanto do conforto e preferência do cirurgião.

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Estudo fenotípico detalhado de uma "distrofia de cones com ERG de bastões supernormal"
Michel Michaelides, Graham E Holder, Andrew R. Webster, David M. Hunt, Alan C. Bird, Fred W. Fitzke, John D. Mollon e Anthony T Moore

Resumo
Objetivo: Caracterizar o fenotipo detalhado de “distrofia de cones com ERG de bastões supernormal” em uma série de casos de 10 pacientes. A investigação de mutação do gene receptor nuclear NR2E3 foi também realizada.
Métodos: Dez pacientes afetados foram examinados clinicamente e submetidos a fotografia colorida do fundo de olho e a nove testes eletrofisilógicos detalhados. Cinco pacientes foram adicionalmente investigados com autofluorescência do fundo (AF), perimetria automatizada fotópica e adaptada para o escuro e adaptação ao escuro. Visão de cores detalhada foi realizada em seis pacientes. Amostras de sangue foram obtidas de quatro pacientes para extração do DNA e investigação da mutação NR2E3.
Resultados: O início dos sintomas ocorreu na primeira e segunda décadas de vida. Os indivíduos se apresentaram com visão central reduzida e fotofobia importante. Todos os indivíduos eram míopes e o teste de visão de cores revelou discriminação de cores gravemente reduzida predominante ao longo do eixo verde-vermelho: visão de cores tritan estava relativametne bem preservada. Nictalopia é uma característica tardia da desordem. Fundoscopia e AF revelaram uma gama de aparências maculares. Houve evidência eletrofisiológica de disfunção macular importante, resposta de cones reduzidas e retardadas e resposta de bastões supernormais e retardadas. Perimetria fotópica e adaptada para o escuro revelou escotoma central com perda generalizada da sensibilidade periférica. Não foram identificadas sequêcias variantes no NR2E3 ligadas à doença.
Conclusões: A maior série de casos dessa distrofia de cones com resposta de bastões supernormal até hoje teve suas características clínicas, psicofísicas e eletrofisilógicas descritas. Dados eletrofisiológicos foram consistentes com uma pós fototransdução, mas com local de distrofia na pré camada nuclear interna. Apesar do diagnóstico definitivo ser feito apenas com teste eletrofisiológico nós apresentamos várias características que podem aumentar a suspeita para o diagnóstico.

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Interpretando o potencial visual evocado multifocal (mfVEP): Os efeitos dos erros refracionais, catarata e erros de fixação
Bryan J. Winn, Emily Shin, Jeffrey G. Odel, Vivienne C. Greenstein e Donald C. Hood

Resumo
Objetivo: Entender como erros refrativos, catarata e erros de fixação afetam as respostas no potencial visual evocado multifocal (mfVEP).
Métodos: Respostas de mfVEP monocular são obtidas utilizando uma exposição em forma de alvo de padrão reverso. Para a condição controle a acuidade visual foi corrigida para >= 20/20 e fixação foveal foi mantida. O olho direito foi testado sob as seguintes condições: erro refrativo simulado, catarata simulada, fixação excêntrica constante e fixação inconstante.
Resultados: Nenhum indivíduo demonstrou anormalidades significantes sob as condições controle. Para a condição de erro refrativo simulado, anormalidades significantes de localização central foram vistas em todos os indivíduos. Para a condição de catarata simulada, anormalidades significantes foram encontradas em 3 indivíduos. A condição de fixação excêntrica constante permitiu anormalidades em ambos os olhos para todos os indivíduos enquanto a condição de fixação inconstante permitiu anormalidades centrais significantes no olho testado. Com as condições de fixação excêntrica e fixação inconstante todos os indivíduos tiveram pelo menos um setor com uma onda em forma de polaridade reversa.
Conclusões: Enquanto o mfVEP é um instrumento útil para identificar dano localizado do nervo óptico ou descartar etiologias não orgânicas de defeitos de campo visual, fatores como erros refrativos não corrigidos, catarata, fixação excêntrica e fixação inconstante podem reproduzir defeitos de campo aparentes no mfVEP. Com cuidado estes problemas podem ser corretamente identificados.

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Medida de ofuscamento e raios desviados: comparação do Nykotest, Mesotest, medida de raios desviados e medida de raios desviados computadorizado
Laurentius J van Rijn, Christian Nischler, Daphne Gamer, Luuk Franssen, Gerard de Wit, Rita Kaper, Dick Vonhof, Günter Grabner, Helmut Wihelm, Hennie J Völker-Dieben e Tom J.T.P van den Ber

Resumo
Objetivo: Avaliar as propriedades de aparelhos de medida de raios de luz desviados e ofuscamento: o Nykotest, o Mesotest, medida “convencional” de raios desviados e uma nova versão, computadorizada, de medidas de raios desviados.
Métodos: Cento e doze indivíduos divididos em 3 grupos: 1) jovens sem doença ocular; 2) Idosos sem doença ocular e 3) Indivíduos com catarata precoce em pelo menos um olho. Todos os indivíduos foram submetidos a uma bateria de testes de ofuscamento e raios desviados, medida da acuidade visual, sensibilidade ao contraste, refração e classificação da catarata LOCS III. Os indivíduos responderam a questionário de dificuldade à direção automotiva.
Resultados: Valores de reprodutibilidade foram semelhantes para todos os testes de ofuscamento e raios desviados. A habilidade discriminativa (capacidade em discriminar os 3 grupos) validada (correlacionada com as notas do questionário e o LOCS III) e maior validade (de acordo com sensibilidade ao contraste e acuidade visual) foram superiores para os dois medidores de desvio de luz. Resultados de medidas sucessivas estão interrelacionados para o medidor convencional mas não para o computadorizado. Isto indica melhor resistência a fraude para este último aparelho.
Conclusões: O novo medidor de raios desviados computadorizado é o aparelho com melhor potencial para medidas futuras de raios desviados

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Diferenciação plasmacelular da zona marginal extranodal em linfomas de células-B nos anexos oculares: análise do fenótipo das células plasmáticas neoplásicas e seu significado prognóstico em 136 casos
Sarah E Coupland, Martin Hellmich, Claudia Auw-Haedrich, William R Lee, Ioannis Anagnostopoulos e Harald Stein

Resumo
Objetivo: Determinar a) a expressão de antígenos relacionados a células plasmáticas em linfomas de células-B da zona marginal extra-nodal (LZME) nos anexos oculares e b) o valor prognóstico da diferenciação plasmacelular nestes tumores.
Métodos: Série de 136 casos consecutivos de LZME dos anexos oculares obtidos de três centros de patologia ocular ao longo de 20 anos foi estudada de forma retrospectiva. Um painel completo imunohistoquímico, incluindo os antígenos relacionados ao plasma VS38c, CD38, CD138, oncogene -1 do mieloma múltiplo (MUM/IRF4) e a proteína ligante ao CREB (CBP) foi realizado. LZME foi definido como “diferenciado de forma plasmacelular” baseado em características morfológicas, evidência de imunoglobulina citoplasmática, negatividade para BSAP/PAX5 e expressão de pelo menos um dos antígenos pesquisados. Os controles incluíram tecidos linfáticos hiperplásticos ou normais. Dados clínicos detalhados foram coletados para a maioria dos pacientes e comparados com os resultados imunohistoquímicos. Os pontos finais considerados para análise estatística foram o surgimento de recidiva tumoral local, desenvolvimento de doença sistêmica e morte relacionada a linfoma.
Resultados: Cinqüenta e sete (42%) dos 136 LZME mostraram diferenciação plasmacelular, 45 casos eram tumores primários. Em contraste com a maioria das células normais que mostraram co-expressão de células MUM/IRF4, Vs38c, CD38, CD138 e CBP, as células tumorais demonstraram co-expressão de todos os 5 antígenos relacionadas ao plasma celular em apenas 6/57 (11%) dos LZME dos anexos oculares. O antígeno relacionado ao plasma celular foi o MUM1/IRF4, com imunorreatividade observada em 56/57 (98%) dos LZME examinados. Embora a associação da diferenciação plasmacelular em LZME primário e doença disseminada fosse estatisticamente significativa na análise univariada (p=0,0042), issto foi mais fraco na análise multivariada.
Conclusão: Células tumorais com diferenciação plasmacelular no LZME demonstram perfil imune aberrrante para antígenos relacionadas ao plasma celular quando comparados a células plasmáticas normais. Por meio de análise multivariada, diferenciação plasmacelular de anexos oculares em LZME não foi associada de maneira significativa à recidiva local, ao desenvolvimento da doença sistêmica ou à morte relacionada a linfoma.

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Impacto da perda visual bilateral e unilateral na qualidade de vida
Hien TV Vu, Jill E Keeffe, Catherine A McCarty e Hugh R Taylor

Resumo
Objetivo: Pesquisar se a perda unilateral de visão reduziu aspectos da qualidade de vida comparado à visão normal e comparar seu impacto com a perda de visão bilateral.
Métodos: Este estudo utilizou uma amostra estratificada em cluster aleatória de 3271 participantes urbanos recrutados entre 1992 e 1994 para o projeto de disfunção visual de Melbourne. Todos os preditores e resultados foram de um seguimento de 5 anos realizados entre 1997 e 1999.
Resultados: Houve 2530 participantes que responderam ao questionário de seguimento e que mediram a acuidade visual. Tanto a perda visual bilateral quanto a unilateral foram significativamente associadas a probabilidades aumentadas de problemas nas funções visuais como leitura da lista telefônica, jornal, televisão e reconhecimento de rostos. Perda visual unilateral não corrigível pela refração apresentou maior risco de quedas fora do lar (OR = 2,86, 95% IC 1,16 a 7,08), maior necessidade de auxílio para tarefas (OR = 3,09, 95% IC 1,40 a 6,83) e maior dependência (auxílio para refeições e tarefas) (OR = 7,50, 95% IC 1,97 a 28,6). Perda visual bilateral não corrigível por refração foi associada com muitas atividades diárias com exceção de quedas.
Conclusões: Perda visual unilateral não corrigível foi associada com fatores de segurança e vida independentes enquanto a perda bilateral não corrigível foi associada com internação em casa de repouso, bem-estar emocional, uso de serviços comunitários e atividades diárias. Perdas visuais tratáveis devem ser detectadas e atendidas.

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  Laboratory science - extended reports

Tolerância não específica induzida por enterotoxina B estafilocócica no tratamento de transplante corneal de alto risco em ratos
Ying Jie, Zhiqiang Pan, Yu Chen, Yongxiang Wei, Wenhua Zhang, Yuying Wu, Hong Peng e Liang Xu

Resumo
Objetivos: Verificar o papel da enterotoxina B estafilocócica (SEB) no tratamento da rejeição na ceratoplastia de alto risco em ratos.
Métodos: Um modelo de rejeição de transplante corneal de alto risco em ratos foi preparado com ratos Fisher 344 e Lewis. Os ratos receberam injeção intraperitoneal de SEB 0,2ml em concentrações diferentes antes da ceratoplastia. Os índices de rejeição do aloenxerto foram registrados e a infiltração linfocítica nos órgãos linfáticos também foram examinados. Durante este processo, a capacidade proliferativa linfocítica e a concentração de IL-2 e IL-10 no soro foram avaliados.
Resultados: Comparado ao grupo controle, a SEB prolongou o tempo de sobrevida do aloenxerto significativamente de 7 a 12 dias. SEB reduziu infiltração CD4+ e CD8+ no aloenxerto e minimizou a porcentagem de CD4+ e CD8+ nos órgão linfocíticos. A capacidade proliferativa também foi enfraquecida. No entanto, a porcentagem de linfócitos CD4+ NK nos órgãos linfáticos aumentou. A concentração sérica de IL-10 foi maior mas IL-2 foi menor nos grupos tratados com SEB.
Conclusões: SEB prolongou o tempo de sobrevida do aloenxerto em transplante de alto risco em ratos, o que pode ser explicado pela deleção de células T e formação de tolerância inespecífica.

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Células dendríticas coroidais requerem ativação para apresentar macrófagos coroidais antigênicos e residentes para potencializar esta resposta
John V Forrester, Lynne Lumsden, Linda Duncan e Andrew D Dick

Resumo
Objetivo: O compartimento uveal do olho contém uma rede extensiva de macrófagos residentes e células dendríticas. Estas células são agora reconhecidas por ter um papel em muitas patologias oculares. O objetivo deste estudo foi isolar, caracterizar e comparar a função das células dendríticas e macrófagos do corpo ciliar/coróide do olho normal.
Métodos: Explantes de corpo ciliar/coróide de ratos e humanos foram cultivados in vitro por vários períodos de tempo e células foram colhidas tanto de fluido sobre-nadante quanto de explantes digeridos enzimaticamente e lavados. As células foram então fenotipadas através de microscopia e citometria de fluxo, examinadas por vídeo fotomicroscopia por lapso de tempo e analisadas funcionalmente em uma série de imunoensaios.
Resultados: Dois tipos principais de células dendríticas foram identificadas: MHC grandes Classe II de média motilidade semelhantes a um véu mas relativamente não translocatórias e MHC pequena Classe II de alta motilidade e rapidamente translocatórias. Macrófagos teciduais permaneceram principalmente associados com os explantes em cultura mas gradualmente perderam seus marcadores residentes teciduais (ED2) e descolaram dos expantes como grupos de baixa densidade, grandes, CR3 (ED7)+ células algumas das quais sofreram apoptose. Estudos de vídeo por lapso de tempo mostraram células dendríticas constantemente interagindo com células grandes solitárias e grupos de células por passagem pelo interstício dos grupos celulares. Em estudos funcionais células dendríticas isoladas recentes foram pobres apresentadores de antígeno e necessitaram ativação por cultura de curto período para aquisição de função de apresentação de antígeno. Diferentemente, preparados de células dendríticas coroidais depletadas contendo macrófagos e outras células falhou em apresentar antígeno mesmo após cultura de curto período mas a função de apresentação de antígeno das células dendríticas estava aumentada quando testada em co-cultura.
Conclusão: Pelo menos dois tipos de células dendríticas estão presentes na camada corpo ciliar/coróide normal do olho. É suspeitado que estas células têm funções diferentes baseado nas suas mobilidade e potencial para migrar para tecido linfóide secundário mesmo durante processos homeostáticos fisiológicos normais ou durante uma resposta inflamatória. O comportamento das células mielóides resistentes no tecido deve decidir a evolução da resposta do organismo ao stress, antígeno exógeno e processo de envelhecimento como na degeneração macular relacionada à idade.

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