BJO in Translation: Portuguese Abstracts

Resumos em Português
Benvindo aos Resumos em Portugues do BJO
Esta edição inclue resumos de todos os artigos de Ciências Clínica e Laboratorial  publicados em Julho de 2005. Os textos completos, em Inglês, estão disponíveis somente para assinantes ou sob pagamento (US$ 8 por artigo).

Portuguese Abstracts
Welcome to the BJO Portuguese Abstracts
This edition includes Portuguese translations of the abstracts of all Clinical and Laboratory Science articles from the July 2005 issue. The full text is only available in Englishto subscribers or on a pay per view basis (US$8 per article)

Julho/ June  2005
Volume 89 Number/ número 7

Clinical science - scientific reports Ciência clínica – relatos científicos
Clinical science - extended reports Ciência clínica – relatos extendidos
Laboratory science - scientific reports Ciência laboratorial – relatos científicos
Laboratory science - extended reports Ciência laboratorial – relatos extendidos

Editors/ Editores: Dr Daniel de Souza Pereira and Dr Jonathan Lake
bhisit{at}itsa.ucsf.edu  bhisit{at}itsa.ucsf.edu


  Clinical science - scientific reports 

Perda Visual após Extrusão de Óleo de Silicone Intraocular
Sunildath - Cazabon, Carl Groenewald, Ian A Pearce e David Wong
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Diminuição da concentração de lipocalina em pacientes com disfunção da glândula de meibomius

Masakazu Yamada, Hiroshi Mochizuki, Masataka Kawai, Kazuo Tsubota e Thomas J Bryce
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Uso de baixas doses de metotrexate em crianças com uveítes crônicas anterior e intermediária
Amber R Malik e Carlos E Pavesio
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

Alterações da pressão intraocular no olho contralateral após trabeculectomia com Mitomicina C
Ineta Vysniauskiene, Tarek Shaarawy, Josef Flammer e Ivan O Haefliger
Portuguese Abstract   English Abstract   English Full text

O campo visual em retinocoroidite por toxoplasmose
Miles Richard Stanford, Elizabeth Tomlin, Oliver Comyn, Kate Holland e Carlos Pavesio
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

O Sistema da Angiopoietina/Tie-2 na Retinopatia Falciforme Proliferativa: Relação com o Fator de Crescimento Endotelial Vascular, seu receptor solúvel Flt-1, Fator de Von Willebrand e efeito do Tratamento com Laser
Junette Mohan, Peck Lin Lip, Andrew Blann, David Bareford e Gregory Lip
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Cruzamentos anormais das fibras do nervo óptico mostradas através de campos magnéticos evocados em pacientes com albinismo ocular com ma nova mutação no gene OA1
Leena Lauronen, Reetta Jalkanen, Juha Huttunen, Emilia Carlsson, Sari Tuupanen, Sinikka Lindh, Henrik Forsius, Eeva-Marja Sankila e Tiina Alitalo
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Músculos extraoculares humanos nas doenças mitocondriais: comparando a oftalmoplegia externa crônica progressiva com a neuropatia óptica hereditária de Leber
Arturo Carta, Tiziana D'Adda, Valerio Carelli, Fred N Ross-Cisneros e Alfredo A Sadun
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

O efeito da resolução e compressão de imagem digital em imagens do segmento anterior
Rachael Claire Peterson e James Stuart Wolffsohn
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

O telômero do cromossomo humano 1p contém pelo menos dois genes autossômicos dominantes independentes para catarata congênita
J D McKay, B Patterson, J E Craig, I M Russell-Eggitt, M G Wirth, K P Burdon, A W Hewitt, A C Cohn, Y Kerdraon, and D A Mackey
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

  Clinical science - extended reports

Conhecimento e crenças na doação de córnea em adultos de Cingapura
Yik Weng Yew, Seang-Mei Saw, James Chuan-Hsin Pan, Han-Ming Shen, May Lwin, Min-Sen Yew e Wee-Jin Heng
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Estudos histopatológicos e imunohistoquímicos das lentículas após epiceratoplastia para ceratocone
Hiroshi Nakamura, Fenwick Riley, Hiroshi Sakai, Wilfred Rademaker, Beatrice Y.J.T. Yue e Deepak P. Edward
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Comparação de quatro métodos de tonometria: concordância de métodos e variabilidade inter-observadores
Phuong-Anh Tonnu, Tuan Ho, Kamal Sharma, Ed White, Catey Bunce e David F Garway-Heath
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

A influênca da espessura central da córnea e da idade na pressão intraocular medida pelo pneumotonômetro, tonometria de não contato, o Tonopen XL e a tonometria de aplanação de Goldmann
Phuong-Anh Tonnu, Tuan Ho, Tim Newson, Ahmed El Sheikh, Kamal Sharma, Ed White, Catey Bunce e David Garway-Heath
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Cirurgia de Implante de Válvula de Drenagem de Ahmed no Manejo de Glaucoma Pediátrico do Afácico
Caitriona Kirwan, Michael O'Keefe, Bernadette Lanigan e Usman Mahmood
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Evoluções na Persistência de Vítreo Primário Hiperplásico
Adrian Hunt, Neil Rowe, Albert Lam e Frank Martin
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Tratamento "Brando" versus "Clássico" do Edema Macular Diabético Clinicamente Significante com Laser
Francesco Bandello, Antonio Polito, Michele Del Borrello, Nicola Zemella e Miriam Isola
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Níveis séricos de pro-renina e retinopatia diabética em diabetes tipo 2: novo método de medida do nível sérico de proteína utilizando ensaio cinético direto com anticorpo-ativador
Harumasa Yokota, Fumihiko Mori, Kenichi Kai, Taiji Nagaoka, Naohiro Izumi, Atsushi Takahashi, Taiichi Hikichi, Akitoshi Yoshida, Fumiaki Suzuki e Yuichi Ishida
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Classificação de padrões de autofluorescência anormal do fundus na zona juncional da atrofia geográfia em pacientes com DMRI
Almut Bindewald, Steffen Schmitz-Valckenberg, Jork J. Jorzik, Joanna Dolar-Szczasny, Helena Sieber, Claudia Keilhauer, Andreas W.A. Weinberger, Stefan Dithmar, Daniel Pauleikhoff, Ulrich Mansmann, Sebastian Wolf e Frank G. Holz
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Imagem digital da cabeça do nervo óptico: análise monoscópica e estereoscópica
James E Morgan, Nik J Sheen, Rachel V North, Yee Choong e Ejaz Ansari
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Expressão do fator de diferenciação de crescimento 5 (FDC-5) e proteína óssea morfogênica 7 (POM-7) na metaplasia óssea intraocular
Sami Toyran, Amy Y. Lin e Deepak P. Edward
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

O impacto do comitê de tecnologia em saúde para o modelo de graduação da Escócia nos encaminhamentos oftalmológicos
Sam Philip, lorraine M Cowie e John A Olson
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

  Laboratory science - scientific reports

Efeitos da Indocianina Verde e Endoiluminação na Retina do Coelho: um Estudo Eletrorretinográfico e Histológico
Alvin K H Kwok, Timothy Y Y Lai, Chi-Kong Yeung, Yat-Shan Yeung, Winnie W Y Li e Sylvia W Chiang
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Estabilidade e Repopulação Microglial na Retina
Thomas A Albini, Robert C Wang, Bibiana J. Reiser, Ehud Zamir, Guey S. Wu e Narsing Rao
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

  Laboratory science - extended reports

Padrões de expressão de RNAm TLRs e NODs em olhos de camundongos saudáveis
Sandra Rodríguez-Martínez, Mario E Cancino-Díaz, Luis Jiménez-Zamudio, Ethel García-Latorre e Juan C Cancino-Díaz
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text

Geração de camundongos transgênicos com neovascularização leve e grave
Chooi-May Lai, Sarah A Dunlop, Leigh A May, Mark Gorbatov, Meliha Brankov, Wei-Yong Shen, Nicolette Binz, Yvonne KY Lai, Caroline E Graham, Christopher J Barry, Ian J Constable, Lyn D Beazley e Elizabeth P Rakoczy
Portuguese Abstract   English Abstract  English Full text


  Clinical science - scientific reports 

Perda Visual após Extrusão de Óleo de Silicone Intraocular
Sunildath - Cazabon, Carl Groenewald, Ian A Pearce e David Wong

Resumo
Objetivo: Investigar a causa de perda visual após extrusão de óleo de silicone em pacientes submetidos à vitrectomia para tratamento de descolamento de retina ou roturas gigantes.
Métodos: Os prontuários clínicos de três pacientes com perda visual após remoção de óleo de silicone foram revisados. A investigação incluiu angiofluoresceinografia, tomografia de coerência óptica e estudos eletrofisiológicos.
Resultados: Acuidades visuais caíram de 6/9 para 6/36 em dois casos e de 6/24 para 3/24 no terceiro. Nenhum dos três casos teve descolamento macular em nenhum momento. Angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica estavam normais. Eletroretinograma padrão mostrou amplitudes reduzidas dos componentes P50 e N95. Eletroretinograma multifocal indicou dano seletivo à porção central da mácula.
Conclusões: Os resultados sugerem que a anormalidade se origina predominantemente na porção central da mácula, especialmente nas camadas externas e médias da retina. Contudo, o mecanismo exato permanece ainda obscuro.

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Diminuição da concentração de lipocalina em pacientes com disfunção da glândula de meibomius
Masakazu Yamada, Hiroshi Mochizuki, Masataka Kawai, Kazuo Tsubota e Thomas J Bryce

Resumo
Objetivo:
Estudos recentes demonstraram que a lipocalina e os fosfolípides desempenham um papel fundamental na manutenção da estabilidade do filme lacrimal. Examinamos o nível de lipocalina da lágrima em pacientes com disfunção da glândula de meibomius (DGM) e correlacionamos estes dados com a gravidade da apresentação clínica.
Métodos: Doze pacientes com DGM obstrutiva, 12 pacientes com DGM seborréica e 12 controles normais pareados pela idade foram estudados. Três microlitros de lágrimas secretada sem estimulação foram coletadas com uma micropipeta no menisco lacrimal inferior do olho direito de todos os pacientes. As amostras da lágrima foram fracionadas com cromatografia líquida de alta performance e a concentração de lipocalina foi avaliada com técnica de ácido bicincônico.
Resultados: A concentração média de lipocalina na lágrima em pacientes com DGM obstrutiva e seborréica foi significativamente menor do que nos controles normais. A concentração da lipocalina apresentou uma correlação positiva com o tempo de rotura da lágrima e negativa com as avaliações da coloração por fluoresceína.
Conclusão: Nossos resultados sugerem que a deficiência da lipocalina na lágrima pode ser um fator predisponente para a manifestação de sintomas na DGM.

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Uso de baixas doses de metotrexate em crianças com uveítes crônicas anterior e intermediária
Amber R Malik e Carlos E Pavesio

Resumo
Objetivo:
Avaliar a eficácia de baixas doses de metotrexate (MTX) em crianças com uveítes crônicas anterior e intermédiaria.
Métodos: Revisão retrospectiva de casos de crianças que receberam MTX para tratamento de uveíte crônica em um centro terciário de referência. Os dados que foram colhidos estão relacionados a seguir: idade, sexo, raça, duração da uveíte, diagnóstico primário, localização anatômica da uveíte, terapia com corticoesteróide, dose de MTX, duração da terapia com MTX e efeitos colaterais desta terapia.
Resultados: Após o uso de MTX acuidade visual de 6/6 ou melhor estava presente em 100% dos olhos direitos e 80% dos olhos esquerdos (p=0,055 e p=0,016, respectivamente). A inflamação da câmara anterior diminuiu em 60% após o uso do MTX (p=0,0168). A necessidade de esteróides tópicos diminuiu de uma média de 5,6 vezes ao dia antes do MTX para 1,5 vezes ao dia após o MTX (p=0.005). A dose de esteróide oral diminuiu de uma média de 18mg ao dia para 2,85mg ao dia (p=0,012). O efeito colateral mais comum foi náusea (20%). Nenhum paciente interrompeu a terapia com MTX devido a reações adversas.
Conclusão: O MTX aparentemente é uma opção segura e eficaz no tratamento de crianças com uveítes crônicas anterior e intermediária. Seu uso permite a redução de terapia com corticoesteróides tópicos e sistêmicos com a redução de efeitos colaterais associados a esta terapia.

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Alterações da pressão intraocular no olho contralateral após trabeculectomia com Mitomicina C
Ineta Vysniauskiene, Tarek Shaarawy, Josef Flammer e Ivan O Haefliger

Resumo
Objetivo:
Avaliar as alterações na pressão intraocular (PIO) nos olhos contralaterais de pacientes submetidos a trabeculectomia com mitomicina C (MMC).
Material e métodos: Estudo retrospectivo não comparativo de 24 pacientes consecutuvos que foram submetidos a trabeculectomia com MMC que levaram a mais de 45% de redução na PIO. Nos olhos contralaterais, a PIO antes da cirurgia foi comparada com a PIO um dia e um mês após cirurgia. Onze olhos operados estavam sob terapia hipotensora enquanto 13 contralaterais não estavam (12 olhos contralaterias apresentaram cirurgia filtrante previa e um apresentava glaucoma de pressão normal). Nenhum paciente apresentava terapia hipotensora ocular sistêmica.
Resultados: A PIO média em todos os olhos contralaterais diminuiu de 15,5 ± 5,5 mm Hg para 12,5 ± 3,8 mm Hg (P<0,01) e 13,0 ± 4,7 mm Hg (P<0,001) 1 dia e 1 mês após a cirurgia, respectivamente. Nos 11 olhos ipsilaterais sob terapia hiptensora tópica a PIO média reduziu de 19,5 ± 4,0 mm Hg para 13,5 ± 2,2 mm Hg (P<0,01) e 16,5 ± 2,8 mm Hg (P<0,05) 1 dia e 1 mês após a cirurgia, respectivamente. Nos 13 olhos ipsilaterais sob terapia hipotensora ocular tópica a PIO média reduziu de 12,1 ± 4,2 mm Hg para 11,6 ± 4,7 mm Hg (P não significativo) e 9,8 ± 3,8 mm Hg (P<0,01) 1 dia e 1 mês após a cirurgia, respecitvamente.
Conclusões: Nesta população estudada, um mês após a trabeculectomia a PIO média nos olhos contralaterais diminuiu independentemente destes olhos estarem em terapia hipotensora tópica ou não.

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O campo visual em retinocoroidite por toxoplasmose
Miles Richard Stanford, Elizabeth Tomlin, Oliver Comyn, Kate Holland e Carlos Pavesio

Resumo
Objetivos:
Documentar a perda de campo central em pacientes com cicatrizes de retinocoroidite por toxoplasma próximas ao disco óptico após resolução do caso.
Métodos: Pacientes com diagnóstico clínico de retinocorioidite por toxoplasma foram recrutados de quarto centros. Retinografias e campos visuais centrais automatizados foram realizados quando houve remissão da doença. O tipo de defeito de campo visual central (absoluto ou relativo) e a presença de acometimento periférico associado foram correlacionados ao tamanho da cicatriz retinocoridal e à sua proximidade do nervo óptico.
Resultados: 69 olhos foram selecionados. 16 (26%) foram descartados devido à má performance no exame de campo visual. Dos 53 restantes, 31 mostraram defeitos absolutos e 20, relativos. Cicatrizes com 1 diâmetro papilar tiveram maior tendência à associação com defeitos absolutos atingindo a preriferia.
Conclusão: A cicatriz induzida pela retinocoroidite por toxoplasma está associada à perda considerável de campo quando ela ocorre perto do nervo óptico. O tratamento usual não é capaz de melhorar esta situação. O grau de perda do campo visual deveria ser um método de acompanhamento para estudos futuros da eficácia dos tratamentos para esta doença.

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O Sistema da Angiopoietina/Tie-2 na Retinopatia Falciforme Proliferativa: Relação com o Fator de Crescimento Endotelial Vascular, seu receptor solúvel Flt-1, Fator de Von Willebrand e efeito do Tratamento com Laser
Junette Mohan, Peck Lin Lip, Andrew Blann, David Bareford e Gregory Lip

Resumo
Objetivo:
Determinar os níveis plasmáticos de angiopoietina 1 e 2(Ang-1, Ang-2), seu receptor solúvel Tie-2, fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), seu receptor solúvel Flt-1como índices de angiogênese e fator de Von Willebrand vWf,marcando dano endothelial/disfunção em pacientes com anemia falciforme (SCD) e retinopatia falciforme proliferiativa (PSR), retinopatia não proliferativa (NPR), ou sem retinopatia (NR) e em indivíduos controle com hemoglobina normal (AA subjects). Além disso, determinar alterações secundárias à panfotocoagulação (PRP).
Métodos: Os índices pesquisados foram medidos (ELISA) em 24 pacientes com SCD que tiham PSR, 16 com NPR, 16 com NR e de 23 pessoas AA. Oito pacientes receberam terapia com PRP e o plasma foi coletado antes do tratamento com laser e 6 meses após a última sessão de laser.
Resultados: Ang-1, Ang-2, VEGF e vWf (mas não Tie-2 ou sFlt-1) estavam aumentadas em pacientes com SCD comparados à idivíduos AA (p<0,01) porém não houveram diferenças entre os três subgrupos de SCD. Correlações significantes foram vistas entre Ang-1 e VEGF, Ang-1 e Tie-2 e VEGF e sFlt-1 em pacientes com SCD (r=0,67–0,88). Níveis plasmáticos de Ang-2, VEGF, sFlt-1 e vWf não mudaram, mas Ang-1 diminuiu e Tie-2 se elevou significantemente após terapia com PRP.
Conclusões: Pacientes com SCD tiveram níveis plasmáticos aumentados de angiopoietínas (Ang-1, Ang-2),VEGF e vWf comparados à sujeitos AA. Estes índices não diferiram com a gravidade da retinopatia e apenas alterações limitadas ocorreram após a PRP. O nível elevado de fatores de crescimento na SCD podem obscurecer qualquer associação com retinopatia.

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Cruzamentos anormais das fibras do nervo óptico mostradas através de campos magnéticos evocados em pacientes com albinismo ocular com ma nova mutação no gene OA1
Leena Lauronen, Reetta Jalkanen, Juha Huttunen, Emilia Carlsson, Sari Tuupanen, Sinikka Lindh, Henrik Forsius, Eeva-Marja Sankila e Tiina Alitalo

Resumo
Objetivo:
Realizar estudos genealógicos e clínicos em famílias finlandesas com albinismo ligado ao X (OA1), incluindo caracterização do potencial de alteração da disposição das fibras do nervo óptico através da avaliação de campos magnéticos evocados (VEFs) e determinar a mutação responsável por esta doença.
Métodos: Três famílias com OA1 foram examinadas clinicamente. VEFs foram medidos em dois pacientes masculinos afetados e em uma carreadora para caracterizar o padrão de ativação cortical após estimulação visual monocular. As fontes neuronais dos VEFs foram modeladas com dipolos correntes (ECDs) em um modelo de cabeça esférica. Todos os exons codificados do gene OA1 foram investigados para mutações através de análise de conformação de banda única e seqüenciamento direto do PCR.
Resultados: Estudos genealógicos revelaram que todas as três famílias estavam relacionadas. Os homens afetados tinham hipoplasia foveal com acuidade visual reduzida variando de 20/200 a 20/50, nistagmo variável, transiluminação da íris e hipopigmentação do epitélio pigmentado. As localizações dos ECD correspondentes aos VEFs revelaram cruzamentos anormais das fibras do nervo óptico em ambos os homens afetados, mas não na mulher carreadora. Um novo ponto de mutação, levando a um STOP codon, foi identificado no 5o exon do gene OA1.
Conclusões: Os dados indicam que a nova mutação 640C>T no gene OA1 é a causa primária da doença ocular na família estudada. VEFs com análise de ECD foi utilizada com sucesso para demonstrar cruzamentos anormais das fibras do nervo óptico.

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Músculos extraoculares humanos nas doenças mitocondriais: comparando a oftalmoplegia externa crônica progressiva com a neuropatia óptica hereditária de Leber
Arturo Carta, Tiziana D'Adda, Valerio Carelli, Fred N Ross-Cisneros e Alfredo A Sadun

Resumo
Objetivos:
Comparar aspectos ultra-estruturais de músculos humanos extraoculares em dois tipos de doenças mitocondriais: oftalmoplegia externa progressiva crônica (OEPC) e neuropatia óptica hereditária de Leber (NOHL).
Métodos: Amostras do reto medial obtidas a partir de cirurgiade caso esporádico de OEPC associada a DNA mitocondrial deletado e um caso posmortem de 3460/ND1 NOHL foram processados para microscopia eletrônica (ME). O reto medial de autopsia pósmortem normal foi fixado para excluir artefatos pósmortem.
Resultados: Após ME o caso de OEPC mostrou áreas focais de disrupção e anormalidades mitocondriais em algumas fibras musculares com padrão semelhante a mosaico. No caso de NOHL houve aumento difuso no número e tamanho das mitocôndrias (diâmetro médio de 0,85 vs 0,65 do controle, p<0,0001) com aspecto edemaciado e com cristais desorganizados que preenchiam todos os espaços do retículo sarcoplasmático. Em algumas áreas o numero excessivo de mitocôndrias distorciam levemente as miofibrilas.
Conclusão: Pesquisa dos músculos extraoculares na OEPC e NOHL por ME mostrou diferenças marcantes. Um padrão mosaico devido a danos seletivos das fibras musculares foi evidenciado na OEPC, enquanto um aumento difuso nas mitocôndrias com preservação das miofibrilas caracterizaram o caso de NOHL. Estas alterações ultra-estruturais podem estar relacionadas à expressão diferente nas duas doenças, resultando na oftalmoplegia na OEPC e movimentos normais na NOHL.

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O efeito da resolução e compressão de imagem digital em imagens do segmento anterior
Rachael Claire Peterson e James Stuart Wolffsohn

Resumo
Objetivo:
Determina a resolução teórica e clínica mínima e compressão máxima apropriada para armazendamento de imagens do segmento anterior.
Métodos: As imagens clínicas da conjuntiva bulbar, conjuntiva palpebral e coloração da córnea foram tiradas na resolução máxima da Nikon Coolpix990 (2048X1360 pixels), DVC 1312C (1280X811) e JAI:CV-S3200 (767X569), que são câmaras de chip único e na JVC:KYF58 (767X569) que é uma câmera de 3 chips. As imagens foram gravadas em formato TIFF e cópias subseqüentes foram criadas com redução da resolução ou compressão. As imagens foram então classificadas de acordo com a nitides em um monitor de 15’’ (resolução 1280X1024) por 20 oftalmologistas e analizadas por graduação objetiva de análise de imagem. O cálculo teórico da resolução necessária para a detecção dos menores objetos de interesse clínico foi também realizada.
Resultados: O cálculo teórico sugeriu que a resolução mínima deveria ser 579 horizontal com magnificação de 25x. A qualidade da imagem foi percebida subjetivamente como sendo pior quando a resolução era menor do que 767x569 (p<0,005) ou se a imagem foi comprimida como BMP ou <50% de qualidade JPEG (p<0,005). Técnicas de análise objetiva foram menos suscetíveis a alterações na qualidade da imagem, especialmente quanto utilizando técnicas de extração de cor.
Conclusão: É adequado armazenar imagens do segmento anterior com resolução entre 1280x811 e 767x569 com compressão JPEG de até 1:70.

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O telômero do cromossomo humano 1p contém pelo menos dois genes autossômicos dominantes independentes para catarata congênita
J D McKay, B Patterson, J E Craig, I M Russell-Eggitt, M G Wirth, K P Burdon, A W Hewitt, A C Cohn, Y Kerdraon, and D A Mackey

Objetivos: Múltiplas causas genéticas de catarata congênita têm sido identificadas tanto como um componente de síndromes quanto em famílias que apresentam catarata congênita isolada. Análise de ligações foi usada para mapear o locus genético em uma família com seis gerações apresentando catarata total congênita.

Métodos: O genótipo de marcadores de micro-satélite localizados ao longo de todo o locus autossômico dominante reconhecido para catarata foi definido em todos os membros recrutados da família Tasmanian. Análise tanto das ligações de dois pontos quanto das multi-ponto foram usadas para acessar cada locus de um modelo autossômico dominante.

Resultados: Ligações significantes foram detectadas no telômero do braço p do cromossomo 1, com um LOD de dois pontos máximo de 5,44 e uma estimação de localização contada 5,61 no marcador D1S507. Análise do haplotipo localizou o gene em uma região crítica entre D1S228 e D1S199, uma distância de aproximadamente 6 megabases. O gene candidato PAX7 localizado dentro do intervalo crítico foi excluído por seqüenciamento direto em indivíduos afetados.

Conclusão: Este é o terceiro relato de catarata congênita ligado ao 1ptel. A região crítica como definida através do haplotipo compartilhado nesta família é claramente centromérico do locus de catarata de Volkmann identificado através do estudo de uma família dinamarquesa, indicando que dois genes, causando catarata congênita autossômica dominante foram mapeados na região telomérica do cromossomo 1p.

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  Clinical science - extended reports

Conhecimento e crenças na doação de córnea em adultos de Cingapura
Yik Weng Yew, Seang-Mei Saw, James Chuan-Hsin Pan, Han-Ming Shen, May Lwin, Min-Sen Yew e Wee-Jin Heng

Resumo
Objetivo:
Avaliar o conhecimento e disponibilidade de adultos em Cingapura quanto à doação de córnea.
Métodos: Estudo de uma amostra aleatória em cluster da população de Bedok do Norte (na área leste de Cingapura). O estudo avaliou indivíduos de 21 a 65 anos vivendo em 675 unidades habitacionais. O índice de participação foi de 65,9% (544/825). Todos os participantes foram entrevistados cara a cara com questionário formulado de acordo com modelo modificado de Horton e Horton. Conhecimento, valores, atitudes e crenças espirituais dos participantes foram avaliados para verificar sua disponibilidade em doar suas córneas.
Resultados: Sessenta e sete porcento dos participantes estavam dispostos a doar suas córneas. Etnias (chinesa) e religião (cristã, hindu ou aqueles sem religião) foram associados com aumento da disponibilidade para doar córneas. Conhecimentos aumentados com valores altruísticos maiores foram também associados com aumento da disponibiliidade em doar córneas.
Conclusão: Uma proporção substancial dos participantes estava disposta a doar suas córneas. O conhecimento da doação de córneas é alta mas conhecimentos específicos devem ser aumentados em adultos.

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Estudos histopatológicos e imunohistoquímicos das lentículas após epiceratoplastia para ceratocone
Hiroshi Nakamura, Fenwick Riley, Hiroshi Sakai, Wilfred Rademaker, Beatrice Y.J.T. Yue e Deepak P. Edward

Resumo
Objetivos:
Examinar as alterações histopatológicas e imunohistoquímicas das lentículas e dos doadores dos botões corneais de pacientes previamente submetidos a epiceratoplastia devido a ceratocone.
Métodos: Doze amostras de botões corneais de pacientes com ceratocone previamente submetidos a epiceratoplastia e submetidos a ceratoplastia penetrante, oito córneas com ceratocone e sete córneas normais foram examinadas. Imunohistoquímica para Sp1, inibidor da proteinase -1 ( 1-P1) e macroglobulina -2 ( 2M) foram realizadas..
Resultados: Em nove das 12 lentículas as alterações do ceratocone foram encontradas na camada de Bowman. A repopulação periférica e posterior dos ceratócitos foi observada em todos os casos. A repopulação dos ceratócitos na porção média e anterior das lentículas aparentemente estava relacionada à duração desde a epiceratoplastia. A coloração nuclear Sp1 das células epiteliais alares e basais foi mais intensa nas lentículas e nas córneas com ceratocone do que nas córneas normais. Ceratócitos das lentículas do doador e dos ceratocones mostraram positividade para Sp1, enquanto esta coloração estava ausente em córneas normais. Comparado a córneas normais, a imuno-coloração por 1-P1 e 2M era menos intensa nas lentículas e nas amostras dos doadores e dos ceratocones.
Conclusões: As células epiteliais e os ceratócitos repopulados nas lentículas mantém anormalidades bioquímicas relacionadas ao ceratocone tais como hiperregulação do Sp1 e hiporegulação do 1-P1 e 2M. Acreditamos que tanto os ceratócitos quanto o epitélio da córnea podem participar do desenvolvimento do ceratocone.

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Comparação de quatro métodos de tonometria: concordância de métodos e variabilidade inter-observadores
Phuong-Anh Tonnu, Tuan Ho, Kamal Sharma, Ed White, Catey Bunce e David F Garway-Heath

Resumo
Objetivo:
Comparar a concordância entre métodos nas medidas da pressão intraocular realizadas com quatro métodos tonométricos diferentes.
Métodos: A PIO foi medida com o tonômetro de aplanação de Goldmann (TAG), Tonopen XL, Tonógrafo de fluxo sanguíneo ocular (TFS) e o tonômetro de não contato da Canon TX-10 (TNC) em ordem aleatória de um olho em cada um de 105 pacientes com hipertensão ocular ou glaucoma. Três medidas foram realizadas com cada método e por cada um de 2 observadores independentes do TAG. A concordância inter-observadores no TAG e outros tonômetros foi avaliada pelo método de Bland-Altman. As medidas dos resultados foram de 95% de limites de concordância entre observadores do TAG e entre os outros métodos tonométricos, e de intervalos de confiança de 95% para medidas repetidas intra-sessões.
Resultados: As diferenças médias (viés) nas medidas da PIO foram de 0,4 mmHg entre observadores TAG e 0,6 mmHg, 0,1mmHg e 0,7 mmHg entre TAG e tonopen, TFS e TNC, respectivamente. Os 95% de limites de concordância foram menores (viés ± 2,6 mmHg) entre observadores TAG e maiores para concordância entre TAG e tonopen, TFS e TNC (viés ± 6,7 ± 5,5 e ± 4,8 mmHg, respectivamente). O TFS e TNC subestimaram de forma significativa as medidas de TAG em PIOs mais baixas e superestimou aqueles com PIO mais alta. Os coeficientes de repetibilidade para medidas repetidas intra-sessão para cada método foi de ± 2,2mmHg ± 2,5mmHg para o TAG, ± 4,3mmHg para o Tono-Pen, ± 3,7mmHg para o TFS e ± 3,2mmHg para o TNC.
Conclusões: Houve boa concordância inter-observadores entre o TAG e moderada concordância entre o TNC e o TAG. As diferenças entre o TAG e TFS e entre o TAG e o Tonopen devem provavelmente retirar o TFS e tonopen do uso clínico rotineiro como métodos objetivos de medida da PIO em olhos adultos.

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A influênca da espessura central da córnea e da idade na pressão intraocular medida pelo pneumotonômetro, tonometria de não contato, o Tonopen XL e a tonometria de aplanação de Goldmann
Phuong-Anh Tonnu, Tuan Ho, Tim Newson, Ahmed El Sheikh, Kamal Sharma, Ed White, Catey Bunce e David Garway-Heath

Resumo
Objetivos:
Avaliar a influência da espessura central da córnea (ECC) e da idade nas medidas da pressão intraocular realizadas com o tonômetro de aplanação de Goldmann (TAG), Tonopen XL, tonógrafo de fluxo ocular (TFS) e o tonômetro de não-contato Canon (TNC).
Métodos: ECC foi gravada para cada olho (selecionada aleatoriamente) de cada um de 105 pacientes não tratados com hipertensão ocular e glaucoma na unidade de pesquisa em glaucoma do hospital de olhos de Moorfields. Para cada um dos olhos selecionados, a PIO foi medida com o TAG (dois observadores), tonopen, TFS e TNC em ordem aleatória. O relacionamento da medida da PIO e as diferenças inter-tonométricas com a ECC e a idade foi explorada através da regressão linear.
Resultados: Uma associação significativa entre a PIO medida e a ECC foi encontrada com cada instrumento. A alteração na PIO medida para um incremento de 10µm na ECC foi de 0,28, 0,31, 0,38 e 0,46 para TAG, tonopen, TFS e TNC, respectivamente (todos com P<0,05). Houve associação significativa entre as diferenças de TAG/TNC e CC com uma tendência da TNC de superestimar a TAG em olhos com córneas mais espessas. Houve uma associação significativa entre diferenças da TAG/tonopen e TFS/tonopen com a idade, com uma tendência de TAG e TFS superestimarem o tonopen em olhos de indivíduos mais velhos.
Conclusão: A medida da PIO por todos os quatro métodos é afetada pela ECC. A TNC é afetada pela ECC de forma significativamente maior do que a TAG. A idade dos indivíduos apresenta um efeito diferencial nas medidas da PIO realizadas pela TAG e pela TFS comparados ao tonopen.

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Cirurgia de Implante de Válvula de Drenagem de Ahmed no Manejo de Glaucoma Pediátrico do Afácico
Caitriona Kirwan, Michael O'Keefe, Bernadette Lanigan e Usman Mahmood

Resumo
Introdução:
Glaucoma do afácico é a maior complicação a longo prazo na cirurgia de catarata congênita. Ele aparece meses ou anos após a cirurgia e está associada à idade precoce na cirurgia. Microcórnea e reoperação para retirada de membranas também devem ter o seu papel.
A freqüência observada variou de 1-35%. A variação entre estudos está relacionada com a duração do acompanhamento e inclusão ou exclusão de outras anomalias oculares.
O objetivo deste estudo foi registrar o sucesso, as complicações e a evolução visual utilizando implante de valvula de Ahmed, com acompanhamento a longo prazo.

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Evoluções na Persistência de Vítreo Primário Hiperplásico
Adrian Hunt, Neil Rowe, Albert Lam e Frank Martin

Resumo
Introdução/Objetivos:
Relatar as evoluções em casos de persistência de vítreo primáriao hiperplásico (PVPH) e examinar fatores preditivos da acuidade visual em pacientes selecionados para cirurgia.
Métodos: Estudo retrospectivo de série de casos de 55 olhos em 50 pacientes atendidos entre 1990 e 2001 no Children’s Hospital, Westmead. 33 olhos foram submetidos a cirurgia com objetivo de reabilitação visual.
Resultados: Nos pacientes cirúrgicos, a idade média na cirurgia foi de 77 dias e no final do acompanhamento, 28 meses. Seis (18%) alcançaram acuidade visual de 6/60 ou melhor no final do tratamento e oito (24%) alcançaram acuidade visual pior do que 6/60 a conta dedos. Os operados antes de 77 dias foram aproximadamente 13 vezes mais propensos a acuidade visual de conta dedos ou melhor comparados a aqueles operados mas tarde (p=0,01). Nem PVPH no segmento posterior nem glaucoma pós operatório foram preditores significativos da evolução neste grupo seleto.
Conclusão: Cirurgia precoce com objetivo de reabilitação melhorou marcantemente a predisposição à evolução de visão útil nos olhos selecionados com PVPH.

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Tratamento "Brando" versus "Clássico" do Edema Macular Diabético Clinicamente Significante com Laser
Francesco Bandello, Antonio Polito, Michele Del Borrello, Nicola Zemella e Miriam Isola

Resumo
Objetivo:
Comparar a efetividade do tratamento através da fotocoagulação com laser "brando" versus "clássico" em pacientes com edema macular diabético clinicamente significante(CSME).
Tipo de estudo: Estudo piloto clínico prospectivo de distribuição aleatória.
Métodos: Vinte e nove olhos de 24 pacientes diabéticos com retinopatia diabética não proliferativa (NPDR) leve a moderada e CSME foram distribuídos aleatoriamente para tratamento "clássico" ou "brando" com laser verde ND:YAG 532 nm (dupla freqüência). O tratamento com laser "brando" se diferenciou da fotocoagulação convencional ("clássica") pela energia utilizada que foi a menor possível capaz de produzir queimaduras leves visíveis no epitélio pigmentar da retina. A medida principal de acompanhamento foi a espessura da retina na fóvea medida por tomografia de coerência óptica (OCT); medidas secundárias de acompanhamento foram redução/eliminação do edema macular ao exame biomicroscópico com lente de contato, angiofluoresceinografia, alterações da acuidade visual, sensibilidade ao contraste e desvio médio nos 10° de campo visual central. Os examinadores foram mascarados para o tratamento dos pacientes.
Resultados: Quatorze olhos foram submetidos ao tratamento “clássico” com laser e 15 ao tratamento “brando”. Aos 12 meses, 7 (50%) dos 14 olhos tratados de forma “clássica” e 6 (43%) dos 14 tratados de forma “branda” tiveram diminuição da espessura retínica no OCT (p=0,79). Uma comparação da redução/eliminação do edema, melhora visual, perda visual, mudança na sensibilidade ao contraste e desvio médio nos 10° de campo visual central não mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos aos 12 meses (p>0,05 para todos os grupos).
Conclusões: Este estudo sugere que fotocoagulação para CSME com laser “brando” deve ter o mesmo efeito do tratamento "clássico", suportando assim um maior experimento para o estudo desta equivalência.

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Níveis séricos de pro-renina e retinopatia diabética em diabetes tipo 2: novo método de medida do nível sérico de proteína utilizando ensaio cinético direto com anticorpo-ativador
Harumasa Yokota, Fumihiko Mori, Kenichi Kai, Taiji Nagaoka, Naohiro Izumi, Atsushi Takahashi, Taiichi Hikichi, Akitoshi Yoshida, Fumiaki Suzuki e Yuichi Ishida

Resumo
Objetivo:
Investigar os níveis séricos de pro-renina e sua correlação com a gravidade da retinopatia diabética (RD).
Métodos: Duzentos e quarenta e oito pacientes com diabetes e 108 controles foram divididos em quatro grupos: sem RD (n=146), retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) (n=78), RDP (n=24) e controles (n=108). Níveis séricos de pro-renina de todos os indivíduos foram medidos utilizando o ensaio cinético direto com anticorpo-ativador (AAD-PR). Os níveis de pro-renina sérica foram comparados entre os grupos.
Resultados: Os níveis séricos de pro-renina nos grupos controle, sem RD, RDNP e RDP foram, respectivamente, 109,1 66,1, 194,6 160,4, 271,5 220,3 e 428,4 358,4 pg/ml (média DP). No grupo RDP a pro-renina foi marcantemente alta comparada aos grupos controle, RDNP (p < 0,0001) e RDNP (p = 0,002). Os níveis séricos de pro-rrenina aumentaram com o aumento da gravidade da retinopatia. Não foi vista correlação entre o nível de pro-renina e a duração da doença ou HbA1c.
Conclusões: Achamos que os níveis séricos de pro-renina em pacientes com RDP, utilizando o ensaio AAD-PR, foram marcantemente altos. Níveis aumentados de pro-renina em diabetes devem ter um papel importante na patogênese da RD
.

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Classificação de padrões de autofluorescência anormal do fundus na zona juncional da atrofia geográfia em pacientes com DMRI
Almut Bindewald, Steffen Schmitz-Valckenberg, Jork J. Jorzik, Joanna Dolar-Szczasny, Helena Sieber, Claudia Keilhauer, Andreas W.A. Weinberger, Stefan Dithmar, Daniel Pauleikhoff, Ulrich Mansmann, Sebastian Wolf e Frank G. Holz

Resumo
Objetivo:
Descrever e classificar os padrões de autofluorescência anormal do fundus (FAF) na zona juncional da atrofia geográfica (AG) em pacientes com degeneração macular relacionada à idade.
Métodos: Imagens digitais de FAF foram registradas em 164 olhos de 107 pacientes utilizando oftalmoscopia confocal por varredura a laser (cSLO; excitação 488 nm, detecção acima de 500 nm) como parte de um estudo prospectivo multicêntrico da história natural (FAM-Study). Imagens de FAF foram obtidas de acordo com um protocolo padronizado para aquisição de imagens digitais e geração de imagens médias após alinhamento automático.
Resultados: A qualidade das imagens foi suficiente para a classificação dos padrões de FAF em 149 (90,9%) com opacidade dos cristalinos sendo a razão mais comum de qualidade insuficiente da imagem. FAF anormal da AG em 149 olhos foi classificada dentro de quarto padrões: focal (12,1%), em banda (12,8%), em grumos (2,0%) e difusa (57,0%), enquanto 12,1% tiveram a auto fluorescência do fundo sem alterações na zona juncional. Em 4% não houve padrão predominante. O padrão difuso foi subdividido em quatro grupos incluindo reticular (4,7%), ramificado (27,5%), granular fino (18,1%) e granular fino com ponteado (6,7%).
Conclusões: Padrões fenotípicos diferentes da FAF na zona juncional da AG podem ser identificados com imagens de cSLO. Estes padrões distintos devem refletir heterogeneidade a nível celular e molecular diferentemente de um processo inespecífico de envelhecimento. Uma classificação fenotípica refinada pode ser útil na identificação de determinantes prognósticos para a disseminação da atrofia e perda visual, para a identificação de fatores de risco genéticos assim como para o desenvolvimento de futuros estudos intervencionais.

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Imagem digital da cabeça do nervo óptico: análise monoscópica e estereoscópica
James E Morgan, Nik J Sheen, Rachel V North, Yee Choong e Ejaz Ansari

Resumo
Objetivos:
Comparar avaliação monoscópica e estereoscópica do disco óptico utilizando novo software para a anállise digital estereoscópica de pares estereoscópicos do disco óptico .
Métodos: Softare foi desenvolvido para a exposição estereoscópica de imagens digitais do disco óptico utilizando um método de entrelaçamento. A rima neuroretínica foi determinada em intervalos de 10 graus ao redor do disco óptico utlizando um cursor personalizado cuja profundidade foi ajustada para a rima de Elschnig. Medidas foram realizadas primeiro com a visão monoscópica do disco e depois com visão estereoscópica.
Resultados: Medidas foram realizadas em 35 olhos de 35 pacientes (1260 estimativas para cada observador) utilizando 3 observadores. A media da relação escavação/papila variou de 0,57 a 0,66 (DP 0,13-0,14) para a visão monoscópica comparado à 0,64 a 0,69 (DP 0,12-0,14) para visão estereoscópica. Avaliações estereoscópicas apresentaram relações escavação/disco maiores nos quadrantes temporal, superior, nasal e inferior do disco óptico (P<0,001, teste U de Mann Whitney). A concordância entre observadores foi alta para a visão monoscópica (CIC, 0,74 (IC 0,72-0,76) aumentando para 0,80 (0,78-0,82) a visão estereoscópica.
Conclusão: A avaliação estereoscópica digital providencia estimativas mais baixas da rima neuroretínica e níveis mais altos de concordância inter-observadores. A análise estereoscópica digital pode ajudar na detecção de danos precoces da rima neuroretínica na prática clínica.

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Expressão do fator de diferenciação de crescimento 5 (FDC-5) e proteína óssea morfogênica 7 (POM-7) na metaplasia óssea intraocular
Sami Toyran, Amy Y. Lin e Deepak P. Edward

Resumo
Introdução:
Ossos intraoculares são observados em uma ampla variedade de doenças oculares. Os mecanismos patogênicos da formação óssea no olho não são claros. ? fator de diferenciação de crescimeno-5 (FDC-5), a proteína óssea morfogênica-7 (POM-7) e o fator de crescimento em transformação beta-1 (TGF beta1) são citoquinas multifuncionais que desempenham papeis importantes na formação óssea. Utilizamos imunohistoquímica para localizar o FDC-5, POM-7 e TGF beta -1 no olho humano a fim de determinar seu papel na formação óssea intraocular.
Métodos: Secções de olhos humanos embebidas em parafina incluíram olhos de fetos (n=5), olhos adultos normais (n=4), olhos com metaplasia óssea (n=8) e olhos com metaplasia focal fibrótica do epitélio pigmentar retínico sem metaplasia óssea (n=2). Imunohistoquímica foi realizada com imunofluorescência indireta com anticorpos contra FDC-5, POM-7 e TGF beta1. A intensidade da coloração foi avaliada semiquantitativamente no EPR, na retina, no epitélio ciliar e na córnea e depois analisada estatisticamente.
Resultados: Quando comparados a olhos normais adultos, que não mostraram imunorreatividade no EPR, a área de metaplasia de EPR, cercando áreas de metaplasia óssea, mostrou imunorreatividade intracitoplasmática leve para FDC-5 e moderada para POM-7 (p=0,004). Em contraste, traços de FDC-5 e coloração leve para POM-7 foram observados em zonas de metaplasia fibrótica do EPR em áreas não associadas à metaplasia óssea. Expressão leve intracitoplasmática de TGF beta 1 foi observada em metaplasia do EPR circundando o osso quando comparado a olhos adultos. Tanto os olhos fetais quanto de adultos mostraram marcação leve ou traços de FDC-5 e POM-7 do epitélio ciliar não pigmentado que aumentou em olhos com metaplasias ósseas. Diminuição significativa nos ceratócitos fetais foi observada em olhos com metaplasia óssea (p=0,0149 para ambos os anticorpos) quando comparados a olhos adultos. Além disso, uma diminuição significativa para marcação POM-7 foi observada em ceratócitos com metaplasia óssea (P=0,0162).
Conclusões: O aumento de imunorreatividade FDC-5, POM-7 e TGF beta 1 em zonas de metaplasia do EPR em olhos com metaplasia óssea sugere que estas proteínas desempenham um papel importante na formação óssea ectópica intraocular.

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O impacto do comitê de tecnologia em saúde para o modelo de graduação da Escócia nos encaminhamentos oftalmológicos
Sam Philip, lorraine M Cowie e John A Olson

Resumo
Objetivo:
Avaliar o impacto do comitê de tecnologia em saúde para o modelo escocês de graduação nos encaminhamentos oftalmológicos.
Métodos: Foi realizada uma análise dos resultados de screening em 5575 pacientes consecutivos, selecionados pelo Programa Grampiano de Seleção para Retinopatia Diabética entre março e setembro de 2003 de acordo com as recomendações do Comitê de Tecnologia em Saúde e o esquema escocês de graduação de retinopatia diabética de 2003.
Resultados: 3066 (55%) eram do sexo masculino. A idade mediana era de 65 anos. 5,4% foram encaminhados ao graduador nível 3 e 3,4% foram finalmente encaminhados ao departamento de oftalmologia. 2,3% necessitaram de novo screening em 6 meses. 85% foram selecionados sem midríase. 11,9% apresentaram imagens não classificáveis a pesar de um protocolo com midríase. O tempo para completar a graduação foi de 32 dias (22 a 45 dias).
Conclusão: O impacto do Comitê de Tecnologia em Saúde nas recomendações escocesas dos encaminhamentos oftalmológicos é modesto e deve estar contido dentro de recursos já existentes.

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  Laboratory science - scientific reports

Efeitos da Indocianina Verde e Endoiluminação na Retina do Coelho: um Estudo Eletrorretinográfico e Histológico
Alvin K H Kwok, Timothy Y Y Lai, Chi-Kong Yeung, Yat-Shan Yeung, Winnie W Y Li e Sylvia W Chiang

Resumo
Objetivo:
Avaliar a toxicidade funcional e morfológica associada à injeção intravítrea de indocianina verde (ICV) em olhos de coelhos durante vitrectomia com endoiluminação.
Métodos: Vinte olhos de dez coelhos Nova Zelândia pigmentados foram utilizados neste estudo. Todos os olhos foram submetidos à vitrectomia via pars plana e remoção da hialóide posterior com endoiluminação. Em um olho de cada coelho foi aplicada injeção intravítrea de 0,1 mL de 2,5 mg/mL ICV por 30 segundos seguida de 10 minutos de endoiluminação. O olho controle teve apenas endoiluminação sem injeção de ICV. Eletrorretinograma adaptado para o claro e escuro (ERG) foi realizado antes e uma semana após a cirurgia e os olhos foram enucleados para exame histológico.
Resultados: Comparações de ERGs seriais mostraram redução significativa da amplitude da onda a adaptada ao claro (P=0,037) e atrazos significantes nas latências da onda b adaptada ao escuro e ao claro (P=0,020 e P=0,038,
respectivamente) nos olhos tratados com ICV. Exames histológicos demonstraram perda de segmentos externos de fotorreceptores com ausência focal de fotorreceptores em algumas áreas nos olhos injetados com ICV.
Conclusão: Vitrectomia seguida de injeção intravítrea de 2,5mg/mL ICv por 30 segundos com endoiluminação deve resultar em toxicidade retínica causando danos retínicos funcionais e morfológicos em olhos de coelhos. Com finalidade de prevenir a potencial toxicidade retínica, concentração mais baixa possível de ICV deveria ser utilizada quando necessária para uso intra-ocular.

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Estabilidade e Repopulação Microglial na Retina
Thomas A Albini, Robert C Wang, Bibiana J. Reiser, Ehud Zamir, Guey S. Wu e Narsing Rao

Resumo
Introdução/Objetivos:
A micróglia parenquimal do SNC é repopulada pelos monócitos derivados da medula óssea mais lentamente que qualquer outra célula retículo-endotelial. A contribuição dos monócitos derivados da medula óssea à retina sem inflamação nunca foi estudada. O presente estudo procura determinar a repopulação da micróglia retínica na retina não inflamada através dos monócitos derivados da medula óssea na medula óssea de ratos quiméricos.
Métodos: Ratos Lewis quiméricos (Y para X) foram criados através do transplante de 5 x 107 células de medula óssea masculina em ratas recipientes fêmeas mortalmente expostas à radiação. As quimeras foram sacrificadas 8, 10, 12, 30 e 52 semanas após o transplante de medula óssea com coleta de amostras da retina, cérebro, pulmão e baço. O DNA foi estraído e quantificado. Células infiltrativas Y-positivas foram detectadas nas amostras coletadas através da amplificação de um fragmento 104-bp específico do cromossoma Y por PCR.
Resultados: Houve repovoamento rápido do tecido hematopoiético no baço (em 8 semanas), confirmando o estabelecimento do quimerismo e de uma menor extensão no pulmão (em 30 semanas). Esta repopulação estava ausente no parênquima cerebral e retina até 52 semanas após o transplante.
Conclusões: Estes dados indicam que a micróglia residente da retina, muito mais que a cerebral, é estável em número no compartimento retínico (por mais de 1 ano) e o repovoamento através das células derivadas da medula óssea deve ser atrasado em um ano.

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  Laboratory science - extended reports

Padrões de expressão de RNAm TLRs e NODs em olhos de camundongos saudáveis
Sandra Rodríguez-Martínez, Mario E Cancino-Díaz, Luis Jiménez-Zamudio, Ethel García-Latorre e Juan C Cancino-Díaz

Resumo
Objetivos:
Avaliar a expressão do RNAm de TLR e NOD no olho saudável e em outros órgãos de camundongos imuno-privilegiados e camundongos não imuno-privilegiados.
Métodos: PCR-RT semiquantitativa foi realizada a fim de avaliar a expressão de RNAm de TLR 1 a 9 e NOD 1 e 2 em olhos inteiros, nas porções anteriores (AP) e posteriores (PP), em fibroblastos corneais (FC), no ovário, no cérebro, nos testículos, no coração, no pulmão e no baço.
Resultados: Todos os RNAms TLR foram expressados no olho inteiro dos camundongos Balb/c. NIH e C57BL/6 não expressaram TLR9 e TLR8, respectivamente. NIH expressou níveis mais altos TLR1, 2, 3 e 6 do que as outras linhagens. C57BL/6 expressou os níveis mais baixos de todos os TLRs. TLR9, 5 e 4 foram os menos expressados em todas as linhagens. Todos os TLRs foram expressados no Balb/c PP e TLR1 não foi expressado na PA. Em NIH e Balb/c CF a maioria dos TLRs foi super expressado com LPS. Nos testículos a expressão da maior parte dos TLRs estava ausente. Órgãos não imunoprivilegiados expressaram a maior parte dos TLRs. Todos os órgãos expressaram NOD1 e NOD2. NOD2 não foi expressado na PP.
Conclusão: TLRs e NODs são expressados no olho e podem desempenhar um papel importante na imunidade inata.

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Geração de camundongos transgênicos com neovascularização leve e grave
Chooi-May Lai, Sarah A Dunlop, Leigh A May, Mark Gorbatov, Meliha Brankov, Wei-Yong Shen, Nicolette Binz, Yvonne KY Lai, Caroline E Graham, Christopher J Barry, Ian J Constable, Lyn D Beazley e Elizabeth P Rakoczy

Resumo
Objetivo:
Criar um modelo de neovascularização retínica de crescimento progressivo através da hiper-regulação do fator de crescimento endotelial vascular em camundongo.
Métodos: Camundongos transgênicos foram gerados através de micro-injeções de uma estrutura de DNA contendo o gene VEGF165 (hVEGF) humano dirigido por um promotor truncado de rodopsina do camundongo. Os olhos do camundongo foram caracterizados clinicamente e histologicamente e os níveis oculares de hVEGF foram avaliados por ELISA.
Resultados: Uma linhagem transgênica expressando baixos níveis de hVEGF mostrou alterações clínicas leves como vazamento focal de fluoresceína, microaneurismas, tortuosidade venosa, não perfusão capilar e mínima neovascularização que se manteve estável por mais de 3 meses de pós-natal. Histologicamente, houve algum distúrbio e afinamento das camadas nucleares interna e externa, com áreas ocasionais de neovascularização focal. Diferentemente, as três outras linhagens expressando altos níveis de hVEGF mostraram fenótipos concomitantemente graves. Além do descrito acima, as características clínicas incluíram neovascularização extensiva, hemorragia e descolamento de retina; histologicamente, áreas focais e extensas de neovascularização associadas a dobras de retina, perda de células nas camadas nucleares interna e externa e descolamento parcial de retina eram comuns.
Conclusões: Criamos quatro linhagens transgênicas de camundongos com hiper-expressão de hVEGF com fenótipos variando entre neovascularização leve a grave. Nossos modelos são uma ferramenta de pesquisa valiosa para estudar mudanças celulares e moleculares relacionadas ao excesso de VEGF, criando novas oportunidade de testar terapias anti-angiogênicas.

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