BJO in Translation: Portuguese Abstracts

Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Janeiro de 2006. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 8 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the January 2006 issue. The full text is only available in Englishto subscribers or on a pay per view basis (US$8 per article)

Janeiro/ January   2006
Volume 90 Number/ número 1

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

Acuidade visual após fechamento primário do ângulo e considerações sobre extração primária do cristalino
Gavin SW Tan, Sek-Tien Hoh, Rahat Husain, Gus Gazzard, Francis TS Oen, Steve KL Seah e Tin Aung
[Portuguese Abstract]   [English Abstract]  [English Full text]

Perimetria entópica com varredura a laser para a detecção de defeitos visuais associados à retinopatia diabética
Mohamed El-Bradey, Daniel J. Plummer, Dirk-Uwe Bartsch e William R. Freeman
[Portuguese Abstract]   [English Abstract]  [English Full text]

Resultados após 5 anos de ceratomileuse in sito para todos os níveis de miopia
Maeve O'Doherty, Michael O'Keeffe e Claire Kelleher
[Portuguese Abstract]   [English Abstract]   [English Full text]

Variações circadianas na espessura corneal central e pressão intraocular em pacientes com glaucoma
Paolo Fogagnolo, Luca Rossetti, Fabio Mazzolani e Nicola Orzalesi
[Portuguese Abstract]   [English Abstract]   [English Full text]

Degeneração macular relacionada à idade, coloração da íris e sensibilidade cutânea à luz solar
Jane C Khan, Humma Shahid, Deborah A Thurlby, Michelle M Bradley, David Clayton, Anthony T Moore, Alan C Bird e John R.W. Yates
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Fatores preditivos da evolução de vitrectomia para edema macular diabético: resultados de um estudo prospectivo
Shaheen P Shah, Mitesh Patel, Dhanes Thomas, Steve Aldington e D Alistair H Laidlaw
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Edema macular cistóide em afacia e pseudofacia pediátrica
Caitriona Kirwan e Michael O'Keefe
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O que pode ser caracterizado como déficit visual na ausência de estrabismo em crianças?
Sarah J Shea e Liz Gaccon
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  Clinical science - extended reports

Técnica segura de trabeculectomia: resultados de longo prazo
Ingeborg Stalmans, Annelies Gillis, An-Sofie Lafaut e Thierry Zeyen
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Expressão aumentada de Trombospondina-1 em olhos com degeneração macular relacionada à idade
Koichi Uno, Imran Bhutto, D. Scott McLeod, Carol Merges e Gerard Lutty
[Portuguese Abstract]   [English Abstract]  [English Full text]

Potencial proliferativo epitelial de culturas de células de anéis corneoesclerais: implicações para transplante alolímbico e bancos de olhos
Vijay A Shanmuganathan, Alan P Rotchford, Andrew B Tullo, Annie Joseph, Issac Zambrano e Harminder S Dua
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Detecção longitudinal de glaucoma em irmãos de pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto: O estudo familiar de glaucoma de Nottingham
Velota CT Sung, Joanna M Koppens, Stephen A Vernon, Peter Pawson, Martin Rubinstein, Anthony J King e Christopher L Tattersall
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Biomicroscopia ultrassônica em olhos chineses com síndrome iridocorneal endotelial
Mei Zhang, Jiaqi Chen, Lingyi Liang, Alan M Laties e Zuguo Liu
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Topografia da campimetria de perimetria de freqüência dupla comparado a campos visuais de perimetria automática acromática e de ondas curtas
John A Landers, Alok Sharma, Ivan Goldberg e Stuart L Graham
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Tabagismo e degeneração macular relacionada à idade: o número de pacotes de cigarro consumidos por ano é o maior determinante de risco tanto para atrofia geográfica quanto para neovascularização de coróide
Jane C Khan, Deborah A Thurlby, Humma Shahid, Michelle M Bradley, David G Clayton, Anthony T Moore, Alan Bird e John R.W. Yates
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Patologia molecular da Retinoquisis ligada ao X
Tao Wang, Aiwu Zhou, Caroline T Waters, Elizabeth O'Connor, Randy J Read e Dorothy Trump
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Sensibilidade ao contraste em crianças prematuras e nascidas a termo aos 10 anos de idade – um estudo populacional
Eva Larsson, Agneta Rydberg e Gerd Holmström
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Efeito da idade na estereoacuidade medida por diferentes tipos de estereotestes
Louise Garnham e John J Sloper
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  Laboratory science - scientific reports

Expressão da glutamina sintetase e proliferação celular em membrana epirretínica idiopática humana
Satoru Kase, Wataru Saito, Masahiko Yokoi, Kazuhiko Yoshida, Naoki Furudate, Masahiro Muramatsu, Akari Saito, Manabu Kase e Shigeaki Ohno
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  Laboratory science - extended reports

Toxicidade das células ganglionares da retina causada por efeitos fotosensibilizadores da indocianina verde intravítrea com iluminação em olhos de ratos
Henry K. F. Yip, Timothy Y. Y. Lai, Kwok-Fai So e Alvin K. H. Kwok
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  Clinical science - scientific reports 

Acuidade visual após fechamento primário do ângulo e considerações sobre extração primária do cristalino
Gavin SW Tan, Sek-Tien Hoh, Rahat Husain, Gus Gazzard, Francis TS Oen, Steve KL Seah e Tin Aung

Resumo
Introdução:
A extração primária do cristalino tem sido indicada para casos de fechamento primário do ângulo (FPA), mas não se sabe se isso é necessário em todos os casos. O objetivo deste estudo foi pesquisar a acuidade visual de olhos com FPA após a resolução do episódio agudo de forma a avaliar se é melhor realizar tal cirurgia.
Métodos: Série de casos prospectivos observacionais. Como parte de um estudo de distribuição aleatória controlada comparando facoemulsificação com iridotomia por laser, 135 indivíduos com FPA consecutivos ao longo de um período de 2 anos fizeram refração subjetiva e medida da AV Snellen após resolução do quadro agudo com redução da PIO e melhora da transparência corneal.
Resultados: Os indivíduos eram predominantemente chineses (95.6%) e do sexo feminino (79.3%), com idade média de 63.6 ± 9.6 anos. Quando avaliados 1.7 + 2,7 dias após o ínício da doença, a maioria dos casos de FPA (50.4%) apresentaram boa AV (6/12 ou melhor), com mais de um quarto apresentando AV de 6/7.5 ou melhor. Baixa AV estava associada à duração dos sintomas (p=0.04, OR=4.1, CI95% 1.1-15.7) ao tempo de resolução do FPPA (p=0.04, OR=2.2, CI95% 1.02-4.6), mas não com o sexo (p=0.31), age (p=0.26), duração desde o ínício até a medida da acuidade visual (p=0.53ou PIO inicial (p=0.73).
Conclusões: Dias após o FPA mais da metade destes olhos apresentaram boa acuidade visual (6/12 ou melhor). O papel da extração do cristalino no manejo do FPA merece outras discussões, especialmente no caso de olhos com boa acuidade visual.

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Perimetria entópica com varredura a laser para a detecção de defeitos visuais associados à retinopatia diabética
Mohamed El-Bradey, Daniel J. Plummer, Dirk-Uwe Bartsch e William R. Freeman

Resumo
Introdução/Objetivos:
Determinar a sensibilidade e especificidade da perimetria entópica para o diagnóstico de retinopatia diabética em todos os níveis de gravidade.
Tipo de Estudo/Mateirais e Métodos: Estudo clínico prospectivo realizado no Centro de Olhos Shiley, Universidade da Califórnia e San Diego. 30 pacientes com retinopatia diabética documentada fotograficamente e 24 controles com a mesma distribuição de idade. Computamos a sensitividade e especificidade da perimetria entópica na detecção de edema macular clinicamente significante dentro do raio de 120 graus da fóvea como comparado às fotografias do fundus.
Resultados: Perimetria entópica pode detectar retinopatia diabética clinicamente significante com a sensibilidade de 0,88 e especificidade de 1,00. Perimetria entópica pode detectar os estágios mais precoces de retinopatia diabética com especificidade de 0,86.
Conclusões: Perimetria entópica com varredura a laser é um instrumento eficiente na detecção de perda de função visual secundária à retinopatia diabética.

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Resultados após 5 anos de ceratomileuse in sito para todos os níveis de miopia
Maeve O'Doherty, Michael O'Keeffe e Claire Kelleher

Resumo
Objetivos:
Avaliar o resultado visual e refrativo a longo prazo de pacientes submetidos a cirurgia de LASIK.
Métodos: Estudo retrospectivo do resultado visual e refrativo de pacientes submetidos a LASIK entre 1998 e 1999. Todos os níveis de miopia foram incluídos neste estudo. Quarenta e nove pacientes vieram para o seguimento. Foram medidas segurança, previsibilidade, eficácia e estabilidade. Complicações pós-operatórias e aberrações também foram registradas. O equivalente esférico pré-operatório foi de -4,85.
Resultados: Aos dois meses de pós-operatório 67% dos olhos se mantiveram entre +/-0,5 D de correção e 81% entre +/-1.0 D. Aos cinco anos de pós-operatório 60% dos olhos se mantiveram entre +/-0.5 D de correção com 83% entre +/-1.0 D. Oitenta e oito porcento dos olhos apresentaram visão de 6/12 ou melhor aos dois meses comparados com 89% dos olhos aos 5 anos.
Acuidade visual corrigida se manteve inalterada ou melhorou em 51%. Nenhum olho perdeu mais do que uma linha de melhor acuidade visual corrigida. De maneira geral, houve regressão miópica com uma alteração média na refração de -0,5D ao longo de cinco anos. Como esperado pacientes com miopia severa regrediram mais do que -1,0D. No entanto, houve um alto nível de satisfação dos pacientes com a cirurgia.
Conclusão: A cirurgia de LASIK oferece resultados previsíveis em relação a resultados refrativos e visuais com regressão leve na refração ao longo dos anos.

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Variações circadianas na espessura corneal central e pressão intraocular em pacientes com glaucoma
Paolo Fogagnolo, Luca Rossetti, Fabio Mazzolani e Nicola Orzalesi

Resumo
Objetivo:
Analisar variações da pressão intraocular (PIO) e espessura central da córnea (ECT) em um grupo de pacientes com glaucoma
Métodos: Trinta pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto foram hospitalizados e submetidos a avaliações circadianas (às 20:00, 0:00, 04:00, 08:00, 12:00 e 16:00) da PIO supino e sentado medidos respectivamente com um tonômetro de Perkins e de Goldmann, além da medição da ECT com um paquímetro ultrassônico (o valor médio de três medidas entre 5 micra). Todos os pacientes foram tratados com timolol 0,5% duas vezes ao dia e latanoprost 0,005% uma vez ao dia.
Resultados: A PIO supina média foi de 15,3+-3,7mmHg (variação de 10 a 25) com flutuações circadianas de 7,3+-3,3mmHg. A PIO sentada média foi de 15,1+-3,9 mmHg (variação de 8 a 26), com flutuações circadianas de 5,4+-3,1mmHg. A ECT média era de 534+-39 micra (variação de 443 a 637 micra) com flutuações circadianas de 16,5+-6,2 micra (variação de 6 a 31 micra). Tanto as flutuações interpacientes quanto as flutuações temporais na ECT foram estatisticamente significativas (P < 0.0001, ANOVA).
Conclusões: Encontramos flutuações consideráveis na PIO durante 24 horas. As flutuações circadianas na ECT foram pequenas e, embora estatisticamente significativas, aparentemente não interferiam na avaliação da PIO circadiana.

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Degeneração macular relacionada à idade, coloração da íris e sensibilidade cutânea à luz solar
Jane C Khan, Humma Shahid, Deborah A Thurlby, Michelle M Bradley, David Clayton, Anthony T Moore, Alan C Bird e John R.W. Yates

Resumo
Introdução:
Tem sido sugerido que a exposição solar deve ser um fator de risco para degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e que a sensibilidade à luz solar e cor da íris possam ser fatores de confusão. O objetivo de nosso estudo foi investigar estes fatores na população caucasiana.
Métodos: Comparamos 446 casos de DMRI em estágio teminal com 283 esposos controle. Exposição solar, locais de residência, coloração da iris, avaliação subjetiva da coloração da íris, cor dos cabelos aos 20 anos e sensibilidade cutânea foram obtidos através de questionário. A coloração da íris foi graduada clinicamente por comparação com fotografias padronizadas. DMRI foi graduada utilizando fotografias estereoscópicas do fundus assim como exame clínico e foi definida como a presença de atrofia geográfica ou neovascularização de coróide. Todas as variáveis foram incluídas em um modelo de regressão logística linear, incluindo idade, gênero e tabagismo.
Resultados: Não houve associação entre DMRI e exposição solar ou fatores relacionados exceto pela possibilidade de associação de pele susceptível a queimaduras solares e atrofia geográfica alcançando significância limítrofe, o que pode ser atribuído aos múltiplos testes.
Conclusões: Nós não fomos capazes de demonstrar associação significante entre DMRI e exposição solar, coloração da íris, mudança de coloração da íris ou cor dos cabelos.

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Fatores preditivos da evolução de vitrectomia para edema macular diabético: resultados de um estudo prospectivo
Shaheen P Shah, Mitesh Patel, Dhanes Thomas, Steve Aldington e D Alistair H Laidlaw

Resumo
Objetivo:
Determinar fatores pré-operatórios, demográficos, clínicos e tomográficos na tomografia óptica coerente (OCT) que devam predizer a evolução visual e anatômica de pacientes submetidos à vitrectomia com "peeling" de membrana limitante interna para edema macular diabético em um ano.
Tipo de Estudo: Prospectivo, intervencionista de série de casos de 33 pacientes que completaram 1 ano de acompanhamento. As medidas foram obtidas no pré operatório e em 1 ano. As medidas para acompanhamento foram acuidade visual logMAR e espessura macular no OCT. Variável explicativa primária incluiu presença inicial de sinais clínicos ou tomográficos (OCT), sugerindo tração macular, grau de maculopatia diabética, descolamento de vítreo posterior, isquemia à angiografia, vazamento de fluoresceína na angiografia, presença de fluido subretínico e utilização pré-operatória de ICV.
Resultados: 33 pacientes completaram um ano de acompanhamento. Em média, a acuidade visual se deteriorou em 0,035 logMAR (p=0,40). A espessura da mácula melhorou significantemente em média 139ì (95% IC; 211ì, 67ì, p<0,001). Pacientes com evidência clínica ou tomográfica (OCT) de tração macular melhoraram significantemente a acuidade visual logMAR (melhora logMAR=0,08) versus pacientes sem tração (melhora logMAR=0,11, p=0,01). Presença de líquido subretínico foi fator preditivo significante para pior resultado pós operatório (p=0,01).
Conclusão: Em média, os pacientes mostraram uma melhora estatísticamente significante na espessura central macular após o tratamento porém com piora da acuidade visual. A presença de líquido subretínico no OCT é considerado (hipoteticamente) de natureza mais exsudativa que tracional. O benefício visual da vitrectomia para edema macular diabético neste estudo foi limitado a pacientes que mostraram sinais de tração macular tanto clinicamente quanto no OCT.

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Edema macular cistóide em afacia e pseudofacia pediátrica
Caitriona Kirwan e Michael O'Keefe

Resumo
Objetivo:
Verificar a incidência de edema macular cistóide após lensectomia, vitrectomia anterior (via límbica e pars plicata) e capsulorrexe posterior primária após cirurgia de catarata congênita ou evolutiva.
Métodos: Estudo prospectivo foi desenvolvido, envolvendo 29 olhos (21 crianças) com catarata. Lensectomia, capsulorrexe primária posterior e vitrectomia anterior foram realizadas em todos os olhos. Vitrectomia foi realizada tanto por via límbica quanto pars plana. Angiografia fluoresceínica foi realizada em 4 e 7 semanas de pós operatório. Fluoresceína foi administrada via intravenosa e observada com uma Retcam.
Resultados: Vitrectomia anterior foi realizada por via límbica em 10 olhos e destes, 4 receberam implantes de lentes intraoculares. O acesso via pars plicata foi realizado em 19 ohos e 11 receberam implantes. Edema macular cistóide não foi detectado em nenhum olho.
Conclusão: Edema macular cistóide não foi detectado no período pós operatório imediato, independentemente da via de acesso utilizada para realização de vitrectomia anterior ou do implante de lente intraocular. Angiografia fluoresceínica intravenosa foi realizada sem complicações.

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O que pode ser caracterizado como déficit visual na ausência de estrabismo em crianças?
Sarah J Shea e Liz Gaccon

Resumo
Objetivo:
Examinar a abrangência de acuidade visual logMAR e refração sob cicloplegia em crianças de 3 a 4 anos sem estrabismo.
Métodos: Dados foram colhidos prospectivamente. Todas as crianças foram submetidas a exame oftalmológico e ortóptico completo. Critérios de inclusão foram a ausência de estrabismo e outros sintomas ou doenças oculares. Critérios foram utilizados para categorizar os achados refracionais como normal, limítrofe ou anormal.
Resultados: Cento e dezoito crianças de 3 anos de idade (média 42 +/- 2 meses) e sessenta e sete crianças de 4 anos (média 52 +/- 2 meses) preencheram os critérios de inclusão. Para as crianças com refração normal, a acuidade monocular logMAR média foi de 0,200+/-0,09 para crianças de 3 anos (n=84) e 0,140 +- 0,08 para crianças de 4 anos (n=45); a diferença média interocular de acuidade foi de 0,03+-0,06 para crianças de 3 anos e 0,03 +-0,04 para crianças de 4 anos. Os limites de confiança de 95% foram calculados para acuidade monocular e a diferença de acuidade interocular e comparado aos resultados de acuidades de crianças com erros refrativos limítrofes (n=17) e anormais (n=38). Quinze casos limítrofes e dezesseis casos anormais apresentaram acuidade visual dentro destes limites.
Conclusão: Uma abrangência ampla de refração pode ser associada com um nível bom de acuidade visual em crianças de 3 e 4 anos de idade.

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  Clinical science - extended reports

Técnica segura de trabeculectomia: resultados de longo prazo
Ingeborg Stalmans, Annelies Gillis, An-Sofie Lafaut e Thierry Zeyen

Resumo
Objetivo:
avaliar o resultado de longo prazo de uma nova técnica de trabeculectomia.
Métodos: A trabeculectomia foi realizada com a confecção de retalho conjuntival base fórnice, um mantenedor de câmara anterior, uma técnica padrão de “punch” e uma combinação de suturas ajustáveis em 56 olhos de 53 pacientes. Foram medidas pressão intraocular (PIO) pós-operatória e a freqüência de complicações precoces. A média de seguimento foi de 15,7 (12 a 21) meses.
Resultados: A média de PIO pré- e pós-operatóra aos 12 meses foi de 21.2 +/- 6 and 12.8 +/- 3.0 mmHg, respectivamente. Todos os pacientes apresentaram PIO <21 mmHg, 90.9% apresentaram PIO <18 e 61.4% apresentaram PIO<14mmHg. Complicações pós-operatórias foram incomuns: atalamia (1.8%), Seidel (0%) ou hipotonia (1.5%) após 3 semanas ou descolamento de coroide (8.9%).
Conclusões: Este método de trabeculectomia oferece a possibilidade de regular a PIO pós-operatória com um mínimo de complicações pós-operatórias e com excelente controle da PIO a longo prazo.

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Expressão aumentada de Trombospondina-1 em olhos com degeneração macular relacionada à idade
Koichi Uno, Imran Bhutto, D. Scott McLeod, Carol Merges e Gerard Lutty

Resumo
Objetivos:
Este estudo investigou a expressão e localização de trombospondina-1 (TSP-1), uma proteína matriz conhecida como anti-angiogênica extracelular, em olhos idosos humanos normais controle e olhos com DMRI.
Métodos: Análise imunohistoquímica com anticorpo anti-humano TSP-1 de camundongo e anticorpo anti-humano CD 34 de camundongo, como marcador de vasos sangüíneos, foi realizada em secções congeladas de blocos maculares e periféricos de olhos idosos controles de doadores (n=12; idade média=78,8 anos) e olhos com DMRI (n=12; idade média=83,9 anos). Melanócitos do EPR e coróide foram descorados. Três observadores independentes graduaram o produto da reação imunohistoquímica.
Resultados: Na região macular, a expressão de TSP-1 foi intensamente observada na membrana de Bruch e fracamente na membrana basal do EPR, coriocapilar e na parede dos grandes vasos da coróide nos olhos idosos controles. Em olhos com DMRI, a imunorreatividade TSP-1 foi significantemente menor em todas as estruturas, exceto na membrana basal do EPR (P<0,01). Houve TSP-1 significantemente menor na extrema periferia do que no equador e região sub-macular em todos os olhos. A imunorreatividade TSP-1 foi baixa nas neovascularizações de coróide (CNV), mas estava alta e difusa nos tecidos cicatriciais adjacentes.
Conclusões: Os achados sugerem que a diminuição de TSP-1 na membrana de Bruch e nos vasos da coróide durante a DMRI deve permitir a formação de CNV.

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Potencial proliferativo epitelial de culturas de células de anéis corneoesclerais: implicações para transplante alolímbico e bancos de olhos
Vijay A Shanmuganathan, Alan P Rotchford, Andrew B Tullo, Annie Joseph, Issac Zambrano e Harminder S Dua

Resumo
Objetivos:
Determinar a capacidade epitelial proliferativa de tecido límbico cultivado e correlacionar isso com fatores diversos de doadores e de bancos de olhos.
Métodos: Vinte e quatro anéis corneoesclerais (ACE) obtidos de ceratoplastias penetrantes foram divididos na metade e preparados como explantes de cultura in vitro. O potencial proliferativo corneal epitelial (PPCE) foi avaliado pelo número de ciclos de crescimento alcançados antes que os explantes exaurissem e falhassem em gerar epitélio. A dependência do PPCE quanto à idade do doador, tempo de morte até enucleação, tempo de enucleação até cultura dos órgãos e tempo de cultura no banco de olhos foi determinado.
Resultaods: ACEs foram capazes de gerar até 4 ciclos de cultura com variação, ampla entre amostras de tecido. Dos vários fatores examinados, a morte até tempo de enucleação foi o único fator significativo de influência no PPCE (coeficiente de regressão: -0,062 ciclos por hora, IC -0,119 a -0,004, p=0,037). O tempo de cultura apresentou poucos efeitos no PPCE.
Conclusões: Anéis pré-selecionados corneoesclerais de bancos de olhos podem ser uma fonte de tecido alternativo viável para uso em transplantes alolímbicos.

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Detecção longitudinal de glaucoma em irmãos de pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto: O estudo familiar de glaucoma de Nottingham
Velota CT Sung, Joanna M Koppens, Stephen A Vernon, Peter Pawson, Martin Rubinstein, Anthony J King e Christopher L Tattersall

Resumo
Objetivos:
Avaliar a prevalência e a incidência cumulativa de glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) em uma coorte de irmãos de pacientes com GPAA.
Métodos: Entre 1994 e 2003 um grupo de irmãos de pacientes com GPAA foram submetidos a exames oftalmológicos padronizados iniciais e de seguimento. Irmãos foram classificados como “glaucoma definitivo” (GPAA e glaucoma de pressão normal GPN), “suspeitos de glaucoma” (suspeitos de GPN e hipertensão ocular) e “normais”. A prevalência e incidência cumulativa de GPAA ao longo do seguimento foi calculado.
Resultados: No estudo inicial, 271 irmãos (idade média: 63,6 anos; relação fem/masc: 1:2) de 156 pacientes com glaucoma foram examinados. Trinta e dois (11,8%) foram classificados como glaucoma definitivo e 15 (5,5%) como suspeitos. No estudo de seguimento, 157 de 224 irmãos normais do estudo inicial foram examinados (intervalo médio do estudo inicial: 7,0 +- 1,0 anos). Onze (7%) foram classificados como glaucoma definitivo e 30 (19,1%) como suspeitos. Houve tendências significativas de aumento na prevalência e incidência de GPAA com a idade e um risco durante a vida foi estimado em aproximadamente 20% aos 70 anos de idade.
Conclusão: Irmãos de pacientes com glaucoma apresentam risco maior de desenvolver glaucoma e o risco aumenta com a idade. Um programa eficaz de detecção repetida deve ser considerada para este grupo de alto risco.

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Biomicroscopia ultrassônica em olhos chineses com síndrome iridocorneal endotelial
Mei Zhang, Jiaqi Chen, Lingyi Liang, Alan M Laties e Zuguo Liu

Resumo
Objetivo:
Documentar os achados de biomcroscopia ultrassônica (UBM) em pacientes chineses com síndrome iridocorneal endotelial (ICE).
Métodos: Vinte e um pacientes com síndrome ICE e 15 indivíduos normais foram submetidos a biomicroscopia ultrassônica. Os achados de UBM do segmento anterior foram comparados a indivíduos normais e três tipos clínicos de síndrome ICE: atrofia progressiva da íris (API), síndrome de Chandler (SC) e Síndrome de Cogan-Reese (SCR).
Resultados: A profundidade de câmara anterior foi significativamente menor em pacientes com síndrome ICE (2,25+-0,32mm) do que em indivíduos normais (2,76+-0,32). Sinéquias anteriores periféricas foram observadas em todos os pacientes com ICE pela UBM. Três de quatro indivíduos com Cogan-Reese mostraram um formato arborizado do ângulo iridocorneal. Dois olhos de 10 com SC apresentaram sinéquias em forma de ponte. Um monte membranoso foi observado no ângulo iridocorneal em dois pacientes: um com SCR e um com SC. A UBM foi mais efetiva em detectar sinéquias anteriores periféricas e atrofia de íris do que a biomicroscopia convencional gonioscopia devido ao edema nos pacientes com SC. Quatro de onze pacientes com síndrome ICE unilateral apresentaram ângulos da câmara anterior rasas ou fechadas nos olhos contralaterais. Dois responderam com sucesso a iridotomia periférica a laser.
Conclusões: UBM é um método eficiente para revelar as características do segmento anterior e fornece uma ferramenta útil no diagnóstico de síndrome ICE. Diferentes subtipos de síndrome ICE podem apresentar diferentes manifestações na UBM. UBM pode auxiliar a identificação de fechamento do ângulo no olho contralateral em síndromes ICE unilaterais.

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Topografia da campimetria de perimetria de freqüência dupla comparado a campos visuais de perimetria automática acromática e de ondas curtas
John A Landers, Alok Sharma, Ivan Goldberg e Stuart L Graham

Resumo
Introdução:
Traquair descreveu a topografia da sensibilidade do campo visual como sendo um “morro” ou uma “ilha” de visão. A perimetria acromática automatizada (PAA) demonstra este formato de campo visual em condições fotópicas. Técnicas que atingem a via magnocelular (perimetria de freqüência dupla, FDP) e aqueles que usam um estímulo da via koniocelular (perimetria de ondas de baixo comprimento – azul/amarelo SWAP) podem produzir formatos diferentes. Nós comparamos a topografia de campo visual do FDP com a topografia do PAA e SWAP para verificar a presença de diferenças significativas no formato.
Método: Recrutamos uma amostra de 51 pacientes com perimetria normal previamente confirmada em suspeitos com baixo risco de glaucoma ou controles normais. Perimetria PAA, SWAP e FDP foi realizado em ordem aleatória no mesmo dia. Nós analisamos a topografia de cada campo para determinar seu formato médio e para comparar resultados nos mesmos indivíduos.
Resultados: A topografia do campo visual produzido por cada perimetria diferiu de forma significativa. Enquanto todos apresentaram sensibilidade máxima central acima de 24 graus do centro até a periferia, sensibilidades médias diminuíram 4,9dB para PAA e 7,3dB para SWAP, enquanto sensibilidades para FDP diminuíram apenas 1,8dB sobre 20 graus (a extensão total do campo FDP). Sensibilidades médias de FDP diminuíram aproximadamente 0,3dB com aumentos de 10 anos na idade, comparado com 1 dB para PAA e 2dB para SWAP.
Conclusão: Enquanto a topografia para campos SWAP (koniocelular) é maior do que os campos PAA correspondentes, aqueles dos campos FDP (magnocelular) eram consideravelmente mais planos. A diferença neste formato pode refletir mecanismos retinotópicos ou corticais, que são específicos às vias magnocelulares.

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Tabagismo e degeneração macular relacionada à idade: o número de pacotes de cigarro consumidos por ano é o maior determinante de risco tanto para atrofia geográfica quanto para neovascularização de coróide
Jane C Khan, Deborah A Thurlby, Humma Shahid, Michelle M Bradley, David G Clayton, Anthony T Moore, Alan Bird e John R.W. Yates

Resumo
Objetivos:
Há evidências de que o tabagismo seja um fator de risco para degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Contudo, nem todos os estudos têm demonstrado esta associação e várias “questões chave” sobre o papel do tabagismo em DMRI ainda devem ser determinadas. O objetivo deste estudo foi de reinvestigar esta relação tanto para neovascularização de coróide quanto atrofia geográfica.
Métodos: Para investigar a relação entre o tabagismo e o risco de desenvolvimento de degeneração macular relacionada à idade em caucasianos, 435 casos de DMRI em estágio terminal foram comparados a 280 controles. Todos os indivíduos foram classificados através de fotografias estereoscópicas coloridas do fundus e DMRI foi definida como a presença de atrofia geográfica (AG) ou neovascularização de coróide (CNV). História de tabagismo foi investigada utilizando parâmetros múltiplos em um questionário detalhado.
Resultados: A comparação entre ex-fumantes e fumantes com não-fumantes foi consistente, mostrando o tabagismo como fator de risco para DMRI, porém não alcançou significância estatística. Houve forte associação entre DMRI e número de pacotes fumados por ano (p=0,002), relação das probabilidades aumenta com a quantidade de pacotes; para indivíduos com mais de 40 pacotes fumados por ano a relação das probabilidades foi de 2,75 (95% IC 1,22-6,20) comparados aos não fumantes. Os dois tipos de DMRI mostraram relacionamento similar; o consumo de mais de 40 pacotes de cigarro por ano foi associado a uma relação de probabilidades de 3,43 (95% IC 1,28-9,20) para AG e 2,49 (95% IC 1,06-5,82) para CNV. Parar de fumar foi associado a probabilidades reduzidas para DMRI e o risco naqueles que não fumaram por mais de 20 anos foi comparável aos não-fumantes. O perfil de risco para homens e mulheres foi similar. Exposição ao tabagismo passivo foi associado a um aumento no risco de DMRI (RP 1,87; 95%IC 1,03-3,40) em não fumantes.
Conclusões: Demonstramos uma forte associação entre o risco tanto de atrofia geográfica quanto de neovascularização de coróide e o número de pacotes de cigarro fumados por ano. Isto fornece suporte para uma relação causal entre tabagismo e degeneração macular relacionada à idade. Mostramos também um risco aumentado para DMRI em não fumantes expostos ao tabagismo passivo. Parar de fumar parece reduzir o risco para desenvolvimento de DMRI.

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Patologia molecular da Retinoquisis ligada ao X
Tao Wang, Aiwu Zhou, Caroline T Waters, Elizabeth O'Connor, Randy J Read e Dorothy Trump

Resumo
Introdução/Objetivo:
Retinosquisis ligada ao X (XLRS) é causada por mutações no RS1 que codifica o domínio discoidina da proteína retinosquisina, secretada por fotorreceptores e células bipolares. Mutações como esta ocorrem no gene e algumas delas interferem na secreção de proteína. Este estudo foi projetado para investigar as consequências funcionais destas mutações em diferentes localizações na retinosquisina.
Métodos e Resultados: Desenvolvemos um modelo estrutural do domínio discoidina da retinosquisina que foi usado para prever os efeitos de mutações. Nós expressamos mutações associadas à doença e achamos que aquelas que afetavam resíduos conservados preveniram a secreção de retinosquisina. A maioria dos grupos mantidos de mutações dentro de uma série de laços na superfície da estrutura “â-barrel” não interferiram com a secreção, sugerindo que esta região deve ser um local de combinação-ligante. Nós também demonstramos que a retinosquisina natural octameriza e se associa à superfície da célula. Um subgrupo de mutações secretadas reduz a oligomerização (C59S, C219G, C223R).
Conclusões: Sugerimos que existem 3 mecanismos moleculares diferentes que levam à XLRS: mutações interferindo na secreção, mutações interferindo com oligomerização e mutações que permitem secreção e oligomerização mas interferem com a função da retinosquisina. Concluímos que a ligação da retinosquisina oligomerizada na superfície celular é importante em sua presumida função na adesão celular.

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Sensibilidade ao contraste em crianças prematuras e nascidas a termo aos 10 anos de idade – um estudo populacional
Eva Larsson, Agneta Rydberg e Gerd Holmström

Resumo
Objetivos:
Determinar a sensibilidade ao contraste (SC) em crianças prematuras, incluídas previamente em um estudo populacional sobre a incidência de retinopatia da prematuridade (ROP), e em controles nascidos a termo aos 10 anos de idade.
Métodos: Este estudo incluiu 205 crianças prematuras e 215 crianças nascidas a termo, da mesma área geográfica no mesmo período de estudo. SC foi verificada monocularmente com o teste Vistech 6500 em cinco freqüências espaciais (1,5-18 cy/deg).
Resultados: Crianças prematuras tiveram SC estatísticamente significante menor em todas as freqüências comparadas aos nascidos a termo. As principais diferenças em SC logarítmica foram 0,03 (1,5 cy/deg), 0,09 (3 cy/deg), 0,10 (6 cy/deg), 0,12 (12 cy/deg) e 0,19 (18 cy/deg). Mesmo quando as crianças com ROP e desordens neurológicas foram escluídas houve diferença entre os dois grupos. Crianças que tinham sido tratadas com crioterapia tiveram menor SC.
Conclusões: SC foi menor em crianças prematuras do que em nascidas a termo aos 10 anos de idade. Não se sabe se estes achados alteram suas funções visuais na vida cotidiana

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Efeito da idade na estereoacuidade medida por diferentes tipos de estereotestes
Louise Garnham e John J Sloper

Resumo
Objetivo:
Examinar as alterações de estereoacuidade com a idade medido por uma variedade de estereotestes.
Métodos: Estereoacuidade foi medida em 60 indivíduos normais com idade 17 a 83 anos por um único observador utilizando os estereotestes TNO, Titmus, Frisby para perto e Frisby-Davis para distancia. Fusão motora foi medida a 0,3 metros e a 6 metros.
Resultados: A estereoacuidade geral medida por todos os testes mostrou um declínio leve com a idade (p<0,001 para todos os testes, correlação de Spearman). Uma redução importante ou estereoacuidade ausente foi observado em 5 pacientes com idade acima de 55 anos, mas somente com o testes TNO. Todos estes indivíduos foram capazes de alcançar uma estereoacuidade de 200 segundos de arco ou melhor com o teste de Titmuse 340 segundos de arco ou melhor com o estereoteste de Frisby para perto. Houve uma redução leve com a idade na amplitude de fusão motora medido aos 6m (p<0,05, correlação de Spearman). Nenhum indivíduo relatou dificuldade em julgar distâncias para os testes do dia a dia.
Conclusões: Embora indivíduos mostrassem alguma redução em estereoacuidade com a idade em todos os testes, a queda grande em estereoacuidade observada em indivíduos mais velhos usando o teste de TNO foi provavelmente devido à dificuldade em sobrepor o efeito dissociativo do teste ao invés de uma redução real na detecção de disparidade cortical. Resultados de estereotestes com pontos aleatórios devem ser interpretados com cuidado em pacientes mais velhos, especialmente em relação à sua habilidade em realizar tarefas visuais do dia a dia.

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  Laboratory science - scientific reports

Expressão da glutamina sintetase e proliferação celular em membrana epirretínica idiopática humana
Satoru Kase, Wataru Saito, Masahiko Yokoi, Kazuhiko Yoshida, Naoki Furudate, Masahiro Muramatsu, Akari Saito, Manabu Kase e Shigeaki Ohno

Resumo
Objetivo:
Os mecanismos da origem e proliferação celular em membrana eprirretínca idiopática (MER) são desconhecidos. O objetivo deste estudo é examinar a expressão de moléculas relacionadas ao ciclo celular e glutamina sintetase (GS), expressada nas células de Müller e seus processos, em tecidos de MER.
Métodos: As MERs foram cirurgicamente removidas através de vitrectomia via pars plana. Tecidos e MERs fixados em formalina e embebidos em parafina foram analisados através de imunohistoquímica com anti-cilina D1, p27 (KIP1), antígeno nuclear de proliferação celular (PCNA) e anticorpos GS.
Resultados: Os achados histopatológicos mostraram que todas as MERs eram formadas por células ovais ou fusiformes, mononucleares com tecidos finos semelhantes ao colágeno. A imunorreatividade para GS foi detectada nos tecidos semelhantes ao colágeno das MERs, mostrando um padrão contínuo iso-denso. Células imunopositivas para GS expressaram PCNA nos seus núcleos em todos os casos. Imunorreatividade nuclear para ciclina D1 foi observada nas células formadoras da MER, enquanto núcleos positivos para p27 (KIP1) não foram detectados.
Conclusões: Ciclina D1 e PCNA foram expressados em MER idiopática, derivados principalmente das células de Müller e extensão dos seus processos.

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  Laboratory science - extended reports

Toxicidade das células ganglionares da retina causada por efeitos fotosensibilizadores da indocianina verde intravítrea com iluminação em olhos de ratos
Henry K. F. Yip, Timothy Y. Y. Lai, Kwok-Fai So e Alvin K. H. Kwok

Resumo
Objetivos:
Investigar o efeito da indocianina verde (ICV) na morfologia e nas células ganglionares da retina (RGC) de ratos com e sem exposição à iluminação.
Métodos: Injeções intravítreas de 1,0 mg/ml de solução de ICV foram realizadas em olhos de ratos com e sem exposição subseqüente à iluminação por cinco minutos. Olhos do grupo controle receberam injeções intravítreas de solução salina balanceada com exposição à iluminação. Marcação retrógrada das RGC com "Fluoro-Gold" à 6% foi realizada um mês depois e as densidades de RGC foram comparadas entre os três grupos. Medidas das espessuras da camada nuclear externa (ONL) e interna (INL) foram também realizadas e comparadas, utilizando microscopia óptica.
Resultados: Olhos com ICV sem iluminação mostraram redução insignificante na densidade de RGC comparados ao grupo controle (p=0,28), enquanto uma diminuição significante na densidade de RGC foi vista em olhos que receberam a injeção de ICV com iluminação (p=0,036). Aumento significante na espessura da ONL foi também visto em olhos tratados com ICV e iluminação comparados aos com ICV sem iluminação e grupo controle (p<0,001). Não foi observada diferença significante na espessura da INL entre os três grupos.
Conclusões: Injeção intravítrea de 0,1mg/ml de ICV seguida de iluminação em olhos de ratos resultou em toxicidade fotosensibilizada na RGC. Menores concentrações de ICV ou níveis menos intensos de iluminação devem ser considerados na realização de cirurgia macular com utilização de ICV.

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