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Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Agosto de 2005. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 8 por artigo).

Portuguese Abstracts
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This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the August 2005 issue. The full text is only available in Englishto subscribers or on a pay per view basis (US$8 per article)

Agosto/ August  2005
Volume 89 Number/ número 8

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

Seguimento de pacientes com cicatrização ocular secundária a síndrome OCL tratatada com transplante de membrana amniótica
Johnny E Moore, Sunil Shah, Vinod Kumar, John Ainsworth, Albert Page e Whi McLean
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Sondas de crioterapia em formato de dedo: tratamento de neoplasia conjuntival espinocelular e melanocítica
Paul T Finger
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A técnica de dígito-iridectomia (TDI): Biópsia de tumores do segmento anterior
Paul T Finger, Paul Latkany, Madhavi Kurli e Codrin Iacob
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Biomicroscopia ultrassônica: papel no diagnóstico e manejo de 130 pacientes consecutivos avaliados por tumores no segmento anterior
R. Max. Conway, Terri Chew, Pamela Golchet, Komal Desai, Shan Lin e Joan O'Brien
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Imagens de ceratoprótese ósteodentária por meio de tomografia com feixe de elétrons
Kenneth CS Fong, Colin G Ferrett, Bobby Paul, Radhika Tandon, Jim Herold e Christopher SC Liu
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Hipertensão sistêmica e glaucoma: mecanismos em comum e co-existência
Michael J Langman, Robert J Lancashire, Kar K Cheng e Paul M Stewart
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Estudo da relação entre índice de massa corpórea e incidência de degeneração macular relacionada à idade
Heidar Ali Moeini, Hassan Masoudpour e Heshmatollah Ghanbari
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Correlação entre Tomografia de Coerência Óptica, com ou sem Fotografias Coloridas do Fundo de olho, e Angiofluoresceínografia Estereoscópica do Fundo de olho no Diagnóstico de Membranas Neovasculares de Coróide
Sukhpal Singh Sandhu e Stephen James Talks
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Evolução de mudanças na atividade e carga de trabalho originárias de encaminhamentos oftalmológicos de diabéticos após a introdução de um programa de varredura baseado em fotografias digitais da retina em uma comunidade
Peter H Scanlon, Sue Carter, Chris Foy, Darryl Ratiram e Barbara Harney
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ERG Multifocal em perda visual associada ao Etambutol
Raed Behbehani, Elizabeth Affel, Robert Sergott e Peter Savino
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Desinserção do músculo reto lateral com religamento à parede orbital lateral
Yair Morad, Lionel Kowal e Alan B Scott
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Estrabismo restritivo progressivo na infância
Carlos Souza-Dias, Alan Scott e Ai-Hou Wang
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Síndrome de Gorlin: o gene PTCH liga defeitos do desenvolvimento ocular e formação de tumores
Nicola Ragge, Alison Salt, J Richard Collin, Antony Michalski e Peter Farndon
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Carcinoma basocelular da pálpebra: Excisão Não- Moh, Reparo e resultados
Samer Hamada, Thomas Kersey e Vladimir T Thaller
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Deficiência visual sem registro: 0 registro é um sistema falho?
Robert J Barry e Philip I Murray
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  Clinical science - extended reports

Influência da dosagem de Acetonido Triancinolona Intravítrea no tratamento de Edema Macular Diabético
Ulrich HM Spandau, Mathias Derse, Paul Schmitz-Valckenberg, Christos Papoulis e Jost B. Jonas
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Comparação da espessura da camada de fibras nervosas da retina e perda de campo visual entre diferentes grupos de glaucoma
Roberto Galvão Filho, Roberto M Vessani e Remo Susanna Jr.
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Espessura central da córnea e progressão do campo visual e disco óptico no glaucoma
Balwantray C Chauhan, Donna M Hutchison, Raymond P LeBlanc, Paul H Artes e Marcelo T Nicolela
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O polimorfismo do gene da citoquina está associado à evolução de uveíte posterior endógena em pacientes no Reino Unido?
Graham Robert Wallace, Miles Richard Stanford, Robert W Vaughan, Elly Kondeatis, Yuanneng Chen, Clive E Edelsten e Elizabeth M Graham
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Duração do benefício auto-avaliado da extração da catarata – estudo a longo prazo
Mats Lundstrom e Eva Wendel
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Efeitos da cirurgia combinada de catarata e trabeculectomia com mitomicina-C nas dimensões oculares
Simon K Law, Ahmad M Mansury, Deepta Vasudev e Joseph Caprioli
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Observação melhorada de neovascularização de coróide através de oftalmoscópio de varredura à laser, utilizando a média das imagens obtidas
Dirk-Uwe Bartsch, Mohamed El-Bradey, Abbas El-Musharaf e William R Freeman
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Avaliação clínica da tecnologia da perimetria de duplicação de freqüência utilizando a estratégia Humphrey Matrix com limiar 24-2
Paul G. D. Spry, Hussin M. Hussin e John M. Sparrow
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Variações sistólico-diastólicas do fluxo sangüíeo durante oclusão da veia central da retina: exploração através de angiografia dinâmica
Michel Paques, Olivier Bailliart, Olivier Genevois, Alain Gaudric, Bernard Levy e Jose Sahel
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Efeitos do ácido tranexâmico na hemorragia vítrea pós-operatória precoce de pacientes diabéticos: estudo clínico de distribuição aleatória
Ali Reza Ramezani, Hamid Ahmadieh, Amir Khosrow Ghaseminejad, Shahin Yazdani e Banafsheh Golestan
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Função visual e qualidade de vida no Estudo de Radioterapia Subfoveal (SFRADS). 20 relato do SFRADS
Michael Stevenson, Patricia M Hart, Usha Chakravarthy, Gilbert Mackenzie, Alan Bird, Sarah L Owens, Iain H Chisholm, Virginia Hall, Russell F Houston, Douglas W McCulloch e Nicholas Plowman
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  Laboratory science - extended reports

Avaliação das respostas inflamatórias em diabetes experimental in vivo
Hiroshi Tamura, Junichi Kiryu, Kazuaki Miyamoto, Kazuaki Nishijima, Hideto Katsuta, Shinsuke Miyahara, Fumitaka Hirose, Yoshihito Honda e Nagahisa Yoshimura
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Parâmetros da topografia do disco óptico medidos em macacos cygnomolgus normais por meio de tomografia de varedura a laser
Takazumi Taniguchi, Masamitsu Shimazawa, Makoto Araie, Goji Tomita, Masaaki Sasaoka, Yoshiaki Kitazawa e Hideaki Hara
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  Clinical science - scientific reports 

Seguimento de pacientes com cicatrização ocular secundária a síndrome OCL tratatada com transplante de membrana amniótica
Johnny E Moore, Sunil Shah, Vinod Kumar, John Ainsworth, Albert Page e Whi McLean

Resumo

Objetivos: Documentar e discutir o acompanhamento a longo prazo de um novo tratamento oftalmológico para síndrome Óculo-cutâneo-laríngea (OCL).
Métodos: Duas crianças foram tratadas por meio da retirada de tecido de granulação ocular e reabilitação da superfície ocular com membrana amniótica (MA) congelada. A evolução clínica de ambos os pacientes foi acompanhada e documentada aos dois e quatro anos após a cirurgia.
Resultados: O paciente 1 demonstrou recidiva limitada do tecido de granulação aos 10 meses. Após 36 meses o crescimento da granulação e tecido cicatricial exigiu mais três cirurgias no olho direito como tentativa de liberação do eixo óptico. Após quatro anos, nenhum dos olhos apresentou eixo visual livre. Em contraste, a cirurgia para o olho direito do paciente 2 foi bem sucedida, com recidiva limitada não progressiva após dois anos de seguimento. A cirurgia para o olho esquerdo foi igualmente bem sucedida embora o seguimento seja de apenas 6 meses.
Conclusões: A reabilitação ocular com membrana amniótica é o primeiro tratamento parcialmente efetivo para complicações oculares da síndrome OCL. O benefício surpreendente da MA pode advir da patologia primária desta condição. A síndrome OCL é causada por defeito genético resultando em deleção incomum N-terminal da cadeia a3a da proteína da membrana basal laminina-5. Um mecanismo pelo qual o transplante de MA pode agir para reduzir a cicatrização ocular nesta doença é a suplementação da laminina-5 anormal com laminina transplantada. Apesar da eficácia inicial, um caso de tratamento com MA não garante o controle a longo prazo do processo cicatricial. Variações na eficácia do enxerto de MA podem estar relacionadas a outros fatores de complicação tais como deficiência de células precursoras do limbo ou gravidade do processo de cicatrização inicial.

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Sondas de crioterapia em formato de dedo: tratamento de neoplasia conjuntival espinocelular e melanocítica
Paul T Finger

Resumo

Objetivo: Descrever o uso de uma nova criosonda espatulada para o tratamento de neoplasia conjuntival.
Métodos: Um novo desenho de uma criosonda foi fornecida à MIRA, Inc. Estas novas sondas foram fabricadas para oferecer congelamento homogêneo sobre superfícies grandes. As superfícies ativas das sondas espatuladas pequenas, médias e grandes são de 8,5mm2, 25,2 mm2 e 70 mm2. O congelamento na ponta reduz a possibilidade de congelamento acidental de tecidos adjacentes (fora da área de alvo). Nesta série, as sondas foram utilizadas para tratar pacientes com neoplasia conjuntival espinocelular e melanocítica.
Resultados: Doze pacientes consecutivos com neoplasia conjuntival maligna foram tratados com estas novas sondas de crioterapia. Técnicas de construção da sonda e uso clínico são descritos. Queimaduras por congelamento da córnea, esclera e conjuntiva são realizadas e registradas por fotografia digital. Exames oculares antes e depois da cirurgia não demonstraram complicações agudas intraoculares ou nos anexos. Nenhuma perda de acuidade visual foi associada ao uso das sondas.
Conclusão: Criosondas em formato de dedo foram utilizadas para tratar neoplasias conjuntivais malignas (espinocelular e melanocítica). O desenho da sonda permitiu congelamento uniforme sobre áreas grandes. O desenho da criosonda aparentemente é ideal para o tratamento de tumores conjuntivais.

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A técnica de dígito-iridectomia (TDI): Biópsia de tumores do segmento anterior
Paul T Finger, Paul Latkany, Madhavi Kurli e Codrin Iacob

Resumo

Objetivos: Desenvolver um método efetivo minimamente invasivo para biópsia de tumores do segmento anterior.
Métodos: Uma ponta de vitrectomia 25 gauge foi utilizada para a biópsia de tumores do segmento anterior. A sonda foi introduzida por meio de hialuronato de sódio a 1% e por uma incisão de 1 mm. Aspiração (600mmHg) e corte (33cpm) foi realizada para obter amostras para citologia e histopatologia.
Resultados: O material para diagnóstico foi obtido em 9 (90%) de 10 casos. Os diagnósticos incluíram: nevo de íris, estroma de íris, melanoma maligno, melanocitoma, cisto de inclusão epitelial e granuloma sarcóide. Todas as incisões corneais eram auto selantes. Um paciente desenvolveu aumento temporário da pressão intraocular. No acompanhamento deste estudo, nenhum paciente apresentou hemorragia intraocular, infecção, catarata ou perda visual.
Conclusão: A técnica de dígito-iridectomia foi minimamente invasiva e muito eficaz. O corte-aspiração forneceu fragmentos relativamente grandes de tecido e células utilizados para avaliação citopatológica e histopatológica. Cirurgia de pequena incisão permitiu reabilitação rápida e nenhuma complicação significativa.

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Biomicroscopia ultrassônica: papel no diagnóstico e manejo de 130 pacientes consecutivos avaliados por tumores no segmento anterior
R. Max. Conway, Terri Chew, Pamela Golchet, Komal Desai, Shan Lin e Joan O'Brien

Resumo
Introdução: Biomicroscopia ultrassônica (UBM) é uma ferramenta importante para avaliação de doenças do segmento anterior. Este estudo avaliou a UBM no manejo de tumores do segmento anterior.
Métodos: A análise retrospectiva dos prontuários de pacientes consecutivos referidos para a Unidade de Oncologia Ocular da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF) por suspeita de tumores do segmento anterior foi realizada de 1999 a 2004.
Resultados: 132 olhos de 130 pacientes foram avaliados, incluindo 55 melanomas uveais (MU), 21 nevos de íris, 30 cistos de íris e 26 lesões remanescentes. Dos melanomas, 45 foram avaliados por meio de ultrassom convencional A/B. Houve correspondência de 29% entre as estruturas anatômicas envolvidas pelo melanoma identificado pelo modo B vs a extensão da doença definida pelo UBM. O envolvimento do corpo ciliar e íris periférica pelos melanomas foi observado de maneira significativamente maior pelo UBM quando comparado ao modo B. Sete de 30 cistos benignos foram diagnosticados como císticos antes da avaliação por UBM. Em três casos, cistos neuroepiteliais foram associados com doenças associadas, incluindo o nevo de íris (n=2) e melanoma do corpo ciliar (n=1). Dois melanomas do corpo ciliar demonstraram cavitação, incluindo um paciente com um pseudocisto. A correlação histopatológica foi possível em 6 casos.
Conclusão: UBM é uma ferramenta indispensável para o manejo de tumores do segmento anterior. Este estudo demonstra a superioridade da UBM em relação ao modo B convencional para a localização precisa de melanomas uveais que envolvem o corpo ciliar e a íris.

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Imagens de ceratoprótese ósteodentária por meio de tomografia com feixe de elétrons
Kenneth CS Fong, Colin G Ferrett, Bobby Paul, Radhika Tandon, Jim Herold e Christopher SC Liu

Resumo

Objetivo: Descrever nossa experiência com o tomógrafo de feixe de elétrons (TFE) na imagem de ceratopróteses ósteodentárias (COD) para identificar perda precoce de osso e dentina que podem comprometer a viabilidade do olho.
Métodos: Um total de 7 pacientes com COD em um olho foram submetidos a TFE. As dimensões lamelares do COD foram medidas pela TFE e comparados com medidas manuais da época da cirurgia.

Resultados: Houve um alto grau de resolução da lâmina da COD registrada pela TFE. Esta conseguiu indentificar 3 pacientes com afinamento importante das bordas das lâminas. Dois destes pacientes receberam o COD como aloenxertos. O tempo médio de cirurgia para o exame foi de 3,6 anos (1,2 a 5 anos) enquanto a idade média dos pacientes foi de 56 anos (31 a 79 anos).

Conclusões: É importante monitorar regularmente as dimensões e a estabilidade das lâminas de COD devido à capacidade de detecção de casos com risco de extrusão do cilindro óptico e endoftalmite subseqüente. Medidas profiláticas podem ser tomadas para prevenir tais complicações. Nesta série, observamos que a TFE apresenta excelente resolução e velocidade e indicamos exames regulares das lâminas de COD em todos os pacientes.

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Hipertensão sistêmica e glaucoma: mecanismos em comum e co-existência
Michael J Langman, Robert J Lancashire, Kar K Cheng e Paul M Stewart

Resumo

Introdução/Objetivos: Determinar se hipertensão sistêmica e glaucoma podem coexistir de maneira mais freqüente do que se espera, com implicações terapêuticas.
Métods: Estudo caso-controle, utilizando o banco geral de dados clínicos de pacientes com glaucoma pareados a controles de acordo com a idade e sexo.
Resultados: A hipertensão foi significativamente mais comum em 27060 pacientes com glaucoma (OR 1,29, intervalo de confiança 1,23-1,36 P)
Conclusão: Mecanismos patogênicos comuns no epitélio ciliar e tubular renal podem explicar a coincidência de glaucoma e hipertensão arterial sistêmica. A escolha de tratamento cardiovascular pode influenciar de forma considerável na incidência de glaucoma com proteção beta-bloqueadora e inibidores da anidrase carbônica ou bloqueadores de canais de cálcio que não aumentem riscos presentes.

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Estudo da relação entre índice de massa corpórea e incidência de degeneração macular relacionada à idade
Heidar Ali Moeini, Hassan Masoudpour e Heshmatollah Ghanbari

Resumo
Introdução: Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a causa mais freqüente de cegueira em pacientes idosos. Obesidade deve ser um fator de risco para DMRI sugerido por vários estudos, porém ainda não comprovado. Este estudo avalia a relação entre IMC e incidência de DMRI.
Métodos: Este estudo caso controle incluiu 50 pacientes com DMRI e 80 indivíduos ajustados por idade, sexo, pressão sangüínea, diabetes e tabagismo. A análise dos dados foi realizada através do SPSS V9.0, utilizando os testes t-student e X2.

Resultados: 42% dos indivíduos do grupo estudado e 35 % do grupo controle eram homens. A média de idade no grupo controle foi de 69,9 anos [62-77 anos] e 64,08 anos [56-71 anos], respectivamente. A média do IMC foi 25,38 [21-29] e 30,24 [26-34] nos grupos de estudo e controle, respectivamente [P>0,05]. 12% dos indivíduos do grupo de estudo eram obesos, 42%, acima do peso e 14%, normais. 22,5% dos indivíduos no grupo controle eram obesos, 45%, acima do peso e 7,5%, normais [P>0,05].

Conclusão: 43% dos pacientes deste estudo tinham 70 anos ou mais, o que é similar a outros estudos. Não houve diferença significante de IMC entre os grupos. Estudos recentes indicam que obesidade é um provável fator de risco para a progressão de DMRI, mas não há relação significante com a presença de DMRI. Com análise multifatorial, poderíamos identificar uma relação não significante entre a presença de DMRI e os fatores de risco estudados.

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Correlação entre Tomografia de Coerência Óptica, com ou sem Fotografias Coloridas do Fundo de olho, e Angiofluoresceínografia Estereoscópica do Fundo de olho no Diagnóstico de Membranas Neovasculares de Coróide
Sukhpal Singh Sandhu e Stephen James Talks

Resumo

Introdução/Objetivos: Avaliar a precisão no diagnóstico do OCT, com/sem fotografias coloridas do fundo de olho, na predição de achados de angiofluoresceínografia estereoscópica do fundo de olho (AFGe) em pacientes com suspeita de neovascularização de coróide (NVC).

Métodos: Uma série consecutiva de pacientes com suspeita de NVC foram submetidos a OCT e AFGe que foram diagnosticadas por dois observadores mascarados, um examinando somente OCTs e depois OCT mais fotografias estereoscópicas coloridas, e um examinando apenas AFGes. As medidas principais para acompanhamento foram precisão diagnóstica do OCT (com/sem fotos coloridas) na predição da presença de NVC e secundárias as características da NVC comparadas aos achados da AFGe.

Resultados: Cento e trinta e um olhos de 118 pacientes foram analisados. A sensibilidade e especificidade do OCT para detectar novas NVCs potencialmente tratáveis comparado à AFGe foi de 96,4% e 66,0%, respectivamente. Para OCT com imagens estereoscópicas a sensibilidade foi de 94,0% e especificidade de 89,4%. Para a detecção de NVC com um componente clássico a sensibilidade e especificidade apenas do OCT foi de 78,6% e 82,7%. Com imagens estereoscópicas, foram de 82,1% e 89,3%.

Conclusão: OCT é bom para detectar a presença de NVC em pacientes com suspeita de ter novas NVCs. Contudo, ele é menos acurado na identificação exata dos componentes da NVC. OCT não pode atualmente substituir AFG no diagnóstico acurado dos componentes da NVC. Contudo, este método de imagem deve ter o seu papel como instrumento de varredura no auxílio da priorização das solicitações de AFGs.

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Evolução de mudanças na atividade e carga de trabalho originárias de encaminhamentos oftalmológicos de diabéticos após a introdução de um programa de varredura baseado em fotografias digitais da retina em uma comunidade
Peter H Scanlon, Sue Carter, Chris Foy, Darryl Ratiram e Barbara Harney

Resumo

Itrodução/Objetivos: Determinar como a carga de trabalho de um departamento de oftalmologia mudou após a introdução de um programa organizado de varredura da retina.
Métodos: Informações foram coletadas de prontuários médicos de pessoas com diabetes em acompanhamento na clínica de olhos por 4 anos. O primeiro ano era principalmente para varredura, os próximos dois anos, primeiro round e o quarto ano, segundo round.
Resultados: a) O número total de pessoas com diabetes encaminhadas por ano no período de 4 anos foi de 853, 954, 974, 1051 consecutivamente.
b) O número de pessoas com diabetes na população esteve entre 1400 por ano. c) O número total de encaminhamentos para uma opinião sobre retinopatia diabética foi de 227, 333, 363, 368, para catarata foi de 64, 57, 77, 93 e para glaucoma foi de 57, 62, 61, 68.d) O número total de pacientes encaminhados para terapia com laser durante os 4 anos foi de 77, 124, 111 e 63.
Conclusão: Este estudo sugere que a carga de trabalho na clínica Oftalmológica aumenta no primeiro round de varredura e em rounds subsequentes não diminui mais que o nível pré-varredura, exceto para terapia com laser. Isto deve ocorrer, parcialmente, devido ao aumento do número de pessoas com diabetes. Com a introdução de um Programa Nacional de Varredura isso tem implicações significantes na carga de trabalho para o Serviço de Saúde Nacional.

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ERG Multifocal em perda visual associada ao Etambutol
Raed Behbehani, Elizabeth Affel, Robert Sergott e Peter Savino

Resumo

Objectivo: Determinar a localização anatômica e extensão da disfunção eletrofisiológica em pacientes com perda visual associada ao uso de etambutol.
Pacientes e Métodos: Série comparativa de casos. Quatro pacientes com perda visual associada ao etambutol foram submetidos à eletro-retinografia multifocal (ERGM). Dois pacientes tiveram perda visual avançada enquanto dois tiveram sinais precoces de toxicidade. As amplitudes N1-P1, N1, P1 e latências N1 e P1 foram comparadas a 10 controles pareados pela idade e sexo.
Resultados: Anormalidades no ERGM foram detectadas nos pacientes tratados com etambutol. A amplitude N1 foi significativamente mais baixa nos pacientes tratados com etambutol comparados aos controles.
Conclusão: Etambutol é, possivelmente, tóxico à retina externa e não apenas ao nervo óptico (retina interna). O ERGMdeve ser valioso no diagnóstico e monitoramento de pacientes em tratamento com etambutol.

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Desinserção do músculo reto lateral com religamento à parede orbital lateral
Yair Morad, Lionel Kowal e Alan B Scott

Resumo
Introdução: A correção cirúrgica do alinhamento ocular em pacientes com paralisia do terceiro nervo é desafiadora, uma vez que o reto lateral sem antagonismo faz com que o olho retorne à exotropia após a cirurgia. Nós apresentamos uma abordagem cirúrgica simples para superar esta dificuldade. Esta abordagem é aplicável também para a remoção de superatividade do reto lateral em alguns casos de Síndrome de Duane.
Métodos: Uma revisão retrospectiva foi realizada nos prontuários de quatro pacientes com paralisia do terceiro nervo cranial e em um prontuário com Síndrome de Duane com exotropia em que o reto lateral foi removido com sua inserção escleral e reconectada à parede orbital.
Resultados: Todos os pacientes alcançaram alinhamento ocular satisfatório após a cirurgia. Duções oculares ficaram limitadas. Estes resultados permaneceram estáveis por 1,5 a 4 anos após a cirurgia. Nenhuma complicação grave foi observada.
Conclusão: A desinserção do reto lateral com ressutura à parede orbital para absorver sua força e desta forma remover torque de abdução foi um procedimento cirúrgico simples e seguro para equilibrar as forças musculares horizontais e restaurar o alinhamento ocular em 4 pacientes com paralisia do terceiro nervo cranial e em um paciente com Síndrome de Duane com exotropia grave.

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Estrabismo restritivo progressivo na infância
Carlos Souza-Dias, Alan Scott e Ai-Hou Wang

Resumo
Apresentamos três casos de restrição grave da motilidade e estrabismo de grande ângulo adquirido rapidamente durante os primeiros meses de vida em crianças normais com alinhamento e movimentos oculares normais na infância precoce. Tratamento cirúrgico é dificil nestes casos e a evolução é variável. Miosite, causando fibrose da musculatura extraocular é uma possível causa do estrabismo nestes três casos.

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Síndrome de Gorlin: o gene PTCH liga defeitos do desenvolvimento ocular e formação de tumores
Nicola Ragge, Alison Salt, J Richard Collin, Antony Michalski e Peter Farndon

Resumo

Objetivo: Identificar um gene ligando microftalmia cística ao início precoce de meduloblastoma.
Métodos: Análise das mutações no gene PTCH
Resultados: Uma mutação no exon 10 do gene PTCH foi identificada, confirmando um diagnóstico de síndrome de Gorlin.
Conclusões: Esta é a primeira mutação geneticamente identificada causando microftalmia cística e fornece uma ligação valiosa nos caminhos do gene do desenvolvimento ocular.

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Carcinoma basocelular da pálpebra: Excisão Não- Moh, Reparo e resultados
Samer Hamada, Thomas Kersey e Vladimir T Thaller

Resumo
Objetivo: Analisar o resultado da excisão de carcinomas basocelulares (CBC) em um serviço de oculoplástica subregional.
Métodos: Uma série de casos retrospectivos de um mesmo cirurgião com revisão de 223 casos consecutivos com CBC histologicamente confirmado entre 1987 e 2004. O índice de recidiva do tumor de 69 pacientes foi obtido, com seguimento mínimo de cinco anos.
Resultados: Dos 223 pacientes, 163 sobreviventes foram incluídos no estudo. O seguimento da coorte variou de 2 a 120 meses. Todos os casos foram submetidos à biópsia excisional. Margens de 4 mm foram realizadas em 83% dos casos. O exame patológico revelou 84% de excisões primárias completas. Dos registrados como excisão incompleta 53% não mostraram tumores na reintervenção. Setenta por cento dos defeitos palpebrais foram tratados por meio de fechamento primário direto. Após confirmação de retirada histológica os remanescentes foram submetidos a: fechamento direto tardio (2%), enxertos totais de pele ou tarso (13%), retalhos locais de pele ou músculo (11%) e granulação espontânea por segunda intenção (4%). Nenhuma complicação grave foi registrada. Não houve recidiva de CBCs não-infiltrativos. O índice de recidiva após 5 anos, incluindo CBCs previamente recidivados, foi de 4,35%, apenas um que fazia parte do grupo de CBC primário (1,6%). Todos as recidivas ocorreram em CBCs infiltrativos.
Conclusões: A excisão de CBCs não-infiltrativos com margens de 4mm apresentaram índice de recidiva zero. O acompanhamento a longo prazo destes pacientes talvez seja desnecessário. CBCs infiltrativos devem ser acompanhados indefinidamente. Recidiva prévia e histologia infiltrativa apresentam valor preditivo para recidiva. Nós alcançamos um dos menores índices de recidiva relatados para excisão cirúrgica não-Moh. Fechamento direto foi possível em 72% dos casos.

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Deficiência visual sem registro: 0 registro é um sistema falho?
Robert J Barry e Philip I Murray

Resumo
Introdução/Objetivos: Avaliar o nível atual de sub-registro de cegueira e visão parcial em pacientes de um hospital-escola de grande porte. Determinar os fatores de risco para sub-registro.
Métodos: Os prontuários de todos os pacientes de clínicas ambulatoriais de oftalmologia ao longo de um período de três meses foram incluídos em uma análise retrospectiva de índices de registro; foram utilizados questionários avaliando o nível de conhecimento de práticas de registro de 35 oftalmologistas trabalhando na zona oeste.
Resultados: 146/2161 (7%) pacientes foram escolhidos para o registro de perda total ou parcial da visão. Destes 146 pacientes, 65 (45%) não foram registrados com 18 preenchendo os critérios para cegueira e 47 para visão parcial. Além disso, 32/81 (40%) dos pacientes registrados aparentemente foram mal registrados. Pacientes com visão parcial apresentaram mais chances de subregistro do que pacientes cegos (OR 2,31, 95% IC 1,15, 4,63, p = 0,187), e pacientes de minorias étnicas apresentaram riscos 3 vezes maiores de subregistro do que pacientes caucasianos (OR 3,23, 95% IC 1,56, 6,65, p = 0,0015). Pacientes com condições tratáveis apresentaram mais chances de subregistro do que pacientes com condições intratáveis (OR 4,87, 95% IC 2,10, 11,33, p = 0,0002). O nível de conhecimento de práticas de registro em médicos foi baixo e não houve indicação de aumento do conhecimento com maior experiência.
Conclusões: Houve pouca melhora nos índices de registro de pacientes com acometimento visual na última década. Oftalmologistas não têm o conhecimento necessário para atender as necessidades de pacientes com acometimentos visuais.

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  Clinical science - extended reports

Influência da dosagem de Acetonido Triancinolona Intravítrea no tratamento de Edema Macular Diabético
Ulrich HM Spandau, Mathias Derse, Paul Schmitz-Valckenberg, Christos Papoulis e Jost B. Jonas

Resumo

Objetivo: Avaliar o efeito de diferentes dosagens de acetonido de triancinolona intravítreo no tratamento do edema macular diabético difuso.
Métodos: O estudo clínico intervencional, prospectivo, duplo cego de distribuição aleatória incluíu 27 olhos (27 pacientes) com edema macular diabético difuso. Eles foram divididos aleatoriamente em 3 grupos recebendo uma injeção intravítrea de acetonido de triancinolona filtrado com aproximadamente 2 mg (n=8 olhos), 5 mg (n=10) ou 13 mg (n=9), respectivamente. A medida da dosagem foi realizada antes da filtração. O tempo médio de acompanhamento foi de 6,6 ± 2,4 meses (3 a 12 meses). Os principais parâmetros para acompanhamento foram acuidade visual e pressão intraocular.
Resultados: Melhora máxima da acuidade visual foi significantemente (p=0,046; 95%IC: 0,032 a 2,99; v=0,38) correlacionada à dosagem de acetonido de triamcinolona. Além disso a duração do efeito do acetonido de triancinolona intravítreo aumentou significantemente com a o aumento de sua dosagem (v=0,45; p=0,014). O aumento da pressão intraocular associada à dosagem utilizada durante o acompanhamento não foi estatisticamente significante (p=0,77).
Conclusões: Em pacientes com edema macular diabético difuso que receberam acetonido de triancinolona intravítreo a resposta ao tratamento deve durar mais e ser mais pronunciada com uma dosagem de 13 mg do que com dosagem menores de 5 mg ou 2 mg. O aumento na pressão intraocular induzido por acetonido de triamcinolona não deve estar associado à dosagem utilizada.

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Comparação da espessura da camada de fibras nervosas da retina e perda de campo visual entre diferentes grupos de glaucoma
Roberto Galvão Filho, Roberto M Vessani e Remo Susanna Jr.

Resumo

Introdução e Objetivo: Polarimetria com varredura a laser (SLP) utiliza um oftalmoscópio de varredura a laser confocal com um polarímetro itegrado para avaliar a espessura da camada de fibras nervosas da retina (CFNR). O objetivo do nosso estudo foi verificar a habilidade da SLP para detectar diferenças na espessura da CFNR entre olhos normais e glaucomatosos e entre olhos glaucomatosos subdivididos em grupos pela gravidade do dano ao campo visual.
Tipo de estudo/Pacientes e Métodos: Este foi um estudo retrospectivo em corte transversal. Revisamos os prontuários de 40 indivíduos saudáveis e 68 glaucomatosos submetidos a exame oftalmológico completo, estereo-fotografia do disco óptico e polarimetria peripapilar e macular com imagem de varredura a laser (SLP). O olho direito dos indivíduos elegíveis para o estudo foi selecionado. Apenas olhos com SLPs indicando efeito minimizado da birrefringência do segmento anterior, baseado na imagem macular, foram incluídos. A habilidade do retardamento para discriminar os parâmetros entre olhos saudáveis e glaucomatosos foi avaliada. Baseado na perda de campo visual, pacientes glaucomatosos foram subdivididos em três subgrupos (precoce, moderado e grave). A espessura da CFNR em indivíduos controles normais e pacientes glaucomatosos foi comparada. A correlação entre a espessura da CFNR e perda de campo visual foi avaliada.
Resultados: Há uma diferença significante na espessura máxima da CFNR superior e inferior entre olhos normais e glaucomatosos. (área p abaixo da curva característica do receptor operador foi 0,75 e 0,74, respectivamente). A espessura superior e inferior da CFNR foi significativamente diferente entre o grupo controle saudável e todos os subgrupos glaucomatosos (comparação do p entre subgrupos glaucomatosos e subgrupos glaucomatosos moderados = p>0,05). Regressão linear mostrou uma fraca correlação ente espessura da CFNR e perda de campo visual.
Conclusões: Nossos resultados sugerem que, uma vez que a perda de campo visual está estabelecida, reduções menores na espessura da CFNR detectadas polo SLP são necessárias para uma dada redução do valor do DM.

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Espessura central da córnea e progressão do campo visual e disco óptico no glaucoma
Balwantray C Chauhan, Donna M Hutchison, Raymond P LeBlanc, Paul H Artes e Marcelo T Nicolela

Resumo
Objetivos: Determinar se a espessura central de córnea (ECC) é um fator preditivo da progressão do campo visual e disco óptico em glaucoma de ângulo aberto.
Métodos: Dados foram obtidos de um estudo prospectivo de pacientes glaucomatosos avaliados por meio de perimetria automatizada estática e tomografia de varredura a laser confocal a cada seis meses. A progressão foi determinada utilizando uma abordagem baseada em tendências denominadas análise de "evidência de alteração" (EA) em que valores setoriais ordinários baseados na significância de coeficientes de regressão de desvio padrão de campo visual e rima neuroretínica ao longo do tempo são somados. A progressão do campo visual também foi determinada utilizando a análise de Probabilidade de Alteração Glaucomatosa (PAG) baseado em eventos utilizando o desvio total e padrão.
Resultados: A amostra continha 101 olhos de 54 pacientes (idade média de 56,5 ± 9,8 anos) com acompanhamento médio de 9,2 ± 0,7 anos e 20,7 ± 2,3 conjuntos de exames semestrais. Menor ECC foi associada a campos visuais de base piores e PIO média mais baixa no acompanhamento. Na análise longitudinal a ECC não foi correlacionada aos valores de EA para alterações do campo visual ou do disco óptico. Nas análises de PAG houve uma tendência para grupos classificados como progressivos a apresentar menor ECC comparados aos grupos não progressivos. Em uma análise multivariada da PIO o oposto foi observado enquanto a ECC mais alta foi associada à progressão do campo visual. Nenhum dos fatores independentes foi preditivo da progressão do disco óptico.
Conclusões: Nesta coorte de pacientes com glaucoma estabelecido, a ECC não foi um índice útil na avaliação do risco de progressão do campo visual e do disco óptico.

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O polimorfismo do gene da citoquina está associado à evolução de uveíte posterior endógena em pacientes no Reino Unido?
Graham Robert Wallace, Miles Richard Stanford, Robert W Vaughan, Elly Kondeatis, Yuanneng Chen, Clive E Edelsten e Elizabeth M Graham

Resumo

Objetivo: Níveis aumentados de citoquinas, tanto localmente no olho quanto sistemicamente, devem influenciar na eventual evolução de inflamação ocular. Polimorfismo na porção promotora dos genes controladores da produção de citoquinas deve resultar em maior ou menor produção de citoquina relevante a um dado estímulo. Nós sugerimos que este polimorfismo deve se relacionar à evolução visual de pacientes com uveíte posterior endógena idiopática (UPE).
Métodos: DNA foi obtido de 125 pacientes com UPE e analisado quanto à presença de IL-10 –1082G/A e –819C/T e IFNg 874T/, um polimorfismo do gene. Associações com doenças foram calculadas tanto pela análise da freqüência de alelos quanto haplotipos. As associações entre evolução de doenças oculares e presença de polimorfismos foram identificadas. Má evolução foi definida como perda da visão após 5 anos de início da doença quando os olhos estavam calmos.
Resultados: Um quadro inicial mostrou que o gene alelo 874T do interferon gama (IFN?) foi mais prevalente em pacientes que em controles (c2 = 7,9Pc=0,006 OR 1,7; 95%IC 1,2-2,6 ), visto que o gene haplotipo–1082 AT da interleucina-10 (IL-10) não foi. Análises da evolução da doença mostraram associação entre a homozigose IL-10 –1082 AA e má evolução (c2 = 13 Pc=0,0008 OR 5,6 95% IC 1,9-6,7). Além disso os dois polimorfismos de citoquinas vistos juntamente mostraram que mais de 75% dos pacientes com evolução visual desfavorável tinham a combinação IFN? 874TA ou genótipo TT juntamente com o genótipo IL-10 –1082AA (c2 = 13,2Pc 0,002 OR 6,3 95% IC 1,8-23,6).
Conclusão: Estes resultados mostram que a evolução de doença em UPE deve ser parcialmente determinada por uma interação complexa entre genes de citoquinas e estes resultados devem ter implicações para futuro tratamento com agentes biológicos específicos para as citoquinas.

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Duração do benefício auto-avaliado da extração da catarata – estudo a longo prazo
Mats Lundstrom e Eva Wendel

Resumo

Objetivo: O objetivo deste estudo foi pesquisar a duração da melhora da função visual do paciente após a extração da catarata.
Materiais e Métodos: A função visual auto-avaliada do paciente foi realizada por meio do questionário Catquest antes e 6 meses após a extração de catarata. A população estudada foi formada por 615 pacientes submetidos à extração de catarata entre 1995 e 2002. Um acompanhamento final com um questionário novo foi realizado em 2003 entre 1 e 8 anos após a cirurgia.
Resultados: No total, 445 (72,4%) dos pacientes estavam vivos no acompanhamento e concordaram em participar deste estudo. O número de indivíduos que ainda apresentavam função visual melhorada após a cirurgia diminuiu com o tempo de acompanhamento. Após 7 anos, 80% apresentaram função visual melhorada comparado a antes da cirurgia. Cinqüenta porcento de todos os pacientes operados estavam vivos após 7 anos e apresentavam função visual melhor do que antes da cirurgia. Co-morbidade ocular no olho operado ou função visual auto-avaliada baixa antes da cirurgia foi significativamente relacionada a função visual deteriorada no acompanhamento.
Conclusão: Hou ve diminuição do número de indivíduos que apresentaram função visual melhorada após extração de catarata ao longo do período pós-operatório. A presença de comorbidade ocular foi significativamente relacionada à função visual piorada.

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Efeitos da cirurgia combinada de catarata e trabeculectomia com mitomicina-C nas dimensões oculares
Simon K Law, Ahmad M Mansury, Deepta Vasudev e Joseph Caprioli

Resumo

Introdução/Objetivos: Caracterizar alterações nas dimensões oculares após cirurgia combinada de catarata e trabeculectomia com mitomicina-C usando incisões separadas (cirurgia combinada)
Métodos: 24 olhos consecutivos submetidos à cirurgia combinada e 16 olhos submetidos à cirurgia de catarata foram convocados. Os comprimentos axiais antes e depois das cirurgias foram determinados por meio de biometria de coerência óptica de não contato. As pressões intraoculares, comprimentos axiais, curvaturas corneais e os erros refrativos observados antes e depois das cirurgias foram comparados.
Resultados: Após cirurgia combinada, a PIO média foi significativamente reduzida de 16,6+-5,8mmHg para 10,9+-4,1mHg.
Conclusões: Apesar de uma alteração no comprimento axial e na curvatura corneal, o resultado refrativo após cirurgia combinada não apresentou diferença significativa com a refração prevista.

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Observação melhorada de neovascularização de coróide através de oftalmoscópio de varredura à laser, utilizando a média das imagens obtidas
Dirk-Uwe Bartsch, Mohamed El-Bradey, Abbas El-Musharaf e William R Freeman

Resumo

Objetivo: Melhorar a observação das características angiográficas em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) associada à neovascularização de coróide (NVC) e complicações relacionadas. Avaliar se a realização da média entre as imagens obtidas podem atingir este objetivo.
Métodos: 27 olhos de 20 pacientes seqüenciais com DMRI de duração de 3 meses foram estudados. Indocianina verde (ICVA), fluoresceína (FA) e angiografias com fluoresceína oral foram registradas com um oftalmoscópio de varredura a laser confocal. Através de um software, foi construída uma imagem média utilizando uma série de 10-20 imagens múltiplas (registradas durante 0,5-1,0 s). A qualidade da imagem foi avaliada por dois observadores mascarados e graduada em uma escala de 0-3. Um método de graduação mais quantitativo foi planejado com a adição de quantidades variáveis de barulho Gaussiano à imagem melhorada até que a imagem original e a imagem média aparecessem iguais.
Resultados: A revisão mascarada mostrou melhora média à forte na observação das estruturas, incluindo as bordas da neovascularização de coróide (NVC). A melhora variou dependendo do tipo e fase do agiograma. A melhora foi maior na fase tardia da FA, e fases médias e tardias da ICVA e todas as fases da FA oral.
Conclusão: A obtenção de imagem média utilizando algorítmos baseados em software melhora a qualidade das imagem angiográficas particularmente imagens tardias da ICGA e FAs orais. Este método deve auxiliar na observação de NVC em DMRI.

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Avaliação clínica da tecnologia da perimetria de duplicação de freqüência utilizando a estratégia Humphrey Matrix com limiar 24-2
Paul G. D. Spry, Hussin M. Hussin e John M. Sparrow

Resumo

Objetivos: Avaliar o resultado da Tecnologia de Duplicação da Freqüência (FDT) na perimetria utilizando o programa Humphrey Matrix 24-2 em um serviço de glaucoma de um hospital de olhos (HO).
Métodos: Uma amostra aleatória de indivíduos encaminhados consecutivamente para o HO foram examinados com o FDT 24-2 além de testes clínicos de rotina. O poder discriminatório do FDT e perimetria automatizada padrão (PAP) foram avaliados utilizando o aspecto glaucomatoso do nervo óptico como referência padrão ouro.
Resultados: 48 dos 62 indivíduos encaminhados foram selecionados. A prevalência de glaucoma foi de 31%. O teste mediano da duração por olho foi de 5 minutos e 16 segundos para o FDT e 5 minutuos e 9 segundos para o PAP. Não houve diferença significativa (p=0,184) entre as proporções de indivíduos com testes confiáveis (FDT 75%, PAP 63%). Utilizando um critério binário apropriado para campo visual, sensibilidade e especificidade foram de 100% e 26% respectivamente para FDT 80 e 52% para SAP. Ambos os testes apresentaram valores preditivos negativos maiores do que positivos com diferenças marginais entre os testes. Análise ROC sem critérios revelaram diferenças de poder minimamente discriminatórios.
Conclusões: Em um serviço de glaucoma do HO em que os encaminhamentos foram avaliados, o teste com FDT 24-2 com o Humphrey Matrix apresenta características de performances semelhantes à PAP. Estes achados sugerem que o teste com o FDT Matrix e PAP são comparáveis quando o padrão 24-2 é utilizado.

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Variações sistólico-diastólicas do fluxo sangüíeo durante oclusão da veia central da retina: exploração através de angiografia dinâmica
Michel Paques, Olivier Bailliart, Olivier Genevois, Alain Gaudric, Bernard Levy e Jose Sahel

Resumo
Objetivo: Em pacientes com oclusão aguda da veia central da retina (OVCR), angiografia dinâmica deve revelar a presença do fluxo pulsátil (aqui chamado de fluxo venular pulsátil, FVP) nas veias de primeira ordem (i.e., as grandes veias). O objetivo principal deste estudo foi de investigar o mecanismo que envolve o FVP.
Participantes e Métodos: Dez pacientes com OVCR e FVP foram incluídos. Análise quantitativa e qualitativa do fluxo venoso em angiogramas dinâmicos permitiram, temporariamente, a correlação entre o fluxo de veias de segunda e primeira ordem por um lado e fluxo venoso e ciclo sistólico por otro lado.
Resultados: Análise da curva de tempo-velocidade mostrou que 1) o início da sístole arterial precede o início do FVP em menos de 0,08s (n=5); 2) o início do FVP foi simultâneo ao tempo de início do fluxo mínimo (Vmin) em veias de primeira ordem (n=10); 3) O tempo de início de fluxo máximo (Vmáx) nas veias de primeira ordem ocorreu 0,20 a 0,44 s após o início do FVP (n=6).
Conclusões: Durante a OVCR com redução grave do fluxo sangüíneo a presença de FVP ocorre devido à existência de regimes hemodinâmicos distintos em veias de primeira e segunda ordem. Nossos dados suportam a hipótese de que o fluxo sangüíneo de veias de segunda ordem ocorra sincronicamente ao fluxo arterial, enquanto o pico de atraso do fluxo nas veias de primeira ordem deve refletir as conseqüências da curva atrasada da PIO e/ou da compressão venosa intermitente.

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Efeitos do ácido tranexâmico na hemorragia vítrea pós-operatória precoce de pacientes diabéticos: estudo clínico de distribuição aleatória
Ali Reza Ramezani, Hamid Ahmadieh, Amir Khosrow Ghaseminejad, Shahin Yazdani e Banafsheh Golestan

Resumo

Objetivos: Avaliar o efeito do ácido tranexâmico na hemorragia vítrea pós-operatória precoce de pacientes diabéticos.

Métodos: Em um estudo clínico, 62 pacientes diabéticos agendados para vitrectomia foram separados em dois grupos. O grupo de tratamento (32 olhos) recebeu duas doses venosas de ácido tranexâmico (10mg/kg) pouco antes e após as cirurgias, continuando oralmente por 4 dias (20mg/kg/8h). O grupo controle (30 olhos) não recebeu medicação. Tanto a transparência dos meios quanto a acuidade visual foram comparados durante 4 semanas.

Resultados: Quatro semanas após a cirurgia a acuidade visual estava baixa (= conta dedos a 1 metro) em 21,4%, moderada (> conta dedos a 1 metro < 20/200) em 64,3% e boa (?20/200) em 14,3% no grupo de tratamento. Quadro correspondente no grupo controle foi 26,1%, 26,1% e 47,8% respectivamente. Estas diferenças não foram estatisticamente significantes. A taxa de ressangramento moderado a grave nos cinco primeiros dias e após quatro semanas foi de 79% a 21% e 82% a 18% no grupo de tratamento e de 76,7% a 23,3% e 78,3% a 21,7% no grupo controle respectivamente, não mostrando diferença estatisticamente significante.

Conclusão: Ácido tranexâmico não foi eficiente na redução de ressangramento precoce após vitrectomia em pacientes diabéticos com o método de administração utilizado neste estudo.

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Função visual e qualidade de vida no Estudo de Radioterapia Subfoveal (SFRADS). 20 relato do SFRADS
Michael Stevenson, Patricia M Hart, Usha Chakravarthy, Gilbert Mackenzie, Alan Bird, Sarah L Owens, Iain H Chisholm, Virginia Hall, Russell F Houston, Douglas W McCulloch e Nicholas Plowman

Resumo

Objetivos: Determinar se o auto-relato da função visual e da qualidade de vida em pacientes com neovascularização de coróide secundária à degeneração macular relacionada à idade é melhor em pacientes tratados através de radioterapia com feixe externo de 12 Gy comparados a indivíduos não tratados.
Métodos: Foi realizado estudo multicêntrico controlado de distribuição aleatória da radioterapia com feixe externo de 12 Gy (EBRT) aplicada na mácula de um olho afetado como frações de 6 x 2 Gy versus observação. Em três hospitais do Reino Unido, pacientes com DMRI de idade maior ou igual a 60 anos que tinham NVC subfoveal e acuidade visual igual ou melhor que 6/60 (logMAR 1.0) participaram do estudo. Dados de 199 participantes elegíveis que foram aleatóriamente submetidos à teleterapia com 12 Gy ou observação ficaram disponíveis para análise. Função visual, exame oftalmológico e angiofluoresceínografia foram realizados no início e aos 3, 6, 12 e 24 meses após o início do estudo. Para avaliar a evolução de acordo com o paciente, eles completaram os questionários "Daily Living Tasks Dependent on Vision" (DLTV) e "SF36" no início, 6, 12 e 24 meses após início do estudo. Estudo de corte transversal e longitudinal foi realizado utilizando o braço de estudo como variável do grupo. Análise de regressão foi aplicada para ajustar o efeito das covariantes iniciais na evolução aos 12 e 24 meses.
Resultados: Tanto os indivíduos tratados quanto controles sofreram perdas significantes na função visual como visto pelo declínio progressivo nas pontuações médias nas 4 dimensões do DLTV. Não houve diferença estatisticamente significante entre o grupo de tratamento e o controle em nenhuma das dimensões do DLTV aos 12 ou 24 meses após o início do estudo. Análise de regressão confirmou que a fase de tratamento não interferiu na mudança das pontuações dimensionais do DLTV.
Conclusões: O pequeno benefício observado nas avaliações clínicas da visão em olhos tratados não se traduziu em melhor auto-relato da função visual em pacientes que receberam tratamento quando comparados aos controles. Estes achados têm implicações para o planejamento de futuros estudos clínicos.

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  Laboratory science - extended reports

Avaliação das respostas inflamatórias em diabetes experimental in vivo
Hiroshi Tamura, Junichi Kiryu, Kazuaki Miyamoto, Kazuaki Nishijima, Hideto Katsuta, Shinsuke Miyahara, Fumitaka Hirose, Yoshihito Honda e Nagahisa Yoshimura

Resumo

Objetivo: Pacientes diabéticos devem ter reações inflamatórias a estímulos externos ou endógenos anormais. Este estudo foi realizado para avaliar as reações inflamatórias no olho diabético através da dinâmica leucocitária retínica nos olhos inflamados de ratos diabéticos.
Métodos: Três semanas após a indução de diabetes em ratos Long-Evans, endotoxina induzidora de uveíte foi produzida através da injeção de lipopolissacarídeo (LPS). Após a injeção de LPS, o comportamento dos leucócitos foi avaliado in vivo através de fluorografia digital com acridine laranja.
Resultados: O número de leucócitos em rolamento aumentou de uma maneira bifásica em 12 e 48 horas. O número de leucócitos acumulados na retina alcançou o pico em 72 horas. O número máximo de rolamento e acúmulo de leucócitos na retina diabética decresceu em 56,3%.
Conclusão: Este estudo é o primeiro a mostrar que a inflamação induzida por endotoxina é alterada no olho diabético, baseado em evidências de que a interação leucócito-célula endotelial estimulada pela LPS foi suprimida na retina diabética. Nossos achados suportam a teoria de que reações inflamatórias oculares são debilitadas em pacientes diabéticos.

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Parâmetros da topografia do disco óptico medidos em macacos cygnomolgus normais por meio de tomografia de varedura a laser
Takazumi Taniguchi, Masamitsu Shimazawa, Makoto Araie, Goji Tomita, Masaaki Sasaoka, Yoshiaki Kitazawa e Hideaki Hara

Resumo

Objetivo: Estudar os parâmetros da topografia do disco óptico em macacos cygnomolgus normais com o tomógrafo de retina Heidelberg (HRT)
Métodos:Doze parâmetros topográficos do disco óptico foram pesquisados em 36 olhos normais em 18 macacos machos. A média e desvio padrão (DP) e diferenças interoculares foram obtidos para cada parâmetro a partir de 3 medidas independentes durante o período de uma semana. Correlações entre os parâmetros também foram analisadas.
Resultados: Não foram registradas diferenças significativas entre os olhos esquerdo e direito para qualquer um dos parâmetros. Área do disco, área da rima e variação do contorno da altura mostraram diferenças menores entre a esquerda e direita do que outros parâmetros. Os coeficientes de variação para a área da rima, o contorno da variação da altura, volume da rima, profundidade média da escavação, escavação máxima, espessura média da camada de fibras nervosas e a secção transversal desta camada foram menores de 10% (para a área da rima foi menor do que 5%). A área da rima e a variação do contorno da altura mostraram interrelações relativamente fracas e não mostraram correlação com a área do disco.
Conclusão: Para avaliação das alterações relacionadas ao tempo no disco óptico por meio de HRT em macacos, a área da rima e a variação do contorno da altura podem ser parâmetros úteis porque coeficientes de variação e diferenças esquerda-direita foram mais baixas do que outros parâmetros e porque estes parâmetros mostram interrelações fracas e nenhuma correlação com a área do disco.

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