BJO in Translation - Portuguese Abstracts


Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the November 2004 issue.
The full text is only available in English to subscribers or on a pay per view basis (US$12 per article).

Resumos em Portuguès
Benvindo aosResumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Cièncias Clínica e Laboratorial publicados em Novembro de 2004.
Os textos completos, em Inglès, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$12 por artigo).


November/ Novembro  2004
Volume 88 Number/ número 11

Down Arrow
Clinical science - scientific reports Ciència clínica � relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciència clínica � relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ciència laboratorial � relatos científicos
 

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


Up Arrow  Clinical science - Scientific reports 

Tratamento de descolamento de retina regmatogènico primário com roturas inveriores
Ash Sharma, Vlassis Grigoropoulos e Tom H Williamson
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Vitrectomia e gás para tratamento de descolamentos de retina com rotura inferior � os resultados são comparáveisà vitrectomia, gás e �scleral buckle�?
Louisa J Wickham, Mary Connor e Bill Aylward
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Tratamento de Oftalmopatia Associadaà Disfunção da Tireóide (OAT) com injeções perioculares de triancinolona.
Roberto N Ebner, Martin H Devoto, Daniel Weil, Marcela Bordaberry, Carlos Mir, Haydee Martinez, Laura Bonelli e Hugo Niepomniszcze
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Acuidade de optotipos e índices de reoperação após cirurgia de catarata unilateral durante os seis primeiros meses com ou sem implante de lente intraocular
Scott R Lambert, Michael Lynn, Carolyn Drews-Botsch, Lindreth G Dubois, David A Plager, Norman B Medow, M Edward Wilson e Edward G Buckley
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Persistència e falha do tratamento em pacientes com glaucoma de ângulo aberto recém-diagnosticado no Reino Unido
Zhiyuan Zhou, Rikard Althin, Baldo scassellati-sforzolini e Ravinder Dhawan
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

O efeito da espessura corneal na medida da PIO em pacientes com afecções da córnea
Andrew C Browning, Archana Bhan, Alan P Rotchford, Sunil Shah e Harminder S Dua
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

O Olho Contra Lateral de Pacientes Fáscicos com Descolamento Regmatogènico de Retina secundáro a Buracos Atróficos de Degeneração Látice sem Descolamento de Vítreo Posterior
Christine R. Gonzales, Anurag Gupta, Steven D. Schwartz e Allan E. Kreiger
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Redução da potència muscular ocular pela divisão do músculo reto I: biomecânica
Thomas Haslwanter, Robert Hoerantner e Siegfried Priglinger
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Redução do torque muscular do olho na secção do músculo reto II: Técnica e resultados
Robert Hoerantner, Siegfried Priglinger e Thomas Haslwanter
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Terapia Fotodinâmica em Hemangioma Circunscrito de Coróide
Arun D Singh, MD, Peter K. Kaiser, Jonathan E. Sears, Mohit Gupta, Paul Rundle e Ian G Rennie
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Uma classificação de hemangiomas perioculares baseada em ultrassom
Richard JC Bowman, Ken K Nischal, Kay Patel e John I Harper
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Epífora como efeito colateral de mitomicina-C
Eva Dafgård Kopp e Stefan Seregard
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Up Arrow  Clinical science - Extended reports

Mitomicina C na cirurgia de pterígio � avaliação a longo prazo
Frederik Raiskup, Abraham Solomon, David Landau, Michael Ilsar e Joseph Frucht-Pery
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Manifestações oftalmológicas em neurofibromatose tipo 1 segmentar (NF1)
Martino Ruggieri, Piero Pavone, Agata Polizzi, Antonino Scuderi, Massimo Di Pietro, Annalia Gabriele, Alberto Spalice e Paola Iannetti
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

A natureza incremental de escalas de graduação anterior do olho determinada por análise objetiva da imagem
James Stuart Wolffsohn
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

óleo de silicone concentra fatores fibrinogènicos de crescimento no líquido posterior ao óleo
Riaz Asaria, Chee Kon, Catey Bunce, Charanjit Sethi, Astrid Limb, Peng Khaw, William Aylward e David Charteris
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Melhora de reabilitação visual em pessoas com baixa visão devidoà degeneração macular relacionada a idade: estudo aleatório controlado
Barnaby C Reeves, Robert A Harper e Wanda B Russell
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Uso de Poliuretano com Liberação Sustentada de Dexametasona em Cirurgia de Estrabismo com Ajuste Tardio
Jeong Hun Kim, Jeong-Min Hwang, Seo Young Jeong e Mee Hyun Jung
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Desordens neuro-oftalmológicas em sujeitos infectados por HIV com manifestações neurológicas
Jean-Claude Mwanza, Louis K Nyamabo, Thorkild Tyllesk�r e Gordon T Plant
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

  Laboratory science - Scientific reports

Resolução molecular dinâmica por imagem das impressões do fluido pré-ocular
Monica Berry, Debra Brayshaw e Terence J McMaster
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  Clinical science - Scientific reports 
 

Tratamento de descolamento de retina regmatogènico primário com roturas inveriores
Ash Sharma, Vlassis Grigoropoulos e Tom H Williamson

Resumo
Objetivo: Descolamento de retina regmatogènico (DRR) com roturas inferiores são geralmente tratados através de �scleral buckling� (SB), vitrectomia via pars plana (VPP) ou combinação das duas técnicas. Entretanto, o uso de SB durante VPP pode aumentar o risco de hemorragia coroidal. Seguindo nosso recente estudo piloto, mostrando que estes casos podem ser seguramente tratados com VPP sem utilização de SB, nós reexaminamos nossos tratamentos de DRR com presença de roturas inferiores.

Métodos: Todos os pacientes tinham descolamento vítreo e roturas retínicas de configuração complexa. Estudo caso-controle foi realizado para analisar as técnicas cirúrgicas e resultados de VPP em 48 pacientes consecutivos com DRR associado a roturas inferiores e 48 controles com idade e sexo semelhantes submetidos a VPP devido a DRR sem roturas inferiores. Os critérios de exclusão foram: roturas gigantes, diálise retínica, traumatismo, vítreoretinopatia proliferativa grau B ou pior, descolamentos com schisis, e olhos que tinham sido operados previamente devido a DRR. Nós seguimos um algorítimo simples para tratamento de pacientes com roturas inferiores. Todos os pacientes foram submetidos a VPP padronizada (3 vias) com tamponamento intraocular por gás sem SB suplementar. Os pacientes foram orientados a posicionar a cabeça com face para cima ou direita ou esquerda para baixo por 1 semana.

Resultados: Trinta e nove dos 48 pacientes (81,3%) com roturas inferiors foram tratados com sucesso por uma só cirurgia. Os pacientes controle obtiveram sucesso primário em 41 de 48 casos (85,4%). A taxa de sucesso final foi de 95,8% nos dois grupos. Não houve diferença estatística entre os dois grupos. Quando todos os nossos casos de DRR foram analisados (incluindo procedimentos externos de nivelamento sem drenagem) nossa taxa de sucesso primário foi de 89% e taxa de sucesso final de 97,5%.

Conclusão: Este estudo mostra que taxas de sucesso aceitáveis podem ser obtidas utilizando apenas VPP para tratamento de DRR com roturas inferiores. Complicações são minimizadas e pacientes nesse grupo de risco tèm uma chance de 81% de sucesso primário. Vitrectomia via pars plana e tamponamento com gás tratam com sucesso o descolamento de retina sem necessidade de SB para suporte da retina inferior uma vez que o gás intraocular com posicionamento correto tamponará as roturas satisfatoriamente.
 

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Vitrectomia e gás para tratamento de descolamentos de retina com rotura inferior � os resultados são comparáveisà vitrectomia, gás e "scleral buckle"?
Louisa J Wickham, Mary Connor e Bill Aylward

Resumo
Objetivo: Comparar as taxas de sucesso de vitrectomia e gás com vitrectomia, gás e �scleral buckle� no tratamento de descolamentos de retina com rotura inferior.

Métodos: Estudo retrospectivo das anotações dos casos de 86 pacientes com descolamentos de retina com rotura inferior foi realizado. Rotura inferior foi definida como uma rotura em ferradura presente entre as 4 e 8 horas. Os pacientes foram analisados em 2 grupos: grupo A composto por 41 pacientes submetidos a vitrectomia e gás, grupo B composto por 45 pacientes submentidos a vitrectomia, gás e �scleral buckle�. As características do descolamento de retina, complicações per e pós-operatórias e resultados do tratamento foram anotados para cada paciente.

Resultados: A taxa de sucesso anatômico primário em 3 meses foi de 89% no grupo A versus 73% ino grupo B (p= 0.11). Não houve diferença estatística na taxa de complicações entre os dois grupos (p=0.819). A causa mais comum de falha do tratamento foi PVR, 20% (n=9) no grupo B comparado a 5% (n=2) no grupo A (p= 0.0159). Houve uma maior taxa de desenvolvimento de membrana epirretínica no grupo B (p= 0.0004). A taxa de reaplicação final de retina não foi estatísticamente diferente entre os dois grupos, 95% (39) no grupo A e 93% (42) no grupo B (p=1.0).

Conclusão: Virectomia e gás sem aplicação de �scleral buckle� deve ser utilizado para tratar descolamentos de retina com rotura inferior com segurança. Deve ser utilizado como alternativaà vitrectomia, gás e �scleral buckle� que apresenta maior risco de hemorragia de coróide, requer maior tempo cirúrgico e tem todas as complicassões associadas ao �scleral buckle�.


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Tratamento de Oftalmopatia Associadaà Disfunção da Tireóide (OAT) com injeções perioculares de triancinolona.
Roberto N Ebner, Martin H Devoto, Daniel Weil, Marcela Bordaberry, Carlos Mir, Haydee Martinez, Laura Bonelli e Hugo Niepomniszcze

Resumo
Objetivo: Avaliar a eficácia de triancinolona periocular para tratamento de oftalmopatia associada a disfunção da tireóide e presença de efeitos colaterais oculares e sistèmicos.

Métodos: Realizamos estudo piloto prospectivo multicèntrico com pacientes diagnosticados com oftalmopatia de Graves com menos de 6 meses de história. Os pacientes foram admitidos para o estudo e randomizados em dois grupos: tratamento e controle. O grupo tratamento recebeu 4 doses de injeção peribulbar de 20 mg de acetato de triacinolona 40 mg/ml no quadrante inferotemporal da órbita. Ambos os grupos foram avaliados quanto a medidas de área de visão binocular sem diplopia com perímetro de Goldman e as dimensões dos músculos extraoculares na tomografia computadorizada (TC). Exames oftalmológicos e sistèmicos foram realizados para descartar efeitos adversos oculares e sistèmicos. Acompanhamento de 6 meses foi realizado em ambos os grupos.

Resultados: Cinq�enta pacientes foram elegíveis para o estudo. Quarenta e um pacientes completaram o estudo. Houve um aumento na área binocular sem diplopia no grupo tratado (ó inicial: média±DP, 231,1 ± 99,9 e mudança absoluta final, média±DP, de 107,1 ± 129,0) comparado ao grupo controle (ó inicial: média±DP, 350,7 ± 86,5 e mudança absoluta final, média±DP de -4,5 ± 67,6). As dimensões dos músculos extraoculares estavam reduzidas no grupo tratado (média±valores iniciais do reto inferior: 1,3±0,7, porcentagem de mudança final-FPC: �13.2±25.7, reto medial:1,2±0,6, FPG: -8,2±20,7, levantador da pálpebra superior:1,2±0,6, FPC: -9,5±29,1, reto lateral: 1,0±0,4, FPC: -11,5±20,6) comparado ao grupo controle (reto inferior: 0,9±0,3, FPC: -4,0±21,5, reto medial: 0,9±0,3, FPC: 0,6±22,4, levantador da pálpebra superior: 0,9±0,3, FPC: 12,5±37,5, reto lateral: 0,9±0,4, FPC: -0,5±31,6). Ambas as medidas (grau de diplopia e espessura muscular) entre os grupos (inicial-final) foram estatisticamente significantes. Não foram observados efeitos adversos sistèmicos ou oculares.

Conclusão: Injeções perioculares de acetato de triancinolona são efetivas na redução de diplopia e de dimensões dos músculos extraoculares na OAT de início recente. Essa forma de tratamento não está associada a efeitos adversos sistèmicos ou oculares.
 

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Acuidade de optotipos e índices de reoperação após cirurgia de catarata unilateral durante os seis primeiros meses com ou sem implante de lente intraocular
Scott R Lambert, Michael Lynn, Carolyn Drews-Botsch, Lindreth G Dubois, David A Plager, Norman B Medow, M Edward Wilson e Edward G Buckley

Resumo
Objetivo: Comparar acuidade de optotipos e índices de reoperação em crianças corrigidas com lente de contato e crianças que receberam implante de lente intraocular (LIO) após extração de catarata unilateral durante a infância em uma série retrospectiva de casos sem distribuição aleatória.

Métodos: Vinte e cinco crianças com catarata congènita unilateral foram submetidas a cirurgia de catarata com (grupo com LIO, n=12) e sem (grupo sem LIO, n=13) implante de LIO com idade < 7 meses. Acuidades de optotipo foram avaliadas em 19 destas crianças com média de idade de 4,3 anos (idade de 3,3 a 5,5 anos). O número de reoperações foi avaliada nas 21 crianças.

Resultados: As acuidades visuais foram semelhantes em ambos os grupos de tratamento; (p=0,99) no entanto, 2 de 4 (50%) crianças no grupo com LIO contra 2 de 7 (28%) crianças no grupo sem LIO que foram submetidas a cirurgia nas primeiras 6 semanas de vida apresentaram acuidade visual de 20/40 ou mais. As crianças do grupo com LIO apresentaram mais reoperações do que as crianças do grupo sem LIO (média, 1,1 vs 0,36). A maior parte das reoperações no grupo com LIO foram membranectomias realizadas durante o primeiro ano de vida (mediana, 8,0 meses) enquanto todas as reoperações do grupo sem LIO foram de implante secundário de LIO em período posterior (média, 2,2 anos).

Conclusão: As acuidades de optotipos foram semelhantes para as crianças corrigidas com lente de contato e com LIO, enquanto as crianças do grupo com LIO foram submetidas a maior número de reoperações.
 

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Persistència e falha do tratamento em pacientes com glaucoma de ângulo aberto recém-diagnosticado no Reino Unido
Zhiyuan Zhou, Rikard Althin, Baldo scassellati-sforzolini e Ravinder Dhawan

Resumo
Objetivo: Determinar os padrões de uso e calcular a falha e índices de interrupção do tratamento em pacientes com glaucoma de ângulo aberto no Reino Unido (RU) em seis grupos de anti-hipertensivos oculares.

Métodos: O banco de dados clínico geral do Reino Unido foi utilizado para identificar pacientes recém-diagnosticados (após Janeiro de 1997) com glaucoma de ângulo aberto que nunca foram tratados com qualquer dos seguintes grupos de drogas: inibidores da anidrase carbônica, latanoprost, mióticos, simpatomiméticos, timolol e outros beta-bloqueadores. Análises incluíram os dados de tratamento de até um ano após o diagnóstico. Os resultados avaliados foram: (1) tempo para falha do tratamento, definido como alteração na droga índice (troca ou terapia acrescentada) ou indicação cirúrgica; (2) tempo para interrupção do tratamento, definido como falha terapèutica ou a interrupção do abastecimento de uma droga índice no dobro do período normal de abastecimento. Regressão de Cox e Kaplan-Meier, além de tabelas de vida foram utilizados para comparar os grupos.

Resultados: Entre os 2001 pacientes do estudo, outros beta-bloqueadores foram prescritos na maioria (42%) dos casos, seguidos por timolol (32%), inibidores da anidrase carbônica (10%) e latanoprost (7%). Quando comparados ao latanoprost, aqueles tratados com qualquer agente alternativo apresentavam chance significativamente maior de falha (p<0,05 para cada comparação) e interrupção do tratamento (p<0,05 para cada comparação). Os índices de falha variaram de 13% (latanoprost) a 45% (simpatomiméticos) e os índices de interrupção do tratamento variaram de 30% (latanoprost) a 63% (mióticos).

Conclusão: Pacientes tratados com latanoprost mostraram menores índices de falha terapèutica e interrupção do tratamento quando comparados a pacientes tratados com outras medicações redutoras da PIO, incluindo beta-bloqueadores.
 

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O efeito da espessura corneal na medida da PIO em pacientes com afecções da córnea
Andrew C Browning, Archana Bhan, Alan P Rotchford, Sunil Shah e Harminder S Dua

Resumo
Objetivo: Comparar as medidas da pressão intra-ocular (PIO) realizadas pelo tonômetro de aplanação de Goldmann, o tonopen e o pneumotonômetro de fluxo sanguíneo ocular em olhos com diversas espessuras centrais devido a ceratoplastia penetrante (CP), ceratocone e distrofia endotelial de Fuchs (DEF).

Métodos: A PIO foi medida com o tonômetro de aplanação de Goldmann, o tonopen XL e o pneumotonômetro de fluxo sanguíneo ocular em 127 olhos com as seguintes anormalidades corneais: 56 pacientes submetidos a CP, 37 olhos com ceratocone e 34 olhos com DEF. A espessura central da córnea foi medida com o paquímetro ultrassônico após as medidas da PIO.

Resultados: As médias das medidas da PIO nos 3 grupos de pacientes foram significativamente maiores quando medidas pelo pneumotonômetro. A análise de regressão linear mostrou que pacientes com DEF apresentaram aumento significativo da PIO com aumento da espessura central de córnea de 0,18mmHg/10µm com o tonômetro de Goldmann, 0,15mmHg/10µm com o tonopen e 0,26mmHg/10µm com o pneumotonômetro. Em pacientes com ceratocone após CP a análise linear de regressão não mostrou efeito significativo da espessura central na PIO. A regressão linear multivariada com controle para idade, sexo, tamanho do enxerto e grupo de pacientes mostrou que o efeito da espessura na PIO medida pelo tonopen (0,13mmHg/10µm) e pelo Goldmann (0,14mmHg/10µm) foi significativamente menor que pelo pneumotonômetro (0,26mmHg/10µm).

Conclusão: Este estudo constatou que as médias da PIO usando o pneumotonômetro foram significativamente maiores que aqueles realizados usando o tonômetro de aplanação de Goldmann ou tonopen em olhos com várias afecções corneais. O pneumotonômetro foi mais afetado por variações da espessura. Para todos os 3 instrumentos de medida, a relação entre PIO e espessura central dependeu do tipo de afecção corneal e foi maior para a DEF.
 

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O Olho Contra Lateral de Pacientes Fáscicos com Descolamento Regmatogènico de Retina secundáro a Buracos Atróficos de Degeneração Látice sem Descolamento de Vítreo Posterior
Christine R. Gonzales, Anurag Gupta, Steven D. Schwartz e Allan E. Kreiger

Resumo
Objetivo: Descolamento de retina fáscico primário (DRR) sem descolamento de vítreo posterior (DVP) representa uma entidade clínica única com comportamento diferente de DRR associadoà DVP. Enquanto estudos tèm reportado os achados a longo prazo nos olhos contra laterais de pacientes com DRR e DVP, a evolução do olho contra lateral de pacientes com DRR sem DVP não é conhecida.

Métodos: Pacientes consecutivos com DRR não associadoà DVP foram estudados retrospectivamente. Os autores avaliaram o olho contra lateral quanto a descolamento de retina ou outra doença ameaçadora da visão.

Resultados: Vinte e sete pacientes (idade média = 32 anos) com acompanhamento entre 9 e 326 meses (média = 111 meses) foram estudados. Vinte e quatro de 27 (89%) eram míopes. Descolamento de retina bilateral ocorreu em oito pacientes (30%). No exame inicial, 17 pacientes (63%) tiveram achados retínicos (incluindo degeneração lattice, buracos atróficos, e/ou tufos císticos retínicos) no olho contra lateral que deveriam predispor a descolamento de retina. Ocorreram quatorze eventos ou diagnósticos ameaçadores da visão (nove deles foram de natureza regmatogènica) no olho contra lateral, incluindo oito descolamentos de retina, um DVP traumático sem roturas de retina, uma rotura de retina após DVP, um diagnóstico de glaucoma pigmentar com indicação de trabeculectomia, duas cataratas visualmente significantes e um diagnóstico de corioretinite. Vinte e très pacientes (85%) mantiveram acuidade visual melhor que 20/50, com a maioria mantendo visão 20/20 no olho contra lateral.

Conclusão: Pacientes que tiveram DRR sem DVP estão sob risco de desenvolver eventos ameaçadores da visão no olho contalateral. Assim, o olho contra lateral deve ser acompanhado cuidadosamente.
 

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Redução da potència muscular ocular pela divisão do músculo reto I: biomecânica
Thomas Haslwanter, Robert Hoerantner e Siegfried Priglinger

Resumo
Objetivo: Baseado em considerações mecânicas, desenvolvemos uma nova abordagem no enfraquecimento dos músculos extraoculares. Apresentamos as considerações biomecânicas que nos encorajaram a explorar esta abordagem e compará-la com técnicas cirúrgicas existentes. Os resultados desta aplicação estão em outro estudo e não exigem compreensão analítica da mecânica subjacente.

Métodos: Utilizando um modelo biomecânico simples para o sistema oculomotor e análise do componente vetorial, nós investigamos o torque, dependente da posição ocular, exercido por músculos extraoculares no globo ocular. Nós aplicamos este modelo no olho saudável assim como para vários procedimentos cirúrgicos (�faden� cirurgia de Cupper, ressecção em Y, toxina botulínica e ressecções musculares simples).

Resultados: Nossas investigações sugerem que a ressecção em Y é um método simples e eficiente no enfraquecimento dos músculos oculares retos. Comparado a procedimentos cirúrgicos alternativos, forças radiais indesejáveis que podem levar a complicações pós-operatórias podem ser minimizadas. Nós acreditamos que nossos bons resultados podem ser em parte devidoà possível preservação dos sinais proprioceptivos presentes na inserção do músculo extra-ocular no globo ocular.
 

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Redução do torque muscular do olho na secção do músculo reto II: Técnica e resultados
Robert Hoerantner, Siegfried Priglinger e Thomas Haslwanter

Resumo
Objetivo: Apresentar os resultados de nova técnica que desenvolvemos para o enfraquecimento dos músculos extraoculares. A biomecânica desta técnica que denominamos �ressecção em Y� foram apresentados no estudo prévio.
Tipo de estudo: Retrospectivo, testando os efeitos de nova técnica cirúrgica no estrabismo, nistagmo e acuidade visual.

Métodos: Duzentos e vinte e oito pacientes (idade média de 6,8 + 6,0 anos) com diversos ângulos de estrabismo e nistagmo foram tratados pela ressecção e divisão de dois músculos retos com reinserção das duas metades em ângulos de 65 graus. Os pacientes foram examinados com testes ortópticos imediatamente após a cirurgia e acompanhados até 96 meses.

Resultados: A cirurgia reduziu o estrabismo, eliminou ou enfraqueceu o nistagmo na posição primária do olhar e melhorou a visão binocular e a acuidade visual. Apenas alguns efeitos adversos leves foram observados.

Conclusão: A ressecção em Y fornece uma redução no torque para os músculos retos extraoculares e apresenta alternativaà �faden� cirurgia de Cupper, outras ressecções e procedimentos semelhantes.
 

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Terapia Fotodinâmica em Hemangioma Circunscrito de Coróide
Arun D Singh, MD, Peter K. Kaiser, Jonathan E. Sears, Mohit Gupta, Paul Rundle e Ian G Rennie

Resumo
Objetivo: Avaliar a eficácia da terapia fotodinâmica ocular com (PDT) no tratamento de 10 pacientes com hemangioma circunscrito de coróide sintomático.
Tipo de Estudo: Estudo prospectivo não aleatório, intervencional de uma série de casos e revisão crítica de estudos previamente publicados.

Métodos: Dez pacientes consecutivos (7 primários, 2 falhas de TTT e 1 falha de radioterapia por feixe externo) com hemangioma circunscrito de coróide sintomático foram tratados através de verteporfirina 6mg/m2 administrada por infusão venosa por 10 minutos. Laser de diodo (690 nm) com intensidade de 600 mW/cm2 por 83 segundos (50mJ/cm2) foi aplicado por 5 minutos após completada a imfusão. Disparos simples ou parcialmente confluentes foram aplicados baseados nas dimensões basais do tumor. Acompanhamento periódico com oftalmoscopia, ultrasonografia e estudos angiográficos foi realizado.

Resultados: Todos os 10 pacientes mostraram evidèncias de regressão com aplanamento do tumor, resolução de flúido sub-retínico e redução de vasculatura coroidal nos angiogramas. A acuidade visual também melhorou ou permaneceu estável em 8 (80%) dos pacientes. Perda visual devido a atrofia coroidal tardia foi vista em 2 pacientes.

Conclusão: Apesar do PDT com verteporfirina ser um tratamento efetivo para hemangioma circunscrito de coróide sintomático, efeitos tardios relacionados ao tratamento podem levar a perda visual.
 

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Uma classificação de hemangiomas perioculares baseada em ultrassom
Richard JC Bowman, Ken K Nischal, Kay Patel e John I Harper

Resumo
Objetivo: Propor um sistema de classificação de hemangiomas perioculares baseado em avaliação ultrassonográfica.

Métodos:  Revisão retrospectiva de imagens ultrassonográficas de crianças de nosso serviço com hemangiomas perioculares. Imagens estáticas de 50 pacientes foram revistas de acordo com identificação em banco de dados. Cada imagem de hemangioma foi classificada em très categorias: 1) somente pré-septal, (2) pré-septal + extraconal e (3) pré-septal + extraconal + intraconal. Estes foram comparados com as categorias dadas a cada paciente na primeira apresentação após avaliação dinâmica.

Resultados: A classificação foi possível a partir da imagem estática em 44 (88%) casos. Dos classificados, 20 (45%) foram somente pré-septais; 17 (39%) foram pré-septais + extraconais e 7 (16%) apresentavam componente intraconal. A classificação em todos os 44 casos foi a mesma que a da época da apresentação. No pequeno número de casos que foram submetidos a cirurgia ou foram submetidos a neuroimagem, a classificação ultrassonográfica foi confirmada.

Conclusão: A classificação ultrassonográfica não foi de realização difícil e nenhuma criança necessitou sedação ou anestesia geral para o exame. A classificação anatômica ultrassonográfica é um primeiro passo importante na determinação de tratamento apropriado de hemangiomas perioculares. Para nosso conhecimento nós apresentamos a primeira classificação para esta afecção.
 

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Epífora como efeito colateral de mitomicina-C
Eva Dafgård Kopp e Stefan Seregard

Resumo
Objetivo: Relatar sintomas e achados de disfunção do ducto lacrimal após mitomicina-C (MMC) tópica para neoplasia conjuntival.

Métodos: Quatorze pacientes consecutivos tratados com 1 a 6 ciclos de MMC tópico a 0,04% quatro vezes ao dia durante 2 semanas foram questionados em relação a sintomas de disfunção do ducto lacrimal. Os pontos lacrimais e os canalículos de pacientes com queixa de lacrimejamento foram examinados por meio de sondagem e irrigação do ducto lacrimal.

Resultados: Nove pacientes apresentaram queixa de epífora após MMC tópica. Très destes pacientes apresentaram pontos lacrimais e canalículos normais com passagem livre da irrigação. Nestes pacientes a epífora cessou espontaneamente após a sondagem e irrigação. Os outros 6 pacientes apresentaram estenose do ponto lacrimal (n=3), do canalículo comum (n=1), de ambos os pontos e canalículos (n=1) e oclusão completa do canalículo inferior (n=1).

Conclusão: A obstrução dos pontos lacrimais ou dos canalículos não são eventos incomuns após MMC tópica a 0,04%.
 

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  Clinical science - Extended reports

Mitomicina C na cirurgia de pterígio � avaliação a longo prazo>
Frederik Raiskup, Abraham Solomon, David Landau, Michael Ilsar e Joseph Frucht-Pery

Resumo
Objetivo: Avaliar as complicações a longo prazo da exérese de pterígio com aplicação de mitomicina-C (MMC).

Tipo de estudo: Estudo intervencional prospectivo não comparativo de uma série de casos.Participantes: Noventa e nove pacientes submetidos a cirurgia de pterígio que participaram de estudo controlado para eficácia de MMC para cirurgia de pterígio entre os anos de 1989 a 1994.

Métodos: Pacientes que foram localizados e que concordaram em participar do estudo foram submetidos a exame ocular completo. A área de esclera nua, em particular, foi examinada em busca de possíveis complicações.Principais medidas de acompanhamento: Achados anatômicos na área da aplicação de MMC.

Resultados: Quarenta e très olhos de 43 pacientes foram examinados, 63% dos pacientes foram submetidos a cirurgia de pterígio com aplicação peroperatória de MMC a 0,02% por 5 minutos e 37% dos pacientes receberam MMC 1% ou 2% quatro vezes por dia durante 2 semanas após a cirurgia. Em très pacientes o pterígio recidivou após 18 meses. A única complicação encontrada foi ligeira área avascular conjuntival em áreas da excisão do pterígio em 30% dos pacientes

Conclusão: A avaliação a longo prazo mostrou que o uso de MMC na cirurgia de pterígio é segura, porém são necessários seleção rigorosa dos pacientes, uso controlado do MMC e avaliação a longo prazo.
 

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Manifestações oftalmológicas em neurofibromatose tipo 1 segmentar (NF1)
Martino Ruggieri, Piero Pavone, Agata Polizzi, Antonino Scuderi, Massimo Di Pietro, Annalia Gabriele, Alberto Spalice e Paola Iannetti

Resumo
Objetivo: Estudar as manifestações oftalmológicas em indivíduos com características típicas de neurofibromatose tipo 1 (NF1) limitada a um ou mais segmentos do corpo, geralmete encaminhados como portadores de NF1 segmentar.

Métodos: Acuidade visual, teste de visão de cores, campo visual, biomicroscopia do segmento anterior com lâmpada de fenda e exame detalhado da retina através de oftalmoscopia binocular indireta foram realizados na ocasião do diagnóstico e durante o acompanhamento de 72 sujeitos consecutivos (29 M, 43 F; idades de 1 a 64 anos; idade média de 14,6 anos) vistos nos Departamentos de Pediatria das Universidades de Catania e Roma, Itália, durante os anos de 1990-2003, que tinham as seguintes lesões em áreas restritas do corpo: 1) apenas manifestações pigmentárias típicas de NF1 (manchas café com leite e �freckling�) (n=48); 2 manifestações pigmentárias típicas de NF1 e neurofibromas isolados (n=2); 3) apenas neurofibromas (n=15); e 4) apenas neurofibromas plexiformes (n=7).

Resultados: Nenhum dos 72 pacientes teve nódulos de Lish na íris independentemente da idade na ocasião do exame ocular ou presença de hipertelorismo (sinal menor de NF1) e nenhum desenvolveu complicações oftalmológicas típicas associadasà NF1. Uma única criança teve um glioma de vias ópticas isolado (OPG), com comportamento, tanto biológico quanto radiológico, de OPG associadoà NF1.

Conclusão: Este representa o primeiro estudo sistemático descrevendo o envolvimento ocular na maior série de indivíduos protadodes de NF1 segmentar com idades diversas. Como um dos mecanismos postulados para explicar a NF1 segmentar é o mosaicismo somático do gene NF1 (demonstrado até hoje em apenas dois pacientes), os achados presentes poderiam ser explicados tanto pelo fato de que, na maioria dos casos, o olho está muito distante da área de mutação com lesões de NF1 quanto pela mutação restrita do gene NF1 (ou outra �predisposição� ou �cooperação�) em pequeno número de clones celulares ou em tecidos embriologicamente diferentes do olho.
 

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A natureza incremental de escalas de graduação anterior do olho determinada por análise objetiva da imagem
James Stuart Wolffsohn

Resumo
Objetivo: Utilizar técnicas de imagem previamente validadas para determinar a natureza incremental de escalas impressas de graduação subjetiva da parte anterior do olho.

Métodos: Um programa de computador escrito para detectar bordas utilizando gabarito de 3 X 3 para extrair planos coloridos em uma área selecionada de uma imagem. Escalas de graduação de hiperemia bulbar, hiperemia palpebral e áreas corneais coradas por Annunziato e Effron, da CCLRU e da Vistakon-sinoptic foram analisadas.

Resultados: Os incrementos das escalas de graduação foram melhor descritos por uma equação quadrática do que por uma função linear. A detecção de bordas e análise por extração de cores para hiperemia bulbar (r2=0,35-0,99), hiperemia palpebral (r2=0,71-0,99), rugosidade palpebral (r2=0,30-0,94) e áreas coradas da córnea (r2=0,57-0,99) foram bem correlacionadas com as escalas de graduação embora os incrementos variaram na magnitude e direção das diversas escalas. Medidas repetidas da análise de imagem apresentaram intervalo de confiança de 95% entre 0,02 (extração de cores) e 0,10 (detecção de bordas) unidade de escala (em escala de 0 a 4).

Conclusão: As escalas impressas foram mais sensíveis do que as características de graduação para baixa gravidade. A hiperemia palpebral e graduação de áreas coradas não foram comparáveis entre as escalas de graduação. A hiperemia palpebral e graduação de áreas coradas é complicada pelas possíveis variações de apresentação. Técnicas de análise da imagem são de 6 a 35x mais reprodutíveis do que a graduação subjetiva com sensibilidade de 1,2 a 2,8% da escala.
 

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óleo de silicone concentra fatores fibrinogènicos de crescimento no líquido posterior ao óleo
Riaz Asaria, Chee Kon, Catey Bunce, Charanjit Sethi, Astrid Limb, Peng Khaw, William Aylward e David Charteris

Resumo
Objetivo: Determinar se óleo de silicone concentra proteínas e fatores de crescimento no líquido posterior ao óleo.

Métodos: Análise laboratorial do líqido intraocular e amostras de vítreo obtidas de pacientes submetidosà remoção de óleo de silicone, revisão de vitrectomia, vitrectomia primária para buraco macular, vitreoretinopatia proliferativa (PVR) ou descolamento de retina. Os pacientes foram recrutados prospectivamente de listas de cirurgias vítreo-retínicas. O líquido da cavidade vítrea e amostras de vítreo foram analisadas quanto a presença de fator transformador de crescimento-beta (TGF-ß2), fator de crescimento de fibroblasto básico (bFGF), IL-6 e proteínas totais utilizando tanto ensaios imunoabsorventes ligados a enzimas quanto kits de ensaios protéicos disponíveis comercialmente.

Resultados: Os níveis médios de bFGF, IL-6 e proteínas no líquido retro-óleo estavam aumentandos (p<0,05) em comparação com todas as outras amostras de vítreo e de líqido da cavidade vítrea; bFGF, IL-6 e níveis de proteínas estavam aumentados no vítreo com PVR comparado ao vítreo sem PVR. Níveis de TGF-ß2 não estavam significantemente aumentados no líquido retro-óleo ou no vítreo com PVR.

Conclusão: A concentração de fatores de crescimento fibrinogènico (bFGF) e inflamatório (IL-6) e proteínas está aumentada no líquido posterior ao óleo de silicone. Isso deve contribuir com o processo de proliferação peri-silicone retro-óleo e subseq�ente formação de membrana fibrocelular.
 

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Melhora de reabilitação visual em pessoas com baixa visão devidoà degeneração macular relacionada a idade: estudo aleatório controlado
Barnaby C Reeves, Robert A Harper e Wanda B Russell

Resumo
Objetivo: Comparar a eficácia de très modelos para reabilitação de visão sub normal em pessoas com degeneração macular relacionada a idade (DMRI) encaminhadas para reabilitação visual (LVR): (a) um modelo realçado de reabilitação de baixa visão (ELVR), incluindo reabilitação visual suplementar domiciliar; (b) reabilitação de baixa visão convencional (CLVR) em uma unidade clínica hospitalar; (c) CLVR com visitas domiciliares que não incluíram reablilitação (CELVR), consideraddas como controle para o tempo de contato adicional com ELVR.

Métodos: Estudo aleatório controlado de grupos emparelhados em uma única instituição. Estudo realizado nos domicílios dos participantes e na clínica de baixa visão do Hospital de Olhos de Manchester (Manchester Royal Eye Hospital). Participantes: pessoas encaminhadas para LVR com diagnóstico primário de DMRI e acuidade visual pior que 6/18 em ambos os olhos e igual ou melhor que 1/60 no melhor olho. Medidas principais dos resultados: visão específica QoL (resultado preliminar, VCM1) e QoL genérico relacionadoà saúde (SF-36); ajuste psicológicoà perda visual; medida do desempenho de tarefas; restrição de atividades cotidianas; uso de dispositivos para baixa visão (LVAs).

Resultados: Duzentos e vinte e seis participantes foram recrutados (idade média de 82 anos); 194 completaram o estudo (86%). Exceto pelas contagens sumárias dos componentes físicos e mentais para SF-36, os modelos de reabilitação visual não diferiram significativamente para nenhum dos resultados. As diferenças de VCM1 foram: ELVR vs CLVR, 0,06 (95% IC �0,17 a 0,30, p=0,60); ELVR vs CELVR, 0,12 (95% IC �0,11 a 0,34, p=0.31); CELVR vs CLVR, �0,05 (95% IC �0,29 a 0,18, p=0,64). Diferenças para o SF-36 favoreceram o CLVR comparado ao ELVR (ELVR vs. CLVR: físico=�6,05, 95% IC �10,2 to �1,91, p=0,004; mental=�4,04, 95% IC �7,44 a �0,65, p=0,02). Aos 12 meses, 94% dos participantes reportaram utilizar ao menos um LVA.

Conclusão: ELVR não foi mais efetivo que CLVR. Pesquisadores deveriam propor novas intervenções com LVR sem evidèncias de ineficiència, dado a falta de eficácia manifesta do modelo de o LVR realçado avaliado nesse experimento.
 

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Uso de Poliuretano com Liberação Sustentada de Dexametasona em Cirurgia de Estrabismo com Ajuste Tardio
Jeong Hun Kim, Jeong-Min Hwang, Seo Young Jeong e Mee Hyun Jung

Resumo
Objetivo: Determinar o efeito do filme de poliuretano com liberação sustentada de dexametasona (SRD) em cirurgia de estrabismo com ajuste tardio.

Métodos: Estudo prospectivo, controlado, com obsrevadores mascarados foi realizado em coelhos. Trinta e quatro olhos de coelhos foram divididos em très grupos. Após ressecção do músculo reto superior (SRM), filme de poliuretano com ou sem SRD, ou solução salina foi aplicado abaixo e sobre SRM nos grupos poliuretano-dexametasona (grupo P-D), poliuretano (grupo P) e controle, respectivamente. Ajuste tardio foi realizado uma vez em cada SRM em quatro e seis semanas de pós opereatório por observadores mascarados. O possível comprimento a ser ajustado e a força necessária para realização do ajuste, assim como o grau de adesões, foram também avaliados.

Resultados: No grupo controle o ajuste não foi possível em todos os olhos com quatro e seis semanas de pós operatório. No grupo P-D o ajuste foi possível em 11 dos 11 ohos (11/11) com quatro semanas de pós opereatório e em 10/11 olhos com seis semanas de pós operatório. No grupo P o ajuste foi possível em 9/11 olhos com quatro semanas de pós operatório e em 10/12 olhos com seis semanas de pós operatório.

Conclusão: O uso de filme de poliuretano com e sem SRD permitiu ajuste tardio na maioria dos olhos por até seis semanas de pós operatório. Poliuretano pode ser útil no ajuste tardio em olhos de coelhos com até seis semanas de pós operatório sem a necessidade de instilação de esteróides tópicos.
 

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Desordens neuro-oftalmológicas em sujeitos infectados por HIV com manifestações neurológicas
Jean-Claude Mwanza, Louis K Nyamabo, Thorkild Tyllesk�r e Gordon T Plant

Resumo
Objetivo: Determinar a freq�ència e as características das manifestações neuro-oftalmológicas em pacientes infectados por HIV com sintomas neurológicos e verificar se as características do potencial evocado (VEP) nesses pacientes diferem de pacientes infectados por HIV sem sintomas neurológicos.

Métodos: Avaliação neuro-oftalmológica foi realizada em 166 pacientes HIV-positivos confirmados com sintomas neurológicos, dos quais 75, que apresentavam exame oftalmológico normal, foram examinados adicionalmente através de VEPs. Os valores dos VEPs foram comparados a valores obtidos de 53 sujeitos HIV-positivo confirmados sem manifestações neurológicas ou oftalmológicas , que serviram como grupo comparativo e como valores de referència para nosso laboratório.

Resultados: Exame neuro-oftalmológico alterado foi visto em 99/166 pacientes (60%). Desordens de movimentação ocular estavam presentes em 99 pacientes (51%). Defeitos de campo visual foram detectados em 39% dos pacientes. Neuropatia óptica foi observada em 31%, papiledema em 27 % e paralisias de nervos motores oculares em 26% dos pacientes. Toxoplasmose e criptococose foram as doenças mais freq�entemente associadas, embora em alguns pacientes o HIV por si só foi considerado a causa presumida. VEPs estavam anormais em 57% e 42% dos pacientes com e sem manifestações neurológicas, respectivamente. Comparados aos pacientes assintomáticos, pacientes sintomáticos tiveram latència média significativamente aumentada. Entretanto ambos os grupos tiveram aumento significante na latència média comparados aos valores de referència.

Conclusão: Manifestações neuro-oftalmológicas são comuns em pacientes infectados por HIV com sintomas neurológicos. Disfunção subclínica das vias visuais é um fenômeno comum tanto em pacientes HIV-positivos com sintomas quanto sem sintomas neurológicos, mas pacientes com sintomas neurológicos parecem ter mais danos nas vias visuais.
 

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  Laboratory science - Scientific reports

Resolução molecular dinâmica por imagem das impressões do fluido pré-ocular
Monica Berry, Debra Brayshaw e Terence J McMaster

Resumo
Objetivo: O fluido pré-ocular é renovado com moléculas secretadas pelas células subjacentes e com secreções da glândula lacrimal enquanto mantém a topografia superficial estável. Nós testamos a hipótese de que interações entre as mucinas incorporadas e mucinas recentemente secretadas são essenciais para esta estabilidade.

Métodos: Utilizando a microscopia por força atômica, estudamos a topografia de fluido pré-ocular fresco obtido por meio de citologia de impressão. Os efeitos da adição de mucinas para esta impressão foram comparadosà adição de mucinas para um complexo mucínico macromolecular como controle de componente único para o fluido pré-ocular mais complexo. Esta estrutura de controle foi construída pela adição repetida de mucina ocular para uma superfície de ligação.

Resultados: A imagem da resolução molecular de uma camada fina de fluido pré-ocular apresentou o aspecto de um gel muito plano com rugosidade de superfície de 0,1nm. Moléculas de mucina que aderiam na uma superfície limpa e plana mantinham suas características individuais quando sobrepostas, enquanto moléculas interagindo na impressão não conseguiam ser observadas individualmente. Tanto a impressão pré-ocular quanto o complexo mucínico puro se mantinham estáveis por pelo menos 90 minutos. A rugosidade do complexo mucínico puro diminuíaà medida que era acrescentada mais mucina. Em contraste houve menor aumento na rugosidade da área de 2,25µm2 da impressão ao longo de 60 minutos de exame contínuo, embora aparentemente havia preenchimento das características de altura baixa. A quebra de ligações dissulfídicas resultou no colapso da estrutura tanto no controle mucínico quanto na impressão ex vivo mais complexa.

Conclusão: Mucinas poliméricas conectadas por ligações dissulfídicas previnem ou retardam a perda de material da superfície ocular na lágrima aquosa circundante.
 

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