BJO in Translation - Portuguese Abstracts

Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Maio de 2005.
Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 8 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the May 2005 issue.
The full text is only available in English
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Maio/ May   2005
Volume 89 Number/ número 05

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

Criptas epiteliais límbicas – uma estrutura anatômica nova e um nicho putativo de células precursoras límbicas
Harminder S Dua, Vijay A Shanmuganathan, April O Powell-Richards, Patrick J Tighe e Annie Joseph
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Terapia anti-alfa-TNF para uveíte com acometimento visual
Eric W Lindstedt, Seerp Baarsma, Robert W.A.M. Kuijpers e Martin van Hagen
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Avaliação clínica do tonômetro de fosfeno em pacientes com glaucoma
Eelco Rietveld, David A van den Bremer e Henny J Volker-Dieben
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Variabilidade da pressão intraocular em pacientes que atingiram a pressão-alvo
Fernando Korn Malerbi, Marcelo Hatanaka, Roberto Murad Vessani e Remo Susanna Jr
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Um novo índice preditivo da pressão intraocular após cirurgia de catarata
Sharif A Issa, Jennifer Pacheco, Usman Mahmood, John M Nolan e Stephen Beatty

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Efeitos da combinação de bimatoprost e latanoprost na pressão intraocular em glaucoma primário de ângulo aberto: estudo clínico de distribuição aleatória
Larissa Morimoto Doi, Luiz Alberto S Melo e João Antônio Prata

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28.000 casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade causando perda visual em pessoas de 75 anos ou mais no Reino Unido podem ser atribuídos ao tabagismo
Jennifer R Evans, Astrid E Fletchern e Richard PL Wormald

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Estudo Inter-Institucional Comparativo e Validação da Quantificação de Drusas Auxilida por Computador
V Sivagnanavel, R T Smith, G B Lau, J Chan, C Donaldson e N V Chong

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Neurotomia Óptica Radial na Oclusão Isquêmica de Veia Central da Retina
Claudia Susana Martinez-Jardon, Armando Meza-de Regil, Jose Dalma-Weiszhausz, Carlos Leizaola-Fernandez, Virgilio Morales-Cantón, Jose Luis Guerrero-Naranjo e Hugo Quiroz-Mercado

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Caracterização da Corioretinopatia Central Serosa na Tomografia de Coerência Óptica
Javier Montero e Jose M Ruiz-Moreno

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Evolução de web sites para informação do paciente sobre retinopatia da prematuridade na internet
Elisabeth N Martins e Lawrence S Morse

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  Clinical science - extended reports

Tela de Amsler Limiar como instrumento para investigação de Pacientes Assintomáticos em Terapia com Hidroxicloroquina
Arghavan Almony, Sumit Garg, Ruth K Peters, Rizvan Mamet, Jerry Tsong, Barry Shibuya, Rodanthi C Kitridou e Alfredo A Sadun

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Resultado a longo prazo da cirurgia de triquíase na Gâmbia
Matthew J Burton, Richard J C Bowman, Hannah Faal, Esther A N Aryee, Usman N Ikumapayi, Neal D E Alexander, Richard A Adegbola, Sheila K West, David C W Mabey, Allen Foster, Gorden J Johnson e Robin L Bailey

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Sensação corneal após LASIK miópico e hipermetrópico: estudo microscópico clínico e confocal
Mohamed A Bragheeth e Harminder Singh Dua

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Eficiência de recipientes de cultura de sangue para o teste de esterilidade de fungos nos meios de cultura de córnea
Gilles Thuret, Anne Carricajo, Anne Catherine Vautrin, Hélène Raberin, Sophie Acquart, Olivier Garraud, Philippe Gain e Gérald Aubert

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Ceratite infecciosa em pacientes idosos: revisão de 4 anos: 1998 a 2002
Tom KH Butler, Narelle A Spencer, Colin CK Chan, Jagjit Singh Gilhotra e Kathy McClellan

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Função da bolha filtrante após facoemulsificação por incisões córneais: estudo prospectivo
Janine Klink, Birgit Schmitz, Wolfgang E Lieb, Thomas Klink, Hans-Juergen Grein, Johanna Sold-Darseff, Anja Heinold e Franz Grehn

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Origem da Vasculopatia Coroidal Polipoidal
Mitsuko Yuzawa, Ryusaburo Mori e Akiyuki Kawamura

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Vasculites retínicas pauci-imunes associadas ao ANCA
Micheal J Gallagher, Kenneth G-J Ooi, Moira Thomas e Michael Gavin

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Causas de deficiência visual grave e cegueira em escolas para crianças deficientes visuais
Ali Mirdehghan, Mohammad hossein Dehghan, Mehrdad Mohammadpour, Kiumars Heidari e Marjan Khosravi

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Qual a experiência do patiente com perda progressiva da função visual: modelo ajustado utilizando métodos qualitativos
Robin Z Hayeems, Gail Geller, Daniel Finkelstein e Ruth R Faden

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Desenvolvimento do Questionário Indiano de Função visual (IND-VFQ): teste de campo e avaliação psicométrica
S. K. Gupta, K. Viswanath, R. D. Thulasiraj, G. V.S. Murthy, Donna L. Lamping, Sarah C. Smith, Martine Donoghue e Astrid E. Fletcher

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Penetration of moxifloxacin into the human aqueous humour after oral administration
G Kampougeris, A Antoniadou, E Kavouklis, Z Chryssouli, and H Giamarellou

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  Laboratory science - extended reports

A rejeição do enxerto corneal ocorre apesar da expressão do ligante Fas e apoptose das células infiltrantes
Keryn A Williams, Scott D Stanfield, Justine R Smith e Douglas J Coster

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  Clinical science - scientific reports 

Criptas epiteliais límbicas – uma estrutura anatômica nova e um nicho putativo de células precursoras límbicas
Harminder S Dua, Vijay A Shanmuganathan, April O Powell-Richards, Patrick J Tighe e Annie Joseph

Resumo
Objetivos: Há evidências importantes de que células precursoras mamíferas estão localizados em nichos bem desenvolvidos. Embora o limbo córneo-escleral seja reconhecido como o local das células precursoras do epitélio corneal, nenhum nicho anatômico para tais células foi descrito. Nós reavaliamos a microanatomia do limbo para identificar locais possíveis que possam ser caracterizados como nichos de células precursoras.
Métodos: Secções seriadas de 5 a 7µm de segmentos corneoesclerais humanos obtidos de cadáveres doadores foram examinadas. As secções foram coradas com hematoxilina e eosina ou azul de toluidina. Secções com áreas específicas de interesse foram submetidas a imunohistoquímica para o marcador epitelial citoqueratina 14 e o “marcador” da célula precursora, a proteína transportadora ABCG2.
Resultados: Extensões anatômicas distintas do aspecto periférico das paliçadas do limbo foram identificadas. Estes consistem de um cordão sólido de células com extensão periférica ou circumferencial. As células foram positivas para CK14 e ABCG2.
Conclusões: Nós identificamos uma estrutura anatômica nova no limbo humano que demonstra caratcterísticas de um nicho de células precursoras. Nós denominamos tal estrutura de cripta epitelial límbica.

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Terapia anti-alfa-TNF para uveíte com acometimento visual
Eric W Lindstedt, Seerp Baarsma, Robert W.A.M. Kuijpers e Martin van Hagen

Resumo
Objetivo: Descrever o efeito de tratamento adicional com terapia anti-alfa TNF em uma série de casos de 13 pacientes com uveíte grave com risco de perda visual.
Métodos: Treze pacientes com uveíte grave com risco de perda visual dos quais 6 apresentavam Behçet, 5 com uveíte posterior idiopática, 1 apresentava sarcoidose e um com retinocoroidite de Birdshot foram incluídos no estudo. Início e evolução da inflamação ocular, sinais inflamatórios e acuidade visual foi avaliada. Pacientes foram tratados com 200mg (aproximadamente 3mg/kg) de infusão infliximab. Infusões repetidas foram administradas de acordo com a resposta clínica.
Resultados: Tratamento com infliximab resultou na supressão efetiva da inflamação ocular em todos os pacientes. Em pacientes com uveíte não-Behçet a acuidade visual em seis de oito pacientes melhorou ou permanceu estável. Em pacientes com Behçet a acuidade visual em cinco de seis pacientes melhorou ou permanceu estável.
Conclusão: O tratamento com anti-alfa-TNF pode ser de valor na terapêutica da uveíte, inclusive em Behçet, levando a supressão da inflamação ocular e vasculite com melhora da visão na maioria dos pacientes. Baseado nestes resultados um estudo controlado mascarado se faz necessário.

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Avaliação clínica do tonômetro de fosfeno em pacientes com glaucoma
Eelco Rietveld, David A van den Bremer e Henny J Volker-Dieben

Resumo
Objetivos: Avaliar a confiabilidade do tonômetro de fosfeno comparado ao tonômetro de aplanação de Goldmann.
Métodos: Quarenta e cinco pacientes consecutivos com glaucoma (78 olhos) participaram do estudo. Olhos com cirurgia ocular prévia, defeito visual periférico e erro refrativo maior do que 5 dioptrias e pacientes incapazes de compreender o estudo foram excluídos. A pressão intraocular foi medida com um tonômetro de fosfeno por um examinador e com um tonômetro de aplanação de Goldmann por outros dois examinadores com intervalos maiores de 15 minutos. Uma segunda série de medidas foi realizada aós várias semanas em 34 pacientes (59 olhos). Não houve comunicação entre os examinadores ou entre o examinador e o paciente em relação ao resultado dos testes.
Resultados: Não foi encontrada correlação significativa entre os valores da tonometria de aplanação e aqueles obtidos por um tonômetro de fosfeno.
Conclusão: O tonômetro de fosfeno não é adequado para medir a pressão intraocular de maneira confiável.

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Variabilidade da pressão intraocular em pacientes que atingiram a pressão-alvo
Fernando Korn Malerbi, Marcelo Hatanaka, Roberto Murad Vessani e Remo Susanna Jr.

Resumo
Objetivo: Avaliar a variabilidade da PIO no glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) em pacientes sob tratamento clínico que alcançaram pressão alvo baseado em medidas isoladas no consultório.
Métodos: A análise retrospectiva de 65 olhos de 65 pacientes com GPAA em tratamento clínico foram submetidos a curva tensional diária modificada (CTDm) (medidas a cada 3 horas entre 8 e 17:00) seguidos por teste de ingestão de água (TIA). Todos os indivíduos apresentaram PIO-alvo estabelecido de 15mmHg às 11:00 e às 14:00. A variabilidade da PIO durante o CTDm e o TIA foram avaliados.
Resultados: CTDm mostrou medidas da PIO > 17mmHg em 16 (24,6%) dos 65 olhos. Nove olhos (13,8%) apresentaram valores > 18mmHg. A PIO mais alta detectada pela CTDm foi de 20mmHg em um paciente (1,5%). O TIA mostrou valores acima de 17mmHg em 32 dos 65 olhos (49,2%). Vinte e dois olhos (33,8%) apresentaram valores > 18mmHg após ingestão de água. Além disso, níveis de PIO acima de 20mmHg foram observados em 14 olhos (21,5%).
Conclusão: Uma porcentagem grande de pacientes com GPAA em tratamento clínico e com controle da PIO baseados na medida simples do consultório apresentam medidas da PIO significativamente altos quando realizada curva tensional diária modificada e, especialmente, o teste de ingestão de água.

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Um novo índice preditivo da pressão intraocular após cirurgia de catarata
Sharif A Issa, Jennifer Pacheco, Usman Mahmood, John M Nolan e Stephen Beatty

Resumo
Objetivos: Nós apresentamos os resultados de estudo de pesquisa de valor preditivo da profundidade da câmara anterior (PCA) e pressão intraocular (PIO) e o relacionamento entre estes parâmetros na redução da PIO após facoemulsificação.
Métodos: Medimos em estudo prospectivo a PCA e PIO em 103 olhos de 103 pacientes sem glaucoma que foram submetidos a facoemulsificação com implante de lente de câmara posterior. Outros dados registrados foram: acuidade visual corrigida, comprimento axial, espessura do cristalino e gravidade da opacidade lenticular.
Resultados: A PCA aumentou em média 1,10 ± 0,44m [P < 0,00001], este aumento foi significativamente e inversamente relacionado à PCA pré-operatória (r2 = 68%; P < 0,01). A PIO diminuiu a uma média de 2,55 ± 1,78 mmHg após a cirurgia de catarata (P < 0,0001), e esta redução foi significativamente e diretamente relacionada à PIO pré-operatória (r2 = 56%; P < 0,01), e significativamente e inversamente relacionada à PCA pré-operatória (r2 = 21%; P < 0,01). Uma relação nova, a relação pressão / profundidade (PIO préoperatória / PCA pré-operatória) foi significativamente e diretamente relacionada à redução cirúrgica da PIO (r2 = 73%; P < 0,01), e a PIO foi reduzida em aproximadamente 4mmHg em todos os pacientes com relação PIO/Prof >7.
Conclusão: A redução na pressão intraocular após cirurgia de catarata foi diretamente relacionada à pressão intraocular pré-operatória e inversamente relacionada à profundidade de câmara anterior pré-operatória. Além disso, nossos resultados indicam que o índice novo, a relação pressão / profundidade, é fortemente preditivo para redução da PIO após extração da catarata e pode ser útil nas indicações cirúrgicas.

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Efeitos da combinação de bimatoprost e latanoprost na pressão intraocular em glaucoma primário de ângulo aberto: estudo clínico de distribuição aleatória
Larissa Morimoto Doi, Luiz Alberto S Melo e João Antônio Prata

Resumo
Introdução: Avaliar o efeito da combinação de bimatoprost e latanoprost na pressão intraocular no glaucoma primário de ângulo aberto (GPAO).
Métodos: Estudo clínico de distribuição aleatória foi realizado em 18 pacientes com glaucoma (36 olhos). Durante as primeiras 4 semanas latanoprost 0,005% foi prescrito para ambos os olhos de todos os pacientes e qualquer outra medicação antiglaucomatosa foi interrompida. Nas 4 semanas subsequentes (fase 1), bimatoprost 0,03% foi combinado com latanoprost em olho aleatório para cada paciente. Nas 4 semanas subsequentes (fase 2), o bimatoprost foi interrompido nestes casos enquanto o bimatoprost substituído pelo latanoprost no olho contralateral (controle). A pressão intraocular foi medida ao final das quatro primeiras semanas (pressão de base) e semanalmente durante as fases 1 e 2.
Resultados: Nos casos estudados, a pressão intraocular média aumentou durante a fase 1 (1,8mmHg p=0,006) quando comparado às medidas de base. A pressão intraocular retornou aos valores prévios após interrupção do bimatoprost na fase 2. Nos olhos controle a pressão intraocular média não se alterou durante o estudo.
Conclusão: A combinação de bimatoprost e latanoprost no GPAO aumenta a pressão intraocular e não deve ser considerado como opção terapêutica.

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28.000 casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade causando perda visual em pessoas de 75 anos ou mais no Reino Unido podem ser atribuídos ao tabagismo
Jennifer R Evans, Astrid E Fletchern e Richard PL Wormald

Resumo
Introdução: DMRI causando perda visual é comum em idosos. Estudos prévios identificaram o tabagismo como um fator de risco para DMRI. Contudo há pouca informação para a população idosa na Inglaterra.
Métodos: Estudo populacional caso-controle realizado em 49 consultórios selecionados para serem representativos na população britânica. Os casos eram de pessoas com 75 anos ou mais e deficientes visuais (visão binocular <6/18) devido à DMRI. Os controles eram pessoas normais com visão normal (6/6 ou melhor). História de tabagismo foi avaliada utilizando um questionário administrado por entrevistador.
Resultados: Após controle para fatores potenciais de confusão, os fumantes tiveram duas vezes mais chances de serem acometidos comparados aos não fumantes (relação das probabilidades 2,15; 95% IC 1,42 a 3,26). Ex-fumantes estavam em um risco intermediário (relação das probabilidades 1,13; 0,86 a 1,47). Pessoas que pararam de fumar há mais de 20 anos não tiveram risco aumentado de perda visual secundária à DMRI. Aproximadamente 28.000 casos de DMRI em pessoas idosas no Reino Unido podem ser atribuídos ao tabagismo.
Conclusão: Este estudo é o maior estudo caso controle de DMRI na população inglesa. Tabagismo está associado à duplicação do risco de desenvolvimento de DMRI. O aumento do risco de DMRI, que é a causa mais comum de cegueira no Reino Unido, é agora mais uma razão para as pessoas pararem de fumar e para os governos desenvolverem campanhas de saúde pública contra este mal.

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Estudo Inter-Institucional Comparativo e Validação da Quantificação de Drusas Auxilida por Computador
V Sivagnanavel, R T Smith, G B Lau, J Chan, C Donaldson e N V Chong

Resumo
Objetivos: Avaliar a portabilidade e aplicação clínica de um software baseado no Photoshop (Adobe Systems Inc. San Jose, CA) pra a quantificação digital de drusas.
Métodos: Examinadores independentes do Centro de Leitura de Fotografias Digitais da Universidade de Columbia e King’s College Hospital utilizaram um software nivelador do fundo macular para quantificar a porcentagem de drusas no centro e meio dos subcanpos de Wisconsin. Cem imagens de pacientes consecutivos com neovascularização de coróide em um olho e drusas significantes no outro foram selecionados e depois escolhidos para avaliação por este software.
Resultados: Em 10 imagens usadas na validação interinstitucional, o efeito aleatório ANOVA para subcampos central e médio mostrou um alto grau de concordância interobservadores. A confiabilidade do ICC interobservadores foi de 0,83 (95% i.c. 67% a 95%) para o subcampo central e 0,84 (95% i.c. 69% a 99%) para o subcampo médio. A concordância total com os resultados da graduação manual foi boa e o coeficiente de variação no mesmo paciente foi ao redor de 20% para todas as comparações pareadas entre observadores e graduações stereo manuais. De 100 imagens usadas para avaliar a aplicabilidade prática do software, 79 foram apropriadas pra análise semi-automatizada. Treze tiveram mistura excessiva de alterações do epitélio pigmentar da retina (EPR) limitando a identificação das drusas, 5 tinham um número significativo de drusas reticulares que são pouco identificáveis pelo software e 3 tinham múltiplas pequenas áreas de atrofia do EPR que são de difícil distinção com drusas.
Conclusões: O software foi usado com sucesso pelas duas instituições, demonstrando portabilidade com boa correlação entre examinadores e graduação stereo manual. Quantificação digital das drusas foi possível em 79% das imagens analisadas.

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Neurotomia Óptica Radial na Oclusão Isquêmica de Veia Central da Retina
Claudia Susana Martinez-Jardon, Armando Meza-de Regil, Jose Dalma-Weiszhausz, Carlos Leizaola-Fernandez, Virgilio Morales-Cantón, Jose Luis Guerrero-Naranjo e Hugo Quiroz-Mercado

Resumo

Introdução/Objetivos: Obstrução Isquêmica da veia central da retina (OVCR) é responsável por 20-50% de todas as OVCR. Não há tratamento comprovadamente efetivo. Nós avaliamos a eficácia da neurotomia óptica radial (NOR) em olhos com OVCR isquêmica.
Métodos: Dez pacientes com OVCR isquêmica foram submetidos a NOR. Após vitrectomia via pars plana uma lâmina de 20G para esclerotomia foi usada para seccionar o anel escleral, lâmina cribirorme e esclera adjacente na borda nasal do disco óptico. Melhor acuidade visual corrigida (AV), pressão intra-ocular (PIO), angiofluoresceínografia (AF), eletroretinografia multifocal (ERGm) e tomografia de coerência óptica (OCT) foram medidos no pré-operatório e 1, 3 e 6 meses pós-operatórios.
Resultados:Não foi observada melhora da AV dos pacientes operados. AF e ERGm não mostraram aumento da perfusão e função retínica, respectivamente, no pós-operatório. A média de espessura central macular mudou de 841 ± 170 DP pré-operatória para 162 ± 34 DP aos seis meses de pós-operatório. Um paciente desenvolveu glaucoma neovascular.
Conclusão: NOR em OVCR isquêmica não melhorou a função visual (pelo ERGm) ou AV na maioria dos pacientes desta série apesar de a espessura macular ter melhorado. Esta técnica possui riscos potenciais. Estudos de distribuição aleatória são necessários para confirmar estes resultados.

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Caracterização da Corioretinopatia Central Serosa na Tomografia de Coerência Óptica
Javier Montero e Jose M Ruiz-Moreno

Resumo
Objetivo: Descrever os achados retínicos em pacientes com corioretinopatia central serosa idiopática (CCSI) vistos através da Tomografia de Coerência Óptica (OCT) e compará-los aos achados angiofluresceínográficos (AF).
Tipo de Estudo: Série de casos.
Participantes: 39 olhos de 36 pacientes com CCSI.
Métodos: Exame oftalmológico completo, OCT de útima geração (StratusOCT, Software versão 3.1) e AF foram realizados. Seis varreduras radiais de OCT foram medidas e os resultados comparados aos da AF.
Medidas de acompanhamento: AF e achados do OCT.
Resultados: Dois padrões distintos de achados do OCT foram descritos. No primeiro, uma área vacuolar opticamente vazia de diferentes alturas foi observada abaixo da retina neurosensorial em 36 olhos, sendo relacionada às áreas preenchidas por fluoresceína; em 35 destes, pequenas protuberâncias bem caracterizadas puderam ser observadas se originando do epitélio pigmentar (EPR), angiograficamente relacionadas aos pontos de vazamento. No segundo padrão, três olhos mostraram um espaço quase semicircular abaixo do EPR coberto por uma retina afinada.
Conclusões: OCT pode oferecer uma nova conduta no estadiamento e conhecimento da CCSI e deve ajudar a entender o mecanismo da doença.

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Evolução de web sites para informação do paciente sobre retinopatia da prematuridade na internet
Elisabeth N Martins e Lawrence S Morse

Resumo
Introdução/Objetivos: O sucesso no tratamento de pacientes com retinopatia da prematuridade (ROP) é fundamentalmente associado ao tempo do diagnóstico e manejo apropriado. A disseminação de informação é crucial para a boa evolução de pacientes com ROP. Este estudo tem o objetivo de avaliar a qualidade da informação sobre ROP disponível para pacientes na Internet.
Métodos: Estudo em corte transversal. Em Março de 2004 avaliamos informações sobre ROP disponíveis na Internet, utilizando dois sites de procura (MetaCrawler e MSN) e quatro palavras-chave (‘‘retinopatia da prematuridade’’, ‘‘olho prematuro’’, ‘‘retina prematura’’ e ‘‘ROP’’). A qualidade de cada Web site foi avaliada utilizando um sistema de pontuação. Os sites foram classificados como acadêmico, organizacional ou comercial. Facilidade de leitura, qualidade geral do Web site (baseado em: relação de posse, objetivo, relação autoral, qualificação autoral, atribuição, interatividade e atualidade) e qualidade do conteúdo específico sobre ROP (definição, causas, epidemiologia, fatores de risco, diagnóstico, classificação, modalidades de tratamento e prognóstico) foram analisados.
Resultados: De 114 Web sites avaliados, 40 foram incluídos. Dez sites (25,0%) eram acadêmicos, 8 (20,0%) organizacionais e 22 (55,0%) comerciais. Na maioria dos sites (62,5%) as informações sobre ROP eram fracas ou pobres.
Conclusões: Uma grande quantidade de informações sobre ROP está disponível na Internet. Contudo, a maioria dos Web sites foi considerada incompleta.

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  Clinical science - extended reports

Tela de Amsler Limiar como instrumento para investigação de Pacientes Assintomáticos em Terapia com Hidroxicloroquina
Arghavan Almony, Sumit Garg, Ruth K Peters, Rizvan Mamet, Jerry Tsong, Barry Shibuya, Rodanthi C Kitridou e Alfredo A Sadun

Resumo
Introdução/Objetivos: Pacientes em terapia com hidroxicloroquina (HCQ) estão sob risco de desenvolver maculopatia clássica do tipo "bull’s eye". Atualmente o teste com tela de Amsler (TA) é um dos métodos mais úteis na identificação destas lesões. Contudo TA é um alvo supralimiar e talvez não detecte escotomas relativos centrais. O objetivo de nosso estudo foi determinar se o teste com tela de Amsler Limiar (TAL), que varia a transmissão de luz através de dois filtros polarizantes cruzados, permite aumentar a detecção de escotomas causados pela toxicidade por HCQ.
Métodos: Cinquenta e seis pacientes reumatológicos tomando HCQ e 12 pacientes similares que não usavam HCQ foram testados através de TA, Tela de Amsler vermelha (TAV) e TAL.
Resultados: Não foram observados escotomas em pacientes nunca tratados com HCQ. Entre os pacientes que tinham sido tratados com HCQ, TA revelou escotomas em 2 de 56 (3,64%) pacientes; em contraste, 6 (10,7%) e 37 (66,1%) escotomas foram identificados por TAV e TAL, respectivamente. Além disso, a área média de cada escotoma detectado através de todos os três métodos expandiu de 34,5 graus quadrados de perda de campo visual central na TA para 71 graus quadrados na TAV e 117 na TAL.
Conclusão: Com a diminuição da iluminação percebida na TA supralimiar, o teste com TAL se mostrou uma nova alternativa para detectar escotomas planos e áreas de atividade retínica diminuída secundárias à toxicidade por HCQ.

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Resultado a longo prazo da cirurgia de triquíase na Gâmbia
Matthew J Burton, Richard J C Bowman, Hannah Faal, Esther A N Aryee, Usman N Ikumapayi, Neal D E Alexander, Richard A Adegbola, Sheila K West, David C W Mabey, Allen Foster, Gorden J Johnson e Robin L Bailey

Resumo
Introdução: A cirurgia de triquíase supostamente reduz o risco de perda visual decorrente de tracoma. Os dados publicados no resultado da cirurgia e seu efeito na visão e opacidade corneal em longo prazo são limitados, assim como os determinantes da falha cirúrgica não são bem conhecidos.
Métodos: Uma coorte de indivíduos na Gâmbia que foram submetidos a cirurgia para triquíase tracomatosa nos últimos 3 a 4 anos foram reavaliados. Eles foram examinados clinicamente e a conjuntiva foi submetida a PCR para C. Trachomatis e cultura bacteriana.
Resultados: Foram examinadas 141 de 162 indivíduos. Triquíase recidivante foi encontrada em 89 de 214 olhos (41,6%) operados e 52 (24,3%) olhos apresentaram 5 ou mais cílios encostando no globo ocular. A opacificação corneal melhorou em 36 de 78 olhos previamente afetados. Houve deterioração geral na acuidade visual entre a cirurgia e o seguimento, que foi maior se houve desenvolvimento da opacificação corneal ou retorno na triquíase. Triquíase recidivante foi associada com inflamação conjuntival grave e infecção bacteriana. C. Tracomatis foi detectada em apenas um indivíduo.
Conclusões: Triquíase recidivante após cirurgia é um problema comum com potencial acometimento visual. Alguma melhora da córnea pode ocorrer após cirurgia e a incidência de perda visual tende a ser menor naqueles sem recidiva da triquíase. O papel da inflamação conjuntival e infecção bacteriana necessita maior investigação. O seguimento de pacientes deve ser realizado para identificação de indivíduos que necessitam de tratamento cirúrgico adicional.

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Sensação corneal após LASIK miópico e hipermetrópico: estudo microscópico clínico e confocal
Mohamed A Bragheeth e Harminder Singh Dua

Resumo
Objetivo: Avaliar o efeito de LASIK miópico e hipermetrópico na sensação e inervação corneal em longo prazo (1 ano).
Pacientes e métodos: 83 olhos de 43 pacientes submetidos a LASIK foram avaliados. De acordo com o equivalente esférico pré-operatório, os olhos foram divididos em 3 grupos: grupo 1 miopia de -0,75 a -6,00 D; grupo 2 miopia de -6,25 a -11,50D e grupo 3 hipermetropia de 1,25 a 5,00D. A sensação corneal foi medida e microscopia confocal in vivo (MCIV) foi realizada na córnea central antes e após 1, 3, 6 meses e 1 ano de LASIK.
Resultados: A sensação corneal média no grupo 1 foi maior do que o grupo 2 e 3 em todas as medidas pós-operatórias. A diferença entre o grupo 1 por um lado e o grupo 2 e 3 por outro foi significativa 1 e 3 meses após LASIK e não se manteve significativo nas outras medidas. O estudo da MICV nos 27 olhos mostrou que o número e o comprimento dos feixes nervosos na região sub-basal diminuiu após o LASIK e foi significativamente menor em todas as avaliações após a cirurgia embora a sensibilidade corneal tenha retornado aos níveis pré-operatórios.
Conclusão: Após LASIK, a sensibilidade corneal diminuiu pelo período de 6 meses ou mais. Os resultados sugerem que o corte lamelar da córnea durante o LASIK diminuiu a sensibilidade corneal e está relacionada à profunidade de ablação. O diâmetro de ablação pode contribuir para esta diminuição na sensibilidade. A volta da sensibilidade corneal não está diretamente correlacionada à regeneração das fibras nervosas observadas na microscopia confocal. Sensibilidade retorna a valores normais antes da restauração completa da inervação normal se é que isso ocorre em algum momento.

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Eficiência de recipientes de cultura de sangue para o teste de esterilidade de fungos nos meios de cultura de córnea
Gilles Thuret, Anne Carricajo, Anne Catherine Vautrin, Hélène Raberin, Sophie Acquart, Olivier Garraud, Philippe Gain e Gérald Aubert

Resumo
Objetivo: As conseqüências da contaminação por fungos de meios de cultura de córnea, embora excepcionais, são frequentemente desastrosos para o receptor. Consequentemente, bancos de olhos põem os olhos de quarentena de 10 dias ou mais antes de utilizá-los para o transplante. Este período, embora detrimental para a densidade endotelial da córnea a ser utilizada, é necessário para detectar contaminação, utilizando métodos microbiológicos convencionais. Nós previamente validamos o uso de um par de recipientes de sangue aeróbio e anaeróbio para a detecção rápida e sensível de bactérias. Para permitir uma quarentena curta, eles permaneceram somente para otimizar a detecção de fungos. Nós temos como objetvio comparar a sensibilidade e velocidade da deteção de contaminação de fúngica por meio de três métodos: recipientes de sangue, Saboraud e inspeção visual diária do meio de cultura.
Métodos: Quatro inóculos (106, 104, 102, 10 unidades formadoras de colônias (UFC) por ml) de 11 fungos (Cândida albicans, C. Tropicalis, C. Giabrata, Saccharomyces cerevisiae, Rhodotorula rubra, Cryptocococus neoformans, Fusarium oxysporum, Aspergillus niger, A fumigatus, A flavus, Acremonium Falciforme) foram inoculados em um meio de cultura de órgãos comercial contendo indicador colorido de pH (CorneaMax, Eurobio, Lês Ulys, França). O inoculo de fungos vivos foi verificado imediatamente apos inoculação. Após 48 horas a 31oC, amostras dos meios contaminados foram inoculados em 3 recipientes de sangue: Bactec Aerobic/F, Bactec Mycosis IC/F e Bactec Mico/F Lytic (Becton Dickinson, Lê pont de Claixe, Franca) e depois em um autômato bactec 9240 e em quatro meios de Saboraud (sólido e líquido, 28oC e 37oC) para observação diária. Meios de cultura contaminados foram verificados diariamente para qualquer alterações de turvação ou cor. Experimentos foram triplicados
Resultados: Recipientes com Mycosis IC/F e Bactec Myco/F não foram mais rápidos nem mais sensíveis do que o recipiente aeróbio. Os três métodos foram positivos para todos os inóculos, mesmo o mais baixo (inóculo viável abaixo de 10 UFC/ml para cada fungo). Contaminação foi detectada dentro de 24 horas pelos recipientes aeróbios em 91% (40/44), pelo Saboraud em 98% (43/44) (sem diferenças significativas) e por inspeção visual em 66% dos casos (29/44) (p<0,001 comparados aos outros dois métodos). O tempo máximo para detecção foi de 46, 48 e 72 horas, respectivamente.
Conclusão: Este estudo contrapõe a noção preconcebida de que contaminação por fungos de difícil detecçaõ em meios de cultura de córnea. Este estudo é o último passo na validação do uso de um par de recipientes para o teste de esterilidade de meios de cultura de órgãos, desta vez para fungos. O uso destes deve tornar possível a diminuição da quarentena microbiológica e, desta forma, permitir o uso de córneas com maior densidade endotelial sem aumento do risco de contaminação do receptor.

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Ceratite infecciosa em pacientes idosos: revisão de 4 anos: 1998 a 2002
Tom KH Butler, Narelle A Spencer, Colin CK Chan, Jagjit Singh Gilhotra e Kathy McClellan

Resumo
Introdução: Não há muitos estudos clínicos sobre ceratite infecciosa em idosos na literatura, embora este grupo etário forme uma proporção significativa de afetados pela doença. Nosso objetivo foi determinar a incidência e fatores de risco para ceratite infecciosa em indivíduos acima de 60 anos, os organismos causais, suscetibilidades antibióticas, resultados visuais e técnicos e indíce de intervenção cirúrgica.
Métodos:Análise retrospectiva de todos os pacientes de 60 anos ou mais admitidos no Hospital de Olhos de Sydney com diagnóstico de ceratite infecciosa entre Setembro de 1998 e Dezembro de 2002.
Resultados: 190 pacientes foram identificados com idade média de 75,5 ± 9,6 anos (60 a 101 anos). Fatores de risco locais foram encontrados em 93,7% e fatores de risco sistêmicos foram encontrados em 27,9%. Organismos foram cultivados em 62,8% e 7,9% apresentaram PCR positivo para vírus herpes simples (HSV). Perfuração ou afinamentos graves ocorreram em 36% dos pacientes, porém em 80% dos pacientes com HSV. Intervenções cirúrgicas agudas foram necessárias em 43,7% dos casos com ceratoplastia penetrante realizadas em 17,9%, e evisceração em 8,9%. A acuidade visual média foi de 1,82 ± 1,24, equivalente a 6/300, excluindo 26,3% com visão de percepção luminosa (PL) ou pior. A acuidade visual final média foi de 1,24 ± 1,16 equivalente a 6/100, excluindo 19,5% com visão de PL ou pior (p<0,0005).
Conclusões: Os idosos representam um grupo clínico distinto no contexto da ceratite microbiana. Fatores predisponentes são muito comuns, eles apresentam baixa visão, sofrem com índices altos de complicações e cirurgias e pior resultado visual do que pacientes jovens. O espectro microbiológico é semelhante ao de grupos etários mais jovens com exceção da maior freqüência de HSV que pode aumentar o risco de afinamento corneal grave e perfuração. A maior parte dos isolados bacterianos são sensíveis aos preparos antimicrobianos atuais.

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Função da bolha filtrante após facoemulsificação por incisões córneais: estudo prospectivo
Janine Klink, Birgit Schmitz, Wolfgang E Lieb, Thomas Klink, Hans-Juergen Grein, Johanna Sold-Darseff, Anja Heinold e Franz Grehn

Resumo
Objetivo: Avaliar a influência da facoemulsificação por incisões corneais na morfologia e função da bolha e pressão intraocular em olhos com glaucoma e cirurgia filtrante prévia bem sucedida.
Métodos: Avaliamos prospectivamente a evolução clínica de 30 pacientes (30 olhos) submetidos à facoemulsificação por incisões corneais após cirurgia filtrante bem sucedida. A pressão intraocular média e morfologia filtrante da bolha (critérios padronizados e pomtuação de 0 a 12 com 12 igual a ótimo) foram determinados antes da cirurgia, 3 dias, 6 meses e 12 meses após a cirurgia. O grupo controle foi formado por 36 pacientes com glaucoma submetidos à facoemulsificação sem cirurgia filtrante prévia.
Resultados: A PIO média aumentou após a facoemulsificação em aproximadamente 2mmHg (pré-op 14,28 3,71 mmHg, 12 meses pós-op 16,33 3,31 mmHg p=0,006). Quinze pacientes (50%) apresentaram aumento da PIO > 2mmHg, 11 pacientes (36,7%) não apresentaram alterações na PIO (dentro de 2mmHg) e quatro pacientes (13,3%) apresentaram diminuição > 2mmHg da PIO. A pontuação média da morfologia da bolha um ano após cirurgia diminuiu de 9,5 para 9,0 (p=0,154). Em 3 dos 30 olhos com olhos de PIO controlados a PIO pós-operatória foi 21mmHg. O grupo controle mostrou diminuição média da PIO de 2,01mmHg (p=0,014) 12 meses após a cirurgia de catarata.
Conclusão: Nós encontramos aumento na PIO um ano após facoemulsificação em metade dos olhos filtrados. A PIO em olhos com glaucoma sem cirurgia filtrante diminuiu no mesmo período. A extração da catarata por facoemulsificação com incisões corneais pode estar associada à perda parcial do filtro funcionante e ao acometimento da morfologia da bolha.

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Origem da Vasculopatia Coroidal Polipoidal
Mitsuko Yuzawa, Ryusaburo Mori e Akiyuki Kawamur

Resumo
Introdução: Existem duas teorias para a patogênese da vasculopatia coroidal polipoidal (VCP): variantes da neovascularização coroidal (NVC) e anormalidades da vasculatura coroidal interna. À angiografia com indocianina verde (AI) com um sistema de vídeo câmera, VCP tem uma aparência característica, porém a qualidade inadequada da imagem tem dificultado a interpretação detalhada. Este estudo tem o objetivo de melhorar esta imagem, utilizando oftalmoscopia confocal por varredura a laser (SLO) para elucidar a patogênese da VCP.
Métodos: AI de alta velocidade com SLO confocal de 45 olhos (44 pacientes) mostrou achados típicos da VCP em uma rede de ramificações vasculares e lesões polipoidais.
Resultados: Vasos compreendidos em redes de ramificações começaram a se encher simultaneamente a artérias coroidais circunjacentes em 38 olhos. Um pequeno número de vasos (30 olhos), que se encheram juntamente à rede de ramificação nas fases arterial e venosa da AI, mostrou dilatação focal, constricção e diminuição de tortuosidade. Anormalidades vasculares correspondentes a lesões polipoidais existiram na rede em olhos e incluíram ‘‘loops’’ de calibres semelhantes ao da rede vascular e numerosos microaneurismas de vasos pequenos. Pluso vascular foi visto em 24 olhos.
Conclusão: VCP ocorre devido a anormalidades dos vasos internos da coróide e não à NVC.

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Vasculites retínicas pauci-imunes associadas ao ANCA
Micheal J Gallagher, Kenneth G-J Ooi, Moira Thomas e Michael Gavin

Resumo
Introdução: Anticorpos Citoplasmáticos Antinucleares (ANCA) são marcadores sorológicos úteis no diagnóstico das formas mais comuns de vasculites necrotizantes. Vasculites associadas ao ANCA representam um número de categorias clínco-patológicas distintas, por exemplo, Granulomatose de Wegener, Síndrome de Churg-Strauss, Poliangeite Microscópica e Glomerulonefrite Necrotizante Crescente Idiopática, conhecidas como vasculites pauci-imunes de pequenos vasos.
Método: Descrevemos três casos de vasculites pauci-imunes associadas ao ANCA com suas associações sistêmicas características e discutimos a significância clínica do ANCA como teste diagnóstico relacionado às vasculites retínicas.
Resultados: Nossos três casos representam uma amostra das características clínicas associadas a vasculites retínicas. Dois casos foram envolvidos por endidades clínicas reconhecíveis com Poliangeíte Microscópica. Recomendamos a aderência ao Consenso Internacional de Indicação em testar e reportar o ANCA e especular que a incidência de Poliangeite Microscópica pode ser subestimada devido ao desconhecimento do envolvimento sistêmico em pacientes com vasculite retínica.
Conclusão: A constatação de um resultado positivo para ANCA deve sempre levantar a suspeita de uma vasculite sistêmica pauci-imune e ser apropriadamente investigada. Nós enfatizamos a importância da avaliação sistêmica nesses pacientes com vasculite retínica possibilitando o reconhecimento precoce e prevenção significativa de morbidade e mortalidade.

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Causas de deficiência visual grave e cegueira em escolas para crianças deficientes visuais
Ali Mirdehghan, Mohammad hossein Dehghan, Mehrdad Mohammadpour, Kiumars Heidari e Marjan Khosravi

Resumo
Objetivo:Considerando a importância de doenças causadoras de cegueira em crianças, este levantamento foi conduzido em crianças de escolas para cegos em Tehran (2002-2003) para estudar e determinar as causas de deficiência visual grave e cegueira e identificar causas evitáveis ou tratáveis.
Materiais e Métodos: Este estudo descritivo foi realizado em 362 estudantes de diferentes níveis em três escolas para cegos. Os pacientes foram estudados e estatisticamente analisados quanto ao gênero, idade, história familiar de cegueira ou baixa visão, acuidade visual, causa de cegueira e causas evitáveis ou tratáveis.
Resultados: Duzentos e dez indivíduos (58%) eram meninos e 152 (42%), meninas. A idade media foi de 13,5±4 anos. Perda visual grave foi vista em 80,9% deles. Doenças retínicas foram as causas mais comuns de baixa visão (51%); porém catarata, atrofia do nervo óptico, doenças corneais e do segmento anterior, glaucoma, anoftalmia e malformações do globo ocular foram outras grandes causas de cegueira. Etiologias tratáveis e história familiar de cegueira foram vistas em 25,7% e 36% dos pacientes, respectivamente. A incidência de doenças evitáveis, excluindo doenças familiares, foi baixa.
Conclusão: Além da prevenção e tratamento de doenças tratáveis o aconselhamento genético antes do casamento e o planejamento de controle em famílias com doenças hereditárias poderia diminuir o número de crianças cegas no futuro de nosso país.

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Qual a experiência do patiente com perda progressiva da função visual: modelo ajustado utilizando métodos qualitativos
Robin Z Hayeems, Gail Geller, Daniel Finkelstein e Ruth R Faden

Resumo
Introdução: Pessoas com Retinitis Pigmentosa (RP) experimentam desafios funcionais e psicológicos à medida que se adaptam à perda progressiva da função visual. Nosso objetivo foi entender melhor o processo de adaptação de RP à luz e o sofrimento emocional associado a esse processo.
Métodos: Adultos com RP foram recrutados da Foundation Fighting Blindness e do Wilmer Eye Institute em Baltimore. Focalização de grupos e entrevistas semi estruturadas dirigidas ao processo de adaptação do portador de RP foram gravadas e transcritas. As transcrições foram analisadas qualitativamente para gerar um modelo de ajuste.
Resultados: Um total de 43 indivíduos participou. Nós achamos que, em relação ao diagnóstico, as pessoas com RP procuram entender o seu significado nas suas vidas. Dominar as implicações funcionais progressivas associadas com RP é fundamental na transferência da identidade pessoal de um indivíduo de visão normal para um deficiente visual. Na nossa amostra, seis participantes se auto-identificaram como pessoas de visão normal, dez como em transição e 27 como deficientes visuais. O processo de adaptação pode ser entendido em termos de um modelo de cinco estágios de mudança de comportamento.
Conclusões: O modelo proposto apresenta um meio de entender o processo de adaptação de RP e poderia auxiliar oftalmologistas a conhecer sua obrigação moral de diminuir o sofrimento dos pacientes que se apresentam durante o processo de adaptação à perda progressiva da função visual.

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Desenvolvimento do Questionário Indiano de Função visual (IND-VFQ): teste de campo e avaliação psicométrica
S. K. Gupta, K. Viswanath, R. D. Thulasiraj, G. V.S. Murthy, Donna L. Lamping, Sarah C. Smith, Martine Donoghue e Astrid E. Fletcher

Resumo
Objetivo: Desenvolver e avaliar a aceitação, confiabilidade, validez e responsividade do Questionário Indiano de Função Visual (IND-VFQ).
Métodos: Indicação de problemas de estudos qualitativos prévios foi resumida em um questionário de 45 ítens, administrado por entrevistador, representando três domínios primordiais (funções gerais, impacto psico-social e sintomas visuais) que foram avaliados em pacientes com catarata (n=420), glaucoma (n=120), retinopatia diabética ou degeneração macular relacionada à idade (n=120) e controles normais (n=120). Métodos padronizados foram utilizados para a redução de ítens e para avaliação das propriedades psicométricas.
Resultados: A redução dos ítens psicométricos produziu um questionário de 33 ítens. Avaliação psicométrica mostrou que duas de três escalas (impacto psico-social e sintomas visuais) tiveram boa aceitação e que todas as três escalas mostraram alta consistência interna (alfa>0,80; correlaçõa total de ítens 0,54-0,86) e confiabilidade no teste-reteste (>0,89). Todas as três escalas mostraram evidência moderada de validade convergente e discriminante. A responsividade, avaliada em pacientes com catarata (n = 120) antes e após cirurgia, foi boa para todas as três escalas (tamanho do efeito>1).

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Penetration of moxifloxacin into the human aqueous humour after oral administration
G Kampougeris, A Antoniadou, E Kavouklis, Z Chryssouli, and H Giamarellous

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  Laboratory science - extended reports

A rejeição do enxerto corneal ocorre apesar da expressão do ligante Fas e apoptose das células infiltrantes
Keryn A Williams, Scott D Stanfield, Justine R Smith e Douglas J Coster

Resumo
Objetivos: A expressão constitutiva do ligante Fas (CD95L) protege o olhos contra respostas imunes mediadas pela célula com indução da apoptose em células T infiltrativas Fas. Este estudo foi desenvolvido para examinar a expressão do ligante Fas em enxertos de ratos com rejeição aguda para pesquisar a cinética da indução da apoptose em leucócitos infiltrantes.
Métodos: Transplante corneal ortóptico penetrante foi realizado em ratos cosanguíneos geneticamente modificados. A expressão do ligante Fas e o fenótipo dos leucócitos infiltrantes foram examinados por meio de imunohistoquímica. Os núcleos apoptóticos foram observados em secções da córnea de ratos normais, em aloenxertos com rejeição e isoenxertos pareados de acordo com o tempo através da marcação de desoxinucelotidil transferase mediada por biotina dUTP (TUNEL) e quantificados por vídeo-análise. O corante Hoechst 33258 foi utilizado para confirmar a presença dos núcleos apoptóticos.
Resultados:O ligante Fas foi expressado no endotélio corneal e células epiteliais durante a rejeição aguda. Em todos os períodos examinados, incluindo o quinto pós-operatório, as células infiltrativas dos isoenxertos e aloenxertos foram TUNEL positivas. No décimo-quinto pós-operatório mais de 90% dos núcleos, muitos dos quais eram células T, estavam apoptóticos.
Conclusão: A expressão do ligante Fas não está diminuída na córnea durante a rejeição do aloenxerto e leucócitos infiltrantes tanto no isoenxerto quanto no aloenxerto morrem rapidamente no local. Apesar da morte das células aparentemente responsáveis pela rejeição, isoenxertos sobrevivem indefinidamente enquanto os aloenxertos estão irremediavelmente danificados.

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